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História (fallen) angel - taeyoonseok - Capítulo 16


Escrita por: staysope

Notas do Autor


"I know you're looking for salvation in the secular age
But, girl, I'm not your saviour"
Wrestle to the ground
God help me now

Girls - The 1975

ATUALIZAÇÃO SURPRESA

♪♫.ılılıll|̲̅̅●̲̅̅|̲̅̅=̲̅̅|̲̅̅●̲̅̅|llılılı.♫♪
#anjinhocaido

Capítulo 16 - Blood link


Deixei Hoseok para trás e dei passadas rápidas em direção a Taehyung, ainda escorado na porta e com sangue escorrendo pelos braços.

- O hyung está aqui.

segurei ele pelas mãos e o guiei para dentro do banheiro, a porta foi fechada para dar mais privacidade e que Hoseok não visse tanto sangue, se não seria mais uma pessoa passando mal aí sim eu não ia saber o que fazer.

- O que aconteceu? – perguntei a ele procurando por machucados em seu braço, mas seguindo a trilha percebia que na verdade o que sangrava era suas costas. – Tae, suas cicatrizes.

Eu não conseguia ver direito, era muito sangue mesmo. Não conseguia identificar como estavam as feridas, mas as duas sangravam ao mesmo tempo.

Dele, nada era dito mais, apenas um choro doloroso, seu queixo tremia e o som dos seus dentes batendo um contra o outro era audível.

- Eu preciso tentar limpar um pouco mais desse sangue pra ver o que está acontecendo, Tae...

Segurei uma toalha de rosto limpa e apenas pressionei contra suas costas, foi o suficiente para que o mais novo soltasse um resmungo de dor alto suficiente para fazer com que Hoseok batesse na porta.

- Amor eu estou bem, tem alguma coisa que eu possa fazer?

- Vida, tem muito sangue. Procura na minha mochila esparadrapo, e olha no closet pra ver se tem alguma caixinha de primeiros socorros. – Eu continuo a pressionar a toalha contra a região machucada.

A toalha estava começando a se sujar mais. Assim que afastei, consegui ver a ferida. Bastante dilacerada.

Estava totalmente diferente da vez que ele me mostrou. Nunca foi como as minhas, somente manchas, eram apenas do mesmo tamanho e no mesmo lugar. Mas as dele, ainda estavam cicatrizando naquele tempo.

Mas já se passou semanas, não é possível que ele não tenha se curado.

- Eu me senti fraco. Parei de beber. Rosé disse que eu estava pálido, me ajudou ir até a cozinha para beber um pouco da água. Fui para fora, tomar um ar no deck, e quando me inclinei para encostar no parapeito, senti como um rasgo. Eu não sei explicar, eu sequer sei o que está acontecendo.

Ele dizia tentando ficar calmo enquanto eu com uma nova toalha limpa, mas dessa vez molhada, passava por suas costas, costelas e braços, na tentativa de limpar os rastros de sangue.

Outra vez as batidas na porta. Soltei a toalha no colo dele, deixando que ele limpasse os dedos e girei a maçaneta.

- Eu consegui achar isso. Se não adiantar nós o colocamos no carro e vamos ao médico, eu não bebi hoje. Eu estou bem para dirigir. – Ele estende a caixa branca com um mais vermelho. Treme um pouco. sempre tão preocupado com todos ao seu redor.

- Está tudo bem, Hobi. Vai ficar tudo bem. Agora respira, abre a janela, respira ar fresco. – Eu selo sua bochecha rapidamente antes de fechar a porta e voltar até Taehyung que agora se sentou na tampa do vaso. Sua perna treme freneticamente.

Levo minha mão em seu joelho e ele para, me olha e tenta dar um sorrisinho.

- Obrigado, Yoongi.

Eu pisco lentamente, para dar um ar de tranquilidade a ele.

- Eu sei que você queria ter uma noite mais divertida...- antes que ele continue dizendo, toco seus lábios com meu indicador, que não estava sujo.

- Shh... agora me deixa cuidar de você.

Abro a caixa em cima do mármore da pia e separo a gaze, um spray cicatrizante e aproveito para cortar as fitas.

- Você quer tomar um banho antes de fazer o curativo?

- Não, vai arder muito.

Eu ri.

Me lembrava de quando eu caia de bicicleta e fugia do banho só para não ter que molhar o joelho ralado.

