História Faith tattoo - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Aceitacao, Bts, Jimin, Romance, Ttattoo
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Palavras 5.564
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaa, depois de um mês, FINALMENTE!!!!
Não achei que demoraria tanto :( Sorry

Queria dizer que, Hot não é algo que eu costumo escrever muito, e aos poucos estou melhorando, mas espero que gostem :D

Bjsss, boa leitura!!
Relevem qualquer erro, irei corrigir, OBRIGADA!!
(2/2)

Capítulo 2 - Deixe-me ver suas tatuagens?


Fanfic / Fanfiction Faith tattoo - Capítulo 2 - Deixe-me ver suas tatuagens?

 A parte clichê de tudo é que Jimin e eu nos aproximamos depois da noite que fomos juntos a missa, e posso dizer que aquela simples pergunta fez com que, nós começássemos a gostar da companhia de ambos.

 Me faz uma tatuagem?

 Aquilo me deixou animada e posso dizer que não esperava aquilo, eu me assustei com sua pergunta repentina, porém aceitei imediatamente.

 Estávamos mais próximos e eu sabia como fazer, e o que fazer, com o rabisco do desenho que ele havia feito.

 E a partir daquele dia, íamos juntos toda terça e quinta. Sempre tendo os assuntos mais diversos que sempre voltava as tatuagens.

 Ele sempre chegava cansado do trabalho e mesmo assim, se esforçava para estar presente, junto a mim no segundo banco, na missa.

 Jimin me contou que está tentando equilibrar os estudos, ele estava ficando tão focado nos livros que esquecia que podia sim dividir as tarefas e se divertir.

 Nos últimos dias Jimin passou mais tempo comigo, estávamos nos conhecendo melhor e a cada dia eu gostava mais de sua companhia, ele chegava um pouco mais cedo, e junto trazia alguns besteira para tomarmos enquanto conversávamos.

 Nos dias que não havia missa, Jimin e eu fazíamos lanches diferentes ou até jogamos um jogo. Eu poderia dizer que estava me sentindo uma pessoa mais velha. Não que necessariamente, pessoas mais velhas ficavam em casa e jogavam jogos em vez de ir a festas, mas era assim que eu me sentia. Uma pessoa mais velha que já havia aproveitado a juventude e resolveu ‘’descansar’’, eu me sentia assim, sem a parte de ter ‘’aproveitado a juventude’’.

 A noites de jogos se estendiam até às três da manhã, o que eu achei que estava começando a  atrapalhar os estudos de Jimin, porém, ele disse que estava no final do curso, era de inglês e ele estava terminando apenas para ter seu diploma internacional.

 E então, em uma das noites em que assistimos um programa qualquer na televisão, eu comecei a pensar em sua tatuagem. Peguei minha pasta, folhas branca e alguns lápis, o que chamou a atenção de Jimin. Me sentei no tapete da sala e coloquei meus materiais na mesinha de centro. Jimin desceu do sofá e sentou ao meu lado, não perdendo nenhum dos meus movimentos.

 O pedi seu rabisco emprestado, ele riu e se levantou rapidamente, subindo as escadas indo ao seu quarto e voltando alguns segundos depois, me entregou o desenho e foi até a cozinha, trazendo duas cervejas, a deixou perto de mim enquanto abria a outra.

 Comecei a passar seus rabiscos para a minha folha, porém, com linhas firmes e finas, deixando espaço para os detalhes. Não era uma tatuagem complexa ou grande. Um crucifixo simples e um colar em volta, carregado de leves detalhes. Jimin disse que a queria em seu pescoço, então tratei de medir no pescoço de Jimin o desenho que eu havia feito.

 Ele havia gostado do desenho, o perguntei se queria que eu mudasse algo, porém, ele havia gostado do resultado, e então marcamos de fazê-la no dia seguinte, logo depois do trabalho de seu trabalho.

 A algumas semanas eu havia conseguido, finalmente, terminar meu estúdio em casa. Era no quarto que havia no andar debaixo. Onde era o quarto de meus pais. Contei a eles sobre minha realização e eles ficaram animados. Era simples, deixei meus desenhos na parede, uma mesa média com meus materiais, uma luminária alta e flexível e uma maca própria para fazer tatuagens. Era o meu cantinho, simples e limpo.

 Jimin estava animado, disse que não fazia uma tatuagem a tempos e estava muito ansioso. Ele pegou minha pasta de desenhos e passou a folheá-la, e suspirava a cada desenho detalhado que aparecia a sua frente. Novamente ficamos até muito tarde na sala, conversando, até que o cansaço chegou em meu corpo. Arrumamos a sala e subimos as escadas, juntos.

