História Falso Fondant - Capítulo 6


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags ~ana_exo-l, Casamento De Mentirinha, Chanbaek
Visualizações 622
Palavras 6.400
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite galerinha, tudo beleza?

Obrigada a todos os favoritos <3.
Um super obrigada a ~DulceVeiga,que está betando FF com muito carinho.
Obrigada por todo amor a FF <3

Sem mais delongas...

Capítulo 6 - Capítulo 06


 

BaekHyun segurava com força seu celular e chaves com uma das mãos, e com a outra, a correia de Mongry, enquanto observava nervosamente a casa de ChanYeol. Sua primeira impressão fora de puro choque. Havia esperado um simples apartamento de solteiro, especialmente considerando as dificuldades financeiras que o Park parecia estar enfrentando. Mas, ao contrário, deparava-se com uma casa luxuosa, num dos melhores endereços de São Francisco. O Byun havia concordado em passar pela casa do maior primeiro, à caminho de seu apartamento, pois ChanYeol insistira que tinha que ir lá assim que chegassem à cidade.

Enquanto Mongry cheirava cada perna de cadeira e cada vaso de plantas, BaekHyun imaginava em que se envolvera. ChanYeol não hesitava em acusá-lo de trapaceiro, mas olhando para aquela casa magnífica, ele refletia quem estaria realmente trapaceando.

Uma escadaria curva dominava o hall, cujo piso era todo de madeira nobre. As portas em arco levavam a cômodos convidativos, com pé direito alto, janelas amplas e mais piso de madeira. Movéis de bom gosto e evidente qualidade complementavam a casa de estilo vitoriano, e pelo que BaekHyun podia perceber, nada do que havia ali custara pouco.

Porém, permaneceu numa das salas da frente, para onde ChanYeol o levara antes de desaparecer no interior da casa, dizendo-lhe para ficar à vontade. Calculou que a cozinha ficava nos fundos e que os quartos estavam no andar de cima, mas não quis investigar por conta própria, pois presumia que ChanYeol acabaria lhe mostrando toda a casa.

Pegou uma foto emoldurada de um homem mais velho e concluiu que deveria ser o pai de ChanYeol. Tinha os mesmo traços fortes, embora uma sombra de tristeza lhe suavizasse a expressão. Imaginou porque ChanYeol não exibia também uma foto da mãe.

Ouvindo os passos dele descendo as escadas, recolocou a foto no lugar e virou-se para a escadaria.

Mas, o que quer que fosse que esperava, não foi o que viu. ChanYeol estava parado no meio da escada… segurando um sorridente bebê nos braços. Era uma criança linda, toda vestida de cor de rosa, e lhe estendia os bracinhos enquanto sorria e balbuciava alegremente.

Surpreso, mas encantado, BaekHyun foi na direção dos dois.

- Ora, quem é esta coisinha linda? - perguntou, deixando o bebê segurar-lhe os dedos e sorrindo diante do encanto inocente. - É sua sobrinha?

ChanYeol, entretanto, não retribuiu o sorriso. Em vez disso, enrijeceu o corpo, parecendo ainda mais alto e poderoso.

- Esta é Emma - disse. - Minha filha.

- Sua…- BaekHyun olhou para o bebê, e depois novamente para o maior. ChanYeol tinha uma filha?

Os olhos da menina eram castanhos claros, quase mel, e grandes como os de ChanYeol, o rostinho era perfeito e rosado, e tinha os mesmos cabelos lisos e escuros do pai.

- Minha filha - o maior repetiu, num tom quase desafiador.

- Você é casado? - BaekHyun indagou, incrédulo. - Mas me garantiu que não era, por duas vezes! - Atirou a cabeça para trás, encarando-o, os olhos lançando faíscas. - Será que está planejando formar um harém, apenas para agradar Tao e Kris? Ou a senhora Park não terá nada a dizer, se você trouxer um marido para dentro de casa? Afinal, não sou um cachorrinho perdido que o seguiu até aqui.

Embora a voz de ChanYeol permanecesse calma, BaekHyun pôde perceber que ele fazia um grande esforço para manter o controle.

- Não sou casado - respondeu, olhando para Emma. - Não mais, pelo menos.

Horrorizado pela maneira como se apressara em tirar conclusões, BaekHyun cobriu a boca com a mão. Será que a mãe daquele lindo bebê havia morrido? Em sua pressa de pensar o pior dele, sequer considerara tal possibilidade. Não era de admirar que ChanYeol ficara tão irritado ao ver o seu nome em seus registros bancários. BaekHyun estendeu os braços, desolado.

- Sinto muito, ChanYeol… eu não sabia. Isto é, não podia adivinhar que você perdeu sua esposa… Ela devia ser muito jovem, não é? Nem sei o que dizer para…

- Não perdi minha esposa - o maior interrompeu, seco.

- Tenho certeza de que é assim que se sente, pois uma parte dela sempre viverá em Emma e…

- Eu não a perdi - ChanYeol repetiu. - Mas, felizmente, ela foi embora.

BaekHyun encarou-o, confuso.

_- Ela não está morta - ChanYeol esclareceu, afinal, pronunciando as palavras devagar, como se BaekHyun fosse surdo, ou maluco.

