História Fake Love. - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Mercenarios, Namjoon, Suga
Visualizações 8
Palavras 9.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa história é de minha autoria.
Plágio é crime.

Capítulo 1 - Prazer de uma noite.


As escolhas que tomamos de cabeça quente nem sempre geram bons frutos. Mas aproveitar aquele corpo tentador sem sombra de dúvidas era uma tentação gigantesca. E assim como Eva não pode resistir ao doce pecado, eu também não pude.

Aquele Adônis loiro chamava atenção de qualquer mulher mesmo estando de máscara. Com seus 1,80 de altura de pura testosterona, corpo magro musculoso, mas não aqueles musculosos que só malham braço como se tivessem usado bomba. Ele tinha tudo em cima, mas dava para notar que ele frequentava uma academia para manter aquele corpo.

Adônis por onde andava chamava atenção tanto por parte dos homens com inveja como por parte das mulheres que estavam com desejo de pegar aquele homem.

Seu olhar fofo não escondia a safadeza que exalava por todos os seus poros nos intoxicando com o puro instinto primitivo de copulação.

Era até cômico o meu interesse pelo lado aposto, já que meu histórico de homens não era um dos melhores e depois da minha última experiência .... vamos dizer que fiquei um pouco desconfiada e enferrujada.

Quando percebo que estou muito tempo encarando, desvio sem graça tendo a certeza que pareço uma virgem que nunca viu um monumento como ele então para disfarçar olho o ambiente e acabo percebendo que ele não estava sozinho. Ao seu lado esquerdo havia três beldades e do lado direito mais quatro.

Após analisar melhor é que noto os sete homens parados com braços cruzados ou com as mãos nos bolsos de olho na festa. Suas máscaras negras não escondiam a insatisfação de estarem ali parados só encarando.

Abro um sorriso faceiro ao perceber que os bicos formado por seus lábios era de puro desgosto por não pegarem ninguém.

De duas ou uma.

Eles estavam trabalhando como seguranças ou foram meio que castigados.

Sorrio sobre minha última constatação achando que seria um desperdício sete homens lindos de matar estarem de castigo.

-É melhor limpar essa baba que está escorrendo pelo canto dos seus lábios- Myra uma de minhas amigas cutuca minhas costelas com seu cotovelo.

-Eu não estava babando- Afirmo mas mesmo assim passo a mão em meus lábios verificando realmente se não estava babado.

-Temos que admitir que esses homens não são desse mundo- Selena minha outra amiga surge do meu lado apoiando seu peso sobre meus ombros encarando as belezuras.

-Se eu soubesse que existia homens assim eu teria vindo para a Coréia mais cedo -Briana comenta surgindo ao lado de Myra acompanhada por Valentina e Halsey. Uma do lado da outra conferimos os produtos do outro lado da pista de dança.

-Por favor me digam que não estão secando o ruivo delícia ?- Valentina pergunta sem tirar os olhos de cima do tal ruivo.

-Eu não!-Briana responde concentrada-Estou secando é o de castanho- Ela sorri meio abobalhada quando o seu possível crush sorri de algo que um dos homens ao seu lado comenta.

- O de cabelo rosa quer me matar, não é possível ! - Myra exclama dramática pondo a mão sobre a testa.

- Devo concordar com você que eles estão de matar sem dúvidas, ainda mais aquele de cabelo preto – Halsey se abana pendurada em Valentina.

- E o que dizer do cara de laranja- Selena passa a língua sobre os lábios pensando besteira, aposto.

-E você Ju para quem tanto encara, o carinha loiro ou de cabelo azulado ?-Myra pergunta curiosa, pelo tom de voz que usa.

-Estou de olho é no loiro gostoso mesmo-Respondo após resolver admitir que finalmente estava dando espaço para futuros crushs.

-É impressão minha ou parece que eles perceberam que estamos os encarando?-Valentina do nada comenta.

-Não seja ridícula como eles poderiam saber que estamos encarando, praticamente estamos escondidas por essa pilastra, as luzes que não dá para enxergar muito e sem falar nesse mar de gente-Enumero a encarando-Seria uma falta de sorte de tantas pessoas daqui eles encarem justo as pessoas que praticamente estão os comendo com os olhos - Digo já meio na dúvida.

-Bom então parece que estamos sem sorte hoje meninas-Myra aponta com o queixo e seguindo a possível direção encontramos seis pares de olhos nos encarando, tirando o de cabelo azul que acredito eu estar dormindo em pé para querer nos encarar.

Como eu disse as máscaras não ajudavam muito.

-Droga!-Selena exclama saindo do meu lado e se fundindo com o mar de pessoas.

As outras garotas também fazem o mesmo só que um pouco mas atrapalhadas. Já eu dou uma última olhada no Adônis antes de seguir as meninas.

Do outro lado da pista assistindo as seis garotas sumirem está Adônis e seus amigos.

- Nossa como essa festa está um porre - O de cabelo ruivo reclama bagunçando seus cabelos.

-Você é muito sem noção Hope- O de cabelo preto balança a cabeça inconformado-Seis gatas nos secando e você vem reclamar de festa, estou começando a duvidar da sua sexualidade cara-Suas palavras fazem seus amigos rirem com a implicância.

-Do que adianta ficar falando sobre elas se não podemos pega-las – O de cabelo rosa comenta dando de ombros um pouco mais conformado do que os outros.

-Devo concordar com Jin que não faz diferença estarmos interessado se não pudermos aproveitar, mas que elas eram gatas devo concordar com você Jungkook pena que essas luzes e as máscaras não revelem muito mais- O de cabelos laranja encara o de cabelo preto.

-O noite infeliz essa viu !- O de cabelos castanho descruza os braços irritado – E falando em noite infeliz esse informante de merda não vai aparecer não?- Questiona sem um pingo de paciência.

V tinha razão já ia dar uma hora da manhã e o infeliz não dava as caras.

-Tem razão já era para ter aparecido uma hora atrás- O loiro diz também perdendo a paciência - Se esse informante não fosse tão bom eu o mataria-Fecha os olhos buscando autocontrole.

-Ainda bem que ainda temos tempo porque se não nosso plano não daria certo e teríamos que esperar mais dois meses até ter uma brecha novamente, o que acredito ser impossível diante da agenda lotada- Jimin comenta lembrando do trabalho que deu para reunir todas as informações e ter uma boa oportunidade para infiltrar no esconderijo no dia certo.

-Jimin tem razão além do trabalho triplicado que teríamos ainda perderíamos alguns bilhões de dólares-O loiro coloca em questão o ponto mais prejudicial.

-Ei J-Hope é impressão minha ou o Suga está dormindo?-Jin pergunta encarando o outro incrédulo.

-Eu não consigo compreender em uma situação como esta ele conseguir dormir com tanta facilidade - Jimin ri petrificado com a atitude do amigo.

-Também não consigo, estamos em uma festa com uma música alta e irritante entre outros fatores que prefiro nem dizer e ele dorme, simples assim - Jungkook questiona também incrédulo.

- Vocês se enganam achando que ele está realmente dormindo- O loiro manifesta sua opinião acerca do amigo encarando um ponto qualquer.

