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História Fala sério, mãe! - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Bodia, boa tarde, boa noite.
Bom, é minha primeira fic sobre esse shipp maravilhoso, então tô meio receosa sobre hdjsjsk

O parágrafo com um asterisco foi feito pela @deprimente , com a ajuda da @JustLex . MUITO OBRIGADO PELA AJUDA 🤧🤧🤧🤧🤧

É minha primeira one com mais de mil palavras, então espero do fundo do meu coração que vcs gostem ♡

É isso, boa leitura :³

Capítulo 1 - Aposta (não tão) maldita.



Em uma tarde um tanto ensolarada, estavam Dice, Ramuda, Hifumi e Jiro sentados em uma mesa do enorme pátio da escola. 

Ramuda, como de costume, estava com um pirulito na boca e feliz ao extremo; O Yamada apenas bebia uma coca cola com cara de tédio; Hifumi estava se gabando por ter conseguido avançar em seu relacionamento com Doppo e, bem, Dice estava sendo... o Dice. 

Entendiado, emburrado, puto com tudo. Havia gastado todo seu dinheiro do trabalhinho que estava em apostas, e infelizmente, Rio havia faltado naquele dia então, não tinha nenhum jeito de conseguir dinheiro para gastar o tempo em algum bar ou discussão da escola.

O assunto da mesa era ainda mais tedioso. Era tudo completamente desconexo; uma hora estavam em doces, roupas e desenhos jogados fora, e outrora falavam de bebida, meninas, balada e outras coisas mais. 

Mas a mente de Arisugawa não só vagava em dinheiro, não, muito longe disso. O azulado pensava também nas orbes verdes de seu "secreto" amor, orbes pertencentes a Gentaro Yumeno, um amigo muito querido, o qual sempre desejou como companheiro amoroso.

É claro, o grupo presente na mesa sabia sobre essa paixão de Dice para Gentaro. Sempre que tinham oportunidade inventavam desculpas para os dois ficarem sozinhos (a maioria desses encontros eram planejados por Ramuda).

Dice suspeitava que Gentaro sabia de sua paixão, pois o mesmo sempre contava mentiras sobre este assunto para Arisugawa, que lerdo do jeito que era, acreditava toda vez.

Então, percebendo que o azulado andava muito calado, Ramuda resolveu o puxar para o assunto.

– Eeei, Dice~ – cantarolou o menor – está tão caladinho... Está pensando no Gentaro de novo, não é? Não é?? – Disse Amemura, agarrando o braço do amigo o balançando levemente.

– R-Ramuda, por favor fale baixo! – Exclamou Dice, totalmente corado.

– Uui, ele ficou bravinho. – Provocou Hifumi.

– Não me enche, sua puta. – Retrucou o Arisugawa.

À este ponto, Jiro estava aos engasgos, tosses e gargalhadas por conta do xingamento usado por Dice se referindo a Hifumi, que permanecia estático.

– Eu acertei, não acertei? – Sussurrou o pequeno ser de cabelos rosa para Dice. Em resposta, recebeu o rosto vermelho e emburrado do amigo, e Ramuda bateu palminhas de felicidade.

– Dice, por quê você não para de cu doce e fala logo pro Gentaro a verdade? – Soltou bravo o loiro.

Só de pensar nisso, Arisugawa estremecia. Não era só o medo de ser rejeitado ou ser iludido pelas mentiras intermináveis de Yumeno, era também o motivo chamado: Sua mãe.

Otome Tohoten, uma militar deveras rígida. A mesma quando soubesse que o filho estava gostando de outro garoto, surtaria com toda certeza. E apesar de sua carranca mau humorada, às vezes era uma boa pessoa, mas sempre que tinha oportunidade dava um soco na cabeça de sua cria ou gritava quando ele voltava bêbado, ou apenas de cueca para casa.

– E-eu não! De jeito nenhum! – Cruzou os braços desviando o olhar.

– Vai dizer que tá com medinho? – Provocou o outro, levantando do assento de pedra e apoiando a mão na mesa.

Jiro, o qual estava sobrando naquela discussão, se encolhia ainda mais no banquinho onde estava sentado.

De longe, Saburo estava ao lado de Ichiro que conversava com os colegas. O Yamada mais novo observava de longe a futura briga, com um olhar confuso misto de assustado.

– Nii – chamou Saburo, puxando a manga do casaco do outro de leve – eu acho que o Jiro tá encrencado.

Ichiro como um raio, se virou para a direção que o irmão olhava. Arregalou os olhos em pavor.

– Fudeu. – E começou a correr com o irmão até a mesa onde estava ele.

De fininho, conseguiram tirar Jiro do meio daquela futura guerra. Ichiro se despediu de Ramuda, enquanto Dice e Hifumi nem notaram a presença do moreno ali.

