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História Faking Death (BTS - Taehyung e Jungkook) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, aqui é a Mai~

Estou trazendo para vocês um novo capítulo de Faking Death aos sábados como eu já prometi. E mano, eu queria muuuuuito agradecer por mais uma vez, todo o carinho que eu recebi! Significa muito para mim, de verdade! Eu adorei todos os comentários e até MPS que me mandaram, respondi tudo com carinho.


Bem, agora, fiquem com o segundo capítulo da história, eu coloco mais alguma coisa nas notas finais. Boa leitura e nos vemos lá!


Fiquem com mais um capítulo de Faking Death!

Capítulo 3 - Back to Busan



 


Eu me questiono até o fim, eu repenso cada passo
 E se minhas palavras não possuem sentido?
 E se meu coração se enganou com isso?
 Eu tento capturar cada momento assim que ele chega a mim
Reprimindo as memórias e as deixando me fazer companhia. ” 

 

 

               — Hope of morning, Icon for hire 


 

 

 

 

Dois anos depois


 

Icheon, Hameyeon high School. 



 

O baile de encerramento do final do segundo ano de ensino médio acontecia no ginásio da escola, aonde meninos e meninas vestiam suas roupas sociais a fim de participar da última confraternização. Os pares dançavam em uma música de ritmo lento, guiados pela melodia suave do solo do contrabaixista da banda que se apresentava. Os vestidos das garotas esvoaçavam na pista de dança improvisada, e todos sorriam sem muitas preocupações. Afina‍l, aquele era o encerramento de um ciclo. A partir dali, entrariam no próximo período no último decisivo ano do ensino médio, começando a pensar nos tão temidos vestibulares e na boa nova vida universitária. 



 

Passados mais alguns instantes, uma professora tomou o palco e pegou o microfone, para dar o anúncio que todos já esperavam. 


 

— Olá, queridos alunos do segundo ano da Hameyeon high school. Eu, como sua professora durante esse período letivo queria dizer o quanto estou orgulhosa de vocês por terem completado esta nova etapa. E sem mais delongas, para fecharmos essa etapa com chave de ouro e continuarmos com a festa vim coroar a rainha e o rei da classe de 2019 da nossa escola! — Ela anunciou empolgada, sendo respondida com aplausos dos estudantes dispersos no ambiente. Ela limpou a garganta, olhando mais uma vez para os papéis. 



 

— Como se ninguém soubesse quem vai ser a rainha. — Uma garota resmungou para suas amiga, logo retomando a fala em tom irônico. — Olha pra mim, meu nome é Jo Yuri, líder de torcida, participante do Grêmio estudantil, rosto de uma ulzzang e peso de uma modelo. Sério, essa garota chega a ser irritante de tão perfeita. 



 

As outras concordaram com a amiga, avistando a garota sobre a qual falavam a alguns metros à frente. A maquiagem sempre impecável e discreta, contrastando com o chamativo vestido vermelho tomara que caia, que abraçava as curvas do corpo perfeitamente proporcional de forma agradável. O Cabelo, cortado um pouco acima dos ombros tinha o repicado e o tom recém pintado novamente  de loiro, penteado característico da menina,perfeitamente alinhados, as garotas nem sequer acharam um fiozinho em pé de que pudessem falar mal. 



 

— Bem, é com muito orgulho que anunciaremos primeiro a rainha. Estou muito orgulhosa em dizer, que a mais votada pelos colegas para rainha da classe do segundo ano de 2019 é…..Jo Yuri! — A mulher anunciou em tom animado, confirmando a previsão de todos. Jo Yuri sorria de felicidade enquanto subia ao palco, recebendo os aplausos e felicitações pelo caminho. Haviam muitas pessoas naquele recinto em sentimentos mistos, como admiração, inveja e alegria. Seja qualquer que fosse, ninguém apresentava indiferença perante a figura naquele vestido vermelho. Ao chegar no local onde estava a professora, a mulher lhe entregou a coroa e a faixa, logo dando espaço para que a garota fizesse seu discurso aos presentes ali.


 

— Muito obrigado a todos que votaram em mim. — Disse com um sorriso, colocando delicadamente uma mecha de seu cabelo médio atrás da orelha antes de continuar o discurso. — Sou muito grata por ter tido um maravilhoso ano letivo com vocês, e principalmente pelo título que vocês me dão agora. Prometo que farei o possível para continuar a auxiliar no Grêmio ajudando vocês e todas as séries, e também o possível para coordenar o time das líderes de torcida sem muitos contratempos. Quero contribuir também para o bom desempenho de Hameyeon, essa escola que nos recebeu de braços abertos. Obrigada a todos envolvidos em qualquer um desses elementos, vocês me tornaram uma pessoa melhor e contribuíram para quem eu sou hoje, e para eu estar aqui neste momento recebendo esse título. Muito obrigada a todos. 



