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História Família e Escuridão - Capítulo 53


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Capítulo 53 - Capítulo 53: Supernova - Parte 1


(Baek) - Terra Nova - (Manhã)

Acordei com a luz do sol e um barulho, a minha mãe havia aberto a cortina.

Mãe - não vai pra escola? - perguntou ao cruzar os braços e me encarar irritada.

- vou. - bocejei - mas não queria ir, aquilo é uma prisão e um inferno pros jovens, se não fosse crime, eu tacava fogo naquele lugar, um poder de fogo eu tenho. - ela revirou os olhos.

Mãe - vê se toma jeito, seu pai não deu a vida dele por você pra você cagar a sua.

- profundo. - debochei sem me importar.

Aquele idiota devia ter me deixado lá, se eu tivesse morrido com aquela mentalidade, o meu dia a dia não seria um puta sofrimento.

Mãe - garoto idiota. - saiu do quarto, não era mentira dela, eu sou um lixo.

Vesti a farda da escola, que era um cocô e podia ser melhor, era só sentar numa caneta e rebolar no papel com muita fé, enfim, todo o meu preparo foi normal, dar uma mijada, fazer as tarefas que esqueci de fazer e colocar meu material escolar na mochila, ao sair de casa, a primeira coisa que senti foi a pior sensação, a minha mente parecia gostar de me torturar.

- que merda. - falei em voz baixa.

Ao chegar na escola, esperei todo verme passar pra que eu pudesse ir também.

Professora - está atrasado.

- vai tomar no cu. - falei em voz baixa.

Professora - o que!?

- tomate cru, caguei horrores porque não me segurei e comi muitos ontem.

Todos os insetos riram, alguns deles me encararam por uns segundos, me sentei e não fiz mais nada além de colocar e cruzar ambos os meus braços sob a carteira e deitar irritado em cima deles, meu celular quebrou quando o meu pé o esmagou por bugar muito, enfim.

(Arwen) - Terra Nova - (Manhã)

Eu estava encarando o cara que era sem amigos e tinha a fama de excluído.

- ei.. - disse ao me mudar pra carteira do lado dele, ela estava vazio há um tempo.

Baek - o que é? - manteve sua cabeça na mesma posição, seus olhos continuaram bem fechados, eu pensei em sair dali, eu já falei, se eu deixar ele ali no vácuo pode ficar chato.

- gosto de você. - não sei o porquê de eu ter falado isso assim do nada.

Ninguém mais escutou, eu disse baixo e apenas ele pode ouvir essa merda dita.

- você tem bom gosto, quero provar e ter certeza disso. - sorriu no canto da boca como se não tivesse achado isso desconfortável, eu apenas me mantive em silêncio, pra mim foi a pior merda que eu já disse, e foi bem estranho eu ter dito aquilo daquele jeito, bem estranho.

(Baek) - Terra Nova - (Manhã)

Uma garota que eu considerava verme e não dava a mínima disse que gostava de mim de uma forma muito direta, eu falei bosta, não foi por nervosismo, eu costumo falar bosta.

- me espere no primeiro andar, depois da próxima aula. - falei após um tempo.

Arwen - tá.

Após mais algumas aulas, o sinal toca, e depois de cada um dos insetos saírem, eu vou pra fora da sala, ando até o primeiro andar, ele estava em obras e geralmente ficava vazio, eu subi as escadas e ao entrar lá, vejo a garota.

- eae.

Arwen - oi. - disse um pouco nervosa, eu me aproximei e a encurralei contra a parede.

- você parece ser bem valiosa, quero sua companhia, vou te roubar pra mim.

Arwen - han??

E por puro impulso, eu calo sua boca em um beijo quente que termino após minutos.

- bom. - falei animado com aquilo, ela se diferenciava de todas as outras.

(Arwen) - Terra Nova - (Manhã)

Alguns dias se passaram, eu e esse cara estávamos ficando, era o que parecia, eu era a maior fã dele, um cara que fala o que pensa, e não tem medo de nada, é o que parece, e uma coisa que amo nele é o seu jeito único de ser.

- perfeito. - olhei discretamente pra ele, a falta de noção dele nas aulas era grande.

(Baek) - Terra Nova - (Noite)

Eu estava indo até a casa de Arwen, não era a toa que eu tinha um carinho por ela, fui e bati na porta da casa dela, ela jantaria com os seus novos colegas, eu e minha mãe que com certeza iria querer fazer amizade com ela.

- caralho. - disse após ver a beleza dela.

Ela abriu a porta e usava roupas casuais que não tiravam a sua beleza perfeita.

- vou jantar duas vezes. - falei baixo com um pequeno sorriso no canto da boca.

Arwen - vamos? - perguntou contente.

Após isso, nós fomos para minha casa e no meio do caminho batemos um papo.

- entendi. - falei ao ouvir sobre o dia dela que foi algo bem chato de se ouvir.

Arwen - mas.. mudando de assunto, não entendi ainda como disse aquilo naquele dia.

- o que? que gostava de mim?

Arwen - sim, eu não sou desse jeito, isso foi muito estranho. - pensei - você é bonito e o seu jeito é foda, mas mesmo assim, enfim.

- você só agiu por impulso, nada demais aconteceu, relaxa.

Arwen - hum.. você gosta de mim?

- gosto, você é legal, a primeira e a única humana que me chamou atenção.

Arwen - você deve dizer isso pra todas.

- não sou de mentir, apenas quando meu objetivo é zoar alguém.

Arwen - entendi.

- ah, e a propósito, eu preciso te contar o meu segredo, quero ver o que vai acontecer.

Arwen - que segredo?

- tenho superpoderes.

Arwen - com certeza. - riu de leve e após isso, encarou o céu estrelado.

- não acredita? - a peguei nos braços.

Arwen - o que vai fazer!?

- isso! - voei com ela até as nuvens.

Arwen - mas o que!? - disse surpresa em presenciar aquela situação.

Parei em uma parte do céu e encarei um pouco a lua cheia, ela ficou incrédula e após o monte de beliscões e tapas que ela se deu, eu a levei pra casa voando calmamente, ela tinha aceitado um pouco aquilo ao ver que era real.

- bem vinda a família. - sorri fechado.



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