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História Fairy Tale (Taekook ABO) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Eu comecei a escrever essa fanfic em fevereiro, mas terminei agora kkkk

Boa leitura

Capítulo 1 - Particular universe; capítulo único


Fanfic / Fanfiction Fairy Tale (Taekook ABO) - Capítulo 1 - Particular universe; capítulo único

Taehyung abriu lentamente os olhos, despertando de uma noite gostosa de sono. Um sorriso fofo e até mesmo genuíno surgiu em sua face ao ver o rostinho amassado de seu amado, ainda perdido no mundo dos sonhos.  

Se lembrava muito bem da primeira vez que vira o ômega de lábios rosados e dentes de coelho, lembrava muito bem de todo o medo que via em seus olhos, hoje eles brilhavam de forma tão bonita, beirava ao infantil. 

Taehyung e Jeongguk se conheceram por meio de um contrato. Os Jeon queriam casar o filho caçula com um bom pretendente, e os Kim já estavam cansados do primogênito solteiro. 

A primeira vez que se viram foi no dia do casamento, onde Taehyung ficou assustado ao ver a aparência infantil que o seu noivo tinha. Ficou indignado ao descobrir, depois da cerimônia, que o garoto possuía apenas 16 anos. 

Aquilo era completamente normal para a sociedade, o alfa sabia, mas não concordava. Um ômega dócil de 16 anos se casando com um alfa lupos de 22 anos, aquilo era loucura. 

Jeongguk estava apavorado após o casamento, e demorou um pouco para confiar que Taehyung não iria fazer nada consigo durante a noite. O alfa não cobrou a consumação do casamento.  

Taehyung sentiu o coração apertar ao ver Jeongguk dormindo todo encolhido da ponta da cama, acordando a qualquer barulho, completamente apavorado com tudo. 

Foi um ano inteiro assim, com o pequeno assustado com tudo o que acontecia a sua volta, e com Taehyung se corroendo por não conseguir se aproximar, por não conseguir que Jeongguk o deixasse lhe proteger. 

A situação não ficou assim por muito mais tempo, lentamente o ômega percebia que seu marido não agia como todos os outros alfas. Taehyung sempre lhe questionava sobre estar confortável, se queria alguma coisa, havia até oferecido dormir em outro quarto. 

Foi criado para nunca questionar, nunca erguer a cabeça, comer pouco, servir ao seu alfa, não importando se queria ou não, não importando se concordava ou não, não importando se teria alguma parte de si violada ou não. 

Taehyung simplesmente quebrou aquilo.

Puxava assuntos começando com "Sabe por que ....?", apontava para o alto quando saíam, o fazendo erguer a cabeça, o fazia comer até que estivesse completamente satisfeito. Taehyung só pedia para Jeongguk fazer coisas que o deixavam em sua zona de conforto. 

Depois do primeiro ano de casados, o menor começou a tentar conversar com o mais velho, esse que sempre fazia o assunto render. Começou devagar, mas com o tempo, os dois começaram a se aproximar, e os olhos de Jeongguk foram abandonando o pavor, sendo substituído pelo brilho infantil. 

O primeiro cio do ômega veio atrasado, chegou apenas quando esse completou 19 anos, e não 18 que era o comum. O casal já havia chegado a uns amassos, mas nada além daquilo. Dia um de setembro, durante o seu primeiro cio, Jeongguk clamou pela primeira vez por Taehyung, e só ficou satisfeito ao ter o nó se formando dentro de si. 

O alfa acordou do transe em que tinha entrado, vendo os olhinhos que tanto amava se abrindo preguiçosamente. O ômega passou as mãos gordinhas pelo rosto, suspirando ao olhar para o alfa. 

— Bom dia — Taehyung falou sorrindo, achando fofa a carinha de sono do outro. 

 — Oi — A voz doce saiu rouquinha por ter acabado de acordar, junto das piscadas lentas, completamente preguiçoso. 

— Temos que levantar, vamos até o reino para aquela festa, lembra? — O mais velho falou, ameaçando se levantar. 

