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História Falling In Love - Capítulo 6


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Notas do Autor


desculpa pela demora, mas cá estou eu....
espero que gostem

Capítulo 6 - Me ame menos, por favor


Karin acorda com a cabeça doendo. A claridade, que a janela com as cortinas abertas deixava passar, a acorda como um lembrete de que tinha que levantar em breve. Mas ela apenas se move para virar para o outro lado para se esconder da luz e voltar a dormir. Porém foi impedida por algo que a segurava, a impedindo de se mexer. Ela abre os olhos lentamente, tentando se acostumar com a luz, e viu o Sui dormindo tranquilamente abraçado a ela. Por isso não conseguia se mexer, mas não iria reclamar de acordar mais vezes desse jeito.

A ruiva sorri, com uma felicidade inexplicável para essa hora da manhã e beija a ponta do nariz do amigo, que mexe as sobrancelhas sem saber muito bem o que o tocara. Ela ri baixinho se aconchegando ao abraço para voltar a dormir.

Depois de alguns segundos com a dor de cabeça voltando a explodir, Karin percebe o zumbido insistente que rondava o quarto. Era o despertador.

Bem que podia ser sábado, não é mesmo?

- Sui. – O chama, balançando levemente seu ombro. Ele abre um olho. – Hora de levantar ou vamos nos atrasar.

Ele fecha o olho que tinha aberto, tirando o braço que a prendia para se espreguiçar. Coisa mais gracinha da vida. Karin ficou observando cada detalhe de como se movia, para guardar em sua memória. Ficou com vontade de apertar-lhe a bochecha, mas ele a mataria se fizesse isso.

Ela se contenta em se levantar, agora que estava livre para mexer, seguindo para o banheiro para fazer sua higiene matinal, tomar um banho rápido e se vestir para a escola. Enquanto Sui se espreguiçava mais umas três vezes para expulsar a preguiça que o consumia.

Depois de finalmente vencer a luta, entre a necessidade de levantar e a vontade de ficar mais na cama, ele se levanta para começar a arrumar a cama, guardar e se arrumar para ir para casa pegar seu material e uniforme, para enfim irem para a escola.

Karin sai do banheiro enrolada na toalha, pois tinha esquecido de pegar o uniforme dentro do guarda-roupa. Ao sair se deparou com o branquelo a encarando sentado em sua cama, apenas de boxer.

- Que eficiente. – Diz a ruiva se concentrando nos passos que tinha que dar até o guarda-roupa.

Ela não viu, mas ele ri com a atitude acanhada dela, aparentemente do nada. Ele segue, com suas roupas jogadas no ombro, para o banheiro.

Karin se perguntava quando foi que ele tirou a blusa, pois se lembra, vividamente, de ter tocado suas costas nuas de madrugada. Se trocou rapidamente, com o rosto corado pelos pensamentos envolvendo um Suigetsu sem camisa dormindo consigo. Arrumou seu material espalhado pela mesa de estudos e seguiu para a cozinha para fazer um café para os dois.

Andava saltitante, inesperadamente feliz depois da montanha russa que tinha sido o dia e a noite anterior. Mas sua felicidade durou pouco. Seu padrasto estava parado no meio da cozinha. Ela teria dado ré, porém ele já tinha a visto.

- Bom dia, Karin. – Diz tomando seu café.

- Bom dia, Baku. – Karin diz de cabeça baixa. – Onde está minha mãe? – Pergunta rapidamente, quase se arrependendo.

- Já saiu para o trabalho. – Diz indiferente.

- Bom, eu vou para a escola. – Diz saindo correndo da cozinha.

Quase derruba o Sui ao dar de cara com ele na porta de seu quarto. Ele já estava pronto. Então apenas pegou sua mochila, a mão do Sui e o puxou para fora de casa.

- Vamos tomar café da manhã na sua casa. – Diz simplesmente quando estavam em frente ao elevador e o branquelo não questiona.

