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História Fall in the love's drug (Vkook-Taekook) - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Agust D


Fanfic / Fanfiction Fall in the love's drug (Vkook-Taekook) - Capítulo 22 - Agust D

❝ — I've tasted blood and it is sweet, I've had the rug pulled beneath my feet... ❞


Jin hyung nos entupiu de comida até que eu estivéssemos a ponto de explodir. Ficou tagarelando sobre o quanto estávamos magrinhos demais e que era preciso muita energia para viver uma vida cor de rosa. Namjoon estava vermelho como um tomate e se atrapalhou lavando a louça.

- Hyung está dizendo que precisamos de energia para poder transar direito. - Taehyung murmurou com um sorriso travesso e eu me engasguei com o suco fazendo Jin hyung cair na gargalhada enquanto me dava tapinhas nas costas.

Ficou decidido que voltaríamos para a rotina normal no dia seguinte, e que deixaríamos o lance dos Dollars nas mãos da polícia. Ao menos foi o que Namjoon nos obrigou a prometer e Taehyung concordou a contra gosto. Já eu tinha problemas maiores do que temer um novo encontro com o maldito e sádico policial Donghyun.

Entreguei Mark Tuan para salvar nossa pele. Aquilo não afetava apenas nossa frágil relação como também a vida de todas as pessoas ao redor dele. Por isso não tive coragem de entrar na sala de ensaio, e fiquei novamente parado em frente a porta, recostado na parede. Dispensei a companhia de Taehyung porque senti que aquela não era uma conversa que eu queria ter com ele por perto. E se as coisas já estavam numa completa merda, devia fazer aquilo sozinho.

Não conheci Jackson o suficiente para saber se ele também estava envolvido com tudo ou não. As únicas coisas que sabia sobre ele era que levava a dança muito a sério, me odiava e… Amava Mark. Talvez por saber como é ser o último a descobrir sobre alguém que amamos… O que eu deveria dizer? "Ah, Jackson sunbae, entreguei o Mark pra polícia ontem, desculpe por isso"? Odiava cada um daqueles pensamentos e sentimentos insuportavelmente egoístas. Ferrei com a vida de alguém e estava ali me lamentando sobre as consequências dos meus atos, pensando em como aquilo afetava meu papel no grupo, meu cargo como presidente, minha relação com os membros…

Me levantei desistindo de formular uma forma de contar aquilo para Jackson, mas mal atravessei metade do corredor quando lembrei que meus dias estavam contados. A formatura e a cerimônia de encerramento seria dali pouco mais de uma semana. E apesar dos esforços de Namjoon hyung em esconder as merdas com a polícia, meu pai foi avisado. Seu secretário telefonou passando o recado que devido as reuniões de negócios nos EUA, só voltariam dali uma semana. Nem precisei de muito esforço para entender que aquele era o prazo final do meu tempo com Namjoon, e provavelmente naquele país. Isso se eu não morresse ao ser esfolado como um animal.

Esse pensamento substituiu minha hesitação com um ímpeto suicida e simplesmente voltei para a sala de ensaio e entrei, prendendo a respiração. Pela primeira vez em todos aqueles meses, não vi Jackson ou Mark. A sala estava completamente vazia. Intocada. Como se depois daquela noite ninguém mais tivesse estado ali. Então deixei meu olhar vagar por aquela sala que havia se tornado uma parte importante no meu crescimento pessoal.

Fiquei parado em frente ao espelho, observando meu reflexo, pensando em cada tombo e em cada erro durante as práticas. Lembrei do olhar afiado de meus sunbaes, da enxurrada de broncas de Jackson e das palavras de incentivo de Mark. Era difícil conciliar aqueles dias com o cenário atual. Era difícil perceber que aqueles haviam sido os melhores dias do meu pior momento. Embora tudo estivesse dando errado, e eu quisesse fugir desesperadamente, encontrei ali uma forma de enfrentar as coisas. Encontrei naquela sala uma forma de juntar forças e lutar, mesmo que por um curto período. Mesmo que eu fosse facilmente levado e traído por minhas emoções. Aquela alegria foi real. Aquilo tinha sido real. Assim como minha escolha de abrir mão de tudo aquilo.

