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História Famiglia - Capítulo 4


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Notas do Autor


Tenham uma ótima leitura meus amores. :)

Capítulo 4 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Famiglia - Capítulo 4 - Capítulo 3

Famiglia

Por

Saky-cerejeira



 — Ino, realmente não é uma boa ideia — eu tentei argumentar pela milésima vez, enquanto ela passava seu batom vermelho paixão em mim.

— É uma ótima ideia, Temari e eu fazemos isso o tempo todo.

— Não, nós não fazemos. Apenas uma vez pra nunca mais — Temari protestou, tão preocupada quanto eu.

Ino jogou as mãos em desdém.

— Não importa. É sua primeira e última noite de solteira, por favor — implorou, fazendo biquinho e juntando as mãos. Levantei uma sobrancelha, irredutível. Vendo que eu não mudaria de ideia, ela olhou para nossa irmã. — Temari, não seja uma chata!

— Ino, eu tive vinte anos repletos de noites de solteira, essa não é mais importante que as outras.

— Sim, noites de solteira lendo livros e comendo loucamente — Revirou os olhos.

— Livros de caras gostosos — resmunguei.

— Você alguma vez se mastur... — Tapei a boca dela antes que pudesse terminar a frase.

— Tudo bem, mas nós vamos com os soldados. Vamos a um lugar da Famiglia, e vamos voltar antes da meia-noite. — Temari arregalou os olhos pelas minhas palavras e começou a protestar quando levantei uma mão, interrompendo-a, e encarei Ino. Sua insistência seria insuportável até que eu concordasse, então, decidi que poderíamos apenas ir até uma cafeteria, tomar algo, voltaríamos para casa e tudo ficaria bem. 

— Entendeu? Só um passeio tranquilo com minhas irmãs para me distrair antes do meu casamento.

Ino abriu um sorriso inocente, que parecia ainda mais perverso, e assentiu.

— Apenas um passeio inocente.

Concordei e me virei pra Temari, sorrindo.

— Ela vai seguir as regras. — Minha irmã levantou uma sobrancelha, duvidosa.

— Não estou de acordo com isso, mas vou para garantir que ela não meta vocês em confusão.

Arrumamo-nos e saímos de casa silenciosamente. Nosso pai e irmãos estavam fora, provavelmente resolvendo negócios da Famíglia, portanto, estávamos sozinhas, apenas com soldados ao redor da propriedade.

Assim que conseguimos colocar os pés para fora de casa, havia um táxi nos esperando. Olhei para Temari, que tinha a testa franzida, e parei.

— Ino, por que estamos indo de táxi e não num carro da Famiglia?

— Irmã, pare de ser tão cismada. — Sorriu. — Os soldados foram na frente, já estão lá nos esperando. — Olhei-a desconfiada, mas ela apenas revirou os olhos e nos puxou para dentro do carro.

Quinze minutos depois, estávamos paradas em frente a Bobadilla, uma das baladas mais famosas da Itália. Eu já estava tremendo, enquanto Temari tentava me acalmar, e Ino sorria vitoriosamente por sua façanha.

— Você é absurdamente irresponsável. Até onde pensou que seu magnífico plano iria? — Temari gritou, irritada. — Você não seguiu nenhuma das regras que Sakura estabeleceu, e eram coisas simples.

Ino revirou os olhos.

— Por Dio, irmã, nós já estamos aqui. Papa está em algum clube da Famiglia com os Uchihas e nossos irmãos. Você sinceramente acha que Sasuke, sendo Sasuke, não iria comemorar a última noite de solteiro dele? Bom, não é efetivamente a última como solteiro, mas de qualquer forma...

— Cale a boca! Você não está ajudando em nada!

Enquanto elas discutiam, minha mente viajou para o que minha irmã falou. Eu nem sequer tinha pensado sobre o que Sasuke estaria fazendo hoje.

Depois que ele me ligou, nós não nos falamos mais. Eu vi Itachi lá em casa uma ou duas vezes, entrando no escritório, e ele sempre me dava um pequeno sorriso ou um aceno. Obito não apareceu depois da visita de Sasuke, e eu estava feliz por isso, pois ele era irritante.

Mas pensar que hoje, horas antes do casamento, ele poderia estar com alguém, fez com que uma raiva fora do normal me acometesse, não por ciúme ou algo do tipo, mas pela falta de respeito. Aquela foi a primeira vez em algum tempo que me senti injustiçada. Eu teria ficado em casa, pedindo a todos os santos, até mesmo a espíritos, que me dessem coragem para subir no altar no dia seguinte, mas ele, não. Ele estaria simplesmente curtindo a noite, talvez nem mesmo se lembrando da minha existência.

