História Fairytale - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 215
Palavras 3.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


FALAAAA galerinha! To de volta com mais um capítulo para vocêsssss! Espero que gostem, porque eu particularmente tenho esse cap como fav até agora!
PS: O vestido que Regina está usando no capítulo, é o mesmo que Catarina (Bruna Marquezine) usou no último capítulo de “Deus Salve o Rei”
PS2: Quero agradecer a Vitória que me ajudou tanto a criar algumas cenas quanto nas mudanças das minhas criações.
Quero agradecer também a Brunal que revisou o capítulo.
Boa leitura! ❤️

Capítulo 9 - Who is in control?


A chegada do inverno estava próxima e todo o reino já conseguia sentir. O baile anual de inverno também, e a mobilidade do povo ao ajudar sua alteza fazia com que tudo se tornasse mais fácil. Fairytale era conhecida como o reino dos melhores bailes, e mesmo com a morte de seu pai, ela não faria seu reino perder esse posto. Detalhe por detalhe era verificado por Regina, para que tudo saísse conforme sua vontade. O reino todo se empenhou, e o dia do grande baile chegou.

— Você está incrível, majestade. — A reverência e o olhar engrandecido sobre a magnífica vestimenta da Rainha, fez a mesma se sentir bem. Muito bem. O vestido preto realçava suas curvas, e a fenda sobre os seios fazia tudo ser chamativamente sexy. — Vossa majestade tem certeza que não quer a presença de Emma ao seu lado? Olha o que houve no último baile que a senhora ofereceu, se não fosse por ela, a senhora nem aqui estaria. 

— Eu tenho certeza, Zelena. — Ela olha a moça pelo espelho. A ruiva havia conseguido começar a conquistar a confiança da Rainha, e a mesma estava criando um afeto pela mulher de olhos verdes. Regina sentia orgulho de si por estar conseguindo separar seus sentimentos. Sabia que Zelena nutria sentimentos por Emma, mas mesmo assim não deixou isso lhe afetar. A ruiva era uma ótima pessoa e lhe ajudava em tudo. — Essa noite eu quero Emma longe de mim, o máximo possível. 

Cumprimentos, gargalhadas e brindes faziam um ambiente harmonioso. Uma clássica música ecoava e deixava o ambiente ainda mais agradável. A imagem da rainha se faz presente no topo da escada, fazendo olhares bem atenciosos se fazerem presente da cabeça aos pés da majestade. Era inevitável não sentir um desejo absurdo por aquela magnífica mulher. E era impossível Regina não sentir todo aquele desejo sendo despejado em cima de si, porém, o único desejo que a encantava era o de Emma, que não era um desejo sujo, era algo puro, podia ver no olhar brilhante de Emma ao vislumbrar a figura ao alto. Regina respira fundo e começa a descer a escada com seus saltos se chocando firmemente contra os degraus. Enquanto via uma multidão se curvar para si. Ao parar ao final da escada todos ouvem uma voz masculina vindo do meio da multidão "Long Live The Queen". Fazendo com que um coro se faça presente repetindo a mesma frase.

Todos dividem o olhar entre a rainha e o homem. Robin, que se curva e convida a rainha para uma dança estendendo a mão direita com a esquerda para trás. E então, todos se afastam dando espaço para que a rainha e o príncipe se encontrem no meio do grande salão. As danças eram ensaiadas sempre, principalmente pela rainha, eram passos e coreografias que toda dama e todo cavalheiro sabiam. Instrumentais com passos encantadores. Regina e Robin voavam na dança, podiam até dizer que era um casal apaixonado, a leveza da rainha e o cuidado do príncipe deixava as pessoas encantadas pelo casal. Emma sentia uma pontada no coração, vendo toda aquela cena podia dizer que seu coração era esmagado pelos passos de dança. Ambos entravam na cena e se aproximavam cada vez mais. As respirações se misturavam e Regina deu graças quando chegou a parte final. Todos aplaudiam e se emocionavam. Robin sorria abertamente e Regina um pouco sem jeito.

Algumas horas se passaram, Regina conversava com damas e avistava Robin de longe conversar com homens da alta sociedade. Ela podia ver algo diferente no príncipe, olhou por alguns minutos e começou a perceber a troca rápida de taças, e finalmente sorriu em satisfação. O príncipe estava bêbado.

