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História Fallen Angels - Capítulo 17


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Notas do Autor


Olá minhas queridas!! Mais um capítulo pra vocês! E eu espero que não me matem ao final dele kkk
Capítulo pra minha best da vida, Rapmon Clarke, amo te <3

Capítulo 17 - XVII - Seventeen.


Fanfic / Fanfiction Fallen Angels - Capítulo 17 - XVII - Seventeen.

— Segura firme, assim! 

Angel arrumou o meu pulso, na arma prateada que ela chamava de Betsy. 

— Você vai sentir um tranco, mas é normal. — Ela me encara séria. — Agora mire em uma das garrafas, e aperta o gatilho! 

Angel ficou atrás de mim, apoiando minhas costas. Eu fechei o olho direito e mirei em uma das garrafas de vidro, lá longe, sobre um tronco velho. Errei o primeiro tiro, pois acabei levando um susto por conta do tranco que a arma deu. Meu pulso doeu e me fez gemer levemente e fazer careta. 

— Tenta de novo, tenho certeza que você consegue! 

Angel aponta para as garrafas. Eu assenti e tentei novamente, uma, duas, na terceira tentativa eu acertei uma das garrafas. Ela explodiu em pedacinhos, fazendo Angel pular de animação. 

— É isso ai!! — Ela gritou rindo. 

Eu nunca tinha visto Angel sorrir animada. Ela sempre foi muito focada e séria, poucas vezes ela se deixava sorrir. As vezes, ela se soltava quando estávamos sozinhas, mas geralmente, ela sempre se manteve fechada. Porém, acho que coisas perigosas lhe alegram... Eu sei que ela gosta de atirar e lutar, ela sempre treina sua luta pela manhã, e volta para casa toda suada! 

— Acho que com pratica, posso melhorar... — Balancei a cabeça. 

— Claro! Vamos vir escondidas sempre que Sansão não estiver disponível! — Ela piscou. 

— Nosso segredo! — Ri. 

Nós viemos em um campo aberto, no meio da rodovia. Angel queria me levar a um clube de tiro, mas Sansão não aprovava a ideia, então tivemos que improvisar! 

— Vamos embora, antes que ele coloque os anjos atras de você! — Ela revira os olhos. 

— Eu gostei da sensação! — Admito, lhe entregando Betsy. — Me deixa mais segura, saber atirar... 

— Você mais do que ninguém deveria saber se defender, Mary. — Ela guarda a arma no cós de sua calça e nós caminhamos até o carro. — O mundo é cruel de diferentes maneiras. As pessoas são ruins, elas podem se aproveitar de você, mas se você souber se defender, tudo pode ser diferente! Você acha, que se tivesse segurando uma arma, quando alguém te fez mal, não seria diferente? 

Eu lhe encarei. 

— Claro. Totalmente diferente. Eu não seria assim tão... Quebrada. — Encolhi os ombros. 

— Sim. — Ela balança a cabeça, olhando para o céu. 

— Qual a sua história, Angelique? — Pergunto, curiosa. Ela me encara com a sobrancelha franzida. — Todo mundo tem uma. Eu tenho, Samy tem, Sansão... E você? 

Ela deu um pequeno sorriso. 

— Eu fui criada por meu pai, um veterano do exercito. Ele me fez aprender coisas desde cedo, me tratava como um soldado, dando ordens e impondo castigos e regras. Ainda sim eu o amo demais, mas eu queria muito conhecer minha mãe, mesmo quando meu pai dizia que ela não era alguém que valia a pena conhecer. Eu insisti. E ele deixou que eu fosse. Eu tinha dezessete anos na época. Levei um choque ao ver minha mãe pela primeira vez, ela era vulgar e egoísta, ela não me queria! Nos dias que passei com ela, descobri que ela era drogada, e se prostituía para  poder manter o vício. E de repente eu me vi presa com ela. Ela me vendeu... 

— O que?! — Eu esbugalhei os olhos, parando de andar. 

— Ela me vendeu para um cafetão. Claro que eu fiz um estrago naquela noite. Eu sabia me defender, meu pai já havia me ensinado. Mas eu era apenas uma, e eles eram muitos. Eu não me lembro de muita coisa, pois fui drogada... Tudo que me lembro é de meu pai, me carregando nos braços e dizendo o quanto eu fui burra por não ter o escutado. 

— Então você foi... 

— Eu não sei. Sinceramente, eu não lembro e não quero saber o que aconteceu. — Ela deu de ombros. — Aparentemente tudo estava normal, fora alguns hematomas em meu corpo. Mas eu não lembro. 

— A sua mãe foi uma vaca! 

— A sua também. 

Eu ri, e ela também. 

— Entrei para o exercito depois de completar dezoito. E foi onde conheci os anjos. Eles foram muito protetores comigo quando me conheceram, principalmente o seu irmão. 

— Eu imagino porque. — Sorri. 

— Ele não dizia muito sobre a vida dele. Na verdade, nenhum de nós falamos muito sobre. Acho que todos nós temos um passado de merda! 

— Mas vocês ainda têm o futuro! — Eu lhe abracei de lado. — E eu faço questão de estar por perto, pra saber como vai ser o seu futuro! 

— Estou curiosa quanto a isso! 