-Namjoon tem razão Suga pode aparentar estar dormindo mas ele está prestando atenção em tudo que acontece ao nosso redor-JHope concorda com Namjoon encarando o amigo dorminhoco.

-Se as beldades já pararam de fofocar o nosso informante acaba de chegar-Suga se pronuncia chamando a atenção dos seis para si.

- Cara como é que você sabe estava o tempo todo de olhos fechados, não é possível-V encara todos os pontos possíveis que sua visão permitia.

-V tem razão que feitiço é esse que você faz que eu quero aprender também-Jungkook encara Suga a espera de uma resposta.

Suga retira do bolso da calça seu celular entregando em seguida para Jungkook e sai indo em direção a pista de dança. Jungkook e os outros sem entender encaram o celular.

-Não entendi ?– Jimin diz confuso.

Namjoon não segura a gargalhada chamando a atenção dos seis para si. Este aponta com o queixo para a escada que leva para a área Vip onde Suga e o informante aparentemente conversavam.

Mas o que chamava a atenção era o fato do homem ali ao lado de Suga segurar o nariz com força. E um dar de ombros de Suga que não está nem aí e sobe as escadas tranquilo.

- Bem feito quem ele pensa que é para nos fazer esperar por tanto tempo -Namjoon abre um sorriso satisfeito passando pela pista de dança e indo para a sala Vip.

Sem entender nada Jungkook, Jimin, Jin, JHope e V encaram o celular. Já Jungkook desbloqueia o celular e lê a mensagem.

“ Acabei de chegar “

“Escada da área Vip não demorem”

-Esse cara tem muita coragem para mandar não demorarmos-Jimin esbraveja seguindo Namjoon.

-Eu não sei se fico surpreso de ter sido uma mensagem que avisou Suga e ele estava realmente dormindo ou se fico chocado com a ousadia desse informante em querer morrer mais cedo-Jungkook segue Jimin injuriado.

-Acho que o mais chocante é a ousadia do cara, já o fato do Suga dormir em uma festa é até normal tendo em vista seu hábito e histórico-JHope diz caminhando junto com Jin.

-É verdade, não sei como ainda me surpreendo com Suga... deveria estar até acostumado-Jin concorda balançando a cabeça.

O informante espera todos os sete entrarem na sala para depois passar pelo batente da porta. Sem notar é cercado pelos sete que o prende em um círculo que o deixa no meio da sala e consequentemente sem saída. Suga é o primeiro a sentar sendo seguido por todos. Jungbun ao sentar percebe estar entre V e JHope. s

Sem escapatória tinha sido pego sem ao menos desconfiar que seus clientes não confiavam em si cem por cento como presumiu. Ele imediatamente afrouxa a gravata tendo a certeza que talvez não saia daquela reunião vivo e, que, portanto, teria que medir bem suas palavras a partir dali.

-Porque não vamos direto ao ponto, hã ! - Namjoon suspira entediado – Você me fez ficar plantado nessa festa...- Não termina a frase e checando em seu pulso as horas -...por mais de uma hora, e não curtimos nada ficar esperando e não aproveitar as beldades, então me faça o favor de contar algo que valha o nosso tempo para que assim eu e meus irmãos possamos nos divertir e você ter um pouco mais de tempo de vida – Casualmente pega do paletó um chiclete e o põe na boca.

Jungbun engole seco diante da ameaça.

-Para começar o oficial Choi está na cidade, mas parece estar muito ocupado procurando algo- Assim como o desejado Jungbun não perde tempo e já solta a informação vendo a alegria estampada em cada um dos homens presentes naquela reunião.

-Então quer dizer que Choi retornou para casa-Namjoon balança a cabeça satisfeito com a primeira notícia - O que ele está procurando? - Intrigado questiona o real interesse de Choi.

-Bom eu não possuo essa resposta, mas devo presumir que é muito importante já que ele mesmo está procurando- Jungbun entra em um grande dilema contar ou ocultar.

-O que foi? - Jin percebe o medo do homem, mas estranha de imediato o nervosismo excessivo.

-Há rumores de que ele está atrás de uma pessoa- Revela coçando a cabeça- E que daqui a dois dias ele estará no bar Two Face as 21:00 horas- Suspira contido, mas um pouco mais aliviado.

-Tem certeza que os rumores são esses? - JHope também duvida, mas com a confirmação de Jungbun faz com que ele não tenha nada em mente.

-Mas é o que dizem todo rumor tem um fundo de verdade agora basta saber se ele realmente é verdadeiro ou se é para uma armadilha – V se pronuncia sério fazendo com que os todos prestem atenção.

-Uma armadilha para quem? - Jimin passa a mão sobre os cabelos bagunçando eles mais ainda-Para nós?, seria bem óbvio tendo a certeza que ele tenta nos encontrar faz tempo -Dá de ombros não excluindo a ideia.

-Para quem ela  feita- Suga expõe seu pensamento- Se analisarmos bem as poucas informações que temos não dá para concluir muita coisa, mas o que podemos com certeza afirmar é que a armadilha é para cuja pessoa Choi procura-Todos ficam sem palavras para dizer sobre a conclusão de Suga que fazia todo o sentido.

-Como chegou a essa conclusão?-Jungbun levanta uma das sobrancelhas curioso.

Suga expressa em seu rosto totalmente sério um sorriso maldoso, deixando seus irmãos e Jungbun confusos pelo sorriso repentino.

-É bem simples para dizer a verdade...-Suga de sacanagem toma um gole de água deixando a expectativa aumentar.

-Se fosse tão simples teríamos entendido-Jungkook sussurra para si próprio, no entanto Jin que está ao seu lado ouve e rir fazendo com que todos olhem para os dois deixando um Jungkook vermelho.

-Tentam acompanhar, se o próprio Choi está procurando significa que seus homens não obteram êxito, fazendo com que ele próprio tenha que procurar, porém esse detalhe chamou a atenção para a relevância que essa pessoa tem e o seu grau de importância, conhecendo a forma como ele age presumo que ele vai tentar armar uma armadilha para a pessoa e eu não acho que seja para nós tendo em vista o lugar que ele vai estar e o horário, então dá para concluir novamente que ele não confia nessa pessoa e que não esteja tão preocupado conosco... ainda - Finaliza seu argumento deixando todos perplexos em como conseguiu chegar em uma conclusão em tão pouco tempo.

-Então está querendo dizer que ele não está preocupado porque quer e espera que vamos atrás ou essa pessoa é mais importante que nós-V estala a língua fazendo com que o som ecoa pela sala - Isso me deixa um pouco triste vendo o quão pouco ele nos considera.

-Realmente é de partir o coração- Jungkook dramatiza fazendo os meninos rirem da piada interna que faz, já Jungbun encara cada um deles de olhos arregalados diante do pouco caso que Choi provavelmente faz sobre eles.

-Vocês são malucos!-Jungbun exclama- Um monte de gente estaria feliz com o pouco caso e com o novo interesse dele por outra coisa mas vocês estão tristes? - Chocado ele argumenta-Não dá para compreender-Balança a cabeça, pegando o celular olhando as horas.

-Querendo ir a algum lugar?-JHope pergunta assustando ele.

-Não-Nega rapidamente.

