História Fallen Reimaginado - Capítulo 7


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Categorias Fallen
Personagens Ariane Alter, Daniel Grigori, Lucinda "Luce" Price, Roland Sparks, Sophia Bliss
Tags Daniel Humano, Fallen, Lucinda Anjo, Reimaginado
Visualizações 8
Palavras 1.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O Daniel não será como a Luce, não será dramático e nem lambe chão da garota que ele gosta.
não podemos passar vergonha literária duas vezes, não é anjinhos? (risos)

Capítulo 7 - Coleção Especial


Fanfic / Fanfiction Fallen Reimaginado - Capítulo 7 - Coleção Especial

"Tenho saudades de tudo que ainda não vi."

No final do dia, Daniel vagou pelo corredor sombrio e frio do dormitório em direção ao seu quarto, arrastando a mochila vermelha atrás de si. As paredes eram negras, o lugar era silencioso, exceto por alguns barulhos mínimos que vinha dos quartos pelo qual ele passava na frente.

Ele parou em frente a única porta lisa no prédio. Quarto 63. Lar, amargo lar. Daniel procurou a chave no bolso da frente da mochila, e abriu o seu quarto.

Havia uma janela de correr de bom tamanho, havia um armário e uma pequena pia, uma escrivaninha para estudar e um pequeno banheiro. Quando Daniel entrou no banheiro, ele desviou os olhos cinzas com leves tons de violeta do reflexo, tinha sido um dia estressante, o suéter de Peter caia como um saco de dormir, estava tremendo de frio, com fome, e cansado, as aulas da tarde foram melhores, a escola o chamava de bolo de carne e pelo jeito o apelido ia pegar. – Tudo que Daniel queria era desfazer as malas, mas nesse momento ouviu uma batida na sua porta, e com um suspiro ele foi atender, para descobrir que não tinha ninguém, exceto um aviãozinho, que estava escrito “No fim do corredor”, ele pensou – E lá vamos nós.

Ele chegou ao fim do corredor, depois de seguir a seta que tinha marcado no chão, ele sabia que aquilo era obra de Roland, ele tinha convidado Daniel, mas foi antes do problema no refeitório. – Para comprovar que era Roland o autor de tudo isso, ele viu um segundo aviãozinho de papel, ele o tirou do quadro onde tinha vários adesivos, e desdobrou a mensagem:

“Meu amigo Dan,

Se você realmente tiver aparecido hoje à noite, parabéns! Vamos nos dar muito bem.

Se tiver me dado um bolo, então... Tira as patinhas do meu bilhete particular, ARIANE! Quantas vezes tenho que avisar? Droga!

De qualquer forma, eu sei que te convidei, mas precisei ir direto da festinha na enfermaria (o lado bom do meu tratamento de choque hoje) para uma revisão de biologia com a Albatroz para compensar minha falta na aula dela. Ou seja... Fica para outra vez? Sei que é um cara compreensivo, obrigado.

Psicoticamente seu melhor amigo, R.”

Daniel sorrio um pouco, mas só vendo ele para saber que estava tudo bem. – As suas costas, uma porta se abriu. Uma fresta de luz branca cresceu no chão sob seus pés.

- Que tá rolando? – Perguntou Ariane, parada à porta usando uma regata branca e jeans velhos. Os cabelos compridos estavam transados em várias tranças pequenas, como dreads, os olhos azuis fitava Daniel, e ela tinha um violino na mão.

- Vim pelo Roland... Ele me...

- Não tem ninguém aiDaniel foi interrompido por Ariane, ela tocou uma duas notas no violino, olhando para ele o tempo todo. Então abriu mais a porta do quarto e ergueu a sobrancelha, claramente mostrando que Lucinda não estava ali, ou o convidava para ele entrar?

- Ok, vou para biblioteca, boa noite ArianeImprovisou Daniel, depois de um tempo e caminhou de volta em direção da onde tinha vindo.

- Daniel Chamou Ariane.A biblioteca fica do outro ladoA menina tocou uma música antiga que hipnotizou Daniel, ele conhecia de algum lugar, mas subitamente, Ariane parou de tocar, olhando para ele e falou Não deixa de dá uma olhada na coleção especial na ala leste. É maravilhoso.

- Obrigado?! Dan não sabia se foi bem uma pergunta, Ariane tocou a mesma música como uma despedida para ele, enquanto ele andava para longe da garota.

Daniel apressou os passos, ali era o lugar perfeito para as sombras aparecerem, e ele só respirou de novo quando abriu as portas de madeira da biblioteca. – A biblioteca era acolhedora, parecia que um mundo diferente do que a Sword & Cross era, o salão cheio de livros, o barulho de páginas sendo folheadas, e ali seria o santuário do garoto.

- Olá!Havia tantos livros empilhados na mesa principal, que Daniel não viu  a bibliotecária sentada atrás deles. A mulher sorriu para ele, o cabelo dela não era grisalho, e sim prateado, seu rosto parecia velho e jovem ao mesmo tempo, com uma pele pálida, e olhos negros. – Posso ajudar você, meu caro?Perguntou animadamente, levantado seus braços expondo fileiras de pulseiras de pérola.

Daniel se sentiu à vontade com aquela mulher, e ao abaixar a vista, ele leu o nome dela na placa da mesa: Sophia Bliss.

