História Fairy Tail segunda geração e a Herdeira das Fadas - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Visualizações 19
Palavras 3.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oiii, desculpem a demora de mais de um mês, é que antes de entrar de férias eu estava atolada de provas e agora foi um esforço e tanto escrever esse capítulo porque eu estava sem criatividade nenhuma, eu simplesmente travei nele, não sei quantas vezes abri isso e fiquei maior tempão olhando para a tela, mas enfim agora que saiu espero que tenham uma boa leitura e que apreciem o capítulo, que seja digno de compensar a demora, aviso já que o próximo pode demorar tanto quanto, porque segundo minhas aulas voltam e eu já tenho relatório e prova então vai ser difícil arrumar tempo, mas enfim tenham paciência comigo rsrsrs

Capítulo 21 - Segundo Cavaleiro


Fanfic / Fanfiction Fairy Tail segunda geração e a Herdeira das Fadas - Capítulo 21 - Segundo Cavaleiro

A semana passou, estavam em um trem em direção ao próximo cavaleiro agora, no entanto os pesadelos de Kurai não cessaram, acordava no meio da noite e se encolhia no canto do sofá até conseguir se acalmar e passava a tentar ignorar aquele sentimento tão familiar, não se lembrava dos sonhos, no entanto a sensação que deixavam, não só a de terror, mas era algo nostálgico. Agora encarava a janela enquanto tentava se lembrar, era como se tivesse esquecido algo importante, porém deixaria de lado, tinha coisas mais importantes que sentimentos desbotados e sensações borradas, o plano já havia sido discutido, aparentemente o cavaleiro havia se tornado o dono de uma taverna bem atrativa, e o mês do aniversário do estabelecimento era o único período em que ele aparecia e fornecia milhares de ofertas e centenas de pessoas apareciam, não era atoa que o trem estava lotado, as informações batiam, Anna e ela entrariam como infiltradas já que nessa época eles contratavam temporárias, o resto ficaria lá dentro de reforço. 

Era engraçado como a situação podia fazê-la ficar tensa, mas as pessoas a sua frente simplesmente continuavam rindo, como se uma batalha não estivesse sendo travada, era relaxante, Nova e Reiki pareciam duas crianças se cutucando e rindo no banco a sua frente, atrás ela podia ouvir Storm e Layla mormurando e rindo, e Anna dormia tranquilamente em seu ombro, eles lhe davam esperança de que no fim tudo ficaria bem e que voltariam da mesma forma como vieram, rindo na cara do destino que lhe impuseram, mas no fundo, ela sentia medo, as vezes queria simplesmente ir embora e continuar sozinha, queria ter o poder de manter todos seguros e com aqueles sorrisos, mas não podia, sabia, aquela mesma sensação que a consolava todas as noites, que a aterrorizava, essa sensação cochichava em seu ouvido "no fim você sera aquela que contribuíra para essas mortes", e ela não podia negar.

...

Anna andava impaciente de um lado para o outro dentro do quarto até aconchegante, mas ornamentado demais, com apenas uma camisola preta e curta que havia sido obrigada a usar, apesar da cor, a roupa era praticamente transparente e era possível ver perfeitamente o contorno de seus seios e da barriga, em quanto isso Kurai parecia ter apagado no chão. Agachando-se ao seu lado encarou o rosto tenso da amiga que mesmo dormindo parecia severo e logo depois franziu o rosto dando um tapa na cabeça dela

-Como pode dormir em uma hora dessas?!

Kurai apenas resmungou um pouco e arrumou a coluna que estava toda torta

-Com sono, normalmente é assim que acontece... - Assim que ela começou a retomar a consciência e afastar o sono por finalmente se lembrar do lugar onde estava, algo a atingiu, um poder sombrio e esguio, exatamente como o último, parecia estar... se contendo, talvez para disfarçar a presença, mas dessa vez tinha uma sensação... ela não entendia, mas algo se completava ali

O sangue ferveu em resposta, não, a magia que corria ali ferveu em resposta como se dissesse venha e antes que se desse conta, estava de pé, encarando a porta daquele quarto que lhe dava repulsa, Anna se acalmou imediatamente se colocando logo atrás da amiga, apesar de ambas estarem em uma posição casual, os músculos estavam rígidos, e a magia dela também começava a urrar, mas de uma forma diferente de Kurai, a dela pedia afaste-se. Então o poder junto ao som de passos aumentaram até cessarem atrás da porta, Anna não entendeu, mas Kurai por algum motivo podia sentir aquele poder se contorcer para se tornar invisível, para ser contido por seu dono, até que a maçaneta girou e a porta se abriu.

