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História Fairy Tale - Capítulo 21


Escrita por: e loveforlife


Notas do Autor


Espero que gostem!
Boa leitura a todos e todas.

Capítulo 21 - Exame de Boruto. - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Fairy Tale - Capítulo 21 - Exame de Boruto. - Parte 1

Fairy Tale

 

 

Capítulo 21 – Exame de Boruto – Parte 1

 

 

[…]

 

 

No escritório do Hokage.

 

 

Na sala de Naruto estavam, acompanhando-o: Gaara, Sasuke e Shikamaru. O Quinto Kazekage fazia alguns relatos, enquanto que os demais lhe observavam sérios. Conversaram por longos minutos, Sasuke e Shikamaru vez ou outra comentavam algo de seu conhecimento, enquanto que Naruto apenas os ouvia atentamente. Certamente, algo de muito ruim estaria por acontecer. Preocupando-os, afinal de contas todos naquela sala perderam muito com os eventos relacionados com a última guerra. A paz, ou mesmo equilíbrio, deveria ser mantida, protegida e, sobretudo, ainda almejada.

 

— Gaara, muitíssimo obrigado por compartilhar essas informações conosco. Fico feliz de saber que nossas vilas permanecem unidas nessa aliança que já dura há tantos anos, desde a época do Sandaime no Jii-chan. - Naruto se levanta e saúda Gaara.

— Naruto, eu também fico muito satisfeito com tudo isso. No entanto, temos de estar atentos acerca de quaisquer intempéries que assolem nossa estimada paz. É perigoso demais deixar o fluxo como está. Precisamos, de alguma forma, impedir que algo de mau aconteça. - Gaara estampava apreensividade em sua face.

— Além disso, se vocês no campo político e econômico não conseguirem reverter isso, eu e Shikamaru, no campo tático e estratégico precisaremos pôr em prática nossos planos também. É imprescindível que vocês não falhem nas negociações! - Sasuke alerta.

— Concordo com ele. Uma nova guerra pode ser desastroso para todos. Nossas crianças não conhecem tal terror e eu sinto que ninguém está preparado, com ênfase emocional, para um novo conflito entre nações desse modo. - Shikamaru parecia reflexivo.

— Da minha parte tenham certeza de que me esforçarei ao máximo. Naruto me ensinou isso quando crianças e levo comigo enquanto trabalho. - Gaara sorri.

— Obrigado, novamente, Gaara. Espero que possamos todos nos divertir com esse Exame Chunnin. O pessoal por aqui se preparou muito, muito mesmo. Não é mesmo, Shikamaru? - Naruto sorri desconcertado.

— Nem me fale! Pelo menos ganhei algumas horas extras… A sua irmã, Gaara, não ficou tão brava comigo só por causa disso, essas mulheres… - Shikamaru passa a mão no rosto, em cansaço.

— Ela é difícil mesmo, mas vocês se merecem! - Gaara sorri para Shikamaru.

— Encerraremos por aqui, eu suponho… - Sasuke se levanta também.

— Sim, estamos conversados. Gaara, se precisar de algo, não hesite em nos avisar que providenciaremos tudo. - Naruto aperta a mão de Gaara.

— Tudo bem, obrigado. - Gaara agradece.

— Preciso ver meu time… - Sasuke avisa ao sair.

— Obrigado pelo seu trabalho, Sasuke! - Naruto e Gaara dizem.

 

 

Campo de treinamento qualquer.

 

 

Em um campo aleatório, esperando por Sasuke e Minato, para o treino da tarde daquele dia, Naomi e Hayato estavam. A ruiva estava extremamente irritada, pois havia se atrasado no horário combinado por Sasuke, afinal de contas estava esperando por Minato, que sempre passava em sua casa, mas dessa vez não tinha ido. Talvez estivesse chateado com o tratamento que lhe dera esta manhã, mas a sua irritação era maior que a preocupação com Minato. Enquanto isso, Hayato estava irritado pelo fato de seu pai estar atrasado, afinal de contas, Sasuke sempre reclamava quando se atrasavam pequenos minutos do horário. Enfim, estava tudo bagunçado, afinal metade da equipe estava atrasada.

Enquanto esperavam incomodados, puderam observar que Sasuke corria em sua direção, parecia apressado. Na chegada de seu sensei, perceberam uma gota de suor escorrendo da testa dele. Estranho. Notaram também que Sasuke tinha um olhar raivoso, mas não parecia ser direcionado para si e sim para alguma outra circunstância, alheia ao time.

 

— Desculpem-me pelo atraso. Eu realmente não quis me atrasar, mas estava em reunião com o Hokage. Não acontecerá novamente este tipo de situação. - Sasuke parecia ligeiramente envergonhado.