Ramuda, no entanto, assistia o assassinato de palavras com um olhar perverso, mordendo o pirulito rosa com um sorrisinho esboçado no rosto.

– SE GOSTA TANTO DE APOSTAS, EU TENHO UMA PARA VOCÊ. – Gritou o loiro.

– PODE MANDAR!

No fundo, Dice sabia que se arrependeria de ter aceitado essa aposta, mas já não tinha mais volta infelizmente.

– EU APOSTO QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE PEDIR O GENTARO EM NAMORO! E MAIS, APRESENTAR ELE PARA SUA MÃE!! E SE ACEITAR, O PRAZO É ATÉ O PRÓXIMO FINAL DE SEMANA.

Dice, por um momento, olhou para Ramuda que permanecia calado, e o mesmo lhe deu um sorriso maldoso. Balançou os ombros como se dissesse "você é quem sabe".
Então, o azulado respirou fundo e lançou sua braba.

– EU ACEITO. – Disse, batendo a mão de dedos longos na mesa de pedra.

O loiro deu um largo sorriso vitorioso, estendendo a mão para Dice em seguida.

– Espere um pouco, meu amiguinho. – agora foi a vez de Arisugawa sorrir, balançando o dedo indicador no ar em sinal de "não" – se eu ganhar, quero que faça uma coisa também.

De repente, Amemura aparece atrás de Hifumi, com um sorriso largo e maléfico. Sussurrou para o maior "vai lá, aceita, aceita".

– O-ok, o que quer?

– Quero que faça o Doppo sair de casa, do jeito que ele é, essa é uma tarefa difícil, não? – Dice sorriu quando notou o desespero do outro quanto à aposta. – e mais, também tem que deixá-lo louco de bêbado. Se eu conseguir, é essa minha recompensa. Ah, eu aceito algumas notas também. – Estendeu a mão para ele, que receosamente, apertou-a.

– Temos uma aposta então.

Depois do trato feito, Dice se despediu de Ramuda e de Hifumi, indo até sua casa. Amemura caminhou até a lixeira jogando um plástico de bala fora, virando-se para a direção do portão da saída, dizendo para si mesmo:

– Eu quero ver fogo no parquinho. 



•                             •                            •



– Eu sou um porre mesmo. – Dice sussurrou para si mesmo, de frente à uma maquininha de refrigerante. 

Ele estava arrependido de ter aceitado aquela maldita aposta, porque sabia muito bem que não teria coragem para fazer tais atos citados por Hifumi. Bebericou um pouquinho do líquido da latinha em suas mãos, ao mesmo tempo fazendo um biquinho manhoso. 

Suspirou, passando a mão direita nos fios longos. Tinha vontade de gritar pro universo inteiro saber sobre o que sentia por Gentaro, mas seria em vão, afinal. 

– Ok, chega Dice, você consegue! – Disse, um pouco mais alto dessa vez, com um olhar esperançoso. 

– Consegue o quê, Dice? – Pronunciou uma voz que Arisugawa conhecia muito bem. 

Lá estava o ser que tirava o sono do apostador, Gentaro Yumeno, mais lindo do que nunca. Dice de início tomou um susto, mas tentou tranquilizar-se. Virou com receio para Yumeno, com um sorriso idiota na face. 

– A-ah, o-oi Gentaro... – falou ele, as bochechas coradas – e-eu apenas estava falando sozinho sobre... sobre... – Havia chegado o momento que Arisugawa temia: quando ficava sem argumento para falar com Gentaro. 

– Apostas? 

– Isso! Exatamente! Apostas!! – E pior que, infelizmente, não estava mentindo. 

– Hm, já esperava por isso. – sorriu – só não termine apenas de cueca em uma lata de lixo, é um saco te tirar dali. 

– Ah... certo! – Concordou o outro. 

– Mas até que é divertido vê-lo apenas de roupa íntima. – soltou com naturalidade, fazendo o rosto de Dice ficar ao mesmo patamar de uma pimenta. – é mentira. 

O azulado prendeu a respiração pela adrenalina em seu corpo. Céus, Yumeno não havia noção do que causava em seu corpo?! Dice tinha certeza que o amigo fazia de propósito, afinal sempre que acabava de contar uma mentira constrangedora, soltava risadinhas divertidas. 

No fim, os dois voltaram para casa juntos, conversando sobre o dia que tiveram e outras coisas mais. Da mente de Dice não saía a aposta, que o deixava extremamente nervoso. Gentaro percebeu sim, mas como sabia dos problemas que o amigo tinha em casa com sua mãe, imaginou que fosse isso e resolveu não incomodar. 

Se despediram, e Dice foi para sua casa com a cabeça à milhão. 



