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História Falling Like The Stars - Gustavo Gómez - Capítulo 5


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Notas do Autor


Aqui estou eu, presa em casa e atualizando minhas histórias, espero tirar alguém do tédio! 😊

Relevem os erros e vai...👇

Capítulo 5 - Você não vale nada, Gustavo!


Fanfic / Fanfiction Falling Like The Stars - Gustavo Gómez - Capítulo 5 - Você não vale nada, Gustavo!

(POV) ISABELLA LAMACCHIA

- EU TÔ CANSADA... CANSADA DE VOCÊS SE IMPORTAREM MAIS COM ESSE TIME DO QUE COMIGO SE É ISSO QUE QUER SABER... TÁ QUE EU ACEITEI IR EMBORA PRA AUCKLAND, MAS PRECISAVA ESQUECER DE MIM PRA LÁ? VOCÊS ME PERGUNTAM O PORQUE DE EU ME COMPORTAR ASSIM, DESSA FORMA TÃO RUDE, TÃO GROSSEIRA, TÃO PREPOPENTE... MAS EU ME SINTO ABANDONADA POR VOCÊS, ANO PASSADO EU PASSEI MEU ANIVERSÁRIO SOZINHA, PORQUE NINGUEN PÔDE IR, AGORA O MOTIVO É O MAIS IMPORTANTE DE TODOS NÉ? ... O PALMEIRAS... E ESSE ANO FOI A MESMA COISA... JOGO DO PALMEIRAS... VOCÊS SÓ SABEM PENSAR NESSA PORCARIA AQUI. - Eu explodi junto com o meu pai e já tinha dito tudo o que estava entalado na garganta depois de ele ter me dando uns tapas na frente de todos.

Papai respirava fundo e andava de um lado pra outro.

- Mas você sempre disse que estava tudo bem e que não precisava de... - Interrompi ele cheio de lágrimas nos olhos.

- Exatamente, mas é porque eu já me acostumei tanto estar sozinha que tanto faz alguém querer estar comigo ou não, tanto faz vocês se importarem comigo ou não... talvez essa seja a resposta de eu ser assim, chata, mimada, arrogante, nojenta, prepotente e outras coisas mais... vocês só me procuram pra cobrar as coisas, pra brigar comigo, pra me repreender pelos erros que eu cometo... tipo agora, assim como você fez me humilhando na frente de todos, sem nem querer saber como eu tô me sentindo... mas tudo bem, é normal isso pra mim, ninguém se importar comigo... mas e aí Lamacchia? Como vai ser agora? Se quiser me mandar de volta pra Auckland agora mesmo não tem problema... até porque o nada se tornou meu melhor amigo lá... até o meu cachorro se importa mais comigo do que vocês. - Disse pegando minha bolsa em cima de uma poltrona.

- VOLTA AQUI ISABELLA, EU NÃO TERMINEI! - Ele gritou comigo ao me ver caminhar até porta.

- Vai procurar a recepcionista, já que o senhor me humilhou na frente dela... aproveita e adota ela pra vocês, já que eu só causo vergonha pra você e pra Leila... talvez a "Gabizinha" seja melhor que eu, mais certinha, mais educada, já que todos resolveram me chamar de louca e defender ela. - Disse antes de abrir a porta.

- BELLA, VOLTA AQUI, EU TÔ MANDANDO! - Ele rosnou comigo.

- TCHAU LAMACCHIA, TE VEJO NO AEROPORTO SE QUISER SE DESPEDIR DE MIM AINDA. - Disse e bati a porta.

Caminhei pelos corredores derramando lágrimas sem parar, estava descabelada, suja, e com alguns arranhões pelo corpo e rosto também, a filha da mãe acertou em cheio meu rosto, tem umas unhas afiadas, enquanto eu só quebrei as minhas por serem falsas igual o cabelo dela, o aplique dela é tão fuleiro que eu arranquei a metade.

Levei bofetadas na cara dadas pelo meu pai e ainda ouvi poucas e boas dele, na frente de quase todos. Ninguém nem se importou comigo ou perguntou se eu precisava de ajuda, fui chamada de louca e até meu pai se preocupou mais com a recepcionista do que comigo.

Entrei em um banheiro e me olhei no espelho, vendo o estrago que eu estou, só chorei ainda mais, fiquei mais destruída por dentro do que por fora. Saí novamente e fui até a saída, passando novamente pela recepção e ouvindo vários cochichos e risadas, quando me viram até pararam e ficaram me olhando. Não dei atenção e passei direto, até os jogadores fofoqueiros estavam no meio.

Fui para o estacionamento e abri minha bolsa pra procurar a chave do meu carro, não encontrei, mas senti alguém chegar perto de mim, levantei a cabeça pra ver quem era, dei as costas rapidamente.

- Porque você fez isso? Ficou mais louca do que o normal? - Ótimo, outro me chamando de louca.

Sorri em meio as lágrimas.

- Me leva logo pro hospício... porque se eu for contar o tanto de pessoas que já me disseram isso... eu perco minha conta. - Disse me escorando no carro.

- Desculpa... mas você pegou pesado, quase deixa a Gabi careca... ela tá morrendo de dor de cabeça lá na enfermaria. - Ele disse e também se escorou ao meu lado.

- Ninguém manda ela andar pelos corredores distraída no celular e levando um copo de café quente em mãos... minha pele ficou um estrago... deveriam reparar isso também... mas se bem que uma queimadura na frente daquele aplique vaganundo dela não é nada. - Respondi tirando a barra da minha blusa de dentro da calça.

Minha barriga estava vermelha e ardendo.

- Quer ajuda? - Ele perguntou meio sorrindo de mim.

Abaixei minha blusa quando vi ele me olhando demais.

- Acho que perdi a chave do carro, só isso. - Disse soltando um suspiro pesado.

- Posso te ajudar se quiser. - Ele disse.

Olhei pra ele e soltei um sorriso fraco.

- Obrigada. - Agradeci e voltei pra dentro do CT.

