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História Fallin' All In You - Capítulo 2


Escrita por: lisboayprofesor e _puntodebil

Notas do Autor


oie! a one de hoje é uma BEM mais leve e feliz, pra compensar a tristeza que foi a de ontem KKKKKKKKKKKKKKKKK

boa leitura ❤

Capítulo 2 - Compras


Era mais uma sexta-feira comum e, como de costume desde que estabeleceram suas vidas em Palawan, Sérgio e Raquel foram ao mercado fazer as compras do mês. 

Depois de se arrumarem, deixaram Paula com Marivi e sua cuidadora e partiram de carro rumo ao mercado. 

Era uma rotina bem simples, mas tanto Sérgio quanto Raquel adoravam a domesticidade daquele momento. 

Chegando lá, como sempre Sérgio tomou o controle do carrinho de compras, e então o casal entrou no mercado. 


- Vamos ver quantas besteiras você vai comprar hoje. - Sérgio disse num tom risonho. 

- Falando desse jeito até parece que eu sempre exagero. - ela disse fingindo estar ofendida e Sérgio sorriu levemente tocando os óculos. 

- Entre você e Paula eu não sei quem é pior. E olha que você sempre cobra dela o que você não faz!


Raquel apenas revirou os olhos. Os dois se digeriram primeiro para pegar os alimentos básicos. 


- Raquel, por que não pega aquele pão integral ali? - Sérgio sugere.

- Pão integral? Você só pode estar brincando. - ela ri botando o pacote no lugar. - Sérgio, eu não vou comer igual a um passarinho.

- Só quero que você seja saudável. 

- Tá dizendo que eu não sou saudável? 

- Não, mas é só que... 

- Nem tenta explicar. - Raquel sai empurrando o carrinho e deixa um Sérgio com uma cara confusa pra trás.

Sérgio segue atrás dela enquanto eles entram no outro corredor para pegar dessa vez coisas indispensáveis na opinião de Raquel. 


- Não sou nada sem meu kit tpm. - ela afirma pegando o de sempre como todo mês. Chocolate, balas e coisas que Sérgio acha muito pouco saudável. - E você nem me olha com essa cara. Sabe como eu fico se não tiver isso aqui. 

- Não ia falar nada, mas você sabia que os chocolates 70% contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares? -  ele disse como quem não quer nada enquanto analisava o rótulo de uma barra qualquer de chocolate. 


É claro que ele iria começar a citar todos os benefícios possíveis dos alimentos para tentar convencê-la com argumentos, Raquel pensou, sabendo que já estava imune a isso.


- Claro, e esses também são os mais sem graça. - disse com tédio tomando a caixa da mão dele e olhando o rótulo. - É um crime chamar isso de chocolate, nem tem gosto de chocolate.- reclamou e Sérgio não pôde evitar rir. 

- Você reclama demais, Raquel. Nem provou e fica falando mal, isso me lembra muito um pequeno ser de 9 anos de idade... 

- Não se atreva. - ela interrompeu lançando um olhar quase mortal pra ele. - Você é tão sem graça, Sérgio. Parece um coelho que só come mato, isso é inadmissível. Não é possível um ser humano viver comendo verduras e legumes e ser feliz. - afirmou. 

- Tá bom, senhorita reclamona, pegue o que você quiser, mas vou pegar alimentos mais saudáveis na mesma proporção pra equilibrar as coisas. - disse Sérgio, enquanto via Raquel colocando suas coisas no carrinho. Ele se virou para ir na direção das coisas que queria. 


Raquel seguiu colocando coisas que ela julgava ser necessárias no carrinho e Sérgio as dele. Quando ela olhou para tudo que estava ali foi impossível não rir. 


- Olha, que nós somos diferentes eu já sabia mas não sabia que nossos gostos eram tão distintos assim. - ela disse enquanto olhava o carrinho metade cheio de besteiras que ela havia pego e a outra metade as coisas que Sérgio havia pegado, obviamente visando pelo lado saudável e equilibrado da coisa. 

- Pois eu acredito que fazemos uma excelente equipe, senhorita Murillo. - ele disse com um sorriso bobo no rosto, não conseguindo ficar bravo com ela nem se quisesse. - Mas sei que você vai aprender a comer bem. - piscou. 

- Eu posso até aprender a comer bem, Professor, mas você precisa parar de ser sempre tão certinho. - disse chegando perto dele passando a mão distraidamente por seu peitoral coberto. - Aprender a comer umas besteiras de vez enquanto, isso não vai fazer mal e além do mais... - ficou na ponta do pé para sussurrar. - eu ficaria muito contente também. - piscou quando se afastou. 


