1. Spirit Fanfics >
  2. Fallen Angels >
  3. XXI - Twenty One

História Fallen Angels - Capítulo 21


Escrita por:


Notas do Autor


Olá queridas leitoras!
Estão todas confortáveis nessa quarentena? hahah. Sei que já está chato falar sobre esse assunto, mas gente, vamos seguir as recomendações do governo ficando em casa e tomando os devidos cuidados. Não só por você, mas por sua família.
Acredito que ainda essa semana vou postar mais um capítulo, e fiquem de olho, pois logo, logo vem novas histórias por ai.

Dedico esse capítulo para minha melhor amiga da vida! @Rapmon_Clarke KK Amiga não me mate ao chegar no fim do capítulo KKK Te amo <3

Capítulo 21 - XXI - Twenty One


 

Maria

Eu não conseguia tirar as coisas que minha mãe havia falado, da cabeça. O olhar que meu pai me deu, enquanto sangrava até a morte, a sensação de medo e paralisia que eu senti. Tudo isso me tirou de orbita. Eu pensei que poderia encarar IT, eu pensei que podia lhe amar, sem lembrar de nada do que havia acontecido. Mas não, no momento em que eu a vi nos braços de Sansão, eu ouvi a voz de minha mãe, dizendo que ela era o fruto do meu pecado. 

Eu chorei em silêncio, boa parte da noite, enquanto Sansão dormia. Não queria preocupa-lo ainda mais. IT dormia, eu fiquei tentada a lhe encarar de perto, mas então desistia, como se a pequena fosse me machucar ou algo do tipo, eu me afastava e me encolhia na cama. 

Quando o dia começou a amanhecer, ela começou a chorar. 

Não me movi. 

O choro tornou-se mais alto e irritante, me fazendo colocar as mãos nos ouvidos. 

Sansão acordou, atordoado. 

— Maria... Amor... — Ele franziu a testa, levantando com rapidez e pegando IT nos braços. 

Desviei o olhar, e virei o rosto para o lado, não querendo vê-la perto de mim. 

— Amor, ela precisa de você! — Sua voz estava carregada de dor, eu sabia que estava o decepcionando. 

— Eu não posso... Não posso.

— Ela está com fome. Você precisa... 

— Não quero alimentá-la. — Choraminguei. — Por favor, Sansão... 

Eu olhei para ele, que balançava a menina lentamente nos braços. O olhar decepcionado que ele me deu, quebrou meu coração em mil pedaços. Ele balança a cabeça, e então sai do quarto, com IT nos braços. 

Trinquei os dentes. 

Porque tinham que ter estragado tudo novamente? Porque? Tudo estava tão bem! 

Olhei para meu braço machucado, eu sentia os pontos coçarem e a vontade que eu tinha era de coçar até sangrar novamente. Porém, suspirei, me encolhendo na cama e fechando os olhos novamente. 

-   -   -   -  

— Isso me preocupa, doutor. Ela estava bem com a gravidez, ela tinha aceitado. — Ouvi a voz de Sansão. 

Continuei de olhos fechados, fingindo que estava dormindo. 

— É apenas uma fase, Sr. Anoai. Ela está com depressão pós parto, e é normal que aconteça essa rejeição. Mas com um acompanhamento psicológico, ela vai se recuperar e vai aceitar a criança. 

— Tem certeza que isso vai passar? Maria já passou por tanta coisa, eu não sei se ela consegue... 

— Não se preocupe! Eu conheço uma ótima profissional, ela vai ajudar Maria a passar por esse processo de aceitação. E é bom que ela converse com alguém sobre o que ela passou e sobre como ela se sente. 

— Tudo bem. Por favor me passe o contato... 

Eu me mexi na cama, dando a entender que estava acordando. 

Abri os olhos, dando de cara com Sansão e o doutor. Sorri, passando a mão pelos cabelos e me sentando na cama. Procurei IT com os olhos, mas não encontrei. 

— Onde... 

