História Fall of alliance - 5sos - Capítulo 8


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Candice Accola, Demi Lovato, Megan Fox, Zayn Malik
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Candice Accola, Dallas Lovato, Demi Lovato, Luke Hemmings, Megan Fox, Michael Clifford, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Queda, Romance, Sobrenatural, Vampiro
Visualizações 21
Palavras 3.979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Uma dica de música pra ouvir com esse capítulo (Chasing Cars - Sleeping at Last)

Capítulo 8 - Seven


Fanfic / Fanfiction Fall of alliance - 5sos - Capítulo 8 - Seven

Elleanor Lewis on


O pessoal estava retornando da França hoje, eu poderia dizer que meu coração estava batendo mais rápido que o normal, se ele ainda batesse, foram exatas duas semanas sem eles por aqui, duas semanas sem meu namorado, sem meu melhor amigo, sem o tio Luke e sem a bruxinha maluca da Sage.

- Ei vampirinha. - Alissa disse sorrindo assim que entrou no meu quarto.

As novas cortinas com blackout faziam seu trabalho muito bem, o sol provavelmente estava mais insuportável que qualquer outro dia, pois a morena estava de short curto e uma regata preta qualquer com os cabelos preso num cabelo de cavalo mal feito.

- Oi - falei sem vontade.

- O que foi Elleanor?

- O pessoal vai chegar hoje, mas eu não vou poder ver o Calum.

- Aí vocês estão muito grudados, da um tempo garota. - ela disse revirando os olhos.

- Lá vem você de novo com essa história, mas vou te ouvir desta vez. - agora foi a minha vez de revirar os olhos e ouvir uma gargalhada da morena.

Alissa ficou comigo por mais algum tempo até receber uma ligação e sair praticamente correndo da minha casa. O dia se arrastava de uma forma que ninguém entendia, tio Mikey estava nervoso com a chegada do tio L, talvez pela saudade assim como sentia do meu lobinho.

Como não havia muita coisa a se fazer, aproveitei pra dormir já que eles só chegariam a noite, por motivos óbvios.

Algum tempo depois senti um peso caindo sobre meu corpo.

- Ashton, eu te odeio! - gritei fazendo o loiro escuro gargalhar.

- Saudade não sente né?! - ele disse saindo de cima de mim e se deitando ao meu lado.-  Que coisa feia, Elleanor!

- Como foi lá na França, vampiro?

- Tenso, seu lobinho não é tão calmo como eu pensava que era. - ele disse olhando o teto cheio de estrelas neons, suspirou e eu sabia que havia algo de errado com ele.

- Qual problema Ash? - me ajeitei para poder encara-lo.

- Como sabe que há? - ele virou a cabeça para me olhar.

- Que tipo de melhor amiga eu seria se não te conhecesse? - lhe dei um soquinho no ombro e sorri. - Pode falar.

- Um amigo meu lá da França me disse que a vampira que me transformou, saiu de lá e disse que iria procurar por mim.

- E qual problema nisso? - perguntei ainda olhando em seus olhos.

- Há algumas coisas que você não sabe sobre mim, Ella.

- Então me conte. - o desafiei.

- Se prepara que a história é longa... - ele sorriu pro teto enquanto colocava suas mãos atrás da cabeça.

- Me surpreenda. - brinquei.

- Eu era o irmão mais velho de três irmãos, Lauren era a do meio e Harry o mais novo...- ele fechou os olhos tentando esconder a dor que eu sabia que estava lá. - Nós morávamos numa casa pequena numa cidadezinha no interior da Inglaterra.

Fechei meus olhos e tentei imaginar o aquilo que ele falava, mas ao contrário do que eu pensava, fui transportada sem nem perceber para uma ruela de paralelepípedos. A chuva caia forte naquele lugar, algumas pessoas tentavam correr para se esconder, pois os raios também se faziam presentes ali.

"Ashton! - ouvi a voz de uma mulher gritando com o que parecia ser o meu amigo quando criança. - Você pode cair, meu filho, cuidado!

- Está bem, mamãe, terei cuidado. - ele parou de correr e começou a caminhar, mas saltitando.