— Tudo bem, sensei. O Senhor não é o único atrasado aqui. - Naomi estava ácida.

— O idiota do Minato também não apareceu. Não imagino o que ele esteja fazendo para se atrasar… Geralmente ele nunca se atrasa! - Hayato estranhamente defende-o.

— Combinamos de treinar todos juntos nesta tarde, afinal não os acompanhei nos dias anteriores por causa do exame que acontecerá daqui alguns dias… - Sasuke avisa.

— Talvez ele tenha esquecido, pensando em algumas pessoas bonitas por aí! - Naomi cruza os braços em irritação.

— Do que você está falando, Naomi? - Sasuke questiona.

— Encontramos, nessa manhã, com umas moças bonitas, estavam com a bandana de Kiri. O Minato não tirava os olhos de uma delas… - Hayato ficou rindo.

— Aquele idiota! - Naomi bufa.

— Bandanas, de Kiri? Provavelmente eram as alunas do Mizu… - Sasuke é interrompido por um grito.

 

O time de Sasuke, incluso o próprio, assustaram-se com o berro que vinha ao longe e aumentava a cada instante. Viraram-se para a direção do som e viram Boruto “voando” pelo céu, isto é, caindo de muito longe. O loiro gritava enquanto estava acompanhado de alguns clones abraçados a si, o que parecia ser o corpo no centro de um aglomerado de quatro clones.

 

— “TIO SAAAAAAASUKEEEEEEE!” - Boruto grita ao avistar Sasuke.

— P-Pai, pega ele! - Hayato grita de olhos arregalados.

— Minha nossa! - Naomi fica afoita também.

— “O que aconteceu?” - Sasuke pensou.

 

Boruto parecia estar a cerca de cinquenta metros do chão naquele momento, uma altura considerável, porém a sua velocidade de queda também era alta. Não era necessário recolher elementos equacionáveis para averiguar e determinar que em poucos segundos ele alcançaria o chão. O choque de Hayato e Naomi não os deixou pensar em absolutamente nada que pudesse resolver aquele problema. Sasuke, por impulso ergueu seu braço na direção do loirinho:

 

Bansho Ten’in! - Sasuke tenta diminuir a velocidade com que Boruto caía.

— Ele está muito rápido! - Naomi fala com a voz ligeiramente elevada.

— Não se preocupe, diminuirei a velocidade e o apanharei com meu Susano’o. - Sasuke começa a construir o gigante esqueleto ao seu redor.

 

A cena seguinte foi exatamente como prevista e imaginada pelo sensei. Sasuke freou um pouco a queda de Boruto e, em seguida, segurou o rapaz com um dos punhos de seu Susano’o. O impacto ainda foi suficiente para que os demais clones se dissipassem. Boruto estava ileso e respirava cansado. Chegando ao chão graças a Sasuke, Boruto recuperava o fôlego. Estavam ao redor de si, observando-o cuidadosamente. Estava tudo no lugar, ainda bem. Porém, o que todos não se atentaram era, justamente, no grito que se aproximava deles “Boruto-nii-san!”.

 

— Essa não! O Minato! - Boruto se levanta e olha na direção do grito.

— “Eita” - Hayato murmura.

— Vocês estavam juntos? - Naomi pergunta.

— Sim, combinamos de treinar juntos esta tarde. - Boruto parecia preocupado.

— O motivo de você estar “voando” daquele jeito… - Sasuke assume um olhar sombrio.

— Boruto-nii-san! - Minato se aproximava com lágrimas nos olhos.

 

O que aconteceu foi algo bastante complexo. Ao observarem Minato, constataram que o garoto chorava compulsivamente ao longo de sua corrida; seus olhos além de estarem cheios de água, também carregavam pequenas manchas vermelhas, como sangue. Ao se aproximar, efetivamente, deles, o primeiro a recebê-lo foi Sasuke, com um tapa em seu rosto. “Paft!”. Todos arregalaram os olhos.

 

— Eu disse a você que não deveria usar seus olhos sem minha supervisão, garoto tolo. - Sasuke olhava friamente Minato.

— T-Tio Sasuke, f-foi culpa minha! - Boruto se aproxima assustado.

— G-Gomen, Sensei. B-B-Boruto-nii-san. E-Eu… - Minato começou a passar a mão nos olhos.

 

Ora, não é possível mais determinar o motivo daquele choro… Seja o alívio pela segurança de Boruto, pela dor do tapa ou por ter desobedecido Sasuke e quase matado Boruto… Minato estava confuso.