— O que acha de comemorar no meu quarto? — Regina chega ao lado do príncipe e pergunta, dando um sorriso de lado, recebendo um olhar cafajeste de Robin, que segurou sua mão enquanto ela o guiava para o aposento real. Emma se movimentou para ir atrás, mas o olhar negativo de Zelena a faz continuar no mesmo lugar. 

They send me away to find them a fortune

A chest filled with diamonds and gold

The house was awake

The shadows and monsters

The hallways they echoed and groaned

(Eles me mandaram embora para encontrar uma fortuna

Um baú cheio de diamantes e ouro

A casa estava acordada

As sombras e monstros

Os corredores ecoaram e gemeram)

Tudo em Regina naquela noite beirava a sedução, prazer. A morena queria extravasar seus demônios e ninguém a impediria disso. Ela era dona de si, estava para nascer alguém que mandasse em sua pessoa. 

A porta do quarto real é aberta em meio a risos, enquanto Robin falhava inutilmente em tentar beijar Regina. A Rainha o joga na cama e o mesmo sorri, um sorriso perverso, e um tanto quanto sexy para ele. 

— O que está fazendo? — Ele diz se aproximando de Regina, abraçando sua cintura. 

— Enchendo taças com vinho para nós. — Ela olha sobre os ombros e Robin tenta lhe roubar um beijo, mas ela desvia antes. — Ainda quero beber. A noite é uma criança, aproveite. 

And I sat alone, in bed till the morning

And crying "they're coming for me"

And I tried to hold these secrets inside me

My mind's like a deadly disease

(E eu me sentei sozinha, na cama até o amanhecer

E chorando "eles estão vindo até mim"

E eu tentei guardar estes segredos dentro de mim

Minha mente é como uma doença fatal) 

— Gostaria de aproveitar com você. Gostaria de aproveitar você. — As mãos grossas apertavam sua cintura e os lábios deslizavam por suas costas. O nojo que se apossou de seu corpo a fez se arrepiar e Robin pensou estar causando um efeito positivo com seus atos, resolvendo continuar os toques. 

Largando as taças e sentindo seu estômago contrair, porém precisando manter a aparência, a Rainha se virou lentamente, fazendo o príncipe acompanhar seu ritmo enquanto ficava contra a parede. 

I'm bigger than my body

I'm colder than this home

I'm meaner than my demons

I'm bigger than these bones

(Sou maior do que meu corpo

Sou mais fria do que esta casa

Sou mais malvada do que meus demônios

São maior do que estes ossos)

— Gosta do que está acontecendo, meu futuro Rei? — A voz arrastada e rouca de Regina fez Robin suspirar, ela o levaria à loucura. — Quem diria que uma princesa solitária seria tão boa no que faz, não é mesmo?

Suspiros sôfregos escapavam dos lábios de Robin, Regina o torturava enquanto o mesmo se excitava cada vez mais. 

And all the kids cried out

"Please stop, you're scaring me"

I can't help this awful energy

Goddamn right, you should be scared of me

Who is in control?

(E todas as crianças clamaram

"Por favor pare, você está me assustando"

Eu não posso suportar esta energia horrível

Está certo, deveria ter medo de mim

Quem está no controle?)

— Meu Rei... — Regina se aproximou do ouvido do homem. — Você não sabe a honra que é estar ao lado do futuro Rei de Fairytale. Imaginastes que conseguiria seduzir a pobre Princesa? Imaginastes que ela seria tão tola enquanto você usaria do sofrimento dela?

O corpo de Robin tensiona, algo estava errado. 

— Regina o qu... — Sua voz some. Algo afiado vem subindo lentamente por sua barriga, seu tórax, até chegar sobre seu coração. Baixando lentamente a cabeça, Robin reconhece o objeto. A adaga perdida. — Você está cometendo um erro. — Ele tentava argumentar. 

