História Fake Boyfriend - (YoonMin) - Capítulo 11


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Notas do Autor


Entonces, chegamos ao fim, a conclusão dessa shortficzinha maluca.
Obrigada a quem leu, favoritou e comentou. De verdade, mesmo. Espero sinceramente que tenha valido a pena a leitura, que tenham gostado de ler quanto gostei de escrever.
Me desculpem qualquer errinho.

Boa leitura ~

Capítulo 11 - - Capítulo onze -


Fanfic / Fanfiction Fake Boyfriend - (YoonMin) - Capítulo 11 - - Capítulo onze -

XI

– Oops, baby, I love you –

Jimin

Nunca pensei que fosse passar por isso, mas vejam só. Cá estou eu, Park Jimin, no meu quarto, sentado sobre a cadeira da escrivaninha que havia arrastado para perto da cama, enquanto observava as roupas que havia separado para meu encontro, tendo acabado de tomar e usando um secador para cuidar da juba.

Encontro.

Ainda era meio estranho pensar naquilo, era estranho se sentir daquela forma, mas gostava da sensação que causava.

Sentia um frio na barriga que o deixava inquieto, e seus lábios vez ou outra eram judiados por mordidas.

Queria estar impecável, que Yoongi o notasse e o achasse bonito também. E estava se sentindo meio que uma colegial apaixonada. Mas estava pouco se fodendo pra'aquilo, porque afinal de contas não era de todo errado.

Era bobo?

Sinceramente, estava cheio de receios de que tudo fosse por água abaixo. Temia muito o que poderia acontecer caso o Min não reagisse bem.

Mas não queria pensar naquilo. Não era hora.

– Hmmm, olha ele, caprichando na produção. - ouviu a voz alheia por cima do som alto do secador e no instante seguindo estava desligando o aparelho, se voltando a mulher, corando levemente por ter sido pego no flagra. – Que fofo.

Ela riu baixo.

– D-deixa disso, omma. Nada a ver, só não faz mal se arrumar de vez em quando. - sem jeito, mas logo em seguida estava voltando seu olhar ao espelho ali presente, passando os dedos por entre os fios escuros e os ajeitando, tímido sob o olhar analítico da progenitora.

– Sei... - a mulher sorriu, negando. – Mas olha, não tem problema em querer se arrumar pra pessoa que você gosta. É normal.

O moreno mordeu de leve o lábio diante do comentário alheio. Não que já não tivesse ouvido coisas daquele tipo vindo de sua progenitora, mas naquele momento... Era diferente. E portanto o afetava muito mais.

– Hmm... Estou indeciso, não sei qual escolho, tenho receio dele não gostar... - confessa baixinho, olhando a mulher a através do espelho, ao ver que ela se aproximava e apoiava as mãos no encosto da cadeira.

– Park Jimin, eu não coloquei filho feio no mundo. - a mais velha o olhava de volta, revirando os olhos embora sorrisse de lado. – E você é lindo, bebê. Claro, puxou a mim...

– Omma...

– Tudo bem, tudo bem. - rindo baixo. – Olha, você é maravilhoso. E o Yoongi sabe disso, dá pra ver como ele te olha. Você não tem que se preocupar com isso, hm? - indagou, e eu afirmei lentamente. – Muito bem... Mas cá entre nós? Sua bunda fica um espetáculo nesse jeans preto apertadinho. - ela disse e piscou pra mim através do reflexo, apertando minha bochecha de leve, antes de sair do quarto.

Eu sentia meu rosto quente. E não era pelo puxão na bochecha, com certeza.

E talvez, só talvez, tivesse se iludido um pouco com o que sua mãe dissera sobre o modo como Yoongi o olhava. Queria que ela tivesse razão.

Novamente volta o seu olhar a cama, focando na roupa ali separada. A calça preta e uma camiseta de botões branca, sem estampa.

Mordeu de leve o lábio.

Não faria mal seguir o conselho dela, não é?

Já fazia alguns minutos que esperava na sala de estar bem decorada da residência dos Min.

Me encontrava sentado sobre o sofá, as mãos apoiadas sobre os joelhos, apertando-os vez ou outra, como num tique. Se estava nervoso? Com certeza.

Mas teria que se controlar. Não era lá a pessoa mais discreta do mundo, como já pode ser notado anteriormente, não podia deixar àquilo tão na cara assim.