 

O término do discurso foi marcado por aplausos, assobios e até mesmo seus amigos mais próximos entoavam “ Jo Yuri, Jo Yuri!” Em meio à multidão. A garota sorriu, encarando aquela cena que há dois anos atrás, para si não passava de um sonho vindo de filmes ocidentais estadunidenses, mas agora era sua realidade. Ela finalmente havia conseguido o que queria, depois de forjar sua própria morte, depois de sair escondida de Busan, até cair naquele orfanato onde teve que aprender a se tornar alguém forte, onde teve que mudar em busca de conseguir sobreviver. Sofreu drásticas mudanças interiores e exteriores. Mesmo agora, depois de viver com os melhores pais adotivos do mundo, de ser uma aluna exemplar, de ter  ser tornado aquela menina que tanto sonhara ser,aquela que estampava revista e que todos almejavam ser, sempre faltava alguma coisa. 



 

Não a levem a mal, estava feliz como Jo Yuri. Afinal, aquilo era tudo o que ela sempre sonhara, era linda, todos a amavam e a reconheciam como alguém a altura, como alguém finalmente válida. Não a idiota, a estúpida, a medrosa e patética Alice. No entanto, ainda sentia aquela dorzinha no seu peito que a lembrava do que ela sacrificou para estar ali. Ela quebrou sua outra própria existência, uma vida inteira abandonada em Busan  para estar onde estava hoje, para ser quem ela era agora, enquanto a bonita coroa era colocada em sua cabeça, seguida da faixa. Ela quebrou a melhor amizade que já teve, estava sempre cercada de outras pessoas mas nenhuma delas jamais haveria de preencher a lacuna que a ausência de Taehyung fazia em seu peito. Em várias noites, era atormentada com lembranças de sua antiga vida, e todas passavam por ele alguma hora. Taehyung era uma grande parte de si, e às vezes ela se permitia simplesmente sentir sua falta. Em meio às outras falas da professora, com a coroa brilhante  na cabeça, se lembrou de uma de suas lembranças em Busan.




 

Era uma manhã das férias escolares. 


 

— Alice e Taehyung, podem ficar brincando mais um pouco no quintal! Mas daqui a dez minutos quero os dois entrando pra se limparem para o almoço. — A empregada dos Kim, Hyewon, alertou as crianças. O garoto e a garota continuavam brincando no balanço que havia ali, em suas roupinhas de personagens. Taehyung estava viciado em desenhos de super heróis, então vestia uma blusa do super homem com uma capa. Já a garota, a quem ele empurrava no pequeno balanço, vestia a roupa da sua princesa favorita, Aurora. O vestido rosa e os cabelos longos esvoaçavam no vento à medida que o pequeno Kim a empurrava no balanço. Eventualmente, as duas crianças se cansaram e resolvem se deitar um pouco no gramado. Gostavam de observar as nuvens, os as vezes apenas conversarem. 


 

— Ei. — Taehyung falou, iniciando um assunto. — Estou feliz que tenha vindo passar os dias aqui nas férias enquanto sua mãe trabalha. As vezes só com a Hyewon fica chato. Não tem ninguém pra brincar, e o papai sempre tá viajando e a mamãe depois desse novo emprego só chega depois que eu durmo. 


 

O garoto inflou as bochechas. A amiga entendia. Todos os adultos passavam dias foras de casa, trabalhando. Sua mãe tinha explicado que era para poderem ter uma casa, roupas e comprarem comida como os nuggets de frango que ela tanto gostava. A menina estava feliz de não ter que passar as férias na casa de sua avó como aconteceu nos anos passados, afinal a rabugenta senhora não deixava Alice ir para o quintal muito menos tinha um balanço tão legal quando na casa do Kim. 


 

— Eu também estou feliz de ter alguém para brincar. — A garota comentou, olhando para o céu. Naquele dia não haviam nuvens. Taehyung e Alice já eram amigos a cerca de dois anos, e haviam se tornado inseparáveis. — Muito melhor ficar aqui com você do que com a vovó. Ela não gosta muito de mim, eu acho. 


 

O menino se apoiou nos cotovelos, olhando para a amiga. 


 

—  Como alguém não pode gostar de você? Digo, você é super legal. Você lê quadrinhos e o mais importante, você sabe fazer cookies. — O garoto se lembrou, de uma vez que a menina ajudou Hyewon naquelas férias a assar uma fornada dos maravilhosos biscoitos de gotas de chocolate. Alice sabia toda a receita de sua família, o que impressionou a empregada. — Meninas costumam ser chatas, mas você é super legal. Eu gosto de ser seu amigo. 



 

— Eu também gosto de ser sua amiga. — Disse a garota, com os olhos agora focados no garoto com os cabelos desgrenhados e cotovelos sujos de grama. — Tae, nós podemos ser amigos para sempre, né ? 



 

— Claro! — Disse sorrindo animado. — Sabe, todos os super heróis como eu tem uma donzela a qual eles querem resgatar, e você é a minha! Eu sempre vou estar lá, a gente nunca vai ficar separado. Não agora que eu convenci a minha mãe a colocar a gente na mesma escola pra fazer aquele negócio de fundamental! Você é a minha melhor amiga, pra sempre! 


 

O garoto estendeu o dedo mindinho para a garota, que logo colocou o seu ali. 