•                                 •                            •



Os dias se passavam, e Dice não tomava iniciativa alguma. Ramuda junto de Jakurai, outro amigo confiável e namorado de Amemura, tentavam o incentivar, mas nada dava certo. Até que para a infelicidade do azulado, sexta feira havia chegado e seu prazo estava acabando, e Arisugawa já estava perdendo as esperanças. 

– Vaaamos, Dice! – incentivou o de cabelos rosa – você consegue! 

Estavam em uma aula vaga, e Dice pensava seriamente se convidava Yumeno para sair e finalmente se declarar ou não. Como consequência pelo nervosismo, ele suava e tremia de um jeito anormal. 

– E-eu não consigo – apoiou os cotovelos na mesa, também tampando o rosto com ambas as mãos – é melhor desistir de uma vez. Eu não queria dar esse gostinho de vitória para o Hifumi, mas acho que não vai ter jeito... – Por fim, deitou a cabeça na mesa, escondendo sua face. 

Ramuda inflou as bochechas em sinal de pirraça. Até que em sua mente nada inocente brotou uma ideia. Como Dice não estava vendo, caminhou até a mesa onde estava Gentaro e lhe chamou de forma escandalosa, obviamente para chamar a atenção de Arisugawa. 

– GENTARO~ 

No mesmo momento Dice ergueu sua cabeça, com um olhar de puro pavor. Direcionou o olhar até o pequeno ser, o mesmo estava com uma expressão perversa. O de fios azuis balançava a cabeça freneticamente em sinal de "não", mas era claro que Ramuda não o daria ouvidos. 

Yumeno, que lia um livro e tinha uma face serena, levou o olhar até o amigo estabanado, suspirando cansado. 

– Sim? 

– O Dice quer falar uma coisa para você! – E apontou para o mesmo, que estava do outro lado da sala. 

O de olhos verdes olhou para Dice, que havia um sorriso nervoso no rosto, e coçava a nuca também por estar sem jeito. Abriu um sorriso; provavelmente sabia sobre o quê o amigo queria falar. 

Arisugawa, com as pernas magrelas trêmulas, foi até o encontro do outro, respirando fundo. 

– A-ah... Uhm... Bem... 

Olhou para trás e encontrou Ramuda junto dos irmãos Yamada, que lhe faziam sinais positivos com a mão de forma animada, o que causou certa calma para ele. Mas, o que acabou com sua tranquilidade, foi a cena de Saburo sinalizando com as mãos uma cena de sexo. O sorriso presente no rosto do mais novo era maquiavélico. 

– Dice, está tudo bem? – Perguntou "inocentemente" Yumeno. 

Ele suava frio, as mãos no bolso do casaco completamente geladas se remexiam em confusão. 

– S-sim, e-está tudo ótimo, é só que... – olhou por cima do ombro para Ramuda, que sorria alegremente lhe dando coragem – humm... Eu queria, t-te perguntar algo. 

– E o que seria? 

– Ahh... Você... não queria... hum... sei lá... – baixou o olhar para os próprios pés pela vergonha – s-sair... comigo...? – A última parte dita foi praticamente um sussurro, Dice passava da coloração vermelha. 

Ao fundo havia o pequeno grupo que comemorava, eram dignos de serem comparados a malucos que fugiram de um hospício. Pobre Ichiro, estava sendo balançado por Amemura que havia grudado em suas costas e dava pequenos gritinhos de felicidade. Já o moreno, tentava se livrar do mata-leão indireto que recebia. 

Voltando para o casal, o azulado prendia a respiração fortemente pelo nervosismo e vergonha. Gentaro, olhava para o amigo com as bochechas coradas e os olhos verdes arregalados, piscando algumas vezes pela surpresa. Pensou por alguns segundos, levando a mão direita ao queixo. Sorriu e ergueu o olhar para Arisugawa. 

– Claro, por quê não? – Disse, com um sorriso radiante na face. 

Nesta hora, Dice soltou o ar preso em seus pulmões pela boca com um enorme sorriso também, respirava fundo para tentar se acalmar. 

– E-então, pode ser hoje, n-na minha casa? Podemos planejar outra coisa se quiser. – Soltou tentando conter a felicidade. 

– Vemos na hora. – Respondeu Yumeno. 

– C-certo, combinado então. – Terminou com um doce e gentil sorriso. 

Na mesma hora, o sinal tocou e os alunos foram até o pátio, loucos pelo recreio. O de olhos verdes saiu, e sobrou apenas o grupo encorajador e o tão apaixonado rapaz. Quando se certificaram que não havia ninguém por perto, gritaram, pularam, xingaram, fizeram de tudo possível. Dice quase chorou de alegria, e Ramuda o incentivava a continuar ainda mais nessa aposta, que antes parecia um horrível pesadelo, mas agora era visto como um sonho realizado. 

– Gente, eu acho que me deu dor de barriga... – Proferiu Dice apertando a recente dita com os braços. 