 – Está nervoso? – Perguntei. O coreano me olhou por breve segundos e sorriu. Ele estava passando a mão no pescoço onde ficaria a tatuagem. Sorri e voltei a zoá-lo. – Olha, se você não aguentar, é só pedir que eu paro.  – Eu disse rindo do mais alto. Tenho certeza de tê-lo visto olhando para baixo com um sorriso aberto no rosto.

 – Ei eu não estou com medo. –  Protestou achando graça.

 – Está sim. – Semicerrei os olhos. Toquei a ponta dos dedos em sua barriga fazendo cosquinhas. – Ah, qual é, está com medo.

 – Yah! – Ele exclamou rindo alto. – Eu não estou nervoso, tá legal? – Ele olhou por breves segundos para mim e começou a rir.

 – Não mesmo? – fiz graça.

 – Não, estou tranquilo. Confio em você. – Ele disse de imediato, o que me pegou de surpresa e me deixou sem graça. – Seus desenhos são ótimos, e você leva muito jeito pra isso. – Ele disse depois dos segundos de silêncio e minhas palavras sumirem depois do “confio em você”.

 – Ok, assim fico mais tranquila e confiante. Amanhã então? Combinado? – Perguntei novamente sobre a tatuagem o local e Jimin parecia confiante e animado.

 – Sim, amanhã. Uau estou ansioso. – Esfregou as mãos e sorriu.

 Terminamos de subir as escadas e em seguida fui para meu quarto. Jimin e eu nos despedimos como sempre, um hi-5 cheio de sorrisos. Sorriso do Jimin no qual deixa qualquer uma encantada, seus olhos se fecham e ele fica adorável.

 E assim fui para meu quarto e voltei a observar o desenho que viraria uma tatuagem, a de Jimin. Estava tão bonita e delicada, e ficaria tão bonita em sua pele.

 Ele estava cada dia mais animado, principalmente nos dias de missa, íamos e voltávamos animados, conversando sobre diversas coisas. Felizmente o que não faltava entre nós era assunto.

 Ao deitar em minha cama, não demorei muito para pegar em um sono profundo. O estúdio ainda estava indo aos poucos, porém, as tarefas de casa estavam ficando pesadas, mesmo Jimin se oferecendo para ajudar.

 Jimin estava sempre ali, quando eu estava precisando, pronto para ajudar. Parecia ter se soltado da timidez que havia entre nós, e a cada dia os diálogos iam aumentando.

 Almoçamos juntos, orávamos juntos antes das refeições e saiamos juntos, Encontro de jovens da igreja e até festas da Igreja.

 A noite se passou e a manhã veio repleta de animação. Jimin bateu na porta de meu quarto, como faz todos os dias. A 9 da manha quando está indo para seu curso, ele bate e assim eu acordo.

 Cheguei a cozinha e o café estava pronto, torradas com geléia coreana e café, e também um Jimin sorridente, satisfeito com o banquete. Parecia comercial da margarina, tudo feliz e calmo. Bom eu poderia dizer que sempre fora assim. Com meus pais em casa ou não, eu nunca deixava a tristeza e o desânimo entrar.

 Tomamos o café e conversamos como toda manhã, aquela era a nova rotina. Muito diferente daquela de algumas semana atrás, com um vocabulário de apenas 3 palavras. Jimin se atrasou e logo correu para não perder o outro ônibus, o desejei um bom curso e comecei algumas tarefas pendentes. Ainda ansiosa para fazer a tatuagem, voltei a olhar o desenho, estava lindo.

 Diferente dos outros dias, a tarde passou rápida. Eu havia conseguido organizar o estúdio e deixá-lo confortável. Procurei coisas a fazer para que minha ansiedade diminuisse, porém, nada deu certo até o momento em que Jimin chegou. Ele parecia ainda mais animado, o nível de animação nos últimos dias estavam altos, ao extremo posso dizer.

 Jimin trouxe lanches e alguns filmes, nos juntamos na sala, no lugar de sempre, e lanchamos vendo alguns filmes novos.

 – O padre da missa de quinta, nos chamou para a reunião que haverá na quarta feira de manhã, Você vai poder ir? – o perguntei. Ele tirou a atenção de seu sanduíche e olhou para mim.

 – Sim, posso ir. Meu curso termina essa semana. – Respondeu feliz. – Ei, a filha da senhora kim, gosta de desenhar e eu disse a ela que você poderia ajudá-la.

 –  A filha da senhora Kim conversou com você? – Perguntei arqueando levemente as sobrancelhas. A criança era tímida, ela era pequena e tinha os cabelos loiros.  – Ela é tão tímida, tentei conversar com ela algumas vezes.