- Ele está lá? – Pergunta assim que aperta o botão do seu andar e a porta fecha.

Ela assente o olhando nos olhos. Ele a entendia sem nem fazer muitas coisas. Sui e Baku não se dão tão bem assim também. Certa vez eles quase saíram na porrada se sua mãe não tivesse chegado a tempo. O Sui nunca contou para ninguém o motivo do estresse que tinha rolado entre eles, por mais que ela tivesse insistido muito. Disse que não precisava se preocupar com isso. Ela tinha se esquecido disso até hoje.

- Sui. – Chama meio tímida.

Ele nota e se prepara para o que vinha. Conhecia sua amiga bem demais para saber que ela está aprontando alguma coisa.

- Diga, princesa. – Fala ironicamente, sabendo que ela franziria o nariz com o “princesa”.

Foi o que ela fez. Ele a conhecia tão bem.

- Lembra daquele dia que...

- Não, não lembro. – A cortou sem nem deixar que ela terminasse. – Já disse para não se preocupar. Já foi resolvido.

- Então por que não me diz? – Diz frustrada. – Se foi resolvido, não tem problema de me contar.

Ele a olha sério. É muito raro vê-lo dessa forma e Karin se assusta um pouco. Resolve deixar para lá. Estica a mão até encontrar a dele e, sutilmente, entrelaça com a sua. Ele a olha, menos sério dessa vez e Karin sorri calorosa para ele. Agradecendo mentalmente o cuidado que ele tinha com ela. Suigetsu de repente se sente muito quente e desvia o rosto, sorrindo de volta sem que ela visse.

[...]

Por dois minutos os dois não chegam atrasados para a primeira aula do dia, que é japonês, com o Iruka-sensei. Duas aulas seguidas de japonês. É o sonho de consumo da ruiva sendo realizado. Amava não apenas a matéria como o professor também.

Karin quase não pisca conforme a aula passa rapidamente, para seu desprazer. Assiste tudo com muita atenção, anotando tudo o que ele fala ou escreve no quadro. O Juugo cochilava em sua mesa, para variar. O Sasuke parece entediado e apena encara o professor sem interesse nenhum. O Sui, por incrível que pareça, está desenhando e assobiando alguma música baixinho.

- Prestar atenção na melhor aula, ninguém quer. – Resmunga num sussurro revirando os olhos.

De acordo com a grade horária que deram ontem, a próxima aula seria de matemática e depois do intervalo, geografia e inglês até finalmente chegar o almoço. Uma manhã bem calma para uma terça-feira.

Karin pega o celular para ver a mensagem, que tinha recém chegado, quando Iruka-sensei sai da sala.

tenho uma boa notícia

na verdade, duas

conta, conta

quando chegar em casa conto, agora não posso

isso não se faz, mãe

mãe?

MAAAAAAÃE!

Karin bufa com a ousadia da mãe de a fazer esperar quase um dia inteiro para saber o que tinha para falar. Isso não se faz!

- Agora uma aula bem sensacional de matemática. – Juugo diz finalmente levantando a cabeça da mesa.

- Outra aula que será passada como você sonhando? – Pergunta ironicamente deixando o celular de lado.

- Exatamente! – Diz sorrindo amarelo. – Você me conhece tão bem, Karenzinha.

Ela o olha mortalmente. Odiava esse apelido. Mas seu olhar perdeu um pouco a força devido ao riso ao olhar para ele, então não fez nem cócegas no ser enorme de cabelo alaranjado. Pelo menos não quando era de brincadeira, senão o caso seria diferente.

- Parem de conversar, o professor chegou. – Sui diz atrás de todo mundo.

- Eu ouvi isso certo? – Juugo pergunta irônico.

- Quem é você e o que fez com o Suigetsu? – Sasuke entra na brincadeira.