 

— Eu To com medo da nossa nova escola. —  A garota confidenciou. — Promete que vai sempre estar lá comigo? Que vai ser meu amigo pra sempre ? 



 

O sorriso de Taehyung aumentou, enquanto dizia.  


 

— Prometo, Rosa. — Ele disse. — Eu vou estar com você sempre. Eu serei seu melhor amigo pra sempre. “




 

A garota afastou os pensamentos sobre o antigo amigo, antes que seus olhos marejassem mais. Não poderia se permitir chorar, não ali. Forçou um sorriso e acenou para todos que estavam embaixo do palco e tinham os olhos em si. Sabia que Taehyung teria mais sucesso e estaria melhor sem o estorvo que ela representava para ele. Nesse sábado à noite, ele deveria estar em festas, passeando com seus amigos muito mais legais. Sua mãe também deveria estar tendo mais liberdade para ir a encontros, e aproveitando mais a vida sem a filha que ela nunca planejou e quis ter na adolescência, fato que em uma discussão ela tinha dito que arruinara sua vida, e isso ficava gravado em sua mente. Quando sentia saudades, apenas se lembrava de que sua antiga existência, aquela parte de si era jogada para lá, e pra cá, sempre culpada, sempre insuficiente. Eles devem ter seguido em frente, assim como ela precisava seguir em frente. 


 

Afinal, Taehyung não quebrou a promessa. Foi Shin Alice que a quebrou, e ela já não existia mais. 


 

“ Lembre-se de quem você é.” A garota pensou, repetindo a frase a seguir como um mantra. “ Você é Jo Yuri. E essa foi que você sempre deveria ser. Coloque-se no seu lugar. Não adianta ficar revivendo lembranças. “ 


 

Suspirou, cansada de ostentar aquele sorriso falso. 


 

Mas sabia que precisava. Então naquela noite, afastou todos os pensamentos e se permitiu apenas dançar, até que não se lembrasse de mais nada. Dançou com seus outros amigos, dançou com o menino que foi eleito rei do baile, o vestido vermelho esvoaçante no meio da pista de dança. 



 

Até que sentisse menos aquele vazio repentino que a assombrava de vez em quando. 



 

Apesar de agora ser quem sempre quis. 



 

•••••


 

Uma semana depois. 



 

Hoseok e Yoongi haviam chamado a filha adotiva para conversar, e a julgar pelos semblantes dos dois era um assunto bem sério. A garota pensou no que poderia ter feito dessa vez, se tinha esquecido uma das garrafas surrupiadas de vinho de Haneul no quarto de novo, o que causaria Yoongi ter uma síncope caso encontrasse tal objeto. Ela ainda se lembra de última vez que O Min conseguiu descobrir que ela havia bebido, o que lhe gerou um bom castigo de duas semanas. Apesar disso tudo, Yuri jamais reclamava. Pelo contrário, se considerava sortuda de ter sido adotada por dois homens tão legais. Hoseok era o furacão em forma de pessoa, sempre contaminado a todos da casa com sua positividade e sua própria loucura. Yoongi, por outro lado, era calmo e tinha mais objetividade, além de organizar a rotina da família como ninguém. Os dois eram sem dúvida,um complemento um para o outro e uma dádiva para a vida dela. 


 

— Querida, temos notícias. — Yoongi começou a falar, enquanto a garota ouvia atentamente. — Hoseok recebeu uma promoção no emprego, e o aumento no salário dele vai ser muito significativo. 


 

Yuri abriu o maior sorriso que pode. Sabia o quando Hoseok se dedicava ao cargo de gerência que tinha naquela multinacional, e não pode deixar de ficar feliz por ele. Ele merecia aquilo e muito mais. 


 

— Parabéns! — Disse a garota, o abraçando de forma animada. Não estava entendendo o por que da seriedade dos dois. Aquilo era uma notícia maravilhosa. — Por que vocês dois estão com essa cara de enterro, então? 


 

— O emprego...é numa filial em outra cidade, princesa. — Hoseok anunciou, esperando a reação da garota. 


 

Bem, era realmente chato ter que recomeçar em uma nova cidade e deixar todos os amigos para trás, mas estava confiante. Jo Yuri conseguiria viver em qualquer lugar, e refazer sua vida não era um problema para si. Jamais se colocaria na frente do sonho deles, os dois homens que a haviam ajudado tanto. Afinal, havia se apegado aos dois, e eles eram de fato, o mais próximo uma família que ela tinha desde que abandonara tudo. 


 

— Está tudo bem. Nos enfrentaremos isso juntos. Somos uma família, não somos? — A garota sorriu de forma doce, arrancando sorrisos aliviados dos mais velhos, que a abraçaram brevemente. — Para qual cidade nós iremos nos mudar? 


 

— Ah querida, eu achei a cidade bem charmosa pelas fotos! Ainda por cima é litorânea, então prevejo muitos passeios em família na praia! — Hoseok exclamou animado. — É do outro lado do país, porém. A filial que vou trabalhar é em Busan. 


