História Falcão - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Danzou Shimura, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Kakashi Hatake, Kizashi Haruno, Mei, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Naruhina, Sasusaku
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Palavras 2.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, como eu disse no prólogo, cá estou eu dia 6 para postar o primeiro capítulo de Falcão. Quero dizer que a personalidade da Sakura está bem diferente de AC, mas talvez nesse primeiro capítulo vocês não consigam ver essa diferença, mas garanto que nos demais, sim.

Bem, no prólogo os bebês que foram trocados é a Sakura e o Gaara, acho que isso ficou claro para todos, certo? Se não, agora ficou.

Acho que não tenho mais nada para dizer. Enfim, boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo I


Falcão

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Capítulo I

Ark, 1500 – Capital

— Minha senhora, seu irmão acaba de ser coroado como o novo rei de Ark. — Sakura observa o reflexo da jovem serva pela janela, sua expressão não se altera e a menina teme que tenha dito algo errado. — Perdoe-me, minha senhora, achei que deveria saber.

— Sim. — murmura. Desviando o olhar para o céu escuro, os olhos verdes parecem brilhar na penumbra do aposento. — Ele logo irá me ver, tenho certeza. Gaara irá me tirar da prisão onde fui colocada, por todo esse tempo eu rezei para que Kizashi morresse... para que eu pudesse ser livre. — sorriu. Aquela era a primeira vez em que a pobre jovem via a feiticeira do rei sorrir, ela era ainda mais bela exibindo-o.

No entanto, para a surpresa de Sakura, Gaara nunca veio vê-la.

— Vossa graça, a criança da rainha nasceu morta. — com a mão apoiada na testa, Gaara não olhou para a velha Chiyo, e continuou sentado na cadeira sem mover nenhum músculo.

— Como está Ino?

— Ela está bem, vossa majestade. A rainha é uma mulher forte e em breve conceberá outra criança. — assegurou-o. — Ela é jovem e saudável, apenas precisará repousar por algum tempo. — a mulher respondeu. O rei apenas concordou e a mandou sair, atirando a taça de vinho que outrora tomava na parede. Pela a porta que Chiyo havia saído, a jovem Karin entrava, pronta para consolar o irmão.

— Vossa majestade, não se preocupe, logo terá a sua esperada criança em seus braços. Um menino. — a mão delicada pousou sobre o ombro do irmão, acariciando o local com ternura, enquanto um sorriso de compreensão surgia nos lábios finos.

— Eu sei que Ino é uma mulher jovem, Karin, que em breve ela estará grávida novamente. Mas isso está me destruindo! — ele olhou a irmã. — Os conselheiros estão a ponto de destroná-la e eu não poderei governar este reino sem ela ao meu lado, não entende? — os olhos verdes demonstram um cansaço profundo, e Gaara nem ao menos parecia o glorioso jovem rei que tomará o trono a cinco anos. — E este é o menor dos meus problemas.

— Sinto muito. — ela murmura afetada.

— Meu reinado está se desmanchando na minha frente e eu não posso fazer nada. — o rei ri nervoso. — O meu povo me chama de rei fraco pelas minhas costas, e meus conselheiros acham minhas decisões tolas. Devo dizer o que os lordes acham sobre mim? — os olhos da jovem se arregalam e ela acena negativamente. Assustada com a explosão de Gaara.

— Perdoe-me por incomodá-lo, vossa majestade, eu irei me retirar. — Karin faz uma breve reverência antes de deixá-lo sozinho, voltando para seu quarto onde a mãe a esperava. Mei continuava sentada na cama, onde havia a deixado. — Minha mãe, o que podemos fazer para ajudar Gaara? — a pergunta inocente escapa dos lábios da jovem.

— O rei está colhendo o que plantou mantendo a feiticeira neste castelo, Karin. Ela ao menos merece ter seu nome citado, mas Sakura irá destruir o reinado de seu irmão. Sua presença é maligna. — a voz adocicada de Mei preenche os ouvidos da mais nova, Karin era ingênua, uma pobre peça de um jogo.