Respirou fundo, em seguida soltando lentamente o ar, tentando realaxar. Ia dar tudo certo, não tinha o que se preocupar.

– Céus, Jiminie. Você está parecendo uma pilha. - ouviu a voz suave e arrastada do outro e rapidamente voltou-se ao rosado que se encontrava parado na entrada do corredor que dava nos quartos, com um sorriso ladino presente no rosto e uma sobrabncelha arqueada.

Ele estava simples, usava seu jeans de lavagem clara que ficava um tanto justo em suas pernas magras, seus tênis surrados e uma camisa cinza de tecido mais grosso e mangas compridas que cobriam suas mãos, folgada em seu torso magro. Mas lindo, absolutamente.

O moreno se mexeu no sofá, sentindo seu coração brincar consigo e se mexer inquieto, e as bochechas esquentarem.

Pigarreou, sem jeito, desviando o olhar por alguns instantes, como que se recompondo. E em seguida voltou-se a ele novamente.

Super discreto. Palmas pra você, Jimin.

– Não seja bobo. Eu só estou mesmo é cansado. Você demorou uma eternidade, já estava começando a pensar que havia pulado pela janela e fugido. - deixou que um pequeno bico surgisse em seus lábios cheinhos.

– Ah, vontade não me faltou, meu caro Park. - brincou, rindo ao ver a expressão indignada do amigo, se aproximando dele. – Vamos, não seja dramático. Não demorei tanto assim.

– Hunf, sei. Eu que sou dramático. - o moreno fungou, recebendo um soquinho de leve no ombro, antes que o amigo se inclinasse e agarrasse seu pulso.

– É mesmo, que bom que sabe. - riu, o puxando para que levantasse. – Agora vamos, porque vamor de terminar de mentirinha, mas eu quero aproveitar o parque. - disse e logo em seguida seguiu caminhando a minha frente.

Havíamos combinado de sair hoje, com um pretexto de encontro, onde depois eu diria a minha querida progenitora que havíamos brigado ou tido uma conversa definitiva e ao final decidido que era melhor sermos apenas amigos.

Ou melhor.

Jimin havia combinado aquilo e Yoongi achava que era isso que iria acontecer, que essa era o propósito de tudo.

– Ei, não vem? - já na porta, tendo aberto a mesma, olhava na direção do menor, que continuava parado no mesmo canto.

– Claro.

Seguiu calmamente até o amigo, mas antes que saíssem, segurou novamente em sua mão, entrelaçando seus dedos, automaticamente.

O rosado olhou com curiosidade para os dedos entrelaçados. Jimin seguiu o olhar do amigo e acabou rindo baixo, enquanto o puxava para fora de casa e fechava a porta por si mesmo.

– O quê? Estou tratando o meu namorado como o princeso que ele é. - disse, o olhando e arqueando uma sobrancelha, ouvindo um riso baixo vindo do Min.

– Gosto disso... Sou um princeso mesmo.

[…]

Tudo bem, talvez àquilo fosse mais complicado do que Jimin imaginava que seria.

Estavam passeando por aquele parque itinerante há certo tempo, andando em alguns brinquedos e visitando algumas barracas de jogos. E o moreno tinha planejado tudo aquilo com clareza em sua mente.

O parque estava montado perto da praia, então em sua cabeça o tempo estaria fresco; o local não estaria tão lotado e ele iria poder se declarar pro seu melhor amigo enquanto estivessem na roda gigante, com o som de risadas de crianças ao fundo e a noite bonita sendo testemunha daquele momento especial para ambos.

Contudo. Digno de uma cena de desenho animado, onde ele com certeza fara o papel de Tom ou do Coiote, é claro que a vida olhou para sua cara e riu de seu planejamento.

O parque estava lotado. Um acúmulo de gente mal humorada e mal educada que esbarrava neles e nem fazia questão de pedir desculpas, e ainda por cima se achavam donas da razão. O calor só se intensificava por conta daquela massa de ignorantes juntos, o que o estava agoniando um pouco.

Tudo aquilo, e o Yoongi parecia o mais tranquilo possível e nem parecia notar o quanto o Park estava frustrado.

Não que ele tivesse àquela obrigação, mas... Argh!

