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História Falsas Verdades - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oie galeuris turu bom?

Boa Leitura!

Capítulo 5 - Surprise


Fanfic / Fanfiction Falsas Verdades - Capítulo 5 - Surprise

NARRADORA

Ao entrarem na sala de jantar, Alec teve uma enorme surpresa, sua família estava lá esperando junto com Lilith e Asmodeus.

- Mãe, pai! - Alec falou correndo e indo até eles e os abraçando.

- E a gente não ganha nada?- Jace comentou indo até ele junto de Izzy.

-Mas é claro.- Alec abraça os irmãos e quando se solta deles pergunta.- Mas o que vocês...

- Eu os chamei aqui.- Magnus comentou como sempre sério se sentando ao lado de Tessa na mesa.

- Mas por quê?- Perguntou sentando-se na frente de Magnus sendo acompanhado da família.

- Achei que estava muito deslocado e precisava um pouco de sua família.

- Obrigado.- Alec respondeu tímido e desviando o olhar para a irmã que ria silenciosamente.

Alec se sentia muito feliz e aliviado por estar com a família e poder se divertir um pouco. Durante esse almoço alguns olhares  discretos entre Magnus e Alec eram trocados juntamente com sorrisos bobos. O mais novo não se sentia tão bem desde que havia chegado ao castelo e aquilo era uma prova de que Magnus podia ser mais gentil do que Alec pensava.

MAGNUS P.O.V

O almoço foi super agradável, a não ser pelos momentos em que Asmodeus e Robert falavam sobre negócios e queriam que eu participasse, não que eu não me importe, mas estávamos em um almoço em família para conversar sobre tudo menos economia ou política.

Durante o tempo em que ficamos na sala de jantar descobri que tenho um novo hobbie: Ver Alec sorrir. Ele não era a pessoa mais fácil de se lidar e nem a mais extrovertida, mas era simplesmente encantador os sorrisos que ele dava e sempre sinceros.

(...)

No fim do almoço Simon e Clary apareceram e fizeram companhia para nós até que todos saíssem e se separassem. Izzy e Tessa foram para o ateliê junto de Simon, Jace e Clary foram para a sala de música, Lilith e Maryse foram até a sala de estar e Robert e Asmodeus foram até o escritório para discutir assuntos do reino, mas não sem antes me chamarem infelizmente.

As únicas coisas que eu ouvia eles falarem era dinheiro, dinheiro e mais dinheiro. Isso tudo era um saco, eles apenas falavam sobre o que ELES queriam e não o que o POVO queria. Fazia apenas vinte minutos que estávamos ali e eu já estava com dor de cabeça.

Me levantei e fui até a porta, mas antes de sair veio a famosa pergunta.

- Onde você vai meu filho?- Asmodeus perguntou voltando sua atenção a mim.

- Vou na cozinha.- Saí sem dar tempo para que ele pudesse responder.

Andei calmamente até a cozinha respirando fundo para que a dor de cabeça passasse logo. Tomei um copo d'água com um comprimido, sentindo a dor passar aos poucos. Saí do cômodo e enquanto andava até o escritório pensando em alguma desculpa para não ter que escutar tudo aquilo, vi Alec pela janela sentado no jardim olhando para a fonte.

"Por que não?" pensei indo em direção a porta que dava ao jardim. Caminhei lentamente até ele, ao chegar perto vi que ele estava com uma gato no colo.

- Posso me juntar a vocês?- Perguntei e ele acenou positivamente- Vejo que você e Presidente Miau se deram bem.

- Presidente Miau?- Ele perguntou me olhando enquanto eu fazia carinho no gato.

- Sim, é o nome dessa bolinha de pelos aqui. Eu e Tessa adotamos ele quando éramos crianças. Tem algum bicho de estimação?

- Sim, vários na verdade. A minha favorita é uma vaca chamada Hattew.

- Essa é nova.- Comentei e nós dois rimos.

Ficamos em silêncio por um tempo, ele olhava para o céu e eu admirava ele enquanto fazia cafuné em Presidente Miau.

- Obrigado- Ele sussurrou e olhou pra mim- Obrigado por trazer minha família, eu realmente estava precisando.-Nós estávamos sorrindo um para o outra, mas por quê mesmo?

-De nada.- Falei desviando meu olhar e por um momento meu sorriso sumiu- Sei como é difícil se sentir sozinho e deslocado.

- Sei que está aqui por quê não quer ouvir nossos pais falando sobre dinheiro, mas agradeço a companhia.- Alec sorriu e eu fiquei hipnotizado naquela obra de arte.

- Por isso e porquê também quero te conhecer melhor. - Sorri pra ele.- Me conte mais sobre você.

