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História Falling For You - CHONI - Capítulo 9


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Capítulo 9 - The serpent queen


cherylblossom

Quando estacionei em frente ao Pop's não tive sinal do Archie, adentrei a chocoloja sem espera-lo e me dei a liberdade de escolher a mesa. Estava nervosa, deveria contar tudo a ele? Não, isso poderia ser humilhante. Quer dizer, como eu chegaria no garoto para dizer “ei, beijei minha melhor amiga e é muito melhor que você, sinto muito.” Suspirei, negando. Me sinto culpada, talvez porque goste um pouco dele ou porque tenho respeito, mas de certa forma me sentia uma idiota por tê-lo “traído".

— Oi, Cheryl.

Ele chegou, sorridente.

Archie aproximou-me para me beijar, lhe dei apenas a bochecha para o contato e o mesmo a beijou, se afastando com uma expressão confusa no rosto. Eu sei, estou diferente, se não, teria te dado pelo menos um selinho.

— Tudo bem?

Sentou a minha frente.

— Sim. – dei de ombros. — Mas precisamos conversar.

— Precisamos?

Franziu a testa.

— Precisamos. – confirmei respirando fundo. — Eu acho que... Acho que não quero mais continuar com isso.

Expliquei, apontando para nós dois.

— Por que? Eu fiz algo?

— Archie, não. – segurei em suas mãos. — Você é perfeito, mas aconteceram algumas coisas e acho que preciso pensar, esta bem?

— Tem haver com seu comportamento final de semana? Você estava tão abalada.

— Também. – sorri fraco. — Porém, você me ajudou muito, Archie.

Firmei o toque de nossas mãos.

— E agradeço por isso.

— Entendi, está me dispensando. – sorriu de forma triste. — Estarei aqui independente de qualquer coisa porque gosto de você, Cheryl.

— Eu sei, Arch.

°°°

Cheguei em minha casa aliviada, havia tirado um enorme peso das minhas costas ao terminar com Archie. Poderia aproveitar de meu momento tão bom que tive com Toni, a maneira com que nos beijamos foi incrível. Ainda podia sentir seus lábios nos meus e o modo que abraçou meu corpo. Não poderia mais negar o que nunca enxerguei, estou aos pés da serpente.

“Oi, Cha-Cha. Já cheguei, sã e salva, viu?”

Enviei a mensagem, sabendo que a mesma esperava por um comunicado meu, com certeza vai estranhar a demora, mas em um futuro próximo poderei explicar o porque.

— Cheryl?

Levantei o olhar, era Jason em minha porta.

— Oi, Jay-Jay.

Sorri ao falar, desviando o olhar de volta para meu celular a espera da resposta de Toni. Estava sentada em minha cama, de pernas cruzadas e atenta a tela.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não, por que?

Respondi sem encara-lo.

— Você... Terminou com o Archie.

Senti o lado da cama afundar, avisando que meu irmão havia sentado. Suspirei, insatisfeita como as noticias correm rápido entre os bulldogs, Jason não deveria se meter em nossa relação e espero que não tenha vindo tentar me convencer de mudar a decisão.

— Achei melhor assim.

Falei, dando de ombros.

— Melhor assim? – seu não era bom. — Até hoje de manhã estava tudo bem.

O encarei.

É claro que meu irmão mais velho viria tirar satisfação por seu melhor amigo, por segundos até pensei em lhe contar tudo, mas era melhor não. Era melhor esperar as coisas de suavizarem, ainda mais quando nem sei o que acontecerá entre mim e Toni.

— Não quero mais, Jason. – retruquei, mantendo meu tom calmo. — Se era seu sonho que me casasse com Archie, não acontecerá.

— Achei que gostasse dele.

Murmurou.

— Talvez eu goste... Mas não dessa forma.

— Não consigo entender, mas respeitarei sua decisão, só espero que não se arrependa, Cheryl.