O homem que abriu a porta era alto, forte e bonito, os cabelos dourados chegavam a altura do pescoço e contratavam com os olhos azuis esverdeados, mas elas viam, viam as sombras que dançavam ali, brincando com a cor falsa, assim que aquilo se fixou em Kurai, o sorriso sacana que mantia ao rosto desapareceu.

-Estava me perguntando quando viria - ele ia se virar para encarar Anna, mas parou e voltou para Kurai - Ah, Ah - ele mexeu o dedo indicador de um lado para o outro como se falasse com uma criança - Pesa que sua amiguinha controladora de mentes que se retire - como ele sabia a natureza do poder de Anna que agora fazia com que seu olhos brilhassem completamente em um tom verde florescente, ela não fazia ideia, talvez ele tenha notado a magia ou a sentido - Só então conversaremos

-Conversar?! - Kurai vociferou, não sabia quando, mas passou a sentir uma raiva incontrolável, mas antes que conseguisse atirar mais palavras, ele a interrompeu

-Somos todos civilizados aqui, não ha necessidade de destruir metade da cidade como costumam fazer, estamos todos cientes da sua "caçada" desde que a presença de Hugo sumiu, então, se puder fazer a gentileza de mandar seu cão de guarda passear continuaremos a conversa e não se esqueça que tenho um olho em cada companheiro seu desposto no salão abaixo 

Gelo correu suas veias, esfriando aquela raiva repentina e a trazendo de volta para a realidade, um movimento mal feito e os companheiros sofreriam as consequências, não tinha saída, teria de entrar no jogo dele com as regras dele, trincou o maxilar e fechou as mãos em punho como se a ferisse se quer pensar no que diria, Anna apenas aguardava por uma ordem, só não esperava que fosse aquela:

-Saía 

-O quê? - ele sorriu satisfeito

-Não posso arriscar os outros, faça como ele pede, saía, vou ficar bem, ele parece estar falando a verdade, quer apenas conversar 

-Exatamente, não há a necessidade de começarmos a nos matar aqui, como eu disse somos todos civilizados - Anna rosnou, mas cessou a magia e saiu batendo o pé, mas antes de deixar completamente o quarto parou ainda de costas e falou

-Se machucá-la, verá do que uma controladora é capaz - e então bateu a porta

Kurai tinha descoberto a pouco tempo que Anna tinha herdado os poderes do pai, Bickslow, de dominar mentes, porém ela também pode destruí-las, não tinha certeza se funcionaria, porque não sabia se aquelas coisas se quer tinham mente, mas como agiam por conta própria, esperou que pudessem fazer algo e pela forma como ele agiu, era possível que funcionasse.

-Estressada ela - ele começou casualmente enquanto começava a andar, mas Kurai ainda se mantia na posição defensiva com um olhar nada agradável o acompanhando - Sente-se - ele disse dando tapinhas na cama onde ele havia se sentado, ela cruzou os braços sob os seios e franziu o rosto 

-Vá direto ao assunto, se sabia que eu viria, então sabe o que quero

-Nossa, você continua igual, nem mesmo o tempo foi capaz de apagar esse seu temperamento então, isso deve ser bom - ele se apoiou nas mãos jogando um pouco o corpo para trás, os longos cabelos oscilando e caindo como seda para trás

-Não fale como se me conhecesse - ela rosnou, os dentes impecáveis e afiados á mostra  

-Féricos, você realmente se parece com um, aposto que Hugo te disse que  era um deles, que Leah era - ela inclinou a cabeça como um animal sem entender, ele riu, algo naquilo não era desse mundo - Esperto da parte dele fazer com que você não procurasse sua ascendência, apesar de que você não encontraria nada, e também não acreditaria

-Do quê esta falando? - "não entre na dele, esta tentando te confundir",  mas a curiosidade era maior

