História Fairy Tail segunda geração e a Herdeira das Fadas - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Visualizações 15
Palavras 3.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oooiiii, olha quem voltouuu, resurgii das cinzaas, como vocês estão? espero que bem e não com raiva de mim, e não, eu não abandonei a fic, só tive vários empecilhos durante todo esse tempo, mas não vou parar de postar fiquem tranquilos, bem espero que curtam o capítulo e boa leitura! :3

Capítulo 22 - Viva


Fanfic / Fanfiction Fairy Tail segunda geração e a Herdeira das Fadas - Capítulo 22 - Viva

Layla parecia um pouco ofegante quando entrou na guilda, todos rindo e ainda brindando a vitória de dois dias atrás, começou a procurar algo ou alguém pelo salão, quando não encontrou seguiu até a mesa onde estavam os amigos mais próximos, Rose logo notou a preocupação e a inquietação da amiga

-O que foi?

Ela hesitou, procurou mais uma vez e isso atraiu ainda mais a atenção dos colegas que até então estavam alheios 

-É a Kurai, você a viu hoje? - Rose pensou por alguns instantes procurando nas memórias e se surpreendeu ao responder:

-Não, eu não a vi

-Eu temia que respondesse isso - ela suspirou apertando uma mão contra a outra

-Algo aconteceu? - Rose parecia cautelosa, talvez por conta dos olhares arregalados de Nova e Anna - Ela não esta dormindo em algum lugar?

-Eu... Eu não a vejo desde ontem, não consigo encontrá-la, já olhei na cidade toda, acredite - antes que Rose pudesse perguntar mais alguma coisa ou acalmá-la, Nova e Anna se levantaram ao mesmo tempo espalmando as mãos na mesa enquanto gritavam incrédulas 

-Ela sumiu?!

...

Ainda não tinha certeza do que estava fazendo ali, estava "fugindo" de todos desde o dia anterior quando o sono finalmente tinha lhe dado trégua, não sabia o por quê daquela necessidade repentina de ficar sozinha, então foi para a clareira fora da cidade, tentar limpar os pensamentos era a melhor ideia que havia tido, até aquele momento estava apenas sentindo a natureza ao seu redor e ouvindo a água cair, era relaxante, tinha conseguido esquecer do mundo por alguns instantes e apenas respirar, até que uma sensação estranha correu pela espinha e um calor se aglomerou sob a pele enquanto rodava pelo corpo, abriu os olhos, o mundo pareceu mais lento o bastante apenas para que pudesse perceber, então voltou ao normal, encontrou passaros ao seu redor, a encaravam e mexiam curiosamente as cabeças, assim como ela, ali ela percebeu o que precisava fazer, e com um sorriso agradeceu as criaturinhas por lembra-la de que não podia apenas sentir pena de si mesma por não saber quem era e graciosamente, tentando sentir tudo ao seu redor ela se levantou sem assustar os pequenos animais.

...

-Ei, ei! - Nash separou Ana do pescoço de Layla - O que diabos esta acontecendo aqui?! - Anna simplesmente o ignorou e continuou se debatendo enquanto gritava com Layla

-Como você conseguiu perde-la?! Não era para você estar vigiando-a?! Você acha mesmo que a Nova com aquele senso de direção vai achar aquela peste?! Eu não sei se quebro a sua cara antes ou depois depois de quebrar a daquela princesinha maldita! - Layla apenas suspirou

-Ela deve estar bem, sempre faz isso, é só que estou preocupada... - ela passou a mão pelos longos cabelos rosados - E desde de quando você se importa tando? - ela cruzou os braços com um sorriso sarcástico enquanto via a cara de raiva da garota aumentar até ela parar de se debater e se livrar de Nash

-Não me importo! O problema é que você deveria estar vigiando ela, foi uma ordem direta!

-Vocês falam como se ela fosse matar a todos nós durante a noite... - O rosto de Anna ficou um pouco mais leve

-Acho que não é bem por isso... O mestre deve estar preocupado com ela, já que apesar de nós estarmos com ela em ambas as vezes, ela foi a única que enfrentou aquelas coisas e voltou da mesma forma e...

