História Fale agora ou cale-se para sempre - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O
Tags Baeksoo, Exo, Shortfic
Visualizações 90
Palavras 3.804
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaa ^^ Consegui atualizar antes do dia que tinha planejado, amém!!

Primeiramente queria dizer que consegui mudar o nome da fic para o original, gosto muito mais desse nome para essa história do que Speak Now, e, pelo menos ficará igual ao do wattpad.

Eu disse que estava planejando apenas três capítulos para essa história e acho que vou conseguir manter isso o que é um alívio, mas também significa que o próximo capítulo será o último :(

Eu também escrevi uma seulrene antes de escrever esse capítulo, ela é bem curtinha acho que tem apenas umas 700 palavras mais ou menos, MASS eu não curti tanto assim o resultado por isso eu não postei ela aqui no spirit; quem tiver interesse em ler, ela está disponível no meu wattpad (celeswtial) e o nome é Marcas.

Bom acho que já falei demais aqui hahaha
Desculpa a demora e qualquer erro que encontrarem no capítulo (estou tentando o meu melhor para evitar essas duas coisinhas ^^).

Acho que é isto haha boa leitura!!!

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Dez anos antes

 

“A sua avó vai nos matar.”

 

Kyungsoo passou os olhos mais uma vez pelo estado em que se encontrava a cozinha da casa do seu namorado, e consequentemente da avó do mesmo. Molho de tomate por todo lado, pratos e vasilhas empilhadas de um jeito esquisito na mesa, farinha espalhada pelo o chão, massa — de um suposto macarrão — grudada na mesa e no fogão, potes e mais potes de condimentos espalhados pela pia e pela bancada, e alguns com o seu conteúdo esparramado. 

 

Resumindo, um completo caos.

 

Baekhyun também não se encontrava muito diferente. Havia farinha em seu cabelo e em seu rosto, uma mancha de molho em sua camiseta verde e massa grudada nas pontas e entre os seus dedos. Tudo bem que a ideia de fazer o almoço daquele domingo fora do Byun, mas ele não imaginava que as coisas poderiam sair do controle tão rapidamente como havia acontecido.

 

Baekhyun sabia que seu namorado era ótimo na cozinha, não era atoa que sempre que o mais baixo ia almoçar ou jantar em sua casa sua avó o arrastava para a cozinha para incluir o tempero de Kyungsoo ao seu e fazer “a melhor comida do mundo inteiro”, palavras do próprio Byun Baekhyun, é claro. 

 

Quando o castanho propôs que ele e Kyungsoo fizessem fizessem macarrão caseiro, ele imaginou que apenas iria separar os ingredientes necessários ou lavar alguns tomates, em momento algum havia passado pela cabeça de Baekhyun que seu namorado o faria colocar a mão na massa, literalmente.

 

“Acho que as coisas saíram um pouquinho do controle.” 

 

“Você acha? Pois eu tenho certeza.” 

 

Kyungsoo havia colocado as mãos na cintura e franzido a testa enquanto analisava o local com os olhos afiado — como o olhar de uma mãe quando pega o filho de três anos desenhando nas paredes.

 

“Ah, Soo, não fica bravo, nós podemos limpar tudo antes da minha avó voltar da igreja e ainda vai sobrar tempo para salvarmos o almoço.” Baekhyun disse e abaixou o olhar para as suas mãos, começando a retirar os pedacinhos de massa que estavam grudados ali.

 

“Salvarmos? Eu e você? No plural? De jeito nenhum. Você limpa e eu cozinho, na verdade eu nem sei aonde eu estava com a cabeça quando o arrastei comigo. Byun Baekhyun e cozinha são duas coisas que definitivamente não combinam.”

 

“Assim você me magoa, Soo.” É claro que Baekhyun sabia que seu namorado não estava falando por mal, mas poxa, como poderia cozinhar para Kyungsoo quando fossem casados e velhinhos se já era um completo desastres com quase vinte anos?

 

O castanho ouviu os passos de Kyungsoo em sua direção enquanto ainda encarava as suas mãos sobre a bancada, sentiu um par de braços rodearem a sua cintura e seu namorado apoiar o queixo em seu ombro, com um pouquinho de dificuldade já que o moreno era alguns centímetros mais baixo que si.

