História Falling In Love (Coletânea Imagines Seventeen) - Capítulo 6


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Imagine Dino, Imagine Dk, Imagine Hoshi, Imagine Jeonghan, Imagine Joshua, Imagine Jun, Imagine Mingyu, Imagine Scoups, Imagine Seungkwan, Imagine Seventeen, Imagine The8, Imagine Vernon, Imagine Wonwoo, Imagine Woozi
Visualizações 117
Palavras 1.972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá ^^

Estou aqui no nosso sexto dia, dessa vez trazendo o tão amado por todos e bias wrecker de metade do mundo, Vernon. Essa história é mais drama, ou sla...

Espero que gostem e lembrem-se que comentar não cai a mão ;)

Hansol é seu Bias? Conta pra mim :)

(Ps.: Estou atualizando uma hora mais cedo por que hoje tá tendo a EVO e eu não posso perder a final do campeonato, é só isso mesmo)

Capítulo 6 - Hansol, você é a minha bagunça (Day 06 Vernon)


Fanfic / Fanfiction Falling In Love (Coletânea Imagines Seventeen) - Capítulo 6 - Hansol, você é a minha bagunça (Day 06 Vernon)

Day 06 — Hansol

Título: Hansol, você é a minha bagunça

Los Angeles, Estados Unidos da América.

____________ Point Of View.

Caí no chão exausta enquanto ouvia a voz esganiçada da minha professora de ballet gritando para que eu me levantasse pois não toleraria mais minhas molezas em sua aula, que eu era sua melhor dançarina e toda aquela chatice que ela me dizia todos os dias, de segunda a sexta.

Tudo que eu gostaria agora, era de sair daquele inferno, correr até a casa de WonWoo e ficar com ele para sempre, mas não podia fazer isso graças aos dois brutamontes que minha mãe contratou como seguranças, tudo isso por que achava que WonWoo "não era homem para mim", justamente por ser da classe média-baixa.

Desde criança, fui moldada como a bonequinha da minha mãe. Ela faria o que quisesse com a minha vida, e eu teria de aceitar calada por que "ela controla a minha vida e ponto", fui obrigada por anos a fazer coisas que eu odiava fazer, que achava uma chatice e principalmente, que ela gostaria de ter feito em sua infância.

O ballet era uma delas. Segundo a senhora Hong, uma dama precisa ser delicada e saber andar com leveza, e por isso, me obrigou a praticar dança. Eu já havia ganho algumas competições, e minha professora era o próprio diabo encarnado na terra, então eu cada vez repudiava a dança com todas as minhas forças. Também frequentei a "Escola de Etiqueta para Princesas de Los Angeles" e aquele foi definitivamente o pior lugar onde já estive na minha vida. Não gosto nem de me lembrar disso.

—Desculpe interromper sua aula, professora Jenny... — Ouvi a voz tão conhecida por mim e abri o único sorriso feliz que consegui dar naquele dia até então. — Mas preciso levar minha irmã comigo mais cedo hoje.

—Não tem problema querido. — Ela falou como sempre, se jogando para cima do meu irmão, acabei rindo do quão patética ela era. — Está dispensada ________!

—Vamos pirralha? — Meu irmão questionou e eu me levantei sorrindo. — Vou esperar que você se troque, fique bonita para o seu príncipe encantado...

Eu amava meu irmão por ser diferente dos meus pais. Hong Jisoo, ou Joshua é alguns anos mais velho que eu e definitivamente, meu anjo protetor dentro de casa. Fora através dele que conheci WonWoo, já que ele dava aulas de violão para Joshua. O sonho do meu irmão era virar cantor, mas em determinado ponto de sua vida, ele conheceu Sophie.

Minha cunhada pode também ser chamada de minha melhor amiga, e é a única pessoa que tem paciência de aguentar tudo que é viver no meio da família Hong. Eles estavam muito apaixonados e minha mãe chantageou meu irmão, ele deixaria de lado seu sonho de ser músico e entraria para a faculdade de administração para seguir os negócios de família e em troca, ele poderia ficar com Sophie que ela não iria interferir no relacionamento dos dois.

Meu irmão aceitou e rapidamente eles se casaram antes que ela mudasse de ideia e resolvesse infernizar o casal. Mas, Joshua nunca conseguiu deixar de lado seu amor por música, então continuou fazendo suas aulas secretamente. 