Jimin inspirou fundo, e em seguida soltou o ar lentamente por entre os lábios. Um ritual que havia repetido algumas vezes desde que aquele dia havia iniciado, para relaxar e se acalmar. Embora agora começasse a acreditar que já estava perdendo o efeito calmante.

– Olha, Minie, a roda-gigante. - A voz do amigo soou, chamando sua atenção. E quando o olhou ele sorria pra si. – Queria dar uma volta nela, é? Vem.

E antes que respondesse qualquer coisa, o rosado segurou seu pulso e o guiou até o brinquedo.

Tudo bem, Jimin pensou, as coisas não estavam perdidasVai dar certo.

– Ah, você só pode estar me zoando. - o mais novo pôs sua indignação em palavras, finalmente, olhando as crianças que haviam acabado de tomar a frente deles na fila em que estavam, como quem não queria nada. – Não pode furar a fila, ô!

Possesso. Era como estava. Dava pra acreditar naquilo?

– A gente não tá furando fila nenhuma, tio. - garotinho número um disse, ao se voltar a gente, assim que percebeu que eu falava com ele.

– Pois é, a culpa não é nossa se são lentos. E outra, isso daqui é fila preferencial pra vocês terem prioridade. - foi a vez do outro garotinho falar, com um sorrisinho debochado no rosto.

Ah... Mas olha a audácia desse molequinho!

Eu observava os dois, sem crer naquilo, sentindo que teria um infarto a qualquer instantes.

– Mas são dois pulguentinhos filhos da p-

– Opa, opa. - o rosado me interrompeu quando percebeu que eu ia descer o nível mesmo.

– Mas hyung, você ta vendo os que esses catarrentos fizeram? Isso é muito injusto! - indaguei indignado enquanto olhava o mais velho, apontando de forma acusatória para os dois pirralhos, nem me importando se parecia tão criança quanto eles.

– Jimin você não trocar juízo com duas crianças. - disse entre dentes, com um sorriso sem jeito no rosto e acenando de leve parar as pessoas que nos olhavam torto, como se dissesse "está tudo bem por aqui, podem voltar a circular". – Vem, vamos sair daqui... - segurou em minha mão, me guiando pra longe daquilo tudo.

– E-ei, espera... - pedi, enquanto era levado, sem muito sucesso. E ainda mais aqueles dois mal educados rindo da gente. Fiz uma careta, contendo a vontade de mostrar o dedo do meio a elas. – É por causa de crianças como vocês que a Coréia não vai pra frente!

E pronto. Meus planos agora, sem sobra de dúvida alguma – se é que ainda existia uma – tinha ido pra puta que pariu.

– Tudo bem, quando você vai largar de ficar emburrado assim, ein? - Yoongi perguntou.

Havíamos saído do parque há pouco e agora caminhávamos pela praia, que no momento se encontrava vazia. Já era noite, e exceto pelo barulho do mover calmo das águas, tudo estava bem silencioso.

Voltei meu olhar ao meu amigo. Ele havia retirando os tênis e amarrados os cadarços um no outro, pendurando-os sobre os ombros; e arregaçado um pouco as mangas, como eu também fizera.

Suspirei.

– Desculpe. Eu só me estressei um pouco... Não era bem o que eu tava planejando, sabe? - o olhei, somente para vê-lo balançar a cabeça em afirmação, e em seguida rir.

– Um pouco? Jiminie aqueles meninos tinha o quê? 8 anos? - ele segurou meu pulso, nos fazendo parar de caminhar por um momento.

E logo em seguida estávamos sentados sobre a areia fria. Ele tendo jogado os braços para trás, apoiando o peso do próprio corpo neles, e eu abraçando minhas pernas; ambos olhando o mar, o céu estrelado e limpo, e aquele luar. Era realmente bonito de ser, trazia certa calmaria.

– Eles era dois escrotinhos mal criados. - murmurei, ainda auê estivesse mais relaxado que outrora, fazendo ele rir novamente. – Não tem graça!

– Tem sim. - ele me contrariou, negando, e sorrindo ainda. – Vamos, não fica assim. Deixa esse bico de lado, se não eu serei obrigado, pelo fato de que não posso resistir, a morder ele.

Corei. Ah, como eu corei. Foi um reação natural, não pude evitar. Muito menos pude evitar esconder o rosto entre os joelhos. Eu ainda sou um pessoa tímida, poxa. E tenho um coraçãozinho fraco!