— Não — O ex-Jeon manhou, se agarrando ao alfa. 

— Gguk — Riu, fazendo carinho nos cabelos escuros. 

— Só mais um pouquinho, passei a noite indo no banheiro — Resmungou com um bico nos lábios, aproveitando que Taehyung cedeu para o usar como travesseiro. 

— Ainda sente dor? — O maior perguntou preocupado, enquanto passava a mão pela barriga redonda e grandinha do ômega. 

— Não, as vezes nas costas... — Suspirou — Eu to ansioso pra ele nascer — Sorriu largo. 

— Como tem tanta certeza de que vai ser um garoto? — Taehyung perguntou sorrindo, continuando os carinhos na barriga o mais novo. 

— Eu sei que é — Jeongguk resmungou, se aconchegando mais em seu alfa. 

(...)

— Vem — Taehyung estendeu a mão para o marido, para o ajudar a sair da carruagem — Tudo bem? — Perguntou enquanto fechava um botão do casaco grande que o menor usava. 

Jeongguk apenas assentiu com a cabeça, deixando ser abraçado por seu alfa. Eram muitas pessoas ali, muitos olhos julgadores, se sentia intimidado e o seu filhote se agitava dentro de si, lhe causando dor. O mais velho já sabia disso, e não tinha problema nenhum em ficar o protegendo. 

Adentraram o grande salão, vendo o rei vir os cumprimentar, claro que só falou com o alfa, e o ômega teve de ficar do lado, de cabeça baixa. 

Nobres e mais nobres iam chegando, se juntando aos outros dois alfas de alta classe, conversando cada vez mais sobre assuntos completamente desinteressantes. 

Jeongguk suspirou frustrado ao sentir sua bexiga cheia, teria de ir no banheiro, e sair da segurança dos braços de seu alfa. Puxou sua manga de leve, atraindo sua atenção, e apontou para a direção onde ficava o banheiro 

— Tudo bem, só não demore muito — Taehyung pediu baixinho, deixando um selar na testa de seu ômega, o vendo se afastar. 

— Vocês são marcados, não? — Vossa majestade perguntou, dando um gole de seu vinho. 

— Sim, o marquei em seu terceiro cio — Taehyung respondeu simplista. 

— Por isso agiu como um ômega com ele, por seu lobo sentir a fragilidade dele — O ministro falou, como se tivesse concluído um questionamento muito importante. 

— Eu nunca marcaria meu marido — O concelheiro disse — Se bem que com aquele corpo, deve ter sido fácil ter perdido o controle. 

— E os Jeon educam os seus ômegas muito bem, tirou a sorte grande — Outro alfa falou. 

— O meu ômega é o melhor que eu poderia ter, e eu o amo mais do que a mim mesmo — Falou firme, fazendo alguns arregalarem os olhos — Outra coisa, o próximo que eu ver olhando para o corpo dele, vai ter sérios problemas comigo — Deixou um leve rosnado escapar, saindo dali, indo procurar Jeongguk. 

Jeon encolheu os ombros, terminando de ajeitar sua roupa no banheiro para ômegas. Todos ali o encaravam com olhos julgadores, provavelmente pela inveja de ser marido e ômega de Kim Taehyung. 

Fez carinho na própria barriga, como se dissesse "tá tudo bem" para o seu filhotinho. Saiu do local, querendo chorar por seu alfa. 

Se assustou ao não ver seu marido junto com os alfas que ele estava quando saiu, se perguntando onde ele poderia estar. Segurou o choro, causando um bolo em sua garganta, começando a procurar seu amado. Só queria se sentir seguro em seus braços. 

Ficou pelo o que considerou muito tempo procurando por ele, até que sentiu alguém segurando em seu ombro. Deixou uma lágrima escorrer ao ver que era o alfa. 

— Hyung — Manhou, abraçando fortemente seu marido. 

— Calma, eu to aqui — Passou a fazer carinho nos cabelos castanhos, tentando o acalmar — Eu to aqui — Pegou o pequeno no colo, deixando as pernas para o mesmo lado pela barriga — Shh, calminho — Aumentou sua aura, saindo do meio do aglomerado de pessoas. 

