História Falling - Capítulo 5


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games), Teen Wolf
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Palavras 4.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Only once


Derek acordou com o brilho do Sol incomodando os seus olhos. Remexendo-se na tentativa de fugir dos raios solares, o Deus de cabelos negros sentiu-se impossibilitado de se mover ao sentir dois corpos ao seu lado. Ele abriu os olhos, com cautela, devido a luz solar que ainda atingiam a sua face, e vislumbrou a imagem dos outros cinco quatro deuses em sua cama. Instantaneamente o moreno de olhos verdes se lembrou de tudo o que ocorreu na noite anterior. Como em todo festival de solstício, os Deuses começam a comemorar dois dias antes dos humanos.

O primeiro dia era apenas um jantar, onde todos os Deuses se reuniam no Paço de Jade para comer, beber, dançar e, mais tarde, alguns se agrupavam em orgias pelos quartos, enquanto outros apenas se recolhiam para cumprir com suas atividades, ou simplesmente descansar. O dia seguinte consistia em um dia de folga, onde eles podiam fazer o que quisessem antes de começar com o verdadeiro festejo. Normalmente eles se juntavam no grande jardim do palácio para comer, conversar, enfim, interagir do jeito que quisessem.

Ele riu nasalado, antes de erguer um pouco a cabeça para assoprar na direção da janela do seu quarto e da porta da varanda. Logo o ar circulou pelo ambiente, fazendo com que todas as cortinas se fechassem, escondendo o ambiente interno do grande astro flamejante que iluminava o lado de fora. Suspirando com a sensação de trabalho bem-feito, Derek voltou a se deitar confortavelmente entre os corpos de Kate e Allison, que se encontravam sendo abraçadas por Johanna e Scott, respectivamente. O Deus das águas e a Deusa das batalhas estavam com os torsos colados as costas das irmãs, enquanto escondiam seus rostos nos corpos das duas Deusas de cabelos cumpridos.

O Deus do ar gemeu sorriu ao sentir a mão de Kate deslizar por todo o seu torso, até alcançar o seu falo que se encontrava coberto pelo lençol de seda. O moreno de olhos verdes abriu um dos mesmos apenas para encarar a Deusa da Flora, que se encontrava com a mesma expressão serena no rosto. A mão da mulher acariciou toda a sua extensão, que já se tornava rígida, antes de começar a brincar com os seus testículos. Ele sorriu maroto. A morena não parecia se cansar do seu corpo. Aquilo era bom. Já que era comum entre as divindades enjoar de um amante com facilidade. Ele sorriu largo antes de voltar a fechar o olho, apenas se deixando levar pela sensação. A sua mão, que estava nas costas da mulher, passou a deslizar pela pele macia, antes de descer até as nádegas da Deusa. Derek tomou cuidado ao mover sua mão por ali, pois sentia as costas dos dedos tocar a vagina de Johanna, e ele não queria interromper o sono da ruiva, embora a ideia de sentir os dedos da mulher em seu interior, enquanto se enterrava na boca da mesma fosse tentadora.

- parece que não fui apenas eu que acordou animada, hoje – murmurou a morena mais velha tratando de colocar um dos mamilos do Deus do ar entre os dentes, passando a mordiscar o mesmo.

- é uma pena que eles estejam dormindo. Adoraria repetir o que fizemos ontem – murmurou o Deus do ar em resposta, antes de sentir uma segunda mão segurar firmemente o seu membro, antes de o indicador e o polegar se direcionarem para a glande, passando a apertar a mesma entre eles.

- se sua mão continuar me tocando aí, eu não vou ter como continuar tentando dormir – a voz de Johanna alcançou os ouvidos dos dois Deuses a sua frente, gerando um sorriso maroto em ambos.

- ainda está com aquele seu brinquedo? – indagou Kate olhando para a Deusa de cabelos curtos por sobre os ombros.

- com certeza – sussurrou Johanna já deslizando a mão pela cintura de Kate, que em um piscar de olhos se desfez em pétalas de lírio.

- ótimo. Então podem brincar vocês dois. Eu tenho trabalho a fazer – disse a Deusa da Flora já vestida com sua roupa de seda enquanto via os dois Deuses com quem acabara de flertar lhe fitarem confusos.