Estava decidido a abdicar do grupo. E sabia que as consequências me levariam ao buraco negro que era a vontade do velho Jeon. Mas não seria nenhuma novidade, certo? Viver de forma imprudente era meu dom. Sempre sucumbi aos impulsos e deixei que Namjoon hyung resolvesse todos os problemas. Em outras palavras, nunca enfrentei de frente as consequências dos meus próprios atos. Fugi, cometi deslizes piores que me faziam esquecer dos primeiros, ou simplesmente me entupia de álcool ou pílulas em alguma festa.

Saí da sala com as mãos nos bolsos, aprendendo a conviver com aquele gosto amargo na boca que me acompanharia por muito tempo. Aquele era apenas o começo das minhas punições, eu sabia disso.

- Não conseguiu falar com o sunbae?

Não me surpreendi ao ver Taehyung me esperando. Ele me deu um breve sorriso e puxou meu braço. Seguimos o caminho para casa em silêncio, de mãos dadas. Acredito que ele sabia exatamente que tipo de coisas passavam pela minha cabeça, então não disse mais nada até chegarmos em casa. Jin hyung nos recebeu animadamente, Namjoon estava na sala conversando no telefone.

- Não consigo me acostumar com esse ambiente família. - murmurei comendo o lanche que Jin hyung havia preparado.

Taehyung riu baixinho, dando de ombros.

- Nunca me acostumei.

- É uma tarefa impossível se acostumar com a minha beleza e todo meu charme, eu sei. - Jin cantarolou agarrando Namjoon pela cintura e puxando-o para uma valsa desajeitada.

O olhar que Namjoon nos lançou depois de se desvencilhar dos braços de Jin quase me fez colocar toda a comida para fora.

- Tenho más notícias. - disse me fitando diretamente.

- O que foi? - Taehyung se adiantou já sentando na sala.

- O detetive Park me ligou. - ele hesitou, e eu soube que não queria ouvir as palavras seguintes. - Mark Tuan está morto.

O loiro bebeu preguiçosamente de seu copo. Balançava a cabeça no ritmo da música, deixando que a tontura do álcool amortecesse seus sentidos e o levassem para aquele estado de consciência semi suspensa. Ele podia ouvir aquela risada irritante, mesmo enquanto bebia dose após dose em meio aquela música alta. Quando fechava os olhos podia ver a mesma cena, todo aquele vermelho vivo constratando com o tom pálido do corpo do amigo.

Ele sabia que as coisas acabariam mal, sabia que não devia ter deixado as coisas avançarem como o velho queria. Se esconder na sombra de um nome por tanto tempo trazia seus riscos, sua cabeça era um preço alto que pagaria quando chegasse a hora. Mas não esperava arrastar o amigo naquilo. Não queria aquilo. Pelos deuses, ele faria qualquer coisa para ter evitado aquilo.

- Você parece estar prestes a cair no choro, pirralho. - o velho barman murmurou estendendo um prato com frutas. - Coma alguma coisa.

O rapaz soltou uma risada amarga, empurrando bruscamente o prato. Ouviu gritos surpresos quando estilhaços se espalharam no chão.

- É divertido? Ver o sofrimento alheio? - Min Yoongi se levantou grunhindo para as pessoas que o olhavam horrorizadas. - É divertido? Seu bando de cães de merda.

- Acalme-se, pirralho! - o barman disse rispidamente.

Vá se foder, velho de merda.

Yoongi moveu os braços bruscamente, lançando todos os copos de vidro no chão, então agarrou a garrafa com o restante da bebida e saiu aos tropeços. Perambulou pelas ruas gritando para qualquer um que encontrasse, caindo e levantando sem qualquer direção. Acabou quebrando a garrafa em uma parede e os estilhaços cortaram sua mão, mas ele apenas se jogou no chão sujo e riu como um louco. Que sentido tinha aquela dor, aquele sangue? O que era uma ferida na mão quando o corpo era apenas um montante de carne que apodreceria no instante em que parasse de respirar? Devia acabar com tudo ali mesmo? Tinha o direito de tentar acabr com aquilo?