— Não some mais, por favor — Implorou, enfiando o rostinho no peito de seu alfa, tentando se acalmar com o seu cheiro. 

— Eu sei, me desculpa, eu não faço mais — Apenas concordou, se sentando em um sofá que achou. 

Ficaram ali até que o ômega se acalmasse, Taehyung chegou a cantar baixinho, querendo seu amado calmo. Deixou um selar na testa de Jeongguk quando esse se afastou, sorrindo para ele, recebendo um sorrisinho em troca. 

— Vamos comer? Você tem que ficar fortinho — O alfa falou, colocando o marido no chão e se levantando. 

— Tudo bem — Sorriu pequeno, pegando a mão do maior e entrelaçando seus dedos. 

Andaram até a sala de jantar, tendo a entrada liberada pelos guardas ao reconhecerem Taehyung. Se sentaram em seus lugares indicados, ficando em sua bolha de amor e carinho até que o rei chegasse. 

Após algumas conversas entre os alfas, o jantar finalmente foi servido. Diferente dos outros alfas, Taehyung serviu primeiramente o seu ômega, deixando o prato cheio. Começaram a comer ao som das conversas alheias, Jeongguk recebendo carinho em sua perna. 

— Taehyung, minha filha chegou a idade adulta, não estaria interessado em uma amante? — Um dos lordes perguntou, fazendo o ex-Jeon engolir em seco. 

— Perdão? — Franziu o cenho 

— Seu marido está grávido, um alfa deve se aliviar. Fora que você deve ter mais herdeiros futuramente — Outro alfa respondeu com indiferença. 

— Meu marido está grávido, e eu vou continuar sendo fiel e leal a ele. Não, eu não quero um amante, obrigado. 

— Ficaram em um silêncio levemente constrangedor por alguns minutos, mas logo entraram em outro assunto em seguida. 

(...)

— Você não vai ter nenhum amante, não é? — Jeongguk perguntou se deitando não cama, vendo seu marido erguer sua camisola, até que sua barriga estivesse completamente aparente. 

— Nunca, meu neném — Sorriu, pegando o óleo que havia comprado a algumas semanas. 

— Eu sou um bom ômega , né? — Perguntou com um biquinho nos lábios. 

— Você é o melhor ômega — Começou a passar o óleo pela barriga volumosa, sabendo que aquilo relaxava o pequeno — Eu amo você, não precisa se preocupar com isso. Aqueles alfas são só uns velhos mau amados — Arrancou um sorriso de Jeongguk. 

— Volta ali — Pediu de repente, com a voz manhosa. 

— Aqui? — Voltou um pouco a mão, vendo o outro suspirar. 

— É.. ah — Fechou os olhinhos, suspirando pela dor que sentia estar passando. 

Taehyung sorriu, amava o céu estrelado que seu ômega carregava nos olhos, mas adorava mais ainda o ver tão relaxado. 

(...)

No final das contas, Jeongguk estava certo, não demorou muito para o seu alfinha estar em seus braços, provando estar certo sobre o seu sexo, era um garotinho. 

Naquele momento o bebê estava sendo amamentado pelo ômega, enquanto ele assistia seu alfa cozinhar algo para eles. 

Ajeitou o pequeno em seus braços para o fazer arrotar, arrumando o próprio pijama ao mesmo tempo. 

Taehyung serviu os pratos e puxou o pequeno berço que ficava ali perto, viu seu marido deixar um selar nos curtos fios negros, e o entregar o bebê. Ajeitou seu filho em seu berço, também selando sua testa, o cobrindo, sorrindo com os olhinhos fechando pelo sono. 

Voltou sua atenção para o seu ômega, esse que servia um copo de suco. Selou seus lábios rapidamente, sorrindo largo. 

— Eu te amo. 

— Eu também te amo. 


Notas Finais


Me desculpem por qualquer erro

Se protejam, lavem bem as mãos e fiquem em casa

Beijos na bunda

Nos vemos por aí


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