História Falling Skies:New World - Capítulo 8


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Categorias Falling Skies
Personagens Anne Glass, Anthony, Ben Mason, Dai, Daniel Weaver, Hal Mason, Jimmy Boland, John Pope, Karen Nadler, Lourdes Delgado, Maggie, Matt Mason, Personagens Originais, Tom Mason
Tags Falling Skies
Visualizações 20
Palavras 2.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey pessoas lindas...Primeiramente desculpa pela demora, eu estive bem ocupada nesse mês,mas para minha alegria o Enem acabou e eu passei no vestibular,adivinha quem vai fazer Direito?
Mas voltando ao que interessa,esse não é um capitulo com ação,prometo que o próximo sai ainda nessa semana e do jeito que eu quero, eu apenas escrevi esse para dar um explicação e agradecer por não me abandonarem.Prometo que o novo shipper "Len"(Obrigada KimJoongHee) aparece no próximo capitulo.

Capítulo 8 - Bad...E mais bad


-Você não erra nunca? –Gerard questionou, fazendo-me rir. –Você acabou com todos os alvos!

-Eu sou incrível não é? Não responde! –Ele sorriu.

-Sim você é incrível, só não diga a Diana que eu lhe disse isso, ela com certeza vai dizer que você herdou todo o talento da mente brilhante dela.

-Tem razão, minha mãe não perde a chance de se gabar. –Eu sorri. –Falando nela é melhor eu entrar, eu não quero que ela venha me procurar, ou pior, mandar Carter me procurar.

Gerard fez uma careta ao ouvir o nome do sargento.

-Você não gosta muito dele não é? –Perguntei, fazendo o homem a minha frente ficar sem graça. –Relaxa G, eu também não gosto dele.

-Não é questão de gostar ou não... Eu só acho que sua mãe é incrível e merece alguém que valorize e cuide dela... Aquele babaca não é essa pessoa. –Eu o olhei admirada, enquanto abria um sorriso que invejaria até mesmo o coringa. –Por que tá’ fazendo essa cara?

-Que cara? Não tô’ fazendo cara nenhuma. –Meu sorriso cresceu mais ainda, se é que é possível. –Não sei do que você esta falando.

-Sabe sim... Esse sorriso idiota na cara. –Ele fez uma careta. –Pode parar com isso!

-Isso o que? –Segurei a risada.

-Você tá’ aprontando alguma... seja lá o que esta se passando nessa sua cabecinha de vento pode esquecer.

-E o que esta se passando na minha cabecinha de vento? –Ele corou.

-Deixa pra lá... É melhor esquecer isso. –A vontade de rir era imensa, porém me esforcei para ficar quieta.

-Esquecer o que?

-Quer saber eu desisto, arrume outra pessoa pra te treinar. –O homem me deu as costas e saiu andando pisando duro.

-Hey... Gerard, volta aqui...G, você prometeu que ia me ajudar! –Ele me ignorou completamente, como ele estava longe eu finalmente pude rir a vontade.

Aparentemente alguém tinha uma queda por Diana Maddox, eu com certeza ia amar se eles ficassem juntos, eu apenas precisava descobrir uma maneira de fazer minha mãe enxergar o quão incrível Gerard era.

Eu olhei para frente, onde se encontrava os alvos nos quais eu havia atirado, em quase todo eu havia acertado no centro, ou próximo a ele.

Sorri. Eu estava pronta pra voltar à ativa. 

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-Ouvi dizer que o Coronel Porter está aqui. –Diana falou. –Espero que ele tenha boas noticias.

Minha mãe estava mais agitada que o normal, quando a questionei sobre isso ela apenas disse que era seu período, eu apenas fingi acreditar, dessa forma eu evitava me estressar. Ela não parou por um segundo desde que acordou nessa manhã. Nesse momento ela cismou em tirar pó da biblioteca, algo inútil em minha opinião, é papel, sempre acumula sujeira. Eu preferi me manter sentada com Goo na poltrona macia, enquanto meus pés repolsavam em cima da mesa de revistas. 

-Duvido disso. –Respondi. – Sempre que ele aparece é pra dar uma noticia ruim, normalmente é pra falar que uma resistência caiu.

-Você é tão pessimista... Não sei quem puxou! –Revirei os olhos e acariciei a cabeça de Goo. –Talvez ele tenha vindo dizer que os aliens estão recuando.

-Acredita mesmo nisso? –Levantei as sobrancelhas, era difícil levantar uma só.