— Por que minha irmã é considerada uma feiticeira?

— Não se refira a ela como sua irmã. — repreende. — Ela não o é. Sua mãe imunda pecou ao fazer um pacto com a feiticeira, uma mulher considerada infértil não pode conceber uma criança da noite para o dia. Sakura é fruto de feitiçaria e sua aparência abominável apenas confirma isso. — alisou os longos fios escarlates da filha mais nova. — Se Gaara não consegue governar Ark, seu irmão Sasori o fará. — sussurrou por fim. — Sasori levará os Terumis ao topo. — a ingênua Karin concordou, afastando a ganância de seu clã de seu coração.

*

Pela primeira vez desde que Gaara assumirá o trono de Ark ele viria vê-la. As servas estavam agitadas por toda a manhã com a possível visita do rei, e banharam-na e vestiram-na como a princesa que deveria ser. Trançando os longos fios róseos e cobrindo-a de joias preciosas, estas que pertenceram a sua mãe, a primeira concubina do rei Kizashi Haruno.

Por fim, ela esperava ainda em seus aposentos o momento em que seu irmão passaria pela porta e a livraria de suas correntes, libertando-a de seu algoz. Contudo, com o passar das horas, a apreensão de Sakura se tornava maior e isso pareceu despertar a única serva que permanecia no aposento.

— Minha senhora, não se preocupe, o rei logo virá.

— Isso não acalma o meu coração. — murmurou, apertando a corrente que adornava-lhe o pescoço. — Tem algo de errado, Gaara nunca me procurou Temari, ele assumiu o trono de Ark há cinco anos. — olhou-a apreensiva. E quando a porta fora aberta os medos de Sakura pareceram se tornar realidade, ao não ver o rosto gentil de Gaara, e sim, a cicatriz horrenda de Danzo.

— Acompanhe-me, feiticeira. — sua voz soou baixa, ameaçadora. — O rei deseja vê-la agora.

Sakura o seguiu em silencio, lutando contra o olhar dos homens da guarda que os acompanhavam e a face inescrupulosa de seu comandante. Os corredores do primeiro castelo de Ark, construído por seus ancestrais Harunos, pareceram maiores do que se lembrava e bem mais escuros. Não sabia se isso se devia ao tempo em que permanecia trancada, no entanto, passou a não saber as estações ou os dias.

Ao chegarem enfim em um lugar que achava que era seu destino, a Haruno se surpreendeu ao notar ser a sala do trono. Gaara teria se tornado tão cruel ao ponto de fazê-la passar por aquela humilhação? No fim, ambos eram filhos do mesmo homem, mas não compartilhavam a mesma mãe e ele nunca iria amá-la como ela o amava. Como irmãos de verdade.

— Entre, feiticeira. — Danzo ordenou, apertando-lhe o braço.

As portas do salão se abriram para que Sakura as atravessasse, essas traziam esculpidas na madeira escura os feitos daqueles que governavam Ark antes de seu pai e irmão. Contavam para o vazio as guerras travadas pelos homens valentes que defendiam aquelas terras a gerações. Já o salão do trono continuava da mesma forma que se lembrava, cheio de lamurias dos que já não mais andavam sob essa terra e almas de reis bravos.

— Você será julgada, feiticeira. — Gaara anunciou e pela primeira vez Sakura o viu sentado no lugar que pertenceu a Kizashi. Lembrou-se de como amava sentar-se nos pés do pai e ouvir suas histórias sobre guerras e feitos de seu clã. No entanto, lembrou-se também da última vez em que esteve ajoelhada aos seus pés implorando para que sua mãe vivesse.

Ainda podia ouvir seus gritos e murmúrios, mas os olhos azuis de seu pai estavam irredutíveis. Kizashi Haruno era conhecido como O Impetuoso e até o fim de sua vida, ele havia sido nomeado como tal.

— Por que me julgas, irmão? O que te fiz? Além de rezar pelo seu bem-estar e o de sua rainha. — sua voz saiu em alto e bom som, surpreendendo os conselheiros e lordes ali presentes. Entretanto, aquela atitude não era bem vista associada a Sakura.