- se ia levantar, por que nos provocou? – indagou Derek, chateado ao ver a prima se aproximar da varanda, sorrindo marota.

- porque provocar vocês é divertido – respondeu a morena antes de saltar da varanda do Deus do ar.

- mas que vagabunda! – exclamou Johanna ainda encarando a varanda do moreno ao seu lado.

- eu vou aproveitar a deixa – disse Allison já se levantando e procurando por suas roupas.

- você também? – questionou Derek estalando a língua no céu da boca ao ver a Deusa da Fauna se retirar do seu quarto.

- agora só me falta o queixo torto ir também! – reclamou Johanna se aproximando do Deus do ar enquanto os dois direcionavam o olhar para o Deus de queixo torto, que agora se encontrava deitado de lado, os olhando com um sorriso ladino.

- eu não. Na verdade, eu estou bem animado para saber como vai ser a brincadeira, agora – soltou o moreno cujo domínio era as águas, enquanto erguia um pouco mais o lençol, revelando a sua animação entre as suas pernas.

- pelo menos um – sorriu Derek levando os lábios a curva do pescoço da mulher a qual estava abraçado.

- você não vem? – indagou Johanna para Scott, ao ver que o outro Deus apenas permanecia os encarando com brilho nos olhos.

- não se engane. Apenas quero ver o que fariam se eu não estivesse aqui, mas em breve eu estarei aí – ditou o moreno de olhos castanhos levando a mão que não segurava sua cabeça ao seu membro.

Scott passou a se acariciar enquanto apreciava a imagem dos outros Deuses começando a se apalparem. Johanna, por mais que apreciasse o sexo, não era qualquer homem ou Deus que ela permitia estar acima dela numa cama. Quando Derek tentou rolar na cama para se colocar entre as pernas da Deusa das batalhas, a mesma lhe empurrou para o lado, antes de subir no homem, ficando entre as pernas do mesmo. Scott sorriu com a cena, sentindo o seu membro pulsar. Ele já esperava por aquela reação da mulher de cabelos curtos na cor de sangue.

- ah, não. Ontem vocês dois já me usaram o suficiente. Hoje é a minha vez – disse a ruiva movendo os dedos no ar e um objeto de forma fálica feito de ouro surgiu em sua mão. Derek sorriu ao ver a mulher conduzir o objeto de ouro para entre os seus corpos.

- por mim tudo bem – disse o moreno de olhos verdes sentindo a ponta gélida do ouro tocar sua entrada rosada.






Cato estava caminhando pelos corredores do Paço de Jade. Os seus servos haviam lhe informado que todas as refeições daquele dia seriam feitas no jardim do palácio. O Deus de cabelos louros bagunçados para cima deslizou a ponta dos dedos pela parede feita de pedra de jade. Ele estava remoendo isso desde a noite anterior. Um suspiro deixou os seus lábios e ele socou a própria cabeça algumas vezes. Cato se sentia frustrado, irritado, desanimado, traído.

Todo ano.

Todo ano era a mesma coisa.

Como em todo solstício, seja de verão ou inverno, Cato estava decidido a falar com o outro. Ele havia, novamente, colocado em sua cabeça que falaria com Peeta. Que o seduziria e se deitaria com ele, sozinho, sem terceiros.

O festival de solstício era uma das poucas datas em que o Deus da luz aparecia para os outros sem o seu brilho. Como Deus da luz e símbolo de esperança, Peeta sempre estava coberto pelo seu brilho, o que impossibilitava qualquer outro ser de contemplar a sua verdadeira beleza. Somente os Deuses, suas ninfas e os seus amantes já haviam visto a sua verdadeira aparência pessoalmente. O resto do mundo a conhecia apenas por meio de pinturas sobre os seus feitos e suas estátuas em seus templos, as quais ele mesmo deixava nos templos, como sinal de que apreciava os seus adoradores, lhe revelando a sua face como retribuição de sua fé.

Como em todo solstício, Cato assistiu ao Deus da luz, de seu canto. Ele era tão gracioso, quanto a própria luz. Ele era suave em tudo o que fazia, como a luz que uma simples vela emanava, mas era tão charmoso quanto a luz de um pôr do Sol e atraente quanto a luz na saída de uma caverna. E como um humano no início da criação de sua espécie, Cato temia se aproximar do Deus. Ele queria, mas temia tanto.