Mark Tuan se sacrificara por ele. Morreu tentando livrar o pescoço de um garoto de merda. Os dois estavam cobertos de tanta podridão que sequer haviam pensado naquela possibilidade, de que haviam coisas boas que poderiam perder naquela corrida louca. Poder? Dinheiro? Sonhos? Tudo pro inferno. Se pudesse iria naquele mesmo instante entregar o velho demônio que devorou a vida de todos eles. Mas se não fizessem como planejado… o demônio devoraria o mundo inteiro, sem ninguém ser capaz de sequer arranhá-lo.

Jackson continuou sentado no chão daquela sala fria olhando para o corpo inerte do namorado. Ainda podia sentir o sangue dele em suas roupas, nas mãos, nos braços. Seu próprio rosto era uma bagunça de sangue e lágrimas. Ele já não tinha voz, nem forças para se arrastar para fora dali e matar a desgraçada que fizera aquilo. Ele pegaria todos os culpados. Onde quer que estivessem. Depois. Faria aquilo depois. Quando Mark acordasse. 

Discutiria com Mark, o namorado o chamaria de bruto e o faria desistir de cortar aqueles desgraçados em pedaços. Quando ele levantasse, encontraria Mark dormindo ao seu lado como se nada tivesse acontecido porque aquilo era um pesadelo. Aquilo era um pesadelo.

Alguém entrou na sala aos tropeços, depois outro, e outro. Jackson deslizou os olhos para os três intrusos que estavam em pé entre ele e seu namorado. Seus olhos pousaram no rosto familiar, então ele levantou movido por cordas invisíveis.

- Você. VOCÊ SEU DESGRAÇADO DE MERDA! - vociferou enquanto pulava no garoto que conquistara um espaço em seu coração, no pirralho por quem ele e Mark sentiram um carinho especial.

- Sunbae… - Jungkook murmurou aos soluços.

Jackson rosnou como um animal e o derrubou no chão enquanto descia um golpe atrás do outro, lutando contra os dois pares de braços que tentavam afastá-lo. Ele continou gritando xingamentos e se contorcendo mesmo quando foi arrastado para longe. Então viu o outro infeliz parado na porta, olhando para ele com aqueles olhos escuros e frios como gelo. Kim Taehyung.

Taehyung entrou na sala e se ajoelhou ao lado de Jungkook. Aqueles dois merdinhas se mereciam.

- Se tivesse me ouvido, isso não teria acontecido. - Taehyung disse com aquela calma insuportável.

- Se vomitar mais uma palavra, eu te mato.

Jackson se livrou das mãos dos homens que o seguraram, então caminhou até o corpo de Mark, agarrando-se a maca ainda trêmulo.

Saiam daqui. Não quero ver nenhum de vocês.

Ele não esperou que saíssem antes de ceder a outra onda de choro. Porque Mark não levantaria. Porque aquele era um pesadelo do qual nenhum dos dois acordaria.

- Eu te disse que não era um bom momento. - Jin hyung murmurou para Namjoon, fazendo com que ele bufasse pela milésima vez.

- Nunca seria um bom momento. Se vocês dois tivessem sido sinceros desde o começo, essa merda toda não teria acontecido! - Namjoon grunhiu lançando aquele olhar afiado para Taehyung.

Continuei tentando limpar o rosto na pia da cozinha, ciente de que o sangue já havia saído mas simplesmente não conseguia evitar o movimento repetitivo. Era minha única forma de controlar o tremor agora que mesmo bile eu não conseguia mais vomitar.

- Quando você pretende me explicar tudo direito? - gritei deixando um copo escapar devido ao tremor. - Taehyung?

Então ele pegou minha mão e me fez sentar na sala. Esperou Nam e Jin fazerem o mesmo e contou. Depois de toda aquela merda, Taehyung finalmente abriu a boca. Falou sobre sua identidade como Vante, sobre como estava envolvido no lance das drogas. Contou sobre o problema com os Dollars e o que descobriu sobre Agust D.

Agust D era apenas a sombra de garoto que queria derrubar o império corrupto dos Kim e dos Big3. Junto com Mark bolou um esquema para unir todos os rivais dos Juices sob o nome de Dollars, então derrubariam os dois grupos por dentro, deixando que se destruíssem em uma luta territorial. Taehyung se uniu ao plano, por isso se entregou. Serviria de isca para atrair o demônio que controlava os fios. Faria a polícia começar aquela caçada obrigando o velho Augusto mandar seus peões para o campo.