-É verdade que a cria de uma fada, ou como queira, com um Humano resulta em algo do tipo, mas vocês duas só tem a aparência, creio que seja um tipo de disfarce natural, não são isso nem de perto, sabe, existem milhões de criaturas no mundo mágico com dentes e orelhas poti-agudos - ele fez uma pausa e a encarou - Eu a conheço muito bem, e você me conhece melhor do que imagina, ainda não tenho certeza de como fez isso, mas quase apagou as nossas memórias também, uma pena que somos feitos de puro poder e não de carne e osso, é isso o que veio buscar não é? - uma espada roxa apareceu em suas mãos, o cabo adornado com o que pareciam diamantes e desenhos negros - Também veio me tirar do mapa, mas não vejo necessidade - ela tinha parado de raciocinar e passou a ouvir apenas - Veja, não faço nada de errado aqui, mesmo as garotas são bem tratadas, eu apenas canalizo o desejo e luxúria daqueles que decidem vir até aqui e me alimento, ninguém se machuca e eu continuo fazendo o que me foi ordenado

-E o que lhe foi ordenado? - ela conseguiu enfim perguntar

-Obter poder - algo dentro dela pareceu estalar, como se aquela resposta acordasse algo que foi imediatamente barrado dentro dela - Mas essa é conversa para outra hora, não vai conseguir nos eliminar, somos poderosos demais, mas se usar essas armas - ele estendeu a espada para que ela pegasse, mas a garota não se moveu - Podem ter uma chance, Hugo não voltará, aliás ele esta em casa, escute, alguns apenas ainda matem a sanidade, outros sucumbiram ao poder com o passar do tempo depois de não terem mais supervisão não sabiam como controlar e cederam, os que ainda podem ser civilizados farão como eu, com os outros nem ao menos arrisque uma conversa - ele se levantou puxando a mão dela para que segurasse a espada, algo se inquietou sob sua pele, então recuou um passo, mas ele continuou segurando-a pela mão e encarou a cicatriz horrível no pulso - Eu não sei o que ainda resta nas suas memórias, provavelmente nada - ele riu com escarnio - Mas sei que algo grita para você, que não dará certo, jamais deu, você tinha desistido, tinha deixado de lado e estávamos todos bem com isso, por quê voltou atrás?

-Eu não sei do que esta falando, mas se quer saber por quê coloco minha vida na linha de frente, por quê aceito as cicatrizes como troféus, então eu direi, mas em troca quero respostas não só devaneios de um velho soldado mistico - ela o encarou por um instante, ele suspirou, foi o suficiente para que ela continuasse - É porque essas pessoas lutam todos os dias para defender esse mundo, para dar a chance de viver à aqueles que ainda não o fizeram, eu não entendia por quê lutar por isso no começo, e quando comecei tudo, parecia mais uma obrigação jogada sobre mim por alguém que já não queria mais o fardo, mas depois que eu os conheci... Eu aprendi o quanto um sorriso é precioso, até porque não é tão simples quanto parece, um mundo em paz não é o que eu quero, pelos Deuses isso é um sonho ou delírio de alguém, quero um mundo em que todos possam aprender a sorrir, como eu aprendi, e se essa coisa for solta, isso não vai acontecer - ele ergueu as sobrancelhas, abriu a boca, mas a fechou em seguida formando uma linha fina com os lábios 

-Não somos pessoas ou criaturas, você pode nos tocar, mas não ferir, você diz que somos espíritos que retornam, não somos, o que você vê aqui, é poder sólido, mas só temos força para ficar nesse estado em um período específico de tempo que é quando nos alimentamos, eu não sou nada nem ninguém, fui criado com um único propósito

-Qual? - ela perguntou um pouco mais agressiva do que pretendia, mas ele demorou para responder dessa vez

-Proteger - ela franziu o cenho com uma expressão de incredulidade  - E falhei, antes que pergunte não responderei mais nada sobre nossa criação, você sabe tudo de qualquer forma, me aborrece ter de lhe explicar tudo uma segunda vez

-Você disse que os outros perderam o controle, se deixá-lo aqui corro o risco de estar acionando uma bomba relógio?

-Não se preocupe, eu quis me manter sã, gosto da sensação de civilização, me manter quieto não sera problema 

-Devo confiar no que diz?

-Isso é você quem vai dizer

-Eu encontrei um livro na biblioteca real e uma espécie de carta no baú de Hugo escritos em uma língua completamente esquecida, saberia me dizer que língua é?

-Leah, é um código escrito por ela, não vai encontrar nada que já não saiba escrito ali, mais alguma coisa?