Claro que o machucado dele estava muito pior que um simples ralado na perna.

Obedecendo o que ele negou, aplico o remédio da melhor forma possível, mas claro que ele solta gemidos de dor e tenta escapar das minhas mãos.

-Tete, você vai fazer sangrar mais, para de se mexer. – Não é querendo ser insensível, só não queria mais sangue saindo.

Consigo fazer dois curativos e colando direitinho no lugar. O olhar do moreno encontra o meu, os resquícios de choro espalhados por todo o rosto. Ele ficava cheio de pontinhos vermelhos na bochecha após o choro. Era fofo.

Arrasto meu polegar por sua bochecha.

- Foi a minha vez de cuidar de você. Eu não esqueci de todas as madrugadas no labirinto em que eu deveria passar sozinho, mas você esteve comigo. – Beijo sua testa e ele segura meu braço.

- Obrigado...

Ainda apoiado em mim, se levanta, parecia fraco. Abro a porta do banheiro e vejo que a cama dele já está arrumada.

Hoseok a organizou.

Segurava uma camisa de pijama de botões para que ele não precisasse erguer os braços para se vestir. Se aproximou do mais novo e o ajudou.

- Eu trouxe meu remédio para dormir. Não vou te dar um inteiro, metade deve resolver. – Ele estava indo totalmente contra sua ética de não dar remédios contra a prescrição médica. Estava assustado, eu não poderia julgá-lo.

Foi até o frigobar pegando uma garrafinha de água. Assim, Taehyung conseguiu tomar o remédio e se sentou na cama.

- Tente descansar, nós não vamos sair do quarto, se precisar é só nos chamar. – Hobi acariciou os cabelos dele e por fim ele se deitou.

Deixei os dois no quarto enquanto voltava para o banheiro para ajeitar toda aquela bagunça. Tirei o excesso de sangue das toalhas lavando-as no chuveiro. Seria completamente estranho atravessar a festa no andar debaixo com três toalhas com sangue só para ir até a lavanderia.

E Jackson supostamente estava ocupando o bastante no quarto da frente.

Depois de limpar tudo, me lavei e voltei para o quarto. Hoseok estava cochilando sentado na cama, parecia desconfortável, mas ele estava entregue a um bom sono, tinha a expressão tranquila. Taehyung também dormia, mas todo rodeado de travesseiros na cama de solteiro no canto do quarto.

- Vida, se deita, vai ficar com as costas doloridas. – Minha voz era quase um sussurro. Ele abriu os olhos e voltou a os fechar, deslizando o corpo até se deitar inteiro.

Solto um riso fraco vendo-o se aconchegar. Sempre mais doce.

Diferente de todos naquele quarto, eu não consegui dormir.

Fiquei me martelando pelos últimos acontecidos.

Uma raiva havia me consumido, por poucos segundos. Eu ainda me sentia inseguro em relação ao mais novo e as palavras ditas por ele. O que ele havia feito.

Se ele sentia as mesmas coisas que eu, poderia ter certeza de que ele amava muito Hoseok.

Hobi foi quem me mostrou o caminho para fora da escuridão, e mesmo que o caminho ainda fosse escuro, ele me ensinou que eu consigo encontrar luz até na escuridão mais intensa.

Então, parte de mim, esperava que o efeito Hobi, agisse da mesma maneira em Taehyung. o fazendo bem, o fazendo sorrir da mesma maneira que me faz.

Eu não consigo entender o que ele vê em mim, por outro lado.

Ele alega me amar também. Mas eu não entendo o que ele enxerga, eu não entendo o que acontece.

Sempre acreditei não ser merecedor do amor de ninguém. Até mesmo do de Hoseok. Ele é um homem tão incrível para alguém como eu.

Perdido nos pensamentos em plena duas e treze da manhã, ouço um choro baixinho. Que me tira de todos os devaneios existentes.

-Tae? Está tudo bem? Sente dor? – me sentei na cama, olhei seu corpo encolhido, liguei a lanterna do celular para conseguir o ver melhor. Apenas umas manchinhas pequenas na camisa.

- Desculpe te acordar... não foi nada. – Ele alega, mas a voz é claramente de choro. O que me corta o coração.

- Eu não estava dormindo. Me diz, o que foi...

- Só tive um pesadelo. – Ele se encolhe ainda mais.