Naquele quarto de motel ele se encontrara com Mark e Agust D. E a mulher bonita era Stella, quem ele descobriu muito depois ser o cão de guarda do velho demônio. Quanto mais eu ouvia da história mais enterrava minhas unhas nas mãos, suando frio enquanto percebia que apenas estar respirando ao saber daquilo tudo era um milagre.

- Augusto é o avô de Agust D. O velho criou o garoto como um cachorrinho, adestrando-o para assumir os negócios depois que matou o próprio filho. Ele precisava de um herdeiro e não hesitou em usar a mãe dele como refém. Mark acabou envolvido por ser amigo de infância de Agust. E decidiu jogar como um espião duplo quando recebeu uma oferta do meu pai. Aparentemente teria um lugar na minha empresa, agora que não é mais minha… Jungkook, você precisa parar com isso. Vai quebrar os próprios dedos.

Todos me olharam apreensivos, e não preciso descrever toda a desgraça que foi digerir aquela história maluca. Mark e Agust D não eram vilões desprezíveis, mas sim dois garotos normais que fizeram merdas como qualquer ser humano normal. Estavam tentando concertar as coisas, ou melhor, tentando evitar que aquela podridão se alastrasse ainda mais. E eu havia ferrado com tudo. Mark estava morto porque abri a boca. Mark morreu porque fiz Augusto perceber o esquema do neto.

- Mark tentou matar a Stella para proteger Agust. E ela matou o Mark a mando de Augusto. - concluí para ninguém em particular.

- Foi o que Doyeom disse no hospital antes de ser arrastado pela polícia. - Taehyung passou o braço ao redor dos meus ombros, me trazendo para um abraço. - Não foi tua culpa, pequeno príncipe.

- Agust D é o Yoongi?

Taehyung soltou um suspiro enquanto afagava meus cabelos.

- Meu Jungkook entende rápido.

Mentiroso. Fui lento e idiota, demorei para perceber o quanto minhas ações impensadas podiam gerar desgraças para os outros. As pessoas não dizem à toa que nossa liberdade termina onde a do outro começa. Minhas tentativas de salvar meu pescoço e aqueles próximos a mim foi a expressão mais pura de egoísmo.

- Vocês deviam ir domir. Está tarde e hoje foi um dia longo. - Jin disse batendo palmas para chamar nossa atenção. - Vamos dormir e deixar esses pensamentos complicados pra depois.

Deixei que Taehyung me arrastasse pro quarto e tirasse minhas roupas, como um boneco sem pilha. Eu sequer tinha percebido que haviam manchas de sangue na minha camisa. Sangue de Mark Tuan. Fiquei deitado olhando pro teto, enquanto Taehyung se ajeitava do meu lado. Não protestei quando ele me puxou, me envolvendo em outro abraço. Ficamos em silêncio enquanto ele afagava meus cabelos e minhas costas, cantarolando a mesma música que o vi murmurar no caminho para o hospital depois que Namjoon falou sobre Mark. Não conhecia a música mas sabia que era um tipo de bálsamo para feridas. Então fechei os olhos e cedi ao cansaço e à inconsciência.

- Estou preocupado com eles, mas preciso voltar e verificar como andam as coisas em casa. Hoseok sumiu depois que Taehyung foi preso.

- O pai de vocês deve saber de tudo a essa altura. É perigoso, Jin.

- Ele é o único amigo que Taehyung tem. E o único que confio... Na Juices, não me olhe torto. - Seokjin envolveu Namjoon pela cintura e pousou a cabeça em seu ombro. - Namjoonie, pode me dizer que me ama?

