História Fairy Tail: Apocalipse mortal - Capítulo 8


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Categorias Fairy Tail, Resident Evil, The Walking Dead
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Apocalipse Zumbi, Nalu, Sobrevivencia
Visualizações 652
Palavras 1.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - O Lual


Eu achei que teria uma sensação confortável ao ficar bastante tempo dentro dos muros, porém, na manhã do segundo dia eu já estava incomodada. 

Acordei no chão do quarto (desacostumei a usar uma cama, fica macio demais... sufocante) às cinco da manhã. Algumas pessoas (poucas) limpavam as portas das suas casas. Isso está errado.

-Essas pessoas estão... erradas... Esse não é mais o mundo em que vivemos.

Se eu me acomodar, vou enferrujar, e quando esses muros cairem  (pois vão cair!) Eu morrerei por estar despreparada. E se eu morrer tão jovem, jogarei o sacrifício dos meus pais no lixo. Esse tipo de pensamento me fez endurecer o maxilar.

Vesti uma calça de tecido parecido com couro, porém muito confortável completamente preto, brilhoso, uma blusa de mangas longas justa cinza claro e meu casaco de neve masculino verde militar, pois estava bastante frio. Calcei tênis de corrida, amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo alto, coloquei o lenço sobre as vias nasais, e coloquei o capus do casaco. 

Peguei um cantil de água, barras de cereais, minhas duas facas e uma pistola (enganchada na parte de trás da calça).

Sai da casa nova, recebendo olhares estranhos dos meus "vizinhos". Escalei o muro, na dúvida se me deixariam ou não sair. Também não queria dar explicações de onde iria. Entrei no bosque perto dos muros. O lenço não me deixaria ser contaminada pela gripe aviária, caso ela ainda seja perigosa. Mesmo Angel tendo me enganado, deveria agradecer a ela por me ensinar isso, além do fato de não comer animais com carrapatos vermelhos.

"O que você está fazendo aí fora?" Devem se perguntar. Minha cabeça está estranha, acho que o lugar certo pra pensar não era dentro dos muros... além disso, eu quero treinar, estar sempre pronta para morte, e quando ela vier eu poderei dizer "Hoje não". 

Comecei a arremessar minha faca em um tronco de árvore, mirando em coisas aleatórias. As pessoas que estão ali... a maior parte delas nunca devem ter saído daqueles muros. Nunca viram o inferno aqui fora, nunca passaram fome, nunca dormiram em um chão de terra molhada, nunca mataram ninguém...

É como se eu fosse a estranha, não eles. E não os culpo, se eu nunca passasse o que passei e alguém aparecesse com minha aparência e personalidade, eu também diria que era estranho. A diferença, é que se esses muros caírem hoje, eu vou sobreviver e ter a minha mesma vida difícil e tranquila, enquanto essas pessoas vão cair em desespero e morrer uma atrás das outras.

Não devem nem saber como que ficam infectados.

Comecei a correr entre as árvores, saltando raízes altas com manobras que eu adorava fazer. Meu amor por educação física veio dos esportes que gosto de praticar desde a infância. Não sabia eu que eles me manteriam viva.

Parei e me sentei num galho de árvore, fazendo minha primeira refeição. Barrinhas e água. Daqui de cima, vi o movimento se intensificar nas ruas do bairro, pessoas acordando e levando suas vidas tranquilas. Reparei que Natsu saiu da minha casa e franzi a testa. Sei que não deveria ser assim, mas, um sentimento de desconfiança gritou em meus ouvidos.

-...Pai... Sábias palavras... Não confiar em ninguém, pois as regras da sociedade se quebraram...

Desci da árvore e voltei a caminhar, me aproximando do muro. Saltei ele novamente e vi que estava perto de Natsu e de um cara alto, tão malhado quanto, cheio de piercing no corpo e com um longo cabelo preto, preso em um coque samurai. Ele me viu assim que caí sobre o chão e lançou um "Hey!!".

Antes que Natsu percebesse, ele partiu correndo atrás de mim. Minha reação deve ser óbvia, fugir. Ele deve achar que sou uma intrusa... talvez eu realmente seja. Senti pontadas no peito, que exigia a diminuição da velocidade e isso fez ele me alcançar e puxar-me pelo braço. Aproveitei o impulso para agarrar o pulso dele, enroscando nossos braços e usar meu quadril para desequilibrar seu corpo e lançá-lo sobre minha cabeça.

Esse é um golpe de Judô ao estilo de quem pratica outras artes. O moreno (Que deve pesar o triplo do meu peso) caiu estabanado no chão. 

-Maldita.

-Gajeel! Para com isso. Ela é nova, eu que a trouxe. -Natsu chegou com a explicação enquanto ele se colocava de pé e eu arfava.

- Ela saiu correndo! Achei que tivesse sido pega em flagrante.

Tecnicamente, eu achei que tinha sido, pois não sei se pode ou não sair desses muros após entrar.

-Não é sempre que um brutamontes com cara de poucos amigos corre atrás de mim após um grito.

Fechei a cara e ele riu.

-Onde aprendeu a lutar? Não esperava que alguém tão pequena me jogasse no chão com tanta brutalidade.

-Não é do seu interesse. -Fui seca.

-Lucy já é cara fechada pra todo mundo, e você ainda faz isso de princípio... -Natsu deixou a frase morrer.

-Então essa é a loira?

Para comprovar, tirei meu capus e meu lenço, mostrando os fios dourados e o rosto feminino.

-O que estava fazendo lá fora?

Ele perguntou e novamente eu fechei a cara. Não devo satisfações a ninguém aqui.

-Estou presa aqui dentro? É proibido sair? 

-Eu não disse isso... É perigoso sabia? Os mortos podem te achar.