Sua mãe estava grávida, mesmo com o vestido apertado, pude perceber o volume alto na área do tronco da mulher loira. Ashton quase não era parecido com sua mãe, a não ser pelos cabelos loiros cortado em forma de cuia e o queixo que era o mesmo dela. A loira possuía olhos azuis e seus cabelos estavam presos numa trança intocada que caía perfeitamente para frente e mesmo com aquela chuva o ar de superioridade que ela exalava era forte."

- Achei que você fosse australiano - falei ao perceber que ele ainda estava de olhos fechados.

- E eu sou, nós nos mudamos pra la quando eu tinha três anos, Lauren ficou com minha avó aqui. - ele disse virando a cabeça e me encarando com seus olhos, que hoje estavam quase verdes. - Meu pai era um investidor da Ford, ele e o Henry eram grandes amigos.

- Seus pais eram legais?

- De certa forma sim, as vezes eu lembro da minha mãe fazendo bolos e algumas geleias que meu pai adorava. - e ele tornou a fechar seus olhos e sorriu verdadeiramente.

- Você era muito fofinho quando criança. - falei me ajeitando para aperta as bochechas dele.

- Você teve uma visão? - ele arregalou os olhos.

- Uhum, acho que sua mãe estava grávida do Harry - respondi com naturalidade. - Mas continua a contar.

Ele sorriu e se virou novamente para encarar o teto do meu quarto. Ashton era muito bonito, seu rosto tinha o desenho perfeito de um homem forte e ao mesmo tempo um bebê. A forma como a risada dele podia se modificar de acordo com a história que estava sendo contada era incrível.

- Alguns anos depois nos mudamos de novo pra cá, no início foi tranquilo até... - a voz dele foi sumindo aos poucos.

Fechei os olhos e fui levada até o antigo centro de Sydney. Pelo que entendi aquela garota era a Lauren, a irmã do meio, ela era a cópia perfeita da mãe deles. Os mesmos cabelos loiros, os olhos azuis, mas o jeito me lembrou muito o Ashton.

" Não quero que você vá, irmão. - ela disse com a voz embargada.

- Eu também não quero ir, Lau, mas papai não está disposto a mudar de ideia. - ele puxou a garota que abraçou a cintura dele é encostou a cabeça no peito dele.

As roupas que eles usavam eram extremamente chiques, Ashton usava uma calça preta social, uma camisa branca e um colete igualmente preto, Lauren usava um vestido creme com detalhes em renda branca.

- Ashton! - uma voz grossa e alta se fez presente ali, me virei para encarar o pai deles, e nossa como meu amigo era parecido com ele. - Sua carta de alistamento chegou, meu filho!

- Papai, não há possibilidade de adiar isso? - ele perguntou com a irmã ainda em seus braços num abraço apertado.

- Lauren, nos deixe a sós, minha princesa. - o homem olhou para a loira que assentiu, assim que ela passou ao seu lado ele deixou um beijo na testa dela. - Meu filho, nós conversamos sobre isso hoje pela manhã, você sabe que é uma honra ter um filho que voltou da guerra, além de ser uma experiência formidável para qualquer homem da sua idade.

- De fato, deve ser realmente, para os que querem isso, papai. - Ashton caminhou até a mesa na sala de jantar da casa, puxou uma cadeira e se sentou. - Você nunca me perguntou o que eu realmente quero.

- Meu filho, uma sala de música no centro da cidade não vai lhe fazer ter histórias para contar. - o homem disse se servindo do suco que havia ali para o lanche da tarde. - Não vamos mais falar sobre isso, você vai preencher esta carta, quer queira ou não."

Abri os olhos assim que sentir Ashton me chacoalhar na cama.

- Você dormiu Elleanor? Sério? - a forma como meu amigo revirava os olhos era muito engraçado.

- Não idiota, eu tive outra visão. - falei dando um tapa na testa dele. - Você é a cara do seu pai.

- Ah! - ele se deitou ao meu lado, puxou um travesseiro e o abraçou. - O que você viu?

Ouvimos a porta ser completamente aberta e um miado foi ouvido por nós dois. Milú saltou e se deitou entre nós dois com a cabeça virada para ele.