 

A palavra Busan foi tudo o que ela pode ouvir, e seu coração falhou uma batida. O mundo inteiro pareceu congelar para si naquele momento, ao ouvir o nome daquela cidade. As lembranças do passado, invadiram sua mente ao mesmo tempo fazendo com que a mesma prendesse a respiração. Lembranças de sua vida como Alice, de sua mãe e Taehyung e da escola que estudava a atingiram de uma vez só, fazendo com que a jovem prendesse a respiração. Como ela iria voltar para aquele lugar depois de ter forjado sua própria morte?


 

E o mais importante: Ela estaria preparada para voltar? 


 

Por que de fato, ela tinha um ponta de curiosidade, porém estava incerta. com a ideia. A curiosidade todos os dias a consumia. Ela queria ver o inevitável sucesso de Taehyung sem ela, e a alegria de sua mãe vivendo sozinha, pois ela sentia saudades e no fundo, tinha uma curiosidade de ver como as coisas andavam. Queria vê-los de longe e saber como estavam. Assim quem sabe ela também ela conseguiria seguir em frente e ter sua paz interior, vendo que tudo estavam bem sem ela, como ela acreditava verdadeiramente que estava, afinal, sempre se sentirá um peso para os dois. Quando visse como eles estavam bem, a sua consciência se acalmaria. Sabia que já faziam dois anos e que eles já devem ter superado e praticamente esquecido dela em seu cotidiano. Ela precisava ver isso para quem sabe, conseguir superar aquele vazio que ainda tinha.



 

— Deve ser uma cidade incrível. — comentou para os mais velhos, forçando um sorriso. — Eu só não sei como vou contar para minhas amigas. Haneul e Doyeon vem aqui essa tarde, não sei como vou falar pra elas isso. 



 

Yoongi abraçou mais uma vez a filha adotiva, sabendo o quão deveria ser difícil já que elas se conheciam desde a época do orfanato, e as outras duas ainda moravam neste. 



 

— Ainda demoraremos um mês até a mudança, você ainda passará o resto da férias aqui. Enquanto isso eu e Hoseok vamos organizar tudo, como comprar uma casa e arranjar uma boa escola para você. Não se preocupe querida, vai dar tudo certo. — Yoongi sussurrou, acariciando o topo da cabeça da menina. 



 

Ela esperava mais que tudo que Yoongi estivesse certo, e que nada desse errado.



 

Depois de conversar mais um pouco com os dois, ela se trancou em seu quarto, a fim de organizar sua mente que estava em um turbilhão com a notícia de que voltaria a Busan. Não pode impedir o choro silencioso que lhe tomou conta em seguida, as lágrimas encharcando o rosto e o manchando por conta do rímel. E se alguém a reconhecesse? E se vissem através da sua mudança de atitude, da sua puberdade e de sua maquiagem cheia de camadas? Poderia alguém enxergar aquela menina tímida, encolhida e que não conseguia falar com ninguém além do seu melhor amigo? 



 

Estava na verdade aterrorizada. A sua verdadeira identidade sendo descoberta poderia lhe trazer consequências pesadas, além de que lhe amedrontava ser ela novamente. Ser a frágil, idiota e medrosa Alice novamente. Por mais que tentasse afastá-la, ela ainda existia. E com esse retorno inesperado, tinha medo que ela tomasse conta novamente. 


 

O pensamento de regredir a aquele estado de novo era insuportável e a deixava com falta de ar.




 

— Yuri? — Ouviu a voz de suas amigas do outro lado do seu quarto. Deveria ter passado algum tempo perdida em seus pensamentos, acabando por esquecer da visita das meninas. — Yu, porque você tá chorando? 


 

A pergunta de Haneul foi feita de forma exasperada. As duas meninas imediatamente abraçaram a outra, que se permitiu soluçar alto. Após alguns instantes, se acalmou e o abraço foi desfeito. 


 

— Yuri, agora trata de contar o por que desse choro, alguém te machucou ?— Haneul perguntou, acariciando os cabelos da amiga numa forma de consolo. 



 

Ela não aguentava mais. 


 

— Eu tenho um segredo. — Começou, já sentindo um nó se formar na sua garganta. — Um segredo tão horrível...eu preciso contar a alguém. Mas me prometam que não vai contar para absolutamente ninguém.


 

— Eu prometo. — as duas disseram em uníssono. 


 

— Yuri, se você tiver engravidado, isso não é o fim…— Começou Doyeon, tentando supor o segredo de Yuri, até ser cortada pela mesma. 


 

— Não é nada disso..— A garota começou. Respirou fundo, tomando coragem até soltar o que estava preso em sua garganta. — Eu estou morta. 


 

As outras duas meninas começaram a rir escandalosamente, até rolarem no chão com tamanha piada. Porém, a outra não moveu nenhum centímetro. Esperou Que a crise de risos das duas passassem, e quando passou, Haneul esperou que a loura disse também. Entretanto, assim que se fez o silêncio, e as duas a olharam em expectativa, ela contou a história mais obscura de sua curta vida. 


