História Falling Fate - Capítulo 54


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Kriss Ambers, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, Rainha Amberly
Tags A Seleção, América, Celeste, Maxerica, Maxon
Visualizações 335
Palavras 3.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁ MEUS AMADINHOS
COISAS LINDAS DA MINHA VIDA
SEUS FOFOS

Mil desculpas pela demora, acontece que eu peguei conjuntive das bravas e fiquei uma semana afastada de tudo que brilhava muito (tela de computador, celular) pq eu não conseguia olhar pra isso por muito tempo.
Espero que vocês não me matem (até porque, se me mataram, eu não vou poder escrever mais, então pensem bem!)

Queria agradecer também aos mais de 1000 COMENTÁRIOS! VOCÊS CONSEGUEM IMAGINAR O PULO QUE EU DEI QUANDO VI ESSE NUMERO?
Eu so tenho a agradecer a vocês por esses numeros ♥
EU AMO VOCÊS ♥

Boa leitura a todos ♥

Capítulo 54 - Friendly Talk


Fanfic / Fanfiction Falling Fate - Capítulo 54 - Friendly Talk

Aspen Leger’s Point of View 

 

A notícia que América iria para a Inglaterra com Celeste correu o castelo numa rapidez invejável. Num segundo, vi Maxon sair da ala hospitalar batendo a porta e no segundo seguinte todos no castelo já sabiam o que estava acontecendo. Porém, ninguém sabia o motivo.  

Silvia havia sido mais rápida que as bocas das fofoqueiras e começou ela mesma a espalhar o boato que América e Katherine iriam para Inglaterra para ficar a salvas dos rebeldes, já que ambas estavam muito assustadas depois do ataque. Enquanto eu passava pelos corredores, ouvia os funcionários elogiando a coragem de América de pegar a filha e se proteger.  

Nem me dei ao trabalho de bater a porta do escritório de Maxon. Entrei sem cerimônia. Ele estava de costa para a porta, no telefone. Pela conversa, vi que ele falava com Amberly. Ele explicava a ela o que estava acontecendo, omitindo o fato que América estava fugindo dele. Ele obviamente não queria preocupar a mãe. 

Quando desligou o telefone, virou e me encarou, soltando um longo suspiro. Ele estava com uma expressão cansada no rosto. Estava claramente triste e desmotivado. Pelo que Marlee havia me contado, América havia um sido um gelo com ele, o que me fazia ter pena dele. Ele ao menos havia tentado.  

- Veio me dar outra bronca? – perguntou, ao notar minha presença.  

- Não sei – digo, me ajeitando no sofá. – Vou precisar? – pergunto a ele. 

- Aspen, eu tentei falar com ela! – ele diz, mostrando todo o cansaço que sentia – Eu tentei pedir desculpas, mas ela nem me deixou falar! – contou, exatamente como Marlee havia feito.  

- Eu sei – digo, o encarando, sorrindo para ele, em apoio. A minha relação com Maxon vivia em altos e baixos, mas eu o considera um verdadeiro amigo e sabia que ele era a melhor opção para América. Eu admirava a nossa habilidade de superarmos nossos problemas quando o outro precisava de apoio.  

- Então o que está fazendo aqui? – ele perguntou, mostrando temer o que viria em resposta. Ele estava cansado de brigas, isso dava para ver de longe.  

- Vim te fazer uma pergunta – digo, com calma. Me levanto do sofá e sento na cadeira a sua frente. De perto, Maxon está ainda mais abalado do que parecia. Vejo as olheiras de noites mal dormidas, preocupado com América. Vejo o que ameaçam ser cabelos brancos, de tanta preocupação passando pela sua vida.  

- Pode fazer – ele diz. Por mais que ele tentasse disfarçar, ele emanava cansaço nessa frase. Não duvido que tudo que ele queria nesse momento era se esconder do mundo.  

- Você vai deixar? – perguntei. Era uma pergunta simples. Ele sabia sobre o que eu estava falando, por mais que fazia uma cara de quem não estava entendendo o que estava acontecendo.  

- Do que você está falando Aspen? – pergunta, gesticulando demais com as mãos, sinal de que estava nervoso.  

- Você sabe do que eu estou falando, Maxon – digo a ele, mantendo a calma. – Você vai deixar ela simplesmente ir embora? De novo?  

- Ela não está indo embora – ele falou, mesmo ambos sabendo que era uma mentira. – Ela está indo passar um tempo na Inglaterra com Celeste, pra ficar longe dos rebeldes, pra proteger Katherine. – ele repete as palavras como se fosse um mantra.  

- Maxon, nem eu, nem você, nem ninguém está caindo nessa – responde ele, que me encara, parecendo perdido.  

