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História Falso Amor - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Um


Ao pegar minha mochila para ir até a universidade, algumas fotos com Lucas caíram de cima da estante. Ao ver aquilo, meu corpo estremeceu e meu coração falhou uma batida.

Sinto tanto a falta dele e isso é notório.

Dias atrás ele me mandou uma mensagem pedindo para dividirmos uma conta da Netflix, sinto que ele vai voltar para mim em breve e esse foi o jeito de nos aproximarmos.

Guardei uma das fotos em minha mochila e me apressei em sair de casa para ir até o meu carro, pois estava atrasada.

Ao fechar a porta, meu corpo estremeceu com o frio do Rio Grande do Sul. Logo, notei que Gabriel estava encostado em meu carro, coloquei o casaco para me aquecer e fui até seu encontro.

— O que você faz aqui? — ao se virar para me encarar, seu sorriso entregou as suas covinhas.

— Meu carro não ligou, de novo. Vim correndo até aqui para não perder a hora e imaginei que estivesse saindo agora.

— Está na hora de você ver um mecânico, vai chegar o dia que eu não vou poder te dar carona. — sua expressão confusa foi notória, tive que rir.

— Eu poderia saber o motivo? Vai vender o carro ou algo do tipo?

— Provavelmente, Lucas e eu voltaremos a namorar. Já está tudo predestinado.— sua expressão confusa, virou de repulsa.

Ele não me respondeu, mas eu soube que Gabriel ficou chateado. Evitou falar algo para me magoar e o silêncio foi a melhor opção naquele momento.

Lucas me "largou" sem motivo, só me ligou e disse que queria terminar comigo. Chorei por dois dias, superei e ele voltou a falar comigo, brigamos de novo e esse ciclo continua por seis meses. Gabriel e Luísa são obrigados a aguentar meus dramas quando isso acontece, por esse motivo eles nem discutem mais comigo.

Eu sei que é errado, mas eu o amo e quando a gente ama alguém fazemos essas loucuras.

No momento em que cheguei no estacionamento, Gabriel me olhou fixamente. Temi ouvir sermão.

— Trouxe dinheiro para o almoço, te encontro no RU. Eu pago para você. — confesso que me senti aliviada.

— Não precisa pagar para mim... — ele me interrompeu.

— Você me dá carona, eu pago a comida. — abriu a porta do carro e foi em direção ao prédio em que fazia curso.

Peguei minha mochila no banco traseiro e admirei a foto por um tempo. Me senti uma boba ao fazer isso, mas quem liga? Eu sou apaixonada por cada detalhe do seu rosto, seus olhos escuros são a parte que mais amo.

Guardei a foto novamente e dei mais uma olhada em meu rosto pelo retrovisor, eu estava me sentindo bonita por algum motivo.

Ao sair do carro segui meu rumo devagar, andar rápido não ajudaria com meu pequeno atraso.

Passei pelo banco em que sempre sentava com o Lucas e ao vê-lo ali meu corpo tremeu. Olhei para frente e segui meu caminho, me sentindo observada. Ele ficava lindo com aquela camiseta vermelha, realçava mais os olhos que eu sou apaixonada.

Ao entrar na aula, não consegui me concentrar em metade do que estava sendo passado. Eu precisava focar, mas ao lembrar da foto em minha mochila meu coração palpitava e meu pensamento ia longe.

A aula daquele horário terminou e corri até o RU para encontrar o Gabriel. Ele não me notou de longe, já que o garoto é míope, mas corri até onde ele estava.

— Você guardou lugar na fila, uma gracinha. — seu sorriso foi discreto, mas era fofo.

— Se eu não guardasse, você surtaria. — o encarei chocada com toda aquela audácia de me insultar, dei um leve soco em seu braço. Gabriel bagunçou o meu cabelo.

Seguimos na fila esperando a nossa vez. O RU estava sempre cheio e ao ver vasilhas com salada de frutas senti uma vontade de comer.

Não gosto de incluir carne em minha alimentação, sou contra os maus tratos a animais. Por esse motivo curso Medicina Veterinária.

— MELISSA, GABRIEL... — ela parecia exausta. — Preciso falar com vocês. — parou uns minutos para conseguir fôlego depois da corrida que fez. — Tudo bom com vocês? — sorria.

— Fez isso para furar fila?

— Para o que mais seria? Fico feliz que me conheçam. — abriu a bolsa para tirar o celular e nos ignorar totalmente.

— Acha bonito furar a fila, Luísa? — ela me encarou, já rindo.

— Tenho total certeza que você não estava aqui guardando lugar, então você praticamente furou fila também. — ligou a câmera do celular e tiramos uma rápida selfie.