O branquelo apenas dá de ombros se recostando na cadeira e voltando a desenhar. Karin ficou parada sem acreditar no que tinha ouvido.

desde quando você se importa com matemática?

desde agora

não se sei acredito ou se rio

Karin se vira para o amigo, que estava com uma cara indignada. Tinha ficado ofendido, o que fez a ruiva rir com o pensamento repentino. Ela colocou as mãos na boca para cobrir o barulho e o Sui não aguentou o fingimento, rindo também.

ok, você me pegou

era só para ver sua reação

foi a que esperava?

foi exatamente como imaginei

sou tão previsível assim?

não, eu apenas te conheço tão bem assim

Karin sentiu um arrepio. Depois dessa mensagem, ela guardou o celular, ainda sem reação e virou para frente para prestar atenção no Kakashi-sensei.

[...]

A hora tão esperada do almoço chegou. Todos os alunos saíam de suas salas seguindo o fluxo até o refeitório, rindo, conversando sobre as aulas e o restante das férias.

Karin saiu saltitando da sua sala, pronta para seguir o fluxo até o refeitório, porém um alaranjado a segurou dizendo que não quer passar vergonha no segundo dia de aula. Ela faz uma cara indignada, super ofendida, e empina o nariz para seguir em frente, dando um soco no braço dele.

Encontram com a Ino, Shika e Sai na fila para pegar o almoço e ficam conversando sobre os babados de ontem, que a Karin aparentemente perdeu, mas não teve nenhum muito importante. O clima era tão suave que Karin estranhou quando todos seus amigos se calaram e a olharam. Ela olha para trás e encontra a Sakura parada, lhe olhando séria.

- Pois não? - Karin pergunta seca devolvendo o olhar sério.

- Podemos conversar? - A rosada pergunta depois me meio minuto em silêncio.

Karin faz um gesto para que ela começasse a falar, mas a rosada negou com a cabeça.

- Em particular. - Diz revirando os olhos.

Foi muito ousadia da rosada exigir isso com tanto descaso, porém a ruiva tem um coração muito bom.

- Claro. - Diz derrotada. - Depois que eu almoçar. - Decidiu ser seca também.

Não seria hoje que ficaria sem almoçar, não de novo, pelo menos.

A rosada abre a boca para falar alguma coisa, mas decide que é melhor não dizer nada. Fecha a boca e apenas concorda, ficando ali com o grupo sem dizer absolutamente nada. Parece até que tinha brigado com todos.

O clima ficou tenso. Ninguém se atrevia a dizer nada, nem mesmo de brincadeira para quebrar o clima. Karin sentiu a consciência pesar um pouquinho. Não era de se feitio agir dessa forma, mas a Sakura pedia por um comportamento assim.

Ela desvia o olhar do da Ino, que parecia lhe congratular pela atitude forte e astuta. Não queria que a amiga ficasse sem almoçar de novo, senão iria se transformar num monstro da fome, igual ontem. Odiava ver a amiga desse jeito. Karin foca no cardápio, agora que estava mais perto de ser atendida. Uma das opções é kare rice. Uma comida típica japonesa. Todos que viram, o que tinha de opção, salivaram com a possibilidade. O Suigetsu faz direto para a ruiva quando ela passava tempo demais em sua casa.

Suigestu, que até então só observava tudo acontecer, cutucou a ruiva e sorriu.

- Kare rice. - A ruiva diz antes que ele pudesse dizer qualquer coisa. Tinha certeza que era o que ele iria falar se tivesse tido a chance. Sorri triunfante. - Você não é o único que conhece alguém tão bem aqui.

Ele ri a abraçando pelos ombros e bagunçando os cabelos dela, que deu um gritinho de descontentamento, mas no segundo seguinte estava rindo com ele. Cada vez que tenta arrumar o Sui bagunça de novo. Ela já estava se estressando, como a boa nervosinha que era.

- Para! - Rosnou nervosa tapeando o branquelo de todos os lados.