-Realmente posso vencer essa guerra? - Não sabia por quê perguntava aquilo e por quê se quer continuava falando apertando cada vez mais a espada que estava em suas mãos - Uma amiga, ela tem visões, e disse que me viu envolta em fogo branco enquanto fogo negro atacava tudo a minha volta, eu posso... Posso ser consumida pela magia, controlada por ela como vocês foram e me tornar.... Me tornar um demônio ou coisa parecida? 

Algum tempo se passou sem resposta e ela passou a se arrepender de ter abrido a boca, mas quando tinha decidido ir embora ele a puxou novamente pelo pulso fazendo-a encara-lo, aquela beleza sobrenatural, falsa, parecia não incomodar mais, a magia sob a pele tinha se acomodado

-Se falhar com você mesma, então sim a magia a consumirá, isso pode acontecer com qualquer um, mas é mais comum com os mais poderosos, mas você evitou isso de várias formas, apesar de as estar desfazendo a cada passo que dá - ela a encarou por um momento, encarou aqueles olhos cor de tempestade e continuou - Nós não somos o mal que procura, pelo menos os que ainda se lembram, vão ajudá-la, há apenas um, aquele que se apegou demais, o sétimo é o mais poderoso e protetor e agora que a encontrou não vai deixar que escape outra vez

-Como é?! Mas ele esta trancado, estou fazendo tudo isso para impedi-lo de sair - ele a segurou pelos ombros

-O que esta fazendo... Eu acho que finalmente entendo a ordem que recebi, ele esta solto, há séculos, e esta atrás de você desde então e sei que já o encontrou, somos todos conectados, ele é o pior, porque já foi humano e o poder lhe deu imortalidade para proteger... - ele parou de falar sacudindo a cabeça - Quando chegar a hora você saberá, não vou mais interferir, agora eu entendo - ele levantou a mão dela que segurava a espada e inclinou em sua direção e então sorriu - Você é ainda mais incrível do que jamais pensei que poderia, cresceu, se tornou essa linda rainha - e então ele cravou a aspada no lado esquerdo do peito, algo negro e brilhante começou a vazar no lugar do sangue - Não tenho um coração, não sou vivo, mas aquela que me criou, quis que nós não nos sentissemos como monstro, não queria que nos vissem assim - aquilo, aquele poder se tornou nevoa e começou a rodá-la, ele aos poucos parecia desaparecer e a voz se tornou falha - Então o meu núcleo foi colocado onde deveria ser um coração e ele pulsa o poder que toma forma sólida, nós temos sentimentos - ele sorriu caindo de joelhos, ela caiu junto ainda segurando a espada dentro dele - Mas nos incapacitou de sentir dor ou tristeza, até mesmo o ódio foi limitado, eu acho que queria que fossemos felizes apesar de tudo - ele estava desaparecendo, e a nevoa negra começava a envolve-los por completo - Conto com você para terminar o que foi começado, minha rainha, obrigado - ele fez um leve gesto de cabeça antes de desaparecer, a espada se chocou contra o chão e quando ela finalmente moveu a cabeça para perceber a nevoa que a envolvia, não entendia o por quê, mas lagrimas rolaram e ela parecia estar envolvida em uma noite estrelada.

A nevoa parecia encara-la, era como estar em um vazio de estrelas, ela tentou tocar e magia sob a pele se remexeu assim como a nevoa que começou a sufocá-la, até que perdesse a consciência. Quando acordou a cabeça rodava e os músculos doíam por alguma razão, a espada parecia brilhar em sua mão, o quarto estava normal de novo, a nevoa estelar como havia resolvido chamar, tinha desparecido, assim como o segundo cavaleiro que ela nem ao menos soube o nome. Cambaleando e se agarrando as paredes seguiu para fora do quarto, sentia o sangue correr no corpo pulsando, o peso da magia nas veias estava mais nítido, ouvia e sentia cheiros como se antes estivesse doente demais para fazê-lo e cambaleou escada abaixo, o som da música e de pessoas rindo se tornou insuportável, precisava sair, alguns pararam para encará-la, ouviu algo como "precisa de ajuda senhorita" ao pé do ouvido, mas ignorou, outros nem pareciam notar sua presença, cheiros, eram muitos, comida, bebida, perfumes, estava cada vez mais tonta, com co canto do olho viu pessoas se levantarem e irem diretamente á ela, faltava pouco para chegar á porta, eles estavam em seu encalço, ouviu alguém falando consigo e logo depois um "shhi deixa-a", então continuou camaleando até estar do lado de fora, já era noite, a escuridão fez um favor aos olhos e a cabeça atordoada, mas o som da taverna ainda chegava até ela, mais a frente havia uma floresta, seguiu até ela, podia ouvir os passos das cinco pessoas que a acompanhavam, podia sentir um fio de seu poder apenas para mostrar que estavam ali, caminhou, quase caiu várias vezes, até só poder ouvir passos, respirações, os grilos e os morcegos, então caiu.

