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História Fall - Capítulo 7


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Notas do Autor


ooooi minhas lindaaaaaas!!!
to surtando ainda com os comentários de vocês, e namoral, não tem nem uma semana que eu postei, mas parece que to longe daqui tem um mês já kkkkkkk, enfim.
vim animar a segunda-feira de vocês com esse capítulo repleto de drama e tristeza, pois é.
e vim agradecer também, a todos os favoritos que a fanfic anda recebendo, aos comentários que são um mais lindo que o outro, vocês são simplesmente incríveis, andam animando a minha quarentena de uma maneira que eu não consigo nem explicar.
espero que gostem desse capítulo e não matem a Vitória.

Capítulo 7 - Confusa


Fanfic / Fanfiction Fall - Capítulo 7 - Confusa

 

Não quero quebrar seu coração, quero dar um tempo ao seu coração. Eu sei que você está com medo de ser errado, como se você fosse cometer um erro, há apenas uma vida para viver  não há tempo para perder, perder. Então deixe-me dar um tempo ao seu coração

 

– Demi Lovato

 

Estava há horas sentada na minha cama, revisando que roupa eu poderia usar para hoje a noite, graças a Clarice fui intimada a trabalhar somente na parte da manhã, então resolvi tudo em questão ao pagamento do salário dos funcionários, avisei que eles poderiam fechar mais cedo dependendo do fluxo, e eu estava jogada no meu closet quando recebi uma ligação inesperada, Marco Asensio estava me ligando, o que será que vem por ai?

- Alô? – disse assim que atendi a ligação.

- Vitória? Sou eu Marco.

- Oi Marco, sou eu sim. Aconteceu alguma coisa?

- Eu sei que você me avisou que me ligaria assim que tivesse algum tempo, mas eu sou ansioso – tive que rir, e ouvi a risada dele do outro lado da linha também – Mas eu queria saber se você gostaria de ir no jogo como minha acompanhante, e depois a gente podia sair pra tomar um sorvete? O próximo jogo que for aqui em Madrid, no caso. 

- Não vai estar cansado demais? – entrei no colset e comecei a ver algumas roupas enquanto esperava a resposta.

- Querida, eu sou Marco Asensio – comecei a rir do ego do menino do outro lado da linha, eu sabia que ele só tinha feito isso pra me fazer rir, eu gostava disso no Marco, mesmo demonstrando interesse, ele deixava um clima leve. – Mas enfim, não, prometo que não estarei cansado demais.

- Por mim tudo bem – peguei minha calça branca com uma listra preta na lateral e coloquei em cima da minha cama. – Eu te encontro na sorveteria ou no estacionamento?

- Pode ser no estacionamento mesmo, minha linda – ele realmente está afim de alguma coisa – Agora vou te deixar em paz, ok?

- Fica tranquilo, Marcinho – ele riu – Mas ok, obrigada!

- Eu que agradeço, linda!

Nos despedimos e ele encerrou a ligação, passei alguns segundos encarando o celular, com um sorriso meio idiota no rosto, até poucas semanas, eu só queria distancia desses jogadores, com medo do que eles poderiam fazer comigo, e agora eu tenho dois jogadores afins de mim? O quão aleatório isso poderia ser?

- Quem era pra você estar com esse risinho? – levei um susto ao ouvir a voz da minha prima atrás de mim, e percebi que na verdade, passei muito mais tempo encarando o celular.

- Marco Asensio – ela abriu a boca surpresa e eu ri – Me chamou pra tomar um sorvete pós-jogo.

- Menina, eu sabia que ele queria alguma coisa com você, mas não sabia que ele ia investir tanto assim – rimos – E você ta feliz com isso?

- Ah prima, isso faz muito bem pro ego – dei ombros – Mas não vejo nada além de amizade com o Marcinho, é diferente com o Karim – por incrível que pareça, agora que “estamos juntos” eu sentia uma pequena timidez ao falar dele para o Marcelo e a Clarice.