– Foi a ansiedade, vai no banheiro que passa. – Aconselhou o Yamada mais velho, dando tapinhas nas costas do amigo. 

Um silêncio se instalou no local, e de repente um barulho estranho acompanhado de um fedor indescritível. 

– DICE SEU PODRE! – Exclamou Ichiro. 

– Eu acho que caguei... 



•                              •                             •



– Certo... – Ramuda deu uma última olhada no rapaz em sua frente e analisou – tomou banho direito? 

– Sim! 

– Lavou essa bunda direito? 

– Sim!! 

–Passou perfume? 

– Sim! 

– Desodorante? 

– Sim! 

– Escovou os dentes? 

– Sim! 

O rosado estreitou os olhos desconfiado, a mão direita no queixo pensando acompanhado de um biquinho nos lábios. Sorriu; é, ele estava pronto. 

– Ah, espera! – correu para outro quarto e trouxe uma camisa branca – vista isso! 

– Pra quê?! – Arisugawa cruzou os braços em frente ao peito nu. 

– Amigo meu não anda sem estilo. Anda, levanta os braços. 

Vestiu nele uma camisa com gola em formato de V, junto de uma calça jeans rasgada. Ao lado da porta do quarto do menor havia um par de tênis básico da cor preta. Amemura deu uma última arrumada nos fios azuis de Dice, que aguentava pacientemente os caprichos do pequeno. 

– Agora sim, tudo prontinho! – Disse ele animado.

Dice sorriu doce. Ele estava animado para o que aconteceria em breve, mas também tinha medo dos resultados que suas ações iriam dar. Respirou fundo, ergueu-se da cama e calçou os sapatos, pronto para encontrar Gentaro. 

– Espera, só mais uma coisinha. – disse Ramuda que correu até a gaveta da cômoda e lhe trouxe três pacotinhos coloridos – prontinho! 

– Ramuda, pra quê vou precisar diss- – observando melhor, viu que eram preservativos, e seu rosto atingiu uma coloração vermelho fogo – DEUS DO CÉU, RAMUDA. 

– É sempre bom se previnir. – sorriu ele – agora vai, senão vai se atrasar. – Completou fazendo um sinal de "xô" com as mãozinhas. 

O azulado caminhou até a porta com um receio enorme, o medo lhe causava isso. Respirando fundo, saiu, indo até sua casa com agora, uma determinação mais do que inabalável. 

– Boa sorte~! – Gritou ao fundo Amemura. 

Dice apenas não sabia qual desculpa iria inventar à sua mãe sobre estar todo arrumado do nada. 



•                                  •                            •



– Oi Gen, como foi seu dia?... Não, assim não está bom. 

Dice, que faltava infartar de ansiedade, treinava como começar um assunto de frente ao espelho. Achava isso ridículo, mas era por um bom motivo. Por sorte, conseguiu entrar em casa sem que Otome percebesse - na verdade, ela estava fora, era o azulado que estava criando paranóia e não havia percebido isso. - e agora estava trancado no quarto treinando como um bobo. 

Já eram 17:37 da tarde, e nenhum sinal de Gentaro. Arisugawa estava com medo de que o amigo tivesse mentido sobre o encontro, e o pensamento lhe fez, sinceramente, querer nunca mais sair de dentro de suas cobertas e chorar até desidratar. Mas, para sua felicidade - ou não - a campainha tocou, e junto do som estridente, um sorriso nervoso no rosto do rapaz. 

– E-eu já vou! – Gritou. 

Olhou uma últma vez no espelho para ver se estava tudo bem. Ajeitou os cabelos, o famoso tererê, tirou o amasso da camisa com as mãos e pegou uma balinha de menta que havia em sua estante. Antes de correr até a porta, escondeu os preservativos na gaveta da cômoda, e respirando fundo, foi atender. 

Abriu a porta e se deparou com Gentaro, um deus grego aos olhos do azulado. Estava usando uma camisa branca comum, com pequenas estrelas peculiares bordadas no lado esquerdo do peito, junto de uma legging preta. Parecia ser besteira, mas Dice jurou ver brilho labial na boca do outro, que sorria de modo simpático. 

– Dice, feche essa boca. – Disse contendo o riso enquanto apontava para a citada por ele. Com o rosto completamente corado, Arisugawa se tocou o tempo que manteve a boca aberta e a fechou assim que foi avisado. 

– E-entre. – Chamou ele. 

Yumeno assim fez. Entrou de modo educado, e como já eram amigos há muito tempo, não precisava da permissão de Dice para se acomodar no sofá ou na poltrona da sala. Enquanto o outro rapaz, controlava-se mentalmente, pois a calça que Gentaro usava, marcava muito as nádegas dele, e apenas de olhar, Dice queria gritar e, nem que fosse mínimo, queria dar um tapinha. 

– Sua mãe não está em casa? – Perguntou ele. 