 – Eu sei. – Ele riu esperto.  – Eu a vi desenhando no canto da igreja e disse que você desenhava muito bem. – Ele disse.

 Eu sempre me enturmava com as crianças da igreja, tentava ajudá-las nas leituras ou em algo que precisassem. Me sentia uma irmã mais velha, era um sonho desde pequena ter uma irmã, mas tive apenas as de coração.

 O filme e o lanche acabaram e,  o momento mais esperado chegou. Me senti como se fosse a minha primeira tatuagem. Mas eu não poderia explicar, eu faria em um amigo, em Jimin, era diferente.

 Não conseguiria explicar.

 Pedi para Jimin ir para o estúdio e eu iria até meu quarto pegar algumas coisas novas que eu havia comprado, coisas como pomada, lenços, plástico filme e outras coisas essenciais que ainda faltavam. Eu pude trazer pouca coisa do outro estúdio, e teria que terminar de comprar as outras por conta própria, e por sorte, consegui.

 Peguei o que precisava e entrei em meu estúdio. O cheirinho de álcool me fez lembrar da última tatuagem que eu havia feito. Ea uma rosa com espinhos rodeada de respingos de cores vivas.

 Jimin não havia visto nada de meu estúdios e quando cheguei lá, ele estava olhando os desenhos na parede e sorrindo.

 – Pronto?  – Perguntei me sentando na cadeira em frente a maca preta e colocando minhas luvas.

 – Desde sempre. – Brincou, sorri e o acompanhei até sentar se corretamente na maca. Peguei o desenho que já estava na folha própria para a pele.

 – Deseja mudar algo? ou pra você está bom?  – Mostrei novamente  o desenho para que ele tivesse a certeza de que era aquele. Os rabiscos de jimin eram ótimos, eu tive apenas que reforçar as linhas e colocar texturas e sombras.

 – Perfeito, melhor impossível. – Sorriu.

 – Certo, me mostre novamente onde quer a tatuagem. – O pedi. Ele passou a mão no pescoço, embaixo do maxilar na diagonal em direção a orelha.

 Posicionei o papel onde ele havia dito e coloquei lá, passei a mão por todo o papel para que passasse todo o desenho para a sua pele. Ele estava com um sorriso bobo nos lábios, estava feliz e isso era evidente.

 Ao retirar o papel de seu pescoço, todo o desenho havia ficado em sua pele e eu me senti orgulhosa naquele  momento.

 – Aqui. – Peguei o pequeno espelho que eu tinha e o entreguei, ele olhou o desenho e a posição e, juro que vi seus olhos brilharem, como se estivesse a ponto de chorar.

 – Incrível. – Ele disse e fechou os olhos respirando fundo.

 – Tem um significado, certo? – Perguntei. – Digo, além da sua fé.

 – Tem sim. – Ele sorriu bobo, vi seus lábios tremerem enquanto ainda estava de olhos fechado. Peguei as tintas e coloquei nos pequenos vidrinhos. seria apenas preto, cinza e branco.  – É o mesmo terço que minha avó usava. A mesma que eu te contei que me levava na igreja.

 – Oh, certo, é um grande significado, realmente – Sorri. – Por isso já tinha um desenho pronto.

 – Exato, eu me sinto um idiota por ter.. – Dessa vez jimin estava com os olhos aberto e olhando para mim enquanto eu arrumava a maquininha. – ...perdido, vovó havia me dado o terço dela quando eu era adolescente, e eu o perdi.  – Ele disse com certa tristeza.

 – Agora entendo, tem um significado bonito. E o que importa é isso. – Sorri confortando-o. Até que senti seu olhar continuar em minha direção enquanto eu terminava de ligar a maquininha. – Agora você não o perde mais. – Eu disse e logo escutei sua baixa risada.

 As vezes rolava olhares por mais de 5 segundos, e isso me soa tão clichê ao pensar. Mas é a verdade, antes nós não conversávamos muito e eu não sabia muito sobre Jimin, agora sei um pouco mais, acredito. e sei um pouco de sua personalidade. Ele é organizado e deixa sempre seu quarto muito bem arrumado. Muito prestativo, mesmo chegando cansado, não perde a oportunidade de me ajudar em algo. Eu não tinha o que reclamar antes, e muito menos agora.

 Era um desenho pequeno e delicado, não levaria mais de uma hora e meia, e ao começar, coloquei a máscara em minha boca tampando também o meu nariz. Jimin começou um assunto aleatório a fim de se distrair, ele disse que no pescoço doía um pouco, e ele já havia ouvido falar que, o pescoço era uma área sensível e que poderia doer sim, eu concordei, mesmo não tendo nenhuma tatuagem nesse lugar.