I paced around for hours on empty

I jumped at the slightest of sounds

And I couldn't stand the person inside me

I turned all the mirrors around

(Eu caminhei por horas no vazio

Eu me assustei com o menor dos barulhos

E eu não suportei a pessoa dentro de mim

Eu virei todos os espelhos ao meu redor)

— Shhh... — Regina colocou o dedo anelar sobre os lábios do rapaz. — Não estrague a brincadeira agora. — Seus olhos eram uma coloração diferente, algo brilhava neles. — Você lembra disso, Robin? Você lembra que essa adaga foi usada por um lacaio seu para matar meu pai? — Ela brincava com o objeto sobre o peito do rapaz. — Eu lembro de ter feito uma verdadeira revolução quando a adaga sumiu. Coitado de meus garotos, eles mal sabiam que o objeto estava em minhas mãos. Eu sou uma boa atriz, não sou?

I'm bigger than my body

I'm colder than this home

I'm meaner than my demons

I'm bigger than these bones

(Sou maior do que meu corpo

Sou mais fria do que esta casa

Sou mais malvada do que meus demônios

São maior do que estes ossos)

— Regina... — Robin tenta e novamente a Rainha aperta o objeto sobre seu peito.

— Quem está no controle agora, Robin? — Ela brinca subindo e descendo o objeto. — Como era mesmo.. “Papai, tudo está correndo conforme o planejado. Regina nem imagina que está pronta para perder seu posto, assim como o tolo de seu pai perdeu. — O olhar de Regina era negro, e colocava medo em qualquer um. — Deveria saber que em meu reino, as paredes têm ouvidos, querido. — Sobreposta em seu coração a adaga começa a ser introduzida lentamente. O grito agoniado do Príncipe aquecia o coração da Rainha, e o sangue que agora jorrava fazia a mesma se sentir viva, sentindo que havia cumprido sua promessa: vingar a morte do Rei. 

And all the kids cried out

"Please stop, you're scaring me"

I can't help this awful energy

Goddamn right, you should be scared of me

Who is in control?

(E todas as crianças clamaram

"Por favor pare, você está me assustando"

Eu não posso suportar esta energia horrível

Está certo, deveria ter medo de mim

Quem está no controle?)

Em um movimento brusco, Robin empurra Regina e a mesma começa a rir um pouco afastada. Um sorriso diabólico, uma risada satisfatória. Robin tentava a todo custo retirar a adaga de seu peito, mas sua força estava esgotada devido à grande perca de sangue, e para se proteger o jovem rapaz corre para longe da Rainha. Para a sacada. 

I'm well acquainted

With villains that live in my bed

They beg me to write them

So they'll never die when I'm dead

(Eu estou bem familiarizada

Com os vilões que vivem em minha cama

Eles me imploram para escrever sobre eles

Para que nunca morram quando eu morrer)

— Tens medo, meu Rei? — Ela diz querendo se aproximar e o mesmo recua novamente. — Tens medo do que? Tens medo que eu o mate? Eu jamais faria isso. — A mão sobre o peito em forma de ofensa. — Não, espere! A Rainha de Fairytale não sabe nem comandar um reino, como matará um príncipe? — Sua aproximação foi repentina. 

And I've grown familiar

With villains that live in my head

They beg me to write them

So I'll never die when I'm dead

(Eu estou bem familiarizada

Com os vilões que vivem em minha cama

Eles me imploram para escrever sobre eles

Para que nunca morram quando eu morrer)

— Todos saberão que foi você. — Ele tenta gritar, mas o barulho vindo do andar debaixo o impossibilitava. 

I'm bigger than my body

I'm colder than this home

I'm meaner than my demons

I'm bigger than these bones

(Sou maior do que meu corpo

Sou mais fria do que esta casa

Sou mais malvada do que meus demônios

São maior do que estes ossos)

— Não saberão não... Eu já planejei tudo, meu Rei. — Um pequeno sorriso brota nos lábios de Regina. — Isso estava sendo planejado desde a morte de meu pai, você acha que tem possibilidade de algo dar errado? Jamais. — Ela estava em frente ao rapaz. — Para uma mulher, eu faço o trabalho muito bem, não é mesmo? 

And all the kids cried out

"Please stop, you're scaring me"

I can't help this awful energy

Goddamn right, you should be scared of me

Who is in control?