– Ah, eu acho que não. Não tive tempo de conferir. – Respondeu coçando a nuca nervoso. 

– O quê? 

– Quê? 

Riram, por mais que da parte do de cabelos azuis fosse de nervosismo. 

– V-você tem alguma ideia de lugar onde queria ir? E-eu não tenho nada planejado, eu só... – desviou o olhar do dele – q-queria sua companhia. 

Gentaro piscou diversas vezes surpreso. Suas bochechas ganharam um tom vermelho, e por mais que não parecesse, estava muito feliz. 

– Hmm, vejamos... – pousou a mão direita no queixo – que tal um fliperama? Ou se preferir apenas um filme. 

– P-pra mim o fliperama tá ótimo! – Respondeu animado. 

– Certo, então vamos? 

– S-sim, eu só vou pegar minha carteira. – E assim foi ele, correndo pelas escadas até seu quarto. 

Pegou o objeto em seu armário, mas não havia nenhum tostão ali. Entristeceu-se de início, mas lembrou da quantidade de dinheiro que viu Otome pegar uma vez e um sorriso sacana brotou em sua face. 

"Me desculpe mãe, mas é por uma boa causa!"

Foi até o quarto da mais velha, tudo perfeitamente arrumado. Buscou na memória onde viu ela guardando o dinheiro, e foi até a gaveta do lado da cama. Então ali achou sua mina de ouro. Várias notas de quantia alta; os olhos violeta dele brilharam com a possibilidade de poder gastar tudo aquilo com apostas, mas afastou isso rapidamente, antes que se descontrolasse.

"Se acalme, você só vai pegar dinheiro necessário para sair, não se empolgue!"

Pegou uma boa quantia, e desceu até a sala. 

– Ela provavelmente vai me matar depois, mas pelo menos vou ter o amor da minha vida do meu lado. – Sussurrou para si mesmo, com um sorriso idiota no rosto. 

– Disse alguma coisa? – Perguntou Gentaro, que o esperava no pé da escada. 

– NADA! 

Yumeno riu da reação do amigo, que ainda envergonhado, riu junto dele, que sentia um grande calor confortável no peito. 

E assim eles saíram para o fliperama mais próximo. Jogaram dos jogos mais fáceis aos mais complicados, sempre trocando xingamentos "amigáveis" e boas gargalhadas juntos, e isso para Dice era a coisa mais valiosa de sua vida. Trocaram também bichinhos de pelúcia de máquinas do local; um lagartinho azul para Dice e uma coruja verde para Gentaro. Durante a troca, sorrisos e rostos corados. 

Ficaram brincando no fliperama como duas crianças quando visitam um parquinho pela primeira vez, e assim foi até 22:00 da noite. Eles não se importavam com isso, na verdade, eles apenas queriam aproveitar os momentos e a companhia um do outro. Para Dice, não existia nada no mundo que o fizesse mais feliz. 

Depois de mais uns 20 minutos se divertindo, saíram para lanchar em um fast food qualquer. Depois de pedirem o lanche e pegarem assentos, Arisugawa criava coragem para contar seus sentimentos ao amigo. 

– Hum, Gentaro, eu queria te dizer uma cois-

– É nossa senha. – pronunciou o outro, interrompendo o parceiro – eu vou pegá-los. 

"AAAAAAAH!" Gritou internamente, enquanto bagunçava os fios azuis. Ele estava prestes a se declarar e Gentaro o interrompia desse jeito?! Quantas vezes treinou em sua cabeça para isso e depois simplesmente ser ignorado?! 

"Ok, é agora ou nunca! Você consegue!!"

Gentaro voltou com os lanches, e começaram a comer em silêncio total. Dice olhava para o nada, pensando em como lhe contar agora. 

– Ei, Dice – Chamou o outro. 

– Ah, o que foi? – Respondeu tentando disfarçar o susto. 

– Você ia me dizer algo antes de eu pegar os lanches, o que era? 

Arisugawa travou com um sorriso besta no rosto, com as bochechas cheias pela comida. Olhou para o lado pensando na resposta, e então:

– É que... – engoliu, e limpou a garganta para falar – eu não sei como te explicar, na verdade. 

– Dice – Gentaro o olhou de jeito gentil, pousando a mão livre na mão do outro – pode me contar, sou seu melhor amigo. 

Arisugawa suspirou apaixonado. Ele olhava diretamente para os olhos de Yumeno, que também mantinha o olhar fixo ao do azulado. Um carinho acolhedor do polegar na mão de Dice era recebido de Gentaro, que sorria. 

– Ok, eu vou lhe contar. – respirou fundo por longos segundos, e começou a falar. – sabe, já tem algum tempo que... eu venho guardando isso só para mim, e bem, eu já estou cansado disso. 

– Ok, continue. 