 – Está ficando incrível. – Eu disse ao começar a fazer as bolinhas do terço, perto de finalizar.

 – Estou ansioso. – Ele disse tirando sua atenção do teto e a deixou em meus movimentos.

 – Você costuma ficar com o braço dolorido depois? – Ela perguntou ao ver eu fazer uma careta, sim, meu braço estava doendo, principalmente na hora das sombras.

 – Sim. – Eu respondi rindo. Deixei a maquininha de lado e movimentei um pouco o meu braço.

 – Se quiser parar um pouco.. – Ele disse.

 – Estou terminando, falta um pouco de sombra. – Pisquei pra ele, e ele sorriu. Voltei a tatuagem e em menos de 10 minutos eu já havia terminado, e eu estava apaixonada pelo resultado. Jimin estava inquieto de tanta ansiedade.

 – Terminei. – Eu disse sorridente. Passei um papel próprio em seu pescoço tirando os resquícios de tinta.

 – Posso ver? – Ele perguntou animado e eu assenti. Tirei a mascara de meu rosto e peguei o espelho novamente o entregando.

Sua reação me tocou de certa forma, eu sempre fico uma boba chorona quando vejo pessoas chorando, ainda mais chorando quando termino a tatuagem. Nossa, isso é tão gratificante.

 Seus olhos estavam brilhando em direção ao espelho em sua mão. Brilharam tanto a ponto das primeiras lágrimas caírem e deslizarem por suas bochechas, e meu coração descompassou.

 – Ah droga. – Ele limpou as lágrimas sorrindo. – Ficou incrível! Uau. – Notei com sua reação que ele havia realmente gostado, e isso me deixou contente.

– Deixe-me limpar apenas mais uma vez? – Perguntei me virando e pegando lenços para tirar os últimos resquícios de tinta.

 Ele voltou a se deitar sorridente e eu comecei a limpar a tatuagem, e estava ficando ainda mais linda sem os resquícios de cor preta fora do lugar.

Senti o par de olhos de Jimin em minha direção e fiquei envergonhada.

 Oh, droga, não era hora de ficar envergonha.

 Terminei de limpar o pescoço de Jimin e, como se ele tivesse acordado de um transe, desviou o olhar me fazendo sorrir.

 – Prontinho.  – O olhei sorridente.

O ajudei a se levantar, pelo fato de ter ficado muito tempo na mesma posição, ele poderia levantar um pouco tonto, algo que pode realmente acontecer quando a tatuagem dura muito tempo.

 – Está tudo bem? – Perguntei a vê-lo cambalear um pouco, ele me olhou e assentiu.

 Ele andou até o espelho que havia na parede e ficou ali, olhando sua nova tatuagem enquanto eu terminava de limpar tudo e jogando todas as coisas descartáveis no lixo.

 – Ficou idêntico ao da minha avó. – Ele disse ainda vidrado no espelho a sua frente. – É  a mais significativa de todas.

 – Fico feliz que tenha gostado.  – Eu disse ao chegar perto de si. – Isso é melhor que qualquer dinheiro. Ver sua reação ao olhar uma tatuagem feita por mim com um significado relacionado a sua avó, é a melhor coisa. – Fui totalmente sincera. E então jimin se virou em minha direção e me abraçou.

 Não que ele nunca tenha me abraçado – mesmo que tenha acontecido poucas vezes – me senti bem em seus braços. Seu perfume era o mesmo que rondava em seu quarto e o mesmo que eu sentia quando tirava suas roupas do cesto para por pra lavar. Ou então, apenas quando eu passava perto de seu quarto, era um perfume contagiante, que se multiplicava em todo o lugar. Até o sofá tinha seu cheiro, em visto que, era um dos lugares que ele mais ficava.

 Certo, estávamos abraçados até demais, eu não me incomodei e ele não pareceu achar ruim, pelo contrário, senti sua mão subir e descer em minha cintura quando eu passei meus braços por ele também.

 Ok, o que estava acontecendo?

 Aquela nuvem de um certo sentimento no qual não consegui distinguir, tomou o lugar. Era um sentimento ou um ‘’empurrão’’, o coração batendo forte e algo subindo pela minha garganta, como cocegas, as borbulhas na barriga e um sorriso encantador surgiu a minha frente. Olhos ainda brilhantes como duas estrelas bem de perto. Um semblante no qual eu não sabia se estava bom ou ruim em meu rosto.

 Confusão passava por minha cabeça, mas também, uma vontade de beijar os lábios entreabertos a minha frente. Os lábios no qual tem um dono encantador, bonito e gentil. A boca que eu havia reparado a dias e que eu tentei de todo jeito tirar da minha mente, não queria sentir algo que não fosse recíproco, ou algo que eu imaginei que, nunca iria acontecer.