 

— Mas por que estavam treinando juntos, sabendo que tínhamos treino agora? - Hayato pergunta.

— E-Eu não lembrei. Desculpem-me. - Minato falava baixo.

— Minato-kun… - Naomi observava o rapaz com um aperto no coração.

— Minato, você foi irresponsável. O Boruto podia ter se machucado, sabia?! - Sasuke elevou a voz.

— C-Calma, Sensei. Estou bem, o senhor me salvou, não é? - Boruto se põe como escudo diante de Minato.

— Não se meta, Boruto. Isso é algo entre mim e seu irmão. - Sasuke estava furioso.

— Sasuke-sensei… G-Gomenasai, eu juro que não queria machucar ninguém, o Boruto-nii-san estava treinando uma t-técnica nova e eu queria mostrar o meu avanço… - Minato ainda tentava secar inutilmente as lágrimas insistentes.

— E imagino que por alguma coisa ínfima perdeu o controle, não é? - Sasuke pergunta sério.

— E-Eu… - Minato olha para o chão em vergonha.

— Você não está pronto ainda! Não use sem minha permissão novamente, do contrário eu mesmo arranco isso de você! - Sasuke ameaça.

— Não acontecerá, novamente… - Minato olha diretamente para Sasuke.

— O treino de hoje está cancelado. Vocês podem ir para casa, inclusive você Boruto. Eu e Minato ficaremos juntos aqui. - Sasuke continua sério.

— Tio Sasuke, por favor, foi culpa minha, reconsidere… - Boruto tentava argumentar.

— Eu disse que podem ir. - Sasuke se vira e se afasta.

— Vem, Naomi-chan. Vamos deixar eles aí. - Hayato toca no braço da garota.

— Minato-kun, vai ficar tudo bem! - Naomi ignora Hayato e abraça Minato.

— Eu só faço besteira… - Minato retribui o abraço tristemente.

— Não é verdade! Você é a pessoa mais incrível que eu conheço! - Naomi beija o rosto do garoto.

— Naomi-chan… - Minato arregala os olhos em surpresa.

— Agora, sim, tchau! - Naomi se despede.

— Até mais, Minato… - Hayato fala de costas.

— Irmãozinho, desculpa por isso. Depois a gente conversa. Não se preocupa comigo, “tá”? - Boruto toca suavemente no rosto de Minato, enxugando algumas poucas lágrimas que caíam.

 

Desse modo, Naomi, Hayato e Boruto saem do campo, deixando Minato e Sasuke sozinhos. O garoto toca o rosto com carinho enquanto os vê indo embora. Sentia mais alívio do que tristeza ou angústia. Estava, de alguma forma, feliz com o resultado do que aconteceu. Esperava poder se redimir com Boruto em momento oportuno, enquanto que pensava rapidamente sobre como lidar com Sasuke. Seu sensei tinha razão: ele o desobedeceu. E, por causa disso, poderia ter feito algo bastante ruim.

 

— Minato, vamos conversar um pouco… - Foi o que Sasuke proferiu.

— Hai, sensei. - Minato segue Sasuke.

 

 

Dias depois.

 

 

Hoje era o tão esperado início do Chunnin Shiken. Os Cinco Kage haviam feito uma coletiva de imprensa, mostrando e explicando ao público sobre as regras daquele ano. Todos os candidatos, que eram poucos naquele ano, estavam dispostos, enfileirados por vila, diante de uma espécie de palanque, donde os seus representantes discursavam. As regras seriam, em suma, poucas e simples. Os artigos do edital daquela edição constavam coisas pontuais, sendo específicos em sua maioria, embora simples.

Para ser aprovado naquele exame, cada candidato precisaria alcançar, no mínimo, setenta e cinco por cento da pontuação total. Menos que isso, poderia se considerar reprovado, ou, melhor dizendo, inapto. O Exame seria constante de três etapas: Uma prova escrita, de conhecimentos gerais sobre matemática, linguagens, teorias ninjas de combate, teorias de manipulação do chakra, geografia, história, política e economia; Um debate entre as equipes sobre conhecimentos gerais relacionados aos temas da prova escrita; E uma batalha de sobrevivência de todos contra todos, ou seja, times contra times, especificamente, ao término das etapas anteriores.