- O que você quer que eu faça, Aspen? – ele diz, se rendendo as emoções – Ontem mesmo quando você esteve aqui você falou que é minha culpa o que está acontecendo com ela, que o fato de eu ter proibido ela de sair do castelo e outras coisas fizeram isso. Agora você quer que eu faça a mesma coisa? Ambos sabemos que é mais seguro para ela longe daqui.  

- Ambos sabemos que não é! – retruquei. – Aqui ela é a rainha desse país, é uma das figuras mais importantes do país, ao seu lado. Aqui, qualquer guarda está instruído a dar a vida por ela. Lá ela é só mais uma visitante, mas uma figura importante no castelo. Você acha que os guardas, se precisarem, vão escolher salvar América ao invés de Fedra?  

- O castelo inglês não relata ataques há anos e... - ele falava, revisando o monte de papeis na sua frente, provavelmente pesquisa de inteligência sobre os ingleses.  

- Antes do ataque que matou seu pai, o palácio de Illéa não registrava ataque a anos e nós dois sabemos que isso é uma baita mentira – devolvi. Ele fez silencio por um tempo, me encarando no fundo dos olhos, como se tentasse me ler.  

- Ainda não entendi o que você quer que eu faça, Aspen? A obrigue a ficar? - ele falou, revirando os olhos na ultima frase.  

- Eu quero que você peça para ela ficar! - disse, devagar, com calma, para ele entendesse de uma vez por todas. - Você é o marido dela, você é o cara que ela ama! Ontem você me falou que não sei o que você passou, o que é verdade, mas ela sabe! Você e ela passaram tantas coisas juntos! E você vai deixar ela simplesmente ir embora?  

Eu não entendia a dificuldade de Maxon de entender o que eu falava. Na minha mente era uma coisa simples: se ele amava América, não tinha motivos para ele deixa-la ir. Eu tinha feito exatamente a mesma coisa, quando a deixei ir para a Seleção. Eu havia perdido ela porque acreditei que ela voltaria. 

- Acredito que as coisas entre América e eu não estão assim tão simples que um pedido meu a faria ficar – ele diz, claramente triste com tudo o que estava acontecendo. Eu conseguia ver que tudo dentro dele gritava pedindo para ele ficar, apenas o orgulho dos dois negava isso a eles.  

- Realmente, ela pode não ficar, ela pode ainda assim seguir esse plano maluco que surgiu na cabeça dela e ir para a Inglaterra com Celeste, mas pelo menos, se ainda assim ela for, ela vai sabendo que você queria que ela ficasse, ela vai sabendo o quanto ela importa para você. Você vai ter feito a sua parte – digo, me colocando no seu lugar. - Se Lucy fosse embora e se todas as minhas tentativas de faze-la ficar falhasse, eu pelo menos ia querer que ela fosse sabendo como me sinto, sabendo que pelo menos eu tentei.  

- Aspen, você é um conselheiro valioso – Maxon diz, sorrindo para mim. Vi que as minhas palavras o atingiram e que algo dentro dele mudou. Eu o havia feito enxergar uma luz no fim do túnel, eu havia dado a ele esperança e força para lutar.  

- Vê se pelo menos me chama para ser padrinho do próximo bebe Singer-Schreave! - brinquei, vendo que o clima tinha se amenizado. Ficamos em silencio, apenas aproveitando o clima calmo, sem pressões. - Queria deixar claro, antes de qualquer coisa, que apesar de tudo que para mim você é um irmão que eu tinha a muito tempo perdido. - comentei.  

- Obrigado, Aspen – ele disse, claramente sem jeito com as palavras – Você e Carter serão para sempre meus irmãos. Vocês são minha família.  

- Acho que estamos ficando emotivos demais – brinquei, vendo que caminho estávamos tomando. Maxon riu e consentiu com a cabeça.  

- Estamos parecendo Marlee e América - ele disse, querendo parecer bem, mas eu consegui ver que ele sentia dor em falar o nome de América.  

- Bom, já vou indo então - digo, sorrindo para ele como uma forma de apoio, enquanto me levanto de onde estava sentado. – Visto que você tem outro lugar para estar, não é? - finalizo.  

- Tenho sim! - ele diz, se levantando da cadeira, jogando seu paleto sobre os ombros e saindo da sala antes mesmo de eu poder me mexer. Ele apenas para na porta, virando e me encarando mais uma vez, obviamente querendo dizer alguma coisa.  

- Vai logo, Maxon! - brinco, fazendo ele rir novamente e sumir corredor a fora.  