E como se eu fosse jogada para o ‘’futuro’’ senti os lábios dele nos meus e uma mistura de perguntas fizeram um nó em minha mente.

 Quando isso aconteceu?

 Quando eu fechei meus olhos?

 Quando eu tive coragem de fazer algo do tipo?

 Portanto, a confusão e as mil perguntas se dispensaram de minha mente, quando finalmente, dei ‘’vida’’ de minha parte ao beijo. As mãos - não muito grande- dele se fizeram presente em minha cintura, ainda subindo e descendo, como um carinho.

 Oh, droga, eu estava beijando o intercambista coreano, no qual eu acabara de fazer uma tatuagem, o garoto tímido que morava comigo a quase 3 meses, o garoto que eu trocava no máximo 3 palavras por dia. Algo que eu nunca imaginei que, poderia acontecer.

 Sua língua entrou em minha boca e tudo começou a ficar mais quente. Algo subiu na parte de dentro do meu corpo, e então, levei minhas mãos em seu rosto. Sua pele era macia, parecia macia e realmente era.

 Eu não sabia mais o que fazer a não ser seguir com aquele beijo que, confesso, estava acabando com minhas estruturas. Eu não era beijada assim a tanto tempo, e era com uma pessoa que eu realmente confiava e de certa forma, gostava.

 Me separei minimamente de jimin, deixando o de olhos fechados e minhas mãos ainda acariciando suas bochechas. Seu semblante era como se, você estivesse acabado de saborear seu doce favorito depois de anos sem comê-lo. Como algo delicioso, e confesso que, sua expressão me deixou com mais vontade de beijá-lo. Deixei mais alguns selinhos em seus lábios carnudos e o abracei.

 Eu não soube o que fazer, então eu apenas o abracei fazendo o rir fraco e envolver me novamente em seus braços.

 Eu sempre vi coisas clichês na televisão e eu sempre tive uma visão diferente dessas coisas, na minha mente, eu tinha meu próprio clichê. Cenas que, eu julgaria clichê e talvez sejam totalmente ao contrário.

 Ainda na mesma posição, jimin disse coisas bonitas.

 – Eu queria tanto lhe dar um beijo. – Ele riu fraco, talvez envergonhado.

 – É mesmo? – Me distanciei e olhei em seu rosto, suas bochechas vermelhas o entregaram. ele me abraçou novamente.

 – Desde o momento em que te vi orando, na primeira vez que você me levou a igreja, eu quis te beijar. – Sorri fraco. – É sério! – Eles respondeu rindo, mesmo tímido.

 Me desprende de seu aperto e olhei em seus olhos, dessa vez apenas um pouco tímida.

 – Veja só, agora você pode me beijar quando quiser.  – Eu disse em seguida olhando para seus lábios.

 Aquela frase foi o torpor de felicidade e animação de Jimin, depois daquilo fomos a sorrisos até o andar de cima. Depois de passar novamente a pomada em sua tatuagem, o desejei boa noite com direito a um beijinho, e me dirigi ao meu quarto, me sentindo uma adolescente idiota, na qual eu realmente não fui quando era mais nova. Sempre fui mais madura que o normal para a minha idade. Não estou dizendo que não tive adolescência, eu tive sim, mas eu aproveitava de outro jeito. Com livros, jogos, e a igreja, desde sempre.

 Os dias se passaram e eu gostava de agarrar jimin sempre que ele saía do banheiro, cheiroso e já arrumado para o curso. Certo, eu havia me tornado uma pessoa melosa, eu gostava de beijá-lo as vezes, ou quase sempre, mas eu não era  a única. Jimin gostava de me abraçar quando passava em casa para almoçar, e me beijar quando estava saindo, e, quando íamos a igreja, ele fazia questão de entrelaçar nossas mãos durante todo o caminho, e eu amava isso.

 Não é nada surpreendente se eu disser que, jimin e eu nos conhecemos melhor agora. Eu sei que ele ama miojo e que gosto de comer com os talheres ocidentais, gosta de frio e é apaixonado por chocolate.

 O dia atual é quinta feira, Fazia três dias que jimin e eu nos vimos rapidamente, contando que eu tinha assuntos a resolver na rua, então eu apenas o via quando ele chegava e eu saía.

Liguei para Jimin quando eu estava no ponto de ônibus, o avisei que em poucos minutos estaria em casa, e ele disse que estava com saudades. O chamei para assistirmos um filme e ele se prontificou em preparar um cineminha para nós dois no seu quarto.