Eu penso.

Penso.

Penso.

- Venha aqui. – Finalmente digo.

Ele olha por cima do ombro e nega com a cabeça, posso ver outra vez seu rosto molhado pelo choro.

- Venha logo antes que eu mude de ideia. – Soou mais ríspido, mas é a única maneira de fazer com que ele se levante. – Traga o travesseiro e a coberta.

Assim ele faz, anda como uma criança assustada com o cobertor arrastando no chão.

Se senta na ponta da cama e eu deslizo para o meio.

Ele se deita, de costas para mim. Eu puxo sua coberta para o cobrir e ele se encolhe. Felizmente a cama é grande o bastante já que os dois dormem em posição fetal, eu seria obrigado a dormir todo reto igual um graveto.

Mas eu sequer consigo fechar o olho sabendo que ele continua a chorar.

- Tae.

- Hm?

- Hm de cu é rola, olha pra mim, inferno. – Eu peço, demora um pouco, mas ele se vira.

Eu limpo as lagrimas dele com a ponta dos dedos. Ele fecha os olhos.

Quase não consigo ver seu rosto, a pouca luz que entra é a da lua na janela aberta.

- Hobi não fechou a janela agora vamos ficar todos picados por mosquitos. – Eu faço questão de embrulhar melhor meu noivo e em seguida verificar que Taehyung também está completamente protegido. – Seu pesadelo... foi só um sonho.

- Mas parecia tão real...

- Mas você acordou, e viu que está tudo bem. Hobi e eu estamos aqui com você. – O que eu disse pareceu confortá-lo, pegou no sono rapidinho depois disso. Eu ainda demorei mais um pouco, quis ter certeza de que ele não iria sonhar outra vez e ver se Hoseok também não iria lidar com a insônia.

O dia veio mais rápido depois que eu consegui dormir um pouco.

Fui alvo de chutes, por volta das nove e pouco da manhã. Hoseok tentava tirar a coberta do corpo, mas por estar tão enrolado, não conseguia se soltar.

Quando percebeu que eu estava acordado, sorriu quadrado, meio constrangido por ter feito muita agitação.

Agitação bastante para que Taehyung também acordasse. Se sentou imediatamente na cama, esses jovens com a pressão boa, vou te falar viu...

Hoseok ainda lutava contra a coberta. Segurei a ponta e puxei de uma vez, fazendo com que o corpo dele rolasse para fora da cama e fosse de encontro com o chão.

- YOONGIIIII – ele gritou inconformado.

- Isso é por ter me acordado me dando chutes. – Me estiquei na cama, afundando meu rosto contra o travesseiro e gritando ali.

- Bom dia. – Voz rouca e deliciosa de Taehyung.

Espera, eu disse deliciosa?

- Se sente melhor? – Hobi perguntou, o menino assentiu e avisou que ia tomar banho. O que indicava que eu precisava ir atrás de mais kit de primeiros socorros.

Com muita força de vontade movida pelo ódio, finalmente me levanto da cama, vou em direção a porta e ouço o grito do meu noivo:

- Limpa a remela, sujeirinha.

Eu lhe aponto o dedo do meio e saio cutucando a lateral dos meus olhos enquanto caminhava pelo corredor até p quarto onde Jungkook e Jimin estavam. Bato na porta, ouço uns risinhos e logo a porta é aberta.

- Jackson?

- Yoongi! Que ótima surpresa, quer entrar? – ele estava com um lençol enrolado na cintura, suado.

- São nove da manhã? – eu até confirmo no meu relógio de pulso, e sim, ainda são nove e nove da manhã.

- SE NÃO VAI FALAR O QUE PRECISA DEIXA ELE FALANDO SOZINHO JACKIE... – Jungkook e seu sotaque.

- Eu só preciso de um kit de primeiros socorros para fazer a troca de um curativo.

- Teve briga ontem?

- Deixe de ser curioso e só me dê a droga da caixa.

A porta se fechou, sabia que ele só fechou para ir pegar logo o que eu havia pedido. E como eu pensava, logo a porta se abriu, dessa vez era a mão tatuada de Jeon, nada mais, nem a lateral do olho.

Mau humorado sem receber um bom dia dos meus amigos foguentos, volto para o quarto. Minha primeira visão é a bunda amorenada de Kim Taehyung. Bem definida.

