História Fairy Tail Corporation. - Capítulo 20


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Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Chelia Blendy, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Igneel, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Silver Fullbuster, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Nalu
Visualizações 316
Palavras 5.519
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


- LEIAM AQUI. -

Vamos lá: queria primeiramente agradecer a todos vocês que acompanharam até aqui, que favoritaram, que comentaram. Muito obrigada! Eu fico muito feliz, como primeira fanfic eu não poderia ficar mais agradecida.

Agora preciso me desculpar de verdade, do fundo do coração, eu acompanho outras fanfics e sei o quanto espero atualizações e o quanto eu quero um final bom. Muito infelizmente aqui não será possível.

Eu tive um bloqueio de criatividade tenso com a fic, com os personagens, com a escrita. Esse será o último capítulo onde eu colocarei um resumo de tudo que aconteceria, focando nos momentos mais importantes.

Desculpem por isso, e mais uma vez muito, muuuito obrigada!

Capítulo 20 - Vinte.


Fanfic / Fanfiction Fairy Tail Corporation. - Capítulo 20 - Vinte.

                 

                                     28/01/2018. Domingo. 

Lucy sabia que aquele domingo seria de extrema importância para Wendy. Elas estavam no apartamento de Natsu, no quarto em silêncio. Mais tarde, teria um almoço em família na casa dos Dragneel, e lá, Wendy esclareceria tudo. Antes disso, contaria a seu irmão mais próximo com ajuda da loira. 

A porta do apartamento abriu e Lucy a deu um sorriso confiante. 

- Amor? Wendy? Chegamos! - ele avisou da sala. 

As duas seguiram pra sala e encontraram Natsu com Sherria. Ela e Wendy trocaram olhares confidentes. 

- Natsu. Wendy precisa falar com você, vamos sentar aqui. - Lucy o chamou sorrindo. 

Ele estranhou o clima da casa e sentou numa poltrona em frente ao sofá, onde Wendy e Sherria se sentaram. Lucy sentou em um puf ao lado de Natsu e piscou pra ele sorrindo. Ele fez uma careta confusa e olhou pra irmã. 

- Do que se trata? 

Ela limpou a garganta e mexeu as mãos nervosa. 

- Hum... nii-san... Eu preciso te contar algo que está preso em mim e eu não aguento mais esconder. - seus olhos lacrimerajam e ela continuou olhando pras mãos. 

Natsu quase saiu do lugar, mas Lucy tocou sua mão e sussurrou um "calma". 

- Continue, Wendy. - a loira disse com suavidade. 

A garota respirou fundo tomando forças e olhou pra Sherria que parecia preocupada, mas que sorriu a incentivando. Elas seguraram as mãos e Natsu arqueeou uma sobrancelha. A mente dele começou a trabalhar em mil, por Kami, o que houve a ponto dela chorar? Arregalou os olhos com o pensamento que passou por sua mente. 

- Wendy... 

- Eu... Eu gosto de... Gosto de garotas. - ele arregalou ainda mais os olhos. - É delas que gosto, não de garotos. - abaixou a cabeça. 

Ele soltou o ar que estava preso e se levantou caminhando até ela, sentou ao seu lado e a puxou pra um abraço. 

- Kami-sama, eu achei que algo terrível tinha acontecido. - ela chorou baixinho agarrada ao irmão. - Você é minha irmã, Wendy e eu te amo! Achou que eu te odiaria e não aceitaria? Nunca! Além do mais, são seus sentimentos, não tenho que aceitar nada. Eu te amo e vou te apoiar sempre, isso não faz a mínima diferença pra mim. É tudo amor. 

Lucy podia jurar que sentiu vontade de chorar e dizer o quanto o amava ali mesmo. Ele piscou pra Sherria que sorria aliviada. 

- No fim das contas, sempre desconfiei. - ele riu e a olhou. - Está tudo bem. 

Ela sorriu enxugando as lágrimas e olhou pra Lucy agradecendo. 

- E você sabia? - Natsu apontou pra Lucy. - Traíras. 

A loira riu junto com as outras garotas e o mandou um beijinho. 

- Eu vou contar pra todo mundo hoje, nii-san. 

Ele a olhou terno. 

- Eu estarei com você. 

Naquele dia, no almoço em família, Natsu ajudou Wendy a contar a verdade. Zeref disse que já sabia e que estava feliz que ela finalmente revelou, e Mavis se assumiu culpada nele saber e a deu um abraço. Grandine chorou bastante porque achou que a filha nunca seria sincera com ela, e repetiu "meu bebê" mil vezes durante o choro. Igneel lhe sorriu com amor e deixou claro que como pai, a ajudaria em qualquer complicação que houvesse no caminho de sua pequena e que mataria quem ousasse impedir ela de amar. 