-Mas você acabou de dizer que…

- Não, você apenas presumiu. Não sou casado, mas tampouco sou viúvo.

A mente de BaekHyun debatia-se com perguntas, mas ele pressentia que não devia enunciá-las na frente da criança. O que acontecera com a esposa dele, e por que ela não ficara com a filha?

A menininha estendia os braços na direção de Mongry, e ChanYeol inclinou-se o bastante para que ela tocasse o dorso do cachorro. Quando tornou a se endireitar, ele falou para BaekHyun:

- Daqui a pouco conversaremos.

Observando-o, BaekHyun teve um relance da cozinha, quando ele atravessou uma porta de vai-e-vem, bem como de uma outra escada. O quarto do bebê devia estar localizado no topo desta escada, pensou.

Um bebê! Novamente, o choque o invadiu. Como ChanYeol pudera esconder algo tão importante? E onde estaria a mãe daquele bebê?

Virou-se para a janela da sala, olhando distraído para o tráfego de carros abaixo. O sol começava a se pôr, e as primeiras luzes acendiam-se por toda a cidade. Porém, tudo o que ele realmente via era a lembrança daquela noite em que estivera nos braços de ChanYeol, o mágico interlúdio que quase fizera esquecer de tudo. Se ChanYeol fora capaz de esconder, convenientemente, que tinha uma filha, sem dúvida seria muito fácil para ele fingir qualquer coisa. Aliás, a atuação convincente como seu marido provava esta teoria.

Sentiu o rosto arder com a simples recordação do que sentira quando ChanYeol o beijara. E, no final, sabia tão pouco a respeito dele. Uma filha! Como ele pudera deixar de mencionar algo tão importante?

Cruzou os braços, tentando conter o súbito tremor, e não percebeu que ChanYeol entrara na sala até que ele se aproximou.

- BaekHyun…

O menor virou-se, assustado.

- Ah… não ouvi você entrar.

- Perdido em pensamento?

Byun encarou-o, sério.

- E não tenho o direito de estar?

ChanYeol passou a mãos pelos cabelos.

- Não vi nenhum motivo para envolvê-lo em meus problemas pessoais. Íamos seguir caminhos diferentes…

- E, assim sendo, você se esqueceu de mencionar que tem uma filha.

- Já lhe disse que não achei necessário. Tenho certeza de que você não mencionou tudo a seu respeito - o maior retrucou, pensando na tentativa de fraude e nos negócios suspeitos que rondavam a loja dele.

- Não, só lhe escondi o fato de que sou um maníaco homicida. - BaekHyun pousou as mãos nos quadris, olhando-o. - Mas não esqueceria de mencionar uma criança!

- Sou muito protetor em relação a Emma - Park afirmou, simplesmente. Seu rosto estava impassível, e apenas um leve tremor na mandíbula revelou a sinceridade de suas palavras.

BaekHyun suspirou. Sem ter filhos, não saberia identificar ou avaliar tais sentimentos protetores, mas supunha que fossem intensos e profundos.

- Você tem custódia parcial da sua filha? - perguntou.

- Não. - Era evidente que ele não queria dar mais detalhes.

Entretanto, o menor precisava saber mais.

- Quer dizer que está criando esta bebê sozinho?

- Sim, desde que a mãe dela não estava interessada em cuidar de bebês.

- Foi o fato de ter Emma que acabou com seu casamento? - BaekHyun insistiu, falando com suavidade.

- Não foi nada assim tão simples. Danielle teve o que queria fora do casamento. E eu tenho o que quero.

- Ela não quis a custódia? - BaekHyun indagou, pensando em como era incomum que uma mãe desistisse de criar seu bebê.

ChanYeol arqueou a sobrancelha.

- Pode-se dizer que sim. - Encarou-o com firmeza. - Mas Emma é minha filha, de ninguém mais.

BaekHyun imaginou onde ficaria a mãe de Emma, nisso tudo, mas achou melhor não perguntar mais nada.

- Talvez seja assim, mas agora ela é meu problema, também - disse.

- Por que?

Exasperado, o menor ergueu as mãos e tornou a baixá-las.

- Porque, supostamente, você e eu somos casados, pelo menos para Tao e Kris. Não acha que eles acabarão sabendo que somos um trio, em vez de um par?

Um sorriso inesperado surgiu no rosto do maior.

- Você não gosta de crianças, BaekHyun?

- É claro que gosto. Você está distorcendo as minhas palavras.

- Então, qual é o problema?

- Acha mesmo que conseguiremos prosseguir com isso? Especialmente quando você não confiou em mim o bastante para me dizer que tem uma filha?

- Você armou toda uma trapaça, BaekHyun, e ainda vem me falar sobre confiança? Escute, eu cumpri minha parte neste fim de semana, e isto nada tinha a ver com minha filha. E o fato de criarmos uma fachada para Tao e Kris tampouco irá envolvê-la.

- Em primeiro lugar… eu não armei trapaça alguma. E, em segundo, não posso acreditar que você seja assim tão indiferente. Está agindo como se acabasse de me mostrar o cãozinho de estimação da família, que pode ser enxotado se latir alto demais. Uma criança é algo muito mais complicado.

-Emma é um bebê, não uma adolescente tagarela. E a sra. Buchanan cuida dela o tempo todo.