– B-bobo... - minha voz saiu abafada, e mais falha do que eu gostaria de admitir. Ainda assim não contive o riso. Se era de vergonha, nervoso ou pelo que ele disse em si, fica a dúvida.

– Como se não gostasse. - disse. E nem precisei olhar pra saber que ele sorria.

Virei um pouco o rosto, ainda que mantivesse a cabeça apoiada nos joelhos, o suficiente para olhá-lo.

Ele estava com os olhos fechados. E sim, um sorriso mínimos brincava em seus lábios pequenos e rosados; o cabelo colorido se encontrava meio bagunçado pelo vento. Mas de alguma forma aquela cena espontânea e um tanto desajeitada, que por algumas pessoas pessoas seria considerada um desleixo, estava maravilhosa.

Talvez eu devesse ter me preparado um pouco para a cena.

Como num passe de mágica seu coração se encontrava disparado, e os nervosismo que o dominiou o deixou um pouco paralisado. Iria começar a chamar aquilo de "Efeito Min Yoongi".

Mas talvez em outro momento. Naquele instante percebi que era agora ou nunca. E aintes que colocasse um freio na minha língua, saiu:

– Yoongi, eu quero terminar.

Assim mesmo, limpo e seco, surpreendentemente sem hesitação.

– Hm? - quase que no mesmo instante ele se voltou a mim, compreensão se fazendo presente em seu rosto poucos segundos depois, assim como um sorriso mínimo, quase triste. – Ah, sim... Eu sei.

– Não, não sabe. - ajeitei a postura, virando de frente a ele. Mordi de leve o lábio engolindo em seco quando sua expressão se tornou confusa, exigindo uma explicação silenciosamente. Respirei fundo. – Eu... Eu quero sim acabar com essa farsa. Esse namoro falso. Todo esse fingimento... Não quero mais. Mas sabe o que quero?

Ele negou lentamente, me olhando ainda, buscando entender.

Fiquei quieto por um momento, como que tomando coragem.

– Quero você. Sem brincadeiras, sem jogos, sem mentiras... Quero poder andar de mãos dadas com você sempre, e não só quando minha mãe estiver perto; quero que tenha plena noção do efeito que tem mim; que saiba que me deixa nervoso e pensando se vai gostar do que estou usando, depois de horas escolhendo uma roupa; quero poder sentir ciúmes, abertamente, e que saiba disso, porque, caramba, você é meu; te abraçar, e... E te beijar. Todas essas coisas clichês que eu pensei que nunca fosse querer, eu quero... Quero se for com você...

– J-jiminie?...

– Não, espera. - pedi, observando o rosto surpreso e corado dele, tendo a certeza de que o meu próprio deveria estar tão vermelho quanto. – Eu sei que demorei um bocado pra notar isso, e mais ainda pra te falar... Estou com receios. Não quero que nada fique estranho entre a gente. Nem que se afaste de mim, nem me deteste, nem nada assim.

– Jimin.

– Se não me corresponde eu vou entender. Só não me odeie, por favor…

– Jimin?

– Hm? - indaguei, prendendo a respiração por um momento, já me preparando para o que viria a seguir.

– Você fala muito. - disse somente, e antes que eu pudesse ao menos processar o que ele havia dito, senti seus dedos agarrarem minha camisa e me puxarem pra mais perto, antes de sentir seus lábios colados aos meus.

Meus olhos estavam arregalados e eu ainda levei alguns segundos pra notar o que realmente estava acontecendo.

Caralho.

Meu melhor amigo estava me beijando.

MIN YOONGI estava ME beijando.

E eu estava correspondendo. Nem sabia ao certo como, mas estava.

E... porra, era bom. Muito bom. Por que não tinha feito aquilo antes?

Evitou pensar naquilo. Pensar em qualquer coisa que não fossem os lábios macios e doces do amigo sobre os seus. Estes que se afastaram após instantes.

– Como se eu... - começou, após instantes em silêncio somente ouvindo as respirações descompassadas minha e dele, apoiando sua testa na minha. – ... Fosse te odiar de alguma forma, bobão. Ainda mais por me corresponder... – Sua voz era um sussurro.

Inevitável, assim com o Thanos, eu sorri.

Eu era um bobão mesmo. Bobo pelo garoto de cabelos rosados que no momento lhe olhava e lhe sorria.



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