Decidida, olhei para minhas irmãs, que ainda discutiam, e falei firmemente.

— Vamos entrar.

Ino sorriu e deu pulinhos de felicidade, enquanto Temari esbugalhou os olhos e me chacoalhou.

— Você está louca? Qualquer pessoa neste lugar poderia conhecer Sasuke, você estaria ferrada.

— Ino está certa — eu disse suavemente — Sasuke está, provavelmente, tendo sua festa particular agora, por que eu não posso?

Ino jogou o punho no ar e gritou.

— Isso, garota!!

Temari grunhiu em revolta.

— Você percebe que seu discurso não fez sentido algum a partir do momento em que afirmou que Ino está certa?

Ino parou de pular e colocou as mãos na cintura, fazendo seu pequeno vestido subir um pouco mais.

— Ei, a garota sabe o que é bom! Não aja como uma vadia só porque ela não quer ficar em casa fazendo crochê com você.

Eu deixei uma risadinha escapar e abracei minha irmã.

— Por favor, é realmente a primeira e a última noite da minha vida. Eu nunca fiz nada assim. O que poderia dar errado?

Ino piscou para mim, e nós esperamos pacientemente enquanto Temari nos encarava. Segundos depois, ela assentiu. Entrelaçamos nossos braços e fomos andando até a entrada da boate.

— Eu estou fazendo isso por você, mas vamos embora cedo e caminhando com nossos próprios pés — Temari resmungou, ainda andando.

— Absolutamente, sim, irmã! — Ink exclamou, feliz.

Não havia nada para dar errado. Nós tínhamos total controle.


Entrar naquele lugar não tinha sido difícil. Assim que entregamos nossas identidades o segurança arregalou os olhos e nos deixou passar.

— Pelo menos pra isso a influência da Famiglia serviu — Ino resmungou, ficando na ponta dos pés olhando ao redor.

— O que você está procurando? Viu alguém? — Escondi-me atrás dela, olhando por cima de seu ombro.

— Ué, pra onde foi toda a coragem de dois minutos atrás? — Temari questionou, sarcástica.

— Está começando a ir embora a cada segundo aqui dentro — aumentei o tom de voz para que me escutassem. — Jesus, Ino! Quem aguenta todo esse barulho?

— Achei! — ela gritou, correndo.

Temari me olhou e logo estávamos correndo atrás dela.

Eu tinha total certeza de que parecíamos ridículas, mais ainda quando minhas irmãs se sentaram nos banquinhos de uma mesa no canto, e eu tropecei no degrau, só não caindo porque me segurei na mesa. A essa altura, Temari já estava rindo como se não houvesse amanhã. E Ino ocupava-se flertando com o garçom.

Segundos depois ela se virou para nós dispensando o cara.

— Você não podia perdoar nem o garçom? — Ela franziu a testa e bufou.

— Eu só queria uma mesa na área VIP.

— Você já ouviu falar em pagar por isso?

— Ele disse que está reservada; uma grande festa ou alguma merda assim. — Meu coração disparou, e eu fiquei de pé num pulo.

— Você acha...

— Não. Senta sua bunda aí antes que eu te amarre. Dio, ele tem muitos clubes para fazer o que quiser, nós teríamos que ser muito azaradas.

— Ou irresponsáveis — Temari resmungou, fazendo sua gêmea lhe lançar um olhar de tédio. Neste momento, o mesmo garçom se aproximou com uma bandeja. Temari automaticamente começou a balançar a cabeça para minha irmã.

— Relaxa, é como suco de limão! — Temari lhe deu um tapa no braço.

— Eu disse que voltaríamos caminhando com nossos próprios pés.

— Sim, irmã, e apenas para referência futura, uma bebidinha não vai nos fazer voar.

Num surto, antes que Temari pudesse dizer qualquer outra coisa, eu peguei o pequeno copo com a bebida, que tinha um forte cheiro de limão e álcool, e virei em vários goles. O líquido azedo arranhava minha garganta. Eu tinha bebido metade quando afastei o copo, tossindo e gargalhando logo depois. Ao sentir minha pele arrepiar, sorri para minhas irmãs. Já que já estava lá mesmo, podia aproveitar.

— Vamos dançar.

E assim se passaram os próximos vinte minutos.