- Ele com a carta de alistamento, você e Lauren conversando. - respondi enquanto fazia um carinho na gatinha. - Você queria ser músico?

- Ah como eu sinto falta de estar numa sala de música... - ele disse saudoso e sorriu olhando pra gatinha. - Eu vi a bateria ser criada, participei de alguns encontros na época antes de ser enviado para o campo de concentração.

- Continua - dei um soquinho no ombro dele que sorriu pra mim.

Logo que ele começou a contar fui tomada pela sensação de ser transportada novamente e um campo com vários homens vestido uniformes verdes iguais, capacetes preto, alguns adereços compunham aquele kit e ver o Ashton daquele jeito era estranho.

" - Irwin? - um velho com um bigode branco e grande chamou fazendo eu e Ashton nos virarmos.

- Senhor, sim senhor? - Ashton respondeu batendo continência

- Descansar soldado, você ficará na junto da ala médica.

- Sim Senhor! - meu amigo respondeu e eu tive vontade de rir.

Era estranho estar aqui, vendo todo aquele cenário de guerra, ler sobre era completamente diferente de estar aqui ou viver aquilo e Ashton sabia muito bem como era isso.

Segui meu amigo por entre os inúmeros soldados que passavam de um lado para outro, alguns correndo e outros apenas conversando. O lugar que ele foi designado era mais afastado devido ao número de feridos ou doentes.

Assim que Ashton entrou ele foi recebido por uma mulher não muito alta, a pele negra e suada dava indícios que o calor ali estava mais forte que qualquer outro lugar do campo, os cabelos pretos presos num coque intocável, a roupa de enfermeira chefe lhe dava um ar de soberania.

- Boa noite soldado, o que deseja? - ela perguntou o medindo dos pés até olhar em seus olhos.

- O major Blake me enviou, senhorita. - Ashton disse abrindo um sorriso para a mulher a sua frente. - Sou o soldado Irwin.

- Enfermeira chefe ..., mas pode me chamar pelo meu primeiro nome quando ninguém estiver por aqui. - ela estendeu a mão e sorriu de volta. - Iana."

Abri os olhos e vi Ashton com Milu no colo enquanto a gatinha mordia a mão dele numa tentativa inútil de fazer ele sentir dor.

- Você se apaixonou naquele dia por ela? - perguntei me virando e apoiando a cabeça na mão direita.

- A primeira vista... Nossa, me lembro do sorriso dela, os cabelos cacheados caindo na costa quando ela os soltava nos nossos encontros no campo de concentração - ele disse e depois gargalhou. - Que a Candice não me ouça falando isso!

- Por que nunca me contou isso antes?

- Não é uma coisa que eu sinta orgulho de sair contando, Ella, minha história não é como a sua ou como a do Luke. - ele tornou a ficar calado e encarou o teto. - Está lá na guerra foi difícil, no início era tranquilo, mas depois fui mandado para onde a guerra acontecia e isso deixou uma marca muito grande em mim.

- E sua transformação? Quando exatamente você virou vampiro? - havia tantas perguntas na minha cabeça, mas eu não podia pressiona-lo a falar. - Se não quiser contar, vou entender.

- Sabe, quando começamos a nos aproximar eu não percebi que ela era uma vampira. - ele riu lembrando. - Nosso primeiro beijo foi...

" Aquelas palavras foram o start que me fizeram ser levada novamente ao campo de batalha, a tenda da ala de enfermaria estava lotada de feridos, pois havia tido um ataque alguns minutos antes da minha chegada ali.

Ashton carregava um soldado na maca junto com outro soldado que eu não consegui identificar o nome, pois ele estava todo sujo de sangue.

- Enfermeira Dahl? - Ashton gritou e a mulher largou um dos pacientes que ela atendia o deixando com outra enfermeira.

- Soldado, coloque-o nesta cama com cuidado! - ela deu as instruções e os dois homens puseram o soldado quase morto na cama.- Como você está? Esta ferido?

- Não, eu estou bem apenas o ajude. - ele disse desesperado.

