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História Falling - Capítulo 1


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Notas do Autor


Uma One em tempos de quarentena enquanto eu não atualizo a outra...estejam seguros...se protejam...autopreservação é questão de saúde pública.❤️

Capítulo 1 - Capítulo Único


Não é mais sonho nada

Em plena madrugada

Você vem surgindo toda nua

Linda, cabelo contra o vento

Tornando o meu momento

Cheio de beleza e fantasia


A vida não havia sido muito generosa com Severo Snape, muito pelo contrário, perdeu a mãe muito cedo, um pai violento e a maior paixão da sua vida o renegando por um cara que fez bullying com ele a vida toda.

Hoje pode-se dizer que as coisas estão melhores, quer dizer, Lilian ainda está casada com Tiago e os dois tem um filho, Harry Potter, que foi seu aluno durante sete longos anos em Hogwarts, mas tinha um emprego sólido e uma casa própria, então não havia do que reclamar.

Todos os anos como de costume, ele passa seu aniversário com Lilian e dessa vez não seria diferente, assim que terminou de dar suas aulas, ele seguiu direto para a casa dos Potter a contragosto e tocou a campainha antes de ver a mulher sorrir abertamente para ele, fazendo seu coração disparar como sempre.

-Feliz aniversário, Sev!- o abraça.

-Obrigado, Lily.

Ela o puxa para dentro e o toque em sua pele o faz estremecer dos pés a cabeça antes de ser tomado por um sentimento de resignação ao ver pai e filho sentados no sofá como a cópia perfeita um do outro e a amarga lembrança de que Lilian Evans não o escolheu como verdadeiro amante.

-Feliz aniversário, Sev.- Tiago ironiza.

O homem nem se da ao trabalho de responder, ao invés disso trocou um breve aceno com Harry que voltou a ler seu livro. É impressionante como o tempo mudou o garoto, ele não mantinha mais contato com os amigos e pareceu se isolar no mundo dos livros como se sua existência fosse demais para ele suportar, o deixando talvez...um pouco amargo.

-Quais os planos para hoje?- ela continua.

-Nenhum como sempre, inclusive, não sei se vou ficar por aqui o dia todo como em todos os anos anteriores.

-O que?! Por que?

-Porque ele finalmente está se tocando que é uma perda de tempo ficar aqui. Desculpa mamãe, eu achava que quem deveria acordar era ele, mas estou percebendo que é você quem não se deu conta das coisas. Você fez uma escolha há anos quando assumiu seu amor pelo meu pai e de certa forma rejeitou o do professor, infelizmente depois disso, não dá para fingir que tudo está como sempre foi. -faz uma pausa.-Entenda, eu não acho que faça isso por mal, mas precisa libertar as amarras do cara para que ele possa viver em função dele mesmo e não de você.

Ele volta a ler o jornal como se nada tivesse acontecido e deixa os outros três adultos completamente chocados, Snape então, nem se fala. Ele poderia usar o discurso que não precisava ser defendido por ninguém, mas as palavras fizeram tanto sentido que ele não conseguiu nem consolar a amiga que já tinha começado a chorar quando a ficha caiu depois de tantos anos.

-Você acha isso mesmo?- questiona.

-Eu...sim.-confessa.

O choro de Lilian aumenta e isso só faz com que o menino revire os olhos, ele abaixa o jornal antes de sustentar o olhar do professor que entende o recado e se levanta sem dizer uma palavra, os dois saem em silêncio, mas lado a lado, como se já tivessem o hábito de fazer isso todas as vezes e pela primeira vez compartilhavam de um gosto em comum “o silêncio”.

Harry tomou a iniciativa de entrar em um bar onde tinha certeza de que ninguém os conhecia e pediu a bebida mais forte antes de sentar no balcão enquanto descascava alguns amendoins que provavelmente já haviam passado por várias mãos imundas ao longo desse dia.

-O que te deu para falar daquele jeito com a sua mãe?-começa.

-Por que me seguiu?- muda de assunto.