- Não estou preocupado com quem cuida dela - BaekHyun retrucou. - Um bebê vai muito além de fraldas e sopinhas.

- Sei disso melhor do que ninguém. Mas Emma é responsabilidade minha, e você não tem com que se preocupar. Nós só teremos que sair juntos com Tao e Kris algumas vezes. Qual é o problema?

As possibilidades o assaltavam em ondas, porém o menor escolheu a mais óbvia:

- Tao e Kris acreditam que nós casamos recentemente, que somos os recém casados da reunião. Não acha que irão reparar que Emma tem o que… nove, dez meses?

- Dez - ele confirmou.

- Então, como iremos explicar a presença dela, se nos casamos há pouco tempo?

- Ora, não estamos mais na era vitoriana, BaekHyun.

-Tudo bem, talvez não. Mas, neste caso, porque não contamos a todos que temos uma linda filhinha? Nenhuma pessoa, em seu juízo perfeito, irá acreditar nisso. E apesar de Tao ser um pouco “avoado”, jamais acreditaria que, se eu tivesse uma filhinha, não teria exibido fotos a todos os presentes na reunião.

- Você está criando problemas que não existem.

Byun cruzou os braços, exasperado.

- Pois acho que existe um problema, sim. Ou será que você está planejando mantê-la escondida?

- Ora, isso tudo é um absurdo. Você não precisa se preocupar com Emma. Preocupe-se apenas em fingir que somos casados. A não ser que queira desistir de tudo, agora mesmo.

BaekHyun afundou numa poltrona, exalando um suspiro de desânimo.

- Não sei mais o que eu quero fazer. Talvez você não acredite, mas, para mim, um fim de semana normal não inclui subterfúgios, nem um falso casamento, e tampouco ficar sabendo que além de um marido de mentira, tenho também uma filha.

- Você é quem sabe, BaekHyun. Só não vou ficar aqui discutindo o que fazer com minha filha. - Uma inesperada faísca de raiva surgiu nos olhos grandes, fazendo o menor engolir uma resposta.

ChanYeol encaminhou-se para o bar, servindo-se de uma dose de uísque. Encheu uma taça com vinho tinto, entregou  para BaekHyun, e sem nada dizer, ficou olhando pela janela, na mesma posição em que o Byun estivera momento antes. Sabia que seria demais esperar que BaekHyun aceitasse cegamente o fato de que ele tinha uma filha a quem considerava sua total responsabilidade.

Para um homem que nunca quisera filhos, havia sido assustador descobrir o quanto amava sua filhinha. E embora a mãe de Emma não desse a mínima sobre as consequências de seu abandono, ChanYeol se preocupava com isso, e muito.

E, agora, BaekHyun exigia respostas. Respostas que ele não estava preparado para dar.

Virando-se para olhá-lo, viu a expressão confusa e preocupada no rosto do Byun. Bem, pensou, não era culpa de BaekHyun que seu passado fosse tão complicado.

- Isto não é problema seu, BaekHyun - disse, em voz baixa. - Você pode dizer aos seus amigos que o casamento não deu certo… que decidimos nos separar.

O menor segurou a taça com mais força.

- Pode parecer estranho, mas não sei o que seria pior: admitir que meu casamento não deu certo, ou que não consegui encontrar um marido de verdade.

- Você fala como se vivesse numa outra época. Hoje em dia é comum as pessoas terem filhos sem estar casadas, ou se divorciarem. Não há nada do que se envergonhar.

BaekHyun ergueu os olhos para ele.

- Meus amigos sabem que eu jurei que, quando me casasse, seria para sempre. Bastaria um instante para adivinharem que eu jamais sairia de um casamento sem antes fazer de tudo para que desse certo.

ChanYeol não pôde evitar um tom cético na voz:

- Todo mundo teve fantasias infantis sobre sonhos que se tornam realidade, BaekHyun. Contos de fadas não existem.

- Sinceramente, espero que você não crie sua filha com toda esta amargura - o menor afirmou.

ChanYeol pestanejou.

- Não planejei expor as verdades do casamento para Emma antes que ela atinja a idade de, pelo menos, dois anos.

- Tudo bem, pode brincar. Mas as pessoas precisam de sonhos. Só porque os seus não se concretizaram, não significa que você pode roubar os de sua filha.

O maior quase engasgou com o uísque.

- Não acho que isto seja de sua conta, mas não estou “roubando” nada de minha filha. Pelo contrário, ela sempre terá o melhor.

- Em bens materiais? Isto é realmente admirável, suponho. Mas ela precisa de mais do que isso.

Exasperado, ChanYeol imaginou o que teria provocado em BaekHyun a transformação de um garoto sexy em pai zeloso.

- Ela terá mais - afirmou, impaciente. - É por isso que preciso do investimento de Kris Wu: para o futuro de Emma.

Deliberadamente, ChanYeol omitiu os detalhes dolorosos de quão importante aquele investimento era de fato. Havia muito mais em jogo do que apenas dinheiro. Relançou os olhos na direção da escada que levava ao quarto do bebê. Muito mais, pensou.

- Podemos fazer uma tentativa - BaekHyun concedeu, finalmente. - Ainda me restam algumas migalhas de dignidade para contribuir com a causa.