-Não mesmo. –Eu ri. –Mas como eu disse temos que ser otimistas... Uma vez eu li em algum lugar que se você acreditar muito em algo, esse algo acontece, então eu vou acreditar nisso.

-Isso é ridículo!

-Eu sei. –Soltou um espirro, devido à poeira. –Mas não custa tentar.

-Você tá’ muito estranha... Não vai mesmo me dizer o que esta acontecendo?

-Estranha por quê? –Me olhou arqueando uma sobrancelha, esse é um daqueles momentos em que você sente inveja da sua mãe. –Eu estou ótima.

-Eu te conheço tão bem quanto você me conhece, sei quando tem algo de estranho. Tem dias que você não faz piadas sem graça, não se gaba e não reclama de nada e não sai falando feito uma metralhadora. –Suspirei. –E você esta sendo otimista... Você não é otimista. Você é a louca do “Eu avisei”, eu fico até...

-Estou grávida.

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Você já entrou em choque? É uma sensação terrível.

Algumas pessoas paralisam, outras falam sem parar ou até mesmo desmaiam. Infelizmente eu faço o tipo que paralisa. Eu estava parecendo Rick.

Eu estou a horas sentada do lado de fora da escola sem me mover, e sem dizer uma única palavra. A doutora Glass já se sentou ao meu lado e tentou falar comigo, assim como Tom, tio Scott, Lourdes, Hal e até mesmo Carter, todos sem sucesso. Era como se algo me impedisse de me mover e falar.

As palavras “Estou grávida” ecoavam em minha cabeça o tempo todo. Ao ouvir essas palavras eu simplesmente me levantei e sai andando. Acho que minha mãe deve ter me chamado, mas eu não olhei para trás. Eu apenas parei quando cheguei em baixo da minha árvore.   

Como ela pode fazer isso logo agora? Estamos no meio de uma guerra, mal temos comida e abrigo. Todos correm perigo, principalmente as crianças, e ela simplesmente deixa isso acontecer. Diana sempre foi um pouquinho irresponsável, acredito que seja uma consequência da gravidez precoce, mas ainda sim engravidar no meio de uma guerra é demais até para ela. Eu não sei como vamos cuidar dessa criança.

 O barulho de um disparo finalmente me despertou. Levantei-me assustada olhando ao redor. Decidi entrar para ver o que tinha acontecido.

No meio do caminho encontrei o professor. Ao me ver ele abriu um sorriso paternal.

-Oi Lana, que bom que saiu de baixo da árvore. –O olhei séria. –Você estava lá a um tempão... Estávamos preocupados.

-É. –Eu realmente não estava a fim de conversa.

-Olha... Eu sei que agora a situação não parece boa querida, mas não é o fim do mundo...

-Estamos sofrendo um ataque alienígena professor, se isso não é o fim do mundo eu não sei o que é. –O interrompi.

-Eu sei que não é uma boa hora para se ter um bebê, mas eu te garanto que vai ficar tudo bem...

-Não vai não. –O corto novamente, sem saco para discursos motivacionais. –Se o senhor não te nada para me dizer eu vou...

-Eu vou sair em uma patrulha agora, é bem vinda para se juntar ao grupo. –Dessa vez foi ele a me interromper. Eu abri a boca para responder, porem  ele foi mais rápido. –Prometo não falar nada sobre a sua mãe e o bebê.

-Sendo assim eu aceito. –Assenti com a cabeça.

-Ótimo. –Ele sorriu. –Te vejo em meia hora.

 

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A sensação do vendo batendo em meu rosto era ótima. Ou melhor, sair daquela escola era ótimo.

Hal, Weaver e o professor Mason observavam a construção dos aracnos, enquanto isso eu vigiava nossas costas, uma função um pouco inútil. Mas eu preferia isso a tentar achar pontos fracos daquela coisa. Era o mais próximo que eu já havia chegado da construção.

-Lana! –Hal me chamou. –Olha isso aqui!

Aproximei-me do garoto, e peguei o binoculo que ele me estendia. Assim que me abaixei ele apontou para uma direção. Olhei pelo aparelho e vi.

-O que é aquilo? –Obviamente aquilo não era humano, mas não se parecia com os aracnos.

Antes que alguém respondesse uma nave passou por cima de nossas cabeças. Imediatamente nos abaixamos.

-É... Essa passou perto. –Weaver exclamou. –Vamos voltar pras motos.

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Os três falavam coisas aleatórias durante o caminho de volta para as motos. Eu apenas escutava e olhava ao redor. A destruição causada pelos aracnos era imensa. Tudo o que conhecíamos virou lixo.