Hoseok estava no banho agora.

Taehyung nem percebe que eu estou no quarto, apenas veste a boxer e a calça de moletom.

Ajo naturalmente, apoiando a caixinha branca na beirada da cama e o chamo, antes que ele ponha a camisa. Aplico mais uma vez os remédios e tampo a ferida com gaze e esparadrapo.

Talvez eu não fosse o melhor em fazer aquilo, mas o outro não havia se soltado enquanto o garoto dormia, e o remédio parecia fazer efeito o suficiente para que não saísse mais sangue.

Hoseok demorou mais algum tempinho e saiu já trazendo a maioria das coisas do banheiro.

Estávamos decididos a voltar mais cedo para a cidade. Conseguir descansar na tarde de domingo para aguentar uma semana complicada e corrida.

Além do mais, eu precisava preparar uma surpresa para o aniversário de Hoseok.

Fiz toda a minha higiene e aos poucos fomos levando as coisas para o carro, não deixando que Taehyung fizesse muito esforço.

Além de termos combinado de almoçarmos juntos antes de deixar o mais novo em casa, deixamos um bilhete por baixo da porta do quarto de Jimin, apenas reforçando o que havíamos escrito na mensagem para dois, dos três integrantes daquele quarto.

Hobi dirigia tranquilamente, sempre com o lindo sorriso nos lábios, mesmo aqueles que não mostravam os dentes longos e bonitos.

Animadamente balançava a cabeça de um lado para o outro.

Eu me encolhi com as pernas por cima do banco e continuei olhando a paisagem bonita dos últimos momentos do inverno.

Taehyung por outro lado, se sentava meio torto, com um travesseiro nas costas para não se escorar completamente contra o banco de couro. Estava com os fones de ouvido e parecia ter os pensamentos longe.

Hoseok me olha de relance dando uma risadinha e me manda um beijinho rápido, volto a acariciar a coxa dele pois sei que ele se sente melhor com o carinho quando dirige na estrada de volta para a cidade.

As coisas mudam quando ele encara o retrovisor.

Se assusta.

O carro já não segue mais em linha reta.

É jogado para o acostamento e ultrapassa o limite de asfalto e começa a se mover sobre a grama indo em direção a um pasto – felizmente sem cercas.

Ele freia a tempo e o baque joga nossos corpos para frente, felizmente ficando presos pelo cinto.

- Tá todo mundo bem? – Hoseok é o primeiro a perguntar. Com os olhos fechados, escorando a cabeça contra o volante.

Olho para trás, Taehyung tem os olhos arregalados, os lábios entreabertos e não consegue dizer nada.

Mas seu nariz sangra.

Ele só percebe quando eu aponto para ele e ele consegue pôr a mão por baixo antes que a gota caia e suje sua camisa. Nada preocupante.

Afinal, ele sequer havia batido algo, um nariz sangrando pelo susto.

- Vida, você está se sentindo bem? – pergunto e ele apenas confirma com a cabeça.

Fica um longo tempo calado. Eu sequer sei o que ele viu ou o que aconteceu para ele se assustar tanto. Mas eu e Taehyung trocamos um olhar cumplice. Ainda mais forte quanto ele sibila:

- Asas. Eu vi asas. Enormes. – Suas mãos tremem. Kim quase se engasga. Eu continuo estático.

Olho para Taehyung novamente, como se perguntasse se ele estava com as asas de volta, sei lá, de alguma maneira impossível isso parecia muito provável, ainda mais na minha mente, e, mais ainda quando isso envolvia Jung Hoseok.

Ele parecia ser sujeito a qualquer tipo de atividade sobrenatural.

- Vem, deixa eu dirigir o resto do caminho, amor. Você só se assustou, deve estar cansado, muito cansado.

Ele concorda, desce do carro, antes de descer também eu lanço uma última olhadela para Kim no banco de trás. Já do lado de fora, checo cada um dos cantos da rodovia e do acostamento para ter certeza de que não havia nenhum pássaro morto, ou algo do tipo.

Troco de lugar com ele e contínuo o caminho, dirigindo agora em uma velocidade mais reduzida. Hoseok me repreende todas as vezes que eu piso um pouco mais no acelerador.

Não tínhamos mesmo motivos para correr.

Ele mal tocou no prato de comida no restaurante, parecia apático.