-Eu já entendi - Layla ficou agressiva de repente - Ela é mais forte do que parece e é exatamente por isso que não podemos deixar que ela continue fazendo tudo sozinha dessa forma - ambas ficaram quietas e Nash apenas confuso 

-Ta legal... Pelo o que eu entendi a problemática sumiu, para variar - ele resmungou - Vocês duas ficam aqui e eu vou procurá-la, tudo bem?

-Como vai encontra-la? - Anna parecia mais estar desafiando do que simplesmente perguntando 

-Conheço-a melhor do que gostaria, no castelo, sempre que ela sumia eu tinha que procurá-la e em boa parte das vezes ela estava no jardim, e de qualquer forma, eu tenho isso - ele apontou para o nariz - Há certas vantagens de ser filho de um Dragon Slayer 

-Obrigada por me lembrar que você recebeu coisas bem mais úteis do que raiva e impulsividade do papai - ele esboçou um sorriso e revirou os olhos antes de sair

-Ei - Anna cotovelou Layla de leve - É impressão minha ou ele quase sorriu? - Layla se manteve calada por alguns instantes antes de sorrir e responder

-Sabe que eu quase não notei?

...

Não conseguia acreditar que sentia falta de treinar daquela forma, porque querendo ou não, fazia tempo que ela não lutava, mesmo estando ali só socando ar e dando alguns chutes na pobre árvore se sentia muito melhor, a respiração estava pesada depois de quase meia hora fazendo aquilo e mesmo assim era inevitável sorrir daquela forma, lembrar a si mesma que podia ser mais que um boneco para a sua magia fazer o que bem entendia, era incrível, assim como estava aprendendo como aquilo se comportava, podia sentir como curso mudava dependendo do que fazia, quando relaxava por exemplo e deixava que seu ser sentisse e se misturasse a natureza, um calor morno a cobria, mas quando treinava algo queimava e formigava, tinha aprendido a manter aquilo circulando, era mais simples do que jamais pensara, precisava apenas relaxar, os passaros continuavam observando como uma pequena platéia, por algumas vezes ela tentou se aproximar, mas eles acabavam por voar.

Depois de algum tempo finalmente se sentou, sentindo aquilo por baixo da pele, como se com um comando aquilo simplesmente se transformaria, mas ela não sabia como, então conforme se acalmou aquela magia foi se tornando menos evidente, até que ela se esquecesse que estava ali, ela levou um pequeno susto quando alguns passaros que estavam mais afastados voaram, e de alguma maneira, sabia que algo os havia assustado então se virou rapidamente, apenas para ver um garoto grande e desajeitado lidando para se desvencilhar de um emaranhado de árvores e outras plantas rasteiras

-Há quanto tempo esta aqui? - ela perguntou ainda ofegante

-Acabei de te encontrar - ele disse se livrando de algo que tinha se enroscado em seu pé - O que esta fazendo aqui? Por algum motivo estão todos te procurando - ele a encarou sério

-Ah, pensei em dar um tempo... - Ela se virou de volta para a cachoeira 

-Hãn?

-Eu precisava limpar um pouco meus pensamentos, o quê? Agora é crime querer ficar sozinha?

-É... Não, o problema é quando você some no estado em que estava sem avisar ninguém - ele disse parando atrás dela

-Eu sei que estou sendo vigiada... - ele franziu o rosto imediatamente - Na verdade eu não me importo realmente com isso, é normal haver algum tipo de preocupação, ainda mais quando vocês acabaram de me conhecer e principalmente por eu ter ficado com aquelas coisas sozinha, mas se quer saber, eu realmente acho que estamos caçando as coisas erradas, mas são a única pista que temos... - ele se sentou ao lado dela, apesar de um pouco distante 

-Pensei que tinha vindo aqui esvaziar a mente, normalmente você não pensa em trabalho quando faz isso