Passei pela recepção novamente, com as pessoas fingindo não me olhar e nem cochichar. Procurei pela minha chave perto de alguns vasos de planta, junto com o Raphael que me ajudava, depois de alguns minutos, ele encontrou.

- Valeu... - Disse pegando minha chave da mão dele.

Ele sorriu e piscou pra mim.

- Você está horrível Bella... parece uma mendiga. - Ele bagunçou.

Revirei os olhos.

- Ótimo... louca e mendiga em um só dia... destruíram minha alto estima. - Disse e dei as costas pra ele.

- Se precisar de mim. - Ouvi ele dizer.

Sorri e parei no meio da recepção.

- Claro... diz pra amada Gabi de vocês, que se ela quiser ir em um cabeleireiro mais confiável, eu passo o endereço... mas Dubai é tão longe. - Fui debochada ao ver as amiguinhas da recepção quase me esganarem com os olhos.

Raphael sorriu balançando a cabeça, como se estivesse me achando uma louca de verdade.

- Deveria começar logo pelo seu... princesinha de Bervely Hills... ou deveria comparar você a uma barraqueira qualquer? Uma favelada?... caiu de nível tão rápido, Isabella... Para de bancar a ridícula, tá feio, amada. - Ouvi uma voz feminina atrás de mim.

Me virei e dei de cara com o outro ser mais repugnante do mundo. Perfeito, ela apareceu na hora certa, logo agora que o espírito de barraqueira baixou em mim. Soltei fogos pelas narinas.

- Uma é o cabelo, e você é até o caráter né... falsa do caralho. - Cuspi na cara dela, que fechou os olhos ao sentir o rosto dela com a minha saliva.

Os meninos ficaram me olhando boquiaberto, deixei ela parada com a cara cuspida e fui em direção a saída.

- Sua vadia. - Ouvi Melissa rosnando atrás de mim, virei pra trás e vi ela vindo na minha direção, a garota estava pior do que eu quando fico agressiva.

Antes mesmo de ela querer puxar meu cabelo atirei um tapa estalado no rosto dela.

- Isso é pra você deixar de ser invejosa... sua falsa... e nem tenta me procurar de novo, porque vai ser bem pior que agora. - Disse vendo ela cobrir o rosto com as mãos.

Um dos meninos chegou pra ajudar ela, que se abaixou com a mão no rosto e nem tentou revidar.

- Para Bella. - Senti o Raphael atrás de mim, me segurando.

Até sorri dessa vez.

- Sua amada meu amor... aquela que ajudou você a me chifrar, lembra? Melhor ajudar ela também. - Disse me soltando dele.

Voltei a caminhar até a saída.

- Bella. - Ouvi o Rapha vindo atrás de mim.

Respirei fundo.

- CHEGA RAPHAEL... VOCÊ É A PESSOA QUE EU MAIS QUERO DISTÂNCIA NO MUNDO... ME DEIXA, FINGE QUE EU MORRI. - Gritei impaciente com ele, que se calou e ficou parado igual um idiota.

Fui para o estacionamento e logo que chego perto do meu carro bufo ao dar de cara com o Gustavo e a recepcionista, ela estava atracada nele, enquanto ele mantinha todo o cuidado com ela, até beijo na testa ela ganhou. 😠

Senti uma ponta de ciúmes como nunca senti antes de alguém, uma dor no coração 💔. As lágrimas desceram com tudo novamente, ele ainda me olhou com um olhar de decepção, reprovação e até raiva. Entrei no meu carro e saí voando dali, deixando as pessoas assustadas com a velocidade do meu carro.

Ouvi meu celular gritando durante todo o trajeto até minha casa, ignorei logo a primeira quando vi que era minha mãe, só ligações dela eu ignorei mais de dez, fora as outras que não fiz questão de saber quem era.

Resolvi brincar de velozes e furiosos pelas vias de São Paulo.

(...)

- MARINAAAA... MARINAAAA! - Entrei em casa furiosa e gritando por Marina.

Ouvi o Dolce latindo e vindo na minha direção.

- MARINAAA... - Continuei gritando.

Marina apareceu na sala assustada.

- Meu Deus garota... o que aconteceu com você? Olha esse cabelo... Olha sua roupa Isabella. - Ela disse assustada.

Revirei os olhos.

- Eu sei que estou igual uma mendiga... o Veiga já disse isso... mas sobe no meu quarto agora e arruma minhas malas, porque eu não fico aqui nessa porcaria nenhum minuto mais. - Disse enraivecida.

Dolce só sabia latir.

- CALA A BOCA DOLCE... OU ENTÃO EU VOU TE DEIXAR EM UM ZOOLÓGICO. - Gritei com ele enfurecida e subi as escadas.

Os latidos dele se tornaram insuportável, e a minha paciência se esvaiu pra longe.

- Calma Isa... o que aconteceu? - Marina veio atrás de mim perguntando.

Abri a porta do meu quarto com tudo e joguei minha bolsa sobre a cama, fui tirando meu tênis e atirando pelas paredes do meu quarto, acertei até a janela e os cacos de vidros se espalharam pelo quarto.

- PARA ISABELLA... FICOU LOUCA GAROTA? - Marina gritou comigo.

Rosnei com ela.

- ARRUMA AS MINHAS MALAS MARINA... SÓ ISSO... AGORA SE QUER SABER SE EU FIQUEI LOUCA, OLHA NOS SITES DE FOFOCA POR QUE OBVIAMENTE ELES VÃO RESPONDER SUA PERGUNTA... QUE DROGA... MALDITA HORA QUE EU FUI PENSAR EM OUVIR MEU PAI E VIR PRA CÁ... MALTIDA HORA. - Eu já estava surtada mesmo.

Até Marina ficou com medo, e não sabia se chegava mais perto de mim ou se sumia do meu quarto, eu estava explosiva.

- Ai Isa... se controla menina! - Ela disse meio amedrontada.