— Ela está com a enfermeira, está sendo alimentada. — Sansão deu um pequeno sorriso. 

— Vou deixar os dois a sós. — O doutor acenou. 

Sansão se aproximou e sentou na beira de minha cama, segurou minhas mãos e beijou-as. 

— Quando vamos para casa? 

— Amanhã. 

— Ainda?! — Choraminguei. — Não aguento mais essa comida ruim! 

Sansão sorriu. 

— Eu sei, baby, mas você estava muito fraca, então eles estão de olho em você. E na IT, ela nasceu prematura, então... 

Eu balancei a cabeça. 

— Baby. Precisamos conversar sobre isso. — Ele tocou meu rosto. — O doutor disse que... 

— Eu ouvi. — Desviei o olhar, envergonhada. — Depressão pós parto. 

— Precisamos cuidar disso, amor. Vamos até a pessoa que ele me indicou e vamos passar por isso juntos! 

— Eu não sei se consigo contar tudo isso para alguém que eu não conheço. — Encolhi os ombros. 

— Pode tentar conversar comigo. Como você fez antes. — Ele sorri, acariciando minha mão. — Quer me contar como se sente em relação a IT? 

— Eu não sei, eu... — Franzi a testa. — Tem essa coisa, esse sentimento de medo. Eu a escuto chorar e eu lembro do que minha mãe disse, que ela é fruto do meu pecado. Eu não consigo olhar pra ela... Eu tento mas... Eu quero, Sansão, eu quero nós três juntos, mas... 

Eu acabo chorando. 

— Tudo bem amor. — Ele me abraça, beijando minha testa. — Você vai esquecer disso, eu sei que vai. Sabe que tudo o que aquela mulher falou é mentira, você é um anjo, Maria, o meu anjo. — Ele sorri, limpando minhas lágrimas. — Você é uma mulher linda! 

— Eu sou quebrada, Sansão... Eles acabaram comigo! Olha isso! — Eu apontei meu braço. 

— Ei. — Ele segura meu rosto com as mãos. — Vamos colar os seus pedacinhos, de novo. 

Então ele sorriu, daquele jeito que eu amo. 

Eu não consegui evitar um sorriso, e lhe beijei. 

— Vamos cobrir isso com uma tatuagem, o que você acha? — Ele me dá um selinho demorado. 

— Pode ser. — Balancei a cabeça. 

-   -   -   -  -  

Samael entrou em meu quarto de penetra, ele me abraçou forte e me pediu perdão, tantas vezes que eu perdi as contas. Eu ri, o chamando de bobo e dizendo que não havia nada que perdoar. Nossos pais eram loucos, eles eram os culpados! 

— Irmãzinha, você precisa olhar para a IT! Ela é a sua cara! Sério, igualzinha! — Ele diz com um leve sorriso. 

— Sansão me disse. — Eu tentei um sorriso. 

— Eu sei que não está muito legal em relação a ela, mas você devia pelo menos pegá-la. Duvido que não vai se apaixonar. 

— A enfermeira adora pegá-la no colo. Diz que parece uma boneca! — Sansão completa. 

Eu torci os lábios e suspirei. 

— Talvez eu deveria... — Meu coração acelerou. — Tentar... 

— Sério? — Sansão sorriu animado. 

— É. Tenho que enfrentar o medo, certo? 

— É isso ai, irmãzinha! — Samael espalha meus cabelos e eu lhe dei um tapa. 

— Eu vou buscá-la! — Sansão se apressa, passando pela porta do quarto. 

— Você já pensou em ter filhos, Samy? — Eu encarei meu irmão. 

— Nah. — Ele balança a cabeça. — Eu acho que não saberia cuidar de uma criança. 

— Você cuidou de mim. Eu me lembro muito bem. 

— Sim, você era minha responsabilidade. Você nunca gostou muito do colo da mãe e do pai, eu lembro disso. — Eu vi um sorriso, por baixo da barba grossa. — Mamãe não queria te alimentar, ela te rejeitou, a principio. Mas eu estava lá por você. 