-Respondendo a sua pergunta acha mesmo que Choi fará pouco caso de seus outros assuntos- Namjoon nega balançando seus dedos- No momento ele pode deixar de lado, mas nunca que ele ignoraria e só um tolo pensaria nisso, baixando a guarda e facilitando o trabalho dele então que graça teríamos se ele não se importasse conosco, estamos a frente dele por todos esses anos não é por acaso, por isso não venha nos superestimar pois muitos morreram fazendo exatamente como você-Jungbun engole seco e assente sem mais argumentos.

Ele seria louco se o fizesse.

-Bom algo a mais sobre esse assunto que queira nos contar?-Jungbun nega- Ótimo,qual é o outro assunto que tem para nós?-Namjoon pergunta um pouco mais relaxado mas não menos apreensivo com as novas novidades.

Suga que até então estava calado permanece calado, analisando o informante atentamente.

-Espero que não esteja escondendo nada de nós Jungbun, não gostaria de perder um informante tão competente por não confiar nele- Implicitamente Jimin deixa um aviso.

-Eu soube que chegará um carregamento no porto muito valioso,  soube que quem irá realizar a entrega serão os Turcos...- E então a reunião transcorre da melhor maneira possível.

No andar de baixo, sentadas em torno de uma mesa jogando papo fora estão as estrangeiras que querendo ou não chamavam atenção.

-Nossa que azar o nosso viu! – Selena pega seu drink virando de uma vez na boca.

-Nem me fale quando percebi que eles nos encaravam quase perdi o rumo das pernas e não passo o maior vexame-Valentina de cabeça baixa levanta encarando as amigas.

-Ei Ju, porque Lena não quis vir? - Briana pergunta encarando a amiga enquanto come alguns aperitivos.

-Ela afirmou que tinha muitas planilhas para analisar, muitos papéis para assinar, ler e que tinha ainda que entregar um relatório para amanhã de manhã bem cedo- Ju revira os olhos lembrando da desculpa que a irmã deu para não querer acompanha-las a festa.

-Porque será que isso soa mais como uma desculpa esfarrapada- Halsey balança a cabeça rindo.

-Não é do feitio dela dar desculpas acredito realmente que ela está atolada no trabalho, o povo daqui não dá sossego e ainda mais que o trabalho dela requer tempo, atenção e muiiiiiiito planejamento- Myra expõe sua opinião.

-Tem razão ao contrário de nos Lena está trabalhando muito, ela mal para em casa e duvido muito que esteja se alimentando- Ju suspira inconformada sabendo que sua irmã quando se dedica a algo ela não para até ter hesito.

-Mas mudando de assunto como conseguiu ser convidada para esse tipo de baile Myra, pelo que soube só gente importante e com contatos é convidado? – Valentina pergunta me deixando curiosa também.

Ela ri pondo a mão sobre a boca. Antes de contar olha para os lados verificando não ter ninguém por perto.

-Eu acabei trabalhando para um cliente e ele gostou tanto do meu trabalho que me convidou para vir prestigiar a maior festa de Seoul e como não poderia recusar aceitei e ainda de brinde pude vir com vocês-Ela esclarece toda sorridente como se lembrasse de algo.

-Esse cara deve ser muito importante para poder convidar você e nós- Briana termina de beber – E ele é bonito?

-Querida se ele é importante...- Ela ri novamente –... ele é o dono da festa – As meninas lhe encaram de olhos esbugalhados - Se ele é bonito !-Ela começa a ficar vermelha- Ele não chega perto dos homens de preto que secávamos mas não é de se jogar fora, os braços dele ...- Seus olhos brilham enquanto descreve ele.

Acabo rindo de suas comparações e descido ir ao bar, caminho calmamente com o meu vestido longo, tomando todo cuidado para não tropeçar e cair.

-Com licença! - Chamo tentando ter a atenção do barman.

Com tantas pessoas em volta querendo suas bebidas e a música alta, o barman nem levantava a cabeça. Já estava perdendo a paciência com aquele cara sei que não era culpa dele, mas poxa já estava ali uns vinte minutos esperando para ser atendida e acabo me estressando ainda mais quando acabam de pisar no meu pé.

-EI!- Perco,pôr fim a linha, batendo a mão no balcão.

-Ele está mesmo te ignorando, não? - Olho para o lado e do de cara com um peitoral, levanto a cabeça para cima literalmente e o vejo. O homem que eu secava, O Adônis.

Ele se recosta sobre o balcão. Tinha o tamanho de um poste e faz um gesto com a cabeça em direção ao barman.

-Você nunca deve gritar com um barman, princesa. Ainda mais com a bebida que vai pedir, Da Ho não gosta de preparar bebidas a mulheres chatas- Seu conselho passa desapercebido por mim que não prestava muito atenção em suas palavras mas sim em sua boca maravilhosa que me convidava para o paraíso.

Tenho vontade de me estapear. Depois do meu passado nada agradável com o sexo oposto e com a forte certeza de querer não me relacionar encontro um homem lindo apenas alguns dias depois de jurar que ficaria solteira. Um coreano com sotaque. O universo tem um tipo de humor negro e hilário contra mim.

-Como sabe o que vou pedir? -  Meu sorriso aumenta, tentando imitar o dele, mas falhando com toda a certeza e parecendo bem menos charmosa. Dou graças a G-Dragon pelos drinques que já tinha tomado, pois a parte sóbria minha teria dito coisas ridículas e sairia dali como uma maluca -Talvez eu fosse pedir uma cerveja, nunca se sabe- Dou de ombros tentando parecer casual e fingir que o acontecido de horas atrás nunca tenha acontecido.

-Acho muito difícil. Observei você pedindo esses drinques coloridos a noite toda – Suas palavras me fazem ficar paralisadas.

Para tudo. Ele estava me observando a noite toda? Eu estava meio na dúvida se era incrível ou vergonhoso. Se ele me observou a noite toda significa apenas uma coisa.

ELE SABIA O TEMPO TODO QUE O COMIA COM OS OLHOS A MAIOR PARTE DA FESTA.

O momento de sair dali o mais rápido me consumia e o desejo dele não tocar no assunto também me deixava com vontade de fazer a coisa mais estupida da minha vida que seria lhe dar as costas e sumir.

Mudo de posição tentando encontrar uma mais confortável para lidar com a situação e ele segue meus movimentos. Agora mais perto noto traços que antes não conseguia, ele tinha traços angulares, com um queixo e maçãs do rosto esguias, olhos luminosos e pesadas sobrancelhas negras, além das covinhas que surgem quando seu sorriso inunda seus lábios.

Olá, Coréia!

O barman finalmente resolve nos dar o da graça em nós atender, mas estranhamente ele reverencia o homem ao meu lado como se estivesse esperando uma ordem. Meu Adônis mal levanta a voz, mas era tão grave que foi ouvida sem dificuldade.

-Três dedos de uísque e traga também o pedido desta garota- Aponta para mim- Ela está esperando faz um tempo, sabe? - Adônis ao mencionar sobre mim acaba chamando a atenção do barman que passa me encarar com as sobrancelhas arqueadas e com sorriso malicioso.