-É que quando olho para a sua cara só consigo pensar nisso - ela respondeu de forma tão neutra e natural que ele não sabia se era um insulto ou não e apenas se manteve em silencio - Por que eu não consigo simplesmente me dar bem com você como acontece com os outros? - ela lembrava uma criança ao perguntar aquilo tão inocente, e sem saber o que dizer ele apenas deu de ombros - Deve ser porque a cada hora você tem uma personalidade diferente - ele simplesmente virou lentamente o rosto na direção dela - Ou você é só arrogante demais? - ela nem ao menos o encarava

-Não fale como se eu não estivesse aqui - ele rosnou

-Ou será que é porque eu te invejo...? - ela encarou os pés pendendo e balançando no ar com um sorriso triste enquanto Nash mal havia conseguido ouvi-la resmungar aquilo - Não importa - ela se levantou - Vamos? Aposto que se eu ficar mais cinco minutos longe, aquelas retardadas destroem metade da guilda - ela caminhou até a entrada da clareira até que alguém a puxasse pelo braço, sem encará-lo ela comentou - Você e sua mania, o que quer agora? 

Mesmo que não olhasse para ele, Nash conseguia ver o sorriso ameaçador em seu rosto, os dentes expostos, de alguma forma ela sabia o quele queria perguntar e ele sabia que Kurai não iria gostar

- O que aconteceu com você?

-Eu nuca fui muito diferente disto

- Você passou dois dias dormindo depois que voltamos, nós somos um time! E no entanto você continua fazendo tudo sozinha! - um rosnado baixo foi a única resposta que ele recebeu - O que esta escondendo de nós?! - ele mal terminou de falar e já estava no chão

Ela havia puxado seu braço e quando ele deu um passo em falso para frente Kurai se abaixou e passou uma rasteira nele, puxou o braço dele sobre as costas o prendendo no chão

-Você quer saber o que eu estou escondendo?! - ela abaixou a cabeça na altura dos ouvidos dele - Medo, a todo momento eu temo pelas vidas de cada um de vocês! Mas eu preciso me manter séria por mim e por eles, a todo momento eu os vejo sorrindo e se divertindo e eu apenas não posso... não posso deixar que nada aconteça com aqueles sorrisos! - ele sentiu algo pingar no seu pescoço e entendeu porque ela o tinha derrubado e o prendido no chão, de repente o vento começou a soprar, mas ela continuou como se não tivesse notado - Eu tenho que continuar como se  essa sensação que me assombra noite e dia não existisse, e não importa o quanto desconfiem de mim, eu vou continuar fazendo as coisas pela minha conta para manter todos a salvo, eu não vou perder mais ninguém - o vento soprou mais gelado e quando ele tentou olhar por cima do ombro era como se o mundo estivesse mais lento

Sem ter muito controle sobre si, Nash aproveitou que Kurai estava distraída e puxou o braço junto com ela, a jogando no chão, segurando ambos os braços ele se pôs sobre ela, as lagrimas escorriam pelo rosto da garota, mas os olhos tinham um brilho, como se fossem cristais e o mundo ao redor parecia ter parado 

-Quantas vezes eu vou ter que dizer?! Não pode fazer tudo sozinha! vai acabar se matando assim! - Os gritos e o rosnado dele eram o único som e ela só podia encarar aqueles olhos onde o verde parecia fogo e o castanho era bruto, agressivo, não tinha certeza do que via ali

- E por que você se importa?! - ela estava gritando também e chorando freneticamente, a ponta do nariz, a maçã do rosto e a boca estavam completamente vermelhos, o que contrastava com o cabelo e a pele brancos e exaltavam ainda mais aqueles olhos que de repente se tornaram cristalinos - Você não entende! eu não pertenço a esse lugar e não posso arriscar que essas pessoas se machuquem!