                                           17/04/2018. Terça. 

- Luce... 

- Sim? - ela riu divertida pulando na cama apenas de sutiã e calcinha. 

Natsu rosnou em brincadeira e correu até ela tirando a blusa e calça e pulando na cama a abraçando e enchendo de beijos. Deitou por cima da garota, abrindo as pernas dela e se encaixando no meio, impulsionando pra cima e causando uma fricção de suas partes íntimas uma na outra. Ela gemeu em aprovação e se esfregou mais no namorado que a beijava o pescoço, deixando leves chupões. Ele desceu uma mão até a intimidade encharcada da mulher e por cima da calcinha iniciou movimentos circulares com os dedos massageando. 

Ela gemeu alto em resposta e segurou o rosto dele com as duas mãos, fazendo ele olhá-la. 

- Natsu.. Ah... Eu te amo. - ele riu nasalado e a beijou. - Eu te amo. Eu te amo. Ah! Eu te amo. 

O empurrou e subiu em cima dele suspirando pesado e sorrindo. 

- Bela declaração, loira. - ele sorriu de canto. 

Ela riu e beijou o pescoço dele, fazendo uma linha de beijos molhados pelo corpo do homem que definitivamente amava. 

                                        24/10/2018. Quarta. 

- Babaca! Idiota! 

- Calma, maluca! - Lucy fuzilou Juvia com o olhar. 

- Uma crise de ciúmes, ele ficou tão bravo e simplesmente foi embora com raiva! Nem olhou pra mim. - a voz da loira já estava trêmula. - Eu estou com vontade de chorar! - gritou. 

- Calma, você tá na tpm, seus sentimentos tão ampliados, calma calma. O que houve? 

- Juvia, ele ficou puto porque eu saí com Dan, acredita? Fui simplesmente almoçar, conversar. 

- Ele não sabe controlar esse maldito ciumes como você, Lu. Tenha calma. 

- Que droga! Eu odeio isso! - se jogou no sofá. 

Juvia começou a chorar e olhar pra ela e a loira deu um pulo do sofá indo até ela. 

- O que? Ai meu Kami, Natsu me traiu, né? Você sabe e agora tá triste? 

- Claro que não, sua louca! - ela soluçou no choro. - Eu... 

- Fala logo!!! 

- Eu estou grávida. Um mês! - e desatou a chorar ainda mais. 

Lucy paralisou com os olhos arregalados. 

- Você.. Tá triste? 

- NÃO! Eu estou tão feliz. - o choro aumentou mais ainda. 

- Por Kami, seus hormônios. - e riu abraçando a amiga. - Serei madrinha de novo!! Já me acostumei com o filho da Mavis, agora o seu!! 

                                     16/11/2019. Sábado.

Natsu olhava pra Lucy brincando com August, filho da Mavis e Zeref no chão da sala. O menininho era uma mistura perfeita do seu irmão e sua cunhada, o que fazia ele lembrar como Winter, filho de Juvia e Gray que acabara de nascer, era um misto dos dois também. 

- Mavis me falou que uma das garotas do ateliê foi traída e chorou durante todo expediente. - a loira comentou enquanto tirava os próprios fios de cabelo das mãos do afilhado. 

- Que tenso. Em falar em ateliê, como anda Yukino? 

- Tirando férias com Sting, acho que estão noivos, acredita? Em pensar que ela ficaria com meu ex e eu com o dela. - piscou pra ele. 

- Quem diria. - riu também. 

- Voltando ao assunto traição, estou com pena da garota. Acredita que minha mãe também já foi traída? 

Ele a olhou surpreso, Jude parecia amar por demais a mulher que era casado. 

- Nossa... 

- Sério. Foi logo depois da morte hum... Da minha irmã. - riu jogando August pra cima. - Ela se isolou, não queria nada, vivia trancada. Ele a traiu com a secretária. Típico. 

- Pegou no flagra? 

- Eu peguei. - ele saiu da poltrona e se sentou ao lado dela, atraindo a atenção do pequenino. - Era muito nova ainda, mas contei tudo. Resultou em muita briga, meses sem se falar, ele mandou a secretaria embora e ela o perdoou. 

- Jude parecer amar tanto Layla. 

- Eu não sei dizer, fico com o gosto amargo dessa traição. Isso pra mim não é amor. Mas ela quem decide o que faz. 