Cato vigiou o outro louro por quase a noite toda. Se quer disfarçava de vez em quando. Ele esquecia-se completamente que haviam outros Deuses ao seu redor. Por sorte, Johanna, Derek, Scott e até mesmo Stiles pegavam em seu pé, lhe trazendo de volta para a realidade. O Deus das trevas lhe surpreendeu ao surgir ao seu lado com um cálice de ouro preto em sua mão. No início, Cato ficou um tanto intimidado com a presença do Deus de cabelos castanhos bagunçados.

Ele não podia negar.

Stiles o intimidava.

E era nesses momentos em que o Deus da Guerra se lembrava de que, apesar de ser um Deus. Ele não passava de um Deus secundário. Os Deuses secundários, apesar de serem poderosos como qualquer outro Deus no quesito força física, eles são mais novos do que os primários, tendo surgido apenas após a guerra contra os titãs. Alguns surgiram dos primeiros, mas permaneceram sendo primeiros, por nenhum deles nascer e sim surgir, como os seus “progenitores” e os titãs.

Stiles era um desses primeiros, assim como o seu gêmeo Void.

Cato não sabia como eles haviam surgido. Até onde ele se lembra de sua infância os Deuses das trevas e da morte já não viviam mais entre eles no Paço de Jade. Ele se lembrava, vagamente apenas, de quando foi nomeado Deus da Guerra, em seu aniversário de dez anos. Um corvo negro voou até si, vindo do Norte e lhe entregou os braceletes negros, os quais ele carregava consigo até hoje. Mais tarde, já em sua maior idade, ele descobriu se tratar de um símbolo de poder, para que alguns mortos e criaturas das trevas lhe obedecessem durante as guerras as quais ele não quisesse se fazer presente para vencer.

- pensar é importante numa guerra, mas pensar demais durante uma sempre leva a morte – a voz de Void alcançou os seus ouvidos e o Deus da guerra parou de caminhar para encarar o Deus da morte parado atrás de si.

- eu sei – o louro sorriu para o castanho, que cruzou os braços e tratou de caminhar ao seu lado.

- no que tanto pensa? – indagou o outro vestido com seda negra em detalhes cinzentos.

- nada demais – respondeu o mais alto, tratando de tentar esconder bem, no fundo do seu peito, a frustração que tinha para com sua situação com o Deus da luz.

- vamos. Eu pensei que fossemos mais próximos – insistiu o castanho sorrindo divertido na direção do mais alto, que se sentiu mais confortável com o brilho travesso em seu olhar.

Void, realmente, era mais fácil de se comunicar do que Stiles. O Deus da morte sempre fora tão comunicativo, sorridente e acolhedor. Já o irmão gêmeo, o Deus das trevas, sempre foi tão obscuro, misterioso, frio. Era como se suas habilidades divinas refletissem em suas personalidades: Void, tão acolhedor e atraente quanto o abraço da morte; Stiles, tão frio e misterioso como a própria escuridão.

No entanto, mesmo com toda aquela atmosfera acolhedora ao redor do Deus de cabelos castanhos e olhos da cor âmbar, Cato não iria ceder. Aquele assunto era um tanto delicado demais para ele. Não conversava com ele nem mesmo com os Deuses mais próximos que tinha. Então o louro tratou de buscar algo em sua mente que pudesse parecer convincente para o outro.

- como você surgiu? – indagou o homem vestido de seda marrom com detalhes em vermelho.

- isso é algo complicado, Cato. Algo do qual eu e meu irmão não gostamos muito de falar. À mim foi entregue o nosso passado, e você sabe o que acontece quando se entrega algo para mim – ditou o Deus primário, sem olhar para o secundário. Cato franziu o cenho para o mais velho, rapidamente, antes de encarar o caminho pelo qual seguiam. Ele havia entendido muito bem a metáfora usada pelo outro.

- tudo bem, então – murmurou o louro enquanto os dois alcançavam a porta para o jardim do paço.