- É você quem não entende! Como acha que todos vão ficar se algo acontecer com você?! Não acha que esta sendo egoísta só porque esta com medo?!  Todo mundo perde alguém em algum momento da vida, não é por isso que tem que se isolar e deixar todos de lado como se não fossem nada!

- Engraçado, não foi exatamente isso o que você fez?! - ela gritava enquanto forçava a cabeça para cima, mas os braços não saiam do lugar e os olhos era uma confusão de cores, o vermelho parecia nadar e se entrelaçar com o azul em um lago cristalino, enquanto o vento parecia confuso ao redor deles, assim como o tempo - Quem você acha que é?! só porque conheceu minha irmã, não quer dizer que me conheça, eu perdi tudo e todos, não vou arriscar que aconteça de novo!

-Essa sua teimosia vai matar a você e a nós! Não me interessa se quer se culpar por toda a desgraça que acontece no mundo, mas você não vai se matar só porque acha que merece isso! Você não esta sendo forte, só completamente idiota! Pense nas pessoas que conheceu, pense nos sorrisos delas, sem você aqui como acha que eles ficariam?! Como acha que eu ficaria?! Eu fiz a promessa de te proteger diversas e diversas vezes! Não acha que eu também estou cansado de perder as pessoas que amo?! - ela se calou o mundo ficou quieto e os olhos dela se tornaram opacos enquanto ela assistia uma lagrima escorrer pelo rosto dele, não podia deixar de encarar aqueles olhos coloridos dele, um era pura fúria e o outro pura tristeza

-Você a amava, não é? - ela virou o rosto

- o que?

-Lizzy, não tinha como não amá-la, só não imaginava que você- ele apertou o pulso dela, o que a fez se calar na hora

- Amava - ele virou o rosto - eu a amei e a perdi pela minha covardia, me perdi sentindo pena de mim mesmo e descontei o ódio no mundo, e você... - ele voltou a encará-la com lagrimas se acumulando - Esta fazendo a mesma coisa! Mas ao invés de descontar no mundo, esta descontando em si mesma, amaldiçoando cada sopro de vida e cada amanhecer! Estou farto de você! É tão hipócrita quanto eu! - ela sorriu sádica, mas a tristeza ainda era visível em seus olhos

- Então o que ainda faz aqui? Gritando, tentando me fazer mudar a força?

-Porque... - ele apertou ainda mais os pulsos dela - Porque você tem uma quantidade incrível de pessoas que se importam verdadeiramente com você! - as lagrimas começaram a cair sobre ela, mas o rosto dele continuava contraído, agressivo - E eu sei, sei que quer estar com eles, aprender a viver e sorrir com eles, se não porque mais teria tanto medo de perde-los?! Esta apenas tentando enganar a si mesma dizendo que não se encaixa e que não quer estar aqui! - ela voltou a chorar, as lagrimas que escorriam se encontravam com as dele

-E o que você espera que eu faça?! Que droga! Eu já não sei mais o que fazer! Tentei não me importar, não deu certo! Tentei ficar mais forte para poder proteger a todos e tudo o que consegui foi uma garota furiosa e quebrada! O que eu deveria fazer?! Me diga... - a voz dela começou a ser cortada pelos próprios soluços - Me diga o que eu tenho que fazer para ver todos sorrindo, para continuar ao lado deles até o fim, eu não quero ficar sozinha de novo... - ela já não conseguia falar por causa do choro

Sem saber o que estava fazendo, sem saber o que estava sentindo depois de vê-la daquela forma e ouvir tudo aquilo, ele simplesmente se deitou sobre ela aconchegando-se perto das batidas do coração dela enquanto ainda segurava seus pulsos

-Apenas viva... Tenho certeza de que será o suficiente... Sem mais mentiras - o mundo pareceu voltar, como em um passe de mágica ele passou a ouvir novamente o som da cachoeira, o vento se tornou uma leve brisa e o coração dela foi aos poucos se acalmando assim como os soluços 

- E se... - ele levantou a cabeça para encará-la - E se algo acontecer e se eu fizer algo? - ele encarou aqueles olhos que estavam cristalinos mais uma vez e não pode evitar sorrir gentilmente, era como se seu corpo tivesse vontade própria