- Hum... Se eu tentasse algo com minha secretária, ela me chutaria as bolas. - riu. 

- Amém, Cana! - Lucy riu e August puxou o cabelo dela de novo. - AI! Droga, acho que quando tivermos um filho terei que cortar o cabelo. 

Ele a olhou bobo e sentiu o interior aquecer com a ideia de Lucy constituindo uma família com ele. Era tudo o que mais desejava, e bom, ela já dizia constantemente que o amava, tudo era possível. 

                                         05/05/2020. Quinta.

Lucy escalava as pedras junto com Natsu, os dois se vestiam com agasalhos quentes e ajudavam um ao outro a chegar no topo. Quando enfim alcançaram, a loira respirou fundo maravilhada com a visão. Do alto, era possível enxergar rios, gramas verdes, árvores. A melhor sensação do mundo. 

- O que estamos fazendo aqui, amor? 

Ele a abraço por trás, e apertou forte a cintura da mulher. 

- Uma vez te perguntei seu lugar favorito, se lembra? - ela assentiu. - Então quis te trazer aqui. 

Ela apertou as mãos dele e sorriu encarando a vista. O sol estava atrás das nuvens, e fazia frio. A claridade estava perfeita ao olhos da mulher e ela suspirou feliz. 

- Luce... - ele sussurrou em seu ouvido. - Você é a pessoa mais especial da minha vida. Eu não poderia te agradecer mais por tudo, por esses anos, por ser minha parceira, amiga, namorada, companheira e acima de tudo aguentar meu gênio, minha maneira. - ela virou pra ele e abraçou seu pescoço com os braços, sorrindo feliz. - Case-se comigo. 

Ela arregalou os olhos com a surpresa e fala parecia ter sumido. Ficou o encarando travada, sem conseguir dizer absolutamente nada. Ele continuou a olhar, esperando a resposta pacientemente, a conhecia o suficiente para saber que a mente dela trabalhava formulando o pedido, e a resposta. 

- Natsu... - ela o abraçou com toda força que possuía. - Sim, claro que sim! 

Ele a levantou no ar retribuindo o abraço e sorrindo. Tirou do bolso do sobretudo uma caixinha vinho de veludo e abriu, mostrando um belíssimo anel de ouro com uma pedrinha de diamante, do jeito que ela gostava. Ela sorriu maravilhada e deixou que ele colocasse em seu dedo da mão direita. 

- Kami-sama! Vamos nos casar! E a festa... Tudo do meu jeito, ok? Não poderá ser tradicional e.. Meio estranho, mas do nosso jeito, o que me diz? 

- Te digo sim, oras. - ele riu. - Faça do jeito que desejar, ok? Só quero te ver num vestido. 

Ela sorriu e o deu um selinho demorado, passando a mão no peitoral coberto dele. 

- E eu quero te ver num kimono. Preto. Com o brasão da sua família. 

- Kimono? - fez uma careta. - Você me complica. 

- Você me disse sim, amorzinho. - encheu o rosto dele de beijos. 

- Unf, ok. Agora... - encostou no ouvido dela sussurrando baixinho. - Vamos pro hotel, ainda quero ouvir você me dizendo vários sim. 

Ela suspirou entorpecida, estava feliz. 

                                           22/07/2020. Quarta.

Faltava dois meses mais ou menos para o casamento. Lucy estava organizando tudo e além disso, estava deixando a Fairy Tail Corporation e a Heartfilia, Jellal tomaria seu lugar, comandando tudo. Ela, Juvia e Mavis estavam montando uma sociedade pra iniciar um trabalho em conjunto com roupas de grif. E Lucy estava considerando começar a escrever seu livro. 

Ela e Natsu estavam deitados nus entre os lençóis do quarto no apartamento dele. Eles também haviam comprado uma casa e ela junto com Erza estavam decorando o local. Natsu continuava expandindo a empresa e agora participava de corridas de carro, como hobby. Mas já era bem famoso. 

- Loira... Precisamos conversar. 

Ele fazia um carinho nos cabelos dourados dela, enquanto a mesma estava deitada em seu peitoral, fazendo circulos com as unhas na pele dele. 

- Sobre? - levantou a cabeça e se apoiou no cotovelo, sem parar o carinho. 

- Eu quero fazer algo, e mesmo que você tenha me ensinado com esses anos que somos donos de nós mesmos, precisava ouvir o que tem a dizer. 

- Hum... O que? 

- Quero reverter a vasectomia. 