Antes que o impacto eminente com o chão viesse alguém a segurou, a pele era quente, os braços grandes e firmes, o cheiro lembrava algo como um cobertor aquecido e ainda tinha os vestígios daquele lugar incomodo, ele a colocou contra o corpo quando se sentou no chão, a terra não era seca, era macia e gelada, podia ouvir, o coração dele bater, parecia um pouco acelerado, olho com dificuldade para cima e viu aqueles olhos diferentes e severos que a confundiam se suavizarem 

-O que fez dessa vez? - o hálito quente a atingiu, só então percebeu que estava com frio, somando aquela camisola praticamente transparente que havia sido obrigada a vestir á brisa gélida, estava praticamente se encolhendo no colo dele - Ei, fale comigo - ela apoiou a testa em seu peito, sentindo cada batimento de seu coração, até que o pulsar sob a pele dela se normalizasse e ela se acalmasse e simplesmente voltasse ao normal

-Ele esta morto, mas acho que o poder dele me atingiu, deve ser algum tipo de defesa... - ela continuou encostada nele, sentindo seu calor - Ele mesmo fez isso, pegou minhas mãos e - ela encarou a espada que segurava ainda com força - e a enfiou em seu coração, núcleo que seja

-Pode contar tudo o que aconteceu?

Então ela contou, apenas não achou importante as insinuações dele e deixou-as de lado e eventualmente esqueceu, voltaram na mesma noite para Magnólia, Kurai apagou, sem pesadelos dessa vez, quando chegaram ela fez questão de pedir para Layla queimar aquela camisola e foi tomar um banho que fez questão de ser demorado, oscilou entre água fria para acordar e voltar a si e água quente para relaxar, sentir a água na pele era reconfortante de alguma forma. Quando saiu do chuveiro e se encarou no espelho completamente embaçado se perguntou:

-o que eu sou? - lentamente enquanto as palavras do cavaleiro voltavam para a sua mente ela passava a mão sobre o espelho deixando sua superfície um pouco mais visível e encarou a criatura do outro lado como se fosse uma estranha, os olhos chegaram á cicatriz no canto do lábio e ela franziu o cenho - Não faz diferença, faz? Para acabar com isso serei uma assassina, demônio, o que for, com tanto que seja forte e capaz, não faz diferença

Quando chegou na sala encontrou alguém se remexendo no seu sofá se aproximou apenas para confirmar quem era

-O que esta fazendo aí?

-Vai dormir no meu quarto hoje, esta acabada e não vai conseguir descansar no sofá 

-Prefiro o sofá á sua cama 

-Não me interessa - ela mal podia vê-lo naquele breu

-Você me irrita achando que pode me dar ordens assim

-Apenas vá, estou tentando dormir aqui e sua voz me irrita

-Não foi isso o que pareceu quando disse todo preocupado "fale comigo " - ela riu e ele se mexeu no sofá

-Precisava que nos contasse o que aconteceu e que não desmaiasse 

-Eu não ia desmaiar!

-Você não aguentava nem ficar em pé!

-Não quer dizer que eu ia desmaiar, só precisava de um tempo para as coisas se normalizarem - ele gruniu algo antes de se arrumar mais uma vez no sofá - Não vai sair daí, vai?

-Não - ela bufou e deu meia volta até o quarto que estranhamente não tinha aquele cheiro que ela sentira nele antes, pelo menos não estava mais vazio como se lembrava

 Dormiu rapidamente, sem pesadelos ou sonhos, apenas um breu, uma noite estrelada continua que a consolava, ela só não sabia de quê.


Notas Finais


Então? voltamos com força total ou não tá legal? eu fiquei com medo de postar o capítulo porque não estava saindo nada, e agora acho que ficou um pouco como eu imaginava, talvez não, enfim, espero que tenham gostado e me desculpe novamente pela demora e até o próximo capítulo! :3


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