-Então nós vamos salvá-la como fez conosco, não importa quantas vezes se parta, vamos concertar todas as vezes, é uma promessa,  nós vamos atrás de você onde quer que esteja - por algum motivo estavam ambos ofegantes, as respirações se misturavam pela proximidade 

- Então pode me prometer algo? - ele se levantou um pouco mais sobre ela

-Se for sobre aquela coisa de perder o controle de novo, eu juro... - ela o cortou com um riso enquanto encara o céu e depois seus olhos que agora eram calmos e gentis 

- Promete não me deixar para trás? - por um instante ele se viu confuso, mas ao olhar em seus olhos, era como se a resposta estivesse ali, então apenas respondeu

-É claro - e então riu

-E mais uma coisa 

-hãn?

Ela colocou o joelho na lateral do quadril dele, segurou seus pulsos e o jogou para o lado usando o próprio peso ficando assim sobre ele

-Eu ganhei - ele riu mais uma vez

-Você não consegue não ser competitiva? 

-Não sou competitiva, só me recuso a perder pra você capitão - ela se levantou estendendo a mão para ele  - Acho que estamos aqui há tempo demais - ele segurou firme na mão dela e se levantou - Vamos voltar

-Acho que a essa hora nós não temos mais guilda para voltar - ela riu, mas então ficou séria

-Acho que deveríamos nos apressar 

...

A visão estava embaçada, estava tudo escuro, ao longe ele ouvia gritos, parecia chamá-lo, mas o som estava muito distorcido, quando recobrou por fim a consciência os gritos sumiram e percebeu que estava nas ruínas de algum lugar, começou a caminhar pelo lugar até que algo apertou em seu peito uma agustia que não sabia descrever e simplesmente começou a correr, não sabia para onde, só sabia que a cada passo a dor no peito aumentava, foi quando a viu no chão e desabou ao seu lado.

-Não, não, você esta bem. Respire. Apenas respire. Abra os olhos. Volte. Esta tudo bem, vê? Acabou, você esta bem. Acorde. Por favor acorde. Não faça isso comigo, não faça isso comigo, não faça isso comigo! Por favor... - as lagrimas caiam sobre o rosto pálido e sem vida dela, lavando parte do sangue que ainda não havia secado, o cabelo branco estava agora manchado de vermelho e o vestido que também era branco estava encharcado com o líquido, a garota inquebrável estava agora em pedaços em seus braços - Vamos, você é aquela que jamais desiste, não faça isso agora... Por favor... Você não pode me deixar assim... - Algo se partiu tão profundamente que ele foi capaz de ouvir sua alma se quebrando e então ele acordou.

Ofegante, suor escorria por suas costas, o coração batia tão alto que ele era capaz de ouvir, teve que piscar e tocar os lençóis diversas vezes para se convencer de que tinha sido apenas um sonho, ainda agitado, caminhou apressado para fora do quarto e foi até a sala, a luz que entrava pela janela iluminava bem a garota no sofá, ele se aproximou, os lábios estavam rosados como sempre, o peito subia e descia conforme respirava e de alguma forma um peso saiu de de seu peito

-O que esta fazendo aqui? - a voz estava embriagada com o sono, ele riu baixinho

-Vai dormir, vim apenas beber água - ela resmungou e mudou de lado 

Ele sacudiu a cabeça em negação enquanto ia para a cozinha, mas quando estava prestes a voltar para o quarto algo voltou a pesar, de algum modo precisava vê-la para saber que estava bem, então mais uma vez ele foi até ela apenas para vê-la resmungar e babar no próprio travesseiro, ele riu de si mesmo

-Você vai ficar bem não é? Sempre fica... - com um pesar ele voltou para o próprio quarto 


Notas Finais


E então? Voltamos com tudo? Espero que tenham gostado, bom resto de feriado a todos e até o próximo capítulo! :3


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