- EU VOU EMBORA PRA AUCKLAND AGORA MESMO E NINGUÉM MAIS VAI ME VER AQUI, NINGUÉM... E VAI ARRUMAR MINHAS MALAS CRIATURA. - Rosnei outra vez com ela.

Marina ficou paralisada e estava com medo de mim, quando olhei pra ela eu me senti um monstro no momento, e pra esconder a minha fragilidade depois do meu surto eu entrei pro meu banheiro e me tranquei, tirei toda minha roupa e me coloquei debaixo do chuveiro.

Me desabei no choro.

(POV) GUSTAVO GÓMEZ

Onde eu fui me meter? Onde?

Abri meu apartamento e dei passagem pra Gabi entrar, ela estava um pouco machucada, com arranhões pelo corpo e rosto, o cabelo dela a louca da Isabella quase arranca todo.

Quando ouvi os gritos pelo corredor eu também saí correndo ou tentando correr, quando cheguei na saída da recepção a porrada rolava solta. Bella estava com as mãos voltadas para o cabelo de Gabi e chacoalhando a cabeça dela de um lado pra outro, enquanto Gabi usou as unhas para arranhar ela. Foi uma briga de loucas, mas a Gabi saiu mal nessa. Até o pai da Isabella chegar e tentar controlar a filha, deu alguns tapas nela e explodiu na frente de todos com ela, a minha reação foi ajudar Gabi, já que disseram que a culpada de tudo é a Bella.

Eu não podia negar ajuda pra Gabi, estamos mantendo uma "Amizade" desde a festa do aniversário do Willian, que foi bem louca, bebemos juntos e terminamos a noite na minha cama, mas foi somente isso. Aí no jogo contra o grêmio onde eu me machuquei, fui ajudado pela Bella e aconteceu todo o mal entendido, ela sumiu durante uma semana, mas não parei de pensar nela nesses dias, tentei de alguma forma falar com ela, porém não consegui. Ela viajou junto com os meninos até o Rio de Janeiro para o jogo contra o fluminense, aí Gabi me procurou de novo, passamos outra noite juntos e percebi que ela está muito próxima a mim.

Aí quando é hoje a Bella aparece, pedindo desculpas e praticamente nos declaramos um para o outro, porque realmente eu estou apaixonando por ela de verdade, notei que ela também, porque conversamos tanto e algumas atitudes e palavras dela hoje demonstraram tanto amor comigo. Fiquei feliz, ela também e até combinamos de levar isso adiante, mas em menos de uma hora depois ela estragou tudo, com as mesmas atitudes dela, idiotas como sempre.

Não gostei nada do que ela fez, a Gabi só derramou um copo de café nela, só isso, algo tão simples e ela fez questão de tornar isso em um enorme complexo, e o pior é que a imagem dela só piora com cada confusão. A mídia brasileira só se fala na confusão que ela fez durante o treino aberto e pra descontar a raiva dela foi pra cima da recepcionista.

Enfim, a história é louca, todos culpam a Isabella, defendem a Gabi e eu me encontro em um dilema, senti vontade de ajudar a Isa, mas corri pra Gabi, e agora com tudo o que ouvi de Gabi, posso dizer que senti um pouco de raiva da Bella também, assim como todos. Mas meu coração cisma em chamar por ela, e da minha cabeça ela não consegue sair.

quase enlouquecendo!

- Quer tomar banho? Precisa descansar um pouco... tenho um ótimo remédio que vai funcionar perfeitamente pra você. - Disse fazendo carinho nos cabelos loiros de Gabi.

Ela estava deitada no sofá com a cabeça nas minhas pernas.

- Aceito... me ajuda? - Ela me olhou com os olhinhos vermelhos por chorar tanto.

Sorri fraquinho confirmando com a cabeça, ela estava um pouco machucada nos braços e com alguns hematomas, o que faz eu me perguntar que diabos a Isabella fez pra deixar a mulher tão machucada assim.

Levantei e puxei com cuidado pelos braços dela, que fez uma certa careta, fomos até meu quarto e eu peguei uma toalha limpa pra ela, que se sentou na beira da cama.

- Aquela filha da Leila é uma louca, desequilibrada... vai fazer eu perder meu emprego. - Ouvi Gabi dizer enquanto eu arrumava algumas coisas no meu quarto.

Soltei um suspiro fraco.

- Ela também não iria fazer tudo isso sem motivos... tem certeza que não fez nada que deixou ela irritada? - Perguntei.

Ela sorriu negando com a cabeça.

- Aquela criança é louca de nascença, só pode... desde a primeira vez que ela apareceu lá no CT já chegou me tratando mal, como se ela fosse a pessoa mais importante do mundo. - Gabi respondeu tirando a blusa dela.

- Realmente... ela se acha isso mesmo, mas deve ter os motivos dela também... todos ouviram perfeitamente a gritaria dela com o pai depois. - Disse.

- Vai defender aquele projeto de perua, Gustavo? Ela é mimada, esse é o problema... sinto pena só do pai dela, porque a mãe é outra nojenta que só falta fazer a gente de tapete pra ela passar por cima. - Gabi disse um pouco irritada.

- Ela é uma menina meio que abandonada pelos pais... e eu sei perfeitamente o que é se sentir sozinho em um país diferente e com a família longe. - Respondi me sentando perto dela.

Gabi deu uma revirada de olhos.

- Ela é sozinha porque quer... ninguém gosta de criança mimada, chatinha, fresca, arrogante, nojenta, egocêntrica, ignorante, prepotente... e é isso que aquela garota é, por isso ninguém gosta dela... mas você é totalmente diferente, tem seus amigos, tem eu que sempre me importo com você... não tem porque se sentir sozinho. - Ela disse levantando e ficando na minha frente.

Sorri e peguei na mão dela, dando um beijo.

- Mas você e eu é tão incerto. - Disse meio que sem pensar.

Fiquei receoso de ela se chatear, mas sorriu e colou as mãos no meu ombro.