- Ta nervosa pra dia de hoje? – perguntou com um sorriso enorme no rosto.

- Um pouco, mas to mais tranquila em saber que não iremos para nenhum lugar chique demais – peguei uma regata preta e minha jaqueta de couro, coloquei tudo em cima da cama e gostei da combinação, usar preto nunca é demais, é sempre um acerto na verdade. – Ta bom?

- Ai você sabe que eu adoro essa calça né? – rimos – Acho ótimo, pretende passar alguma maquiagem ou algo do tipo? – neguei com a cabeça – Ah, mas você vai, nem que seja uma coisa mais basiquinha, mas eu irei fazer – revirei os olhos sabendo que era uma luta perdida, não iria teimar.

Depois de uns minutos conversando e falando mal de algumas pessoas do Brasil, Clarice foi buscar as crianças na escolinha e eu fiquei jogada na poltrona do meu quarto, fuxicando o instagram, acompanhando a fofoca do mundo das celebridades e das sub-celebridades brasileiras, eu acompanho porque meu nome tá sempre envolvido em alguma coisa.

Uma parte ruim de fazer parte da família Viera era exatamente isso, muitas vezes era associada com coisas que Deus sabe que nunca passaria pela minha cabeça fazer, e ter amizade com alguns homens famosos também era um pouco de dor de cabeça, inclusive minha amizade com o Neymar era motivo de festa para as páginas de fofoca.

Benzema mais novo ♥: Nervosa para hoje a noite?

Eu: Confesso que estou me tremendo um pouco, kkkkk, não sei nem o que pensar.

Benzema mais novo ♥: Devo dizer que você não está sozinha nessa, meu irmão capaz de ficar maluco aqui querendo que tudo saia perfeito para você.

Benzema mais novo ♥: Eu não estarei em casa, então nem adianta querer gritar socorro.

Eu: Você é um bocó, garoto kkkkkkkk

Eu: Pretendo aproveitar minha noite, gatinho ��

Benzema mais novo ♥: garota, eu não queria saber de detalhes, deixa isso pro meu irmão, sua suja

Eu: VOCÊ É O SANTOOOOOOO

Eu: me respeita garoto, todo mundo faz sexo

Benzema mais novo ♥: E pelo o tempo que você ta sem, deve estar criando teia de aranha ai já kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eu: namoral, não sei pq sou sua amiga, kkkkkkkk escroto.

Eu queria mais do que tudo que a noite de hoje desse certo, era tudo o que eu queria, de preferencia com um bom sexo pós-jantar, mas se não tivesse, estaria feliz também, tudo o que eu queria era poder saber ainda mais do Karim, porque tudo o que tivemos nesse tempo, foi incrível, eu me sentia diferente com ele, mas sabia que maior parte disso era a tensão sexual que rola entre a gente.

[...]

Meu coração travou um pouco ao o ver no sofá da sala com aquela jaqueta e um sorriso lindo enquanto conversa com o Marcelo, esse homem sempre vai ser o meu ponto fraco, não importa se nada der certo entre a gente, ele vai continuar causando sensações em mim que nenhum outro homem vai causar, e isso me assusta.

- Ta demais? – perguntei chegando mais perto dele, ele estava paralisado, acho que exagerei na maquiagem com a Clarice.

- Não, gatinha. Você ta linda demais! – senti minhas bochechas corarem, e sorri.

Nos despedimos da minha família linda, e logo estávamos na frente do carro, ele abriu a porta pra mim e antes que eu pudesse entrar, passei meus braços por seu ombro e ele entrelaçou os braços na minha cintura. Que homem cheiroso!

- Você tá lindo – disse quando estávamos perto o suficiente para que pudéssemos trocar um beijo, graças a Deus resolvi não passar um batom forte. – Amei a jaqueta – disse já saindo dos braços dele e entrei no carro.