 

 

Maxon Schreave's Point of View 

 

Respirei fundo antes de bater na porta do quarto de América. Ela nunca havia usado o quarto da Rainha antes. Era estranho imaginar ele naquele lugar. Eu havia corrido até a ala hospitalar, mas ela já havia sido liberada. Corri então para o nosso quarto, esperando encontrar ela ali, mas para minha surpresa o quarto estava vazio.  

Enquanto pensava aonde ela poderia estar, escutei alguem batendo a porta do quarto ao lado com força e quando olhei para ver quem era, vi Marlee saindo batendo os pés e bufando. Ela costuma só ter essa reação com uma pessoa, Celeste, e, aonde Celeste e Marlee está, América também está.  

Então, aqui estava eu, forçando meu pulmão a respirar calmamente, para que meu coração batesse normalmente. Desisti de bater e comecei a abrir a porta lentamente, para poder analisar a cena antes de qualquer coisa.  

Ver ela ali de pé, já era algo maravilhoso, mesmo com a bota ortopédica no pé. Ela tentava jogar a maior quantidade de vestidos numa mala e bufava toda vez que olhava a bagunça que estava fazendo. Katherine também estava lá, aos pés da mãe, observando tudo que a ruiva fazia, claramente não entendendo nada do que estava acontecendo. Imaginei encontrar Celeste ali também, mas a morena não estava.  

A porta rangeu enquanto abria, o que fez América escutar e bufar ainda mais.  

- Esqueceu de alguma parte do sermão, Marlee? - disse, claramente irritada, sem se dar o trabalho de virar – Ou também acha que não basta eu não saber nada da minha vida, que eu também não sei arrumar uma mala? - resmungou, se virando ao acabar a frase, colocando as mãos na cintura, se empoderando.  

Sua reação quando me viu foi algo difícil de decifrar. Assim que virou e me reconheceu vi um sorriso se formar no rosto, mas que logo foi substituído por uma cara fechada. Nos seus olhos, eu não via o brilho de sempre, aquele brilho que me fazia me apaixonar por ela cada vez mais. Seus olhos refletiam toda a frieza que ela realmente sentia.  

- Oi – digo, sem jeito e ao mesmo tempo agradecido por poder falar com ela a sós.  

- Papai! - Katherine irradia felicidade me vendo ali e corre até mim. Eu a pego no colo e a abraço forte, com medo de não poder mais abraça-la assim por um bom tempo. A encho de beijos enquanto América olha a cena de seu lugar, com uma expressão que eu não consigo decifrar.  

- Oi meu amor! - respondo Katherine que sorri de orelha a orelha. 

- Você vai junto? - perguntou, animada. Ela claramente se referia a viagem que a mãe havia contado a ela. Eu desviei o meu olhar do dela, não conseguindo dizer que eu a deixaria ir. Não, eu não deixaria nenhuma das duas ir. 

- Meu amor, porque você não vai brincar com as suas bonecas? - América disse, se aproximando de nós dois. Katherine claramente não gostou do que estava acontecendo, mas assentiu ao pedido da mãe e eu a botei no chão. Ela subiu na cama e voltou a brincar com as bonecas. América cravou as unhas no meu braço e me arrastou para a varanda. Mesmo que mancando, ela mostrava uma força incrível.  

- Ai, você está me machucando – resmunguei, um pouco manhoso, na verdade, enquanto esfregava meu braço. 

- O que você quer aqui, Maxon? - ela perguntou, ríspida, ignorando o meu comentário. Eu analisei o rosto dela, atrás de entender o que realmente estava acontecendo.  

- Eu vim aqui conversar com a minha esposa. Eu vim aqui ter uma conversa de verdade – disse, com calma. A última coisa que eu queria era brigar com ela novamente.  

- Não temos o que conversar – ela disse, já querendo me dar as costas, porém a segurei pelo braço, não com força, apenas para não a deixar ir. Fiz ela ficar de frente para mim novamente, bem perto.  

- Temos sim, Meri – falei. - Temos muito o que conversar! Nós passamos por muita coisa e eu entendo se depois dessa conversa você ainda querer ir embora, mas eu não posso te deixar ir sem ao menos tentar! - completei, querendo passar para ela tudo o que Aspen havia me dito. Vi o semblante dela mudar por um minuto, para algo triste.  

- Então você vai me deixar ir? - ela falou, usando um tom que eu conseguia detectar como tristeza.  

- A última coisa que eu quero é deixar você ir, minha querida – falei, esperando alguma reação dela ao apelido, mas não obtive nada em resposta. - Mas se você realmente quer ir, se é isso que você quer, não vou ser eu que vou te prender aqui novamente. - falei, triste, sem força para encara-la.  

