História Fall For Me - Capítulo 63


Escrita por: e kidleader

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Mitologia, Taeny, Taeyeon, Tiffany
Visualizações 163
Palavras 2.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 63 - Caçadora


 

Lynn 

 

— Protejam o maior número de mortais que conseguirem! — gritei para as outras. Logo, todas se separaram, seguindo uma formação de reconhecimento de terreno. As guerras olimpianas sempre tinham consequências sérias no mundo mortal. 

 

Há apenas alguns minutos atrás, Hypnos deu o ar de sua graça na guerra e colocou todos os mortais de Tokyo para dormir. Agora, um grande exército de monstros marchava pela cidade sob o comando de semideuses traidores em busca de semideuses ainda não descobertos ou que haviam decidido se manter longe da guerra olimpiana.  Muitos desses semideuses estavam com o coração cheio de ódio por seus pais/mães olimpianos não lhes darem a devida atenção. O discurso de Cronos era bastante convincente no que dizia respeito a enganar os trouxas que achavam que deveriam se vingar dos próprios pais. 

 

Já havíamos percorrido alguns quilômetros quando nos deparamos com uma fúria carregando uma criança de apenas 5 anos nos braços. Seus olhos brilhavam com o achado. Levantei o arco e mirei em seu coração. Respirei e soltei a corda, a flecha voava certeira, mas ela pressentiu o ataque no último segundo e desviou. Contudo, a Fúria não foi rápido o suficiente, minha flecha atingiu sua mão esquerda e, agora,  ela tinha que deixar o garotinho no chão para poder me enfrentar. 

 

Ela era rápida, muito rápida. No segundo seguinte a fúria já estava voando, como a própria flecha que a atingiu, em minha direção. Girei o corpo para o lado e preparei outra flecha, mas uma de suas garras feriu meu braço e fui obrigada a rolar o corpo no asfalto para tomar alguma distância. Eu sabia o que ela faria a seguir, por isso esperei pacientemente até o último segundo e, quando a fúria fincou as garras traseiras em meus ombros, enfiei uma de minhas flechas em seu abdome com toda a força, ela gritou e eu corri.  

 

Tomei a maior distância possível entre nós e mirei mais uma flecha em sua direção, ela ainda estava tentando se recuperar de meu ataque anterior e não fez menção de vir até mim, assim que atirei ela desviou e voou para longe, fugindo. Com a Fúria longe, corri na direção do garoto.  Ao soltar o menino, a Fúria não se preocupou com sua segurança, ele tinha um pequeno corte na testa, mas ficaria bem. Decidi levá-lo para nosso quartel general em Tokyo, se o deixasse para trás outro monstro poderia levá-lo para Cronos. 

 

Enquanto corria com o menino nos braços, Suzy veio até mim, a feição preocupada.

 

— General! O que aconteceu? — perguntou. Aproveitei para colocar o menino em seus braços para poder voltar logo para a batalha. — Mas o que… 

 

— Leve-o ao QG. — ordenei. — Preciso voltar ao campo de batalha. 

 

— A senhora não pode lutar assim! — disse Suzy, chocada. 

 

— Hã? Por quê?

 

— Está perdendo muito sangue! — disse, apontando para meu corpo. Segui seu olhar e me deparei com minha roupa e armadura em vermelho vivo. Levantei meu braço e percebi, pela primeira vez, que minha mão estava tremendo e mal conseguia distinguir minha palma diante de todo aquele sangue. — General Lynn, a senhora precisa de tratamento, logo esse sangue irá fazer falta. 

 

— Eu lutei com uma Fúria e… — logo o peso do meu corpo começou parecer demais para minhas pernas e o mundo do começou a girar diante dos meus olhos. — Eu… lidere as meninas. 

 

Então não vi mais nada. 

 

[...]

 

Meus ombros formigavam e ardiam, era como se estivessem queimando. Contudo, ao invés de dor eu sentia uma sensação boa e forte. Lentamente, abri os olhos e quase tomei um susto com o que vi. 

 

— Lady Yuri! — falei, assustada. Minha voz ainda estava fraca e meio rouca. 