-Precisava de um motivo para sair de lá. Mas não respondeu minha pergunta.

-Eu...não acho justo você passar o resto da sua vida achando que só minha mãe te enxerga do jeito que você é.

-Um monstro?- ironiza.

-Humano.-corrige.

O homem ri.

-Eu devo me sentir lisonjeado com esse comentário?- debocha.

-Foi você quem sempre me maltratou por algo que aconteceu antes de mim, não eu.

-E ainda sim está aqui.- comenta.

Agora é a vez do menino rir.

-Sempre fui um pouco masoquista, acontece.

Os dois ficam em silêncio e viram suas bebidas quase que simultaneamente.

-Cadê seus fiéis amigos?

-Acredito que eu já tenha ocupado muito espaço na vida deles durante a época antes da guerra contra Voldemort, então me afastei.

O garoto espera um comentário sarcástico e se surpreende quando ele não vem, restando apenas um silêncio confortável antes de seu celular começar a tocar, ele mostra o visor para Severo que toma o aparelho de suas mãos e o guarda em seu bolso.

-Eu só queria que tudo isso fosse tirado de dentro de mim sem o uso de magia, piegas demais para você?

-A queda do anjo caído.- comenta.

Snape sustenta seu olhar.

-Anjo? Estou mais para demônio, Potter.

-Somos dois então.-ergue seu copo.-Um brinde a isso.

-Posso saber por que se considera alguém tão ruim, ó Grande Harry Potter?

-Eu não sou um bom filho e muito menos um bom amigo, tudo o que eu conquistei foi por causa do meu nome...sem falar nas mortes ao meu redor.

-Um brinde a isso.-resmunga.

Harry observa a bebida descer pela garganta pálida do professor e com certeza poderia colocar a culpa no álcool, mas sabia que ainda faltava muito para que ele possa ser considerado irresponsável por seus atos. Aquilo era...pura e completa solidão que residia em seu peito desde o marco de seu nascimento.

-Não faça isso.- pede.-Eu sei onde quer chegar com esse olhar de cão abandonado.

Silêncio.

-Isso seria baixo até para mim, não acha? Você é filho da mulher que eu amo.

O menino da um sorriso torto.

-Eu não disse nada, professor. Além do mais, quem falou em sentimentos aqui? 

-Você está bêbado?- arqueia uma sobrancelha.

-Longe disso, tudo o que eu preciso é de algo que me faça esquecer do meu vazio existencial.

Severo se levanta enquanto sustenta o olhar do outro antes de deixar uma gorjeta referente às bebidas que consumiram e simplesmente sair andando pelas ruas já sabendo que estava sendo seguido pelo menino. Ele gostava de estar no poder, esse foi um dos motivos para ter se tornado professor, então, ter alguém como Harry o seguindo como um bom aluno era no mínimo...excitante.

Os dois param assim que chegam à casa do garoto e só estão quebram o silêncio.

-Não posso concordar com isso, mesmo que a ideia não seja tão ruim.

-Imaginei que não.- da um sorriso fraco.- Nos vemos por aí?

-Quem sabe?

Harry segura o impulso de revirar os olhos e da um breve aceno antes de abrir a porta de casa antes de sentir alguém o puxar pela cintura, fazendo com que a chave caia no assoalho velho, fazendo um barulho desnecessário. O garoto olha pela primeira vez dentro dos olhos do professor e enxerga a mesma dor latejante e solitária, ele apoia as mãos em seu peito já que está sendo envolto por seus braços e aguarda que algo seja dito.

-Você vai condenar minha alma ao inferno sem chance de redenção, garoto.

-Então nós podemos ir até o paraíso antes de nos encontrarmos no inferno, professor.

O homem acaba rindo de sua resposta e acaba tomando a iniciativa de um beijo que começa lento e exploratório, na busca de um encaixe perfeito que não demora muito para acontecer. Harry pula em seu colo e entrelaça as pernas em sua cintura antes de subirem as escadas em direção ao quarto, mas sem quebrar o beijo, com medo que a excitação acabasse.