Falou, levantando seu corpo e beijando minha testa.

— Boa noite, maninha.

— Boa noite, Jay-Jay.

Sussurrei, o observando sair pela porta.

Joguei meu corpo no colchão assim que fiquei sozinha, não gosto de esconder as coisas do meu irmão e muito menos mentir, mas era necessário no momento. Afinal, o que eu e Toni somos? Como explicaria toda essa confusão a ele? Não, preciso de mais tempo e certezas. Principalmente se minha melhor amiga quer ficar comigo.


tonitopaz

O bar estava movimentado, FP convocou todos os serpentes para uma reunião, havia tantas pessoas para atender que por alguns minutos até esqueci do ocorrido mais cedo. Tudo bem, é impossível esquecer. Ainda sinto o gosto de cereja dos lábios da ruiva, a maneira que são macios e encaixavam tão bem nos meus. Não conseguia evitar de sorrir ao pensar no seu beijo, suas mãos em meus cabelos e o corpo tão perto... O melhor, suas palavras, atitudes.

“Assim que deveria ter sido meu primeiro beijo, Cha-Cha.”

Isso fez meu coração parar, o ar faltar. Com certeza deveria parecer uma idiota a sua frente, sem reações após ganhar o beijo que tanto quis.

— Caralho, nunca te vi trabalhando tão sorridente.

Sweet Pea se aproximou zoando.

— Você sabe o por que da reunião?

— Não.

Dei de ombros.

FP não havia nos falado nada.

— Então, por que o sorriso?

Mordi os lábios, rindo comigo mesma e não acreditando que pronunciaria essas palavras. Olhei para os lados, me certificando que ninguém iria nos interromper e o encarei.

— Cheryl me beijou.

— A ruiva o que?

Abriu a boca surpreso.

— Me beijou e foi... Um sonho.

Confessei, suspirando em seguida.

— Meu Deus! Não acredito. – ele pulou em comemoração. — E onde foi? Quando? Pediu ela em namoro?

— Pea!

O repreendi rindo e negando.

Contei o que aconteceu até chegarmos no beijo, Sweet Pea parecia uma criança ouvindo história infantil, me ouvindo como se fosse a melhor de todas. Sua cara demonstrava o quanto o garoto torcia por mim, tendo reações a cada parte importante.

— No final, acho que deve ter recebido alguma mensagem do Archie. – conclui, desanimando um pouco. — Ela parecia preocupada.

— Ah, Tiny. – ele negou. — Aquele bulldog que se foda!

Esbravejou, pouco se importando.

— Você pegou a ruiva de jeito e pelo que me contou ela adorou.

Sorriu malicioso.

— Só não sei o que vai acontecer agora. – encolhi os ombros. — Cheryl pode querer continuar com Archie.

— Depois de criticar o beijo dele? Acredito que não.

— Ela não criticou...

— Toni, para. – me interrompeu, pegando pelos ombros. — Cheryl Blossom, sua paixão melhor amiga, heterossexual e impossível é muito possível... Está caidinha por você então, não se coloque para baixo.

Seu tom sério chegava a quase me assustar. Ele respirou fundo, me soltando e recompondo sua postura. Fiquei o encarando, sabendo que meu amigo tem toda razão. Quem me beijou foi ela, via no seu modo de agir que talvez até queria mais, mas eu estava tão confusa... Foi tão repentino, mas não posso evitar de ter amado.

— Agora, lute por sua garota e a pegue pra você, simples.

A maneira que Sweet Pea falava aparentava ser fácil.

— Entendi. Confiança.

Falei firme, ele assentiu.

Iríamos conversar mais, mas a música baixa tocando no bar parou e todos fixaram seu olhar no pequeno palco. FP subiu, chamando a atenção de todos, ao longe via Fangs e Jughead atentos nas palavras do rei serpente.

