História Fallen Angels - Capítulo 15


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Emma Carstaris, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jonathan Christopher Morgenstern, Julian Blackthorn, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Personagens Originais, Simon Lewis
Tags Alec, Clace, Jemma, Kitty, Magnus, Malec, Sizzy
Visualizações 68
Palavras 2.485
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Girassol


Girassol

Felicidade, calor, ingratidão, vitalidade, entusiasmo, altivez, equilíbrio, conforto, sorte.

Alec tirou a vasilha de pipoca das mãos de Anne, que deu um soco em seu ombro.

“Aí, Anne.” Alec disse pegando uma mão cheia de pipoca.

“Não peguei folga hoje para você ficar roubando a minha pipoca.” Anne disse pegando a vasilha de volta e olhando para o filme que passava na TV. “Esse filme é triste.”

“Mas é uma comédia!” Alec disse olhando para Anne com a festa franzida.

“É uma comédia romântica, e ela nunca lembra do cara que ela gosta e ele também gosta dela. É algo horrível.” Anne disse enchendo a boca de pipoca.

“Olhe pelo outro lado, assim todo dia ela pode se apaixonar de novo por ele. Seria triste se ela não lembrasse da família, eles nunca superariam porque ela não nasceu desse jeito.” Anne olhou para Alec e deu ombros.

“Por que você sempre tem razão?” Anne perguntou e Alec sorriu.

“Porque eu sou incrível.” Alec disse pegando pipoca na vasilha de Anne e ela bateu na mão dele.

“Vai fazer para você, Alexander.” Alec fez bico.

“A sua está melhor e eu ainda estou ruim.” Alec disse apoiando a cabeça no braço do sofá. 

“Faz mais de uma semana que você saiu do hospital.”

“E eu ainda estou de atestado.”

“Não tenho resposta para essa.” Anne disse desligando a televisão, pois o filme tinha acabado.

Colocou os pés sobre a mesa de centro e respirou fundo olhando para Alec.

“O que fazemos agora?” A loura perguntou e Alec levantou uma sobrancelha.

“Não sei.” Alec disse olhando para a tela da televisão desligada.

“O que você fez por essas duas semanas?”

“Eu dormi o dia inteiro e assisti televisão, alguns filmes também.” Alec respondeu enquanto Anne deitava com a cabeça apoiada em seu coloco. “Anne...”

“O quê?” Anne perguntou olhando para Alec.

“Eu estaca falando com o Magnus sobre o nosso casamento um dia desses e começamos a cogitar a ter o nosso próprio apartamento, até mesmo uma casa. Até porque não iria ser legal para você ter dois caras casados morando com você e quando vierem os filhos e...”

“Espera, vocês pensam em ter filhos?”


“Claro que sim.” Alec franziu a testa. “Por que não pensariamos?”

Anne balançou os ombros e mordeu o lábio.

“Não sei, você não parece o tipo de pessoa que gosta de crianças. Nunca pareceu na verdade.”

“Mas eu gosto, Annie. Você que é desatenta.”

“É, só um pouco. Mas, enfim, está bem. Eu entendo vocês dois se mudando, afinal, é um casamento, me impressionei por vocês não terem falado sobre isso antes. E eu vou ficar bem, não é como se vocês estivessem se mudando para outro país ou vocês estão se mudando para outro país?”

“Não! Calma, a gente nem começou a procurar ainda.”

“Deveriam, sabia? Aliás, mamãe e papai estão vindo jantar aqui hoje à noite. Você vai contar para eles sobre o noivado?”

“Não sei, eles vão ficar querendo gastar milhões na cerimônia, principalmente a mamãe.”

“E quando você vai falar? Faltando dois dias para o casamento?”

“Era esse meu plano.” Anne bateu no braço dele.

“Alec! Eu sei que você odeia quando a mamãe se mete nas suas coisas, mas ela só faz isso porque te ama e ela adora o Magnus, tenho certeza que ela vai deixar vocês gastarem o quanto quiserem.”