Luísa é apaixonada por fotografias, principalmente as dela. Luta para ser uma digital influencer de sucesso e tenho certeza que ela vai conseguir, pois paciência para cuidar do Instagram ela tem de sobra.

Ao finalmente chegar a nossa vez, consegui comprar a tão desejada salada de frutas, obviamente não paguei.

Sentamos em uma mesa e curtimos aquele momento, que estavam se tornando cada vez mais raros. Luísa começou a passar o fim de semana com a mãe que estava doente, Gabriel trabalha no fim de semana para ajudar os pais com as despesas e eu ocupava o meu tempo lendo.

— Lucas está olhando para cá, sonso. — no momento em que me virei para encará-lo, ele desviou o olhar. — Ei Melissa, me diz que não é afim dele ainda.

— Passado é passado.

— Hoje mesmo você me disse que achava que iam voltar. — Luísa quis me esganar ao ouvir essa frase.

— Amada? Você não é nem louca de reatar esse namoro, ele te deixou por telefone. — não a respondi, era verdade. — Ele não se importou em momento algum com você, Melissa, não esqueça que você merece alguém que te dê o mundo.

Ninguém respondeu nada, o silêncio reinou naquela mesa.

Tudo que ouvi era a mais pura verdade e eu queria que me coração acreditasse que aquilo não era saudável, mas eu não consigo abandonar tudo isso assim. Temos uma história juntos.

“Melissa e Lucas, o casal do campus.”

“Melissa e Lucas estavam assistindo o jogo juntos.”

“Melissa e Lucas postaram uma foto nova, eles são um casal lindo.”

Sinto falta de estar na boca do povo. Sinto falta de ser amada.

— Preciso ir, meu horário está estourado e tenho uma aula de Neuropsicologia. Beijinhos. — a loira saiu da mesa e caminhava com os cachos de babyliss esvoaçantes pelo campus.

Eu sabia que Gabriel não falaria nada, ele prefere se manter calado do que me machucar. Luísa não é uma pessoa má, ela só diz a verdade de uma forma bem direta.

Fiz sinal para levantarmos daquela mesa e seguirmos em direção a nossas aulas.

— Se precisar desabafar, pode vir falar comigo.

— Eu sei. Obrigada por isso. — beijei seu rosto e corri até meu prédio.

Ao entrar em minha sala de aula, procurei uma carteira vazia. Poucas pessoas da minha turma falavam comigo, apenas um amigo do Lucas que nunca deixou de me cumprimentar e ele tenta não me deixar sozinha na aula.

Prestei atenção em cada palavra do professor de Semiologia. Sempre fui apaixonada por animais e esse curso foi a minha melhor escolha.

Anotei cada frase que o professor falava. Eu precisava aproveitar cada aula para garantir um estágio bom.

Ao acabar a aula, juntei minhas coisas e coloquei na mochila. Peguei meu casaco e fui em direção a porta.

— Melissa! — me virei para encará-lo. — Oi, eu queria falar com você. Lucas disse que não acha legal sermos amigos, mas eu queria falar com você antes. — eu não sabia o que responder, notei tarde demais que a pior frase saiu de minha boca.

— Não quero estragar a amizade de vocês, Henrique. Se é o melhor, faremos isso. — dei as costas para o garoto, totalmente arrependida da minha atitude. Eu tinha virado dependente de um homem e isso começou a me atormentar.

Ao chegar até o estacionamento, agradeci aos céus por Gabriel não estar me esperando. Eu precisava de um tempo sozinha.

Era sexta-feira e eu iria ficar em casa chorando por homem. Ficar sozinha é terrível para mim e queria tanto voltar para São Paulo e esquecer tudo isso.

Logo que cheguei em casa, joguei aquelas botas para longe e coloquei minhas pantufas. Me joguei no sofá e me enrolei em um cobertor para espantar aquele frio. O clima de Santa Maria é totalmente diferente de São Paulo e mesmo depois de um ano, ainda não estou acostumada.

Ao acessar a Netflix, optei por assistir uma comédia romântica clichê. Tentaria animar meu dia, mas sem esquecer meu sofrimento.

Até que meu momento de paz foi interrompido por batidas desnecessárias na porta. A vontade de fingir que não tem ninguém em casa é gigante.

Relutei para levantar, porém fiz esse esforço. Ao abrir a porta, vi Lucas que estava com um buquê de flores.


Notas Finais


pode parecer loucura, mas me inspirei nesse livro no momento em que vivi uma situação parecida, porém adicionei coisas a mais para transformar na história da Melissa. E não, não estou com um namorado falso, porém amei muito alguém que não merecia, deixá-lo foi meu primeiro ato de amor próprio.

Espero que gostem >.<


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