Minha vontade era de socar a cara do barman, mas eu não poderia passar essa má impressão pois naquela noite eu era uma mulher aparentemente educada e frágil, por tanto não poderia xingar e nem agredir, o que o homem ao meu lado pensaria de minha pessoa.

-Quantos dedos quer? -Suas palavras explodem em minha cabeça, e minhas veias se enchem de adrenalina. E meu ataque de segundos atrás some.

-O quê disse? -Ingênuo, esse barman, ele ainda tentou mostrar suavidade em sua expressão. Affffff. Até que funcionou, mas eu conseguia ver em seus olhos estreitos que não havia nem uma só célula ingênua em seu corpo.

-Você realmente acabou de me oferecer só três dedos? -Pergunto, ele ri esticando em cima do balcão a maior mão que eu já havia visto. Seus dedos eram do tipo que poderiam agarrar uma bola de basquete com apenas uma mão.

-Flor, é melhor começar com dois-Olho atentamente para ele. Tinha olhos amistosos e mantinha uma boa distância, mas estava perto o bastante para me deixar saber que estava ali apenas para me atender.

Depois de quase uma hora esperando para ser atendida suas chances comigo eram zero.

-Você é bom de insinuação, mas estou munida contra eles querido então vamos ao que interessa - O barman bate com os dedos no balcão e pergunta qual era meu pedido.

-Três boquetes-Ignoro sua irritação pelo fora que dou e volto a prestar atenção no estranho.

-Você não me parece uma Americana-Ele diz sério, mas nunca deixando de sorrir com os olhos.

- E não sou, tenho só a língua materna - Devolvo serena esperando minha bebida- Sou brasileira e você não me parece ser de Seoul, tem dialeto,....mas brusco! - Jogo meus cabelos para trás.

-Sou de Busan, o que uma brasileira faz aqui na Coreia?- Ele responde categoricamente, mas continua com as perguntas acredito eu curioso.

-Estou a trabalho- Admito -Decidi sair da rotina e ir morar em outro lugar fora da minha zona de conforto digamos assim -Bom ao todo não era bem uma mentira.

-Aposto que os homens não gostaram nada de saber que você vinha para o outro lado do pacífico, mas azar o deles e sorte a minha não acha! - Ele me questiona me deixando sem argumentos diante de sua afirmação.

-Vamos dizer que meu ex realmente não gostou de saber, mas como disse azar o dele e sorte a minha né- Devolvo a provocação me divertindo com aquele flerte, aquele babaca do meu antigo namorado era mestre neste tipo de situação agora eu entendo o porquê, mas infelizmente eu nem sabia mais como paquerar.

Olhei para trás tentando ver as meninas dançando, mas não consegui encontra-las no meio de tanta gente na pista. Eu estava enferrujada para aquele ritual que praticamente tinha virado uma virgem de novo.

-Com toda a certeza a sorte está a nosso favor presumo eu- Ele inclina um pouco a cabeça- E o que uma mulher de negócios como você trabalha? - Sem ela notar o homem a sua frente vai arrancando informações valiosas sobre a sua pessoa de forma casual e tranquila.

-Sou uma chefe de cozinha simplificando tudo basicamente- Resumo minha função que aparentemente era simples, mas a verdade era bem complicada e exaustivo visto que comandar uma cozinha com mais de 20 cozinheiros, e mais alguns sub-chefes, não era fácil, mas valia o preço.

-Olha só uma mulher de mão cheia, deve preparar pratos deliciosos- Eu não era de ficar me gabando, mas devo admitir que eu sabia cozinhar então abro um sorriso e concordo com suas palavras- Espero poder experimenta-los algum dia- Não sei se sua intenção era aquele tipo de dupla interpretação, mas acabo esperando ambas.

-Quem sabe algum dia- Dou de ombros não querendo afirmar nada- E você!

-Digamos que sou um homem de negócios que passa a maior parte do tempo mal-humorado - Ele sorri encarando algo atrás de mim- Ofícios do trabalho- Dá de ombros como se não importasse.

Com o que me diz presumo que seja um homem que passa a maior parte do tempo mexendo com papeis enfurnado em um escritório.

- Acredite eu sou mal-humorada as vezes. E também uso calças de vez em quando- Brinco chamando sua atenção que de repente se torna sombria e vazia.

-Aposto que também usa calça de baixo- Seus olhos sedutores voltam a me encarar.

-Isso significa alguma coisa diferente na Coréia, né? -Cerro um pouco os olhos-Você está fazendo outra insinuação?- Sua risada se espalha calorosamente em minha pele.

-Calça de baixo é o que vocês chamam de "roupas íntimas "- Suas sobrancelhas se arqueiam me indagando algo.

Quando ele diz, a palavra íntima, soa quase como um gemido, que ele soltaria durante o sexo, e isso faz algo dentro derreter em mim. Enquanto meu queixo caía, meu estranho inclina a cabeça e me observa.

-Você é muito encantadora. E não me parece alguém que frequenta muito este tipo de festa- Ele estava certo. Mas era tão óbvio assim?

-Não sei como interpretar isso- Finjo não entender o que realmente quer dizer.

-Pense nisso como um elogio. Você é a pessoa mais interessante deste lugar- Ele limpa a garganta e olha para Da-Ho, que voltava com nossos drinques- Por que está levando todos esses drinques para a pista? -Me questiona esquecido que mais cinco garotas me acompanhavam.

-Minha amiga conseguiu um convite do dono da festa e acabamos vindo junto comemorar seu contrato- Respondo simplesmente.

-Então é improvável que você saia daqui comigo- Pisco, então pisco de novo incrédula.

Aquela sugestão franca estava oficialmente fora do meu eixo. Muito fora.

-Eu......o Quê? Não- Gaguejo surpresa.

-Que pena- Ele diz fazendo um bico adorável.

-Você está falando sério? Você acabou de me conhecer- Fico sem palavras.

-E já tenho um desejo enorme de devorar você- Ele pronuncia as palavras lentamente, quase sussurrando, mas elas ecoam em minha cabeça com explosão. Era óbvio que ele não era novato neste tipo de interação. Propor uma noite de sexo sem compromisso.

E embora EU fosse novata, quando ele me olhou daquele jeito eu sabia que poderia acabar seguindo-o para qualquer lugar.

Todo álcool que eu tinha tomado pareceu me acertar de uma vez e tracei as pernas na frente dele. Ele me ajudou a voltar a posição anterior colocando a mão em meu ombro e sorrindo com malícia.

-Cuidado linda- Pisco de novo para clarear a mente.

-Certo, quando você sorri para mim desse jeito, eu sinto vontade de te agarrar. E G-Dragon sabe que faz uma eternidade desde que alguém me pegou devidamente- Olhei para ele de cima a baixo, aparentemente jogando toda a civilidade pela janela- E algo me diz que você poderia fazer esse trabalho muito bem. Quer dizer, CARAMBA, olha só para você- E olhei de novo.

E De novo. Respirei fundo, e ele responde com um sorriso perverso e malicioso.

-Mas eu nunca fico com estranhos aleatórios em festas, e eu estou aqui com as minhas amigas, celebrando uma oportunidade incrível então........ -juntei os drinques nas mãos - Infelizmente nós vamos tomar tudo isso aqui e ficar na seca por mais um dia.