Não riu, não fez nenhuma piada, mal falou.

- Me mandem notícias. – Foi a última coisa que Tae disse ao descer do carro depois de certificar que ninguém citaria os ferimentos aos Kim e muito menos o quase acidente. Optamos por não descer do carro, Hoseok precisava mesmo ir para casa.

- Você também, qualquer coisa que precisa ligar. E cuida direito desse machucado aí. – Eu quem digo. Hobi acena com a cabeça e volta a se escorar no vidro da porta.

Até chegarmos em casa ele não disse nada.

Apenas me avisou na garagem que iria subir para o quarto e que queria um tempo sozinho.

Respeitei seu espaço assim como ele sabia respeitar o meu quando era necessário.

Deixei as malas no canto da escada para que depois pudesse subir com essas.

Meu telefone toca. É Wheein. Eu atendo a chamada de vídeo.

- Oi sogrinha, como vão as coisas por aí?

- Vão ótimas, e por aí?

- Muito boas, acabamos de chegar em casa na verdade.

- Eu e Hye começamos a ficar preocupadas. Hoseok não atende o telefone.

- Ah, a bateria deve ter acabado, ele está deitado um pouco. Andar de carro o deixou bem enjoado hoje. Preferiu descansar.

- Vocês continuam olhando as casas?

- Sim, na verdade não visitamos nenhuma, mas ainda estamos olhando uns projetos pela internet mesmo.

E nossa conversa se prolongou por mais de quarenta minutos.

Ela se mostrou feliz e ao mesmo tempo triste por ter seu filho se mudando para fora do seu ninho.

Mas nós dois não poderíamos começar nossa vida de casados em uma casa com suas mães.

Eu não me sentia confortável o bastante, e ele também não.

Descobrimos que elas voltariam antes do aniversário de Hobi e aproveitei para citar a ideia de fazer uma viagem com ele para o Brasil. Levar os amigos juntos, é claro.

E ela amou a ideia.

Sabe quando você cresce apaixonado por filmes de Hollywood e a sua maior vontade da vida é viajar diretamente para aquele lugar e conhecer tudo o que você cresceu vendo pelas telinhas?

Hoseok era assim, só que com o Brasil.

Ele sempre disse sentir uma conexão extremamente forte com o local.

E com uma chuva de ideias na minha cabeça, passei a fazer pesquisas no notebook, sentado ali na sala, esperando uma manifestação de Hoseok que me autorizasse a aproximar outra vez.

Demorou mais duas horas para que isso acontecesse. A porta do quarto finalmente foi aberta, os cachorros desceram feito uns loucos e começaram a pular em minhas pernas. Hobi desce as escadas com uma cara de quem acaba de ter uma ideia mirabolante.

- Taehyung é um vampiro.

- Que?

- Taehyung é um vampiro.

- Estava assistindo The Vampire Diares sem mim de novo? – pergunto inconformado.

- Sim. Mas ó, pensa comigo. Ele chegou na cidade do nada. Ele é bonito feito uma estatua grega esculpida e que fica em exibição no Louvre. – Ele dá uma pausa. – E você é mais bonito ainda, não me olha com essa carinha. Presta atenção.

- Continue.

- Ele bebe para um caralho, ele consegue acompanhar o Jimin nisso tudo. E lembra o sonho que era ele. Tirando um monte de coisa que vem na minha cabeça. Eu tenho certeza de que ele eliminou as minhas memorias igual o Damon fez com a Elena antes de devolver o colar dela.

Ele finaliza, recupera o folego e se senta na cadeira.

- Espera como assim um monte de coisas que vem na sua cabeça?

- É, aquela conversa toda estranha de vocês, eu sinto como se já tivesse visto Taehyung antes, eu tenho sonhos estranhos que ele aparece, como eu tive quase certeza de que vi ele com a gente no dia em que te pedi em casamento.

É isso, Hoseok está se lembrando. Ele está começando a se lembrar.

E eu não sei se deveria explicar a ele o que está acontecendo ou se eu devo esperar mais para que ele comece a ver as coisas sozinho.

Em algum momento ele pode acabar confundindo a informação que eu dei, ficar paranoico e começar a sonhar e começar a confundir as lembranças com meros sonhos fantasiosos.

Quase entro em colapso. Mas ele ri.