“Tá, você venceu. Eu falo com os nossos pais hoje à noite, mas preciso falar com o Magnus antes.” Anne sorriu e Alec achou aquilo estranho.

“Eu já falei com ele e ele concordou.”

“Acho que você é a terceira pessoa desse relacionamento, Anne.”

Conversar assim com Anne lembrava do dia que Alec foi adotado pelos Callahan e foi para a casa deles. Foi um dia muito estranho, pelo que Alec se lembrava.

Alec tinha onze anos, tinha passado mais de seis meses no orfanato e já estava pensando que nunca seria adotado, ou pelo menos era o que as crianças mais velhas do orfanato queriam que ele acreditasse.

Sempre diziam que quando eles passam dos cinco anos de idade acabam ficando ali até os dezoito, depois disso são liberados e jogados no mundo, a maioria acaba presa e a outra consegue dar a volta por cima. Alec já tinha chegado ali com mais de cinco anos.

O pequeno Alec sentia que aqueles garotos não gostavam dele, apesar de não saber o porquê disso. Alec achava que era porque ele era diferente da maioria das crianças.

Quando faltava uma semana para seu aniversário de doze anos, uma assistente social que trabalhava no orfanato onde Alec estava morando o chamou em sua sala e disse que tinha um casal interessado nele, eles já tinham uma filha que tinha a mesma idade dele e queriam outro filho, mas não tinham o tempo necessário para dar a um bebê recém nascido, então decidiram adotar.

Três dias depois disso, Alec estava se mudando para a casa dos Callahan, os seus novos pais resolveram manter as raízes do garoto e o deixaram com seu sobrenome de nascença, Lightwood.

Alec ficou impressionado com o tamanho da casa dos Callahan, era muito maior que a sua antiga casa. Seus novos pais começaram a lhe dar de tudo, ele se sentiu intimidado e assustado por tudo aquilo, era tudo muito novo e estranho, mas Anne o ajudou e fez com que ele pudesse se acostumar com aquele mundo totalmente novo.

Ela foi a primeira pessoa que Alec se apegou e a primeira amizade que ele fez depois de muito tempo, Anne foi também a primeira pessoa que Alec contou que era gay.

“No que você está pensando?” Anne perguntou sentando no sofá com as pernas cruzadas em forma de índio.

“No dia que a gente se conheceu.” Alec disse desviando os olhos da parede, que ele nem sabia que estava encarando, para Anne. “E em como eu estava assustado.”

“Eu tinha achado você super-fofo. Tinha dito para meus pais que eu queria um bebê, mas você servia.” Anne disse e Alec riu.

“Quase não acreditei quando seus pais me tiraram daquele orfanato, eu realmente achava que iria ficar ali até os dezoito.” Alec disse e suspirou.

“Ah, isso seria triste.” Anne disse pegando na mão do irmão. “Você mudou a minha vida, sabia? Eu sempre tinha sido sozinha e.... Quando você chegou eu consegui não só uma companhia, mas um irmão.”

“Eu te amo, Anne, sabe disso certo?” Alec disse abraçando Anne e ela sorriu.

“Sim, eu sei, e também te amo, Alec.” Ela disse e se afastou dele segundos depois.

“Você vai cozinhar, certo? Que tal eu já ir comprar as coisas no mercado?” Alec perguntou levantando do sofá.

“Você está bem para sair assim sozinho?” Anne perguntou o olhando. 
“Sim, Annie, eu estou bem, ok? Ainda não estou 100%, mas tenho certeza que consigo ir no supermercado sozinho.” Alec disse e Annie assentiu, pegou um bloco de notas e caneta que estava na mesa de centro e anotou algumas coisas.

“Vou precisar disso.” Ela disse entregando o papel a Alec. “Se acontecer qualquer coisa com você. Se sentir uma pontada em qualquer lugar você me liga e eu vou te buscar no mesmo segundo, ok?”

“Certo, Annie.” Alec disse pegando sua carteira que estava jogada no criado-mudo. “Já estou indo.”