— Obrigada. — Eu o abracei, beijando sua bochecha. 

— Não devia me agradecer. Eu te deixei... 

— Esquece isso, Samy! 

— Não consigo! Por mais que eu tente... Eu olho pra você agora e... Porra! Você poderia ser mais feliz, tudo seria diferente se eu tivesse ficado e te protegido! Talvez IT fosse filha de Sansão e você não a rejeitaria como a mamãe te rejeitou! 

Eu esbugalhei os olhos, um tanto assustada. 

— Desculpe. — Suspirou. — Eu só... Me sinto confuso. 

— Eu sei. — Eu toquei seu rosto. — Mas nós vamos ter nossa felicidade. E ela começa agora, certo? 

Ele me encara, com a sobrancelha erguida e um sorriso brincalhão. 

— Tá legal. 

— Não estou sentindo firmeza! — Fiz careta.— Talvez você encontre a mulher da sua vida, hein? 

— Isso nunca vai acontecer! — Ele faz careta. 

— Não diga isso! Você é um gato! E é a melhor pessoa que eu conheço, com certeza vai achar alguém que te complete! 

— Desde quando você passou a acreditar em conto de fadas? 

— Desde que eu encontrei Sansão. 

— Ew, me poupe, Maria! — Ele revirou os olhos e eu ri. 

— É verdade! 

— Tá! Mas isso não vai acontecer comigo. Eu não sou assim, não fui feito pra ter alguém... 

— Samy... 

— É verdade, eu destruo tudo que toco! 

Eu franzi a testa lhe encarando. Era a frase que mamãe mais gritava para ele. "Você destrói tudo o que toca!" 

— Eu amo você, irmão. E eu sei, que outras pessoas vão te amar também! 

— Você continua muito ingênua. — Ele dá um pequeno sorriso. 

Eu balancei a cabeça, o puxando para mais um abraço. 

Ficamos conversando, enquanto Sansão não vinha. E por mais que eu estivesse falando, e até mesmo rindo, eu sentia algo estranho em meu peito. Um aperto e uma falta de ar. Uma sensação estranha, como se algo estivesse prestes a acontecer. 

Sansão abre a porta, seu rosto está diferente, com uma expressão assutada. Nunca o vi assustado! 

— Amor, aconteceu alguma coisa? — Eu franzi a testa. 

Ele passou a mão pelo rosto, e me encarou desolado. 

— IT sumiu... 

Foi como se alguém tivesse jogado um balde de gelo sobre mim. 

— O que? — Minha voz saiu esganiçada e alta. 

Meus pés pularam para fora da cama, e eu quase perdi as forças. Foi como se não existisse mais chão... 

— Cara, como assim? — Meu irmão levanta também, me amparando. 

— Alguém a levou! — Ele grunhiu. — Alguém pegou a nossa filha! 

— Não! — Franzi a testa. — Não! Não! 

Eu me soltei dos braços de Samael e comecei a andar para fora do quarto, desviando de Sansão. Ambos tentaram me segurar mas eu corri. 

— Cadê a minha filha?! — Gritei, pelos corredores. 

Abrindo as portas e procurando-a. 

— Cadê ela?! — Passei por um corredor e parei em frente a uma janela grande, que me deixava ver os bebês dentro do berçário. 

Eu começo a andar em direção da porta, mas alguém me segura. 

— Me solta! Eu vou achá-la! — Gritei, tentando me afastar. 

— Maria, amor, fica calma... — Sansão virou-me para que eu pudesse lhe encarar. 

— Não! Não! Eu quero ela, eu quero! — Comecei a me espernear e chorar. 

Eu comecei a perder o controle e já não sabia mais o que fazia. Sei que eu gritava e chorava, mas não ouvia mais a voz de Sansão e nem de Samael. Meu corpo todo entrou em pânico. Eu queria ver a minha filha, a minha coisinha, minha IT! 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...