- Depois nós falamos sobre isso quando ele estiver junto.

Eu concordei com o que ele disse apenas para não gerar mais desconforto e que eu não acabe entrando em curto-circuito.

As mensagens de Jimin brilharam na minha tela, pedindo desculpa pela demora e depois perguntando se havíamos chegado bem em casa.

Eu troquei algumas mensagens e perguntei se ele estava livre para almoçar no dia seguinte, precisava organizar com ele os meus planos para a viagem nova.

Hobi enrolou o maior tempo na cozinha para trazer as cumbucas com lámen e as latinhas de refrigerante.

Na sala, continuamos a maratona do que deu a ele uma ideia maluca sobre nosso mais novo amigo ser um Vampiro.

Eu tenho certeza de que ele iria especular várias outras possibilidades de ele ser outros seres sobrenaturais.

Não duvido nada que logo ele procure detalhes que ligue o moreno a um lobo. E se eu deixar que ele veja The originals vai começar a ligar o garoto com um híbrido.

Uma imaginação muito fértil e nada cética.

Passo minha mão apertando meu pescoço e descendo para o ombro. Ele nota meu incomodo.

- Se machucou hoje, não foi?

- É apenas um mal jeito no ombro, não leve isso tão além. – Eu continuo me apertando para tentar aliviar um pouco da dor.

Aos poucos as mãos dele substituem as minhas e ele massageia intensamente no ponto que mais sentia dor.

- Hobi...

Ele responde com um simples “hm”. Muito focado na massagem e na serie para conseguir elaborar uma resposta maior.

- O que te assustou tanto para você não conseguir mais dirigir? – eu tento ser cuidadoso na minha escolha de palavras. Ele morde o canto dos lábios, para de fazer a massagem e para de dar atenção à televisão.

É de homem não conseguir fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, não é possível.

- Você não vai acreditar em mim amor...

- Você pode tentar e confiar. Sabe que eu jamais desacreditaria de você.

- é, mas...

Ele para, me olha. O meu olhar direcionado a ele tenta o encorajá-lo da melhor forma possível. Se enchendo de confiança ele continua enfim:

- Eu acho que vi asas atrás do Taehyung, eram grandes e ocupavam todo o banco de trás. Foi muito rápido, eu nem consegui perceber direito.

Eu sabia. Sabia que não era atoa ele ter dito aquilo. E sabia ainda mais que eu precisava conversar com Taehyung o mais rápido possível.

Por isso, aproveitaria que a minha última aula da manhã seguinte era com ele, e diria tudo. Precisávamos dar resposta a ele. E eu não tinha o direito de contar tudo isso sozinho.

- Pensando bem... – eu me preparo para ouvir uma confissão enorme dele. – E SE ELE FOR LUCIFER? Eu vi as asas dele nessa nova temporada. CA-RA-LHO.

Eu bato minha mão contra minha testa em um tapa estralado. Ele gargalha. O que me faz mesmo pensar se ele está tentando achar mais coisas linkadas ao acontecimento e com seres fictícios.

Mas logo seu sorriso se desfaz e ele parece sério demais.

- Acho que agora eu não vou conseguir dormir. Só nós dois sozinhos nessa casa. Pode ser invadida e nós morremos sem conseguir dizer nada.

- Pare de bobeira, Seok-ah. Vamos, direto pra cama que amanhã você precisa trabalhar cedo e eu também, nossa casa não vai ser paga sozinha com a nossa preguiça.


Notas Finais


♪♫.ılılıll|̲̅̅●̲̅̅|̲̅̅=̲̅̅|̲̅̅●̲̅̅|llılılı.♫♪
#anjinhocaido

Eu literalmente ACABEI de arrumar esse capítulo direitinho e resolvi postar agora mesmo para dar a vocês um domingo melhor e sem tantas curiosidades.

PERGUNTINHA: Em que lugar do Brasil vocês querem que os meninos apareçam, ein? Eu realmente estou pensando em eles visitarem DOIS estados, então comentem aqui, onde eles podem ir ou o que eles podem fazer.

Eu estou muito feliz com o andamento da narrativa, e espero conseguir agradar vocês a cada atualização. Ainda estou pensando a respeito da outra estória. Vocês leriam uma outra obra minha? Preferem qual shipp?

Acho que por hoje é só. Vejo vocês na próxima, deixem um votinho <3


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