— Seus crimes contra a rainha. — Gaara a olhou com nojo, e Ino ao seu lado, estava abatida como jamais esteve. Vestida em um longo vestido negro, fazendo contraste com sua pele branca e longos cabelos loiros. O clã Yamanaka era conhecido por suas belas mulheres de pele clara, olhos azuis e rosto delicado. Ino era a única filha mulher do lorde Inoichi e há muito tempo sua mão havia sido dada a Gaara.

— O que lhe fiz, vossa alteza? — os olhos verdes da Haruno miraram-na sem nenhuma emoção.

— Não se dirija a minha rainha sem a minha permissão! — gritou enfurecido. — No fim, todos tinham razão quando disseram que eu não deveria mantê-la aqui! Você foi a ruína de Kizashi e não será a minha Sakura. Não vou permitir que me destrua, maldita feiticeira. — as últimas palavras foram ditas com ódio e Sakura o temeu pela primeira vez.

— Eu faria qualquer coisa por você, meu irmão. E não posso permitir que se afunde nesse ódio.

— Eu a sentencio a morte! — os olhos claros de Gaara brilham de ódio. — Para você eu só desejo a morte, feiticeira! — Sakura o olhou com espanto, enquanto era agarrada pelos homens de Danzo e levada para longe. Ela ainda podia ver nos olhos de cada homem e mulher ali presente o repúdio que sentiam em vê-la. Se a temiam como a aberração do rei, assim ela seria até o fim de sua vida.

— Eu o amaldiçoo! A você, sua Rainha e seus descendentes. — ela grita. — Ark estará condenado a morte assim como me condena, irmão. Sua rainha não lhe dará um filho não por mim, mas por você, pela sua fraqueza. E este reino perecerá enquanto for você a governá-lo! — Sakura se cala, ela chora e se deixa ser levada até sua sentença.

*

— Seu reinado será próspero, meu rei. As palavras da feiticeira não irão abalá-lo. — Mei o olha, enquanto caminha pelo aposento. Gaara continua em silêncio, olhando-a de perto, bebendo um cálice de vinho. — Meu senhor não matou Kizashi em vão, o matou para liberar Ark das mãos de sua aberração.

— Não diga nada... — ele se levanta colocando o cálice vazio na mesa. Gaara ainda fervura de raiva, mas a olha com desejo, aproximando-se aos poucos. Mei vira de costas sentindo-o tocar os ombros nus, forçando-os para baixo até ela estar completamente debruçada na mesa.

— Está fazendo o que é certo, será o maior rei que Ark já teve... — ela geme. — O mais poderoso e temido.

*

— A rainha está doente, a morte vive ao seu lado há muito tempo. Ela lhe toca o rosto e o cabelo, acaricia sua barriga enquanto dorme e a mata aos poucos. Por que não contou ao rei? — Sakura diz, sem olhar a anciã nos olhos. Mas ela sabia que Chiyo estava lá, ela sempre estava. — Ino não dará um filho a Ark.

— Você sempre sabe de tudo, nada escapa da sua vista. — a velha sorri. — Por que teme por Ino quando deveria temer sua vida? A rainha sabe que não poderá dar a luz à uma criança viva. Apenas vossa majestade não entendeu isso ainda.

— Ele deve aceitar se quiser governar.

— Sakura. — a rosada sorriu, gostava de ouvir seu nome ser pronunciado sem medo. Se referiam a ela como a feiticeira e aos poucos esquecia que era Sakura. — Ino não é a única que morrerá esta noite. — a jovem virou-se depressa, encontrando no vazio uma pequena adaga de prata. Ela escutou um longo e estridente grito de dor, e soube que a morte abraçava a todos ali.

*

Ino observa os portões do lado norte do castelo com apreensão, a um tempo as servas haviam avisado que deveria se esconder em seus aposentos e que o castelo estava sob ataque. Não sabia ao certo o que acontecia, no entanto, o fogo que devorava o portão Norte e o fedor de carne queimada lhe enojavam.