 Jimin tinha uma televisão grande em seu quarto, havia comprado a pouco tempo, disse que tinha alguns filmes bons e então resolvemos assistir juntos em seu quarto.

 Ao chegar em casa, tomei um banho rápido tirando boa parte do cansaço em minhas costas, e meu corpo pediu certo descanso pelo tempo que andei no centro.

Ao sair do banho levei susto com um par de braços me pegar no colo e me levantar alto. Gritei com o susto e jimin gargalho com isso.

 – Você demorou? – Ele disse tentando passar um semblante de chateação porém, em seguida, seu sorriso se abriu.

 – Me desculpe, eu estava muito cansada.  – Desci de seu colo e fui para o meu quarto, mas antes, lhe beijei do jeito que eu sei que ele gosta. Ele me acompanhou e tomou de minhas mãos o pente. Penteou meus cabelos risonho e ao finalizar me pegou no colo, estilo noiva.

 – Talvez eu fiquei mais cansada a partir de agora.

 – Serei teu servo, minha dama. – Ele brincou e me levou até seu quarto me jogando delicadamente em sua cama.

 – Que filme vamos ver? – Me aconcheguei  embaixo das cobertas, o vendo se deitar ao meu lado e se embolar em meu corpo. Porém, eu fiquei na altura de seu cabelo, fazendo me começar um cafuné nos fios negros de jimin.

 – Eu achei um de luta, e acho que vamos gostar.  – Me animei com o gênero do filme, porém, Jimin e eu caímos no sono antes da metade do filme.

 Eu havia chegado por volta das seis da tarde, e jimin e eu havíamos acordado cedo, então com o escuro e o filme, acabamos dormindo pesado.

Acordei e ao olhar no relógio me assustei um pouco, era três horas da manhã. O quarto estava iluminado com a televisão ligada, e a imagem de jimin dormindo foi inédita aos meus olhos. Era uma visão de tirar os fôlegos. Ali consegui ver algumas tatuagens que não havia visto antes, e partes de algumas que ainda eram escondidas com sua blusa.

 Beijei sua bochecha e esperei certa reação, beijei seu pescoço e ele se remexeu, sussurrei coisas em seu ouvido e seus olhos se abriram, junto, seus sorrio apareceu.

 – Sabe que horas são? – Eu disse um pouco rouca e ainda presa ao seu corpo. Ele negou ainda sonolento. – Três horas da manhã. – Ele se assustou um pouco, porém logo deitou sua cabeça novamente resmungando.

 – Podemos dormir assim todos os dias. – Me abraçou com mais força e seu perfume com certeza se impregnou em minha roupa. Sorri e me arrepiei com sua voz rouca perto de meu ouvido.

 – Quando você quiser. – Passei a ponta de meu nariz gelado em seu pescoço fazendo o sorrir fraco.

 – Ei eu nunca vi essa tatuagem! – Ele exclamou ainda rouco, olhando para o meu colo, uma tatuagem que, muitas blusas tampam, e a que eu estava agora, deixava a tatuagem totalmente exposta.

 – É uma tatuagem de mãe e filha. – Eu disse olhando para a tatuagem, era um coração com detalhes em pontilhado, e mamãe tinha a mesma tatuagem no mesmo lugar.

 – Eu gosto. – Ele disse entretido com a tatuagem. Passei a mão em seus cabelos o olhando, e ele deitou sua cabeça novamente, me puxando para ficar ainda mais colada em seu corpo.

 Jimin passou suas mãos em minha cintura enquanto continuávamos a conversar, vez ou outra sua mão ultrapassa e chegava até a minha coxa, mas parecia ser um ato meio a meio, com malícia e sem malícia, era diferente. A cada momento eu recebia beijos molhado na bochecha me deixando arrepiada.

 Um vento frio passou pela pequena fresta da janela, o que nos fez encolher um pouco com o frio. Jimin se levantou e fechou a janela, logo em seguida, voltando para debaixo das cobertas. E algo passou por minha mente, mas, antes, aquele clima voltou. Aquele que apareceu antes de jimin e eu nos beijarmos. E de uma jeito um pouco tímido, eu o perguntei:

 – Deixe-me ver suas tatuagens? – Não que jimin tenha ficado surpreso mas, ele me olhou por breves segundos, e meu sorriso sem graça o fez rir.

 Ele se sentou na cama e tirou sua camisa, suas costas fizeram pequenas curvas, denominadas músculos.

 Músculos no qual eu não imaginava que jimin tinha, não daquele jeito. Seu corpo era bonito com roupas, e naquele momento imaginei sem elas. Ele voltou a deitar na cama e eu me sentei, apenas para apreciar as tatuagens que ele escondia com sua blusa.