Ele parou, rindo e se virou para conversar com o Shika. Ele sabia que ela odiava que bagunçassem sem cabelo. Por que insistia em fazer isso? Xingando-o de tudo quanto é coisa que lhe vinha à mente, prendeu o cabelo num rabo de cavalo deixando apenas a franja solta.

Sakura apenas observava tudo e todos. Sabia que tinha feito um show ontem e todos estavam meio assim com ela por ter feito a Karin de boba. Sabia também que o clima está tenso por sua causa, o que não lhe afeta nem um pouco. Gostava desse tipo de atenção. Mas ela não gostava dessa aproximação entre o Suigetsu e a Karin.

Nem um pouco.

[...]

Assim que a ruiva terminou de almoçar direito, a rosada lhe puxa para saírem do refeitório, sem deixar tempo para que ela recolhesse seu prato.

Sakura escolheu o pior e mais longe lugar para se conversar: a biblioteca.

Karin estava com uma sensação esquisita a cada passo apressado que dava em direção ao lugar escolhido pela rosada. Não gostando de sentir isso.

Ela escolheu a cabine, que sempre estudavam juntos na época de provas, para se sentarem. Pelo vidro da porta dá para ver que estava vazia, pronta para elas. A rosada abriu a porta que a ruiva entrasse e assim que o fez, fechou a porta com certa brutidão.

Karin começa a ter medo das ações da rosada. Assim que se vira para encarar a rosada repara que ela estava chorando. O que a pegou de surpresa. Totalmente de surpresa, não esperava nem um pouco por essa. Muito menos o que veio a seguir: um abraço de urso. Com o impacto inesperado e o peso, as duas foram para trás, quase caindo em cima da mesa no meio da salinha.

- Ah, Karin! – A rosada aperta o corpo da ruiva com força, seu rosto perdido entre o pescoço e o uniforme da ruiva. – Me desculpe, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor...

- Calma. – Conseguiu dizer depois do choque inicial, abraçando a rosada de volta, que tremia com o choro descontrolado continuando a dizer por favor várias vezes.

A ruiva ergueu a mão direita para fazer carinho nos cabelos róseos da amiga afim de que a acalmasse.

- Vai ficar tudo bem, eu estou aqui.

A rosada tentava assentir com a cabeça, mas a ruiva não saberia diferenciar se era outro tremor dela ou não. Aos poucos Karin se desespera por não saber o que a transtornava daquela maneira assustadora. Nuca a tinha visto desse jeito, na verdade, nunca tinha visto ninguém nessa situação. A não ser em filmes, o que não ajudava muito, pois nenhum aparecia em sua mente no momento.

Ou seja, ficaram assim por quinze minutos. E você se pergunta como ela sabia disso? Pois quando a Karin terminou de almoçar faltava esse tempo para que o sinal do término do almoço tocasse. Logo que esse pensamento lhe ocorreu o sinal toca. O seu maior medo naquele momento era o de perder a primeira aula de inglês. Não que fosse mesquinha, mas as primeiras aulas eram muito importantes para o restante do ano.

A rosada se separou da ruiva, a olhando nos olhos e segurando seus ombros com as duas mãos.

- Você me perdoa? – Pergunta séria fungando logo em seguida.

- É claro. – A ruiva responde sem pestanejar. No momento não se lembrava mais o motivo de terem brigado. – Está mais calma agora? Você me deixou desesperada, menina!

Sakura ri timidamente, soltando os ombros da amiga. Se vira de costas arrumando os cabelos longos e bagunçados. Senta-se na cadeira que tinha do seu lado, apontando para a cadeira à sua frente. A ruiva se senta como foi pedido pronta para saber a verdade sobre todo aquele alvoroço. Sakura respira fundo e cruza os dedos, focando sua atenção na ruiva.

- Antes de tudo vou me desculpar mais uma vez.

- Eu já te desculpei, Sakura. – Diz cansada e quase perdendo a paciência de ouvir suas desculpas. – Não se preocupe com isso.