– Eu... – desviou o olhar pela vergonha, junto de um leve aperto na mão do outro – eu não lhe vejo como amigo. 

– O quê?

– Gentaro, eu... – nessa hora, Arisugawa fitou diretamente o parceiro, por mais que a vergonha ainda tomasse boa parte de si – eu te amo. 

Gentaro continuava o olhando, mas dessa vez de forma um tanto "assustada". O rosto branco agora se encontrava em um vermelho vinho, e de repente tinha ficado difícil de respirar. Yumeno, pela primeira vez, não sabia o que dizer. 

– Gen, eu entendo se não sente o mesmo, eu só queria lhe contar porquê já fazem anos, e eu também não aguento a maldita pressão psicológica. E se não sente o mesmo, por favor não invente mentiras dizendo o contrário, eu te amo e não quero ter mais ilusões como ess-

– Cale a boca. 

– O-o quê?! 

– Dice... – Yumeno fitou o chão com uma aura negra – COMO VOCÊ SE ATREVE?!?! 

– Hum... Hã? 

– COMO SE ATREVE A DIZER "eu te amo" PRIMEIRO??! 

Dice engasgou. Não estava entendendo nada do que ele dizia, e seu nervosismo aumentava ainda mais por isso. 

– G-Gen, eu não tô entendo... 

– EU QUE IRIA DIZER QUE TE AMAVA PRIMEIRO!! – Exclamou, com rosto completamente vermelho. 

Os dois se mantiveram em silêncio. Um estava aos nervos por ter sua declaração arruinada, e bem, o outro estava deveras espantado pela resposta que recebeu. Então, de repente, uma gargalhada. Longa, alta, estridente e extremamente gostosa. Gotículas de água se formavam no canto dos olhos do azulado, que apertava a própria barriga pela dor que a risada lhe causava. 

Se acalmou, e retomou sua atenção a Gentaro. 

– Está falando sério? – Perguntou com um sorrisinho. 

– Eu não mentiria sobre isso. – Respondeu ele, escondendo a vermelhidão com uma das mãos. 

Dice sorriu, sorriu muito. Queria subir encima daquela mesinha de madeira e o abraçar e beijar até o último segundo. Mas como essa opção era inviável, optou por só juntar ambas as mãos às dele e fazer carinho, junto de beijinhos quentes pelas costas da mão do amado, que retribuia com sorrisos bobos. 

– Eu te amo, Gentaro Yumeno. 



•                                 •                           •



Chegaram à residência do de fios azuis de mãos dadas, aproveitando o quentinho que o afeto lhes proporcionava. Gentaro iria dormir ali naquela noite, e isso fez a alegria de Dice aumentar mais ainda. Ao entrarem, sorriram de forma boba e envergonhada. Afinal, a sensação de descobrirem que o sentimento de ambos era mútuo era nova, além também de não saberem como agir quanto à isso. 

– Então... o que fazemos agora? – Perguntou de  modo inocente o de cabelos castanho claro. 

– Bom, eu  acho que... – Dice inclinou-se para ficar perto do rosto do outro, com um mínimo sorriso – podemos começar com um beijo, o que acha? 

– Hm, acho uma ótima ideia. – Sorriu, alternando os olhos entre a boca do amado e os olhos dele.

*Dice entrelaçou suas mãos na cintura de Gentaro, e o moreno pousou delicadamente seus braços em torno do pescoço do azulado. Gen virou o rosto um tanto envergonhado, e Arisugawa riu apaixonado. Tirou uma das mãos da cintura do estudante e a levou para o queixo dele acariciando levemente, o que fez com que seus olhares se cruzassem e tivessem uma coloração cor vinho em seus rostos. Assim finalmente deram um fim a toda enrolação e tomaram os lábios um do outro, cheio de amor.

As carícias eram lentas, mas cheias do mais puro carinho. Aproveitaram daquele momento devagar, do jeitinho deles, apreciando cada segundo. Ora paravam por breves segundos para tomar fôlego, outrora apenas davam bitoquinhas junto de sorrisos e risadas fofas. O quentinho das bocas de ambos era confortável, um leve gostinho de suco de laranja junto de açúcar. O mundo parecia ter parado naquele momento, apenas duas pessoas apaixonadas existentes no mesmo. 

Quando finalmente cessaram, se entreolharam envergonhados mas ao mesmo tempo felizes; haviam feito o que desejavam há muito tempo, afinal.

– Dice – Gentaro cortou o silêncio, fazendo com que dito cujo o olhasse – como pretende contar à sua mãe?

Ele ficou pensativo. Essa parte da aposta ele havia esquecido. "Como raios eu vou contar isso pra ela?" 

– Sabe, Gen... – continuou – eu não ligo para isso agora. Penso nisso outra hora – lhe deu um selinho antes de terminar – o que me interessa agora está na minha frente. – Sorriu. 