- É minha tá? Já to sabendo que você gosta de assaltar closets.

- Mas que calúnia – Gressy é um fofoqueiro. – Eu peço emprestado e nunca mais devolvo, é diferente. – ele gargalhou e eu fiquei sorrindo. Depois de tudo o que ele passou, o ver dando um riso sincero, sabendo que o motivo foi algo que eu falei, aquece meu coração.

E quando achei que íamos para um lugar diferente, Karim parou o carro em frente a casa dela, eu fiquei sem entender, mas já imaginava o que iria acontecer.

- Sim, jantaremos na minha casa – dei um sorriso tímido, era fato que ele também queria uma noite de sexo. – Já que a senhorita estragou meus planos de a levar em um restaurante 5 estrelas – não neguei a boa risada disso, por que rico gosta dessas coisas?

- Mas é um restaurante que a gente paga caro e come pouco. Gosto de coisas mais simples, cresci assim, meu bem. – ele me deu a mão, e uma sensação diferente aconteceu na hora que nossos dedos se entrelaçaram, por que esses sentimentos tinham que surgir tão cedo?

Caminhamos pela sala, mas assim que chegamos na sala de jantar, eu juro, meu coração saiu pela boca, eu não acredito que esse homem está investindo tanto assim em mim, e em uma noite de sexo. A sala estava um pouco escura, sendo iluminada pelas velas que tinham espalhadas por todo aquele lugar, a mesa no centro, tinha um enorme jarro com rosas vermelhas, e haviam pétalas de rosas pelo chão, fazendo um caminho até a mesa, os pratos arrumados direitinho. Eu via isso acontecendo com outros casais, mas nunca na vida imaginei que isso fosse acontecer comigo.

- Karim – minha voz travou um pouco por conta do nó na garganta, esse homem vai acabar comigo e não vai demorar muito – Por quê? – eu queria entender o que ele de fato queria comigo, meu Deus do céu, eu to me iludindo demais.

- Porque sim – ele conseguia me arrancar um sorriso até nesses momentos, como que pode. Senti seu polegar limpar a lágrima que escorria pela minha bochecha. – Não fiz isso pra você chorar, você gostou?

- É claro que sim, seu bocó – ele gargalhou e eu respirei fundo pra engolir o choro que ainda queria sair – Ta tudo lindo, você é incrível mesmo né?

- É o que dizem né? – rimos e eu tive que o abraçar – Você merece, gatinha. – é oficial, eu to me iludindo e criando esperanças.

Assim que sentamos na mesa, ele me serviu o vinho e eu bebi um gole grande pra afastar a timidez e a vontade de agarrar aquele homem. Logo em seguida o jantar foi servido, e meu Deus, ele tinha pedido para prepararem comida italiana, que é a minha favorita. E novamente me bateu uma vontade de chorar, mas eu respirei fundo e ignorei. Comemos em silencio, trocando apenas olhares e sorrisos tímidos e assim que terminamos eu precisava tirar minhas dúvidas sobre essa relação.

Sou uma mulher que sempre gostei de tudo muito claro, para que não houvesse futuras confusões, e com o Karim isso não seria diferente, ainda mais sabendo o status desse homem.

- Podemos conversar? – perguntei baixinho e segurei em sua mão por cima da mesa.

- Geralmente as conversas que começam com essa frase não terminam bem – disse e eu tive que rir – O que foi, você não gostou de alguma coisa?

- Isso é impossível, Karim. Você é uma caixinha de surpresas, cara. – fui sincera e logo em seguida ele beijou minha mão, existe cara mais incrível que este homem? Como alguém teve coragem de o deixar? – Só que eu gosto de relações bem resolvidas, tudo preto no branco, entende? – ele concordou com a cabeça e eu já sabia que ele tinha entendido tudo – Sei que não somos namorados, mas quero entender limites...