 

“Me desculpe, meu amor, eu sei que você tentou, eu não quis te chatear.” Baekhyun sentiu Kyungsoo depositar um beijo entre seu ombro e seu pescoço antes de ouvir a voz grave do namorado mais uma vez. “O que acha se eu te ajudar a limpar e depois nos vemos o que fazer para o almoço, uh?”

 

Baekhyun se virou, colocando os braços ao redor da cintura de seu namorado e dando um selinho no mesmo antes de dizer:

 

“Hum, não precisa me ajudar a limpar, pode deixar comigo. É melhor você começar a salvar o almoço, antes que não de tempo e a gente tenham que pedir comida chinesa.”

 

“Tudo bem então.” 

 

“Só não faça sopa de tomate, você sabe como eu odeio aquilo.” Baekhyun beijou Kyungsoo mais uma vez antes do mais baixo fazer menção de se afastar de si para se dirigir em direção ao fogão, e, quando o Do de fato fez, Byun o segurou no lugar para mais um beijo, mas dessa vez só porque adorava fazer aquilo.

 

xx

 

Dizer que os últimos dias estavam sendo um tanto atarefados para Baekhyun seria um eufemismo.

 

Depois de concluir o único casamento agendado para o começo daquele mês de abril — com sucesso, é claro —, Byun havia pulado de cabeça nos preparativos para o casamento de Yina e Kyungsoo, afinal o prazo era curto, e para que o resultado fosse perfeito e a cerimônia de tirar o fôlego, o castanho não teria o desfrute de perder tempo, nem mesmo com o próprio aniversário que passaria em branco.

 

Escolher os tipos de vinhos a serem servidos, a decoração da mesa, o estilo dos vestidos das daminhas de honra, montar o cardápio — isso tudo Baekhyun tirava de letra. 

 

O problema era quando tinha que confirmar esse e outros tipos de detalhes com os noivos, ou pior, encontrá-los para decidirem algo.

 

Isso significava ter que encontrar Kyungsoo, e encontrar Kyungsoo significativa ter uma banda de músicos no lugar da aonde supostamente deveria estar seu coração e dizer algumas as asneiras sem nenhum sentido, ou acabar divagando sobre assuntos bizarros apenas por conta do nervosismo.

 

Baekhyun tinha a estranha mania de começar a falar sem parar sobre assuntos inimagináveis quando estava nervoso. Quando havia se declarado para Kyungsoo pela primeira vez, de tão nervoso que estava, o castanho havia começado a tagarelar sobre como gatos são flexíveis por não terem a clavícula e sim um tipo de cartilagem clavicular, na época o mais baixo havia achado fofo como Baekhyun misturava as palavras que realmente queria dizer com termos técnicos sobre felinos.

 

É, nem mesmo Baekhyun conseguia entender o que estava acontecendo consigo.

 

Era só ver Kyungsoo que a mente de Byun virava geleia, ele parecia mais um adolescente apaixonado pela primeira do que um homem maduro e crescido. Acontece que Kyungsoo era de fato a sua primeira paixão, o que deixa tudo ainda mais difícil. 

 

Estava claro como cristal o fato de que Baekhyun ainda nutria sentimentos por Kyungsoo, ele só não imaginava que teria tantos problemas para tentar escondê-los no mais profundo do seu ser, ao invés de dizer besteiras desnecessárias na frente do casal por quem for a contratado.

 

O último incidente desse tipo havia acontecido quando ele, Yina e Kyungsoo haviam se encontrado para decidirem os tipo de convites para mandar para a produção o mais rápido possível, já que estes, deveriam terem sido entregues à alguns bons meses atrás. 

 

Entre uma conversa sobre escolher papel aspen ou papel linho para o convite, bastou apenas uma troca de olhares com Kyungsoo para Baekhyun começar a falar em como o papel fora inventado por um chinês chamando Cai Lun.

 

Baekhyun não sabia se Kyungsoo se lembrava desse detalhe desastroso sobre si. Era de fato vergonhoso, mas, se o moreno se recordava ou não, Baekhyun nunca saberia dizer, isso porque em todos os encontros e reuniões com o casal, Kyungsoo geralmente agia da mesma maneira: chegava calado e ia embora mudo. 

 

Quando Baekhyun dirigia a palavra para o moreno, perguntando sua opinião em algum detalhe ou se tinha alguma objeção sobre algo, Kyungsoo fingia estar distraído com a cor das paredes, com os carros que passavam pela rua ou com os próprios dedos.