Ele assente uma vez, lentamente, o sorriso se abrindo mais um pouco, como se tivesse acabando de aceitar um desafio.

-Certo -Seus olhos em momento algum deixam os meus - Então, vejo você por aí- Digo tentando sair sem ficar mais sem graça.

-Espero que sim- Afirma me deixando mais perdida do que rato cego em meio a um tiroteio.

-Aprecie seus três dedos com moderação, estranho- Ele ri deixando suas covinhas aparecerem.

-Aprecie também seus "boquetes" com cuidado - Concordo saindo dali o mais rápido que posso sem querer mostrar o porquê.

Encontro Selena e Myra na mesa, acabadas e suadas, deslizo os drinques na frente delas. Selena coloca um na frente de Myra e eu levanto o outro.

-Nossa que demora foi fabricar a bebida- Selena me questiona se abanando.

-Pela cara dela de quem não comeu, mas queria ser comida estava conversando com algum bofe, certo! - Arqueio as sobrancelhas chocada com a suposição certa que Myra faz.

-Como sabe que estava conversando com algum homem ?- devolvo a pergunta curiosa.

-Acredite querida você não estaria conversando com uma mulher por mais de uma hora em uma festa como essa e também não estaria exalando esse cheiro de quero sexo selvagem- Selena me faz rir de seu comentário nada puritano ao meu respeito.

-Fala sério!- Digo revirando os olhos vendo a abestada quase cair da cadeira.

-Vimos você conversando com o Adônis 1 loiro no bar, já estávamos indo atrás de você pensando que tinha sido raptada- Myra confessa jogando a cabeça para trás risonha de mais.

-Onde está Halsey, Valentina e Briana !- Pergunto procurando a minha volta o menor sinal de seus cabelos chamativos.

-Estão se divertindo por aí daqui a pouco elas estão aqui mortas de cansaço, bêbadas reclamando sobre tudo e nos fazendo pagar o maior mico de nossas vidas então vamos aproveitar quando ainda temos tempo- Selena levanta seu copo para o centro da mesa- Que todos os seus boquetes desçam redondo assim! -Ela envolve o copo com a boca, levantando as duas mãos para o alto jogando sua cabeça para trás engolindo tudo de uma vez só.

-Caramba....-Murmuro, olhando para ela admirada, enquanto Myra ria ao meu lado- É assim que eu tenho que fazer?- Abaixo a voz e olho ao redor- Como um boquete de verdade?

-Já virei mestre em não engasgar- Selena limpa a boca com o braço sem cerimônia e explicou- É assim que a gente bebia na faculdade. Agora, vamos lá- Ela cutuca Myra- É a sua vez.

Myra se inclina na mesa tomando o copo com a boca sem usar os braços, como Selena havia feito, e depois chega a minha vez. Minhas duas amigas se viram para mim.

-O adônis queria sair comigo- Digo sem pensar- Para algum lugar mais reservado e tranquilo- Selena deixa o queixo cair.

-Então porque você está aqui tomando boquetes de mentira com a gente? -Eu sorrio balançando a cabeça. Não sabia como responder. 

-Eu poderia ir embora com ele e a noite poderia acabar no território dos boquetes se fosse a vida de outra pessoa bem mais aventureira do que eu- Respondo dando de ombros como se não me importasse- Hoje é a nossa noite e não acho que estou preparada- Minto descaradamente.

-Vá a Merda com isso. Va aproveitar agora- Selena manda. Myra vem ao meu socorro.

-Estou feliz por você ter encontrado alguém que considere gostosão. Faz uma eternidade que não sorri assim por causa de homem- Seu rosto muda para uma expressão mais séria enquanto reconsiderava o que disse - Acho que nunca vi para falar a verdade você sorrir por causa de um homem nenhum, nem mesmo com aquele embuste.

Com a verdade tão exposta naquela mesa, peguei o meu drinque e, ignorando os protestos de Selena, virei o copo com a mão e bebi tudo de uma vez. Era doce, delicioso e é exatamente o que eu precisava para clarear a mente e esquecer o que aconteceu aquele dia e o gostosão do bar.

Arrasto minhas amigas para a pista de dança. Em questão de segundos eu me sinto com a cabeça mais leve, como se estivesse flutuando por aí.

Selena e Myra pulavam ao meu redor gritando a letra das músicas, também perdidas no mar de corpos suados que nos envolvia. Desejei voltar no tempo e nunca ter conhecido aquele homem.

Ter aproveitado mais a minha vida ao invés de me prender a uma pessoa que me usava.

-Estou feliz que esteja aqui! -Selena grita.

Comecei a responder, mas logo atrás de Myra no meio das sombras da pista, estava o meu estranho. Nossos olhos se encontram e não paramos de olhar um para o outro. Ele estava bebericando seus três dedos de uísque com dois amigos- E vendo como pouco se surpreendeu por ser flagrado me olhando, entendi que vinha realmente me observando a noite toda a cada movimento que eu fazia.

O efeito dessa percepção foi mais potente do que o álcool. Aqueceu cada célula do meu corpo. O calor passou pelas minhas costelas e se concentrou em minha barriga.

Ele levantou o copo oferecendo um brinde, tomou um gole e sorriu. Senti meus olhos se fecharem lentamente. Nunca me senti uma mulher madura como estava me sentindo ali, dançando como louca com um belo estranho em pé nas sombras me observando.

Aquele momento-aquele exato momento-seria meu recomeço.

O que significava ser devorada? Será que ele quis dizer aquilo de maneira tão explícita como parecia? Com sua cabeça entre minhas coxas, braços envolvendo meus quadris e mantendo minhas pernas abertas? Ou ele quis dizer por cima de mim, dentro de mim, chupando minha boca, meu pescoço, meus seios?

Um sorriso se abre em meu rosto e jogo meus braços para o alto. Eu podia sentir a barra do meu vestido subir pelas minhas coxas, mas não me importava. Fiquei pensando se ele havia notado. Eu esperava que tivesse notado.

Pensei que, se ele fosse embora, então o momento seria arruinado, por isso não olhei de novo. Eu não estava acostumada; talvez sua atenção durasse apenas cinco segundos, talvez durasse a noite toda. Não importava.

Eu podia fingir que ele estava lá no escuro pelo tempo que eu quisesse. Aprendi a nunca esperar muita atenção, mas com aquele estranho, eu queria seus olhos queimando através da minha pele até atingir meu coração, que batia descontrolado em meu peito.

Eu me perdi no ritmo da música e na memória recente de sua mão em meu ombro, seus olhos negros e a palavra devorar.

Devorar.

Uma música se misturou com a próxima, depois a próxima, e mais uma, e, antes que eu pudesse tomar ar, os braços de Myra envolviam meus ombros e ela ria no meu ouvido, pulando para cima e para baixo junto comigo.

– Você atraiu uma plateia! – ela gritou tão alto que eu estremeci e me afastei um pouco.

Ela faz um gesto chamando atenção para o lado, e só então percebo que estávamos cercadas por um grupo de homens usando roupas pretas e apertadas, dançando de um jeito sugestivo. Olhando de volta para Myra, vi que seus olhos estavam acesos de uma maneira muito familiar: era aquela mulher obstinada que eu conhecia tanto, que trabalhou muito até chegar ao topo de uma das maiores empresas de marketing do mundo e que sabia exatamente o que aquela noite significava para mim.