Yumeno corou, e o de orbes violeta riu da reação. Se beijaram mais uma vez, de modo mais bagunçado dessa vez.

– D-dice... – pronunciou, tentando separar seus lábios dos do dele – eu acho melhor irmos para seu quarto.

Arisugawa corou, corou muito. Não esperava isso vindo dele, e em resposta ouviu a gostosa gargalhada do rapaz.

– O que foi? Prefere continuar me beijando no pé da escada? – Perguntou ainda contendo o resto de seus risos.

– Idiota... – Respondeu ele, escondendo o rosto quente na curvatura do pescoço de Gentaro, que também teve a face corada devido à ação do outro.

Subiram para o quarto, e lá continuaram seus momentos íntimos. Os beijos não eram mais tão "delicados" como eram no andar de baixo; agora era de um modo um tanto desesperado. Desejavam um ao outro fazia um bom tempo, e ter finalmente a oportunidade de fazê-lo real era bom demais, e devido à isso, a ansiedade pelo contato era muito grande. Mãos bobas aqui, beijinhos ousados ali, era inevitável este tipo de coisa no momento atual.

Infelizmente o momento foi interrompido por um barulho vindo de longe, isso fez com que Yumeno arregalasse os olhos e escutasse atentamente se isso se repetiria de novo.

– O que houve? – Perguntou confuso o azulado.

– Não ouviu? Alguma coisa aconteceu lá embaixo. – Respondeu, tentando levantar da cama para conferir o que era, mas Dice o impediu.

– Não foi nada demais. Agora deita de novo. – Disse ele, com um sorrisinho malicioso no rosto.

E voltaram ao que estavam fazendo antes. Agora as camisas de ambos estavam estiradas no chão, e a temperatura no quarto havia subido. Mãos bobas agora eram trocadas constantemente, e era possível ouvir ruídos e baixos gemidos vindos de ambos.

O momentos foi interrompido pelo estrondo que a porta fez quando foi aberta de modo exageradamente bruto, um gritinho foi emitido de Dice, que teve na hora seu "mini Dice" amolecido. Olhou para trás e encontrou o que temia.

– Dice, que porra, é essa? – Exclamou a mulher, que mantinha os olhos na cena à sua frente.

– M-mãe eu-

– Na sala, agora. – E saiu, batendo a porta atrás de si.

O casal se entreolhou. Dice estava assustado, isso era verdade. Mas a mão quentinha do amado quando tocou sua face tranquilizou-o um pouco.

– Uma hora ou outra isso iria acontecer. Vamos fazer isso juntos, ok? – Confortou de modo gentil.

– Ok. – Respirou fundo e se ergueu da cama, dando espaço para o rapaz abaixo de si também.

Vestiram as camisas novamente e desceram para a sala, e lá esperava a mulher de cabelos azuis longos. As pernas e braços cruzados e um semblante que assustaria facilmente o ser mais corajoso existente. Dice apertou se leve a mão do "namorado", que fez carinho na mesma para tentar o acalmar.

– Sentem-se. – Mandou ela.

Obedeceram, o medo era evidente no corpo dos dois.

– Me explique essa pouca vergonha.

– Fala sério, mãe. – revirou os olhos – vai dizer que nunca soube que eu era gay?

– Eu suspeitava, mas tentava evitar essa hipótese. – Respondeu seca.

– Pelo amor de Deus...

Continuaram a discutir, e Gentaro, coitado, só assistia tudo calado, afinal eram problemas de família, e por mais que tecnicamente Otome era sua sogra agora, preferia não se meter na briga. 

Enfim, no final da troca de farpas, Otome terminou bebendo um chá de camomila para se acalmar; e Dice estava sendo confortado por Yumeno. 

– Vão escovar os dentes e dormir, já está tarde. – Pronunciou ela da cozinha. 

Obedeceram, e subiram novamente as escadas em direção ao banheiro. 

– E eu não quero ouvir gemido de ninguém nessa noite! – Gritou. 

– Fala sério, mãe! – Gritou de volta o azulado. 

– Ah, esqueci os sapatos. – Disse baixinho o moreno, voltando rapidamente para o andar de baixo. 

Encontrou no meio do caminho Tohoten, que lhe olhava dos pés à cabeça com um certo desprezo. Gentaro engoliu seco, visivelmente incomodado. 

– Garoto. 

– S-sim? 

E de repente, um abraço. Yumeno no começo estava espantado, nunca que iria imaginar isso vindo dela. 

– Cuide bem do meu filho, tá bom? – Disse, junto de um carinho nos fios curtos. 

– Pode deixar, eu cuido. – Sorriu, e retribuiu o abraço. 

– Pode chamá-lo para mim? 

– Claro. 

Foi atrás dele, e o achou no banheiro saindo de um banho rápido; estava usando apenas um blusão verde e cueca. A visão fez as bochechas de Gentaro corarem. 