 

— Não se mexa, ainda não está completamente cicatrizado. — disse, o olhar severo e uma mão em meu braço. — Você teve muita sorte. Se eu houvesse chegado dois minutos depois, seus ferimentos não teriam mais jeito. Poucos mortais enfrentam uma Fúria e sobrevivem. 

 

— A recíproca é verdadeira. — falei, tentando soar durona. Lady Yuri me olhou e sorriu, como se estivesse achando engraçado o que eu disse. 

 

— Ela acertou em cheio em te escolher como General. — falou, ainda meio sorridente, o que era estranho. Eu não confiava muito nela. Lady Tiffany tinha muito ódio pela irmã, apesar de não ter sido sempre assim. 

 

— Também acho. — respondi, sem muito sucesso em esconder meu desgosto por ela. 

 

— Agora descanse aqui por 48 horas. Se seus cortes abrirem novamente você irá morrer. Não levante daí nem faça movimentos bruscos. — disse, mas não ficou para ouvir meus protestos, ela logo me deu as costas e saiu da barraca. 

 

Tiffany 


 

Depois que Sooyoung e Sunny derrotaram Gerião a quantidade de monstros nos portões do Olimpo deu uma reduzida. As caçadoras fizeram um ótimo trabalho em expandir nosso território junto aos campistas. Pelas últimas informações que recebi Lynn estava liderando-as na guerra que ocorria em Tokyo. Foi muita pretensão minha achar que Cronos deixaria a batalha longe do mundo mortal. Puxei a última flecha da aljava e lancei contra nosso inimigo. Voltei para dentro do salão indo em direção ao armazenamentos das armas a fim de me abastecer de mais flechas. 

 

Encontrei com Jessica. Ela estava inquieta. 

 

— Sica? — Chamei a primeira vez não obtendo sua atenção. Dava para notar sua ansiedade de longe, mesmo se não a conhecesse bem diria o quanto estava sendo difícil ficar aqui dentro enquanto todos os outros lutam. — Jessica. 

 

Finalmente ela olhou na minha direção e vi a linha de preocupação em sua testa se suavizar. 

 

— Sim?

 

— Se continuar andando em círculos, vai abrir um buraco no chão. — Eu brinquei tentando aliviar o clima. 

 

— Teoricamente isso é impossível. — Retrucou com uma sombra de sorriso em seus lábios. — Não consigo evitar de me preocupar. 

 

— Está tudo de acordo com o plano de Sunny, confie nela. 

 

— Eu confio em Sunny de olhos fechados. — Confessou. — Eu não confio em Cronos. 

 

— Sei que é difícil, mas se caso encontrar com os outros tire essa expressão. — Avisei terminando de encher a aljava. — Eles não precisam ver a soberana do Olimpo com a cara de “vamos perder”. 

 

Jessica rolou os olhos. 

 

— Eu não tenho essa expressão! 

 

Sorri. 

 

Claro! 

 

Voltei ao meu posto, desta vez acompanhada de dois semideuses que portavam arcos também. Fizeram uma breve reverência quando me aproximei e continuamos com nossos ataques a distância. Eu conseguia ter uma boa visão de quase todo o campo de batalha e poderia dizer que pelo menos aqui estávamos vencendo. Após uma hora finalmente eliminamos o último monstro que tentava se aproximar. Os demais tinham recuado e procurado abrigo e por ordem de Sunny não avançamos. 

 

Sooyoung não esperou um segundo para se teletransportar e ver se ainda haviam conflitos nas proximidades. Seohyun voltou acompanhada de Victória e as duas estavam bem, embora mostrassem claramente sinal de cansaço. Todas estávamos. 

 

— Como se sente? — Seohyun perguntou se aproximando de mim. — Sua ferida não dói? 

 

— Estou bem, Seo. — Afirmei. — Vá ficar um pouco com Jessica. Ela está com os nervos a flor da pele. 

 

Seohyun sorriu. 

 

— Me diga quando ela não está. — Murmurou sobre o ombro indo em direção a esposa. 

 

— Você está acabada. — Brinquei quando Sunny se aproximou. 

 

Ela rolou os olhos. 