De repente, um vento frio se espalhou em minha pele vindo de ventiladores no teto e eu pisquei de volta para a realidade, ainda incrédula por estar de verdade na Coréia  e por estar de verdade começando tudo de novo. E me divertindo também como a tempos não acontecia.

Mas, atrás de Myra, as sombras estavam escuras e vazias; não havia um estranho em pé me observando.

Senti um frio na barriga.

– Preciso ir ao banheiro – eu disse. Forcei minha saída do círculo de homens e da pista de dança. Segui as placas até o segundo andar, basicamente uma sacada que circundava sobre toda a boate.

Andei por um corredor estreito até o banheiro, tão iluminado que até feriu meus olhos. O lugar estava estranhamente vazio, e a música no andar de baixo parecia vir de dentro da água. Antes de sair, arrumei o cabelo, me parabenizei mentalmente por ter escolhido um vestido que não amassava e retoquei o batom.

Saí pela porta e dei de cara com uma parede em forma de homem. Estávamos próximos um do outro no bar, mas não tão próximos assim. Não com meu rosto em sua garganta, seu cheiro me envolvendo. Ele não cheirava como os homens na pista de dança, que pareciam ter tomado banho de perfume. Ele apenas tinha um cheiro limpo, como um homem que lava as próprias roupas, além de um toque de uísque em seus lábios.

– Olá, flor- Me cumprimenta.

– Olá, estranho- Respondo.

– Eu estava assistindo você dançar-Ele comenta.

– Eu vi você – eu mal conseguia respirar. Minhas pernas ficaram bambas, como se não soubessem se deveriam desabar ou voltar a pular no ritmo da música. Mordi meu lábio inferior, tentando esconder meu sorriso– Você é tão esquisito. Por que não foi dançar comigo? -Pergunto tentando arrumar a besteira de segundos atrás.

– Porque eu acho que você preferia dançar sozinha com alguém assistindo- E novamente ele diz o que pensa.

Engoli em seco, com meu queixo caído, incapaz de parar de olhá-lo. Não conseguia enxergar a cor dos olhos. No bar, pensei que eram castanhos. Mas havia algo mais claro brilhando ali naquela parte da boate, debaixo das luzes que piscavam freneticamente.

Não apenas eu sabia que ele estava me observando – e tinha gostado –, mas dancei inteiramente pensando na fantasia de ser devorada por ele.

– Você imaginou que eu estava ficando duro? - Pisquei novamente com sua sinceridade.

Eu mal podia acompanhar sua franqueza. Por acaso homens assim sempre existiram? Do tipo que diziam exatamente o que eles – e eu – estavam pensando sem soar amedrontador, rude ou carente? Como ele conseguia isso comigo?

– Uau. Você… estava?- Ele se inclinou para frente, tomou minha mão e a pressionou firme contra sua ereção, que já estava se arqueando em minha mão. Sem pensar, envolvi meus dedos ao redor.

– Isso tudo só de me observar dançando?- Digo surpresa.

– Você sempre é exibicionista assim? Se eu não estivesse tão admirado, eu teria sorrido- Seus olhos não deixavam meu rosto acompanhando cada expressão minha.

– Nunca- Digo percebendo que me estudou, com o sorriso ainda em seus olhos, mas os lábios fixos em algo mais excitante.

– Venha para casa comigo- Ele pede, não ele ordena.

Desta vez sou quem ri.

– Não- Continuo com minhas mãos em sua ereção sem medo de ser interpretada de forma errônea.

– Venha até meu carro- Insiste novamente.

– Não. De jeito nenhum eu vou sair desta boate com você- Ele se abaixou e plantou um pequeno beijo carinhoso em meu ombro antes de dizer.

– Mas eu quero tocar você- Eu não consegui fingir que não queria também.

Estava escuro, com lampejos rítmicos coloridos e uma música tão alta que parecia sequestrar minha pulsação.

Que mal poderia acontecer com apenas uma única noite selvagem?

Afinal, eu queria esquecer aquele mostro me tocando e me beijando.

Eu o conduzi para além dos banheiros, através do corredor estreito até uma pequena alcova abandonada que ficava sobre o palco. Estávamos confinados num espaço sem saída, sozinhos num canto, mas nem um pouco escondidos.

Além da parede que formava os fundos da festa, o resto do espaço ao nosso redor era aberto, e apenas um pequeno muro de vidro evitava que caíssemos na pista de dança abaixo.

– Certo. Você pode me tocar aqui- Ele levantou uma sobrancelha e correu um longo dedo pela base do meu pescoço, indo de um ombro a outro.

– O que exatamente você está oferecendo?- Olhei aqueles estranhos olhos iluminados que se mostravam interessados em tudo ao seu redor.

Ele parecia normal, muitos são para alguém que me seguiu através de uma festa lotada e disse tão espontaneamente que queria me tocar.

Lembrei do babaca e o quanto fez para manter as aparências.

Seria assim com ele? Uma mulher o puxaria de lado, se ofereceria, e ele tomaria o que precisasse antes de voltar para casa? Enquanto isso, minha vida tinha se tornado tão pequena que eu mal podia lembrar como preenchia as longas noites solitárias.

Será que eu estava sendo gananciosa demais por querer tudo? Uma carreira incrível e um momento louco aqui e ali?

– Você não é um psicopata, é? - Rindo, ele beija meu rosto.

– Você está sim me deixando meio maluco, mas não, não sou um psicopata-Responde o estranho não  tão  mais estranho exalando luxúria.

– Eu só… – comecei a falar, e então olhei para baixo.

Pressionei minha mão aberta em seu peito largo. Sua blusa cinza era incrivelmente macia. Caxemira, pensei. O terno era escuro e o envolvia perfeitamente. Os sapatos pretos não tinham um arranhão. Tudo nele era meticuloso.

– Acabei de me mudar para cá – parecia uma boa explicação para a tremedeira em minha mão.

– E um momento como este não parece muito seguro, não é mesmo?- Balancei a cabeça.

– Não mesmo- Mas, então, estiquei o braço, agarrei seu pescoço e o puxei para mim.

Ele acompanhou o movimento e sorriu, antes de nossos lábios se encontrarem. O beijo foi a combinação perfeita entre suavidade e firmeza, com o uísque esquentando seus lábios contra os meus. Ele gemeu um pouco quando abri a boca e o deixei entrar, e a vibração ateou fogo em mim.

Eu queria sentir todos os seus sons.

– Você tem um sabor tão doce. Qual é o seu nome? – ele perguntou. Com isso, senti a primeira onda real de pânico.

– Nada de nomes - Ele se afastou um pouco e me encarou, com as sobrancelhas erguidas.

– Então como devo te chamar? -Questiona não se importando com minhas imposições parecia mesmo que ele queria me tocar mais intimamente. 

– Do mesmo jeito que você vem fazendo até  agora - Mordo meus lábios.

– Flor?- Confirmei com a cabeça.

– E como você vai me chamar quando estiver gozando? – ele deu outro pequeno beijo. Meu coração bateu mais forte com aquele pensamento.