O sangue jorrava do local que o soldado havia sido ferido, a enfermeira fazia de tudo para tentar estancar o sangue. Alguns minutos depois ela finalmente conseguiu retirar alguns estilhaços da barriga do homem, mas ela sabia que ele não iria sobreviver.

- Ele ira morrer... - Ashton disse aparecendo atrás da mulher que se assustou com a voz grossa dele.

Só estavam os dois ali, todos haviam saído por algum motivo que eu não consegui entender. A enfermeira se levantou ainda de costas para o meu amigo, enquanto ele chorava feito criança, provavelmente aquele homem era um amigo que ele deveria ter feito enquanto estava em campo. Ela se virou e pôs as mãos em seu rosto o fazendo olhar em seus olhos castanhos.

- Ele ficará bem, eu prometo. - ela disse e eu soube que a vampira estava fazendo. Ninguém ali pareceu perceber que os olhos castanhos haviam se transformado em vermelhos, talvez pela luz amarela e fraca da lâmpada.

Ashton se acalmou quase que instantaneamente, ele caminhou até uma cama que estava vazia e se sentou tirando a arma de perto do seu corpo e deixando em pé ao lado da cama. A enfermeira apenas observava os movimentos do loiro escuro que tinha as lágrimas presas.

- Eu já estou aqui tem quase três anos, como será quando eu voltar pra casa? - ele a encarou e eu pude sentir tudo meu amigo sentia.

A angustia, o medo de não se adaptar novamente as regalias que ele possuía, o medo de morrer a qualquer minuto e de seus pais só saberem anos depois, de deixar seus irmãos sozinhos. Eu sentia meu peito arder com aquela sensação, vê-lo daquele jeito tão vulnerável, tão desesperado não era comum pra mim. Ashton sempre me passou a imagem de uma pessoa que se conhecia, que é capaz de lidar com as piores situações, alguém em quem a gente pode contar, mas a verdade era que aquilo era uma capa, e vê-lo daquela forma fazia meu coração morto doer muito.

A enfermeira Dahl pareceu despertar do transe que se encontrava, ela parecia nutrir algo sincero pelo loiro escuro. Suas mãos tremiam de nervoso e eu pude notar o que ela faria, era tão previsível.

Ela caminhou devagar e se sentou ao lado dele, pegou uma das mãos dele e entrelaçou com a sua e sorriu reconfortante pra ele. Ashton por sua vez não sorriu, mas sua outra mão tocou o rosto dela que sorriu com gesto, eles ficaram apenas se encarando por alguns segundos até que o próprio Ashton tomou toda coragem suficiente e atacou os lábios carnudos dela.

Eles soltaram as mãos quase que ao mesmo tempo, ele puxou o corpo dela para mais próximo pela cintura e ela em resposta passou as mãos pelo pescoço dele enquanto a guerra acontecia lá fora os dois travavam uma batalha pelo espaço dentro da boca dos dois.

Os sentimentos de antes foram deixados de lado e tudo o que eu sentia agora era excitação, paixão e muito desejo. Ashton a queria e ela pareceu perceber, pois logo se afastou dele ofegante.

- Não podemos fazer essas coisas aqui, soldado. - ela disse num ato de consciência.

- Perdoe-me. - ele disse apenas isso e olhou para baixo, exatamente igual hoje quando quer ganhar algo.

"Você não muda nunca, Ashton"

- Nós podemos nos encontrar onde eu durmo, fica a uns oito galpões daqui. - ela disse fazendo o olhar em seus olhos e se levantou se afastando dele. - Agora eu vou cuidar dos meus pacientes, de você eu cuido depois.

Um sorriso brincalhão apareceu nos lábios dele e seus olhos brilharam com o desejo de tirar aquelas roupas dela.

- Irwin? - um soldado aleatório entrou sem avisar e fez Ashton se levantar imediatamente da cama.

- Sim, Dales?

- O capitão solicita sua presença. - ele disse olhando pra enfermeira e depois para Ashton.

- Estou indo. - ele disso para o soldado que saiu da tenda, Ashton se virou para Dahl que suavizou sua expressão. - Nos vemos daqui a pouco.