— Vossa alteza! Se esconda... — a serva pede. As cinzas negras já são capazes de manchar a pele branca da rainha. Porém, Ino ainda observa a grande fogueira estupefata quando a porta do quarto é aberta em um rompante.

— Minha rainha! Venha, o rei pede que fuja. — Inoichi chama pela filha em pânico, a espada suja de sangue chama a atenção da mais nova por alguns instantes. Ao perceber que a filha não fará movimento algum, o lorde da casa Yamanaka a pega pelo braço, arrastando-a corredor a fora.

— Meu pai... o que está acontecendo? — perguntou, tentando sair do estado de torpor que se encontrava. — Onde está o rei? — Inoichi a olhou com pena.

— O rei está morto, querida. E você também será morta se não partir agora, os Terumis serão os novos reis de Ark. A dinastia Haruno chegou ao fim. — o lorde decreta por fim. — Gaara era um rei fraco e deixou-se levar pelos conselheiros e lordes que queriam sua queda. Sinto muito.

— Não, não! Isso não pode acontecer. — Ino chorou. — Ark correrá um grande risco estando nas mãos de Mei e Danzo!

*

Sakura abraçou o próprio corpo na escuridão do calabouço e mesmo sendo errado, pensou em Gaara. Se todos os lordes se rebelaram contra ele, não havia sobrado sequer uma casa ao seu lado. Sua morte era certa, se já não havia acontecido.

— Feiticeira. — ouviu seu nome ser clamado e desviou o olhar para onde a voz fluía. — A grande feiticeira de Kizashi Haruno se parece com uma menina, assustada e inútil. Ele sempre se gabou de suas habilidades obscuras, mas nunca fomos capazes de saber o que fazia. Qual o seu dom, pobre feiticeira?

— Quem é você? — sussurrou.

— Alguém que você não conhece, mas eu a conheço. Isso é o que importa. — pela primeira vez Sakura vê os olhos escarlates brilharem ameaçadores. Sentiu mais medo. — Não acha esse lugar impróprio para a rainha de Ark? Eu irei libertá-la, mas tem que me prometer voltar e tomar o seu lugar, pense nas escolhas que fará e em quem colocará ao seu lado.

A porta da cela se abre e a figura encapuzada se distancia até não existir mais nada. A Haruno levanta aos poucos, sentindo o peso de ser arrastada até ali pelos homens. Em silencio ela caminha para fora do calabouço, ouvindo nada mais que o nada. Os corredores estão vazios como jamais estiveram, e é possível ver o horror do massacre.

Seguindo por corredores mais vazios, a Haruno consegue chegar a um dos pátios do castelo. O portão Norte está próximo, e naquela parte há mais violência do que em qualquer outro lugar. Ela tapa a boca quando vê um homem decapitado, porém, continua a andar se escondendo de qualquer um que aparecesse.

O portão Norte dava acesso direto a cidade Central, onde ela podia se esconder enquanto procurava uma maneira de fugir da capital. Era perigoso permanecer onde Danzo e Mei pudessem encontrá-la, entretanto, não sabia quais lordes haviam sucumbido aos Terumis.

O castelo do Rei pertencia aos Harunos desde quando Ark era apenas um pedaço de terra inútil. Ficava no topo de uma colina e possuía quatro portões para acessá-lo, a cidade crescia a sua volta, cercando-o e impedindo qualquer ataque direto. Sakura conhecia todas as suas fraquezas, porém, nada podia fazer ao atravessar as pontes que levavam a pontos da cidade sem ser morta.

Por isso esperou até que nada fosse ouvido e quando a neblina engoliu a ponte, atravessou-a sem maiores temores. A cidade estava tão mais vazia que os corredores do castelo, contudo, as marcas do massacre estavam impregnadas no chão.Esgueirou-se até os limites da capital, onde ousou olhar para trás pela primeira vez. Na muralha que protegia o castelo do rei do restante das terras estavam penduradas as cabeças de Gaara, Ino, Inoichi e todos aqueles que ousaram desafiar Danzo.


Notas Finais


Bem, vou responder os comentários e até dia 21 de agosto!


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