ChanYeol exalou um suspiro de alívio. A participação de Kris em seus negócios era a certeza do sucesso que ele tanto precisava. E, em silêncio, agradeceu por BaekHyun não ter-lhe virado as costas naquele momento crucial.

- Já é tarde, BaekHyun - disse, então. - Sua mala está no carro. Por que não fica aqui esta noite?

O menor ergueu o queixo, numa postura de desafio.

- Já estou um pouco crescido demais para “festas de pijama”, e não vejo motivo para dormir aqui. Vamos prosseguir com a farsa do nosso casamento, mas é só isso . Não espere nenhum… benefício adicional neste acordo. Tenho minha própria casa e não preciso… nem quero, outra.

Quaisquer expectativas que ChanYeol ainda tivesse, dissolveram-se sob o olhar fulminante do Byun. Não pôde deixar de admirar toda aquela firmeza, embora, ao mesmo tempo, desejasse destruir a fortaleza onde ele se refugiava. Com um sorriso enigmático, ChanYeol tocou a borda do seu copo contra o copo dele, num brinde silencioso. Mal podia esperar pelo próximo round daquele embate.

_______

BaekHyun estava parado num canto de sua loja examinando a encomenda que acabara de ser entregue, mas sem conseguir realmente se concentrar no que fazia. Seus pensamentos estavam perdidos no conflito de emoções que um certo homem lhe provocava.

Lay, seu assistente e secretário, continuava esvaziando as caixas, e fazendo uma pausa, indagou:

- Então, quando é que vai me contar tudo?

Tomado de surpresa, BaekHyun encarou-o.

- O que?

Lay retribuiu o olhar, paciente.

- Sobre a reunião. Aquela que o deixou obcecado durante semanas, lembra-se?

- Ah, isso…

Lay girou os olhos para o alto.

- É, isso. O que aconteceu? Você estava quase subindo pelas paredes, e agora, mal consegue se lembrar de uns poucos detalhes?

BaekHyun abaixou-se e começou a procurar alguma coisa dentro da caixa.

- Acho que deixei a nota de recebimento aqui dentro…- murmurou.

Lay pegou o recibo, que estava num caderno ao lado de BaekHyun, e entregou-lhe.

- Aqui está - disse. - Mas não pense que esta tática de mudar de assunto vai funcionar desta vez. Sei o quanto você é distraído, mas creio que pode se lembrar de que esteve numa reunião de ex alunos neste fim de semana.

BaekHyun suspirou e pegou o caderno.

- Lembro-me bem demais, até.

Os olhos pequenos e castanho escuros do chinês iluminaram-se de excitação.

- Você conheceu alguém! Eu sabia! Estas reuniões são ótimas para se conhecer gente nova. Ou será que reatou um romance da adolescência? Ah, isso é ainda melhor…!

- Ei, espere um pouco! Não fique tão agitado.

- Mas você disse…

- Disse apenas que me lembro bem demais da reunião.

BaekHyun tornou a suspirar, decidindo que talvez devesse confessar tudo ao seu secretário e amigo. Afinal, Lay teria que estar informado dos acontecimentos, para o caso de Tao ligar. Uma única palavra errada seria capaz de estragar todos os planos.

Enquanto fazia um relato do fim de semana, e de suas consequências, percebeu que Lay já formava uma versão romântica dos eventos, o que era bem típico de sua personalidade.

- Ah, mas isso é maravilhoso… - o chinês ofegou.

- Como pode dizer uma coisa desta? Menti para meus amigos o fim de semana inteiro… E agora, tenho que fingir estar casado, para que Tao e o marido não descubram que fui incapaz de arranjar um marido antes da reunião. Como isso tudo pode ser considerado “maravilhoso”?

Lay fez um gesto com a mão, afastando casualmente todas aquelas preocupações.

- O importante é que você encontrou alguém que o interessa. E não venha me dizer que ele também não está interessado em você.

BaekHyun sentiu um fluxo de calor subindo-lhe ao rosto, recordando os momentos em que estivera nos braços de ChanYeol .

_ Eu sabia! - Lay exclamou, observando a mudança de expressão de BaekHyun. - E, agora, você tem uma ótima oportunidade de ver se o relacionamento entre vocês pode dar certo.

- Não existe relacionamento algum.

- Bem… é isto que este casamento de mentira irá determinar.

- Por que pensa assim?

Lay suspirou, exasperado.

- Pelo amor de Deus BaekHyun, será que está tentando bancar o “difícil”? Agora você tem a chance de compartilhar um lar com alguém, ter um relacionamento, e ver se pode dar certo.

- Mas será apenas para manter as aparências.

- Talvez no início. Mas, depois...

- Você não tem jeito, Lay! - BaekHyun endireitou o corpo, e quando voltou a falar, foi num tom mais baixo. - ChanYeol estava pronto para partir, ao final da reunião. Enquanto eu pensava no futuro, e se este futuro incluiria um “nós”, ele pensava apenas no meu nome nos registros bancários dele. Como pode ver, não existe uma sincronia de mentes e corações, aqui.

- Talvez sim, talvez não. Você sabe que as pessoas raramente dizem o que estão pensando, principalmente se houver uma possibilidade mínima de sair machucado da situação.

BaekHyun tirou a franja dos olhos.