- Novamente? - ela perguntou, sem parecer entender. Ela não deveria estar com suas forças ao máximo, já que ficou bem branca por um instante e tateou até conseguir puxar uma cadeira e sentar. Por instinto ou outra coisa, sua mão foi de encontro a minha. 

- América? Tudo bem? - perguntei, preocupado, me abaixando e ficando na altura dela.  

- Eu to bem – ela disse, tentando puxar a mão da minha, mas eu não deixei – Foi só uma fraqueza.  

- Não vá - pedi. As palavras saíram do fundo do meu coração. Elas saíram tão carregadas de emoção. Elas eram tudo o que eu realmente queria. - Eu sei que você me culpa pelo que aconteceu e tudo mais, eu sei que é por minha culpa que perdemos nosso filho, eu sei que é por minha culpa que você está nesse estado. - digo, sem tirar os olhos dos olhos dela. Eu vejo lagrimas se acumularem nos olhos dela.  

- Maxon... - ela começa a falar, mas eu não deixo. Tenho tanta coisa para falar para ela que eu não iria aguentar se ela me cortasse novamente.  

- Me deixe falar, okay? - digo, segurando a mão dela com força. - Eu te amo tanto que você não tem noção e sei que é minha culpa toda essa dor que nós dois estamos passando. Você não tem ideia da dor que eu senti quando aquele babaca te machucava – disse, e senti a mão dela se contrair com a lembrança - Mas quando eu descobri que você estava gravida, tudo que eu mais queria era te pegar no colo e girar e gritar pro mundo que eu era o homem mais sortudo do mundo – eu já chorava e nem sentia vergonha disso. - Quando aquilo tudo acabou, quando Aspen apareceu eu pensei "nós vamos dar um jeito nisso, nós vamos dar um jeito, pelo nosso filho", é tolo, eu sei, mas eu sentia que era um menino, sabe? - digo, rindo de nervoso. - Mas, quando você desmaiou, quando você não acordava, quando o médico te tirou dos meus braços, quando te levaram para longe de mim, eu senti que aquele monstro tinha vencido, ele tinha tirado de mim o que eu mais amava.  

- Maxon... - ela tentou falar novamente, mas eu a ignorei.  

- Ver você naquela cama, lutando como a guerreira que você é pra se manter viva mesmo depois de tanta dor, me deu força para continuar. Eu sabia que você não desistiria da nossa família, eu sabia que você voltaria para Katherine e eu, afinal, você é a pessoa mais forte que eu conheço, você é a melhor pessoa que eu conheço, você é... tudo! - falo, tirando as palavras que estavam guardadas dentro de mim. - Quando eu te vi acordada, assim debilitada, claramente em dor, quando você me olhou e eu senti que você me culpava, com razão, claro, eu tive medo de chegar perto de você, de te machucar ainda mais... mas acho que isso causou o efeito inverso.  

- Maxon, me deixa falar! - ela disse, soltando uma risada entre as lágrimas, o que me fez encara-la, ainda mais surpreso.  

- Claro, pode falar... - falei, meio sem entender, puxando a cadeira e sentando de frente para ela.  

- Eu não te culpo pelo que aconteceu, Maxon – ela disse, com calma, pra ficar claro. Ela falava isso do mesmo jeito que eu havia pedido para ela não ir. - Ninguém te culpa pelo que aconteceu, Maxon, e você tem que parar de se culpar também.  

- Mas a culpa é minha, Meri! Aquele monstro mesmo que falou! - retruco. 

- Não é, Maxon! - ela falou, apertando a minha mão - Aquele babaca pode ter falado que a culpa é sua dele ter feito o que fez, mas eu digo que não é e eu te conheço mil vezes mais que ele. O que ele fez é culpa dele e somente dele! Tudo o que você fez naquele dia foi para proteger Katherine e eu.  

- Você fala isso, mas mesmo assim está indo embora! Mesmo assim você está me deixando! - falei, o que fez ela assumir uma postura mais rígida. - Você diz que nunca me culpou, você fala coisas bonitas mais ainda está indo para Inglaterra com a Celeste! E sem me dizer nada! 

- Maxon, eu preciso ir – ela disse, num tom que parecia implorar para não ser questionada. Ela deixava a impressão de que não queria realmente ir.  

- Não precisa, América! - retruquei. - Você não precisa viajar o mundo toda vez que se machuca! - soltei. Enquanto eu vinha conversar com ela, estava decidido a não brigar, mas essa nova “fuga” de América me lembra muito os relatos dela da primeira viagem com Celeste, após o fim da Seleção.  