(E todas as crianças clamaram

"Por favor pare, você está me assustando"

Eu não posso suportar esta energia horrível

Está certo, deveria ter medo de mim

Quem está no controle?) 

— Você vai para o inferno. — Ele fala já quase sem forças. 

And all the kids cried out

"Please stop, you're scaring me"

I can't help this awful energy

Goddamn right, you should be scared of me

Who is in control?

(E todas as crianças clamaram

"Por favor pare, você está me assustando"

Eu não posso suportar esta energia horrível

Está certo, deveria ter medo de mim

Quem está no controle?) 

— Ah querido, eu sou dona de todo aquele lugar. — Regina sorri largamente e empurra Robin, que vai da sacada de encontro ao chão bruto, sem vida. 

A promessa da Rainha havia sido cumprida. 

A sensação de liberdade invadia seu corpo e uma risada gostosa de escutar embalava seus lábios. Ela realmente estava livre. 

Quando olha para baixo novamente, lembra-se que precisava tirar o corpo do homem daquele chão e planejar um jeito para que não achassem que fosse sua culpa. Descendo as escadas lentamente, procura com o olhar a sua guarda. Agora ela precisaria dela. Ao longe percebe Emma inerte ao que acontecia ao redor, pois Zelena conversava bem próxima de si. Seu coração se contrai, e rapidamente ela dissipa os pensamentos que invadiam sua mente, não tinha tempo para isso agora. 

— Graham, chame Senhorita Swan até aqui. — O jovem rapaz assente e antes que consiga ir, a rainha o segura. — Disfarçadamente.

O guerreiro faz o que lhe foi ordenado e Regina percebe que o olhar de Emma encontra o seu. Quando Regina faz um movimento olhando para o teto, sua guarda entende o pedido. Era para lhe encontrar em seus aposentos. 

— Mandou me chamar, majestade? — Emma estava na porta de Regina, mantendo o respeito por sua rainha. 

— Sim, rápido. Entre. — Um sorriso brota nos lábios da morena e Emma percebe. Algo estava errado. Quando adentra o local, percebe a cama desarrumada e uma súbita vontade de vomitar se instala em si, mas o que chama sua atenção são marcas de sangue que trilham um caminho até a sacada. 

— O que aconteceu aqui? — Um olhar torto, uma mordida no lábio, um pequeno sorriso. Algo estava muito errado. Onde estaria Robin? — Regina, o que aconteceu aqui? — A rainha se encaminha até o parapeito da sacada e seu sorriso se alarga. 

Eu estou livre. 

Os pelos eriçados, o embrulho no estômago, os olhos gritando em pavor. Emma estava atordoada com a visão de Robin estirado ao chão, com uma adaga sobre seu peito. 

— Oh meu Deus, Regina! O que você fez? — Emma pergunta apavorada. — Céus, Rei Arthur vai lhe matar! Ele vai atacar nosso reino, ele vai querer vingar a morte do seu filho! — A loira estava atordoada. — Porque diabos fizestes isso? Você não estava toda apaixonadinha por ele? Você não iria casar com ele? Qual o seu problema? 

— Oh Emma.. Você é tão ingênua. — Regina diz enquanto enche uma taça de vinho para si. — Você realmente achou que eu casaria com ele? Você não me conhece o suficiente?

— Porque você matou ele? — A loira queria respostas reais.

Porque ele matou meu pai. — A verdade veio dura, firme e bruta. Agora quem gostaria de matar ele, era Emma. 

— O que? Como? — Nada coerente passava em sua mente. 

— Primeiro vamos tirá-lo dali, depois venha para cá que lhe contarei tudo.

Pela primeira vez, Regina estava preparada para contar a Emma a verdade por trás de toda a morte do Rei. 

Seguindo todas as ordens e coordenadas da Rainha, Emma e Graham se encaminharam pelos fundos do castelo até a lateral do quarto de Regina, que estava na sacada cuidando tudo. Entrando floresta a dentro, os jovens guerreiros lhe jogaram em um beco qualquer, próximo ao castelo, colocando bebidas em sua boca para que se mostrasse que o príncipe saíra bêbado do quarto da Rainha, e ainda com a adaga cravada em seu peito. Seria outro atentado à Rainha. O plano era perfeito. 