— Tenho um comunicado. – anunciou, com o silêncio apenas sua voz era ouvida. — Achei que poderia adiar mais esse dia, mas infelizmente chegou a hora. Todos sabem o quanto amo essa gangue, o quanto me dediquei por ela e que sempre serei um serpente.

Franzi a testa, estranhando o discurso.

— Recebi uma proposta de emprego que vai mudar minha vida financeira e infelizmente terei que deixar os serpentes para ocupar a vaga.

Sweet Pea me olhou tão surpreso quanto eu e todos os outros. Arregalei os olhos, um burburinho enorme começou no bar, provavelmente duvidas do que aconteceria agora.

— Ei, atenção aqui. – ele pediu em um tom alto. — Como rei serpente, tenho direito de deixar a liderança em quem mais confio para prosseguir com meu legado... – seu olhar desviou para Jughead. — Meu filho Jughead Jones.

O chamou para o pequeno palco, sorri feliz por meu irmão que sempre sonhou em seguir os passos de FP. Observei os dois se abraçarem, alguns segundos depois o mais velho se virou para todos novamente.

— Confio muito em Jughead, mas seria uma injustiça deixar essa liderança apenas para ele quando tenho uma das pessoas que tem herança em seu sangue, os seus familiares ajudaram a começar os serpentes...

Ele me olhou.

Oh, merda!

— Toni Topaz.

Os olhares de todos vieram a mim, FP me chamou para o palco e Sweet Pea bateu em meu ombro em comemoração. Estava quase em choque quando o mesmo me puxou para sair de trás do balcão e caminhar para junto dos Jones. Jughead sorria, parecia satisfeito com a decisão do pai. Trocamos um rápido abraço e ficamos lado a lado.

— Eles irão liderar juntos, rainha e rei serpente. Nenhuma decisão ou palavra é maior que a outra. Como irmãos, espero que sempre entrem em consenso e decidam o que é melhor para nossa família. E agora... – ele pegou em nossas mãos. — Recebam os seus novos líderes!

Levantou nossas mãos para cima, troquei um rápido olhar com Jughead antes de ver todos comemorarem com gritos e bebidas erguidas. Ainda estava surpresa com a decisão de FP, sua saída, mas a sensação de poder ajudar a gangue de alguma forma era maravilhosa.

Eu sou a porra da rainha serpente!

A partir daquele momento começou um clima de festa, me dei a liberdade de até mesmo beber uma cerveja para tentar acalmar a adrenalina que corria por meu sangue. Parece que tudo resolveu acontecer hoje. FP e Jughead se aproximaram do balcão, Sweet Pea e Fangs acabaram de me parabenizar pelo posto assumido.

— Estou surpresa ainda com a decisão.

Confessei.

— Você também é minha filha, Toni. – FP justificou. — Mesmo que não me chame de pai.

Brincou, rindo.

— Acha que aceitarão nossa liderança?

Jughead perguntou, apoiando seus braços no balcão. Era uma duvida minha também porque FP era claramente um líder mais experiente, com mais maturidade para conduzir a gangue.

— Eles vão sim, até porque vocês serão ótimos.

Piscou, erguendo o copo. Brindamos os três juntos, conversando sobre o que poderia acontecer daqui pra frente. Nossa gangue rival ultimamente tem estado afastada, sem arrumar problemas e isso de certa forma é bom, se eles não decidirem agir de surpresa.

— Tenho uma dúvida.

Chamei atenção assim que ficamos em silêncio.

— Como FP Jones, o rei serpente conseguiu o emprego de xerife?

Franzi a testa o encarando. Nunca nem vi o mais velho largar currículo ainda mais na prefeitura. Algo não se encaixava nesse emprego tão repentino, como poderia conseguir? Observei os Jones trocarem um olhar, FP bebeu um grande gole da sua cerveja, suspirando.

— Aconteceu alguma coisa?

Perguntei começando a ficar preocupada.

— Não, Toni, é que...