Segui meu amigo por aquela multidão de gente correndo, o barulho de bombas explodindo, de gritos de dor invadiram meus ouvidos e fizeram aquele sentimento voltar.

O tal capitão o esperava impaciente e andava de um lado para o outro, ele respirou fundo assim que notou Ashton no meio daquela multidão de gente.

- Irwin! Venha logo! - ele gritou e Ashton correu segurando seu chapéu um pouco desajeitado.

- Sim Senhor? - o loiro escuro fez a continência costumeira enquanto aguardava as instruções.

- Você vai com o Beerkens para a linha frente. - assim que o bigodudo disse os olhos de meu amigo se encheram de lágrimas.

E lá estava ele e mais alguns na mira de todas as armas e bombas. Ashton era muito esperto, sabia mirar e não perdia uma tentativa quando o assunto era matar os adversários, mas o que ele não contava era que tinham outros mais espertos como ele naquela multidão de gente. Ele estava totalmente focado, nada era mais importante do que voltar ileso para as pessoas que ele amava.

O dia estava totalmente chuvoso, as armas eram mais difíceis de serem acendida, a maioria delas ainda tinham a corda para serem acesas e então logo depois soltarem a bala, acertando os inimigos. Ashton estava confiante, para ele logo tudo aquilo acabaria rapidamente.Eu conseguia sentir cada fagulha de esperança passar pelo corpo dele, cada milésimo de segundo fazia diferença ali.

Os adversários tinham mudado de posição e iam para outro lugar, meu correu para mais próximo deles, quando escorregou em uma das poças d'água, mas se levantou com certa dificuldade e foi quando ele sentiu algo perfurando sua coxa, perdeu o equilíbrio caindo novamente na poça. A água amarronzada começou a se misturar com o sangue e estava perdendo depressa, sua boca já não tinha mais cor, sua pele já estava indo se branca para transparente, uma de suas principais veias pareciam ter rompido.

Agonia, desespero, falta de ar, inúmeros pensamentos passavam pela mente dele e eu conseguia ver isso, era estranho pode vivenciar aquilo, poder viver aquilo e ver com meus próprios olhos tudo o que me foi ensinado durante a vida na escola. A dor era mais do que insuportável, nenhum dos seus parceiros pareciam ver ele caído no chão sofrendo, ele precisava ir para ala médica, ou ele iria morrer naquela poça, sozinho e sem se despedir de nenhum de seus amigos e parentes.

- Ashton, ah cara acorda. - o soldado Beerkens disse, ele já estava desacordado, não estava mais com a mão na coxa pressionando o ferimento, estava fraco, e só depois de horas viram ele ali no chão. - Precisamos levar você para enfermaria, aguente firme.

O soldado ajudou Ashton levando para onde deveria, um obstáculo muito difícil já que ele estava mais fraco, a dor era abominável, já tinha perdido muito sangue e aquilo não era bom, a qualquer momento ele poderia partir daquela para melhor. O garoto ajudou Ashton a se deitar na cama chamando a enfermeira responsável pelo turno da tarde.

- Ajude ele, eu preciso voltar, não deixe o morrer, e só o que te peço. - o garoto implorou e sumiu das vistas da enfermeira, que ficou sozinha com meu amigo.

Pegou água quente e um toalha colocando sofre a testa de Ashton, para esquentar e a febre não aparecer, era impossível tirar a bala dentro de sua coxa, ela parecia andar conforme os gritos de dor que ele soltava. Tudo que a enfermeira poderia fazer era apenas esperar o inevitável.

A noite já começava a aparecer pelas redondezas. Ashton não iria ter muito tempo de vida, cada mexida que ele dava era mais sangue que jorrava pelo pequeno buraco de sua coxa. A enfermeira já não sabia mas o que fazer, ela já tinha feito tudo que tinha aprendido para tentar remover a bala, e para estacar o sangramento, mas nada parecia funcionar.

O turno da mulher já estava para acabar, resolveu limpar a sujeira que tinha feito, ela já não via mais esperança para salvar Ashton.

- O que aconteceu aqui? Teve mais feridos do que ontem? - Dahl disse entrando na cabana e colocando suas coisas em cima de uma mesa.