Assim que colocaram os pés no jardim, os dois Deuses foram agraciados pela visão do que os humanos julgariam como o paraíso. Um local ensolarado, repleto de flores e um campo de folhas baixas e verdes. Havia uma mesa em forma de quadrado, com o centro aberto, permitindo as ninfas servir os seus mestres com mais facilidade, além de facilitar a comunicação entre os Deuses. Alguns deles já se encontravam sentados à mesa, sendo servidos ou apenas comendo. Todos animados enquanto saboreavam o seu banquete. Outros Deuses, como Cora, Isaac e Katniss, apenas corriam pelo campo florido, rindo, enquanto tentavam pegar uns aos outros.

Void sorriu ladino, negando com a cabeça quando a Deusa dos Bosques passou correndo a sua frente, saltando e se transformando numa lebre, passando a correr e saltar com mais velocidade, fugindo de Katniss, que saltou, se transmutando em um coiote e tratando de correr na direção da outra Deusa. O Deus da morte olhou novamente para a mesa, que se encontrava a sombra do palácio, um pouco antes da ponte dourada que ligava o belo jardim ao Paço de Jade, se surpreendendo ao ver uma cadeira dourada com uma caveira no topo da mesma e detalhes na forma de ossos. Fazia tanto tempo que ele não via aquela cadeira. Ela era sua no tempo em que morou no paço, junto dos outros Deuses. O castanho sorriu na direção do Deus da noite quando o viu se erguer ao lhe ver. John se aproximou do filho, abrindo os braços para o mesmo.

- meu filho – cumprimentou o Deus mais velho vendo o mais novo sorri em sua direção

- meu pai – disse o Deus da morte abrindo os braços enquanto se aproximava do castanho mais velho, o envolvendo num abraço.

- venha, junte-se a nós – convidou o Deus da noite vendo o filho menear positivamente.

Cato seguiu a dupla castanha com os olhos, estranhando o fato como John parecia tentar agradar o filho a todo custo. Aquilo não ocorria muito entre os Deuses. Eles não eram muito presentes nas vidas de seus filhos. Poderiam conversar, passar um tempo ou outro, mas nada do tipo que John parecia fazer. Era como se o Deus devesse algo para os filhos. Algo que ele não poderia dar. Aquilo era tão estranho.

- você é grande demais para ficar parado na porta, Cato – falou Derek parando ao lado do louro, que lhe fitou brevemente.

- já parou para perceber que John parece... mimar os filhos dele? – indagou Cato vendo o Deus da morte se sentar ao lado do pai, em sua cadeira, que perdeu a cor dourada assim que o rapaz se sentou, passando a ter a cor preta.

Derek olhou pensativo para o Deus da noite, vendo o mesmo começar a conversar, animadamente, com o filho. Ele realmente achava que o Deus da noite parecia temer algo em relação aos filhos, como se um deles pudesse lhe atacar a qualquer momento. O moreno de olhos verdes notou o sorriso bobo que sua mãe tinha na direção do gêmeo e relaxou. Talvez fosse apenas saudades. Os filhos de John nunca estiveram ali desde que Derek se lembrava. Pareciam morar em outro lugar naquele enorme mundo. Aquilo atiçou a sua curiosidade.

Onde eles moravam?

Pois a maior parte dos Deuses morava no Paço de Jade, a outra parte morava em palácios espalhados pelo mundo. Como Effie, que vivia bem a Oeste, onde o povo lhe adorava com mais intensidade. Allan morava do outro lado da mulher, no Leste, onde ele poderia fazer as suas pesquisas em paz, longe de guerras e coisas do tipo. Haymitch morava há cinco dias de viagem, para um humano, onde era comum as pessoas festejarem e se embebedarem, sempre o reverenciando. Mas Derek já estivera em todos eles e nunca viu nenhum sinal dos dois Deuses de vestes escuras.

Aquilo era tão estranho.

Era como se eles não morassem naquele mundo, como o Ser, que vivia sempre vagando no espaço, vagando ao redor do mundo. Derek franziu o cenho para a cadeira de ouro preto que se encontrava ocupada por um castanho de olhos claros. Havia uma cadeira dourada vazia ao seu lado, com um desenho estranho no topo. Enquanto a cadeira de ouro preto possuía uma caveira e a cadeira dourada de John possuía uma lua que mudava de fase de acordo com o astro, a cadeira vazia possuía uma seta estranha que apontava para cima e um rosto desenhado nela, um rosto não muito amigável.