- Espero que você tenha razão. A única coisa que ChanYeol disse, até agora, é que acredita que estou envolvido em alguma trapaça com o banco… Portanto, é óbvio que não confia em mim.

- Ah… mas isto acrescenta uma pontinha de mistério - Lay retrucou. Sem jamais desistir de romancear tudo, ele era capaz de encontrar um lado positivo até nas situações mais desastrosas. - Além do mais, depois que passar algum tempo com você, acabará conhecendo-o de verdade.

Baekhyun esboçou um sorrisinho desanimado.

- E você acha que isso é bom?

- Passe algum tempo sozinho com ele e logo vocês só terão olhos um para o outro.

- Você está esquecendo a filha dele - Byun lembrou.

- E daí? Qual é o problema?

- Tenho receio de me apegar demais a ela - BaekHyun respondeu. - Você sabe o quanto adoro crianças.

Lay franziu a testa, pensativo.

- Acho que você pode lidar com isso. Na minha opinião, seu problema maior será com o senhor Park.

- E fingir na frente de Tao e Kris - BaekHyun completou. - Conheço Tao e sei que ele é incansável.

O chinês encolheu os ombros.

- Pois me parece que você já os enganou direitinho. Além disso, tenho certeza de que eles não vão esperar que vocês, como recém casados, tenham uma rotina estabelecida. Especialmente com um bebê.

BaekHyun encarou o amigo.

- Se eu não o conhecesse tão bem, diria que ChanYeol o conquistou.

Lay sorriu.

- Pois, eu digo que ele já conquistou você.

Distraído, BaekHyun pegou uma antiga lamparina de dentro da caixa, examinando a base de cristal.

- Ele não é o tipo de homem com quem eu desejaria passar o resto da vida, Lay. Ele é muito…

- Másculo? - o chinês sugeriu.

Sim, ChanYeol era, sem dúvida.

- Você sabe qual é o meu tipo de homem. Sensível, dedicado…

- Um bobalhão, em outras palavras - Lay completou, com escárnio.

- Zhang Yixing!

- Você precisa de um plano, Baek. - disse o chinês, ignorando completamente o grito do coreano.

- Um plano?

- É claro. Não pode deixar escapar alguém como ele.

- Lay, você nem sequer o conhece. Como pode estar tão certo de que ele é assim perfeito?

Além disso, não acho que o fato de “deixá-lo escapar” seja realmente um problema.

- Você não o teria levado à reunião se não soubesse que ele iria impressionar seus amigos.

- É verdade. - BaekHyun concordou.

- Então, quando irei conhecê-lo?

BaekHyun tentou pensar numa desculpa.

- Bem, não sei se…

- Nós temos um jantar marcado para esta semana. Por que não incluímos o “Sr. Maravilha”?

BaekHyun suspirou.

- Estou vendo que você já tem a mente aberta em relação a ele - disse, com uma pontinha de ironia.

- Não é a “mente” aberta que interessa, BaekHyun, mas sim o “”coração””.

Porém, BaekHyun pressentia que já abrira demais seu coração. O que deveria ter sido um simples fim de semana, abalara todos os seus sentimentos e perspectivas.

- Você é um romântico incorrigível, Lay.

O outro sorriu.

- Olhem só quem está falando: o homem que tem um casamento de conveniência com o “Sr. Maravilha”!

__________

O “Sr. Maravilha” não pôde ser encontrado quando BaekHyun foi visitá-lo, dias mais tarde, a fim de discutir os detalhes do acordo. A expressão de expectativa da sra. Buchanan, quando o fez entrar, transformou-se rapidamente em desapontamento, ao verificar que BaekHyun estava sozinho. Bem, não realmente sozinho, pois Mongry o acompanhava.

- Estava esperando outra pessoa, sra. Buchanan? - BaekHyun perguntou.

- Pensei que fosse o senhor Park - a babá respondeu, lançando um olhar desaprovador na direção do cãozinho. Porém, a expressão preocupada logo retornou.

Pressentindo um problema, BaekHyun olhou-a com atenção.

- Aconteceu alguma coisa?

- Nada muito grave, mas minha irmã não está passando bem - disse a sra. Buchanan.

- E a senhora está ansiosa em vê-la.

- Sim… mas acho que o senhor Park não deve demorar.

- Gostaria de ir embora agora, sra. Buchanan?

- Estou muito preocupada com minha irmã, mas creio que posso esperar até que o senhor Park chegue em casa.

BaekHyun não sabia quais eram as regras impostas por ChanYeol, em relação ao horário de trabalho da babá, mas imaginou que não faria mal algum oferecer sua ajuda.

- Ficarei aqui até que ele chegue - disse. - Creio que não haverá problema, se a senhora precisa sair.

- Mas quem vai tomar conta de Emma?

BaekHyun sorriu.

- Ora, eu posso ficar com ela.

A sra Buchanan examinou-o, cética. De repente, BaekHyun percebeu que, para a babá, ele era apenas o mais recente namorado de ChanYeol, alguém a quem não se confiaria um bebê. Isto o fez pensar se ChanYeol costumava levar outras “namorados” para casa.

- Não se preocupe - insistiu, sorrindo, diante do silêncio da babá. - Nós ficaremos bem.