Na cabeça do menino, provavelmente o professor estaria imaginando sua mãe em seu lugar e tudo bem, assim como Snape está pensando que a ideia do outro serve apenas para que ele se imagine junto de uma de suas paixonites. O que ninguém sabia era que ambos estavam vivendo o momento presente, talvez estivessem perdendo a sanidade? Ou talvez estivessem a procura desesperada de um significado na vida, mas naquele momento nada mais importava.

Harry é o primeiro a se afastar, apenas para retirar a camiseta junto dos sapatos e observar o homem que sempre fora tão organizado, deixar a camisa largada no chão, assim como os sapatos e as meias. Eles se observam e nem se dão conta de quando voltaram a se beijar, Severo conduz o outro a se deitar na cama e só agora percebe que nunca foi tão gentil com outra pessoa em um momento como esse, sua boca passa a torturar seu pescoço com mordidas e chupões enquanto suas costas sofrem com os arranhões impostos pelas unhas do menino ao mesmo tempo em que gemidos contidos começavam a surgir dos dois.

O professor toma a liberdade de desabotoar as calças do garoto que mal enxerga o mais velho por conta da penumbra no quarto antes de ficar completamente nu, Snape abre um sorriso ainda maior quando o vê afastar as pernas e toma a liberdade de colocá-lo em sua boca, Harry aperta os lençóis com as duas mãos enquanto um sorriso brota de seus lábios, o homem segura seu quadril, o impedindo de controlar a situação e é aí que o menino perde o autocontrole e começa a gemer de forma mais íntima e sem pudor que Snape nunca imaginou ouvir.

O garoto se desmancha em sua boca com o corpo se manifestando em diversos espasmos antes de sentir o próprio gosto na boca do professor, ele faz menção de inverter as posições, mas desiste quando o vê negar enquanto tira as próprias calças. Severo o vira de costas para si e não esconde o sorriso ao escutar uma reclamação do outro quando morde seu pescoço com certa força antes de usar a língua para lubrificar sua entrada, só os sons que o parceiro emitia já era suficiente para mexer ainda mais com sua sanidade, ele introduziu dois dedos lentamente dentro dele e o vou jogar a cabeça para trás com o rosto completamente corado.

Snape o estimulou devagar, inebriado com as reações do garoto que em pouco tempo já estava duro de novo, ele retira os dedos de dentro dele e se deita na cama antes de o colocar sobre si, Harry posiciona seu membro em sua entrada antes de se sentir invadido pelo outro que simplesmente o puxa para um beijo caloroso.

Era definitivo, não existia forma mais pura de conexão do que essa, por um raro momento esqueceram o ódio um pelo outro para terem a oportunidade de desfrutarem do amor carnal que queriam experimentar. Harry começa a se mover em cima do homem que não consegue deixar de observá-lo, com as mãos apoiadas em seu peito, os olhos fechados e os dentes machucando o lábio inferior, eram uma confusão de corpos e sensações a cada movimento dos quadris, o suor escorrendo por seus corpos e a única certeza de que precisavam de mais e mais, como viciados em heroína.

O professor inverte as posições e se afunda ainda mais dentro do garoto que enrosca as pernas em sua cintura enquanto escuta as exclamações baixas do homem em seu ouvido, os dois estão tão absortos um no outro que não escutam o telefone tocar, Snape sente seu orgasmo chegando junto com o do garoto e abraça seu corpo antes de explodir dentro dele com força, ambos quase ao mesmo tempo.

Severo sai de dentro dele e desaba ao seu lado, aquela era a pior parte em todos os relacionamentos, deveriam falar ou fazer alguma coisa? Será que deveriam apenas ir embora como se não se conhecessem? Foi exatamente isso que Snape fez, na tentativa de não pensar demais, saltou da cama e vestiu suas roupas enquanto o garoto o observava com a expressão tranquila, o homem estava quase chegando na porta quando escuta:

-Adeus, professor.

-Adeus.



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