- Sou novo aqui, Daniel Price. Pode me dizer onde fica a ala lest? Gostaria de ver os livros da coleção especial.

A mulher sorrio para ele.

- Fica bem ali, sou a Srta. Sophia, e você está nos meus seminários de religião às terças e quintas. Vamos nos diverti muito Ela deu uma piscadela Ah, não existe coleção de livros na coleção especial, mas vá lá, vai adorar o que tem lá. Se precisar de mais alguma coisa, estou aqui. Prazer em te conhecer, Dan.

Daniel sorrio e se afastou para onde a mulher apontou, achando estranho e intimo que a mulher da biblioteca o chamou pelo apelido. Mas ele esqueceu isso quando viu as sombras.

“Não, Aqui não, caralho”

Mas em vez do frio que sente na presença delas, ele sentiu calor, a biblioteca não estava tão quente assim, então seus olhos encontraram Lucinda.

Ela estava de frente para janela, de costas para ele, inclinada sobre um pódio com a inscrição “Coleção especial”, ela tinha levantado as mangas preta do vestido justo que ela usava, o cabelo preto ficava azulado com a luz da lua, que refletia da janela onde ela estava, seus ombros estavam curvados para frente, e mais uma vez, Daniel teve o instinto de abraça-la por trás, logo ele se inclinou para frente para ver o que ela estava fazendoLucinda estava desenhando alguma coisa. – Daniel se sentia quente por dentro, não entendia por que estava tendo a premonição de que ela o desenhava. Isso só fez ele lembrar do sonho que ele teve noite passada – No sonho, era tarde da noite estava úmido e frio, e ele usava uma camisa branca aberta, e um sobretudo preto, com calças sociais que nunca viu na vida. Os cabelos longos estavam bagunçados. Ele se encostava na entrada da porta perto da cortina da janela do salão desconhecido. A única pessoa que também estava lá era uma mulher... Ou uma garota. – Não conseguia ver o rosto dela, ela usava um vestido branco, apertado na cintura fina dela, e o coque em seu cabelo estava alto, mas alguns cachos grossos estava solto, ela estava com uma pasta nos braços, onde tinha desenhado ele. O cabelo. O pescoço. A linha do perfil, idêntico.

Daniel cambaleou para frente ao sentir algo beliscar seu ombro por trás, era a sombra, horripilante e pesada, o medo o dominou, elas nunca tinham feito contato, as batidas do coração encheram seus ouvidos, Lucinda levantou os olhos de seu trabalho e pareceu fixar os olhos exatamente no lugar que a sombra estava, mas Lucinda não se assustou. – É claro que não: Ela não podia vê-las, Daniel bisbilhotou o caderno por cima do ombro dela. Por apenas um segundo, sua mente visualizou a curva de seu próprio pescoço nu esboçado a lápis na página, erguido para o céu. Mas então ele piscou e, quando seus olhos voltaram para a folha, teve que engolir em seco. Era uma paisagem. Lucinda desenhava a vista do cemitério através da janela, com detalhismo quase perfeito. Daniel nunca viu algo que o deixasse tão triste.

- O que está fazendo aqui?Ela perguntou. Tinha fechado seu caderno de desenhos e estava olhando para ele solenemente, Daniel não sabia por que deveria esperar que suas alucinações dela desenhando ele, se concretizasse. Não havia motivo para Lucinda o fazer. Ela não parecia zangada, exausta sim.

- Vim ver a Coleção Especial, recomendada por ArianeDisse ele, olhando para a exposição de arte sobre a guerra civil, Daniel estava agradecido por ter se informado disso com a Srta. Sophia, seria vergonhoso ele ver que ali não tinha livros.

- Divirta-se, então Disse Lucinda, abrindo seu caderno de novo, como se para dizer, adeus.

Daniel queria fugir dali, mas as sombras ainda espreitavam, e por algum motivo bizarro, Daniel se sentia melhor quando estava perto de Lucinda. Não fazia nenhum sentido. – Ele ficou parado no seu lugar. Lucinda o olhou e suspirou:

- Deixe-me fazer uma pergunta: Gosta de ser vigiado?

Daniel sem pensar, negou com a cabeça bruscamente.

- Então somos dois.Ela limpou a garganta e encarou ele fixamente, tentando salientar que ele era o intruso ali.

- Olhe, posso...

- Vim aqui para ficar sozinhaLucinda pegou seu caderno e ficou de pé, interrompendo eleSe você não vai embora, eu vou. Ela jogou o caderno dentro da mochila e, quando passou por Daniel, seu ombro esbarrou no dele. Mesmo o toque tão breve, Daniel sentiu um choque elétrico.

Por um segundo, Lucinda também congelou. Os dois viraram-se para se olhar e Daniel abriu a boca. Mas, antes que pudesse falar, Lucinda já olhava para frente e andava rapidamente em direção à porta. Daniel observou as sombras flutuando acima de sua cabeça, rodopiando em círculos, e então saindo pela janela noite afora.

Ele tremeu com o rastro frio que deixaram e, por um longo tempo depois daquilo, ficou parado na área da exposição, tocando o ombro no local que Lucinda tinha encostado, sentindo o calor deixar sua pele aos poucos.


Notas Finais


Eu mudei algumas coisas, deixei o Daniel com mais dignidade, e menos dramático.


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