 

— Meu nome verdadeiro é Shin Alice, e eu forjei minha própria morte dois anos atrás. — Continuou, e começou a contar sobre tudo. Sobre sua antiga vida, sobre sua casa, sua mãe e Taehyung. As outras perceberam pela seriedade em seu tom que aquilo não era uma brincadeira. Quando terminou seu relato, se sentiu mais leve. Era irônico, afinal, como ela poderia ser leve com um segredo desse trancado a sete chaves no seu íntimo? Ela sabia que tinha que fazer. Afinal, foi uma escolha sua. Arcaria com isso, se significasse que deixou desservem peso e que tudo estava melhor assim. Ela realmente pensava que estava, e com esse pensamento, era capaz de tocar sua vida em Icheon. 



 

— Espera, então você realmente tinha uma família que te quis esse tempo todo?! — o tom de Haneul era raivoso, e ela compreendia o porquê. A garota vivia em um orfanato. — eu MATARIA por uma família de verdade, e você me vem aqui dizendo que resolveu forjar sua própria morte e se jogar naquele buraco de orfanato pela porra da sua vontade própria? Só por que a porcaria da sua pequena vidinha perfeita não era o suficiente pra você. 


 

Ela não esperou para que a outra falasse mais nada, apenas deixou o quarto da mesma, batendo à porta com um estranho em seu caminho. Ela não conseguiu nem dizer nada para a amiga, pois ela tinha um quê de razão e o direito de ficar brava. Ela sequer sabia seu verdadeiro nome até hoje. 


 

— Yu...Alice. — Disse Doyeon, acariciando o ombro da outra. — Você sabe como a Hana pode ser dramática, mas ela eventualmente voltará. 


 

A outra balançou a cabeça. 


 

— Está tudo bem, Doyeon, eu talvez mereça ouvir isso, eu sei que mereço. Não me importo, quando eu...era Alice, ouvi coisas piores. A raiva de Haneul é válida. E me ajudou a ficar segura em tomar minha decisão. — Disse a garota. — Eu irei voltar para Busan. 




 

••••••



 

Dois meses depois. 




 

Finalmente depois de chegarem a nova casa em Busan haviam terminado de esvaziar as caixas com o conteúdo da mudança, e a casa nova estava devidamente mobiliada. A garota estava admirada com o quarto que Yoongi e Hoseok haviam decorado para ela, tudo nos mínimos detalhes. 


 

— Vai ficar parada no meio do quarto até quando? — Yoongi sorriu, feliz pela reação da menina ao ver o quarto. 


 

— Deixe a garota Yoongi. Até eu estou admirado com esse quarto. Somos um time de decoradores e tanto. — Hoseok sorriu, depositando um breve beijo nos lábios finos de seu parceiro. A garota soltou um “eca” de brincadeira, sendo rebatida por Yoongi com um “ exatamente como me senti quando peguei o menino do time de futebol no seu antigo quarto” fazendo com que Hoseok risse. 



 

Os três conversaram mais um pouco, enfim foram jantar, os adultos riram da animação de Yuri quando descobriu que Hoseok havia feito seu prato favorito. Como já estava tarde, logo após a refeição todos começaram a fazer sua higiene pessoal, a fim de irem dormir logo. Afinal, amanhã ela começaria numa escola não tão nova assim. O pensamento a assustada, entretanto sua antiga escola era a melhor de Busan e a melhor para Yoongi, que pareceu satisfeito com a excelência da instituição e mesmo apesar de sutis protestos da loira, não deu em outra ao Hoseok e Yoongi a matricularem em Sicheong. Suas mãos tremiam em pensar em voltar para onde sofrera tanto durante anos e anos de sua vida, e traços de sua personalidade que enterrou quando chegou a Icheon vinham à tona. Entretanto, tentou tirar alguma coisa boa disso, e pensou que poderia matar sua curiosidade em como todos estavam, principalmente Taehyung. Se ela fosse voltar para Busan antes da faculdade, queria ao menos ver o sucesso dele depois que ela foi embora para sempre. Tinha certeza que seu amigo estava bem, ainda mais sem o esforço que ela era. Além do mais, seria interessante ver a todos novamente, e se redimir da jornada fracassada que tivera na escola Sicheong. Ela iria se reinventar como a nova pessoa que agora era.



 

Era a única opção que ela teria amanhã, afinal ninguém poderia saber sua verdadeira identidade, porém, teria sua sonhada redenção em Sicheong. Vestiu seu pijama e deitou em sua nova cama, extremamente confortável graças à escolha de Yoongi. Amanhã ela iria voltar a aquele lugar, ambientação de tantos de seus pesadelos. Esperava ter coragem suficiente para encarar de novo aquelas paredes e corredores que tanto lhe traziam tormento. Mas ao mesmo tempo, uma ansiedade boa lhe consumia. Veria Taehyung, no fundo estava louca para revê-lo, mesmo que ele nunca saiba quem ela é. Ele ainda usava bandanas? A roseira da sua casa que plantaram ainda dava belas flores? Hyewon ainda cuidava dele como sempre cuidou? Eram tantas perguntas que ela queria fazer quando o visse, mas sabia que não poderia. Naquela noite, jurou a si mesma que somente o observaria de longe. Não podia correr o risco que ele a reconhecesse, e mesmo que ele não o fizesse, falar com aquele que um dia foi seu melhor amigo como uma estranha doeria demais, e ela não sabia se a máscara que construiu de Jo Yuri poderia suportar. Ele foi uma das pessoas que mãos a conhecera, então, não seria sábio se aproximar tanto dele. Era perigoso. 