Depois de me vestir devidamente, não muito chamativa, Joshua dispensou os seguranças que não poderiam ir contra as suas ordens e partimos em direção ao cubículo onde WonWoo morava. No caminho, cantávamos várias músicas, algumas em nossa língua natal, o coreano e outras em inglês mesmo.

—Você tem uma hora, nada mais que isso. — Joshua se pronunciou quando estacionou. — Vou levar Sophie pra sair e depois venho te buscar, se cuida. — Beijou minha testa e logo depois eu saí do carro.

Durante o tempo em que fico com WonWoo, nós raramente conversamos, nos focamos em ficarmos o máximo de tempo juntos já que não sabemos quando poderemos nos ver de novo. Com ele tudo era calmo, sem pressa alguma, carinhoso e amoroso. Podíamos ficar horas deitados do sofá juntos, vendo algo ou enquanto eu e observava tocar suas lindas composições. Certas vezes apenas passávamos horas nos amando...

Mas aquele dia havia sido diferente. 

—Você sabe que eu te amo, não sabe? — Ele falou assim que abriu a porta, Joshua me esperava para irmos embora, assenti. — Não se esqueça disso, nunca.

—Não irei, por que também te amo. — Sorri fraquinho e ele me deu beijo, um último beijo.

Foi a última vez que vi o homem da minha vida, por que assim que cheguei em casa, recebi a notícia de que moraríamos em New York a partir do dia seguinte, e tudo já estava pronto. Encarei Joshua atônita. Ele sabia disso e por isso tinha me levado para ver Jeon, para que eu me despedisse dele.

New York parecia estranhamente uma cidade sem cores para mim. Acordava todos os dias sem o mínimo de vontade para ir a escola, mesmo que fosse meu último ano, eu não queria que tudo aquilo acabasse, já que eu já sabia que a Senhora Hong faria eu me casar assim que acabasse o colegial, ela vivia me dizendo isso.

Cheguei na escola ouvindo um garoto falar ao longe um "está bonita hoje". Era Vernon, o garoto que eu mais odiava na face da terra desde que pisei em New York. O motivo? Todas as garotas daquele colégio me odiavam por eu receber esses elogios todos os dias, e eu nunca gostei de ser o centro das atenções, seja de maneira positiva ou negativa.

Vernon era desejado por todas as garotas devido a sua aparência... Peculiar. Era mestiço de coreano e americano, então chamava muita atenção por onde passava. Os cabelos clarinhos castanhos quase loiros, os olhos escuros e puxadinhos como os de um coreano e a face um pouco mais em formato de "V" faziam as garotas suspirarem por ele. O que tem de bonito, tem de babaca.

Seu pai é um grande político e por isso, Vernon consegue o que quer, quando quer. Além disso, vive arrumando brigas com todo o colégio por motivos completamente banais, além de é claro, usar as garotas que eram loucas por ele por apenas um dia e depois jogá-las fora. Era o típico garoto americano dos filmes de comédia romântica. 

Assim que ouvi o sinal do intervalo, subi até o terraço, abraçando minhas pernas e observando o topo dos demais prédios enquanto sentia o vento bater contra a minha pele. Me sentia sozinha, sem WonWoo, e agora sem Joshua que havia ido morar com Sophie longe, me deixando a deriva do que minha mãe quisesse fazer comigo.

—O que faz aqui? — A voz irritante soou e observei Vernon se apoiar da grade ao lado onde eu estava sentada. — É proíbido.

—Não me importo. — Não queria parecer grossa, mas era verdade. Eu não me importo se era proibido ou não estar ali, só gostaria de ficar longe do mundo. — Apenas me deixe em paz...

—Eu também já quis sumir do mundo. Na verdade... Queria ficar longe do dinheiro... — Seus olhos fixaram num ponto qualquer, e acabei me concentrando no que ele falava. — Meu pai passa dias dentro de seu gabinete e dificilmente volta para a casa... Ele não liga se tiro notas boas ou não, ele pode apenas comprar os professores e vai ficar tudo bem... — Riu irônico, fechando os olhos. — Quanto a minha mãe, ela está sempre ocupada com seus afazeres de mulher perfeita e vive me comprando coisas caras... Como se estivesse enfiando uma chupeta na boca de um bebê para que ele cale a boca.

Me deixei sentir empatia por ele uma vez na vida. Agora tudo estava mais claro, ele também amaldiçoava o dinheiro, assim como eu. No meu caso, o dinheiro tomou minha vida e no dele, arrancou sua família. Ambos perdemos coisas importantes por causa das ambições dos adultos que nem ao menos nos pertenciam. O garoto que eu tanto repudiei durante muito tempo, era igualzinho a mim, e talvez por isso, eu não gostasse dele.