Eu nunca tinha dançado em toda a minha vida, mas olhei as pessoas ao redor e rapidamente aprendi o que fazer. Queria apenas me divertir.

Já sem ar, puxei Ino para perto e gritei.

— Eu vou beber uma água.

Ela jogou a cabeça para trás, rindo. Seus olhos verdes brilhavam olhando para os meus, dando a perceber que tinha tomado algumas a mais.

— Você não vem pra balada beber água, irmã. Eu vou pegar algo pra você; algo doce e fraco, porque não quero que você tenha uma ressaca de manhã.

Eu assenti e fechei os olhos assim que ela se afastou, pegando nas mãos de Temari para voltar a dançar. A música pulsante nos meus ouvidos, meu coração acelerado, a adrenalina correndo, bombeando forte em minhas veias... estava tão concentrada naquele clima, tão focada que Temari teve que me beliscar para que eu prestasse atenção no que ela falava.

— Ai! O que foi?

— Aonde Ino foi? — perguntou, olhando ao redor.

— Buscar uma bebida para mim. Eu disse que ia, mas ela se ofereceu. — Temari parou de dançar e engoliu em seco.

— Não demoraria tanto tempo para pegar uma bebida. — Franzi a testa em confusão.

— Ino não foi há tanto tempo.

— Foi, sim. Já tocaram várias músicas desde então. — Arregalei os olhos e abri a boca, mas não consegui dizer nada.

Temari fechou os olhos, respirando fundo, mas logo se recompôs e sorriu forçado.

— Nós vamos encontrá-la, só não se afaste de mim, está bem? — Assenti, seguindo-a.

Em algum momento da segunda volta que nós demos em todo o lugar, eu deixei uma pequena lágrima de medo escapar e comecei a refletir o quanto aquilo tinha sido uma péssima ideia.

Nós não éramos pessoas normais que podiam apenas sair e aproveitar uma noite. Fazíamos parte da máfia, e sabíamos o quão fácil seria um inimigo simplesmente nos pegar, e com certeza não seríamos devolvidas com vida.

Quinze minutos depois chamamos até mesmo o gerente para ver se podíamos ter acesso as câmeras do lugar. Ele, é claro, negou. Então, eu no exato momento em que comecei a discar o número de papa no meu celular, Ino apareceu.

Ela não tinha mais os mesmos olhos brilhantes, não tinha mais o perfeito cabelo em ondas, nem o vestido liso e perfeitamente arrumado. Minha irmã aparentava ter passado pelo inferno.

Corremos para ela, inspecionando-a por todos os lados.

— Onde você estava? — gritei. — Eu não deveria ter deixado você ir, Dio mio! Não deveria ter nem mesmo concordado com isso tudo. Você está bem?

— Dio, Ino, alguém... Alguém te...? — Temari deixou as palavras no ar quando ela balançou a cabeça, desviando o olhar, ao mesmo tempo em que tentava ajeitar o vestido, forçando um sorriso.

— Tudo bem se nós formos embora?

— Você tem certeza de que está bem? Porque eu acho que não — Temari rosnou.

— Tenho. Não é porque minhas irmãzinhas são duas puritanas que eu devo ser também. Eu tive meu divertimento, vocês também, e agora meus pés estão me matando.

Olhei-a por alguns segundos, não acreditando nem um pouco na falsa pose que estava tentando manter. Eu não sabia o que tinha acontecido, porque ela obviamente não queria falar. Conhecia Ino bem o suficiente para saber quando pressioná-la e quando deixá-la ter o seu tempo.

— Podemos ir, então — Temari declarou. Eu conhecia Ino muito bem, mas Temari era especialista nela. Sendo assim, se algo aconteceu e a deixou estranha daquela forma, não íamos forçá-la a falar se não estivesse pronta.

Saímos pela porta traseira da boate e demos sorte de um táxi estar passando bem naquele momento, pois menos de vinte minutos estávamos de volta à nossa casa.

Ino tinha feito piadinhas, zombado de como nossa noite fora maravilhosa durante todo o caminho de volta, o que me fez pensar que talvez estivesse falando sério sobre apenas ter buscado um pouco de diversão e resolvi deixar o assunto de lado por enquanto.

Assim que o táxi parou na frente de casa, senti um alívio como nunca antes.

— Grazie a Cristo! — Temari sorriu para mim, deixando claro que se sentia da mesma forma.