- Você não tem ninguém, nem eu... então o incerto pode se tornar algo mais sério depois... eu gosto de você, e nada te impede de ir gostando de mim também... relaxa, vamos indo aos poucos. - Ela disse subindo as mãos pelo meu pescoço.

Senti ela arranhando minha nuca com as unhas dela. Gabi logo se aproximou e selou nossos lábios, transformando em um beijo lento e gostoso, mas interrompi quando ela quis intensificar mais o clima.

- Melhor ir tomar banho... enquanto eu peço algo pra gente comer... está com fome? - Perguntei tocando no rosto dela carinhosamente.

Ela sorriu e mordeu meu lábio inferior.

- Aiai Gustavo... posso dormir aqui né? - Ela sussurrou.

Sorri confirmando com a cabeça.

- Eu tinha pensado em continuar o que começamos agora... mas se quiser só dormir. - Disse segurando o riso.

- Palhaço. - Ela sorriu e deu um tapa no meu ombro.

Sorri e puxei ela pela cintura.

- O que vai querer comer minha linda? - Perguntei beijando a barriga dela.

Gabi começou a passar as mãos no meu cabelo, afagando.

- Hum... gostei agora. - Ela sorriu e me deu um selinho.

Sorri comecei alisar a costa dela.

- Podemos pedir algo, ou fazer... o que acha? - Perguntei tocando no fecho do sutiã branco que ela usa.

Os seios dela são tão bonitos.

- Você me tocando assim eu vou preferir fazer algo. - Ela sussurrou com os lábios colados no meu.

Beijei ela rapidamente e parei de tocar nela.

- Ok... vou te deixar tomar banho enquanto penso em algo pra gente. - Disse me levantando da cama.

Gabi sorriu e me puxou pra ela.

- Depois nós pedimos juntos... Toma banho comigo? - Ela pediu com um jeitinho tão difícil de eu negar.

Sorri mordendo os lábios.

- Só banho? - Sussurei puxando ela pela cintura.

Ela mordeu os lábios sensualmente e passou os braços em volta do meu pescoço.

- Um banho gostoso e relaxante, meu amor! - Ela susurrou ao pé do ouvido.

Eu até tentei fugir, mas não consegui, e rapidamente tirei ela do chão, enlaçando suas pernas no meu quadril. Ela invadiu minha boca em um beijo fervoroso, enquanto eu caminhei com ela pra dentro do banheiro, colando ela sobre a pia.

(POV) ISABELLA LAMACCHIA

Saí do banho e vesti somente um conjunto de calcinha e top da Calvin Klein, junto com uma calça moletom. Marina passou uma pomada na minha barriga e pediu que deixasse descoberta.

Minha pele ficou irritada e vermelha, com um ardor horrível que eu fui sentir somente depois que tomei banho. Deitei na cama e fui assistir um programa qualquer na televisão, tomei um chá de uma erva que Marina me deu e fiquei calminha parecendo um anjo, aí o Dolce todo carinhoso surgiu no meu quarto pra me fazer companhia, deitou em cima da minha barriga e se aninhou em mim igual um bebê, ele também queria carinho, fui tão monstruosa gritando com ele.

Fechei os olhos e comecei a acariciar os pêlos dele, mas rapidamente a imagem do Gustavo abraçado na recepcionista loira me veio em mente, só me fez chorar novamente, por eu sentir algo tão diferente dentro de mim, quase que um vazio. Fechei meus olhos e apertei profundamente ao sentir uma vontade enorme de abraçar ele e sentir os carinhos dele comigo.

Mas que diabos é isso?

- Isa... o que foi meu amor? - Senti Marina do meu lado, me abraçando e beijando minha testa.

Sem nem pensar eu também me aninhei no colo dela e chorei feito um bebê.

- Porque eu tô sentindo isso Marina? Porque? - Perguntei meio desesperada.

Foi tão incômodo o que senti no peito.

- Shiu... fica calma filha... o que você está sentindo? - Ela perguntou tocando meu cabelo.

Respirei um pouco pra tentar controlar meu choro.

- Eu sinto falta dele Marina... eu só queria ele aqui comigo... mas porque eu sinto isso? Eu nem gosto tanto assim dele. - Disse com os olhos fechados e sentindo o afago dela no meu cabelo.

Ouvi Marina sorrir.

- Aiai Isabella... se não percebeu você passou a semana toda triste por conta dele, eu percebi você querendo ligar pra ele, mas se fazendo de durona, orgulhosa... aí apareceu o Hudson e você não deu a mínima atenção pra ele, não quis mais nem atender as ligações do bonitinho de Londres também... ficou praticamente presa em casa e não quis saber de nada... vive pensativa e triste pelos cantos... sabia que nos meus tempos de mocinha assim igual você, isso se chamava amor? - Ouvi Marina dizer enquanto limpava minhas lágrimas.

Sorri e abri os olhos.

- Está dizendo que eu gosto do jogador paraguaio? - Perguntei me sentando na cama.

Marina soltou um sorrisinho e balançou a cabeça.

- Você diz que sente falta dele, de conversar com ele, dos abraços e carinhos dele... vive falando bem dele pra mim Isa, que ele é lindo, é carinhoso com você.... e agora até chorando você está porque queria ele aqui com você... e essa coisa estranha que você sente aí no seu peito é algo relacionado com isso, você se apaixonou por ele, meu amor. - Ela respondeu arrumando meus cabelos pra trás dos ombros.

Sorri, mas deixei cair as lágrimas de novo, Dolce veio pra cima de mim de novo, querendo colo.

- Mas ele é tão tosco Marina... é tão diferente de mim... eu não posso estar apaixonada por alguém igual ele. - Disse pegando o Dolce no meu colo e beijando ele, mas só foi eu falar mal do paraguaio que ele latiu pra mim, bravo.