- Eu tenho dezoito anos, sou o mais velho dos meus irmãos obviamente, odeio ser o centro das atenções, odeio lugares com muita gente- Ele pensou um pouco e voltou a falar- Na verdade, não gosto muito de socializar com as pessoas. Sou muito tímido pra isso.

- Entendo, mas gostaria de socializar com animais?- Comentei em tom de brincadeira.

- Claro. - Ele riu junto- Devo continuar?

- Por favor.

-Eu amo ler, sou ótimo em arquearia, sou vegetariano e antes de vir pra cá, eu ajudava meu pai na fazenda.

- Interessante. Será que algum dia desses você poderia me ajudar a plantar alguma coisa?- Eu não entendi nada quando ele me olhou e começou a rir.

- E por que você "O Rei" quer plantar algo? Seus empregados não fazem isso para você?- Ele se deitou na grama gargalhando com as mãos na barriga.

- Não pode mais? Eu só quero aprender e é chato ter todo mundo fazendo tudo por você o tempo todo, às vezes é bom ter um pouco de liberdade.

Me deitei ao seu lado sério com Presidente Miau em cima da minha barriga, Alec parou de rir e me encarou.

- Claro que ajudo,o que quer plantar?

- Um feijão.

- Um feijão?- E novamente Alec voltou a rir- Sabe que ele não vai crescer até as nuvens né?

-Pare de ser chato, eu só queria plantar um feijão.- Me levantei fingindo indignação sendo acompanhado por Alec.

- Ok, desculpe. Mas sério, por que um feijão? - Alec pergunta me puxando novamente para deitar ao seu lado.

- Quando eu era criança, a professora me ensinou a plantar feijão no algodão, mas o meu nunca nasceu.

- Entendi, mas nós só vamos plantar um feijão quando você me falar mais sobre você. Pode ser?- Ele me encara esperando uma resposta.

- Pode.

- Então me conte sobre você.

- Tenho 20 anos, sou Bissexual, amo festas, adoro roupas extravagantes, adoro me maquiar quando não tenho entrevistas, amo música e dança, adoro desenhar e sou totalmente apaixonado por gatos.

- E as coisas que você não gosta?

- Passar horas falando sobre política e economia, odeio falsidade, odeio acampar, não gosto que me mandem fazer qualquer tipo de coisa e principalmente odeio Jens com lavagem clara.

Alec riu um pouco e me encarou com aqueles olhos azuis de tirar o fôlego, eram lindo de mais pra ser verdade. Seu sorriso era pequeno, mas divertido o que me fez sorrir junto.

- Beleza então, agora que sabemos o básico um do outro já pode-se dizer que somos amigos.

- Nós literalmente vamos casar em um mês e você me fala de amizade?- Não aguentei e comecei a rir principalmente depois dever a cara confusa de Alec.

- É daí que vamos nos casar? Estamos construindo uma amizade, o que já é ótimo visto que tem muitos casais antes e depois do casamento se odeiam.- Ele estava me olhando sério, parei de rir e analisei a situação.

- É você tem razão. Amigos?- Me sentei ao seu lado e estendi minha mão a ele que logo apertou.

-Amigos.

Naquele aperto de mão senti um milhão de coisas ao mesmo tempo, uma onda elétrica percorreu pelo meu corpo me causando bons arrepios.

- Alexander posso fazer uma pergunta meio... íntima?

- Pode, só não garanto que vou responder.

- Não te perguntei antes pois nem nos conhecíamos direito, mas você é gay

ou Bissexual ?- Ele desviou o olhar de mim e logo me arrependi da pergunta- Não precisa responder, só acho meio injusto você não ser nenhum dos dois e ter que se casar comigo.

-Tudo bem, na verdade esse casamento até que me ajudou sabe.- Ele voltou a me olhar calmamente- Eu estava pensando em um jeito de me assumir gay para minha família e acabou que nem precisei me esforçar tanto assim.

- De nada?

Nós dois rimos e ficamos nos encarando novamente, mas dessa vez fomos nos aproximando lentamente e quando nossos lábios estavam prestes a se tocar, Alec se afasta e levanta.

- Vem, vou te ensinar a plantar um feijão vossa majestade.- Ele estende a mão para mim e eu aceito.

- Claro vossa alteza.

- Vossa alteza?

- Sim, você também será rei em breve.

Caminhamos em direção a entrada quando olhei discretamente para baixo e vi que nos ainda estávamos de mãos dadas, quando Alec olhou para baixo também largou minha mão e desviou o olhar totalmente tímido. Fomos até a cozinha para pegar alguns feijões e voltamos para o jardim.


Notas Finais


Qualquer erro pode falar.

Bexos😘


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