Ino abriu a porta, e estávamos prestes a subir as escadas quando alguém bateu palmas do nosso lado. Gritamos em uníssono, prontas para corrermos, quando o rosto de papa entrou em nossa visão.

— Maledetto Santo — sussurrei em choque completo.

Ino andou na direção dele, já se explicando.

— A culpa foi totalmente minha! Eu arrastei as duas comigo, então, per favore, não faça nada com elas. — A cada palavra ela se aproximava mais dele.

Ele soltou uma risada sem humor, e se aproximou mais ainda do rosto dela.

— Por que será que eu já desconfiava disso? — Logo dois de seus soldados se colocaram atrás de nós, arrastando-nos atrás dele até a sala de estar.

— Papa, eu não queria nenhum problema, nós apenas... — minhas palavras ficaram no ar quando, dentro da sala, meus olhos pousaram em ninguém menos do que ele, meu noivo.

— Puta merda ferrada — Temari sussurrou, e eu tive que concordar. Sim, puta merda muito ferrada.

Não só ele como Itachi, e, pelo pouco que meus olhos captaram, seis soldados.

Seu olhar me queimava como fogo, com uma expressão furiosa. Encarou-me, começando do rosto e descendo lentamente por todo meu corpo, até parar no meio da coxa, que era onde meu vestido curto e apertado terminava. Cerrou a mandíbula e fez um movimento com uma das mãos, o que fez os soldados saírem da sala, deixando apenas papai, seus irmãos e as minhas irmãs presentes.

Eu nunca havia me sentido tão exposta em toda a minha vida.

Ele acendeu um cigarro, levantou-se e caminhou lentamente até onde eu estava, parando na minha frente.

— Onde você estava?

— Nós fomos a uma boate, só queríamos nos divertir por uma noite, enquanto eu ainda podia. — pedia silenciosamente que ele estivesse, ao menos, com metade do bom humor que estivera na última vez em que nos falamos. Contudo, desconfiava que eu não teria tanta sorte assim.

— E quem disse que você podia?

— Sasuke, você estaria fazendo o mesmo, apenas saí com as minhas irmãs — sussurrei, tremendo.

— O comportamento de suas irmãs não é apropriado. Quando concordei em me casar com você, não pensei que me causaria problemas. Sabe que dia é amanhã? — ele praticamente cuspiu as palavras, cheio de desprezo.

— Sim.

— Bem, para mim parece que você esqueceu. Sabe quantos riscos vocês correram esta noite? Alguém podia tê-las levado, e não iriam ver sua família nunca mais. Onde é que estavam com a porra da cabeça?

  Eu explodi.

— Mas que droga! Eu não sou uma criança!

— Ah, não? Não é o que parece. — Levou o cigarro a boca e tragou.

— Se o fato de saber que vou ter que me amarrar a você amanhã não me aterrorizasse tanto, talvez eu não precisasse cometer uma burrice apenas para escapar desse pesadelo nem que fosse por algumas horas! — gritei, arfando. A raiva que enxerguei no rosto dele quando cheguei pareceu ter ido embora na hora em que terminei meu desabafo, dando lugar à máscara sem emoção alguma; uma expressão dura e fria, que combinava mais com ele. Arrependi-me das palavras que proferi no mesmo instante.

— Sim? — rosnou. — Acostume-se, pois você vai pedir a cada segundo pra que esse pesadelo termine, e adivinha só, querida, ele não terá fim. — Saiu da minha frente indo direto para a porta, fechando-a atrás de si com um estrondo.

Itachi parou ao meu lado e falou tão baixo quanto podia apenas para que eu ouvisse.

— Sasuke ficou no apartamento dele durante toda a noite. — Assim que processei a informação amaldiçoei e senti raiva de mim mesma.

— Agora que a merda já está feita, vão as três se deitar — papai exclamou, irritado. — Vou ligar pro irmão de vocês e pedir que volte para casa.

— Onde ele está? — Ino perguntou.

— Cuidando da estupidez de vocês. Subam... E, Sakura... — Virei-me diretamente para meu pai. — Essas são atitudes dignas da esposa do chefe?

Abaixei o olhar e neguei, mais irritada comigo mesma do que ele poderia imaginar.

Papai suspirou e saiu da sala. Nós três nos fitamos antes de cada uma seguir para seu quarto.

As palavras de Itachi ainda giravam em minha mente.

E eu tinha irritado meu terrível futuro marido na véspera do casamento, enquanto ele aguardava o grande dia no seu apartamento, respeitando-me como eu desejava que fizesse.

Perfetto.



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