- Meu Deus garota... isso não é hora pra você querer distinguir as coisas entre vocês... eu já conheci ele durante um jantar que os seus pais fizeram aqui uma vez, e eu gostei dele, é tão simpático, alegre, divertido no meio dos amigos, bonito também, ele tem um bom coração, e isso é o que importa. - Marina disse me encarando nos olhos.

Fique sem dizer nada e comecei a remexer a boca, de um lado para o outro. Olhei nos olhos do Dolce e parece que ele sorriu pra mim, concordando com a Marina.

Sei lá, acho que fiquei doida de verdade, até o cachorro concordando!

- Não é pelo que as pessoas tem, Bella, é pelo que elas são... pelo caráter, pela índole, pelas atitudes, pelo coração e por todos os sentimentos bons que elas tem a te oferecer... o Martin tem tudo, é milionário, é lindo, é gentil também, te trata super bem, mas você não sente nada além de amizade por ele... o Luca também tem tudo e você jamais se sentiu segura com ele... o Harry também tem tudo, é lindo, mas você também não sente nada por ele... o Gustavo pode não ser lá um jogador milionário e que esbanja luxo e ostentação por aí... ele é tão simples, mas é exatamente com ele que você se sente bem, se sente feliz, se sente segura, se sente completa... é pouco tempo, mas aposto que você se sentiu bem melhor na companhia dele do que de qualquer outro. - Marina resolveu desabafar, coisa que eu não gosto muito nas pessoas, mas eu gostei de ouvir isso dela.

Minha cabeça parece que entrou em confusão.

- Eu errei tanto com ele... não sei como ele me suporta. - Disse limpando minhas lágrimas.

Marina sorriu e tocou meu rosto.

- Vai ver é porque ele resolveu olhar para as suas qualidades e não só os defeitos... eu sei que aquela garota simpática, amorosa, educada, carismática e genuína de anos atrás ainda existe em você... mas você se deixou levar por tantas outras coisas fúteis, inúteis que te deixaram assim... para de se importar mais com os seus bens materiais filha, e olha um pouco mais para as pessoas, para o coração delas... todos são seres humanos, tem sentimentos, e sofrem por serem tratadas feito uns animais por você... você mesma disse que se sente um monstro as vezes... e é exatamente por isso que você se sente mal depois de destratar as pessoas, porque esse comportamento não é seu, você só adotou ele sabe-se lá porque, mas eu nem te culpo por isso, porque o maior erro foi da sua mãe, por te achar tão frágil, tão indefesa que resolveu te colocar nesse mundo cor de rosa tão medíocre, te privando de tantas coisas e achando que iria te proteger e te livrar de outras dores e sofrimentos, mas ela só piorou a situação. - Pronto, depois disso eu voltei para o colo dela de novo.

Caí no choro outra vez.

(...)

Eu deveria ouvir a minha babá mais vezes!

Marina tem sido mais mãe pra mim do que a minha própria mãe. Primeiro porque ela cuida de mim desde os meus 1 mês de vida. Quando estava em Auckland a Leila me ligava duas vezes ao dia, enquanto Marina me ligava, de manhã, de tarde, de noite e até mesmo na madrugada, por conta do fuso horário. Foi a primeira a me desejar felicitações de aniversário durante os dois anos que eu estive longe, e quando eu cheguei aqui ela me recepcionou de forma tão amorosa, cheia de beijos e abraços, enquanto nem aqui a minha estava, por estar ocupada em uma viagem com o time.

Já o meu pai não é muito diferente da minha mãe, as vezes um pouco mais atencioso comigo, ele ainda não me procurou, chegou em casa e se trancou no quarto dele, enquanto a minha mãe lá do outro lado do mundo só pensa em querer me esganar, pediu pra que Marina não me deixasse sair de casa, algo que eu não respeitei e nem mesmo a minha babá.

- Eu tô bonita? - Perguntei pela milésima vez ao me olhar no espelho.

Eu jamais me senti tão insegura como agora, sempre me achei a mais linda de todas, mas hoje destruíram até a minha auto-estima.

- Está linda meu amor... só vai precisar ajeitar essas unhas hein... estão bem destruídas. - Marina respondeu pegando minhas mãos e foi olhando minhas unhas.

Sorri fraquinho.

- Amanhã eu faço isso... mas agora eu tô tão nervosa, e se ele não quiser falar comigo? Ele pareceu tão decepcionado ao me olhar hoje. - Disse ajeitando meu cabelo que ela mesma escovou.

- Saiba conversar Isa... pede desculpas, abre o coração e deixa o orgulho de lado... seja sincera e se for o caso de se declarar e dizer que está apaixonada por ele, faça isso... é bem melhor do que ficar com tudo isso preso dentro de você e só te fazer mal. - Marina disse tocando no meu ombro.

Peguei na mão dela e sorri nervosa.

- Mas não acha muito cedo pra eu me declarar? Ele pode me achar uma ridícula. - Eu estava uma pilha de tão nervosa.

Ela sorriu negando com a cabeça.

- Impossível... você mesma disse que hoje ele praticamente se declarou dizendo que gosta de você, que sente o coração acelerado quando te ver e que não consegue te odiar, ou sentir raiva... ele gosta de você Isa, mas devem ir com calma porque essa coisa de divórcio recente aí, pode atrapalhar um pouco... fora a sua mãe que eu não quero imaginar a reação dela. - Marina já jogou logo tudo e me deixou um pouco assustada

- Ai Marina... pega leve também, eu tô ficando mais nervosa ainda. - Me afastei do espelho e abri uma das portas do meu closet.

Marina sorriu e me ajudou escolher um casaco, como eu estava de preto, ela pegou um bege, que combinou perfeitamente com  o meu look.

- Que tal essa touca aqui? Vai ficar bonitinha. - Ela disse pegando uma touca preta.

Olhei de cara feia pra ela, mas quando coloquei e me olhei no espelho, ficou bem despojado e elegante a nossa montagem. As vezes ela me faz de manequim e vai mandando eu experimentar, e quando chega no fim ela acerta tudo.