 

Em meio a esses pensamentos, horas se passaram. Até que finalmente, a garota temerosa  pelo dia de amanhã adormeceu. 





 

De manhã. 



 

— PRIMEIRO DIA NA NOVA ESCOLA! — Hoseok gritou, abrindo a porta do quarto da garota de uma vez só. A menina que dormia confortavelmente tomou um susto, levantando de uma só vez. 


 

— HOSEOK! — A garota gritou, enquanto o adulto ria. 


 

Yuri acabou por sorrir também, enquanto o mais velho abria as cortinas de seu quarto. 


 

— Você tem trinta minutos. Eu vou te deixar lá no caminho do trabalho. — Ele riu, olhando a garota desgrenhada confusa pela luminosidade repentina. 



 

— Hoseok eu….— Ela olhou para o adulto. — Eu estou nervosa.


 

O adulto olhou para a garota, se sentando na ponta da cama com cuidado para não amassar o terno recém engomado. 



 

— Relaxa, princesa. Todo mundo te amava na antiga escola, e todos vão te amar nessa também. Você só mudou de cidade querida, não de atitude. — Hoseok se aproximou da meninos e deu um beijo no topo de sua cabeça, num ato reconfortante. — Nunca esqueça que você sempre será a Yuri, onde quer que você esteja. 



 

Ela olhou para Hoseok. Se ele apenas soubesse que foi exatamente aquilo que ela fez, foi esquecer quem ela era. E ela continuava fazendo isso a vida toda. 



 

E se ele soubesse que Yuri era uma completa farsa? Ele ainda a maria como sua filha? 



 

Apagou o pensamento traiçoeiro tão rápido quanto ele a prendeu da própria mente. Mal tinha chegado em Busan e já estava assim. E não podia se dar ao luxo. A escolha foi sua, e tinha que conviver com ela e com sua nova vida. Odiava se lamentar. Construiu aquele destino, então agora, o trilharia. Aquela cidade, tinha um grande efeito sobre ela, de fato, mas sabia que não podia se entregar. Repetiu como um mantra na mente para se lembrar. Foi tão longe, agora, não podia se dar o luxo de olhar para trás, ou querer refazer algo. Estava de volta, mas como Yuri. E iria permanecer assim até o fim. 


 

— Eu sei. — Respondeu ele, a afim de cortar o assunto. A culpa a consumia um pouco ainda, mas fez seu melhor para disfarçar. — Eu realmente não tenho que me preocupar. 



 

Hoseok sorriu e se levantou com um último sorriso para a garota, sem se dar conta do que passava na cabeça dela. 


 

— Bem, agora você tem vinte minutos! — Disse para a menina, fechando a porta. 


 

A garota se levantou de forma relutante e começou a se arrumar, teria que encarar isso de uma forma ou de outra. Ela sabia que conseguiria de qualquer forma, afinal, Jo Yuri era confiante. E essa era quem ela é agora. Aplicou sua maquiagem de uma forma mais densa, e procurou afinar todas as suas expressões faciais, mas imaginava que ninguém a reconheceria. Somente temia em ser reconhecida por Taehyung, mas já tinha combinado consigo mesma que jamais falaria com ele diretamente. Quando terminou, já era a hora de ir para a escola, então apenas entrou no carro. 


 

Não ficava longe de casa, e após uma viagem lenta e silenciosa de carro com seus pais adotivos, ela se viu em frente à instituição. A fachada era a mesma, até mesmo as árvores de laranjeira brotavam flores, exatamente como ela se lembrava naquela época do ano. Por um momento, suas pernas falharam. Seu corpo permaneceu estático, e ela não pode sair do lugar que estava. O letreiro enferrujado tão familiar, que do outro lado do país parecia uma lembrança distante, agora estava vívida. Aquelas escadarias, se lembrou de sentar tantas vezes nelas junto de Taehyung, enquanto esperavam que Hyewon buscasse os dois. Tantas lembranças, ruins, boas, e não importava que tipo fosse. Aquele lugar a assombrava por todos esses dois anos, e agora ali estava ela de novo. Como alguém nova, porém ali dentro, a mesma pessoa. 



 

Suspirou. Iria se atrasar e atrair olhares se continuasse parada ali feito uma estátua de cera. Se obrigou a dar o primeiro passo, o segundo, e o terceiro. Quando deu por si, já estava ela no corredor de entrada. Assim que adentrou o ambiente, notou que todos comentavam sobre “ a novata bonita.” E conseguiu por um breve momento recuperar a centelha de confiança que tinha. Assumiu sua pose de “ Jo Yuri” novamente,  andando pelos corredores como se fosse dona deles, enquanto mexia no cabelo repicado acima dos ombros. Tudo corria bem, até que do nada um garoto de moletom de capuz sobre o uniforme e calça social obrigatória com um rasgo no joelho apareceu em seu caminho, fazendo com que os dois caíssem no chão pela colisão repentina. 