- Não sei se o senhor Park irá aprovar…

- Creio que ele irá compreender que a senhora tem vida própria, sra. Buchanan.

- Se minha irmã não estivesse doente…

- Pode ir tranquila. Emma e eu ficaremos bem.

- Calculo que, se o senhor Park não confiasse em você, não o teria trazido para conhecer a filha.

BaekHyun forçou um sorriso, sentindo como se sua vida amorosa estivesse sendo examinada por uma tia solteirona.

A sra. Buchanan torceu o lencinho entre as mãos.

- Se você tem certeza de que pode ficar…

- O senhor Park não deve demorar  - BaekHyun insistiu, tentando tranquilizá-la. - Não ficarei sozinho com o bebê por muito tempo.

 Isto pareceu convencê-la.

- Emma vai acordar daqui a pouco, com fome.

- Estou certo de que serei capaz de encontrar o que preciso na cozinha.

- Bem…

- Imagino que sua irmã ficará contente em vê-la.

Fortalecida por aquelas palavras, a senhora Buchanan foi pegar a bolsa, e minutos depois, saiu pela porta.

BaekHyun ficou algum tempo na sala, folheando uma revista, mas mesmo sabendo que poderia ouvir o choro de Emma pelos intercomunicadores localizados em todos os cantos da casa, não resistiu a tentação de checá-la pessoalmente.

Entrando no quarto do bebê, por onde passara apenas de relance dias antes, foi atingido por uma sensação de paz e contentamento. Achava que Emma estivesse dormindo, e por isso, ficou surpreso ao vê-la sentada calmamente no berço, brincando com um pequeno livro de pano. Quando avistou BaekHyun, um sorriso luminoso e banguela surgiu no rostinho rosado.

- Então você está acordada - BaekHyun falou, com suavidade, aproximando-se do berço. - O que é que você tem aí?

Emma estendeu os bracinhos, esperando ser pega no colo. Incapaz de resistir, BaekHyun tirou-a do berço, e no mesmo instante, a menina segurou uma mecha da sua franja.

- Você gosta disso, não é? - BaekHyun perguntou, andando através do quarto. - Mas será que não devia estar dormindo?

Emma balbuciou, em resposta.

Pegando o livrinho de pano no berço, BaekHyun acomodou-se na cadeira de balanço, a fim de “ler” para Emma. A menina recostou a cabecinha em seu ombro, e ao sentir o suave perfume do bebê, BaekHyun foi invadido por uma inesperada sensação, que reconheceu como sendo um instinto paterno adormecido.

Era uma sensação normal, disse a si mesmo, abrindo o livro e mostrando o desenho de um cachorrinho sorridente. Emma apontou para a figura, dando um gritinho de alegria.

- Cachorrinho - BaekHyun confirmou.

- Au au - a bebê balbuciou.

- Isso mesmo!

Emma tornou a apontar para o livro, e entendendo a mensagem, BaekHyun virou a página. Um vistoso caminhão de bombeiros chamou imediatamente a atenção da menina, que balançou as mãozinhas, excitada.

- Você gosta disso também, não é?

BaekHyun continuou virando as páginas até o final do livrinho, e obedecendo à insistência de Emma, voltou ao início mais uma vez. Porém, em pouco tempo, reparou  que as pálpebras da menina estavam quase se fechando, os longos cílios flutuando sobre o rosto rosado. Pensou em levá-la de volta para o berço, mas Emma aconchegou-se mais em seu colo, respirando suave e pausadamente. Incapaz de se mover, BaekHyun permaneceu sentado, balançando a cadeira devagar.

Passou os dedos pelos cabelos escuros e sedosos da bebê, tomado por uma emoção desconhecida. Imaginou o que teria levado a mãe daquela menininha tão linda a abandoná-la. Apenas um abajur iluminava o quarto, envolto numa atmosfera de paz e aconchego.

E foi assim que ChanYeol os encontrou, quando entrou no quarto. Exausto pelo longo dia de trabalho, ficou alarmado por não ver o carro da senhora Buchanan na frente da casa.

Aterrorizado pela ideia de que algo poderia ter acontecido com Emma, subira as escadas correndo, parando na porta do quarto ao avistar BaekHyun ninando sua filha.

O menor parecia perfeitamente à vontade e natural, enquanto acariciava a cabeça da bebê, murmurando uma canção de ninar.

Um sorriso amargurado contraiu-lhe os lábios. Danielle conseguira a façanha de imunizá-lo para sempre contra qualquer ideia de casamento e outros filhos, pensou. Desde que sua própria mãe o abandonara, ChanYeol sabia que não existiam finais felizes.

BaekHyun ergueu os olhos naquele instante, e ChanYeol percebeu um relance de contentamento perpassar o rosto dele, ao vê-lo. Algo dentro de si correspondeu àquela alegria, mas sabendo o quanto isto era perigoso, deu um tom propositalmente ríspido à voz, quando perguntou:

- O que aconteceu com a sra. Buchanan?

BaekHyun levou o dedo aos lábios, pedindo silêncio, e respondeu num sussurro:

- A irmã dela ficou doente, e como já havia passado da hora dela ir embora, eu me ofereci para ficar com Emma.

- Eu pago para que ela fique aqui o tempo que for necessário - ele retrucou, também sussurrando, embora ainda brusco.