— Foi o Clifford. – FP interrompeu o filho. — Ele achou que com minha experiência com a gangue, ser líder, posso ser um bom xerife, mas é um teste de início.

Estreitei o olhar. O prefeito procurou FP? De uma hora para outra? Não fazia sentido para mim, não mesmo, até porque... Porra! Não acredito. Cheryl? Mas ela nem sabia sobre o desemprego do FP ou sabia? Olhei para Jughead.

— Contou a ela?

Arqueei as sobrancelhas, ele sabia do que estava falando.

— Não, foi o prefeito e não ela, Toni.

— Duvido muito.

Falei, negando.

Enfiei a mão no bolso de minha calça jeans, pegando o celular e vendo sua mensagem ainda não respondida. Ela havia me avisado que chegou, faria o mesmo após chegar ao meu trailer, mas agora não conseguirei dormir até saber a verdade.

“Está acordada, princesa?”

Enviei, voltando meu olhar para os Jones.

— Não estou brava. – expliquei ao ver as expressões apreensivas. — Mas quero saber se foi ela ou não.

— Se foi, que bom. – Jughead sorriu. — Porque significa que nos ajudou, Toni.

— Ele tem razão.

FP reforçou.

— Vocês estão a defendendo. – sorri irônica. — Com certeza foi ela.

Conclui quase sem precisar de mais certezas, só preciso ouvir de sua boca. Os Jones reviraram os olhos como se estivesse duvidando dos dois e eu estava, conheço essa dupla o suficiente para desconfiar que me esconderiam algo do tipo. Eles sabem que odeio ser vitimizada.

“Estou, Cha-Cha. Aconteceu alguma coisa?”

“Podemos conversar?”

“Agora?”

“Se for possível.”

“Ok, me busque e vamos para seu trailer.”

Suspirei, lembrando-me das regras dos Blossom. Se eles souberem que Cheryl está indo para meu trailer sendo que agora nos beijamos, com certeza dará problema. Porém, ir até sua casa a essa hora, não parece certo ainda mais que quero conversar. Penelope e Clifford que me perdoem, mas irei roubar a filha deles essa noite.

— Pode me cobrir essa noite? Preciso fazer uma coisa.

Falei com Jughead.

— Posso.

Deu de ombros.

— Fugindo do trabalho, Topaz.

FP zombou, rindo.

— Só hoje. – falei saindo do balcão. — Boa noite.

Me despedi deles, saindo as pressas do bar.

Subi em minha moto, pilotando em direção a cada de Cheryl. Por mais que entendesse toda nossa dificuldade e que a ruiva só quer ajudar, não conseguia deixar de pensar o quanto deve sentir pena de mim. E se for por isso que me beijou? Viu que estava sensível, cabisbaixa com nossa briga e o FP sem emprego. Queria ter as palavras de Swee Pea dominando, dizendo o quanto Cheryl pode estar caidinha por mim, mas a insegurança parece ser muito maior.

— Oi, Cha-Cha.

Beijou minha bochecha, pegando o meu capacete. Era sempre assim quando não conseguia trazer o seu, dava o meu a ela e ficava sem. A ruiva estava a coisa mais fofa do mundo com meu moletom e calças do mesmo tecido, por seus lábios gelados conseguia identificar que deveria estar com frio.

— Você avisou seus pais?

Perguntei assim que subiu em minha garupa.

— Não, eles tem sono pesado e não quero incomoda-los.

Assenti, suspirando. Teria que explicar isso aos Blossom futuramente. Os braços de Cheryl rodearam minha cintura e dei partida, sentindo seu toque apertar em volta de meu corpo. Acelerei em direção ao trailer, o vento frio batendo em meu rosto era quase torturante, mas queria chegar logo.

Assim que abri a porta, deixei a ruiva passar, trancando a mesma e pendurando o capacete. Cheryl sentou no sofá, abraçando seu próprio corpo. Mordi os lábios, levando meu corpo para perto do seu e sentando ao seu lado.