Ela desviou o olhar dele e encarou os próprios dedos fazendo os movimentos circulares. 

- Acho que.. Podemos nos prevenir de outras formas. - ela disse em um fio de voz. 

- Lucy... - ela suspirou ao ouvir seu nome ser pronunciado corretamente, era sério. - Eu estou fazendo isso porque... Bom, você sabe o motivo. Eu quero ter uma família contigo, de verdade. 

- Eu e você somos uma família, Natsu. - ela se afastou e se enrolou nos lençóis. 

- Por... Por que você não quer ter um filho comigo, Lucy? 

- "Com você", não é assim, não é isso. Eu vi a minha mãe perder uma filha bem na minha frente, Natsu! Minha irmã! Eu vi como ela ficou! Eu não quero passar por isso, não quero filhos. 

- Luce... 

- Eu sei que você quer isso, eu só... Sinto muito. Tenho que ir, acho melhor termos um tempo pra pensar sobre. 

Ela se levantou e vestiu as roupas apressadas enquanto ele fazia o mesmo desesperado. 

- Espera, vamos conversar, loira... 

- Eu volto. 

Pegou a bolsa e correu porta afora indo pra casa da mãe. Precisava pensar. 

                                           13/08/2020. Quinta. 

Dias se passaram quando Lucy finalmente foi até Natsu. A aparência dela estava cansada, com olheiras, pálida. Talvez pelo tempo que passou pensando e longe dele ou por ser agosto. Quando entrou no apartamento dele o procurou pelos cômodos e não encontrou. Se deitou na cama entre as cobertas e sentiu o cheiro que tanto amava. 

Natsu chegou aquele dia mais cansado do que realmente estava do trabalho, sentia tanta falta dela que parecia sufocar. Ficou com medo, apavorado, com o futuro deles, com o casamento, se ela ao menos iria pensar no assunto, e se ele teria que abrir mão do que desejava. E pensou que o faria, sem dúvidas abriria mão disso por ela, por eles. 

Foi direto pro quarto e se assustou ao deparar com um montinho entre suas cobertas, ia gritar pra pessoa sair quando viu os fios loiros aparecendo no branco da cama. Suspirou aliviado, tirou os sapatos e se deitou ao lado dela, fazendo um carinho nos cabelos e puxando o ar pra sentir o cheiro do perfume dela. 

- Natsu? - ela resmungou baixinho e coçou os olhos. 

- Sim, amor. - a puxou pra junto de si pela cintura e a apertou não querendo que ela escapasse nunca mais. 

- Senti tanto sua falta. - o abraçou matando a saudade desses dias longe. 

- Eu também. 

- Eu.. Vim falar sobre aquilo, Natsu... Me desculpe, eu.. 

- Shhh! - ele a interrompeu. - Esqueça esse assunto, é agosto. E eu estou aqui pra você. Só por favor... Fique. 

Ela com certeza ficaria. 

                                           10/10/2020. Sábado.

Lucy havia incentivado Natsu a reverter a vasectomia, mesmo sem certeza de que queria mesmo um filho. E ele fez, ainda em agosto. O casamento estava cada vez mais próximo e eles estavam pirando. 

- Lucy. Você. Precisa. Vir. Aqui. Agora. 

- Natsu, você não imagina o quanto eu quero. Na verdade, você imagina sim! Mas a minha mãe, ela tá me enfiando em um vestido agora mesmo. 

- Loira, eu poderia rasgar esse vestido em mil pedaços, quarenta e cinco dias, Luce. Eu preciso transar, pelo amor de Kami-sama. Vem aqui. Agora. 

- E você acha que eu não? To esperando esses dias pós cirurgia junto com você, por Kami. Ei- Natsu, aqui é a Layla, pare de chamar minha filha porque está no cio. Tchau. 

Ele se jogou na cama frustrado depois da sua sogra ter desligado o telefone.

Lucy recebeu uma mensagem assim que aprovou o vestido e correu de sua mãe. Era uma foto de um monte de pacote de camisinha que Natsu mandou. Ela gargalhou dentro do carro. Felicidade era o que definia por ele não pressioná-la a ter filho. 

                                             20/11/2020. Sexta.

Então, o grande dia. Natsu estava vestindo o pesado kimono, com ajuda de Gray e sua mãe. O tecido era grosso, todo preto, e nos pés usava meias pretas. Se recusou a usar sapato, sendo que o kimono era longo o suficiente pra ninguém poder ver. O brasão de um Dragão vermelho representando sua família que Grandine bordou com carinho. 

- Como se sente? - Natsu olhou pelo espelho para o amigo. 