-Primeiro os aracnos, depois os Machs e agora esses humanoides. –A frase de Hal chamou minha atenção. –Será que são parecidos com a gente?

-Não como a gente. –Tom disse. –Numa hierarquia militar nós temos as tropas em campo e as que comandam. A gente achou que os aracnos estavam no comando, a gente pode ter errado.

-Mesmo que tenha não muda nada. –Weaver se intrometeu.

-Estrategicamente não, mas o que me preocupa é o fato de ser a primeira vez que vemos eles. –Completou o professor. Eu apenas me mantinha calada, estava na cara que eles apenas me trouxeram para me tirar da bad.

-Por que isso é um problema? –Hal perguntou.

-Significa que estavam recuados e que estavam esperando ficar seguro para aparecerem. –Respirei fundo. –Eles acham que já ganharam.

-Resumindo... Eles são espertos. –Me intrometi.

-Olha lá pai. –Hal disse quando avistamos uma mulher correndo.

-Eu vi. –O professor disse. Engatilhei minha arma por via das duvidas. –Se estão nos seguindo vamos leva-los direto pra 2° de Mass.

-Comigo. –O capitão tomou a frente. Corremos pelo túnel.

Ao sairmos nos espalhamos para cobrir o local. Um disparo me fez correr para trás de uma lata de lixo.

-Vocês ai... Fora ou eu arrebento a cabeça de vocês. –A voz feminina declarou.

-Era só o que me faltava. –Reclamei baixinho.

-Não vamos te machucar. –Declarou o professor.

-Não vamos, mas devíamos, qual é o problema dela?-Sussurrei para Hal.

-É o que todos dizem. –Respondeu. –Como vou saber se vocês não estão com eles?

-A gente tem cara de aracno? –Weaver fez a pergunta do ano. Pensei em dizer que Clayton não era um aracno, mas ainda sim se juntou a eles, mas pensando bem ficar quieta era uma opção melhor.

-Não estou preocupada com os homens do espaço, e sim com a escória dessa cidade que rouba tudo o que vê pela frente. –Eu ri, ganhando assim um olhar feio de Weaver.

-Nós somos da resistência. –O Mason mais velho declarou abaixando a arma. –Podemos te ajudar.

-Não preciso. –Foi a declaração feita pela velhinha, que finalmente saiu de trás da porta. –Querem falar, vamos falar. –Troquei olhares com Hal, enquanto Tom se aproximava do perigo, nos fazendo segui-lo.

-Sou Tom Mason, meu filho Hal, Alana Maddox e nosso oficial de comando capitão Weaver. –O professor nos apresentou. Eu abaixei a arma, ainda que mantivesse o dedo no gatilho, eu não confio em alguém que aponte uma arma para mim.

Mesmo assim a mulher manteve a guarda em alta, ela apontava a arma para todas as direções.

-Sou Sonia, Sonia Hawk,

-Ia ser bem mais fácil se você abaixasse a arma. –O capitão colocou voz em meus pensamentos.

A mulher finalmente abaixou a arma.

-É... Tenho que admitir que você não se parece com os outros.

-Outros? –Weaver disse confuso. – Há quanto tempo esta aqui?

-Eu nunca sai. –A olhei chocada. –Podem entrar se quiserem. -Entreolhamo-nos.

-Por favor... Digam-me que não vamos entrar na casa da louca? –Sussurrei para o professor, que me ignorou.

-Não temos tempo para isso. –Declarou o capitão para minha alegria.

-Se vocês estão preocupados com os homens do espaço eu também tô’ de olho neles. –Sonia declarou. –Fica ali na esquina 2740, primeiro andar, apartamento 1b.

-Brigada. –O capitão respondeu, enquanto ela saia.

- Não podemos deixar ela aqui. –Hal declarou depois de alguns segundos.

-Podemos sim. –Eu disse, recebendo um olhar mortal de Hal. –Tá’ na cara que ela se vira muito bem sozinha... Se ela esta no mesmo lugar desde o inicio ela obviamente não precisa de ninguém... Além disso, ela parece maluca.

Hal abriu a boca para dizer algo, sendo cortado por Weaver.

-Nossa missão tem prioridade, pode ser a nossa oportunidade.

-Oportunidade! –Tom disse indignado. –Nós viemos atrás de instruções da estrutura. Essa mulher esta vivendo perto dela há meses.

-Então ela pode saber muito por morar aqui sozinha-Hal olhou diretamente para mim.