 

— Olha por onde anda, garota nova. Tá cega?! — Ele ralhou, enquanto se levantava colocando a mochila de volta nas costas e continuando a andar como se nada tivesse acontecido. Não pode ver o rosto dele, tudo que vou foi a mochila cheia de bottoms do Nirvana, uma das bandas que mais escutava com Taehyung. Apesar de o gosto musical daquele troglodita estar no ponto, sentiu a raiva ferver dentro de si pela falta de consideração dele de sequer ajudá-la a levantar. 


 

— Seu babaca! — Ela gritou, mas o garoto já estava no final do corredor. Tirou a sujeira da saia com as mãos, preparando se para levantar, até ouvir a voz de alguém. 



 

— Olá, você precisa de ajuda? — a pessoa estendeu a mão por cima do seu ombro. Se virou, pronta para agradecer até olhar para o rosto do rapaz que lhe oferecera um apoio para levantar. Poderiam ter se passado dois anos, mas era ele. Ela não tinha dúvidas. 



 

Estava falando com Jeon Jungkook. 


 

Nesse tempo em que ela não tinha o visto, ele tinha ainda ficado mais bonito. Pelo visto a puberdade fez um bem danado ao garoto, que além de ganhar músculos ganhou ainda mais traços fortes do que já tinha na época em que ela ficava o olhando pelos corredores. No entanto, algumas coisas nunca mudam, assim como aquele sorriso de dentes salientes característico dele e o fato de ele estar ajudando-a a se levantar de uma queda assim como fez a vários anos atrás. A menina foi dominada por uma nostalgia absurda, enquanto aceitava a mão que o garoto oferecia e assim ele a ajudou a se levantar.



 

— Eu não sei da onde aquele cara surgiu…— Ela comentou, a fim de dizer algo para que o menino não a achasse uma completa estranha que apenas o encarava de cima a baixo. — E ele nem teve coragem de pedir desculpas! 



 

O Jeon assentiu com a cabeça, dando uma pequena risada. 



 

— Ah, ele é assim mesmo. E  saiba que esse é o comportamento padrão dele com todo mundo. Não é nada pessoal. Ele só é assim....direto até demais. — O garoto sorriu, olhando a menina com um olhar mais atento agora. — Você é nova, não é? Meu nome é Jeon Jungkook, muito prazer. 



 

Ele lhe estendeu a mão. A garota a apertou enquanto lançava um sorriso em direção a ele. 


 

— Prazer Jungkook. — Ela respondeu, enquanto balançava a mão dele. — Jo Yuri. 


 

— Bem vinda a escola Sicheong, Yuri. — Ele disse. Mantiveram uma conversa breve, até serem interrompidos por vozes femininas. 



 

— Jungkook-oppa, quem é essa? — a garota, por curiosidade olhou na direção que vinha a voz, e a encontrou ali. 



 

Sooyoung, a líder de torcida. Desde que sairá a dois anos atrás, ela continuava a mesma. Porém, agora com mais volume nos seios e um nariz mais fino. Com certeza, cirurgias plásticas. Aquela garota era um demônio consigo no tempo que passou ali, sumindo com seus deveres de casa e a trancando no banheiro. Tantos pesadelos vividos por si proporcionados por aquela figura, e agora quando a olhava sentia a raiva nos olhos dela, sentia que ela se sentia ameaçada ao vê-la ali segurando a mão do Jeon. Pelo visto, a mais alta ainda tinha aquele crush em Jungkook assim como ela tinha a dois anos atrás. 


 

Isso ia ser divertido. 



 

— Essa é a garota nova, Jo Yuri. Essa é Park Sooyoung. — Ele apresentou as duas. Sooyoung a cumprimentou com um aperto de mão e um sorriso obviamente falso. — Eu estava indo dar o tour pela escola para ela, já que ela não conhece nada ainda do lugar. 


 

“ Aham, claro.” A garota pensou. Conhecia aquele lugar até bem demais, já que tinha diferentes esconderijos que se esconder de tudo e de todos. Estar ali era nauseante, e até mesmo...estranhamente nostálgico de um forma legal. Sim, estava nervosa, tinha péssimas lembranças no entanto, olhava com curiosidade, afim de descobrir coisas que mudaram enquanto não esteve ali. 


 

— Ah, teria prazer em acompanhar vocês dois, posso ajudar a mostrar tudo para a Yuri. Podemos até ir no mural, ela vai precisar de uma atividade extracurricular para conhecer melhor o pessoal. Acho que você daria uma ótima líder de torcida! Eu sou a capitã, se você quiser os testes são na terça. 



 

“ Mantenha os amigos perto e os inimigos  mais próximos ainda.” Era o que ela realmente quis dizer com aquele convite esfarrapado para fazer parte da equipe. Mas, Yuri iria com certeza dar uma passada nesse teste. Não custava nada atormentar a vida de Sooyoung um pouquinho naquele ano, já que ela tinha feito a sua um inferno por vários deles. 