Deixou um beijo na cabeça de Anne que observou ele sair pela porta com um das chaves do apartamento. Alec foi até o elevador e apertou o botão. Um cara loiro, que parecia ter a sua idade, chegou ao seu lado e Alec ficou meio desconfortável, porque ele não parava de encará-lo.

“Ei, você é o Alec do 12d, certo? O que sofreu um acidente?” Ele perguntou e Alec o olhou. “Você está bem?”

“É, sou eu.” Alec disse meio confuso. “E eu estou bem agora, obrigado por perguntar.”

“Não foi nada, cara, é que eu sou novo no prédio. Que horrível da minha parte não me apresentar, meu nome é Mark, me mudei nessa semana para o 12a.”

“Ah, bem vindo, Mark.” Alec disse e o elevador chegou, abriu as portas e os dois entraram. “Está gostando do prédio?”

“Estou sim, é bem tranquilo. No começo meu namorado não quis se mudar para cá, porque, você sabe né, nem todo mundo lida bem com um casal gay morando no mesmo condominio que seus filhos e netos, mas depois ele aceitou bem.”

“Oh, isso é bom.” Alec disse e o tal Mark sorriu.

“E você? Mora a quanto tempo aqui?” 
“Quatro anos, eu acho.” Alec disse e o elevador abriu no térreo. “Foi bom te conhecer, Mark, e, novamente, bem vindo ao prédio.”

Mark assentiu e os dois saíram do elevador, Alec foi para a saída do prédio e Mark foi para algum lugar que Alec não tinha visto.

O mercado era a quatro quarteirões da onde ele estava, não era muito longe, mas era bom finalmente sair daquele apartamento.

Alec pegou seus fones e plugou no celular, deu play no aleatório e uma música qualquer começou a tocar, ainda era verão então tinha várias crianças brincando na rua e adultos lavando seus carros.

Na terceira música que tocou em seu celular, Alec ficou tão distraído que acabou esbarrando numa garota ruiva. Tirou os fones do ouvido rapidamente e virou-se para ela.

“Ah, meu Deus. Mil desculpas, eu estava distraído.” Alec disse segurando os fones desajeitadamente. 
“Não... Não foi nada, não se preocupe.” A ruiva disse e engoliu seco, Alec achou que tinha algo de estranho sobre ela, mas não disse nada.

“Me desculpe, novamente.” Alec disse e colocou os fones novamente, a ruiva, assustada, sorriu e continuou andando.

O Lightwood deu ombros e continuou andando até o supermercado, comprou tudo que Anne tinha pedido e voltou ao apartamento. Deixou tudo em cima da mesa e sentou-se exausto no sofá.

Pegou o remédio para dor e o tomou, pois sua costela que tinha estado trincada começou a doer novamente. Anne apareceu na sala com os braços cruzados e com uma expressão brava. 
“Eu sabia que não devia ter deixado você sair assim, Alec.” Ela disse o fitando.

“Vou tomar um banho morno e vou ficar bem, ok? Não precisa ficar se culpando.” Alec disse deixando o copo na mesa de centro e levantando novamente.

“Tá bem, mas qualquer coisa, grite.” Anne disse e Alec assentiu indo para o banheiro.

Magnus chegou em casa da floricultura quando era pouco mais de seis horas da tarde, Alec perguntou se estava tudo bem em eles contarem para seus pais adotivos sobre o casamento e ele assentiu.

Os Callahan chegaram bem na hora do jantar, que tinha sido feito por Anne, que graças ao curso de gastronomia que ela tinha feito no Ensino Médio era ótima na cozinha.

“Espero que você esteja melhor, Alec.” Amelia Callahan disse arrumando os talheres para comer.

“Sim, mãe, eu estou. Esses dois não me deixaram fazer nada nas duas últimas semanas.” Alec disse olhando para Magnus e Anne, que trocavam um olhar de cumplicidade.

“Mas eles estão certos, sua mãe e eu até pensamos em contratar uma empregada para ajudá-los com o apartamento, já que eles dois trabalham e tem a faculdade e você ficaria sozinho em casa” Ryan Callahan disse fitando Alec.