- Não sei, meio nervoso. Acho. 

- Lucy fez um casamento bem doido. 

- Do jeitinho dela. - riu. 

- Filho, a mamãe está tão feliz. Te amo muito, bebê. - Grandine o abraçou com força. 

Igneel riu concordando e abraçou o filho orgulhoso. O local do casamento era como uma casa japonesa, o piso era de madeira, as portas de puxar, um grande salão com portas nas laterais. Uma do lado direito e outra do esquerdo. Havia um altarzinho onde o Juiz ficaria, com uma mesa que tinha dois copos postos e uma garrafa de saquê. 

As cadeiras e mesas estavam distribuidas pelo salão, deixando um espaço somente na linha das portas laterais e da porta da frente. A delimitação tinha flores brancas, formando bordas para o caminho que os noivos, padrinho e os pais andariam. Lucy sairia do lado direito ao mesmo tempo que Natsu do esquerdo. Se encontrando no meio do caminho e andando pra frente juntos rumo ao altar. A decoração era toda de flores brancas, as mesas e cadeiras eram de madeira, com um pano vermelho por cima. Jarrinhos com flores brancas estavam finalizando a decoração no meio da mesa. 

- Lucy, fique quieta. - Juvia ralhava com ela tentando por a tiara de elfa no cabelo longo da loira. 

- Ai isso está doendo! - choramingou. 

- Essa menina.. - Layla revirou os olhos e as outras riram. 

Assim que Juvia conseguiu, ela se virou pra que todas aprovassem. Seu vestido tinha a parte de cima como um corpet, mas com alcinhas bem finas, e um meio decote que deixava seus seios prensados e empinados. As costas tinha um decote bem maior e na cintura, o tecido se tornava meio pomposo e leve, longo, com uma calda curtinha atrás. Era cheio de brilhos e de tom dourado, com rosas de um tom mais claro que o vestido bordadas na parte da saia. Nos pés, tinha uma sapatilha também dourada que não dava pra ver. Os cabelos estavam soltos, mas com duas mechas da frente presas atrás por uma xuxinha transparente, a franja jogada a maior parte para um lado e o restante pro outro. Enfim, a tiara dourada com uma pedrinha de rubi vermelho sangue, ficando bem no meio da testa. E no pescoço, o colar que Natsu lhe dera há anos atrás. Um delineado puxado e fino, com brilhos acompanhando e um batom tão vermelho quanto a rubi. Brincos longos também dourados com uma pedrinha vermelha. No dedo, o anel de noivado brilhava. 

- E então? 

Todas as olhavam maravilhada. 

- Kami-sama... Minha filha, meu bebê. Ai não posso chorar. - Layla abanou os olhos com as mãos. 

- Lucy, meu amor... Papai está orgulhoso. - Layla se enroscou nele tentando não chorar. 

- Você está linda. - a voz de Jellal assustou a todas e ele caminhou até ela. - Não mais que a Erza. - riu e piscou pra noiva. - Vim te dar um abraço, afinal é minha melhor amiga. 

Eles se abraçaram e ela sorriu. 

- Obrigada por tudo, Jelly. Eu sei que você vai cuidar de tudo pra mim, só... Obrigada. 

- Farei meu máximo, Luluzinha. - ele riu e roubou um beijo da Erza antes de sair de volta pro seu lado. 

- Vai começar. Fiquem prontas! - Cana abriu a porta avisando. 

Uma fila se formou, e do lado de Natsu também. Layla saiu do lado de direito, de Lucy, e do lado esquerdo, de Natsu, Igneel saiu. No meio do caminho se encontraram e enlaçaram os braços caminhando até o altar e se separando para sentar nas primeiras mesas, cada um de um lado. Os próximos foram Jude e Grandine. Seguindo logo depois Sherria e Wendy. Erza e Jellal. E Juvia e Gray. Finalmente seriam eles. 

A porta se abriu pra Lucy, ela estava nervosa e o som do piano em uma melodia nada tradicional, num tom leve, na outra porta Natsu olhava pra ela. Diretamente pra ela. Os convidados todos acompanhavam cada passo. Quando se encontraram no meio do caminho, ele sorriu. 

- Você está linda. Belo vestido. 

- Eu estou apaixonada por seu kimono, por favor, case-se comigo. - ele riu divertido. 

- Agora mesmo. 

Passou o braço dela pelo seu, a deu um beijo na bochecha e caminhou para o altar. Pararam em frente ao Juiz e ficaram em pé, o olhando iniciar. 