- Uau... vou pedir pro Rousting te contratar pra trabalhar na equipe dele na semana de moda em Paris. - Disse dando um beijo no rosto dela.

Ela sorriu e me devolveu o beijo.

- Minha menina... está linda... o bonitão vai gostar. - Ela estava mais esperançosa que eu.

Sorri e voltei pra frente do espelho, respirei fundo e Marina logo chegou com a minha bolsa de mão e a chave do meu carro.

- Qualquer coisa me liga... se for o caso de dormir fora, avisa. - Ela disse me deixando um beijo no rosto.

Sorri.

- Dormir fora, Marina? - Achei um absurdo o pensamento malicioso dela.

Ela sorriu e piscou pra mim.

- É, oras... e usa camisinha. - Ela disse e eu fiquei vermelha com certeza.

Senti meus pelinhos se arrepiarem, eu fiquei tão nervosa.

- Ai Marina... eu nem... - Morri no meio da fala.

Ela me olhou com as sobrancelhas arqueadas, me fazendo revirar os olhos.

- Melhor eu ir logo... tchau! - Fugi do assunto e dei um beijo no rosto dela.

Marina fez sinal de negação e sorriu, por perceber que eu fiquei sem jeito.

(...)

Saí do meu condomínio e coloquei uma música no carro pra eu tentar descontrair um pouco, meus dois seguranças vieram em um carro logo atrás de mim, por ser de noite e aí sim eu fico com medo, só o meu carro já chama atenção suficiente. Não é toda garota que saí pelas ruas de São Paulo dirigindo uma Ferrari 488 pista.

O trânsito ainda estava engarrafado por conta do horário, meu relógio marca 21:45h ainda, é cedo. E por incrível que pareça eu estou super Zen, tranquila, na paz. Sabe-se lá o que não tinha naquele chá que a Marina me deu.

Com mais de vinte minutos chego em frente ao condomínio do jogador paraguaio, o meu lindo paraguaio. Minha barriga não para e as borboletinhas parecem dançar dentro dela, igual o meu coração, feito uma bateria de escola de samba por estar tão agitado, o nervosismo então...

Saí do meu carro vendo que Fernando, um dos meus seguranças me acompanhou até a portaria do condomínio, mas fui barrada logo aí.

- Isabella Lamacchia... eu preciso ligar para o apartamento dele avisando da sua entrada? Ele geralmente pede pra avisar qualquer pessoa que passe por aqui... mesmo as que tem acesso liberado. - O segurança da portaria me disse.

Sorri até simpática pra ele.

- Avisar pra estragar a surpresa? - Retruquei.

Ele sorriu gentilmente negando com a cabeça.

- São somente ordens dele. - Ele respondeu.

Fiz carinha feia e ele sorriu.

- Qual seu time? - Perguntei com algo em mente.

- Hum... porque quer saber? - O senhor é espertinho.

- Tem cara de que é Palmeirense, titio. - Disse sendo engraçada.

Ele sorriu e levantou as sobrancelhas confirmando.

- E você não tem cara de ser uma Maria chuteira como as outras que passam por aqui diariamente, mocinha. - Ele disse provavelmente entregando as safadezas do jogador.

- Uau... diariamente? São muitas? - Perguntei meio assustada.

- São... mas não passam da portaria, elas sempre chegam aqui inventando histórias, mas sempre são barradas. - Ele explicou corretamente, me deixando aliviada.

- Domingão chegando né... já pensou em ver Palmeiras e Flamengo lá do camarote do Allianz parque? Assistir um treino dos porquinhos? Conhecer o CT e até mesmo todos eles? - Arqueei as sobrancelhas.

Nossa, eu tô igual um anjo, tão boazinha.

- Hum... pensar eu penso em fazer tudo isso aí que a senhorita está dizendo... mas o dinheiro anda curto... não consegui nem comprar ingressos pra esse jogo no fim de semana. - Ele disse coçando a cabeça.

Sorri e fiquei fazendo umas dancinhas com as sobrancelhas.

- Pois é... seu Arthur. - Disse ao ver o nome no crachá dele pendurando no pescoço. - Que tal fazer tudo isso sem gastar nenhum tustão? - Disse gesticulando com o dedão e o dedo indicador da minha mão esquerda, ainda pisquei pra ele.

Eu falando assim, tô parecendo até uma pobretona né?

- Hum, mocinha... por acaso é alguém importante no clube? - De besta esse titio não tem nada.

Sorri.

- Leila Pereira te lembra alguma coisa? - Perguntei arqueando somente um lado da sobrancelha.

Ele fez cara de espanto.

- Uau... a toda poderosa do Palmeiras? Conselheira e principal patrocinadora? - Ele perguntou incrédulo.

- Exatamente, titio Arthur... a mocinha aqui é filha de Leila Pereira. - Disse como quem não quer nada.

Mentira, eu quero é tudo.

- Hurum... como posso saber que não está me enganando? - Ele perguntou cerrando os olhos pra mim.

Dei uma leve revirada de olhos, mas logo sorri simpática.

- Bom, tem mil e uma formas de você saber isso... a mais prática é pegando meu RG ou até mesmo dando uma olhadinha na internet agora mesmo... o que não falta é gente falando de mim. - Disse me escorando no balcão dele sabendo que eu iria demorar um pouquinho pra dobrar o titio.

- Mocinha, mocinha... se for verdade eu ganho tudo o que você disse agora pouco? - Ele perguntou curioso pegando o celular dele já.

- Sou uma pessoa de palavras, titio. - Disse levantando as duas mãos para o alto.

Ele piscou pra mim e começou a ver informações no celular, até ele ficar entre olhar pra mim e olhar para o celular.

- Eu juro que sou da paz titio. - Disse enquanto olhava algumas coisas no celular também.

Os sites não param e meu nome está no meio de tudo.

- E o que a filha de alguém tão importante do clube quer com um simples jogador? - Ah, pronto, esse titio é muito curioso.

Revirei os olhos agora.

