História Fairy Tail: Apocalipse mortal - Capítulo 9


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Categorias Fairy Tail, Resident Evil, The Walking Dead
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Apocalipse Zumbi, Nalu, Sobrevivencia
Visualizações 621
Palavras 1.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Sem receio de matar


Fanfic / Fanfiction Fairy Tail: Apocalipse mortal - Capítulo 9 - Sem receio de matar

-Gostaria de saber de quem foi a ideia de fazer essa "festinha". Sério, estamos em um apocalipse, alguém aqui lembra disso? -Falei indignada.

Levy riu.

-Algumas pessoas aqui não aceitam esse fato... Isso é pra aliviar a tensão, sabe? Salvar os nervos das pessoas.

-pode salvar seus nervos, mas, não a suas carnes! Isso é uma perda de tempo. -Bufei.

-Certo, senhora Magaiver  (NA: não faço ideia se o nome está correto. Perdão.) -Levy riu, me entregando um copo de suco- Por hora esqueça de armas e sangue e foque a atenção na baixa música e no cheiro de churrasco.

Suspirei e bebi um pouco do doce líquido. Suco de maçã. Estava observando os muros desse lugar. São placas finas de metal ondulado. Mortos não a derrubariam, mas, humanos com carros fortes sim. Tem vãos por dentro que são fáceis de escalar e por fora... Não é muito diferente. As pessoas (na grande maioria) não devem sequer saber segurar uma arma e não tem o mínimo interesse e começar a aprender. São poucos os que vejo armados.

-É essa moça aqui?! -Ouvi uma voz infantil e animada. A garota de cabelos azuis, irmã de Natsu, apontava pra mim enquanto o olhava. Vi Natsu por a mão no rosto com uma expressão que há vi minhas amigas fazerem, "era pra ser discreta". Mas, ele acenou positivamente -Oi! Lucy, não é? Meu nome é Wendy e graças a você estou viva hoje! Quer dizer... Graças a você e ao onii-chan.

-Onii-chan? -Expressão japonesa? Se bem que os olhos e formato do rosto dela me lembram orientais.

-Hay! É o rapaz com cabelos que deveriam ser ruivos que você ajudou! -Ela estava super animada pra falar comigo, era até mesmo fofa -Você é bem malvada, não é? Todo mundo diz que você não gosta de companhia, mas, se deu bem com a Levy-san! 

-Todo mundo? Malvada? -Franzi a testa -Eu apenas não me dou bem com as pessoas.

-Mas, se você é amiga da Levy-San, pode ser minha amiga também?

Eu poderia falar que não, poderia mandar aquela menina ir brincar com suas bonecas e esperar esses muros cairem, mas, com aqueles belos olhos castanhos claríssimos me olhando de um jeito tão meigo e fofo, eu não consegui dar uma resposta dura. Suspirei derrotada.

-Você também é dessas que não me deixaria em paz se eu dissesse não...

-Eba!

Ela me abraçou e eu apenas soltei um pequeno sorrisinho. Quando olhei em seus olhos, vi algumas pequenas lágrimas nos cantos deles. 

-O que foi?

-Seu abraço... -Ela murmurou baixinho- É igualzinho ainda Mamãe...

-Onde ela está agora?

Sua resposta foi um aceno negativo com a cabeça. Vendo ela daquele jeito... Eu tive uma sensação diferente no corpo. Um desejo de protegê-la de tudo. Envolvi ela com meus braços.

-Eu também perdi meus pais... Morreram pra me salvar. -Esqueci que não gosto de falar disso com ninguém, mas, ao ver seu rostinho, me vi culpada. Levy ergueu uma sobrancelha ao ouvir aquilo- Usaram o próprio corpo como escudo humano e empurraram os morto escada a baixo.

-Eu sinto muito. -Ela disse e eu neguei.

-Tudo bem. Eu honro a morte deles respirando todos os dias, sobrevivendo. -Me abaixei para ficar da sua altura e... sorri naturalmente, sem estranhamentos -Faça isso por seus pais também.