- Vitória, se a sua preocupação for eu ficar com outra pessoa – me interrompeu e isso no fundo me irritou um pouco. Sou bem complicada com isso de interrupção. – Eu não sou homem disso, e confesso que gostaria que você também não ficasse, porque eu penso sim da gente construir um relacionamento sério, e acho que esse seria um primeiro passo. – concordei com a cabeça e sorri, eu sabia que ele não me decepcionaria. – Estamos entendidos?

Antes que eu pudesse abrir a minha boca pra emitir qualquer resposta, a campainha tocou, e ele pareceu extremamente confuso com isso, o que me fez ficar confusa também, o chef já havia anunciado que estava indo embora, e a casa estava silenciosa demais para ter mais alguém por aqui. Estávamos sozinhos. Será que ele estava esperando alguma visita?

Assim que nos levantamos da mesa, a campainha tocou novamente e eu o vi revirar os olhos, ele entrelaçou nossos dedos e caminhamos até a porta, e eu juro, naquele momento eu deveria estar mais branca que um papel. Cora Gauthier na porta do Benzema, com a cara mais sínica do mundo.

- Puta merda – não me segurei, e saber da história toda, realmente começou a afetar toda a minha cabeça e tudo o que havia acontecido essa noite. Apertei a mão do homem ao meu lado e ele apertou de volta, e eu podia sentir o quão frágil ele estava naquele momento.

- Que porra é essa, Cora? – o francês esbravejou, ele estava extremamente puto, o que dava ainda mais voltas na minha cabeça.

- Podemos conversar? – soltei sua mão ao ouvir a voz dela, eu infelizmente não tinha sangue de barata, essa filha da puta conseguiu me tirar do sério e estragar a noite mais perfeita da minha vida – Ah, não vi que você estava acompanhado – ai que ódio dessa mulher, como assim ela não me viu aqui? É cega agora?  – Desculpa.

- Karim, acho que vocês têm coisa demais para conversar – disse tentando não surtar, mas eu não conseguia mais ficar nesse ambiente, eu estava me sentindo mal, me sentindo extremamente sufocada porque eu estava morrendo de medo do que poderia acontecer daqui para frente. Então eu estava contando até mil no caminho até a sala de jantar, tirei uma foto da mesa antes de ir embora, apenas para registrar o momento. Voltei até onde o antigo casal, o clima estava horrível mesmo. – Obrigada – disse ao homem que ainda segurava a porta, lhe dei um beijo na bochecha e eu percebi em seus olhos que ele estava preocupado comigo, mas depois conversaríamos sobre essa noite – Foi um desprazer, Cora! – não segurei meu veneno e muito menos a cara de deboche quando a vi desfazer a mascara de mulher arrependida.

Eu só sei que o choro que antes era de felicidade agora queria virar de tristeza, eu comecei a repassar todos os meus momentos com ele, mas principalmente no sábado em que conversamos a primeira vez, as expressões que ele utilizou ao se referir a Cora e a situação que estavam vivendo, lembrei sobre ele ter comentado como ele estava desde que ela foi embora sem entrar no próprio quarto, porque ele não conseguia, e algo lá no fundo me fez quebrar todas as esperanças de um possível relacionamento com ele. Eu sabia exatamente como ela mexia com ele e como ele ficava quando esse assunto era tópico de alguma conversa nossa.

- Meu Deus, será que eu não dou certo com ninguém? – me lamentei e ouvi uma trovoada, ai, não era possível isso.

Por mais que a casa do Karim fosse perto, não era uma caminhada de menos de 15 minutos, tudo nesse condomínio fica perto quando se usa carro, e tudo me ajudou quando algumas gotas grossas de água começaram a cair contra minha jaqueta de couro, eu realmente estava performando uma cena de filme de comédia romântica, e tudo aquilo só piorava o que estava acontecendo na minha cabeça.