- É assunto meu e dele titio... mas e aí? Vai querer assistir o jogo de domingo no camarote da minha mãe? ... eu vou estar lá e você é meu convidado especial. - Disse olhando cerrado pra ele.

O titio é palhaço, brincou de ficar pensativo.

- Aquele grandão ali? Quem é ele? - Titio perguntou apontando pra Fernando.

- Meu segurança titio... não posso andar sozinha a essas horas da noite. - Disse acenando para Fernando, que estava de olho em mim.

- Hum... ok, mas como faço pra ganhar meus prêmios? - Finalmente titio. ALELUIA. AMÉM!

Respirei aliviada.

- Qual seu jogador favorito? - Perguntei.

- São tantos... mas eu gosto muito do Willian. - Ele respondeu animadinho já.

Sorri.

- Perfeito titio, o senhor vai ganhar uma camisa do Willian também pra ver esse clássico brasileiro no domingo... eu vou deixar todos os meus contatos... aí o senhor me liga e nós marcamos tudo... que tal? - Ergui as sobrancelhas.

Ele sorriu confirmando com a cabeça.

- Não vale trapaças! - Ele me olhou cerrado outra vez.

Caí na gargalhada.

- O senhor é esperto titio... mas me dê seu celular aí! - Pedi.

Ele gentilmente me entregou o celular, deixei meus contatos com ele e até liguei para o meu  celular mesmo, confirmando meu número.

- Está vendo titio.. depois o senhor me liga, aí eu pego o seu endereço pra eu enviar a camisa e alguns mimos do time pro senhor. - Disse entregando o celular dele.

Ele sorriu e estendeu a mão pra mim, retribuí o gesto.

- Eu gostei de você, mocinha... quer que alguém te acompanhe até a torre do senhor Gustavo? - Ele perguntou todo gentil.

Sorri confirmando.

- Eu aceito. - Disse.

Titio pediu pra eu esperar um minutinho, ele chamou um dos seguranças do condomínio, que me seguiu até a torre do jogador paraguaio.

Chegando lá ele me disse o andar e o número do apartamento que eu já não lembrava mais. Peguei o elevador e fui parar do 12° andar, pensei que meu coração fosse sair pela boca quando parei na porta.

Respirei fundo por longos segundos, fechei os olhos e apertei forte ao tocar a campainha.

(POV) GUSTAVO GÓMEZ

Depois que eu e Gabi entramos em um consenso, liguei pra pizzaria e fiz nossos pedidos, como iria demorar voltamos pro quarto, mas quando estávamos em um momento tão maravilhoso, ouvi a campainha tocar.

Eu até iria deixar esperando, mas ouvi o som da maldita campainha tocar mais duas vezes.

- Melhor atender. - Gabi disse saindo de cima de mim.

Bufei e suspirei fundo.

- Deve ser algum vizinho chato... se fosse o entregador o Arthur teria ligado. - Disse me levantando.

Peguei somente uma toalha e me enrolei.

- Não demora. - Gabi disse toda manhosa

Olhei pra ela e quase desisto de sair do quarto ao ver ela tão sensual deitada na minha cama, literalmente nua.

Sorri e saí do quarto ao ouvir o som da campainha outra vez, me olhei no espelho da sala e ajeitei meu cabelo, vi meu pescoço todo marcado, mas destranco a porta assim mesmo.

Wow! 😲

Eu quase coloco meu coração pra fora quando vejo aquela coisinha tão linda parada na minha porta.

- Isabella! - Disse nervoso, paralisei.

Ela também paralisou ao me ver só de toalha, ficando com as bochechas vermelhas.

- Oi! - Ela disse toda tímida.

Eu quase derreto com a voz dela, está tão doce.

- O que você faz aqui? - Perguntei meio rude, mas foi sem querer.

Ela não quis nem olhar na minha cara.

- É que eu... eu... - Ela meio que travou ao olhar pro meu peitoral e barriga.

Sorri de nervoso, meu coração estava disparado, disparado mesmo. Fiquei igual um boboca.

- Desculpa... mas eu... - Fiquei sem saber dizer as palavras certas.

- Vai me deixar plantada aqui? - Ela perguntou me encarando agora.

Fiquei todo errado ao ver ela olhando demais para o meu corpo, as marcas em evidência. Socorrooooo!

- É que eu não estou... - Travei na hora.

- Eu sei... não está vestido adequadamente... mas não tem problema. - Ela disse.

Bella sorriu e foi entrando pra dentro, até pensei em expulsar ela, destratar, ser grosso e rude assim como ela era comigo, mas não consegui, ela é tão linda e agora parecia uma boneca de tão perfeita que estava, a roupa dela, o casaco, a touca, parecendo até uma boneca de caixa.

- Eu quero conversar com você... me explicar porque eu percebi que você não gostou nada do que eu fiz hoje... mas eu sinto tanto a sua falta, você é a única pessoa que parece me entender, e que sinto que gosta de mim de verdade... mas eu só erro com você, só te trato mal, só faço coisas idiotas e... - Interrompi ela quando percebi que a coitada estava sem ar e bem nervosa.

- Bella... agora eu não... - Fui interrompido pela entrada da Gabi na sala.

Eu quase desmaio de tão nervoso nessa hora, fiquei até sem ar e entendi tudo o que o Veiga sentiu naquela noite.

- Amor... você está de-mo-ran... - Gabi veio toda sorridente na minha direção, mas paralisou ao ver a Bella parada no meio da sala.

Isabella ficou sem reação ao ver Gabi aqui, somente enrolada em uma toalha também, descabelada e com algumas marcas que eu fiz no corpo dela. Fomos três mudos, eu mudei de cor provavelmente, abri a boca pra tentar dizer algo mas nada saiu.

Só fiquei ainda mais desesperado ao olhar pra Bella e ver ela com os olhinhos marejados ao olhar pra nós dois, ela mordeu o lábio involuntariamente, aí eu vi a primeira lágrima descer pelo rosto dela.