Ela esboçou um grande sorriso e me abraçou com força.

-Lucy, você é minha melhor amiga pra sempre! Vou por seu nome de caneta rosa no meu diário!

Sorri. Quase em câmera lenta, vi uma mão grossa e masculina tocar o ombro de Wendy. Meu cérebro raciocinou tão rápido que demorou menos de meio segundo par a eu ter uma ideia formada na cabeça. O que pensei foi "Não vão tocar nessa garotinha como tocaram em mim!". Inconsientemente, dei um forte tapa nessa não.

-Hey Wendy, Natsu está te- Aai! O que foi?! -Gajeel olhou pra mim confuso, acariciando a mão avermelhada.

-Um... Um inseto. Tinha um inseto em sua mão. -Foi a desculpa que consegui.

-Obrigado, mas, precisava bater tão forte? -Fez bico -Natsu está te chamando, Wendy.

-Certo! Até mais, Lucy!

A azulada me deu um abraço e saiu correndo. Levy fez bico.

-Comigo foi mais difícil, e você nem aceitou ser minha "Melhor amiga pra sempre"

Revirei os olhos e acabei rindo. Meu suco havia acabado. Resolvi e pegar outro copo, já que o churrasco estava salgado e dava sede. Escolhi um sabor limão e bebi metade do copo. Amo limão. Senti uma mão tocar meu braço e me virei de imediato. Um rapaz loiro de olhos azuis me lançava um sorriso charmoso.

-Opa, boa noite gatinha.

Seu olhos corriam em meu corpo. Lembrei dos homens que tentaram me estuprar, me chamavam desse mesmo modo. Em segundos seu sorriso me deu nojo e ódio. Encarei ele com uma carranca e um olhar de poucos amigos.

-Morra.

Puxei meu braço de forma brusca e dei as costas. Pude ver Natsu rir enquanto olhava a cena e direcionei a ele o mesmo olhar, calando sua boca. Me aproximei de Levy com uma bela carranca.

-Ei, que cara é essa?

- Foda-Se a minha cara. Eu vou embora. 

Sai andado com passos pesados e rápidos, Levy me seguia.

-O que aconteceu? Você estava feliz, foi pegar um suco e voltou com aquela cara de "Vocês todos vão morrer e eu vou rir enquanto são devorados" de novo.

Já estava em minha porta quando a olhei seriamente.

-Pois é isso mesmo. Vocês todos irão morrer com essas atitudes fúteis e eu vou rir enquanto ouço seus gritos de desespero ao serem devorados. Igualmente "aquele" dia. Volte à sua festinha.

Bati a porta. Um sentimento estranho inundou meu corpo. Queria voltar no tempo e desfazer minhas palavras, pois não queria perder a única amiga que tinha... Mesmo que não aceitasse me sentir assim.

Tirei aquele vestido idiota, colocando calças e camisa de manga longa novamente. Verifiquei os pentes das minhas armas, todos carregados, coloquei o restante da munição na mochila e fechei as janelas. Me deitei no chão novamente e custei a pegar no sono.

Não tive sonho algum e de manhã cedinho já estava de pé. Peguei uma pequena mochila, o cantil de água, as duas facas e a arma, saindo de casa com o casaco masculino de inverno e o lenço. Saltei o muro e andei sem destino pelo bosque. Me amaldiçoei por ter sido tão amigável com Wendy, agora seria mais uma que vai doer quando morrer.

Dois mortos andavam tão sem destino quanto eu, matá-Los foi fácil, e me encheu de uma boa determinação. Não sou eu a errada aqui. Isso ainda é um inferno. Vi um relógio de bolso prateado preso na calça de um dos mortos e o peguei para mim, ainda funcionava. Marcavam seis e meia da manhã. 