Coloquei o lenço novamente.

-Não tenha medo dos mortos. Nossos verdadeiros inimigos estão respirando e comendo enlatados, pensando em uma forma mais brutal de nos ver morrer.

Recoloquei o capus e sai andando. Pude ouvir de longe o tal Gajeel dizer "Bem que você disse que ela tinha um temperamento difícil".

A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi me certificar que todas as coisas estavam em seu lugar. Ver se ele não havia pegado nada. Tudo estava ali. Tirei meu lenço e meu casaco, o dia estava esquentando. Não muito, mas, estava. Vi na minha mesa, um bolinho em um prato que não havia igual nos armários, feito com chocolate e algumas bolinhas esquisitas. Não sei quem deixou aqui, mas, não confio em comer.

Joguei no lixo, mesmo que aparentasse estar uma delícia. E se havia um sonífero de algum vizinho querendo abusar de mim? Sabe o que dizemos a morte quando ela vem? 

- ...Hoje não!

Ouvi um som e saquei a arma... Era apenas a campainha... Calma Lucy. Fui até a porta e abri. Uma mulher baixinha (deveria ter um metro e... cinquenta.... Cinquenta e cinco no máximo. Talvez menos) Com cabelos azulados rebeldes, presos com uma faixa estava me encarando com belos olhos castanhos claros.

-Oi! Tudo bom? Sou sua vizinha da direita, e vim te cumprimentar!

Franzi a testa.

-Esse tipo de coisa ainda acontece hoje em dia? -Fui direta e ela riu.

-Os boatos são verdadeiros. A nova moradora que desconfia 100% de todo mundo! Quer vir almoçar em minha casa hoje? Fiz massa italiana, e ficou uma maravilha! Aproveita que não é todos os dias que eu faço algo bom. Ela riu. Que boatos? Já falam de mim pelas costas?!

-Por que eu almoçaria na casa de alguém que sequer sei o nome? -Cruzei os braços.

-Ah, deaculpa. Sou Levy. Levy Mcgarden! -Apertou minha mão rapidamente -Essa é  a parte que você fala seu nome. O verdadeiro nome, viu? 

Acabei rindo.

-Lucy Heartfilia.

-Então, Lu...

-Lu??- Cortei ela.

-Prefere "Cy"? Acho que não combina. -Ela sorriu -Pois bem, Lu. Vem almoçar em minha casa?

-Eu somente sei o seu nome e você me apelidou. Acha que temos tanta intimidade assim? -Ergui uma sobrancelha.

-Ai! Larga de ser chata!

A pequena garota me puxou para sua casa, onde tinha um cheiro maravilhoso de lasanha... Faz muito tempo que como uma. Eu deveria ter puxado minha mão de volta e dado uma tapas  nessa projeto de ser humano, mas, não fiz. 

-Cara, você REALMETE é super desconfiada.

Falou por eu estar observando tudo. Sentamos à mesa e eu esperei que ela comesse primeiro.

-É sério?!

Ergui os ombros e ela revirou os olhos, dando uma garfada em meu pedaço e comendo, depois enrolou a pasta italiana no garfo e comeu também.

-Satisfeita? -Cruzou os braços e eu comecei a comer -Por que desconfia tanto das pessoas?

-... Se eu não fizesse, estaria jogando fora as últimas palavras do meu pai. E... Na última vez que confiei em alguém, recebi de volta uma tentativa de estupro e uma ferida no seio. Além do título de assassina.

Levy parou de comer por alguns segundos, me analisando com uma expressão que não sei decifrar.

-Está sozinha desde o princípio?

-Sim. E não me arrependo.

Continuamos a comer. Levy acabou ganhando minha confiança, acho que ela não me deixaria em paz caso eu não me tornasse sua amiga. Mas, não quero criar laços, se esse muro cair, talvez ela morra junto com os outros.

-Hoje à noite haverá uma fogueira com todo mundo no centro. Vai ser legal, você vai?

-tipo um baile pós apocalíptico? -Ri.

-Mais ou menos. Eu estarei te esperando aqui fora. Toma.

Ela me entregou um embrulho de papel.

-O que é isso?

-Um vestido. -Sorriu- Talvez sirva em você... Não vá para lá parecendo que vai assassinar todo mundo.

Ela riu e entrou em sua casa. Tomei um banho e me vesti. O vestido era rosa claro, feito de tecido leve e sem brilho. Tinha decote em V e era rodado. Se estivéssemos a vários meses atrás eu teria adorado, agora eu apenas acho desconfortável. Calcei tênis, dando um contraste bem a minha cara e somente deixei os cabelos soltos. Levy realmente me esperava na porta. Ela fez um "O" ao me ver.

-Caralho! Você fica inacreditavelmente linda quando não está com uma cara de " i'm a bad girl, fale algo e morra".

Dei um tapinha nela. 

Andamos até o centro daquele lugar, havia uma fogueira, bancos, uma churrasqueira assando carnes e legumes e vários copos de líquidos coloridos que chuto serem sucos. Um homem tocava violão baixinho e as pessoas não faziam muito barulho. O brutamontes de mais cedo apareceu.

-Hey! Lucy, não é? Desculpe por hoje cedo.

-Ta. -Novamente fria.

Percebi Levy corar. Nos sentamos e um bos bancos e vi Natsu reclamar com sua irmã algo sobre muito açúcar. Usava jeans preto e uma camisa cinza claro. Ao me notar, lançou um pequeno sorriso e voltou a falar com a irmã.

O que a Lucy de antigamente diria ao me ver agora? A Lucy que participa de um Lual no meio do inferno.


Notas Finais


Oinhe

Pesso desculpas se deixei de responder alguém nos comentário do ultimo capítulo. Mas, comentem pois isso motiva bastante.

Kissus


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