Sérgio sentiu sua pele esquentar. Céus! Nem dentro em um lugar público aquela mulher tinha jeito. Ele ajeitou os óculos e limpou a garganta, enquanto olhava dela para o carrinho de compras e vice-versa. 


- Acho que já está bom de compras por hoje, não? - disse em um tom extremamente ansioso. 


Raquel riu sabendo que tinha mexido com ele. Era tão divertido ver Sérgio sem graça que ela fazia sempre questão de provocá-lo em qualquer lugar. 


- Se você diz. - ela dá de ombros voltando a empurrar o carrinho. - Mas não pense que eu desisti de te fazer comer conforme minhas regras também pelo menos uma vez, ok? - Sérgio, sem saída, apenas assentiu. Não era uma opção contrariar Raquel. - Então, vamos embora. - e se dirigiram ao caixa.


A verdade é que ambos amavam aqueles pequenos momentos juntos. Sérgio, porque nunca tinha vivenciado algo assim, tão caseiro, tão familiar, já que ele e Andrés não costumavam fazer esse tipo de programa juntos. E Raquel porque ela não tinha esse tipo de liberdade em seu antigo relacionamento, uma vez que se sentia constantemente julgada e controlada por Alberto, sabendo que qualquer mudança em seu corpo seria motivo para as piadas maldosas dele disfarçadas de preocupação. Agora, ela se dava o luxo de poder comprar algumas besteirinhas de vez em quando, e Sérgio não poderia ficar mais contente em vê-la tão feliz e leve, apesar de gostar de implicar com ela às vezes. 

Depois que finalizaram as compras, guardaram tudo no carro e foram embora. Já em casa, se revezaram para guardar os alimentos em seus devidos lugares, com a ajuda de Paula, que prontamente se ofereceu para ajudá-los assim que eles chegaram com as sacolas. 


- Ai, sorvete de morango! É o meu favorito! - Paula exclamou animada quando tirou o pote da sacola, indo em direção a geladeira para guardá-lo. 

- Mas você só vai comer depois do jantar, viu, mocinha? E só se comer todos os legumes do prato! - Raquel disse, enquanto guardava os doces no armário. 


No mesmo instante olhou para Sérgio, que a olhou com a sobrancelha arqueada enquanto organizava os outros alimentos no armário ao lado do que ela estava. 


"Ah, você jura?", era o que o olhar dele dizia a ela. E então surgiu ali uma comunicação apenas pelos olhares. 

"Me erra, Sérgio." - foi o que o seu revirar de olhos respondeu a ele. 

"Reclamona!" 

"Chato!" 


Sérgio riu e voltou a organizar o armário, separando milimetricamente o espaço entre o arroz, feijão, macarrão, açúcar, sal e etc. Ele deu uma espiada no que Raquel estava fazendo e imediatamente cutucou a costela dela, sabendo que ela tinha cócegas. 


- Ai, Sérgio! - ela disse rindo. - O que foi? 

- Você chama isso de organização? - ele apontou para o armário, vendo os chocolates, bolachas, salgadinhos e balas guardados da maneira inadequada, de acordo com ele. 

- Eu nunca disse que estava organizando algo, estou apenas guardando. - ela rebateu, fazendo um biquinho de deboche. 

- Está errado. 

- E desde quando tem jeito certo de guardar as compras?


Agora foi a vez de Sérgio revirar os olhos, mas com um sorriso bobo no rosto. 


- Você tem que separar por categoria, Raquel. Veja o meu: o arroz está com o arroz, feijão com feijão, macarrão com macarrão, e por assim vai.

- E como você sabe que o arroz quer ficar com outro arroz e não com o feijão, por exemplo? Eles te disseram? - Raquel disse, segurando o riso. - Isso é algum tipo de preconceito social? Logo você, que se diz contra a diferenciação de classes sociais!

Sérgio gargalhou. - Não são classes sociais, são alimentos. É diferente.

- Pra mim você está projetando nos alimentos o que quer na sociedade.

- E você está vindo com esse papo sociológico pra disfarçar que você é uma tremenda de uma bagunceira. 

- Touché, Professor. - Raquel respondeu, levando uma mão ao peito em uma encenação dramática. 

- Você costumava ser melhor na argumentação, Inspectora. - Sérgio piscou para ela.

Presos nessa pequena brincadeira, Sérgio e Raquel nem perceberam que Paula tinha pegado o sorvete de volta da geladeira e agora estava sentada na bancada da cozinha, enquanto comia um pouco do doce. A menina já estava quase acabando de comer e sairia impune do crime, se não fosse por Sérgio que a olhou de repente.


- Olha o que temos ali, uma pequena meliante! - Paula arregalou os olhos. 