Pulei de um pequeno córrego no chão, me agarrando a um galho de árvore e me lançando do outro lado. Continuei a andar até subir numa árvore e me sentar para comer. Barrinhas de cereais e maçã. Bebi uns goles de água e voltei a por meu lenço no rosto. 

Uma grossa chuva gélida caiu enquanto eu descia da árvore. Como gosto de chuva... caminhei, sentindo a lama em meus abaixo das minhas botas e ouvi um ruído diferente. Vozes humanas.

-Tem certeza que é aqui? Esse lugar tem mesmo armas? Parece que as pessoas só tem o muro! -Disse uma mulher.

-Tenho certeza. Vi homens armados aí a alguns dias. -Disse um homem.

Esse é o nosso verdadeiro inimigo... imaginei eles esfaqueando a Levy para roubar sua arma... Imaginei fazendo o que fizeram comigo na Wendy... Isso me fez endurecer o maxilar. Saquei as duas facas e suspirei baixinho, inaudível graças a chuva. Segurei na ponta das duas lâminas e as atirei. Uma acertou em cheio a cabeça do homem, ficando em seu capus que ficou ensanguentado em segundos. A segunda faca apenas cortou a bochecha da mulher... eu errei. 

Ela gritou e se levantou. Corri para perto. A mulher apontou a arma em minha direção e me joguei no chão, deslizando pela lama e ouvindo o alto barulho de sua arma. Segurei forte seu punho, tirando o cano da minha direção no segundo disparo. Apertei seu pulso com força e lhe deu uma joelhada na barriga, a fazendo soltar o revólver, que caiu na lama. 

Ela tentou me acertar um soco, que defendi com o antebraço e puxei ela pelo mesmo pulso que apertava, a jogando de encontro com o tronco de uma árvore. Ela bateu a cabeça com força e cambaleou caindo no chão. Pegue sua arma suja e atirei em sua cabeça antes que dissesse "espera!".

Ela não teria esperado se fosse eu em seu lugar. Ouvi um ruído nos arbustos e atirei sem pensar, atingiu o tronco de árvore, a um metro da cabeça de Natsu, que era seguido por um a moreno. Ambos armados.

-Quem é ele? -Perguntei apontando para o moreno.

-Sou Gray Fulbuster, você pod- O cortei.

-A pergunta não foi pra você.

-Ele é meu amigo.

Baixei a arma e peguei o relógio de bolso que acabou caindo no chão.

-Quem eram essas pessoas? -Perguntou Natsu, se referindo aos corpos. Provavelmente foram atraídos pelo barulho dos tiros.

- Não sei. Não os conheço. -Falei pegando minha faca presa na cabeça de um deles -Provavelmente ladrões. Invasores.

-Você os matou sem saber quem eram?! -Disse Gray -E se não fossem ladrões? E se apenas precisassem de ajuda?

-Ele tem razão. -Natsu fechou a cara.

Joguei a arma da mulher para ele e peguei uma barra de chocolate que havia caido da mochila do homem. Me aproximei de Natsu, baixando o lenço e ficando a centímetros do seu rosto (tive que ficar na ponta dos pés), encarando seus olhos com uma expressão fria e raivosa, enquanto sentia seu hálito de menta.

-Não quis esperar eles matarem a Levy ou estuprarem a Wendy para ter certeza que eram criminosos. Você já deve saber das minhas regras pessoais.

Dei as costas e sai pisando firme. Por que usei as meninas como exemplo? Só me importo comigo mesma! Não confio em ninguém! Deveriam estar gratos por protegê-los! Saltei o muro de novo e andei em direção à minha casa. Levy batia na minha porta, achando que eu ainda estava dormindo lá dentro. Levava nas mãos um pão de forma fumegante e nos lábios um sorriso de quem não tinha ligado para o que eu havia falado ontem à noite. 

O que a Lucy de antigamente diria se me visse agora? A Lucy que não tem receio em matar desconhecidos.


Notas Finais


A imagem da capa é mais ou menos com o imaginei o olhar da Lucy ao bater a Porta pra Levy.

O que acharam?


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