 

Era frustrante.

 

Baekhyun estava tentando ao máximo ser profissional, mesmo deslizando algumas vezes, mas ele estava tentando.

 

O fato de Kyungsoo não fazer o mínimo de esforço para aliviar o clima estranho ou deixar claro que a história dos dois era passado e que agora ele estava ali, prestes a se casar com Yina, irritava Baekhyun profundamente.

 

Até Jisoo havia percebido o clima insólito e perguntado a Baekhyun se Kyungsoo tinha algo contra Yina ter o escolhido para organizar a cerimônia dos dois. Baekhyun não soubera o que responder a amiga, afinal, o que Kyungsoo poderia ter contra si ou contra o fato de que ele estava organizando o seu casamento com Yina.

 

Se pelo menos os dois tivessem a oportunidade de conversarem a sós e colocarem os pingos nos is tudo seria mais fácil.

 

Naquela terça-feira, quando Baekhyun vira Kyungsoo atravessar as portas da confeitaria sozinho e caminhar até a mesa em que estava sentado, o castanho achou que finalmente conseguiria conversar para valer com o mais baixo pela primeira vez depois de dez anos. 

 

Quando Kyungsoo se sentou de frente a si, Baekhyun ajeitou a postura em sua cadeira, porém não havia dado tempo de dizer nada para quebrar o gelo que se instalara ao redor dos dois desde a primeira vez que o Do entrara em seu escritório, já que o celular do mesmo havia tocado, e Kyungsoo optou conversar com um tal de Junmyeon — provavelmente um colega se trabalho — até Yina chegar.

 

“Eu acho que gostei mais daquele ali, de qual sabor é mesmo?” 

 

Baekhyun olhou para o pedaço de bolo coberto de creme branco para qual Yina apontava com o garfo que usara para experimentar todas as opções do cardápio da confeitaria, antes de escolher o sabor final para o bolo da festa.

 

“Esse é de nozes com cobertura de damascos. É um dos meus favoritos.” Baekhyun havia praticamente decorado o nome e os sabores de todos aquele bolos, era um freguês de longa data da confeitaria e sempre a indicava aos seu clientes.

 

O Byun arriscou um olhar em direção à Kyungsoo. O moreno estava provando um bolo com calda de frutas vermelhas e parecia muito concentrado em saborear a sobremesa. 

 

Baekhyun tentou arriscar mais uma vez.

 

“E você Kyungsoo, gostou deste?” 

 

Silêncio.

 

“Se chama Rainha Vermelha, é um bolo bem comum em casamentos realizados a noite.” 

 

Silêncio.

 

“Qual foi o seu preferido?” 

 

Kyungsoo deu mais algumas colheradas no bolo vermelho que provava, o impossibilitando de reponder qualquer uma das perguntas de Baekhyun. Nada que não surpreenderá o castanho. Era realmente frustrante.

 

Kyungsoo era frustrante.

 

“Acho que podemos tentar incorporar este Rainha Vermelha, que Kyungsoo gostou, ao bolo de nozes que eu gostei.” Yina se inclinou ao lado de Kyungsoo, para pegar um pedaço da sobremesa que o moreno comia e prova-lo, ignorando a falta de resposta de seu noivo para o cerimonialista. “O que acha da ideia Baekhyun?”

 

“É uma boa solução. Nozes são suaves, combinam com quase tudo, tenho certeza que a calda de frutas vermelhas não será uma exceção. Sobre o cardápio que Jisoo, minha assistente enviou para vocês, alguma objeção?”

 

“Ah, sim, eu quase ia me esquecer de mencionar. Creio que coq au vin não seja ideal para o prato principal se a entrada for sopa de tomates.”

 

“Não se preocupe, a receita da sopa leva creme de maçã. Eu mesmo, já comi diversas vezes e posso dizer e que- ”

 

Você comeu sopa de tomate?” 

 

Agora, fora a vez de Baekhyun se calar — mas não por opção, e sim por estar chocado ao ponto de perder a fala. 

 

O castanho já havia desistido de ouvir Kyungsoo falar alguma coisa, e estava começando a aceitar o voto de silêncio do moreno em toda aquele situação em que se encontravam, então, era um pouco chocante ouvir a voz do Do ser direcionada a si — sem ter que precisar insistir, ou fazer perguntas estúpidas para iniciar uma conversa.