Os critérios de avaliação, presentes no edital do Exame, representavam um importante elemento da inovação metodológica implementada naquele ano. Durante a primeira prova, as figuras da honestidade e habilidades eram destacadas, pois a prova era multipreescolha e cada time faria em uma sala exclusiva; Na segunda etapa, a coerência argumentativa e a “quantidade” de conhecimento trazida para as pautas seriam determinantes no processo avaliativo; Por fim, na terceira etapa o trabalho em equipe e a cooperação estratégica seriam os fatores preponderantes nos quesitos avaliativos. Além disso, deve-se observar que exceto a primeira etapa, as demais possuem a pontuação igual para todos os membros da equipe, independentemente de quem se sair melhor ou não. A primeira etapa seria a decisora fundamental de quem seria aprovado ou não. Cada etapa corresponderia a trinta e quatro por cento da “nota” final, sendo que se, por algum milagre, alguém recebesse pontuação máxima, pelo fato de exceder os “cem por cento”, ainda seria bonificado, ou bonificada, ao final do Exame. Tudo seria realizado em um único dia.

O conteúdo constante da prova era previsto em edital e, por isso, a prova seria longe de ser um “monstro de sete cabeças”. Por isso, muitos dos participantes, senão todos, pareceram se sair muito bem. Na segunda etapa, contudo, a diferença entre as equipes já era visível. No mundo ninja, era necessário um bom discurso, uma boa oratória, a capacidade negociação e persuasão, como mecanismos efetivos de um combate intelectual antes do combate armado, então o debate previsto para o exame pensava justamente nisso: Aplicação de conhecimento de mundo e técnico na construção lógica da própria fala. O grupo de Kiri realmente foi responsável por um espetáculo ao derrotar em todos os tópicos de sua vez o time de Suna. Sarada, no grupo de Konoha, foi, certamente, a responsável pela vitória de Konoha contra Kumo. Implacável e atenta, a garota representou o orgulho da vontade do fogo naquele debate. O evento estava se encaminhando, para finalizar, ao “prato principal” do público: as lutas!

 

 

Algumas horas depois das duas primeiras etapas.

 

 

Na Arena Central de Konoha (ACK), estavam todos os participantes, naquele momento, diante de um público grande, presentes na arquibancada, enquanto os Kage estavam no topo da torre de observação que ficava no meio da arquibancada. A imprensa transmitia tudo ao vivo. Muita gritaria e torcida pelos jovens ninjas que estavam ali para batalhar pelo título de Chunnin. Era de conhecimento geral o valor que aquilo representava para um ninja, pois, mesmo sendo fraco em questão de poder, poderia muito bem alguém inteligente, perspicaz e habilidoso se tornar um ninja importante. Traduzindo: Ali o esforço de todos era metrificado. Depois dessa breve explicação, o Hokage começa seu discurso:

 

— Caros expectadores, ninjas e representantes internacionais, apresento-lhes novamente nossos candidatos a Chunnin. Como todos foram informados, a prova é dividida em três etapas e, agora, estamos nos encaminhando para a final: Uma batalha de sobrevivência. Entendam que o termo “sobrevivência” de longe se refere a algo relacionado à matança. Pelo contrário, será intolerável qualquer dano permanente ou mortes, sendo considerado qualquer ator destes criminosos. Queremos e esperamos que nossas crianças tenham em mente o valor do companheirismo e do respeito nesse evento. A finalidade desta última etapa é aferir pontos retirando times da competição. Desse modo, as tolerâncias incluem desistência expressa, cansaço ou fadiga e inconsciência. A partir disso, espero que todos compreendam essas regras. Boa prova, “dattebayo”! - Naruto discursa sorridente.

 

Aplausos. A plateia aplaudiu e os Gennin saudaram a todos. A animação de muitos dos presentes ali era imensa, afinal de contas os, provavelmente, maiores jovens daquela geração estavam por se enfrentar em um combate decisivo para a titulação Chunnin. Embora não fossem ver sangue, mortes ou carnificina, esperavam uma batalha emocionante. Os candidatos também, todos ali sabiam o potencial dos demais, era inconcebível que tivessem lutas que não utilizassem de cada gota de seu conhecimento, poder e habilidade, táticas e estratégias, visão, audição, olfato, tato e paladar. Teriam que dar tudo de si para vencer. Somente o time que sobrasse no final tornar-se-ia vencedor, independentemente se sua totalidade não estivesse de pé ainda, apenas um seria suficiente, logo todo cuidado era muito pouco.