-Ela sobreviveu à invasão. –Tom disse. –E encarou quatro pessoas armadas. A gente devia ser assim. –Revirei os olhos.

Olhamos para o capitão. Eu realmente esperava que ele não fizesse essa loucura.

-Tudo bem você, Lana e Hal vão e olham lá. –Momento indignação. –Se o prédio estiver limpo descubram o que ela sabe.

-Mas e você?-O professor fez a pergunta que não quer calar

-Eu fico de guarda. Se vir alguma coisa disparo um tiro de aviso.

Que merda

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-Eu fico vigiando a porta. –Eu declaro assim que paramos em frente ao apartamento 1B. O professor franze a testa. –Eu não vou entrar no apartamento dela.

-Por que não? –Hal perguntou. –Tá com medinho?

-Pra falar a verdade estou sim. –Ele riu. –Vocês não acham estranho a velhinha sobreviver sozinha, estando praticamente colada em uma base de aracnos... É impossível não ter patrulhas por aqui.

-Pensando por esse lado. –O professor concordou. –Ainda sim nós temos que descobrir mais sobre a construção... Já que prefere pode ficar aqui na porta.

-Já que insiste.

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Sabe quando você é criança e fica contando o número de pisos existentes no cômodo? Pois é o que eu estou fazendo agora, enquanto aguardo os Mason. Eles estavam no apartamento da louca quase meia hora, confesso que já estava agoniada com a demora.

O som de uma moto me fez tropeçar. Imediatamente fiquei em alerta, afinal isso significava problemas. Desci as escadas correndo, sem esperar pelos outros, ao sair pela porta pude ver Weaver indo embora montado em uma das motos.

-Que merda ele está fazendo? –Me perguntei, enquanto olhava ao redor a procura de perigo.

-Tá’ vendo alguma nave pai? –A voz de Hal falou em minhas costas.

-Hey! Weaver! –Tom berrou inutilmente. –Ele danificou as motos!

-O que? –Perguntei. –Porque ele faria isso?

-Para evitar que ele fosse seguido. –Tom disse.

-Pra onde ele vai?- Hal fez a pergunta de um milhão de dólares.

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-Sério que a gente vai atrás dele?

-Ele é nosso capitão Lana, precisamos dele. –O professor diz depois de subir em sua moto.

Eu sigo seu exemplo e me sento na garupa de Hal.

-O nosso “capitão” obviamente quer que a gente se dane. –Sussurro, afinal eu não quero chatear Tom. –Onde vocês acham que ele foi?

-Ele vivia em Austin, contornando o rio, em Roy street. 

-Vocês já vão. –A voz me faz saltar, olhando para trás eu vejo Sonia.

-Vamos procurar nosso amigo.  –O Mason mais velho responde.

-Mas então vocês vão voltar não vão? –Interiormente eu reviro os olhos. Não fui com a cara dela.

-Assim que a gente conseguir. –Tom responde sem olha-la. Em seguida da partida na moto. Seguro-me nas costas de Hal.

Ao pegar a estrada eu grito para ser ouvida por Hal.

-Seu pai disse Roy Street? –Pergunto.

-Disse sim. –Ele grita em resposta. –Por quê?

-Minha casa fica próxima a essa rua, ou fica em Austin.

-Caramba... Se a gente achar Weaver logo talvez possamos ir ver como ela esta.

-Tomara que a gente o encontre logo.

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-Para aqui. –Bati nas costas de Hal. Apos alguns metros ele para. Eu desço da moto, percebendo que o professor também parou. –Viu alguma coisa? –Hal pergunta.

-Parou por que Hal? –Tom pergunta.

-Aquela é minha casa. –Eu digo olhando para minha antiga casa. Apesar de estar escuro ainda era possível ver a casa amarela de cerca branca. Nosso carro ainda estava parado na garagem, já que o mesmo havia parado de funcionar com a chegada das naves. A rua estava destruída, havia muitos escombros e lixos espalhados, o silencio era letal. –Procurem o capitão, depois me peguem aqui.

-Sem chance. –Tom diz. –Esta tarde, daqui a pouco vai estar cheio de patrulhas.

-Eu conheço a área, sei me esconder. –O professor para por um momento ponderando sobre a situação, em seguida assente com a cabeça.

-Certo, mas qualquer problema não exite em atirar para cima.

Assenti com a cabeça, em seguida eles ligaram as motos e se foram.

Caminhei em direção a casa. Ao parar diante da porta girei a maçaneta.

Lar doce lar.


 

 

 

 

 


Notas Finais


Nos vemos até sexta...Obrigada por não me abandonarem.


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