 

Percebendo que o casal o encarava esperando uma resposta, Baekhyun limpou a garganta um pouco envergonhado, tentado se lembrar de como fazia para palavras sairem de sua boca normalmente.

 

“S-sim, eu já comi sopa de tomate algumas vezes, é um dos meus pratos favoritos durante o inverno.” Droga, Baekhyun havia gaguejado, tinha como ficar pior?

 

“Estranho.” Kyungsoo soprou a palavra sobre a mesa e desviou o olhar para a sobremesa que comia há alguns minutos atrás. 

 

Baekhyun estava realmente confuso com aquela conversa.

 

“Estranho? Como assim estranho?”

 

“É que- Eu me lembro que você não gostava de sopa de tomates.” 

 

Ah.

 

Então era isso. Kyungsoo decidira comentar sobre uma das preferencias de Baekhyun na cozinha assim, casualmente, como se estivesse falando de como o céu era azul ou de como chovia lá fora. O que o castanho não estava entendendo era o por quê de eles estarem falando sobre tal assunto e pior, na frente de Yina, que estava evidentemente confusa no momento.

 

“Bom, eu gosto de sopa de tomates.”

 

Baekhyun pensou que o assunto acabaria ali, e já se preparava para recolher os papéis que trouxera consigo para reunião e ir embora — afinal aquilo fora estranho e desconfortável — quando ouviu Kyungsoo murmurar, em um tom sarcástico, sob a própria respiração: é, parece que tudo pode ser esquecido com tempo.

 

Se Baekhyun estava chocado e embaraçado à um segundo atrás,  agora estava irritado. 

 

Kyungsoo não havia dito aquilo, certo? O moreno não jogaria uma indireta para si na frente de sua noiva — mesmo que esta estivesse totalmente alheia ao significado daquelas palavras —, Kyungsoo não havia sumido de sua vida, sem dar explicações, para reaparecer dez anos depois com um anel de noivado no dedo e palavras amargas para si.

 

Não fora Baekhyun que havia se esquecido de Kyungsoo, era o outro que havia se esquecido de si quando resolvera desaparecer. Também não fora Baekhyun que decidira não dirigir a palavra para o moreno depois de se reencontrarem em sua sala, fora o próprio Do que decidira se abstrair daquela situação.

 

Não era justo. 

 

Não era justo Baekhyun ouvir aquelas palavras, carregadas de amargura e duplo sentido, da pessoa que ainda vazia seu coração correr uma maratona inteira só com um olhar, não quando era Byun que estava tentando agir como se nunca tivera sido machucado pelo moreno, enquanto o mesmo se fazia alheio do passado dos dois diante das atuais circunstâncias.

 

Não era justo Baekhyun ainda amar Kyungsoo.

 

Baekhyun ajeitou todos os papeis em sua pasta e se levantou — pronto para se despedir e sair daquela confeitaria o mais rápido do possível —, mas não antes de olhar mais uma vez na direção de Kyungsoo e respondê-lo.

 

“Gostos podem mudar com o tempo, Kyungsoo, assim como as pessoas também mudam.” 

 

Byun não esperou pela reação do mais novo, ou por uma resposta. Caminhou em direção a porta sabendo que havia mentido, afinal, ele não havia mudado seus sentimentos por Kyungsoo do jeito que havia mudado sua opinião sobre sopa de tomates.

 

xx

 

Baekhyun não viu mais Kyungsoo.

 

O moreno havia parado de ir às reuniões do Byun com o casal para tratar dos assuntos da cerimônia — esta, que estava mais perto do que nunca. 

 

Yina justificou o noivo dizendo que ele estava muito ocupado com o trabalho, e que havia muito a ser feito no escritório já que estava acontecendo uma grande transferência ou algo do tipo, mas Baekhyun não acreditara na mulher.

 

O castanho suspeitava que parte do sumiço do Do fora por conta do último encontro que eles tiveram na confeitaria, ele só não sabia dizer ao certo que momento daquela reunião poderia ter feito Kyungsoo se afastar de vez. 

 

Talvez o moreno estivesse se sentindo arrependido por ter dito aquelas palavras e não sabia como se desculpar ou encarar Baekhyun novamente. Ou talvez ele estivesse se sentindo culpado por ter feito Baekhyun — indiretamente — reagir daquela forma. 