- Jesus coroado, o que aconteceu? – Clarice disse completamente assustada depois de atender a porta para mim. – Entra logo, garota!

A chuva apertou assim que eu pisei dentro de casa, apenas tirei a jaqueta, o salto e joguei a bolsa em qualquer canto, corri para tomar um banho, e eu queria tanto que tudo o que aconteceu hoje também fosse pelo ralo do chuveiro, mas é aquilo né? A vida não é um conto de fadas.

Eu sabia que lá no fundo eu poderia estar sofrendo por antecipação, mas eu também sabia que no interior dele, algo esperava pela volta da Cora, e é justamente isso que aconteceu, ou seja, novamente eu estaria sendo jogada de lado.

Curioso é no jantar ele ter falado que eu não precisava me preocupar com nenhuma outra mulher, e como se o destino quisesse brincar com a minha cara, e eu realmente to achando que é isso mesmo. Por que não é possível alguém sé se foder em relacionamentos do jeito que eu me ferro. Eu só queria um relacionamento tipo o do Marcelo e o da Clarice, não é pedir demais.

Assim que terminei de secar meu cabelo com o secador, Marcelo apareceu na porta com quatro crianças, e eu não escondi o sorriso, eu conseguia mudar de humor drasticamente perto desses pequenos anjos.

- Vejamos se não são os amores da titia Vit – disse em espanhol para que todos compreendessem.

Todos eles se jogaram na minha cama e eu vi o Marcelo piscar pra mim, ele tinha compreendido que as coisas não ocorreram bem e que aquele não era o momento de perguntar muita coisa. Então apenas aproveitei a presença dos meus pimpolhos, mas logo eles pegaram no sono, a casa estava silenciosa, a luz do quarto do casal estava apagada, o que sinalizou que eles estavam dormindo, enquanto isso eu me joguei no sofá da sala, o relógio marcava meia noite e trinta e cinco. E eu não tinha um pingo de sono.

Liguei a tv, e fiquei procurando alguma coisa na Netflix e me assustei quando meu celular começou a vibrar na mesa de centro, e eu hesitei pra atender quando vi que era ligação por facetime, era ele. Dei pause na minha eterna série favorita, vulgo Teen Wolf e atendi a ligação.

- Você ta ocupada? – ele passou a mão pela careca e respirou fundo

- Não – respondi simples e ouvi seu suspiro.

- Posso passar ai? – perguntou e eu vi que ele tinha medo da resposta, eu não conseguia ver direito seu rosto, queria entender o que estava acontecendo.

- Claro – me ajeitei no sofá – Mas não é perigoso com essa chuva? – ele negou com a cabeça e eu o vi se movimentando – Karim, eu to falando sério.

- Eu também to, gatinha – não acredito que ele ta me chamando assim nessa altura do campeonato – Marca cinco que eu to aí.

Encerrou a ligação e realmente chegou cinco minutos depois, um pouco molhado por ter dado uma pequena corrida do carro até a porta, e assim que ficamos de frente um para o outro, o clima era totalmente diferente, mas pude reparar no quão inchado seus olhos estavam, e eu provavelmente não deveria estar muito diferente. Apesar de ter segurado bastante, eu derramei algumas lágrimas durante o banho.

- Vem – caminhamos até o sofá da sala juntos, e ficamos nos encarando por alguns minutos, parecia que nenhum dos dois tinha coragem de falar qualquer coisa, e isso era tão estranho – Como você está? – bastou essa pergunta para eu ver os olhos dele se inundarem, e foi o suficiente para que eu o puxasse para um abraço, e ele simplesmente enterrou a cabeça no meu peito e chorou. Eu sentia seu corpo tremer cada vez que ele soluçava, e aquilo estava acabando comigo. Olhei pra cima e pedi ajuda a quem estivesse ordenando os cosmos para que pudesse me ajudar nessa situação – Meu bem– sussurrei e o apertei contra o meu corpo, até que ele pudesse se acalmar – Quer que eu pegue uma água com açúcar? – ele negou com a cabeça e eu fiquei ali, fazendo carinho em sua cabeça enquanto ele se recompunha.