O juiz pigarreou e o silêncio se instalou, tendo como fundo só o som do piano bem baixinho. 

- Aqui estamos para unir Natsu Dragneel e Lucy Heartfilia, como duas pessoas diferentes, únicas, individuais, que escolheram um caminho para compartilhar ainda em suas individualidades, juntos. Pôr em um papel, abençoar-se por uma fé, em algo além ou em si mesmo, uma história que tem início desde que seus olhares se encontraram pela primeira vez.

Layla desaguava em choro e Lucy sentia o coração quase sair pela boca.

- História que, ao ser levada a um patamar de união celebrativa, é merecida, é intensa. O tempo ele é o tempo, rei. E foi ele que transformou cada um naquilo que é. Hoje temos aqui duas pessoas que estiveram desde sempre e para sempre em constante evolução, em formação, e uma dessas formações nos trouxe para esse dia. - o juiz sorriu para eles. - Não há definições para o amor, talvez nunca poderemos entendê-lo, descrevê-lo com perfeição, nós sentimos e assim estamos convictos de que é. O amor também não pode ser padronizado, não pode se encaixar em moldes, alguns acreditam em sua eternidade, outros em fins, tristes ou bonitos, mas fins. 

Lucy e Natsu se olharam firmando tudo aquilo e passando confiança um para o outro. 

- Fim de um ciclo. Ciclos esses que estamos sempre iniciando e finalizando. O tempo ele é contínuo e portanto nunca poderíamos afirmar com convicção do que poderia acontecer daqui dias, meses, anos, ou até mesmo minutos. Assim, então, o foco está no agora, nesse momento. Nesse exato momento. Nesse ciclo que está prestes a ser iniciado como um novo.

Os dois viraram pra frente um do outro.

- E vocês darão esse passo juntos. 

Natsu pegou o anel dele na mesinha e entregou na mão de Lucy. Ela pegou o anel dela na mesinha e entregou na mão dele.  

- Você, Natsu Dragneel, diz sim a Lucy Heartflia, hoje, agora, para levar esse laço ao papel, ao além, ao presente, ao amor até que chegue o tempo? 

Ele a olhou e sorriu.

- Hai. - respondeu. Ela sorriu e deslizou o anel no dedo dele. 

- Você, Lucy Heartflia, diz sim a Natsu Dragneel, hoje, agora, para levar esse laço ao papel, ao além, ao presente, ao amor até que chegue o tempo? 

- Hai. - Natsu deslizou o anel no dedo dela. 

Eles se olhavam felizes, encaixados, transbordando amor. 

- Então, com o meu poder permitido por Crocus, como Juiz, eu oficializo esta união, os declaro como seres eternamente individuais, porém parceiros, juntos. E sob o universo particular de cada olhar, e ambos consentimentos, os abençoo, e deixo que vocês se abençoem. Podem se beijar.

Foi um beijo rápido, leve e carinhoso. Enfim, casados. Os dois se viraram e pegaram ao mesmo tempo o copo com saquê, bebendo ao mesmo tempo e depositando na mesa também ao mesmo tempo. Assinaram os papéis e aguadaram os padrinhos assinarem. Os garçons entraram no salão oferecendo as comidas, bebidas, doces e músicas aleatórias começaram a tocar. 

Os dois foram parabenizados por várias pessoas, conhecidos, amigos. Beberam e riram por horas, tiraram fotos e não se desgrudaram. Juvia bateu na taça pedindo silêncio. 

- Hora do discurso, senhora Lucy Dragneel. - a azulada riu dando língua pra amiga que ficou vermelha e com vergonha. 

Levantou da mesa, onde estava sentada ao lado de Natsu, e sorriu tímida. 

- Bom.. Eu queria agradecer a todos vocês que compareceram a essa cerimônia louca e estranha. Se vocês estão aqui é porque com certeza são parte da minha vida. - sorriu pra Yukino que estava do lado de Sting. - Eu nunca sonhei com casamento, na verdade, sempre estive com um pé atrás com toda essa construção social chamada amor. Sempre estive presa a ideais e a definições. Acontece que hoje, não tenho como definir como me sinto. E desde que encontrei Natsu, - ela o olhou. - eu vim saindo do que eu achava ser uma construção, e desconstrui o amor, passei a senti-lo puro e só, nada mais. Obrigada por me encontrar e obrigada por me fazer tão bem e me dar confiança de que poderei enfrentar o mundo ao seu lado, e mesmo quando não ao seu lado fisicamente, poderei fazer sozinha porque você sempre... sempre estará em mim. - ele se levantou e pegou fios dos cabelos loiros nos dedos. - Que o universo esteja a favor do que sentimos, você me faz ter fé e coragem no amor. 