Na volta, Emma e Graham se encaminharam aos aposentos de Regina, onde juraram em sua frente nunca revelar o que fora feito naquela noite. A verdade morreria ali. 

— Está pronta para me contar? — Emma pergunta enquanto se senta na cadeira da Rainha, virada de frente para a mesma. E então Regina contou. Toda a verdade por trás de sua mudança, todas as cartas destinadas ao Rei de Locksley, todas as conversas que ouviu o príncipe ter com seu pai antes de sua volta ao seu reino. Eles achavam que estavam lidando com uma jovem indefesa, mal sabiam que acabavam de criar um monstro. 

— Você sabia isso tudo, desde quando? — Emma não sabia dizer seus sentimentos. Eles estavam misturados. Era raiva, nojo, vergonha, incapacidade. 

— Desde a segunda semana da morte de meu pai. — Um peso saía de seus ombros. A verdade para a única pessoa que ela confiava, estava sendo revelada. 

— E você nunca pensou em me contar? — Emma se sobressalta em sua cadeira. — Céus, a primeira coisa que eu faria, era contar a você! — A loira acusa.

— Você acha que eu nunca pensei nisso? — Um sorriso pesaroso contempla o rosto de Regina. — Eu passei noites em claro pensando em lhe contar. Eu passei manhãs formulando frases para fazer você entender o porquê da minha mudança. — Sua respiração se acelera. — Eu passei dias e dias, procurando um jeito de fazer você perceber que eu ainda sou eu

Você não é você. — Emma lhe acusa e Regina sente sua garganta secar. — Você nunca me deixaria de fora disso. Você nunca teria se afastado, você nunca teria o beijado, você nunca teria o levado para o nosso lugar. 

— E agora você sabe o que é estar no meu lugar? — Regina começa a sentir sua pulsação acelerar. — Você sabe o que é perder alguém que tanto ama duas vezes.. Ou melhor, três vezes. — Da uma pausa. — Me diga, Emma. Você sabe o que é estar no meu lugar? — A guarda abaixa o olhar. — Você não sabe. Você pode me dizer que não tem seu pai, mas ele estará todos os dias em sua casa. Você vai entrar e mesmo que ele não lhe de atenção, ele está ali. Você não tem sua mãe como eu também não tenho. Mas você sempre me teve, até quando eu não estava próxima. Me diga, queria que eu contasse isso tudo para você? Queria que eu contasse que o homem que eu tive que beijar para concluir meu plano, havia sido o mandante do assassinato de meu pai? Do seu rei? A quem você jurou proteger tanto sua vida, quanto a de sua filha? Me diga, Emma. Você gostaria de saber que eu deixei o assassino do rei me beijar onde você se declarou para mim? — Os olhares se encontram, a dor era palpável em qualquer um deles. — Se eu te contasse, você nunca deixaria que eu o matasse. “Eu não deixaria você perder sua inocência” era o que você me diria. Mas preciso te informar de algo, Senhorita Swan... Eu não sou inocente a muito tempo. 

— Eu só queria te proteger, era o meu dever! Você deveria ter deixado eu fazer o meu papel! — Emma argumenta, alterando minimamente a sua voz. 

— Você sempre me protegeu, mas nesse momento eu não precisava disso. Eu só precisava tirar a dor, com minhas próprias mãos! — O olhar feroz de Regina poderia amedrontar qualquer pessoa, menos Emma. 

— E do que adiantou? Nada! Você vai viver do que agora, sem sua ridícula vingança? — Emma da um passo à frente; o olhar também fervoroso. 

— Você não faz ideia do que viverei, talvez essa parte não seja seu papel saber. — Regina estava inconformada com a atitude de Emma, em não entender o seu lado. 

Quando Emma pensa em responder, batidas apressadas na porta a tiram do transe, e o escancaramento da mesma assusta as duas. Zelena estava ali. 

— Alteza, sinto muito por minha intrusão, mas aconteceu algo grave e você precisa saber... — O olhar assustado da ruiva denotava algo sério. — Príncipe Robin foi encontrado nos arredores da floresta... morto.


Notas Finais


Como estamos?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...