— Você disse que queria conversar.

Falou, ansiosa.

— Na verdade, queria te contar que FP conseguiu o emprego de xerife.

— Isso é ótimo! Ele estava precisando, não?

— Estava?! – arqueei as sobrancelhas. — Como sabe disso?

Cheryl se calou, desviando nossos olhares.

— Betty me contou.

Murmurou.

— Foi você, Cheryl?

Perguntei, sem conseguir manter esse jogo de adivinhação. Ela suspirou e levantou o olhar, sua expressão receosa já dizia muito coisa. Balançou a cabeça positivamente, me dando a certeza do que desconfiava.

— Vai ficar brava comigo?

— Não. – respondi, entrelaçando as mãos a frente do corpo. — Por que não me contou?

— Nem nos falávamos.

Defendeu-se.

— Nos falamos hoje.

— Mas eu não sabia qual seria sua reação, me desculpa. – pediu, o olhar piedoso. — Assim que fiquei sabendo tive que ajudar até porque por isso se afastou de mim, certo?

Sugeriu.

Não, não foi.

— Sim. – menti. — Mas sabe que não gosto quando...

— Toni. – tocou em minhas mãos. — Você não me pediu nada, fiz porque quis e iria ajudar não só você, mas FP e Jughead.

— Tudo bem. – suspirei. — Só não faça sem me avisar.

Pedi, ela assentiu. Um silêncio se instalou entre nós, os dedos de Cheryl acariciavam os meus timidamente. Sei que acabei deixando um clima estranho, mas não era minha intenção, realmente não fiquei brava.

— Tenho uma novidade.

Sussurrei, chamando sua atenção.

— FP deixou a liderança dos serpentes para mim e Jughead.

Falei, vendo um sorriso aparecer em seu rosto. Era exatamente assim que imaginava sua reação, feliz por mim. Cheryl sabe o quanto amo a gangue por representar uma família e sempre me apoiou muito. Se não fosse pelos seus pais, com certeza faria parte.

— Cha-Cha, isso é incrível.

Como o esperado, seu corpo se jogou contra o meu em um abraço. Cheryl firmou seus braços envolta de meu pescoço e não me contive, enlaçando sua cintura e sentindo seu cheiro bem de perto. Ela nos separou um pouco, para olhar em meus olhos enquanto acariciava minha nuca.

Que mania boa você tem de fazer isso, Blossom.

— Vai ser uma ótima rainha serpente.

Piscou, sorrindo.

— Assim espero.

Falei, sentindo seu rosto se aproximar dos meus aos poucos. Não faz isso, por favor. Seus castanhos fixos nos meus e os lábios tão próximos era uma tortura, mas ainda não entendia nossa situação ou sua situação com Archie. Com muito esforço, beijei sua bochecha antes que continuasse com a aproximação e a afastei um pouco de meu corpo.

— Está com fome?

Levantei do sofá.

— Na verdade, morrendo de sono.

— Vamos para o quarto. – convidei. — Só vou tomar um banho.

Concordou, levantando o corpo e caminhando comigo para o cômodo. Cheryl jogou-se na cama como sempre, suspirando. Dessa vez, ela mesma tirou seus calçados e enfiou-se embaixo das cobertas.

— Amanhã, preciso passar em casa antes de ir para a escola.

— Tudo bem, te deixo lá.

Dei de ombros, procurando por meu pijama no guarda-roupa.

— Me deixa? Você vai me levar pra escola.

— Achei que iria com Andrews.

Falei, pela primeira vez tocando no assunto deliciado. Não quero ser precipitada, mas preciso saber o que irá acontecer daqui pra frente. Vamos nos beijar escondido? Voltar a ser melhores amigas sem que nada tivesse acontecido? Cheryl ficará com nós dois? Comigo? Com ele? Eu quero respostas.

— Terminei com o Archie.