Todos aplaudiram e eles se beijaram, entre o beijo Natsu lhe segredou: Obrigado. 

Quando ficou tarde, eles saíram juntos pro jatinho que iria pra Califórnia. Se despediram de todos, inclusive Happy e Charl que estavam no casamento. Entraram e o piloto fechou a cabine e se isolou pra dar privacidade a eles. 

No jatinho tinha uma cama no canto, poltronas, mesinhas. Natsu trouxe uma taça com champanhe e sentou na cama, ela andou até ele e parou no meio de suas pernas, pegou a taça e bebericou. Ele levou as mãos a cintura dela e apertou. 

- Eu te amo. 

Ela riu. - Eu sei. 

Ela pôs a taça na mesinha e voltou pra ele. Natsu passou as mãos pelo corpo dela extasiado, apaixonado. A virou pela cintura e ficou em pé, desceu o zíper pequeno atrás e puxou as alcinhas do vestido pra baixo enquanto beijava os ombros da loira. Ela suspirou e tombou a cabeça no ombro dele enquanto seu vestido ia pro chão. Não usava sutiã, apenas uma calcinha de renda vermelha. Ele apertou seus seios, massageando eles e ela gemeu, esfregando as pernas uma na outra. Natsu riu e a virou pra ele, admirando a visão daquela deusa em sua frente. 

Tirou devagar a tiara que ela usava, pra não machucá-la e a puxou pela nuca chocando as bocas e dando inicio a um beijo cheio de amor e desejo. Ela espalmou as mãos no peitoral dele e começou a remover a parte de cima do kimono, gemeu quando ele apertou sua bunda causando o choque dos seios no peito nu dele. Se afastou e puxou pra baixo o resto do kimono, encarando o volume na cueca box vermelha. 

- Estamos combinando. - riu e ele levou os dedos as laterais da calcinha dela, removendo rapidamente. 

- Agora não mais.

A deitou na cama e a beijou, passou as mãos por a cintura dela apertando e descendo os beijos pro colo da mulher e logo, os seios, os chupando devagar. Ela levou a mão até o volume da cueca e massageou, arrancando um gemido rouco dele. Logo levou as mãos até a bunda dele e o puxou, desesperada por uma fricção dos sexos e rebolou quando aconteceu. Ele trincou o maxilar e suspirou continuando os estímulos nos seios dela. 

- Natsu... Rápido, vem logo...

Ele suspirou tomando fôlego e tirou a cueca, passando o pênis pela vagina molhada de Lucy. Ela gemeu mais alto com o contato e o olhou cheia de desejo, suplicando. 

- A-a camisinha, Luce. 

Ia se levantar pra pegar quando ela o puxou. 

- Vamos tentar. 

- O que? - ele ficou surpreso. 

- Só anda logo, vamos, por favor. - o beijou sugando o lábio inferior. 

Natsu poderia explodir de felicidade. Se posicionou e entrou nela, iniciando as estocadas firmes e devagares, Lucy gemia e arranhava as costas e ombros do agora marido. Ele ofegava no ouvido dela e beijava o pescoço, dando chupões. A velocidade aumentou e os gemidos ficaram mais altos, as mãos se juntaram e os dedos entrelaçaram enquanto ele estocava com força e rapidez e ela rebolava. Perto do ápice, eles se olharam, como casados, marido e mulher, confidentes. Eternamente conectados. 

É sempre amor mesmo que acabe.

No ano seguinte, Lucy finalmente engravidou. Natsu e ela ficaram incrivelmente felizes, ele continuou correndo, disputando, como profissional e continuou na presidência da empresa. Em 2022, Nashi, a filha deles dois nasceu. Ela era incrivelmente linda com seus cabelos rosas como o do pai, os olhos também iguais e os traços finos e lindos como de Lucy. 

A loira agora trabalhava com a grif de Mavis junto com Juvia, e havia tirado um tempo para cuidar de sua filha, junto de seu marido. Ela tatuou o kanji de Nashi no pulso esquerdo e Natsu fez o mesmo. Na época que a menininha nasceu, assim como dito uma vez, Lucy cortou seus cabelos um pouco acima do ombro. 