Em alguns dos camarotes preparados naquela arena, estavam Sakura, Hinata, Hayato, Minato, Shimi e Naomi, atentos para o evento. A fim de prestigiar o time de Konohamaru, essas pessoas se reuniram para assistir juntas ao evento e, desse modo, as tensões familiares também se concentravam ali: Minato e Hayato estavam vidrados a cada coisinha que acontecia, esperando ansiosamente pelo momento em que seus irmãos brilhariam. A preocupação das mães era quase palpável, pois, mesmo sabendo das regras, ainda tinham noção dos ferimentos que suas crias poderiam ter de lidar. Mães…

O centro da ACK tinha alguns cenários construídos em seu interior. Algumas árvores, pedreiras e um pequeno lago artificial representavam que tipos de lutas eles esperavam. Tomaram como princípio que ninjas precisavam estar aptos a lutar sob quaisquer circunstâncias e tome-se “circunstâncias” como diferentes terrenos. Água, lama, planície e pedreiras. O campo precisava ser organizado de forma espaçosa e complexa assim para que os candidatos pudessem elaborar métodos de combate e adaptá-los a cada espaço, não sendo simplesmente jogados numa arena de “vale-tudo” e irem todos contra todos. Isso sim era ilógico.

Com mecanismos de defesa e ocultação, os candidatos se espalharam no campo quando o sinal lhes foi dado. Um grande gongo soou imponente por todo aquele espaço… A arquibancada ficou em silêncio, a pedido da organização, todos ficaram com sua atenção focada nos garotos e garotas que lutariam em alguns instantes.

 

 

No centro da arena.

 

 

Os times se espalharam por onde acharam necessário. Após a saudação ao público, todos se dirigiram para uma sala nos arredores da arena e de lá foram distribuídos por portas, a fim de não deixá-los próximos demais uns dos outros. A arena continha duzentos metros de diâmetro, seiscentos metros de circunferência, cem metros de raio e trinta mil metros quadrados de área, adotando π como três, sendo que cada equipe teria cerca de seis mil metros quadrados de área separando-os, ou seja, as portas das quais saíram tinham cento e vinte metros de distância uma da outra. Aquela era, indubitavelmente, a maior arena de Konoha. Até deu trabalho para calcular tudo

 

 

Com o time de Boruto.

 

 

Dar-se-á muito mais foco para a equipe de Konoha, afinal todos nós torcemos por eles, certo? SIM. Boruto, Sarada e Mitsuki estavam no cenário das pedreiras. Estavam escondidos e se organizando. Revendo seus materiais e demais recursos, os jovens pareciam discutir sobre sua estratégia. Sarada era a que mais falava enquanto que os garotos lhe ouviam atentamente. Sua preocupação era com o fato de precisarem lutar na força bruta contra Kumo, ou à distância contra Suna. Em nenhum momento ela citou Iwa ou Kiri. Boruto, curioso, pergunta sobre:

— Mas e Kiri, Sarada? - Boruto indaga.

— Está louco? Precisamos deixá-las para o final, senão vamos nos enfraquecer logo de inicío. Elas são muito boas. - Sarada afirma.

— No entanto, entendo sua preocupação, só que eu acho e, provavelmente, o Boruto-kun também, que o foco será todo nelas. Logo, todos os times quererão enfrentá-las o quanto antes. - Mitsuki se pronuncia.

— Isso que eu pensei! Se a gente focar nelas, tenho certeza de que encontraremos o resto do pessoal e derrotaremos eles todos juntos! - Boruto estava animado.

— É muito arriscado! Mesmo com seus clones das sombras ou a resistência do Mitsuki por causa do Senjutsu… Não sei se essa é a melhor ação para tomarmos! - Sarada estava relutante.

— Eu sei, mas se ficarmos esperando ou ir para o lado errado, podemos perder muitas oportunidades. Acho que nesse exame temos que ir com tudo em vez de “comer pelas beiradas”! - Boruto sorri confiante.

— Concordo com ele. - Mitsuki sorri também.

— Então está bem. Somos um time e vocês são maioria. Espero que o que vocês estão dizendo seja proveitoso mesmo para nós. É importante que nosso time seja aprovado, meu sonho depende disso! - Sarada fica séria.

— Pode deixar. - Boruto estende a mão.

— Vamos dar nosso melhor! - Mitsuki responde.

— Vamos! - Sarada termina por respondê-los.

 

 

Diante dessa decisão, tomada em conjunto, nossos favoritos dão início à sua caçada: Kaede, Kanade e Lacia. O time “mais forte”. Certamente eles não erraram nisso, porém poderão mesmo enfrentá-las no alvoroço que surgirá ao notarem, efetivamente, que todos pensaram a mesma coisa, inclusive as meninas de Kiri? Elas estavam prontas para recebê-los!


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Qualquer erro avisem-me, sim? Agradeço!
Obs: Espero que tenham notado que eu não vejo o anime do Boruto... Então tudo o que está acontecendo, inclusive os personagens das demais vilas, é invenção minha. Desse modo, não estranhem qualquer diferença de roteiro ou de personalidade dos personagens...


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