- Não, apenas um, que não vejo mais esperança. - a enfermeira respondeu fazendo Dahl se virar e ver Ashton deitado em uma das macas. Ela se assustou quando viu o garoto deitado.

- Pode ir agora, eu fico com o resto. - assim que a garota deu as costas saindo, ela correu até ele desesperada. - Ashton, acorda, você é forte, não me deixe.

Ashton abriu os olhos devagar, suas pálpebras pesavam, ele sorriu e tossiu soltando gotas de sangue, aquele era o fim.

Eu podia sentir a vida saindo do corpo dele aos poucos, a agonia ainda estava lá e os pensamentos em todos seus familiares, no quanto sua mãe e Lauren chorariam caso ele morresse ali, em Harry que era apenas um bebê ainda, mas ele queria poder participar da criação do seu irmão. Até seu pai passou pela mente perturbada de Ashton, o problema era que as memórias foram se tornando apenas flashes rápidos e desconexos.

- Ashton, eu posso te ajudar, mas preciso que você me diga se quer, pode ser um pouco doloroso, mas prometo que você irá viver e se adaptar a essa vida. - ela disse tentando controlar a ardência que se formava em sua garganta.

- Só me deixa vivo. - forçou as palavras a sair de sua boca.

A garota se levantou e se certificou que não havia ninguém nas redondezas, fechou a porta da tensa improvisada e liberou as presas que estavam escondidas. Ashton sentiu o medo tomar contar do seu corpo por inteiro, mesmo a beira da morte ele sabia que havia um predador forte o bastante e que seria capaz de tudo por sangue. Seu melhor amigo Carl havia lhe contado histórias sobre pessoas mortas por criaturas da noite, mas ele nunca pensou que iria conhecer e se apaixonar por uma.

Dahl caminhou lentamente até a maca que o loiro escuro estava, ela não queria o deixar mais assustado, mas dava pra ver no olhos do soldado o quanto ele estava apavorado com o que via.

- Tente não gritar, soldado, por favor! - ela suplicou e Ashton confirmou com a cabeça.

Com o pouco de vida que ainda lhe restava, ele pegou o travesseiro esfarrapado que a outra enfermeira havia posto ali e mordeu. O que aconteceu a seguir foi torturante demais, a vampira não tinha intenção de mata-lo, mas ela precisaria de muito controle, pois o sangue de Ashton era tão doce quanto sua alma. Os olhos dela se tornaram vermelhos como o liquido que escorria do ferimento dele, tão vivos que mesmo com a luz fraca, meu amigo teve que fechar os olhos para não ver o que aconteceria.

A vampira sentiu o cheiro dele antes de cravar suas presas próximo ao ferimento, ele tentou abafar os gritos de dor com aquele misero travesseiro, mas foi em vão, Ashton se contorcia enquanto a enfermeira sugava o sangue dele.

- Busque um foco, vai te ajudar na transformação. - ela disse assim que guardou as presas e seus olhos voltaram a tonalidade natural.

Meu amigo ficou encarando o teto por longos minutos até finalmente olhar para a mulher negra a sua frente. Ali eu pude entender o que ela representava para ele, a ancora, ela o encarava de volta com a mão dele sob a dela. Ashton não só a desejava, ele era apaixonado pela enfermeira."

- Ella? - recobrei meus sentidos depois de sair das visões sobre o passado que ele acabara de contar. - Eu estou te chamando já faz um tempo!

- Ela salvou sua vida... - foi a unica coisa que eu consegui dizer.

- Sim, e eu sou grato a ela por isso, se eu não fosse um vampiro hoje... - ele me olhou nos olhos. -Eu não conheceria o amor da minha vida e nem a pior amiga do mundo. - finalizou e sorriu.

- Odeio você, pior amigo do mundo! - brinquei e lhe dei um soquinho no ombro.


Notas Finais


Oi loves,

Mais de 4k de palavras ta bom assim ou querem mais?

Não tem ninguém chorando aqui né? Vou confessar pra vocês que foi um dos capítulos que eu mais amei escrever, simplesmente porque nosso Fletcher merecia sua origem!

Don't hate me please!?

Beijos Drica.


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