- Mas eu preciso, Karin. Eu sei que agi mal e foi sem pensar. Não estou feliz na minha sala e isso me deixou com muita raiva.

- Você só teve um dia de aula, como pode pensar desse jeito?

- Um dia foi o suficiente. Estou sozinha naquela sala. – Ela vê a cara que a ruiva fez e bufa. – Sozinha no sentido que fiquei sem nenhum amigo comigo enquanto você ficou com três e a Ino com dois. É totalmente injusto, ainda mais porque aquela vaca está comigo.

- Essa é a sua desculpa?

- Não é uma desculpa. – Diz indignada. – Estou sendo sincera com você sobre como estou me sentindo e porque agi daquela forma.

- Ou seja, por ciúmes. – Joga verde, revirando os olhos.

A rosada lhe olha assustada.

- Claro que não! Por favor! – Ameaça começar a chorar de novo.

- Está bem. Se quer meu perdão, eu te perdoo. – Diz se levantando. – Estamos bem, mas eu não posso fazer nada em relação as turmas. E tente não descontar no pessoal, eles também não têm nada a ver com a sua situação.

- Eu sei. – Diz choramingando. – Eu sei. Desculpa.

- Fale com a diretora. Talvez ela resolva o seu problema.

- Eu sei. – Abaixou a cabeça e fungou. – Desculpa. Sei que a culpa não é sua. – Ela levanta e abraça a ruiva mais uma vez.

[...]

Como já estava na metade da última aula, Karin decide pegar um livro para passar o restante do horário. Não queria ter perdido a segunda aula de inglês, mas não poderia entrar na aula nem se quisesse. O aluno que chega mais de cinco minutos atrasado é levado para a direção para ficar até as três da tarde na detenção. Karin não queria chegar atrasada no seu segundo dia de aula. Definitivamente, não.

Seguiu pela prateleira mais perto, a da porta da sala de estudos, que era de biologia, continuando até chegar na última. A seção de livros em inglês. Já que não ia assistir a aula, que pelo menos estudasse a matéria de qualquer jeito.

Olhou todos os títulos ao seu alcance, não entendendo nada de nenhum, sem novidade até aí. Sem conseguir entender nada, Karin opta escolher um livro pela capa mais bonita a que mais chamasse sua atenção. O que não foi fácil, pois todos parecem ser iguais, com suas capas escuras. Quando finalmente decide que não ia dar em nada continuar olhando, ela se vira para a saída do corredor mais próxima e dá de cara com algo duro.

- Olha, sinceramente, Karin. Você precisa prestar mais atenção. – Diz se afastando um pouco e alisando seu nariz, que doía como nunca.

Ela olha para frente jurando que tinha aparecido uma parede nova do nada só para sacanear a ruiva e qual não é sua surpresa quando se depara com o doçura.

Ela bem que aceitaria que uma parece aparecesse agora bem na cabeça dela.

- Você está bem? – Ele pergunta olhando diretamente nos seus olhos, sem sorriso. Sério.

- Sim. Só não garanto que o meu nariz diga o mesmo. – Murmura ainda com a mão no nariz machucado.

O loiro apenas gargalha com vontade.

Não foi uma piada, querido, pensa a ruiva ficando irritada com todos aqueles dentes brancos. Ela o olhou séria enquanto ele continuava a rir.

- Me desculpe. – Se desculpou, parando de rir aos poucos. – Foi engraçado a forma como você disse.

Karin tira a mão do nariz e sorri amarelo dando de ombros para dizer que não importava mais.

- Temos que parar de nos encontrar desse jeito ou vou acabar tendo que te levar à enfermaria.

- Temos mesmo. – Concorda rindo um pouco. – Ou talvez eu nem chegue viva até lá.

Ele sorriu.

O sorriso mais lindo do mundo.

Cheio de dentes brancos e retinhos.

Karin ficou sem graça e desviou o olhar.