— Eu também! — Balanço a cabeça. 

Nós voltamos a andar. 

— Você quer ser madrinha da IT? 

— Que? — Ela me encara assustada. 

— Eu gostaria que fosse madrinha da IT. 

— Mary, eu não sou muito boa com crianças. Eu nunca fiquei perto de uma, na verdade! 

— Eu tenho certeza que você vai ser uma madrinha maravilhosa, assim como você é uma amiga maravilhosa! 

Ela sorriu, um tanto sem jeito. 

— Tudo bem. Não pode ser mais difícil do que cruzar um campo minado! — Ela deu de ombros. 

— Você já fez isso?! — Esbugalhei os olhos. 

Nós voltamos para casa e durante o caminho, Angel me contava algumas histórias sobre seus anos no exercito. 

Quando cheguei em casa, Sansão já me esperava impaciente e com o celular na mão. 

— Onde estava? Fiquei preocupado! — Ele me abraçou pela cintura, dando um beijo em minha testa. 

— Estou bem, amor! Angel e eu fomos fazer coisas de mulheres! — Dei um sorriso exagerado. 

— Angel não faz essas coisas! — Ele franziu a testa. 

— Faço sim, cabeção! — Angel o empurra, nos fazendo rir. 

-    -    -    -    -   -   


Eu estava tão animada com a construção de nossa casa, que já estava escolhendo os moveis, que logo iriam ocupar o espaço vazio que se formava na parte de traz da pensão. Sansão me deu seu cartão, me deixando livre para comprar o que quisesse, inclusive para o quarto de IT. Trish me acompanhou, ela queria me ajudar e eu agradeci imensamente, porque eu não sou muito boa com essas coisas. 

Já tínhamos escolhido boa parte dos moveis da cozinha e da sala, menos os sofás, Sansão gosta dos sofás da pensão e ele quer alguns deles para nossa casa. Nós decidimos fazer uma pausa para lanchar algo. Caminhamos de braços engatados pela calçada. Era bom ter Trish por perto, pois ela tem quase minha idade e nos entendemos bem. 

— Como estão as coisas com o Charlie? — Pergunto curiosa. 

— Legal. — Ela sorri animada. — Charlie é um doce. Tem todo aquele jeito diferente e estranho, mas ele é um doce. Ele me levou em um zoológico, eu amei, foi muito legal! 

— Que bom! 

— Sim, tiramos muitas fotos também... E ele me deu um beijo. 

— Jura?! 

— Juro! — Ela sorriu. 

— E o que você achou? 

— Eu gostei. — Ela corou. — Mas pedi para ir com calma. Depois do que aconteceu com o professor da universidade, eu fiquei um pouco hesitante, sabe? 

— Sei como se sente. Infelizmente. — Fiz careta. 

O dia foi longo. Estávamos prestes a voltar para casa quando a noite já tinha caído e as mensagens de Sansão e Samael já estavam incomodando. Estávamos rindo, voltando para o local onde o carro estava estacionado, quando alguém grudou em Trish. 

— Roberto?! — Eu esbugalhei os olhos. 

— Você vai voltar pra casa, Maria! — Ele murmurou irritado. 

— Eu já disse que não vou! Solta a minha amiga agora! — Grunhi. 

— Se você não for, eu atiro nela agora! — Ele me encarou sério. 

A expressão assustada que Trish fez, e a mão de Roberto próxima demais à escotas dela, me fez crer que ele falava a verdade. Eu balancei a cabeça, seguindo os passos de Roberto, até um carro, que eu já conhecia bem. 

— Entra! — Ele aponta com a cabeça, para o banco do carona. 

— Deixa ela ir e eu vou. — Disse, tentando manter a calma. 

— De jeito nenhum, você vai fugir! — Ele empurrou Trish para dentro do carro. 

Eu não tive escolha, a não ser entrar também. Jamais deixaria Trish se machucar por minha causa! 

Minha mãe estava no volante, e assim que eu fechei a porta, ela arrancou o carro. 

— Passem os celulares! — Roberto ordenou. 

Eu suspirei, mexendo na pequena bolsa que eu tinha e retirando o aparelho de lá. Entreguei para ele e Trish fez o mesmo. 

— Porque estão fazendo isso? — Pergunto, com a voz repleta de raiva. 

— Não é obvio?! — Minha mãe deu um riso debochado. — Maria você não pode criar essa criança! Olha a vagabunda que você se tornou! Com certeza a pequena vai ser como você! 

— Não fale assim com ela! — Trish gritou. 

— Fica quieta! — Roberto murmurou irritado. — Maria nunca deveria ter fugido! Te demos tudo, minha princesa, tudo o que você sempre quis... 

— Vocês só me deram dor e tristeza! Pra mim e pro Samael! 

— Seu irmão está perdido! — Mamãe murmura. 

— Meu irmão é mais sensato do que vocês dois! Nada do que vocês disserem vai me fazer deixar de amar meu irmão! 

— Cala boca! — Senti meu cabelo ser puxado. — Aquele vermezinho não merece o seu amor! Eu mereço, nós merecemos! 

— Mary! — Trish gritou e eu senti-me liberta. 

— Ta tudo bem Trish. Vai ficar tudo bem. — Eu suspirei, passando a mão em minha barriga. 




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