- Não tive intenção de quebrar as regras da casa, mas eu já estava aqui… Achei que não faria mal algum em permitir que ela fosse visitar a irmã.

Aquelas palavras fizeram-no sentir-se pequeno de repente.

_ É claro que não. Mas tampouco quero que ela se aproveite da sua presença para sair quando bem quiser.

BaekHyun olhou para a bebê adormecida em seus braços.

- É impossível pensar numa coisa destas, quando a tarefa é cuidar de uma coisinha tão linda - disse.

ChanYeol sentiu uma fisgada no peito, mas tratou de afastá-la bem depressa.

- Pode deixar Emma no berço, agora. - disse.

- É, acho que sim - BaekHyun concordou, relutante.

- Não me diga que você estava planejando passar a noite cuidando de um bebê.

- Não - o menor respondeu, com suavidade. - Mas, às vezes, os planos mudam inesperadamente. E para melhor. - Com um suspiro, levantou-se devagar.

ChanYeol estendeu os braços, e com todo cuidado, BaekHyun passou a bebê para ele.

- Durma bem, anjinho - murmurou.

ChanYeol observou-o encaminhar-se para a porta, e então ele parou.

- Imagino que você queira passar algum tempo com sua filha - disse. - Vou esperá-lo na cozinha e aproveito para fazer um café.

ChanYeol aconchegou a bebê nos braços, satisfeito ao ver que BaekHyun fora sensível o bastante para perceber que ele gostaria de ficar um pouco com a menina. A única coisa que o incomodava de trabalhar até tarde era o fato de não poder passar muito tempo com Emma. Porém, para o bem dela, tinha mesmo que trabalhar, o máximo que pudesse. Havia muita coisa em jogo.

Ao invés de deitá-la no berço, ChanYeol sentou na cadeira de balanço que BaekHyun ocupara antes. A cada vez que olhava para o rostinho angelical de sua filha, refletia em como Danielle tivera coragem de abandoná-la, de sair sem sequer olhar para trás. Entretanto, era o que ela havia planejado, desde o início. Sabendo que ele jamais pensara em se casar, Danielle se aproveitara daquele seu ponto franco. Pois, tendo sido abandonado pela mãe, ChanYeol não seria capaz de abandonar sua filha… mesmo se ela tivesse sido fruto de um planejamento muito bem elaborado.

E, no que se referia à Emma, o abandono de Danielle era seu único arrependimento. ChanYeol pretendia fornecer amor e apoio suficiente, para que a menina jamais sentisse falta da mãe. Assim, continuou ninando-a, murmurando palavras carinhosas, enquanto a menina dormia.

Quase uma hora depois, BaekHyun espiou pela fresta da porta, a fim de verificar se tudo estava bem. O café ficara pronto há muito tempo, e ele já começava a imaginar o que estaria prendendo ChanYeol no quarto, a não ser que a bebê tivesse acordado. Ficou surpreso ao vê-lo na cadeira, com Emma no colo. Ver um homem arrogante e poderoso comportar-se de maneira tão terna fez com que lágrimas lhe viessem aos olhos.

Afastando-se da porta, BaekHyun tornou a descer as escadas. Foi para a sala de estar, onde tirou os sapatos e enroscou-se no sofá, esquecendo o café que deixara na cozinha. Perdido em pensamentos, não saberia dizer quanto tempo se passou, até que ouviu ChanYeol entrar na sala.

- Pensei que você já tivesse desistido de esperar - o maior disse, num tom tom cansado.

- Não. Precisamos conversar sobre… nosso acordo. - BaekHyun enviou-lhe um sorriso distraído. - Fiz um pouco de café. - Só quando olhou na mesa de centro deu-se conta de que deixara a garrafa térmica na cozinha.

ChanYeol não fez nenhum comentário sobre a distração do Byun.

- Que tal uma taça de vinho, em vez de café? - sugeriu.

BaekHyun assentiu, concordando, e ChanYeol pegou uma garrafa no bar, abrindo-a em seguida.

Serviu duas taças e entregou-lhe uma delas. Passou a mão pela nuca, e BaekHyun pôde ver as linhas de cansaço em seu rosto.

- Você jantou? - o menor indagou, só então a ideia lhe ocorrendo.

- Que eu me lembre, não.

BaekHyun levantou-se no instante em que o maior se aproximou do sofá.

- Vou lhe preparar alguma coisa - disse. - Só levará um minuto.

ChanYeol segurou-lhe a mão, quando o menor fez menção de sair.

- Você não precisa cozinhar para mim, BaekHyun.

- Jamais faço nada que eu não queira fazer - o menor afirmou. Retirou a mão que o Park segurava e foi para a cozinha.

Não demorou muito para preparar um belo sanduíche para ChanYeol e outro, menor, para si mesmo. Encontrou salada fresca na geladeira, e reparando no que havia estocado, concluiu que ChanYeol não tinha o hábito de comer em casa. A não ser pelos ingredientes para sanduíches, tudo o mais era para a bebê. ChanYeol podia ter uma linda casa e uma filha adorável, mas não existia ali sensação de aconchego, de lar.

Afastando tais pensamentos, colocou os sanduíches em dois pratos e levou-os para a sala.

Os olhos do Park iluminaram-se com a visão da comida.