- Não faça isso… - a voz de Namjoon falhou, então ele abraçou Jin com força. - Por favor…

- Eu te-

Namjoon impediu que Seokjin terminasse a fala, selando seus lábios com um beijo. Suas mãos tremiam ao segurar o rosto de Jin, e o beijo foi atrapalhado devido as lágrimas dos dois. Seokjin deslizou suas mãos e tocou as de Namjoon, deslizando seus lábios para aquelas mãos que destruíam as coisas no mais simples toque. Aquelas mãos salvaram Jin anos antet, em um beco qualquer depois de levar uma surra após um porre com um cara errado. Seokjin nunca demonstrava aquela fragilidade na frente de Taehyung e dos demais. Não tivera coragem de pedir ajuda para Hoseok, então ficou deitado esperando seu corpo encontrar forças para levantar.

Ele odiava apanhar. Odiava aquela violência imunda que fazia a vítima se sentir insignificante, desprezível. Uma surra fragilizava a alma, deixando a pessoa tão pequena e sensível para todas as coisas ruins do mundo. Ali naquele beco ele só sentia dor, repulsa pelo próprio corpo frágil e pela sensação de impotência. Namjoon lhe estendeu aquelas mãos e o salvou. Tratou de suas feridas, da febre, da ressaca. E depois daquilo bastou um piscar de olhos para que Seokjin lhe revelasse uma a uma de suas fraquezas. Namjoon se tornou o porto seguro onde Jin podia ser sincero sobre seus medos, suas preocupações mais profundas. Ele o ouvia e confortava. Mais do que isso, desde o momento em que seus olhos se encontraram, Namjoon havia se tornado seu próprio mundo.

- Vamos fazer isso juntos. - aqueles olhos castanhos encontraram os seus, irredutíveis como naquela primeira vez.

Namjoon...

- Juntos.

- Alguém precisa ficar e cuidar dos nossos bebês.

- Hyung, ninguém vai morrer. Parem com a despedida melosa. - Taehyung disse se arrastando pela sala.

Namjoon arregalou os olhos, gaguejando alguma bronca incompreensível enquanto Taehyung soltava um riso travesso.

- Namjoon hyung, nem pense em retalhar. Vamos dizer que estamos quites com essa já que você atrapalhou coisas bem mais importantes entre mim e o Jungkookie.

- Como se você não tivesse gostado... Seu pequeno pervertido. - Jin cantarolou num tom irônico, se lançando sobre o menor.

- Esse olhar é de quem vai aprontar. Qual o plano? - Namjoon disse se sentando no sofá.

- Daqui três dias a ganguezinha vai se reunir com meu pai.

- Augusto e teu pai?

- E os Big3.

- Que tipo de apocalipse é esse? - Jin perguntou se lançando no sofá, ao lado de Nam.

- Vão tentar fechar um acordo agora que a Yoshitomi cancelou qualquer negócio.

- Cancelaram? Por quê? Quando? Que diabos? - Jin se exaltou gesticulando nervosamente.

- Jung Hoseok. - Taehyung respondeu com um largo sorriso. - Por isso não precisam se precipitar e tentar algo agora. Yoongi e eu vamos acabar com isso na sexta.

- Só vocês dois? Por quê?

Taehyung abaixou a cabeça se concentrando em brincar com a manga da blusa, engoliu em seco ao pensar nas coisas que viriam a seguir.

- Preciso que vocês garantam a segurança do Hobi e do Jungkook. - ele fitou os dois mais velhos. - Não tem como sairmos dessa, vocês sabem. Então quero impedir que esses dois idiotas impulsivos caiam no buraco comigo.

Porque Jung Hoseok faria qualquer coisa por Taehyung, seu amigo de infância e primeiro amor. Porque Jungkook era imprudente e não pensava nas consequências, e faria qualquer coisa pelo homem que amava. Taehyung sabia daquilo, sabia que não merecia ter tantas pessoas capazes de se sacrificar por ele. Então precisava de alguém capaz de fazer o mesmo pelos dois que lhe deram tanto. Estava colocando Seokjin num dilema, e lamentava profundamente por aquilo. Mas esperava que o irmão entendesse que salvar seu amigo era o melhor que podia fazer por ele. Taehyung não suportaria perder nenhum deles. Ninguém mais. E Yoongi perdera demais sozinho, era injusto não dar algo em troca. Então que fosse o seu próprio futuro, ou sua própria vida se as coisas chegassem nesse ponto.


❝ ... I've trusted lies and trusted men ❞



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