- por que estão parados na porta? – indagou Lydia surgindo de trás dos dois e passando por eles graciosamente.

Derek viu a ruiva jogar o cabelo para trás com uma mão, o que chamou a atenção dos poucos animais presentes no local, como beija-flores, lebres e esquilos, que pararam tudo o que faziam para admirar a bela Deusa se dirigir para a mesa com graça e sutileza. E foi graças a esse movimento do braço de Lydia, que Derek pôde ver o bracelete feito de pó de estrela que ele roubou de uma pirâmide no extremo norte que ele se lembrou de algo.

“Eu era o dono dele, até o Deus do ar o levar”

Ele seria muito louco se pensasse que o outro Deus morasse no extremo norte?

Quer dizer, aquilo seria impossível. Não havia como um Deus se quer passar mais de um dia, lá. Os Demi-titãs os odiavam. Não haveria como Deus algum morar se quer próximo do limite entre o extremo norte e o mundo humano. Era impossível. Ele seria atacado na primeira noite. Para completar, havia um Demi-titã de pirâmide que lhe disse que o seu mestre havia o colocado ali. Ou seja, a pirâmide fora tomada do Deus das trevas por um Demi-titã forte o suficiente para mantê-la sua, evitando que um Deus a tomasse de volta.

- bom dia – a voz do Deus das trevas alcançou os ouvidos de Cato e Derek, que se viraram para encarar o castanho que se aproximava calmamente.

Derek franziu o cenho quando Cato cumprimentou o outro com uma reverencia. O Deus da guerra parecia temer o outro. O que era estranho, pois Cato e Johanna eram ousados e temiam poucos Deuses. Na verdade, eles que colocavam temor em outros Deuses, como Glimmer e Effie. Eles dois eram violentos e bastante eficazes quando se tratava de guerras. Tanto, que Johanna também era considerada uma Deusa da guerra. Ver aquela reação de Cato para outro Deus intrigava o Deus do ar.

- não precisa me reverenciar, Cato. A não ser que precise de mais alguns servos – disse Stiles vendo o louro se erguer.

- não necessita. Ainda tenho quase todos os que me forneceram na última guerra – falou o louro vendo o castanho parar ao lado deles.

- o que fazem aqui na porta? É tão... sem graça – indagou Stiles olhando ao redor.

- pensando – respondeu Derek vendo o mais baixo lhe fitar.

- particularmente, prefiro pensar de barriga cheia – comentou o Deus seguindo para a mesa onde todos comiam.

Quando o Deus de cabelos castanhos se aproximou da cadeira dourada com o seu símbolo no topo, alguns Deuses pararam de conversar para o encarar. John fora um deles. Stiles se quer tocou em sua cadeira e a mesma já deixou a sua cor dourada para se tornar preta. Para o espanto de Derek e dos Deuses secundários, a estrutura no topo da cadeira se moveu, erguendo as duas pontas laterais, tomando a forma de uma seta que aponta para baixo.

- mas o que é aquilo? – indagou Derek enquanto ele e Cato se aproximavam da mesa.

- eu não sei. Eu nunca tinha visto as cadeiras deles antes – respondeu Cato vendo o Deus da noite tomar um sorriso ao ver o símbolo do filho.

- bom dia – cumprimentou Stiles vendo como o silêncio tomou conta de alguns.

- bom dia, meu filho. Dormiu bem? – indagou o Deus mais velho vendo o mais novo unir as mãos e as usar para apoiar o queixo.

- dormi como o Deus que sou. E então? O que andam comendo por aqui nos últimos anos? – falou o Deus das trevas unindo as mãos e as usando de apoio para o queixo.

- ah, o de sempre. Mas agora com as frutas dadas à nós por Kate. Doces como nunca viu igual – respondeu Talia e logo Void lhe passou uma maçã verde, grande e brilhante.

- bonita - comentou antes de morder a fruta.