- O que você quer dizer com isso? - ela questionou, claramente magoada com as minhas palavras - Você está dizendo que eu estou separando a minha família por um capricho meu? É isso que você pensa? - completou, puxando a mão da minha, se arrumando na cadeira, para ficar mais afastada de mim. 

- Na verdade, Meri, eu não sei o que pensar! - devolvi, também magoado - Você simplesmente decidiu que vai levar Katherine para o outro lado do oceano e não me falou nada! Parte de mim quer acreditar que é por medo, que você está fazendo isso com medo que aconteça outro ataque, mas uma grade parte teme que você esteja fazendo isso pra se livrar de mim!  

- Eu não acredito que você pensa isso de mim, Maxon! - ela fala, magoada, se remexendo na cadeira. Eu sei que se não sentisse tanta dor no pé, já estaria andando de um lado para o outro. 

- Não é como se fosse algo que eu quisesse pensar nisso, minha querida – respondi – Nos últimos dias eu tive tanto medo de perder você, de perder Katherine, de perder o que temos! E assim que você acorda me diz que vai embora, levando a nossa filha, exatamente tudo o que eu tinha medo! Eu não sei porque você quer ir, eu não sei o que passa na sua cabeça, mas me da medo que toda vez que você olhe para mim lembre de toda a dor que eu lhe causei.  

- Maxon, você não me causou dor alguma! Se algum de nós causou alguma dor ao outro, fui eu, okay? - ela diz, chorando, mas ainda afastada de mim, claramente ainda magoada pelas palavras anteriores – Eu que não fui capaz de manter o nosso filho! - ela diz as últimas palavras com uma dor tão grande. Por um momento, ignorei toda a culpa que eu mesmo sentia, saltei da cadeira aonde estava e abracei a ruiva na minha frente com toda força, querendo protege-la de toda a dor que eu sabia que ela estava sentido. 

- Você não tem culpa nenhuma disso, América - digo, ainda a segurando nos meus braços. Ela chorava descontroladamente e negava com a cabeça as minhas palavras. - Isso é algo que você não tem como controlar, minha querida – completo, sem saber ao certo o que dizer a ela.  

- Dói tanto – ela diz, em meio aos soluços, ainda grudada no meu peito.  

- Eu sei meu amor – digo, sentindo uma lagrima escorrer pelo meu rosto. Quando descobri que ela estava gravida, mesmo no meio daquilo tudo, eu estava feliz. Quando o médico me disse que América perdeu o bebe, eu senti uma dor tão grande, parecia que todas as noticias ruins tinham que vir de uma vez. Eu já tinha perdido o meu filho e ainda poderia perder a minha esposa.  

- Eu te machuquei! Eu te fiz sentir dor! - ela fala, novamente lutando contra os soluços.  

- Eu também te machuquei quando não fui te ver no hospital, eu te machuquei quando te mandei embora da Seleção sem escutar uma palavra sua, eu te magoei quando não contei que Katherine não era minha filha de sangue, eu te machuquei incontáveis vezes – digo a ela, puxando o rosto dela para cima, para que ela olhasse nos meus olhos. - Mas você me perdoou todas as vezes, você ainda me amou depois de tudo isso, você ainda casou comigo depois de tudo isso – brinco, fazendo ela soltar um meio sorriso. - Estamos juntos pro altos e baixos, para as brigas e para os perdões, para o que der e vier! Só fica aqui comigo, América - peço, mais uma vez.  

- Eu não consigo, Maxon! Eu não consigo ficar nesse castelo esperando um novo ataque a cada vento que faz uma janela bater, eu não consigo ficar aqui, colocando Katherine em perigo, fazendo ela passar por aquilo novamente! Celeste me disse que ela não anda dormindo direito a noite... - diz, triste.  

- Eu não posso te obrigar a ficar, como não posso garantir que você esteja protegida aqui ou na Inglaterra, eu não conseguiria aguentar te ver machucada por minha causa mais uma vez – digo, me dando por vencido. - Mas também não consigo te ver partir. - finalizo, me levantando.  

- Não é pra sempre, Maxon! Não é uma despedida! - ela diz, também se levantando e me seguindo em direção a porta. No quarto, Katherine dorme abraçada com suas bonecas. Não consigo dizer nada em resposta a América, então apenas sorrio para ela. Um sorriso que fala que ambos sabemos que não temos certeza das palavras dela.  

- Boa viagem, América - digo, fechando a porta nas minhas costas antes que ela respondesse alguma coisa. E assim, simples como uma despedida, vejo a mulher da minha vida ir embora.  


Notas Finais


LEMBREM DE NÃO MATAR A AUTORA
AMO VOCÊS
BEIJOS


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