 

Talvez um pouco dos dois.

 

Mas, mesmo a ausência de Kyungsoo não impedirá Baekhyun de falar besteiras.

 

Aconteceu quando Baekhyun e Yina estavam escolhendo as flores que iriam enfeitar a cerimônia e a recepção do casamento. Baekhyun havia sugerido açucenas e lírios brancos, mas Yina achava que margaridas combinariam melhor com o campo. 

 

Então, o castanho disse que talvez aquela não fosse uma boa ideia, já que Kyungsoo era alérgico a margaridas. A fala de Baekhyun pareceu acender um alarme dentro da cabeça de Yina, pois no segundo seguinte, a mulher começou a fazer inúmeras perguntas sobre como Baekhyun tinha conhecimento sobre aquilo, se o castanho conhecia Kyungsoo de algum outro lugar, ou o por quê de os dois sempre ficarem tensos quando perto um do outro.

 

É claro que Baekhyun não achou que a mulher fosse cega ao ponto de não perceber o clima estranho que rondava os dois. Entretanto, Byun não espera que a mesma fosse o confrontar sobre isso. Ele havia ficado tão chocado que gaguejou qualquer coisa sobre ter esquecido que iria almoçar com a sua assistente, Jisoo, e que Yina poderia escolher as flores que ele cuidaria dos outros detalhes mais tarde.

 

Baekhyun sabia que tal resposta, somada a sua saída repentina, só iria levantar mais e mais questionamentos na cabeça de Yina. Porém, o moreno decidiu que por hora, aquele seria a melhor solução para se esquivar sem ter que mentir — Baekhyun nunca fora bom em contar mentias — ou explicar para a mulher que o seu noivo fora, e ainda era, o grande amor da sua vida.

 

Contudo, o sumiço de Kyungsoo não durou muito tempo.

 

O casamento era em quatro dias e os noivos precisavam fazer a última prova de roupa. Jisoo, geralmente, ia com a noiva acertar os últimos detalhes do vestido, e Baekhyun acompanhava o noivo.

 

Isso significava que Baekhyun encontraria Kyungsoo a sós pela primeira vez, e agora, sem brechas para algum esquivo de sua parte ou por parte do moreno.

 

Essa constatação tirou o sono de Baekhyun por alguns dias, e ele estava certo ao ter imaginado que tudo o que já estava péssimo poderia piorar em segundo. 

 

Os dois se encontraram no alfaiate responsável pelo o smoking que Kyungsoo iria usar no seu grande dia. Kyungsoo não havia dito nada, ou até mesmo olhado para Baekhyun na entrada ou enquanto os dois eram direcionados a sala reservada a eles — nada que o castanho já não estivesse esperando de Do. 

 

Enquanto o moreno se trocava, Baekhyun checou os seus e-mails em seu celular logo após se sentar em um dos sofás do local. O plano do castanho era simples, iria responder todas as mensagens na sua caixa de entrar e ignorar Kyungsoo como ele estava fazendo consigo, mas essa estratégia foi por água a baixo quando o moreno saiu do provador.

 

Kyungsoo se direcionou para frente do grande espelho observando como traje de gala caia em si, e, antes mesmo do Do quebrar o silêncio, Baekhyun já o encarava dos pés à cabeça. 

 

Era impossível para Baekhyun não resgatar de sua memória o tempo em que ainda namorava Kyungsoo e imaginava vê-lo vestido daquela maneira no dia do casamento dos dois.

 

Baekhyun poderia até ser ingênuo naquela época, sonhando com um futuro ao lado de Kyungsoo por anos a fio até os dois ficarem velhinhos e caducos juntos, mas em uma coisa o castanho não havia se enganado: Kyungoo ficava deslumbrante dentro de um smoking.

 

“E então, o que acha?” Kyungsoo disse baixinho, um tanto receoso em quebrar aquele silêncio ensurdecedor entre os dois.

 

“O que?”

 

“Como eu estou?” Lindo. “Acha que precisa de algum ajuste?” Ajustes, certo.

 

Kyungsoo estava tentando dar o nó em sua gravata borboleta e Baekhyun observou a vestimenta do moreno, dessa vez com um olhar analítico, afastando os seus pensamentos anteriores para longe.