—Gostaria de ter nascido pobre. — Foi tudo que eu disse, enquanto suspirava pesado, me sentindo arrependida. — Sabe Vernon... Você até que é legal...

Nós não tornamos amigos desde então ou coisa do gênero. Era ele de um lado, e eu do outro e quando precisávamos, íamos ao terraço dividir nossas frustrações e incômodos, éramos bons ouvintes e bons em desabafar, como não éramos próximos, o clima ficava agradável e ninguém tentava confortar ninguém dizendo que tudo ficaria bem, por que sabíamos que não iria.

—Ainda troca cartas com ele? — Vernon questionou se sentando a minha frente. Eu havia contado a ele sobre WonWoo e nossas conversas secretas por cartas, apenas assenti. — Tão triste...

—Por que? — Questionei confusa, ele estava mostrando empatia? Tão estranho... Nossa regra número um era, sem mostrar piedade um para com o outro.

—Gosto de uma garota, e sei que ela definitivamente não me quer... — Ele se apoiou em seus braços, esboçando tédio. — Mas mesmo que eu me declarasse para ela, não seria capaz de largar todas as outras garotas para ficar com ela... — Bufou em frustração. — Sou uma bagunça.

—Talvez não precise largar suas peguetes... — Falei enquanto estava concentrada em colar o coração na carta. — Você pode se declarar, levar um fora e seguir sua vida, parece simples...

Seria simples se essa garota não fosse você... — Ele falou enquanto me encarava e ajeitava o lenço em sua testa. Eu teria engasgado se estivesse bebendo algo, apenas o encarei sem reação. — Não se faz de monga, você entendeu muito bem o que eu disse.

—O que...? — Não tive tempo para terminar a frase, ele já estava me beijando.

Vernon era definitivamente diferente do que eu estava acostumada, era afobado e apressado, já foi logo metendo a língua dentro da minha boca. Sua língua se mexia freneticamente sem parar, enquanto sua mão fazia pressão na minha nuca para que eu não me afastasse dele. Foi bom e ao mesmo tempo tão desesperado que nem deu pra sentir direito, já que ele ficou sem ar rapidamente.

Passei o mês inteiro refletindo sobre o que tinha acontecido naquele dia. E... Me dei conta de que eu gostava dele. Não estava louca de paixão, mas era um sentimento sutil que fazia com que eu sentisse sua falta mesmo que nos víssemos todos os dias, eu precisava dele, dos seus beijos e as vezes dos seus carinhos. Mas definitivamente, não estávamos apaixonados um pelo outro. Vernon não largou às garotas, eu não larguei de mandar cartas a WonWoo. Seguimos nossas vidas apenas sendo um porto seguro para o outro.

—Minha mãe disse que vai conversar com seu pai sobre o casamento. — Falei enquanto me sentava ao seu lado no terraço, estávamos em novembro e o ano estava para acabar, o que significava que eu ia casar em breve. 

—Quer mesmo isso? — Ele respirou fundo, colocando a fumaça para fora das narinas, havia descoberto a pouco que ele fumava constantemente. — Sabe que não temos uma relação estável, somos uma bagunça... Além do mais, cedo ou tarde WonWoo vai vir te buscar.

Isso era verdade. Mas casar era a única maneira de me livrar do pesadelo que eu chamava de mãe, e se tivesse que ser com alguém, que pelo menos fosse com Vernon, que era alguém que eu já conhecia e confiava, não em um desconhecido que poderia fazer o que quisesse comigo, me tratando como objeto. Continuariamos como sempre fomos, apenas assinariamos um papel.

Hansol, você é minha bagunça... — Ele se surpreendeu por eu chamá-lo pelo nome coreano e não o americano, como sempre fazia. — Nada vai mudar entre nós... Continuaremos a mesma bagunça de sempre, não precisa se preocupar.

Enquanto ficassemos com a nossa bagunça, seríamos felizes e sobreviveriamos, até o dia em que Vernon realmente se apaixonasse por alguém e que, WonWoo e eu fugiriamos. Hansol e eu teríamos de continuar mantendo a nossa bagunça e nossas sanidades mentais.


Notas Finais


E então? Espero que tenham gostado, vejo vcs nos comentários ;)

Até amanhã com a One do Coups :)


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