 Um pássaro perto do ombro, um leão na costela, Caracteres em hangul na lateral da barriga trincada que ele tinha, e algumas frases que, eu julgava ser coreano, pela costela. Passei a mão nos desenho detalhados, eram muito bem feitos. Traços delicados e fortes, em cada desenho.

 – Quero ver as suas, posso ? – Perguntou depois de um tempo, fiquei tempo demais admirando aquilo tudo e, eu realmente havia ficado encantada.

 – Claro. – Tirei minha blusa e trocamos as posições.

Eu tinha pouca naquela área, mas ali ficavam as minhas favoritas. Minha grande coruja na costela direita, um sol e uma lua na parte de cima da costela, e, meu tão amado motor na costela esquerda. E ao chegar nessa última, jimin soltou um riso, sabendo da minha paixão por automóveis .

 – São in.. – Ele pausou para suspirar.  – Incríveis. Nossa!!

Seu olhar chegou aos meus e eu tomei uma iniciativa não tão conhecida por mim. Puxei seus queixo até que seus lábios encostassem aos meus. E eles chegaram rapidamente.

 O beijei e chupei com vontade seus lábios, seu sexo se encostou em minha perna e, confesso, ele estava animado. Eu estava de short e blusa mas em poucos minutos eu mesma tirei meu short, ficando apenas de calcinha e blusa.

 Jimin estava sem camisa então não poupei alguns arranhões em suas costas. Beijei seu pescoço e puxei mais e mais seus lábios.

 Sua mão que, antes ultrapassa minha cintura e chegava a minha coxa, passou direto sem pestanejar. Ele segurou minha coxa direito a levantando um pouco, e assim seu membro coberto por sua calça de moletom, se encostou em minha entrada também coberta, apenas pela calcinha.

 Minhas pernas se cruzaram ao ficar envolta de sua cintura, agarrei seu pescoço com meus braços e o beijei com ainda mais vontade, sendo totalmente acompanhada por ele. Puxei seus lábios com meus dentes e escutei seu primeiro gemido, fazendo o passar sua mãos mais vezes em minha coxa, chegando a minha cintura a apertando um pouco.

 Trocamos a posição e eu fiquei por cima. Agora suas duas mãos estavam em minha cintura, mãos quentinhas me fazendo arrepiar e me fundir ao corpo abaixo do meu. Passei a ter desejos intensos ali, não que eu não tenha imaginado com eria com jimin, mas era algo que eu não sabia quando aconteceria, poderia acontecer a qualquer momento, ou bem nenhum momento.

 Voltei minhas costas até o colchão, e Jimin voltou a ficar por cima.

  – Ah droga, eu gosto tanto de você. – Ele disse quando nossos lábios se distanciaram, seus dedos passaram em meus lábios e ele parecia hipnotizado.  

 – Eu também jimin.. – O beijei provocando-o. – Eu também... – Sussurrei, e dessa vez ele deu a partida.

Oh droga, seus lábios eram deliciosos.

 Respondi seu beijo mordendo os novamente. Eu estava com muito desejo e jimin não aprecia diferente. O corpo que estava cansado que havia acabado de acordar, deu lugar a dois corpos totalmente ‘’acesos’’.

 Ele mesmo tirou sua calça, me poupando do trabalho, que eu faria já já, porém já foi feito.

Ele beijou meu ombro enquanto tirava minha calcinha depois de concordar com a pergunta muda, apenas olhares. E então o beijei, sem notar que estávamos completamente nus, Jimin tirou sua cueca e eu não havia percebido por sua rapidez.

 Passei minhas unhas por suas costas, indo em seguida até seus cabelos negros que fiz questão de bagunçar bastante, o encarei e soltei uma risadinha baixa por estar, descabelado.

 Jimin passou a brincar com a alça de meu sutiã, beijou aquela área, e fez carinho com o, dedos e lábios, me fazendo arrepiar por inteira. Meu corpo estava quente, e o de jimin também. Estávamos em combustão, a ponto de parecer pegar fogo.

 Quente. Pelando. Pelos eriçados e lábios inchados.

 Finalmente tirei meu sutiã, tendo um pouco de vergonha, mas jimin me beijou, e então, voltei a ficar a vontade como antes. Eu havia começado aquilo e queria ir até o final, com ele, juntos.

 Jimin se posicionou em minha entrada e naquele momento eu tentei relembrar a sensação,  e isso não foi possível. Havia tempos em que eu não me relacionava com alguém, e isso me deixa mais ansiosa pelo o que viria em seguida. Senti seu membro se encostar em minha entrada, com calma, e eu senti dor. Grunhi baixo e jimin parou.