 

— Eu fiz todo o trabalho pesado. — Resmungou. — E ainda tinha que refrear Sooyoung, sem contar aquela maldita aposta sobre…  

 

De repente ela se interrompeu. Ergui a sobrancelha sem entender, mas Sunny apenas deu de ombros. Tirou sua proteção e notei um corte em seu braço escorrendo icor. Analisei de perto e não era profundo, nada que prejudicasse seus movimentos. 

 

— Estou bem. — Confirmou. — Só achei estranho uma coisa. 

 

— O que? 

 

— Eles terem recuado e desistido tão rápido. — Falou pensativa apoiando o peso na perna esquerda. — Não faz sentido. 

 

— Talvez seja estratégia. Soube que estão atacando em Tokyo. Talvez seja dividir e conquistar.

 

Sunny negou com a cabeça. 

 

— Se fosse isso os ataques teriam acontecido no mínimo em quatro lugares. Cronos não é idiota, ele não quer enfrentar as três grandes de cara, sabe que demoraria muito para derrotá-las. Então provavelmente pensa em separar, mas uma vez que Yoona está fora ele tem mais chances. 

 

— Acha que ele está se preparando para atacar logo? — Questionei. 

 

Sunny ergueu os ombros como quem não sabe a resposta. E eu sabia o quanto ela odiava não saber.

 

— Talvez, eu só a-

 

— Lady Sunny! 

 

Me sobressaltei com o grito e assim como Sunny me virei para ver o dono da voz. Era um garoto que não parecia ter mais de 18 anos. Talvez menos. Ele apoiou as mãos nos joelhos em busca de ar, parecia prestes a ter uma síncope.     

 

— O que aconteceu? — Perguntou Sunny quando ele recuperou o fôlego. 

 

— O dobro… eles voltaram em dobro e começaram a atacar! Acho que precisamos de reforços!  

 

Sunny deu um soquinho no ar. 

 

 — Eu te disse! 

 

— Sun isso não é hora de comemorar que estava certa. — Puxei meu arco. — Estou indo com você.

 

— Nada disso! — Praticamente ordenou. — Você fica aqui e você. — Apontou para o garoto. — Chame Sooyoung, ela vai adorar saber que tem mais cabeças para matar. 

 

O rapaz saiu correndo em disparada acatando a ordem. Eu resmunguei frustrada. Se não fosse aquela maldita facada eu estaria bem e poderia estar lutando na linha de frente. Voltei para o antigo posto e comecei a lançar as flechas novamente. Eu podia ver os inimigos em maior quantidade, mas sabia que a qualquer momento Sooyoung apareceria com alguns reforços. Estive tão focada que não percebi a presença de alguém ao meu lado. 

 

— Aconteceu algo?  

 

— Yuri me mandou uma mensagem de íris, Lynn se machucou. — Seohyun informou. 

 

Arregalei os olhos. 

 

— Como assim? Ela está bem? O que aconteceu? 

 

— Ela está bem agora, Yuri cuidou dela, mas talvez seja bom você dar uma passada por lá. — Falou em tom baixo. — Vai ser bom para a moral das caçadoras depois de verem a comandante machucada. Fora que a situação não parece muito boa por lá. 

 

— Mas eu não posso sair daqui… — Choraminguei. Sunny me mataria. 

 

— Eu cuidarei dela, vá. Mas se cuide, ok?

 

— Obrigada, Seo! 

 

Não esperei um segundo para me transportar. Levou apenas um tempo para que o cenário da guerra me chamasse a atenção. Vi nossos aliados tentando afastar as fúrias de mortais desacordados por conta do poder de Hypnos. Eu me movimentei com cautela apoiando-me nos prédios destruídos e os usando para me esconder. Puxei duas flechas e as lancei ao mesmo tempo. Duas fúrias viraram pó e os olhares dos aliados percorriam o local para saber quem o tinha feito. 

 

Me afastei da parede, onde me escondia, e me aproximei atraindo suas atenções. 

 

— Lady Tiffany!

 

— Lady Tiffany! 

 

Eles pareciam aliviados de me verem. 

 

— Estamos com sorte de ter duas deusas no nosso pelotão. — Falou um deles feliz.

 

— Quem mais está aqui? — Perguntei. 

 

— Lady Yuri, senhora. — Respondeu uma garota rapidamente. — Além de algumas caçadoras. 