– Acho que isso não importa, não é mesmo? - Erguendo os ombros, ele aceitou.

– Acho que não- Tomei sua mão e a coloquei na minha cintura.

– A única pessoa que me deu um orgasmo no último ano fui eu mesma – movi seus dedos até a barra do meu vestido e sussurrei– Você acha que consegue mudar isso?- Pude sentir seu sorriso contra minha boca quando ele me beijou novamente.

– Você está falando sério?- A ideia de me oferecer para esse homem num canto escuro de uma festa era um pouco assustadora, mas não o bastante para me fazer mudar de ideia.

– Estou falando muito sério- Garanto.

– Você é um problema?- Ele pergunta divertido.

– Juro que não sou- Ele se afasta o suficiente para examinar meu rosto.

Seus olhos se movem até seu olhar voltar e mostrar aquele sorriso.

– Essa coisa de você nem ter ideia do quanto é…sensual me deixa maluco - Ele me virou e pressionou meu corpo contra o muro de vidro para que eu olhasse a massa de corpos se contorcendo lá embaixo.

As luzes pulsavam, penduradas bem na minha frente em barras de ferro que se estendiam pela festa, iluminando o andar de baixo, enquanto nosso canto se mantinha praticamente no escuro.

Começou a subir um vapor das aberturas na pista de dança, cobrindo até os ombros as pessoas que dançavam; ondas se formavam na superfície seguindo o movimento das pessoas. Os dedos do meu estranho tocaram na barra do meu vestido por trás, e então ele subiu o tecido, deslizando a mão pela minha calcinha, passando pela bunda e entre minhas pernas, onde eu definitivamente desejava seu toque.

Aquela posição vulnerável não me envergonhou: eu me arqueava para trás em sua mão, já completamente perdida.

– Você está muito molhada, flor. O que você gosta? A ideia do que estamos fazendo isso aqui? Ou eu ter te observado enquanto você pensava em transar comigo no meio da pista de dança?- Eu não digo nada, pois fiquei com medo do que poderia ser a resposta, e perdi o fôlego quando ele deslizou um longo dedo dentro de mim.

Pensamentos sobre o que eu deveria fazer evaporaram enquanto eu pensava sobre a velha e chata eu.

A previsível eu que sempre fazia aquilo que todos esperavam dela.

Eu não queria mais ser essa pessoa. Eu queria ser irresponsável, selvagem, jovem. Eu queria viver para mim mesma pela primeira vez na minha vida.

– Você é pequenina, mas, quando está molhada assim, tenho certeza que consegue aguentar três dedos facilmente- Ele riu num beijo que pressionou por trás do meu pescoço quando uma ponta do dedo circulou meu clitóris, me provocando lentamente.

– Por favor – sussurrei. Não sei se ele podia me escutar.

Seu rosto estava apertado contra meus cabelos e eu podia sentir seu membro pressionando a lateral da minha cintura, mas, fora isso, eu estava alheia a qualquer outra coisa, pois seu longo dedo deslizava novamente dentro de mim.

– Sua pele é incrível. Principalmente aqui – ele beijou meu ombro – Você sabia que a parte de trás do seu pescoço é perfeita? -Eu me virei e sorri para ele.

Seus olhos estavam arregalados e claros, e, quando encontraram os meus, voltaram a se curvar num sorriso. Nunca olhei alguém nos olhos tão de perto ao ser tocada daquela maneira, e algo sobre aquele homem, aquela noite e aquela cidade fez com que eu imediatamente tivesse certeza de que aquela decisão mudaria minha vida.

 Querida Coréia, você é brilhante com amor.

– Eu não tenho muitas oportunidades para olhar o meu pescoço por trás-Respondo um pouco irônica.

– É realmente uma pena – ele retirou a mão e eu senti um frio onde seus dedos quentes estavam.

Colocou a mão no bolso e tirou um pequeno pacote. Uma camisinha.

Ele tinha uma camisinha no bolso. Eu nunca teria pensado em levar uma camisinha para uma FESTA qualquer. Virando-me para encará-lo, ele nos fez girar e me pressionou contra a parede, me beijando primeiro com suavidade, depois com um jeito furioso e faminto. Quando pensei que iria perder o fôlego, ele começou a explorar, chupando meu queixo, minha orelha, meu pescoço, encontrando o ponto onde minha pulsação batia freneticamente.

Meu vestido tinha voltado a cobrir minhas coxas, mas seus dedos brincavam com a barra, levantando-a lentamente.

– Alguém pode aparecer aqui – ele me lembrou, dando uma última oportunidade para eu parar aquilo, apesar de já estar abaixando minha calcinha o suficiente para que eu pudesse tirá-la completamente.

Mas eu não me importava. Nem um pouco.

E talvez até uma pequena parte de mim queria que alguém aparecesse, para que pudesse ver esse homem perfeito me tocando daquele jeito. Eu mal podia pensar em qualquer outra coisa além do lugar onde ele estava tocando, o jeito como minha saia do vestido estava agora levantada até a cintura, a maneira como ele pressionava tão forte e insistentemente em minha barriga.

– Eu não ligo- Revelo sem pensar muito.

– Você está bêbada. Bêbada demais para isso? Quero que lembre sobre o que fizemos aqui - Continua insistindo.

– Então faça isso de um jeito inesquecível- A última coisa que digo quando ele levantou minha perna, deixando-me exposta ao frio do ar-condicionado que soprava acima de nós. Prendeu meu joelho ao redor de sua cintura, e agradeci por estar usando salto alto.

Coloquei meu braço entre nós e desabotoei sua calça, puxando a cueca para baixo apenas o bastante para deixá-lo livre. Envolvi sua ereção com a mão e a esfreguei por toda a minha pele molhada.

– Droga, flor. Deixe eu colocar isso- Suas calças estavam abertas, mas tinham caído apenas um pouco abaixo da cintura. Se alguém nos visse por trás, poderia até pensar que estávamos dançando, talvez apenas nos beijando.

Mas ele pulsava em minha mão, e a realidade da situação me deixou louca. Ele iria me tomar ali mesmo, pairando sobre a pista de dança lá embaixo. Naquela multidão, nova casa, novo emprego, nova vida.

Meu estranho era pesado e muito comprido em minha mão. Eu o desejava, mas também fiquei um pouco assustada com todo aquele tamanho. Não sei se já tinha encarado um homem tão duro.

– Você é grande – eu disse sem pensar. Ele sorriu, como um lobo realmente pronto para me devorar, e rapidamente rasgou o pacote da camisinha com os dentes.

– Isso é a melhor coisa que você pode dizer para um homem. Você poderia até dizer que não sabe se vai caber tudo- Passei a ponta na minha entrada e tremi por causa disso. Ele era tão quente: pele macia envolvendo uma rocha.

– Droga. Vou gozar na sua mão inteira se você não parar com isso – ele tremeu um pouco com a urgência enquanto afastava minha mão para vestir a camisinha.

– Você sempre faz isso? – perguntei. Parado na minha frente, pronto para a ação, com o sorriso mirando meu rosto, ele disse.

– Isso o quê? Sexo com uma mulher linda que não quer me dizer seu nome e prefere transar num corredor público ao invés de num lugar apropriado como uma cama ou uma limusine? – ele começou a entrar, demoradamente.