– Dice. – Chamou carinhoso. 

– O que foi? 

– Tenta conversar com sua mãe de novo. Ela vai entender. – Aconselhou junto de um abraço por trás. 

– Não Gen, ela não vai. – respondeu-o com a escova de dentes na boca – ela foi sempre assim, não é agora que vai mudar alguma coisa. – Suspirou. 

Dice estava chateado, mas era claro que ele não queria demonstrar - e nem admitir - isso. 

– Por favor. – beijou a nuca dele com carinho – por mim. 

– O que eu não faço por você, hm? – Respondeu cedendo à chantagem, um sorriso bobo na face. 

Deixou o parceiro no banheiro para o deixar fazer sua higiene pessoal e foi ao encontro de Otome, que lhe esperava ao pé da escada.

– O que você quer? – Foi direto ao assunto de jeito seco.

Ela não respondeu, só sorriu e abriu os braços. Dice ergueu uma das sombrancelhas confuso.

– Pfft, o que é isso?

– Eu fui rude, Dice. Não fui uma boa mãe, não lhe apoiei quando precisou e ignorei seus sentimentos por muitos anos – disse melancólica – eu peço desculpas.

Surpreso era pouco para descrever como ele se sentia naquele momento. Otome, sua mãe, lhe pedindo desculpas?! Deveria estar sonhando, só podia ser isso.

– Eu me arrependo das brigas bobas que tivemos, eu deveria ter sido mais compreensiva e ter te orientado do jeito cer-

Foi cortada pelo abraço do rapaz, que afundou o rosto no peito da mulher. Podia sentir sua blusa ficar molhada com o passar dos segundos; é, ele estava chorando. Um carinho que ele sentiu falta foi recebido. Quentinho, reconfortante e nostálgico.

– Saiba que eu lhe apoio em seu relacionamento. É que sabe, não é todo dia que se encontra o próprio filho prestes a transar, e isso me subiu o sangue de alguma forma. – Riu.

– Me desculpe também por ser grosso. – Disse ele com a voz abafada.

Quando se afastaram Otome o ajudou a se acalmar, lhe entregando uma água e continuando o carinho. Depositou um beijinho na testa do filho e o desejou boa noite, e assim Dice foi até o quarto, com o coração bem mais leve.

No final, eles trocaram mais beijinhos e dormiram de conchinha pelo resto da noite. 




•                                •                         • 



Era segunda feira, e bem, Dice não poderia estar mais feliz. Foi para o Colégio de mãos dadas com Gentaro, que apreciava os momentos. 

Chegando lá, a primeira coisa que fez foi procurar os amigos, e primeiramente encontrou Rio junto de Jyuto e Samatoki, e foi perguntar onde estava o loiro odonto. 

– Acho que ele está na sala de teatro. – Respondeu o ruivo. 

– Ok, muito obrigado! – E correu até lá com Yumeno junto de si. 

– Ele conseguiu? – Perguntaram Jyuto e Samatoki ao mesmo tempo. 

– Aparentemente sim. – Sorriu ele. 

Arisugawa havia contado da aposta para Gen, que ficou um pouco bravo, mas compreendeu um tempo depois. E agora queria ver a cara de Hifumi ao ver os dois agora juntos. 

Chegaram à sala de teatro, e encontraram o loiro junto de Ramuda, Jakurai e Doppo. O pequeno de cabelos rosa os avistaram primeiro, e um grande sorriso surgiu na face do menor. Izanami estava de frente a Ramuda, então viu a expressão que ele fazia e não entendeu de início, mas quando virou e encontrou a dupla, seu sangue gelou e seu cu trancou. 

– Eu tô fudido... 

– EU QUERO MEU DINHEIRO! – gritou o azulado já subindo no grande palco. – ESTÁ VENDO?!?! ESTAMOS NAMORANDO! E AGORA, CADÊ SUA DIGNIDADE?!?!?! 

Gentaro suspirou, rindo do escândalo que o namorado fazia. Não conseguia ficar bravo. Ele o amava, afinal. 

– Devemos sair? – Sussurrou Jinguji para o namorado, que assistia a prévia da discussão. 

– Hmm... Não. – Sorriu ele. 

E no final, Hifumi acabou com a carteira vazia e um futuro cruel de fazer Doppo beber o aguardava. Mas talvez, àquela aposta não tivesse sido tão ruim assim. 


Notas Finais


E foi isso!

Depois de muito tempo (muito tempo mesmo) escrevendo, finalmente acabei essa one

Eu tô orgulhosa de mim mesma por isso, eu nunca imaginei ultrapassar das duas mil palavras 🤧

Eu sinceramente não gostei muito do final, mas foi o que deu pra fazer :')

É isso, obrigado pra quem leu até aqui ^^


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