O sabor doce estalou em sua língua e o homem parou, alguns segundos, para analisar bem a fruta em sua mão com um olhar sério. Kate ergueu uma sobrancelha para o Deus recém-chegado, questionando a expressão do mesmo. Todos os seres que provavam de suas frutas tomavam, instantaneamente, uma expressão de surpresa, seguida por uma de deleite. Mas aquele castanho simplesmente tomou uma expressão séria, enquanto mastigava a mesma. Ato que surpreendeu até mesmo o seu irmão, que franzia o cenho para si, curioso.

- é, de fato, a melhor que já provei – afirmou voltando a morder da maçã feita pela Deusa, que lhe fitou com estranheza.

- não está surpreso? – indagou Kate vendo o castanho lhe fitar.

- estou – respondeu Stiles vendo a mulher inclinar um pouco a cabeça.

- não ao ponto de expressar isso em seu rosto? – questionou a morena, indignada.

- não. Outro Deus me informou que suas frutas seriam as melhores que eu iria provar, então por qual motivo eu iria estar tão surpreso? – questionou o homem vendo a mulher tomar uma expressão de choque.

- Kate, querida, ele admitiu ser a melhor que já provou, não faça drama – pediu Talia vendo a filha de Effie ranger os dentes.

- ele me ofende com a sua indiferença – apontou a Deusa vendo o outro se quer piscar os olhos, mantendo o mesmo olhar sério, quase entediado.

- vamos, Kate, ele disse que foi a melhor que já provou. Deixe de escândalo – provocou Cato, tentando tirar a atenção da outra para si.

- contente-se com o meu elogio. Não vou lhe dar outro apenas por sua birra - ditou Stiles pegando uma coxa de alguma ave que era servida pelas ninfas.

- Stiles, não precisa provocar – falou Peter vendo o castanho se quer lhe fitar.

- ele não está provocando, Peter. Stiles está apenas aconselhando – ditou Void olhando com seriedade para o irmão, tentando o repreender.

- Kate, se acalme, por favor – pediu Allison vendo espinhos começarem a nascer nas pulseiras de vinha da irmã.

- eu sou uma Deusa. Meu orgulho está sendo posto a prova por aquele ali. Não vou abaixar a cabeça – disse a mulher golpeando a mesa com o punho.

- ninguém quer que você abaixe a cabeça. Só querem que você cale a boca –pronunciou Johanna se sentando do outro lado da mesa, de frente para Cato, como o de costume.

- eu vou calar uma boca, sim – disse a morena e um arco surgiu em sua mão e ela disparou uma flecha contra o Deus das trevas, que parou a mesma com dois dedos, surpreendendo a mulher e todos os outros Deuses que não o conheciam.

- eu peço perdão se ofendi o seu orgulho com o meu jeito tenebroso. Tentarei ser mais expressivo com você – se desculpou o Deus das trevas, lançando a flecha de volta, com a mão, contra a Deusa, que também a parou com a mão, mas usando todo o punho.

- da próxima vez, eu miro em você de verdade – disse a morena guardando o arco enquanto ignorava o esbravejo de sua mãe.

- se houver uma próxima vez, tenha certeza de me matar antes que eu revide. Tolerarei a sua audácia agora, pois também sou um Deus. Sei o quanto somos orgulhosos. Mas não irei fazer suas vontades novamente – argumentou Stiles de olhos fechados, enquanto brincava com um pedaço da seda que compunha o seu capuz entre os dedos, enquanto uma névoa escura começava a sair de sua cadeira.

Void olhou atentamente para o chão, assim como John, vendo a grama que antes era perfeita e brilhosa, começar a murchar e a se tornar preta, como se tivesse sido queimada. Um esquilo que corria acabou adentrando a neblina que cercava o Deus das trevas e no mesmo instante, do chão, uma mão esquelética surgiu e agarrou o pobre roedor, o puxando para baixo. O Deus da morte coçou a garganta, chamando a atenção do irmão, que assim que olhou para si, notou sua neblina saindo e parou a mesma imediatamente. Void suspirou e assoprou na direção do chão. Em questão de segundos, a grama que fora morta pelo Deus das trevas retornou a vida, linda e brilhante, como era.

- tente se controlar – murmurou Void e Stiles meneou positivamente.



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