  – Está doendo?  – Ele perguntou preocupado. Eu assenti, fechando os olhos.   – Ficarei assim.  – Passou a mãos em meus cabelos e beijou minha bochecha.  – Quer que eu tire, podem- o interrompi.

  – Não, eu preciso apenas me acostumar, tem..  – Fiquei com vergonha.  – Um tempo que não transo com alguém.  – Suspirei.

  – Estamos iguais, podemos fazer do jeito que quiser – Ele riu fraco, com o membro do mesmo jeito. Deixou selinhos delicados em meu rosto.

  – Pode continuar.  – Eu ofeguei e disse baixo. Ele me olhou por breves segundo e eu passei meus braços por seu pescoço, deixando leves selinhos ali, sentindo seu membro devagar se enterrar em mim.

Gemi baixo ao sentir seu membro totalmente dentro de mim, a sensação que eu não me lembrava, voltou ao sentir aquilo. Era bom, com jimin era melhor ainda.

Ficamos daquele jeito por um tempo até que ele se movimentou e eu ainda senti um pouco de dor junto com ardência.

 Devagar, assim foi por um tempo, Jimin era totalmente atencioso e cauteloso, prestava atenção em todas as minhas reações, e ao ver que, a dor havia passado e o prazer havia chegado. Ele se movimentou com mais precisão e um pouco mais rápido. Não é algo que fazia a cama se mexer e nossos corpos soarem, era algo bom, delicado, intenso e delicioso.

 Escutar jimin gemer em meu ouvido, arrastado, é algo que eu não conseguia imaginar, como seria. É bom, confesso, é delicioso escutar os gemidos de jimin, roucos.

 Minhas pernas ainda envolta da cintura de jimin davam certo impulsos quando o membro de dele saía e entrava logo em seguida, ritmo que eu estava amando.

 E assim ficou por um tempo, gozei sem demora, acompanhada de jimin, que não se retirou de dentro de mim. Ficamos daquele jeito por alguns segundos, e então o cansaço tomou conta, fazendo jimin cair ao meu lado, um pouco sem fôlego, respirando alto e rápido.

  – Podemos ficar mais tempo sem nos ver, sabe..  – Ele brincou com fato de termos ficado alguns dias ocupados sem tempo para aproveitarmos.

  – Posso fazer mais tatuagens em você, sabe..  – Retruquei fazendo o rir. Fiquei de barriga para baixo, cruzando meus braços em seu peito e colocando ali, meu queixo, o olhando.

   – Oh...  – O semblante de jimin se tornou assustado.  – Não usamos camisinha.  – Ele fez careta, eu ri.

  –  Amanhã eu compro remédio, não precisa se assustar.  – Eu ri de sua careta.

  – Oh, tudo bem, eu nem ao menos me lembrei disso na hora.  –  Ele riu e começou a passar seus dedos em meus cabelos.

  – Amanhã passo na farmácia aqui perto.   – Pisquei para jimin e sorri em seguida.

  – Poderia dormir aqui comigo mais vezes.  – Concordei. Estávamos na mesma posição.

 Suas mãos desceram até o meio das minhas costas, fazendo o cobertor descobrir aquela área, tendo a visão de minha tatuagem que, talvez jimin não tenha visto.  – Espera aí, essa eu não havia visto.  – Ri com seu espanto.

Era um frase grande em latim, começava na minha nuca e descia por toda a minha espinha com uma escrita deitada.

  – O que está escrito?  – Ele perguntou curioso.

  – Que minha coragem seja maior que meu medo e que minha força seja tão grande quanto minha fé.

  – Acho que estou apaixonado!  –  Ele disse me abraçando desajeitado.

  – Pela tatuagem?  – Perguntei.

  – Por você!


Notas Finais


Enfim, terminada!!!
Gostaram??
Espero que simmmm, me esforçarei no próximo hot, pode deixar okay? ;) Aos poucos vai indo hahaha
COMENTEM, eu adoro ler e responder
vou responder todos com certezaaa ;)
Bjss!! Obrigada! <3

Panfletando essa belezuraa <3
Tongue technology(ONESHOT + BÔNUS EM BREVE)
Sinopse: A sugestão da moça que estava a disposição no clube de strip, foi avaliar o desempenho que os rapazes teriam ao usar a boca para algo a mais. Porém, ela não contava com o que aqueles três caras que dividiam uma mesa redonda, seriam capazes quando quiseram se submeter a avaliação. Sendo assim, ela teria a difícil missão de escolher entre: Kim Seokjin, Kim Namjoon e Kim Taehyung.

SEGUNDO CAPÍTULO: VOTAÇÃO NOS COMENTÁRIOS DA ONE
https://www.spiritfanfiction.com/historia/tongue-technology-13906407


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