Raquel, que estava de costas para a filha, se virou e a pegou com a mão na massa. 


- Ora, ora, ora, Paula Murillo! O que temos aqui? 


Paula deu mais uma colherada no sorvete, desceu do banquinho que estava e saiu correndo pela casa. 


- Volta aqui, sua pestinha! - Raquel disse rindo e correu atrás dela. - Vem comigo, Sérgio! 


Quando se deram conta, estavam os três rindo e correndo na areia da praia. Paula na frente e Sérgio e Raquel logo atrás. A menina, vendo que estava quase encurralada, correu em direção ao mar, e quando viu que Sérgio estava quase atrás dela, não demorou em espirrar água na direção dele.


- Não acredito que você fez isso! - Sérgio disse, tentando parecer bravo, mas sabia que não conseguia tirar o sorriso do rosto. - Agora você vai ver!

Com isso, ele pegou Paula no colo e passou a fazer cócegas por toda a barriga da menina, que gargalhava sem parar. Raquel, que estava a poucos centímetros de distância deles, assistia a cena com um sorriso encantado no rosto, sentindo o coração feliz como nunca antes. Ela nunca pensou que um dia poderia ser capaz de sentir tanta ternura, amor, carinho e alegria de uma só vez. Nunca pensou que um dia seu coração poderia abrigar apenas coisas boas, sem qualquer resquício de algum sentimento ruim. 

Ela estava tão concentrada nesses pensamentos que não viu Paula cochichar no ouvido de Sérgio. A próxima coisa que soube é que estava sendo levantada pela cintura.


- Sérgio, o que você está fazendo? Está todo molhado, me solta! 

- Isso mesmo, eu estou molhado e você está completamente seca. Injusto, não? Acho que podemos equilibrar as coisas. - ele respondeu com um sorriso travesso no rosto enquanto levava ela para dentro do mar. 

- Sérgio, não se atrev... 


Ela não foi capaz de terminar de  responder porque foi puxada para dentro do mar junto com ele. Quando voltaram para a superfície, ela o olhou indignada. 


- Você não fez isso, Sérgio Marquina! - ela disse, fingindo estar brava. Só fingindo, porque quando viu o sorriso tão largo, leve, feliz e com lindas covinhas que Sérgio deu, ela se sentiu derreter por dentro. 

- Fiz sim, Raquel Murillo. 

- Você me paga! - ela disse, e antes que ele pudesse responder, puxou-o pela gola da camisa e levou-o com ela para mergulhar no mar novamente. 


Voltaram para a superfície rindo. De repente, tiveram uma ideia. Trocaram olhares entre si e depois olharam para Paula, que tinha se distraído com algumas conchas que havia encontrado. Quando a garota percebeu o olhar que os adultos estavam dando a ela, imediatamente balançou a cabeça.


- Nananina não, comigo não! - ela disse e começou a correr para longe. 

- Vá atrás daquela pilantrinha, Sérgio! - Raquel disse, empurrando-o. 


Sérgio saiu da água e correu em direção a Paula. Em poucos minutos, ele pegou a garota, que dava gritinhos e se debatia em seus braços, e então voltou com ela para o mar. 


- Tio Sérgio, meu amigo querido, você me ama demais pra fazer isso com sua pobre garotinha, não é? - ela disse enquanto ele estava na água, prestes a soltá-la. Olhou para ele com os olhos arregalados enquanto fazia um bico fofo. 

- Ela é uma Murillo mesmo. - Raquel disse, rindo do drama da filha. 

- Perdão, corazón. - Sérgio respondeu, também rindo do drama da criança. - Agora tape o nariz! - ele disse, já que ela ainda não era capaz de segurar a respiração apenas pela boca, como ele e Raquel. E só quando teve a certeza de que o nariz dela estava bem tapado, para que não entrasse água, é que ele mergulhou com ela. 


Com a outra mão, ele puxou Raquel para mergulhar junto com eles. Os três voltaram para a superfície rindo e então passaram o resto da tarde brincando no mar. Quando Paula começou a bater os dentes de frio, eles viram que era a hora de sair da água e ir para casa. 

Paula foi correndo na frente enquanto Sérgio e Raquel caminhavam de mãos dadas. Ela olhou para ele, com um grande sorriso no rosto, que ele automaticamente retribuiu sem perceber. 


- O que foi? - ele perguntou. 

- Nada. - ela respondeu. - Apenas estou feliz. 

- Eu também. Muito.


E então eles seguiram caminhando, em silêncio, ambos com os corações leves por estarem mais felizes do que já mais estiveram antes em suas vidas.





Notas Finais


o que acharam? 🥺

até amanhã!


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