- Não vou repetir que você não precisava ter tanto trabalho mas, de qualquer forma, agradeço muito.

BaekHyun sentou no sofá e, por alguns instantes, ambos comeram em silêncio. Depois, satisfeito  com metade de seu sanduíche, o menor deixou o prato na mesa de centro.

ChanYeol falou, entre duas mordidas:

- Isso aqui está ótimo, BaekHyun. Acho que nem eu mesmo percebi o quanto estava faminto.

O menor olhou-o, mais uma vez reparando no cansaço evidente em seu semblante. 

- Meu secretário e amigo Lay, quer conhecê-lo - disse.

ChanYeol arregalou os olhos, surpreso, enquanto colocava o prato vazio junto ao do menor.

-Por que? - indagou.

BaekHyun encolheu os ombros, exasperado.

ChanYeol passou a mão pelo rosto cansado.

-Já sei - disse. - Você teve que contar a ele sobre nosso “casamento” repentino, é claro. O que foi que lhe disse?

-Que o convidaremos para jantar, numa noite destas.

-Kris Wu me ligou, hoje.

BaekHyun endireitou-se no sofá.

-E…?

-E ainda está interessado. Muito interessado. Enviei-lhe um email, com todos os detalhes do negócio. Disse também que ele e Tao estarão se mudando definitivamente neste fim de semana.

-É por isso que estou aqui - BaekHyun falou . - Para conversarmos sobre Tao e Kris.

ChanYeol estendeu a mão e tocou-lhe os cabelos.

_ E eu que pensei que fosse pelo meu charme irresistível.

BaekHyun enviou-lhe um sorriso cauteloso.

-É possível - disse. - Mas não fique muito convencido. Preciso saber quando iremos iniciar nossa “atuação”.

-Pelo menos sou uma parte do motivo. - O maior brincou, mexendo nos cabelos da nuca do Byun, enquanto a outra mão, acariciava-lhe o rosto.

A respiração de BaekHyun acelerou-se. E ele não estava preparado para a súbita onda de desejo que o atingiu. Havia pensado naquela conversa com ChanYeol durante todo o dia: queria saber notícias sobre Tao e Kris, e depois voltar para seu próprio apartamento. E planejava fazer o mesmo até que os Wu se mudassem definitivamente para São Francisco, e sem outra alternativa, ele tivesse que ir para a casa de ChanYeol. Decidira lidar com toda a situação da maneira mais fria e profissional possível, pois não havia necessidade de confundir ainda mais seus sentimentos com a farsa que teriam que representar. Porém, apesar de todas estas boas intenções, seus sentimentos pareciam ter vida própria… e estavam fora de controle.

Quando ChanYeol passou o dedo pelos seus lábios, o menor ofegou baixinho. E, então Park o beijou, devagar no início e depois aprofundando-se, invadindo-lhe a boca com a língua ávida e quente, fazendo-o perder a noção de todas as suas resoluções.

As mãos grandes de ChanYeol deslizaram pelo corpo menor, tocando-lhe os quadris, as coxas. Numa voz rouca de desejo, o maior sussurrou em seu ouvido:

-Fique aqui esta noite, Baek.

Com os olhos fechados, BaekHyun quase permitiu que suas resoluções se dissipassem completamente, mas naquele instante, ouviu o choro abafado da bebê. Afastando-se do corpo grande, com os olhos repletos de dor, BaekHyun balançou a cabeça.

-Não, ChanYeol. É melhor, para nós dois, que eu não fique.

Com uma expressão dolorida, o maior relançou os olhos na direção da escada, e depois, novamente para o Byun.

-Não irei forçá-lo a nada - disse. - Posso dormir no quarto da bebê. Fique BaekHyun. Precisamos conversar.

BaekHyun levantou-se, afastando-se dele.

-Emma precisa de você. - Ofereceu-lhe um sorriso incerto. - E eu preciso ir para casa.

Com um movimento rápido para um homem tão grande, ChanYeol também se levantou, e prendeu-o entre os braços.

-Emma provavelmente teve um pesadelo. Vou dar uma espiada e volto… - Mas o choro da bebê aumentou ainda mais, contradizendo as palavras dele.

BaekHyun desvencilhou-se, com delicadeza.

-Tao e Kris só estarão aqui no fim de semana. É melhor esperarmos até lá.

Lançando-lhe um último olhar, ChanYeol encaminhou-se para a escada, enquanto o choro do bebê se transformava em verdadeiros gritos. Apoiando-se no corrimão, virou-se para o menor.

-Gostaria que a sra. Buchanan não tivesse ido embora. E se Emma estiver doente?

BaekHyun viu seus planos, tão bem elaborados, desabarem como um castelo de areia.

Desde que fora ele quem despachara a babá, se a bebê estivesse doente, sua consciência não ficaria tranquila. Não tinha outra opção, a não ser ficar.

 


Notas Finais


And this is it pessoal...
Finalmente a personagem principal dessa fic apareceu, na primeira vez a Emma roubou o coração de todos, será que isso vai acontecer de novo?
Eu não vou escrever muito aqui hoje, não estou me sentindo muito bem, estou com tanta azia que está me dando dor de estomago, sinto muito pessoal, mas vou ficar por aqui hoje. Amo todos vcs.

XoXo


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