“Ainda bem que não fizeram isso, pai, seria demais. Você não acha?” Anne perguntou franzindo a testa.

“Não, nenhum cuidado é demais. Principalmente quando a pessoa pensa que é o Flash, que tem os machucados curados mais rápido do que o normal.” Ryan disse e Magnus riu.

“Acho que esse é o décimo segundo herói que as pessoas me comparam em menos de um mês.” Alec disse mordendo o macarrão.

“Não exagera, Alec, esse deve ser o quinto.” Anne disse e Alec revirou os olhos.

Na hora da sobremesa, Alec disse que precisava falar com todos. Anne sorriu porque sabia o que ele iria fizer.

“A Anna já sabe, então... só falta vocês dois.” Alec disse pegando na mão de Magnus sobre a mesa.

“O que vocês dois aprontaram dessa vez?” Amelia perguntou cruzando os braços.

“Mãe! Não é nada ruim.”

Ela descruzou os braços e olhou para o filho e seu namorado, Anne olhava para os pais ansiosa.

“Eu ia falar antes, antes do que aconteceu, mas eu acabei deixando passar porque não estava bem. Mas, Magnus me pediu em casamento e eu disse sim.” Alec disse olhando apaixonadamente para Magnus.

Amelia arregalou os olhos surpresa e Ryan colocou a mão no braço da esposa.

“Meu Deus, eu não acredito, estou tão feliz por vocês dois.” Amelia disse levantando da cadeira e indo abraçar os dois. “Sempre soube que ele era a pessoa certa para você, filho.”

“Obrigado, mãe.” Alec disse com as bochechas vermelhas.

“Parabéns, aos dois, vocês merecem.” Ryan disse sorrindo.

“Então, como já está o planejamento? Já escolheram o lugar? Dá pra ser naquela nossa casa nos Hamptons, o quintal dela é grande o suficiente para caber todos os convidados, ou poderia ser na praia! Imaginem, que lindo um casamento na praia?” Ryan pigarreou interrompendo a esposa.

“Amy, querida. Deixe os garotos decidirem seu próprio casamento? Por favor? Tenho certeza que eles querem algo que tenho a cara deles.” Ryan disse e Amelia bufou.

“Obrigado, pai. Mãe, ele está certo.” Alec disse.

Mais tarde, depois de Amelia e Ryan irem embora, Anne ir para seu quarto e Magnus e Alec se ajeitarem para a cama, os dois começaram a conversar sobre seu casamento.

“Eu queria casar no verão, ou na primavera.” Magnus disse olhando para Alec, que estava deitado de frente para si.

“Então, nós vamos esperar até o ano que vem? Porque o verão acaba mês que vem.” Alec disse e Magnus tirou os fios que caiam sobre seus olhos.

“Por que não nos casamos mês que vem?” Magnus disse e Alec se assustou.

“Assim? Tão rápido?”

“A não ser que você não queira, é claro.” Magnus disse olhando Alec em seus olhos, fixamente.

“Mas é claro que eu quero, Magnus.” Alec disse e abriu um sorriso. “Vamos nos casar mês que vem.”

“E eu acho que sua mãe está certa. Casar na praia seria lindo, mas acho que iria encher tudo de areia, o que não seria legal.” Magnus disse franzindo as sobrancelhas.

“Poderíamos fazer na casa dos Hamptons, você já foi lá uma vez. Ela é enorme.” Alec disse entrelaçando seus dedos nos de Magnus. “E como queremos oficializar tudo mês que vem, vamos precisar de ajuda.”

“Além da sua mãe e de Anne, que obviamente iriam ajudar sem que a gente pedisse?” Magnus perguntou e Alec pensou por uns segundos.

“Talvez uma especialista. Você não disse que tinha uma tia que era especializada nesses tipos de cerimônia? Poderíamos contratar ela.” Alec disse e Magnus o beijou.

“Sim, o que você quiser.” Magnus murmurou entre o beijo e Alec levou sua mão até o ombro de Magnus. “Só por você estar lá, eu sei que vai ser perfeito.”



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