- Meu nome é John. – Diz finalmente estendendo a mão.

- Karin. – Aperta a mão super macia dele.

- É um belo nome. – Ele soltou as mãos e continuou com o maldito sorriso.

- É bem comum, na verdade. – Diz dando de ombros, um pouco envergonhada.

- Aposto que o meu nome é muito mais comum que o seu. A cada esquina tem uns cinco John’s escondidos.

- Pode até ser, mas não aqui em Konoha.

Ele parou com essa afirmação e riu. Karin riu também, completamente absorvida com essa conversa tranquila, inofensiva que até a dor no nariz já fora esquecida.

- Eu também nunca conheci alguém com esse nome antes.

- Well... – Começa a dizer em inglês e se corrige. – Bem, eu quis dizer em Londres. Mas foi justo. Você ganhou dessa vez. Parabéns. – Bateu palmas e os dois riram.

Depois da risada acabar, ficaram em silêncio por um momento. Com o fim do assunto, Karin achou que já estava livre para sair de fininho e fingir que nada disso tinha sido grande coisa, porém ele falou de novo.

- Sabe onde fica a área dos livros em inglês? Eu já rodei essa biblioteca inteira e não a... – Ele parou de falar conforme via o dedo da ruiva apontar para a plaquinha atrás dele.

- Oh, God. I’m so stupid. – Ele diz em inglês e pelo que vê da careta confusa da ruiva, percebeu que tinha trocado as línguas. – Eu disse que sou um estúpido.

- Quem sou eu para julgar? – Diz em voz alta. E o John ri com gosto. – Ai, meu Kami-sama. Me desculpa!

- Não tem problema.

- Claro que você não é idiota, esse corredor é bem difícil de achar mesmo. – Tentou se redimir.

- Sei. – Diz ainda rindo pouquinho.

Quando ele para de rir, o silêncio tinha se instaurado novamente. Karin queria meter sua cabeça várias vezes na parede mais próxima por ter falado as coisas que disse. Ela fica tão nervosa quando está com ele que acaba dizendo as coisas sem pensar. Ela já ia saindo novamente quando um assunto surge em sua mente.

- Você está matando aula? - Pergunta quase sussurrando.

Ele faz cara de chocado e dá um passo para trás.

- Você é algum tipo de presidente do comitê de representantes da escola? – Pergunta inseguro.

- Claro que não! – Ela gargalha. – Você está seguro comigo.

[...]

Karin está na mesma salinha em que conversou com a Sakura no intervalo. Esperava o último sinal tocar. Sakura não está lá o que a deixa com mais tédio ainda. Seu joguinho no celular não estava tão divertido assim e ignorar o Sui e a Ino era sua única diversão no momento.

- Pelo amor de Kami-sama, responde esses dois logo. Eles estão enchendo o meu saco. – Ela apareceu sentando-se ao seu lado e fazendo cara de tédio.

Karin revira os olhos, sai do joguinho e responde rapidamente os dois dizendo que estava tudo bem e com preguiça de conversar. Com isso ela recebeu mais cinco mensagens da Ino a xingando de tudo quanto é nome e com ameaças de que irias raspar a fuaca ruiva que chamava de cabelo. A ruiva apenas ri e revira os olhos, pois a loira nunca cumpria com suas ameaças. Graças a Kami-sama. Já o Sui apenas manda uma carinha revirando os olhos. Decide mandar para o Sui:

Me ame menos, por favor

Vou tentar, mas não garanto nada

Eu sei que é difícil

Por isso vou conversar com você até o horário acabar

Meu Kami-sama

Como você é generosa

Não sei o que faria sem essa sua generosidade toda

Provavelmente morreria

Provavelmente

E para a Ino:

Tenho uma novidade

Você vai amar

Mas só conto pessoalmente

Vou te matar, seu tomate seco ridículo

E só se você não raspar meus lindos cabelos também

Não prometo nada


Notas Finais


espero que tenham gostado!! <33


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