 

Olhei o cenário à nossa frente analisando todas as nossas opções. Estávamos em um encontro de ruas, basicamente no centro da cidade.  

 

— Estamos muito expostos aqui. Precisamos levar a batalha para outro lugar, um que nos dê vantagem. — Falei rapidamente. — Os prédios mal nos dão cobertura o suficiente então comecem a atrair as fúrias para a próxima quadra. Lá tem casas, mesmo que parcialmente destruídas. Usem-as a seu favor e mantenham-se longe de lugares abertos. 

 

— Sim, lady Tiffany! 

 

Eles saíram para acatar minhas ordens e corri em direção ao QG. Chegando lá dei de cara com Suzy passando alguma instrução para seis caçadoras. Quando notou minha presença veio até mim. 

 

— Senhora! 

 

— Como estão as coisas por aqui? 

 

Suzy deu um sorriso amarelo. 

 

— Um tanto complicadas… mas nada que não possamos resolver. 

 

— Onde está Lynn? 

 

— Na barraca a esquerda, Lady Yuri cuidou dela. 

 

— Vou vê-la. — Avisei. — Siga os outros e mantenham as fúrias longe daqui.

 

Elas saíram em seguida e fui até a tenda. Encontrei Lynn sentada em sua cama tentando se levantar e pegar seu arco. 

 

— Você não está em condições de fazer isso. 

 

— Tiffany? — Lynn perguntou confusa. — Não deveria estar no Olimpo? 

 

— Seohyun me avisou sobre você e a situação aqui. — Expliquei me aproximando dela e tirando o arco do alcance de suas mãos. 

 

— O que está fazendo?

 

— Garantindo que não vai fazer nenhuma bobagem que possa atrapalhar. 

 

Lynn bufou. 

 

— Estamos em guerra, não posso me dar ao luxo de ficar aqui deitada sem fazer nada. 

 

— Ainda terá muito o que fazer, mas precisamos de você inteira para a briga. — Eu disse séria. — Agora fique aí que vou ajudar os outros. Se souber que saiu dessa cama vou te rebaixar do posto de comandante.

 

Ela me olhou desconfiada. 

 

— Não faria isso… 

 

— Tente sair que você vai descobrir. 

 

Deixei a tenda e encontrei com alguns mortais sendo colocados a direita junto de outros que provavelmente estavam em perigo minutos atrás. Segui o caminho fazendo uma avaliação dos feridos e de quantos precisaríamos enviar como reforços. Fiz uma anotação mental e me virei começando uma pequena corrida para me juntar aos outros. Eles tinham feito o que eu pedi e logo notei o resultado quando vi que a briga estava mais equilibrada. 

 

— Não acha que está fácil demais? — Escutei uma voz ao meu lado. Olhei para a direita e me deparei com Yuri. 

 

— Não diria que está fácil. — Ergui o arco e atirei algumas flechas. — Estamos tendo sucesso só agora, o que você estava fazendo mesmo esse tempo todo que esteve aqui?  

 

— Hey eu estava na ala médica. — Ergueu os ombros. — A culpa não é minha. 

 

Não respondi, pois ela se afastou fazendo alguns disparos com seu arco dourado. Levou alguns bons minutos, mas conseguimos afastar os monstros para o mais longe do QG e quando pensei que estávamos próximas de um fim eis que me aparece um dos piores monstros existentes em nosso mundo. 

 

— Está vendo o mesmo que eu? — Yuri questionou perto de mim novamente.  

 

— Infelizmente sim. 

 

Eram no mínimo uns seis. Se um já faz estrago, imaginem seis lestrigões.

 

— O que acha de uma luta? 

 

Franzi a testa. 

 

— Se não percebeu, teremos que lutar de todo o jeito. — Falei irônica. 

 

— Eu digo pelos velhos tempos, Tiffany. — Yuri disse. — Quando éramos a melhor dupla.

 

Olhei para os lestrigões a nossa frente e tentei pensar rápido em uma estratégia. Teria de lidar com isso sem erros e rápido. Virei para encarar Yuri e por fim assenti. Se tinha uma chance de ganharmos essa briga seria lutar lado a lado com ela. Não poderia deixar que questões pessoais nos atrapalhassem.  

 

— Vamos nessa.   

 



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