 

Jungkook aceitou que ela fosse com eles, e os dois começaram a mostrar tudo o que ela já sabia, mas fingiu não saber. Aquele lugar era tão vivo em suas memórias que lembrava de tudo, até mesmo reconheceu o armário que costumava ser seu dois anos atrás. Porém, quando chegou na estante de troféu conquistada pelas equipes da escola, havia algo diferente. 



 

E foi então que ela viu. 



 

Havia uma foto sua do anuário do ano anterior a sua suposta morte, e uma dedicatória. “ Em homenagem a Shin Alice, uma aluna brilhante que se foi cedo demais.” Ficou em choque ao ver seu próprio memorial bem ali, no corredor da sua antiga escola. Porém, ao perceber que Jungkook e Sooyoung haviam percebido seu interesse na foto, perguntou: 


 

— Quem é essa garota? — Apontou para a foto, tentando fazer uma expressão curiosa. Jungkook fez menção de tentar explicar, porém Sooyoung foi mais rápida. 


 

— Ah, uma garota qualquer que estudou aqui a uns anos atrás. Ainda temos um memorial ridículo para ela todo ano, como se alguém se importasse. — A outra sentiu seu sangue ferver. Ela continuava a mesma egocêntrica de sempre, do que em vez de medo, agora tinha coragem o suficiente para declarar apenas repulsa por ela. — Ela se matou jogando o carro no lago que faz canal com o oceano, na saída da cidade. Todo mundo sabe que ela fez isso só por atenção, tão patética. 



 

A garota continuou a desferir comentários maldosos em direcionados a pessoa que estava supostamente morta, sem se importar com que estivesse ouvindo. 



 

— Cala a porra da boca, Sooyoung! Não fica falando merda de pessoas que não tem mais como se defender por que morreram! — Uma outra voz a parte do grupo de três pessoas surgiu no corredor, se dirigindo abertamente a Sooyoung. — A patética aqui é você, só você não se dá conta disso. 



 

Yuri fez menção de se virar para ver quem era aquele aquele que defendia a suposta garota morta, podia sentir a voz trêmula de raiva de quem quer que fosse atrás de si. A líder de torcida revirou os olhos, e a outra decidiu esperar para ver o que ela iria falar. Decidiu ignorar o garoto por enquanto, fingindo se importar com a opinião de Sooyoung. Faria aquele teatrinho de que gostara dela. No fundo, a odiava. Foi uma das pessoas mais crueis enquanto esteve ali. No entanto, sabia desde que fora embora que não era sábio comprar briga com garotas como aquela. No fundo, tudo era um joguinho de afinidade maquiado. 



 

— Olha só, se não é o “ melhor amigo de todos os tempos.” Ninguém se importa com você e com ela. E ainda te digo mais.— Ela debochou, continuando. — Talvez sua amiguinha tenha se matado para não ter que ficar olhando pra essa sua cara todo dia, Kim. 



 

A menção do sobrenome coreano comum chocou Yuri, afinal o inserindo no contexto das falas ditas ali poderia significar somente uma coisa: era ele. Se virou tão rápido que poderia sentir que todos na cena se assustaram com a ação repentina. O rasgo na calça e o moletom denunciavam que aquele era o garoto de mais cedo, com quem tinha colidido no corredor. Mas agora que ela poderia ver seu rosto de forma clara sabia que ele era muito mais que isso. Ele era a pessoa que desde que entrou de novo naquela escola procurou avistar. Mesmo se passado dois anos, a garota jamais poderia não reconhecê-lo. 



 

Era Taehyung ali, bem na sua frente. 



 


Notas Finais


Então, gostaram? O feedback no capítulo passado me deixou tão contente! Muita gente contou que chorou, e eu chorei por vocês estarem chorando hahaha! Emocionar esse ponto foi uma supresa, então muito obrigada por me deixar saber! E ah, digam o que estão achando também agora? A opinião de vocês é muito importante e eu adoro ler e responder os comentários! Se quiserem me seguir e conversar podem me seguir no meu Twitter @/taedeeply ou me chamar na timeline! Amo conversar!


Vocês me incentivaram tanto que....EU POSTAREI MINHA SHORTFIC TAMBÉM ^^ é central do Tae, e assim que eu achar alguém ou algum blog com pedidos abertos de capa, eu farei. Estou com dificuldade só em arranjar isso, mas assim que tiver uma capa, postarei essa short e aviso, ok? Seus comentários me ajudaram muito a ter a confiança para postar mais uma coisa, então, muito obrigado <33333



Enfim. Nossa Alice/Yuri voltou para Busan! Isso promete. E de quebra, reencontrou Jungkook e Taehyung na antiga escola. Como será que as coisas vão ficar?


Enfim, isso é para semana que vem. Aqui fica o meu muito obrigado por ler mais um capítulo (ou, se você está chegando agora) por eles estar dando uma chance a Faking Death!


É apenas isso, anjinhos. Até o próximo sábado!


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