Quando Nashi tinha três anos, em 2025, algo faditico aconteceu. Lucy com seu jeitinho de ser, sempre desligada, não deu importância pra reaproximação de Natsu e Lissana. E Natsu passando por crises, odiou que a loira nunca dava importância pra esse tipo de coisa, sendo insensível como sempre fora. Ele havia se aproximado de Lissana mais uma vez e eles sempre saíam juntos, mas ele nunca tentara absolutamente nada com ela. No fundo, ele só queria a atenção redobrada de sua esposa. Algo estupido, claro, mas que depois de um tempo começou a afetar Lucy. 

Ela começou a sentir ciúmes, chorar de raiva e se desgastar, tudo em silêncio. Se tornando a mulher que nunca gostaria de ser. Um dia, ela foi até o escritório do esposo para conversar e ao entrar, encontrou ele rindo descontraído, e Lissana ao seu lado rindo também. Aquele foi o fim. Quando seus olhares se chocaram, Natsu percebeu toda a dor e magoa direcionado a ele naqueles olhos enormes e agora, sem brilho da esposa. 

- Luce...  

Ela saiu de lá e foi direto pra casa, arrumando suas coisas com pressa e as coisas da filha que estava na sala brincando. Quando Natsu chegou e se deparou com a cena, entrou em desespero. 

- O que está fazendo? Lucy! Por favor, amor..

- Calado! - ela gritou e o encarou em furia. 

Juvia chegou no mesmo instante e tirou a afilhada de lá, e também as malas dela. 

Natsu a olhou perdido, em súplica, desesperado.

- Natsu... - ela o chamou mais calma. - Eu te amo. Muito. E gostaria de te pedir desculpas, pois eu falhei em sentir as coisas abertamente. Falhei em te contar quando meu ciúmes começou, ou quando derramei a primeira lágrima por você. Mas eu não posso continuar assim, olhe pra mim, você me reconhece? 

Ele a olhou sem saber o que dizer. Não. Não a reconhecia, não se reconhecia. 

- Nós precisamos disso. Eu nunca, - se aproximou dele. - nunca irei amar alguém além de você, e nunca estarei como estou agora com ninguém além de você. 

- Luce... Me perdoa, eu falhei, você... Tinha medo de acabar e... Eu falhei. 

Ele a abraçou com lágrimas nos olhos. O que diabo fez com a mulher que amava? 

- Não pense que te traí, eu nunca o fiz. 

Ela se afastou dele e sorriu terna. 

- Eu sei. Eu sei. 

Eles então, se separaram, se afastaram. O tempo juntos trouxe de volta inseguranças e medos em ambos, e eles precisavam se curar disso. Três anos depois, eles se reencontraram. 

                                             20/11/2028. Sexta.

Nashi e Juvia aguardavam Lucy terminar de se arrumar para irem pro salão de festas, onde teria o lançamento e prêmio do livro que a loira publicou. Quando enfim pronta, saíram juntas rumo a festa e Juvia a xingou bastante, sempre tampando os ouvidos da afilhada. 

O local estava cheio de amigos, conhecidos, fotógrafos, críticos, e da família. Todos estavam espalhados olhando pra escadaria branca, de onde a loira e foco da noite surgiria. Ela apareceu no topo, em seu deslumbrante vestido vermelho colado ao corpo e longo, os cabelos soltos batendo na bunda, e na mão, uma taça de champanhe. Os aplausos surgiram em seguida e seus olhos focaram no que lhe era mais precioso. 

Sua filha e então, Natsu Dragneel. Se existe um momento onde todos desaparecem por um instante, era esse. Ela o olhou com os olhos marejados, a saudade apertava em seu coração, esmagando ele com toda força. E o de Natsu não estava diferente. Ela era a mulher mais linda e cheia de luz que já vira. Era seu farol, seu transbordar. 

Eles se olharam, salvando cada pedacinho. Três anos pareciam uma eternidade. No pescoço de Lucy, o colar. Na gravata de Natsu, reluzindo, a presilha que há tantos anos ganhara dela. Nos dedos de ambos, o anel que uma vez veio acompanhado de um "Sim." 

Nunca foi um fim, sempre seria apenas um novo início e por ele, ela teria mil deles. Por ela, ele sempre recomeçaria. Lucy levantou a taça para ele, que retribuiu. Sendo prestigiada por a premiação de seu livro "Um tom de verde". 

E quando se aproximaram, ele pegou Nashi no colo e olhou pra Lucy lhe segredando: 

- Eu te amo. 

E ela, é claro, lhe retribuiu fazendo ele sorrir verdadeiramente para a única capaz disso. 

- Eu sei. 


You're the only exception. 












                             


Notas Finais


Desculpem os erros e MUITO obrigada!


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