 

A camisa de algodão estava um pouco folgada e a calça de linho alguns centímetros maior que as pernas de Kyungsoo, a barra precisaria ser refeita para se ajustar no corpo do menor. 

 

Baekhyun voltou o seu olhar para as mãos de Kyungsoo, que ainda encontravam dificuldades em ajeitar gravata em volta do colarinho da camisa.

 

Se pensar muito bem no que estava prestes a fazer, Baekhyun caminhou até o moreno — visto que o mesmo não iria ter sucesso em seu ato — e tomou as duas pontas da gravata em suas mãos, começando a lançá-las corretamente.

 

Durante os primeiros nós, Kyungsoo ficou estatico, sem saber direito como reagir, porém alguns segundos depois Baekhyun conseguia sentir aqueles grandes olhos sobre si deixando-o cada vez mais nervoso. 

 

Quando Baekhyun terminou o laço e estava prestes a se afastar de Kyungsoo a voz do mesmo o prendeu no lugar que estava.

 

“Me desculpe.” Kyungsoo desviou o olhar para os próprios pés antes de continuar. “Por ter dito aquilo na confeitaria. Você ficou chateado.”

 

“Não, eu não fiquei.” É eu fiquei, mas você não precisa saber disso. “Está tudo bem.” Não, não estava. 

 

“Nós deveria ter conversado antes.”

 

“ É… Mas agora já foi, não há mais nada a ser dito.” 

 

“E se eu tiver algo a dizer?”

 

Baekhyun poderia até ter desejado ter dito essa conversa antes, mas só agora, na cara do gol, que o castanho consegui perceber o quanto estava despreparado para aquilo, o quanto seria difícil reabrir todas as suas feridas na frente do causador das mesmas e depois o deixar ir embora.

 

Baekhyun não estava pronto, nunca estaria.

 

“Baekhyun-” Kyungsoo tentou mais uma vez mas fora cortado de imediato.

 

“Não Kyungsoo, isso só irá piorar as coisas. Você vai casar em menos de uma semana e o nosso passado-”

 

“Eu não amo ela.” Kyungsoo deu uma passo a frente e Baekhyun fora incapaz de recuar, aquelas palavras haviam o paralisado. “Você havia me perguntado o que me fez querer se casar com Yina e eu menti. A verdade é que tudo não se passam de negócios. O pai dela e o meu pai irão se aposentar e-”

 

“Para-”

 

“-nenhum deles querem abrir mão das ações em conjunto do escritório, eles decidiram que seria melhor se os seus únicos filhos se casassem assim teriam uma garantia de que-”

 

“PARA.” Baekhyun nem havia se dado conta que estava tremendo e muito menos que havia gritado. “Eu não preciso saber dos seus motivos, eu não quero saber dos seus motivos para se casar com Yina. Eu não tenho mais nada haver com a sua vida desde o dia que você me abandonou.”

 

“Sim, você tem! Baekhyun, eu sei que eu errei e eu também sei que lhe devo explicações sobre isso, mas o meu casamento com Yina é uma farsa. Ela pode ser bonita, inteligente, gentil e compreensiva com toda essa situação, mas no fundo eu sei, na verdade eu tenho certeza desde o momento em que eu revi você depois de todos esses anos, de que eu não quero fazer parte dessa armação.”

 

Kyungsoo não estaria insinuando que… Não isso seria loucura.

 

“Você só pode estar delirando, Kyungsoo. Você está noivo. E irá se casar em-” Baekhyun não conseguiu completar sua frase, pois no segundo seguindo os lábios de Kyungsoo se encontravam colados ao seu em um beijo que tinha gosto de saudade e culpa. 

 

Saudade de um passado que Baekhyun nunca fora capaz de esquecer, e culpa por estar fazendo aquilo com Yina — que não merecia aquela situação — e consigo mesmo, deixando Kyungsoo entrar em seu coração sem nem ao menos lutar contra.

 

Baekhyun sabia era egoísmo da parte de Kyungsoo entrar sem pedir licença, principalmente depois de ter o deixado com lágrimas quentes no rosto e um coração partido dentro do peito. 

 

Baekhyun também sabia que aquilo não acabaria bem e que a história iria se repetir, mas, mesmo assim, não fora capaz de se afastar ou de afastar Kyungsoo de si, não quando havia voltado aos braços do seu primeiro amor.

 

 


Notas Finais


Até o próximo capítulo, beijos 😚😚


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