- Me desculpa por isso – disse depois de uns minutos e se afastou.

- Para com isso, meu amor – me repreendi pela forma como o chamei, mas segurei seu rosto e limpei suas lágrimas – Quer me contar o motivo das lágrimas?

- Ela foi embora com outro – confessou, isso tudo era por ego ferido? Eu não acredito nisso – Ela me traía há bastante tempo, o motivo dela nunca ter gostado do Ibrahim, é porque ela sente peso na consciência e não sabe de quem que ele é filho – ok, agora meu coração ia sair pela boca – Ela foi embora porque não suportava mais a própria mentira – algumas lágrimas voltaram a cair e meu coração doeu por ele, o que me fez chegar mais perto e lhe dar a mão – Ela pediu uma segunda chance.

- E você? – tinha medo da resposta, até porque ela não veio, o que veio foi apenas um suspiro e eu não sabia como interpretar aquilo.

- Eu não consigo nem raciocinar o dia de hoje, Vitória – soltou da minha mão e colocou as mãos na cabeça – Caralho, eu não aguento mais a vida me testando, mas que porra! – levantou do sofá e eu continuei sentada, tentando digerir tudo o que havia acontecido.

- Onde que ela está? – ele me olhou e eu entendi tudo – Ela ta na sua casa né?

- Vitória...

- Karim, eu não to aqui pra te julgar ou algo do tipo – o interrompi, simplesmente não acreditava no giro de 360 que minha vida tinha dado – Mas eu não vou ficar nesse meio, não to afim de ser segunda opção de ninguém. Eu entendo que vocês têm uma história, eu entendo tudo isso, mas eu não tenho nem estruturas pra isso. – confessei e o vi sentar na minha frente.

- Você não entende que eu quero ficar com você? – meu coração errou as batidas – Você ta certa, eu realmente tenho uma história com ela, e não quero te deixar e nem fazer com que você se sinta segunda opção. – ele sentou na minha frente.

- Eu acho que você precisa de um tempo – ele assentiu, e entrelaçamos os nossos dedos – Eu espero que você fique bem, vou ficar feliz se você estiver feliz, baby Benze – ele sorriu e quando percebi nos dois estávamos chorando juntos. Nada como o choro que ele teve assim que chegou, mas lágrimas rolando pelo rosto dos dois.

- Espero que saiba que eu não vou desistir da gente, ok? – sorri enquanto seus polegares secavam minhas lágrimas – Você ainda vai ser minha, eu prometo resolver isso o mais rápido possível – beijou minha testa – Amanhã de manhã eu veio buscar as crianças.

- O que você vai fazer em relação ao Ibrahim? – perguntei e ele suspirou – Independente de qualquer coisa, você é o pai dele, Karim.

- Espero que eu seja mesmo – confessou e eu senti a dor em cada letra dessa frase, imagina a confusão que deve estar a cabeça desse homem nesse momento – Acho que é pedir um pouco demais, mas será que você pode estar comigo quando eu fizer o teste de DNA?

- Claro que vou estar – não hesitei por um segundo – Eu só não vou me envolver com você amorosamente, mas eu falei sério quando disse que vou estar com você nesses momentos, meu bem – segurei seu rosto e o observei sorrir de verdade.

- Obrigado! – ele me envolveu em um abraço e ficamos ali por um tempo, eu quis guardar o cheiro dele em mim.

E quando percebi, o observei sair com o carro e foi no momento em que fechei a porta que as lágrimas vieram com força, realmente nada dá certo da minha vida. Eu não aguento mais. 


Notas Finais


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antes de ficarem mt bravas com a vit, tentem a compreender, não deve ser nada fácil né
enfim
espero que tenham gostado, meus amores


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