A luz acendeu em seus olhos e, caramba, eu não achava que sexo com um estranho pudesse ser tão íntimo assim. Ele observou cada reação em meu rosto.

– Não, flor. Tenho que admitir que nunca fiz isso- Sua voz estava normal, mas então suas palavras começaram a falhar, pois já estava profundamente dentro de mim, ali no meio daquela boate caótica, com luzes e música pulsantes ao nosso redor, com pessoas passando a apenas alguns metros sem saber de nada. E, mesmo assim, todo o meu mundo estava reduzido ao lugar onde ele me penetrava, onde esfregava com firmeza no meu clitóris em cada estocada, onde a pele quente de sua cintura pressionava as minhas coxas.

Não houve mais nenhuma conversa, apenas estocadas que foram aumentando em velocidade e intensidade. O espaço entre nós se preencheu com sons abafados de desejo e súplica. Seus dentes morderam meu pescoço e eu agarrei seus ombros com medo de cair no chão ou em outro lugar que não fosse a pista de dança, mas um mundo onde adorava estar exposta, com meu prazer visível para quem estivesse observando – principalmente se fosse aquele homem.

– Caramba, você é linda – ele se inclinou para trás, olhou para baixo e acelerou um pouco– Não consigo parar de olhar sua pele perfeita e, droga, o ponto onde estou entrando em você…- A luz estava claramente jogando no time dele, pois, da minha perspectiva, ele estava iluminado por trás e eu podia enxergar apenas a silhueta do meu estranho. 

Não distingui nada além de sombras quando olhei para baixo e visualizei apenas a sugestão do movimento: ele dentro de mim, entrando e saindo. Escorregadio e duro, pressionando fundo em cada passada.

E, como se tivesse ouvido meus pensamentos, a luz diminuiu para um tom quase negro acompanhando o som de uma batida lenta e oscilante que preencheu a festa.

– Não sabia que tinha uma tatuagem? – ele sussurrou.

Seus dedos passam contornando minha tatuagem de maneira erótica me fazendo ter arrepios pelo corpo inteiro.

– Fiz quando percebi que a vida pode ser difícil mas que apesar das dificuldades não devemos desistir -Não sabia se ficava surpresa ou com medo da forma como aquele homem me completava totalmente.

– Eu espero que não tenha sido por causa de um namorado– ele encarou meu rosto, diminuindo a velocidade um pouco, provavelmente para me deixar pensar.

– Fiz em um momento que precisava de coragem e força. Caramba, sinto como se estivesse confessando meus pecados- Engoli em seco, ele voltou a se aproximar e me beijou. Eu perguntei.

– Você acha estranho eu ter gostado de você ter feito isso?- Ele riu em minha boca, entrando e saindo novamente com estocadas lentas e deliberadas.

– Você só tem essa da coxa a cintura ou tem mais? - Ele levantou minha outra perna, passando as duas ao redor de sua cintura, e, então, por vários perfeitos segundos na escuridão, começou a mexer de verdade. Rápido e urgente, ele deixou escapar os mais deliciosos gemidos, e não haveria dúvida sobre o que estávamos fazendo se alguém aparecesse em nosso pequeno canto no corredor.

Só de pensar nisso – sobre onde estávamos, o que fazíamos e a possibilidade de alguém ver aquele homem me possuindo com tanta força – eu acabei me perdendo. Minha cabeça rolou para trás contra a parede, e eu podia sentir crescendo no meu ventre, tão profunda e pesadamente, uma angústia se acumulando, descendo por minhas costas e explodindo em meu sexo com tanta força que eu tive que gritar, sem me importar se alguém poderia ouvir. E eu nem precisava ver seu rosto para saber que ele estava me observando enquanto eu gozava sem parar.

– Oh, droga! – seus quadris perderam o ritmo e então ele soltou um gemido grave, com os dedos enterrados na minha cintura. Ele vai deixar marcas, pensei. Espero que deixe. Eu queria uma lembrança desta noite para melhor diferenciar a nova vida que eu estava tão determinada a construir.

-Eu tenho uma nas costas e um entre os seios- Por fim respondo recuperando o fôlego.

Ele parou, apoiando-se em mim, com os lábios encostando gentilmente em meu pescoço.

– Minha pequena estranha, você acabou comigo- Senti ele pulsar dentro de mim eram tremores secundários de seu orgasmo e eu quis que ele continuasse enterrado daquele jeito para sempre.

 Imaginei como seria nossa imagem para o resto da boate: um homem apertando uma mulher contra a parede, com um pedaço das pernas dela visível ao redor da cintura dele no meio da escuridão. Sua grande mão acariciou minha perna do calcanhar até a cintura, e, então, com um pequeno gemido, ele se retirou, colocou meus pés no chão, deu um passo para trás e tirou a camisinha.

Meu Deus, eu nunca nem cheguei perto de fazer algo tão insano assim antes. Um sorriso tomou meu rosto por inteiro enquanto minhas pernas tremiam quase ao ponto de desabarem.

Não perca a cabeça. Não perca a cabeça. Foi perfeito.

Tudo aquilo tinha sido perfeito, mas teria que terminar ali. Faça tudo diferente de antes. Nada de nomes, nada de compromissos. Nada de arrependimentos. Ajeitando meu vestido, fiquei na ponta dos pés para beijar seus lábios.

– Isso foi inacreditável- Ele concordou, gemendo um pouco no meio do beijo.

– Foi sim. Será que podemos…?-Não o deixo terminar a sentença.

– Eu vou descer – comecei a me afastar e dei um tchauzinho. Ele me encarou, confuso.

– Você está…? –Ele não sabia sobre o que .

-Bem. Estou bem. Você está bem? - Ele assentiu, parecendo perplexo.

– Então… obrigada- Com a adrenalina ainda correndo em minhas veias, eu me virei antes que ele pudesse responder e o deixei lá, com a calça aberta e os lábios torcidos num sorriso surpreso.

 Minutos depois, encontrei Myra e Selena e as outras meninas, prontas para irem embora. De braços dados, nós saímos da boate, e, só depois de entrarmos na limusine, quando eu estava silenciosamente revivendo cada segundo do que tinha acontecido com aquele homem poderoso e anônimo, me lembrei: tinha deixado minha calcinha no chão aos seus pés.

Ponho a mão sobre a boca perplexa comigo mesma enquanto que a limusine nos levava de volta para a nossa realidade.

Afundo no couro do banco sentindo o ar entrar pela janela aberta fazendo meus cabelos voarem atrapalhando minhas vistas.

Pego uma mecha e o ponho atrás da orelha e deslizo os meus olhos para os assentos ocupados pelas meninas que babavam e dormiam sentadas ou jogadas.

Deslizo minhas mãos pelo meu pescoço lembrando das sensações que Adônis me deu quando sinto falta do meu colar.

-Essa não! -Exclamo chocada- O colar,não acredito- Choramingo pondo a cabeça para trás-Eu não acredito que além da calcinha eu deixei meu colar com um estranho.

As ruas iluminadas vão passando me deixando deprê pelo colar que deixo e talvez  não o veja novamente assim como o estranho.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
E até o próximo capítulo.


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