Girei meus calcanhares, olhando para a garota deitada em minha cama e virada para mim. O olhar no meu, demonstrando sinceridade. Queria dar um enorme sorriso, mas ficaria muito claro o quanto estou caidinha por ela.

— Terminou? Então, estavam namorando?

Brinquei, rindo.

— Não, a gente não está mais junto?!

Seu tom era sugestivo sem saber definir a relação.

— Uhn... É uma pena.

Fiz uma falsa lamentação, caminhando para o banheiro enquanto ouvia uma gargalhada de Cheryl. Sabemos que não tenho pena alguma. E talvez eu esteja pulando e comemorando em silêncio trancada no cômodo. O meu coração estava preenchido de felicidade afinal, sou a rainha serpente e minha futura garota está solteira, livre para que possa conquista-la.

Sai do banho após ficar um bom tempo relaxando, estava cansada do dia agitado de hoje. Cheryl continuava acordada, olhar no teto e mãos sobre a barriga. Pedi para que ligasse o abajur e desliguei a luz do quarto, enfiando-me embaixo das cobertas com ela.

— Que cheirinho bom.

Murmurou, virando seu rosto para me encarar.

— Cheira aqui pertinho.

Sorri de canto, abrindo os braços para ela que arrastou seu corpo para junto do meu. Cheryl deitou em meu braço, rodeando o seu em minha cintura e deixando nós duas cada vez mais próximas. Toquei seus cabelos, fazendo o cafuné que a ruiva tanto gosta e cheirei suas madeixas, ouvindo um suspiro seu.

— Com sono?

— Com esse carrinho vou dormir rapidinho.

Falou, rindo.

— Então, vou continuar porque amanhã tem aula e precisamos ir.

— Vou pedir antes...

Levantou o rosto, o deixando a altura do meu.

— Posso beijar você?

Mesmo apenas com apenas a luz do abajur acesa, conseguia ver perfeitamente seus castanhos esperançosos. Minha mão deslizou por seu rosto, não havia mais receio sobre Archie, estávamos livres.

— Você tem certeza do que quer?

Perguntei, a insegurança falando mais alto.

— Muita. – confirmou. — Amei beijar você, Cha-Cha.

— E se estiver confusa? Confundindo nossa amizade, quem sabe sentindo pena...

— Pena?! – ergueu a cabeça para me olhar melhor. — Pena, por que?

— Sei lá...

Murmurei.

— Toni, nunca colocaria em risco nossa amizade se não tivesse certeza. – explicou, o olhar no meu passando confiança. — Assim que nos beijamos fui conversar com Archie e acabar com tudo, você me conquistou apenas com um beijo, sente só... – pegou minha mão colocando sobre seu coração acelerado. — Ele só fica assim perto de você.

— Cheryl...

— Se não quiser, entendo. – me interrompeu. — Mas eu tenho certeza que quero ficar com você.

— Mesmo?

— Mesmo.

Reforçou o tom.

Mordi os lábios rendida demais por suas palavras e sentindo o coração bater tão forte quanto o seu dentro do peito. Toquei seu pescoço, trazendo seu rosto para perto do meu e a beijei, a sentindo sorrir contra minha boca. Um beijo calmo, onde tomei controle total, aproveitando do gosto de cereja incrível. Com cuidado, fui deitando seu corpo ao meu lado novamente e quebrei o beijo, distribuindo selinhos curtos.

— Boa noite, princesa.

Sussurrei.

— Boa noite, Cha-Cha.

Sorriu largo, roubando-me um último selinho antes de aconchegar seu corpo no meu. Sua cabeça ficou sobre meu peito e tenho certeza que ouvia meu coração batendo feito louco, mas não havia como controlar o que só ela me causa. A abracei, acolhendo a ruiva e enfiando meu nariz em seus cabelos. Sentindo seu cheiro, acabei pegando no sono quase que no automático.


Notas Finais


E esse sequestro aí no meio da noite?


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