- Acho que eu... eu... eu errei de casa... desculpa atrapalhar...  vo-vocês. - Isabella se pronunciou, mas com a voz atrapalhada e embargada, enquanto gesticulava com as mãos.

Respirei fundo e tentei chegar perto dela que paralisou no meu da sala enquanto Gabi parece que entendeu tudo e não disse nada, sumiu de volta pro quarto me deixando sozinha com a Bella.

- Desculpa Bella... eu tentei te... - Ela me interrompeu já com uma lágrima escorrendo pelo rosto.

- Não... imagina, eu que continuo sendo uma idiota mesmo... tchau. - Ela disse saindo da minha frente e caminhado até a porta.

Corri atrás dela, pegando por seu braço, fazendo ela se virar pra mim.

- Não Isabella... não é nada do que você está pensando meu amor... eu e ela não temos nada, nenhuma... - Ela me interrompeu novamente e até sorriu por eu ter dito "meu amor".

- Eu não tô imaginando nada... ao contrário, vocês que me mostraram mesmo... mas tá tudo bem... você não me deve explicação alguma, só me desculpa por ter interrompido o momento de vocês. - Ela disse sem nem olhar nos meus olhos por estar em lágrimas.

Isabella tirou minha mão do braço dela e saiu pela porta. Passei as mãos na cabeça e respirei fundo, corri atrás da garota, sei lá o que me deu.

- Bella. - Chamei ela que ainda estava parada chamando o elevador.

Ela se apressou ainda mais e começou a pressionar por várias vezes o botão do elevador.

- Por Deus, Gustavo... vai atrás da sua namorada, por favor... não tô afim de estragar mais uma relação não. - Ela disse quando me sentiu pegar no braço dela de novo.

- Ela não é minha namorada Bella... nós precisamos conversar, por favor... me deixa te explicar tudo. - Pedi desesperado.

Ela caiu na risada durante o choro.

- Caralho... o Veiga é um santo na tua frente cara... você tá superando ele na cachorrada agora... mas eu vou te dizer aqui a mesma coisa que ele ouviu de mim... finge que eu não existo, finge que você nunca me conheceu... ou finge que eu morri sei lá... mas volta lá pra sua loira, porque eu tô até com pena dela agora, mulher nenhuma merece ser largada sozinha em situações como essa, enquanto o macho fuleiro aqui não sabe o que faz... não sabe se fica aqui pra tentar convencer do contrário uma burra igual eu, ou se corre lá pra terminar o serviço. - Ela cuspiu as palavras na minha cara e até tentou conter o choro dela.

- PARA... NÃO É NADA DISSO. - Tive que gritar com ela.

Ela se assustou e ficou parada, pressionei ela contra a parede e dei um beijo em sua testa, com ela tentando me empurrar, mas não conseguiu. Toquei no rosto dela, que fechou os olhos e apertou forte derramando as lágrimas.

- Desculpa meu bem... tenta me ouvir, por favor... eu e ela não temos nada sério... eu só ajudei ela hoje porque se você não lembra deixou ela toda arrebentada e quase sem cabelo... aí eu trouxe ela pra cá e aconteceu isso... mas eu gosto de você garota, é com você que eu queria estar, é no teu corpo que eu queria tocar, é a tua boca que eu queria beijar... eu só pensei em você no momento, eu penso em você a todo instante meu amor... eu só quero poder tocar tua pele, te encher de carinho, te sentir... é só você que eu quero, Isabella... eu sei que foi um erro enorme eu ficar com ela, e logo agora que nós dois já tínhamos nos resolvido, mas... - Fiquei sem saber como continuar, me faltou palavras pra tentar fazer ela me desculpar, eu estava tão desesperado que nem eu mesmo me reconhecia, nem quando minha ex-esposa resolveu ir embora de casa eu fiz isso.

Ela ouviu tudo isso e só fez chorar mais.

- Você não vale nada, Gustavo! - Ela disse em lágrimas e começou a socar meu peito, me empurrando da frente dela.

Peguei nos pulsos dela, segurando firme.

- Por favor Bella... por favor. - Pedi beijando o rosto dela e sentindo a pele dela tão gostosa, tão macia e tão cheirosa.

Até revirei os olhos ao beijar o pescoço dela, que ainda deixou eu fazer isso.

- Eu me apaixonei por você, seu idiota, seu burro. - Ela mal conseguiu dizer por causa do choro.

Meu coração até esquentou com essas palavras, continuei beijando o rosto dela e soltei os pulsos dela aos poucos, tocando em seu cabelo.

- Me perdoa... por favor meu amor... eu gosto muito de você, muito mesmo... eu também me apaixonei por você e é você que eu quero, é com você que eu quero ficar. - Sussurrei colando a minha testa na dela.

O choro dela foi incontrolável ao ouvir minhas palavras, ficamos em silêncio por longos segundos, só sentindo a respiração pesada um do outro, afaguei seu cabelo e consegui selar nossos lábios, ficando assim por mais outros longos segundos.

- Eu tô com nojo de você... você não presta, não vale nada... eu nunca mais quero ver você na minha vida. - Ela disse chorando de forma desesperadora.

Senti meu coração despedaçar agora, me afastei dela e não tive mais nem o que dizer, fiquei sem palavras e o meu peito doeu ao ver ela entrar no elevador chorando.

Pronto, essa eu também perdi




Notas Finais


Leia: 👇

Se apegue no que te deixa feliz, no amor, na esperança e na fé... chegou a hora da tempestade, mas dias melhores virão.🙏
Eu sei que o medo é inevitável em momentos como esse, mas são esses os momentos e temos que enfrenta-lo, em união. Então pense positivo o máximo que você puder, tenha muita fé, encha o coração e a mente de coisas boas, positivas e que te fazem feliz... vai passar, tudo passa, isso tudo são os momentos de provação, consequenciais dos nossos próprios atos, penso eu... e nós vamos resistir e passar por tudo isso... eu amo vocês.❤
#Ficaemcasa


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