História Famílias do Crime - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Mansão Montgomery, Assassinos, Crime, Familias, Guerra, Interativa, Máfia, Mansão, Montgomery, Morte, Spin-off
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Palavras 6.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Slash, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Novo cap! Trataremos de alguns assuntos sérios nesse cap. Além disso, me empolguei então tem tipo assim mais de seis mil palavras. São três e meia da manhã, e eu não corrigi o capitulo.

Obs: Sobre o julgamento que será descrito, não posso garantir se condiz com a realidade, cheguei a acompanhar uma simulação de julgamento (um tempo atrás) mas não me recordava muito de como ocorreu. Espero que tenha ficado bom.

Capítulo 19 - 1997; pt II - Julgamento


Fanfic / Fanfiction Famílias do Crime - Capítulo 19 - 1997; pt II - Julgamento

Capitulo 17 1977; pt II – Julgamento.

Estavam todos em silencio, as cadeiras eram ocupadas por poucos, entre eles Iris, usando um par de óculos sobre o rosto sério. A frente o portãozinho que os dividia. Além do portãozinho duas mesas separadas em extremidades, ao canto a bancada do júri. A frente de todos, Juiz, datilografa, e a cadeira de testemunhas.

Iris segurava o jornal no colo, a polícia havia divulgado o caso de Victor, seu irmão, assassinado a facadas de modo brutal. Dizia a manchete, uma testemunha que não quis se identificar reconheceu e fez retrato falado de Jade. Mesmo depois de reconhece-la, como Jade (Ambrosia) San Martin, os policias, sabendo que ela não seria presa, tiveram de deixar a promotoria levar o caso a justiça, afinal havia ido ao público. Jade estava na mesa à esquerda, seu advogado estava ali também.

Jade vestia um vestido florido, seus cabelos trançados, faziam a parecer inocente propositalmente, mas sua feição era de escarnio, revolta e ira. Seu advogado, Maxwell Andersen, trabalhava para os San Martin há anos. Ele estava animado, pois sabia eu ganharia, não importa a idiotice que dissesse, poderia recitar uma receita de bolo, e Jade seria absolvida.

O júri era de comuns, membros comuns da sociedade como Victor D’Larroça, a maioria eram homens, cinco homens, duas mulheres, para julgar uma outra mulher, Jade sabia que era injustiça um julgamento desse, imaginou quantas mulheres foram julgadas dessa forma, ela estava errada em matar Victor estava, mas pensar em outra inocente em seu lugar fez lhe doer o estomago. Homens julgando mulheres.

Entre os que assistiriam o julgamento, Alejandro estava lá, acompanhado de Meredith e Lorenzo. Galvez estava ali também, Madalena estava junto. Vik estava ao fundo com Hay e Alfonso, Evie ficara em casa com Harry, seu filhinho e Talita.

O promotor arrumava suas coisas na sua mesa a direita, ele representava o ministério público, em nome da vítima assassinada. Iris descruzou as pernas, e as cruzou novamente ao contrário. Ela sabia que Jade seria absolvida, mas desejava ver como isso ocorreria. Ela vira Alejandro entrar com o resto da trupe, ela esperava que num intervalo pudesse encontrar os primos.

– Todos em pé. – Disse o meirinho. O juiz entrou em sua beca e peruca branca. Todos se sentaram com ele.

– Na audiência de instrução e julgamento, após o interrogatório do acusado, e das testemunhas, será dada a palavra, sucessivamente, ao representante do Ministério Público, e ao representante da acusada, para sustentação oral, pelo prazo de vinte minutos para cada um, prorrogado por mais de dez, a critério do juiz. – O promotor Bernardi, se levantou para começar.

– Numa quinta-feira, dia 13 de junho, de 1975, Victor D’Larroça estava em sua casa, quando a mesma foi invadida, por Jade Ambrosia San Martin, a mulher o surpreender por trás, como diz a perícia, e o esfaqueou, exatamente doze vezes. Ele veio a falecer no local. – O Promotor se dirigia ao Júri. – A vítima, tinha apenas vinte e quatro anos na época, estava terminando advocacia, fazia alguns bicos de modelo para pagar a universidade. Infelizmente seu julgamento chegou agora aos olhos do júri.

Um jovem comum. De vida comum, que injustamente fora assassinado a sangue frio. Gostaria de chamar a primeira testemunha. Sra. Johnson, a proprietária da casa, onde ele alugava por um preço adequado.

– Conte-nos, por favor, Sra. Johnson, como era Victor. – O Promotor fala. A senhora parecia calma, tristonha.

– Victor era um bom rapaz, - ela começa. - Ele precisava de um lugar para morar e que fosse barato, ele morava lá, e eu cobrava um preço muito abaixo da média, ele era muito gentil. E so queria ajuda-lo com a uni. – Ela fala soluçando.

– Obrigado, Sra. Johnson, não pedirei mais nada. – O Promotor se afasta. O advogado Andersen se aproxima.

– Sra. Johnson, você sabe por que Victor não morava na universidade, num dos alojamentos próximos?

– Não... Ele disse uma vez que era muito caro perto da universidade. – A sra. Fala. Maxwell sorri de modo cínico.

– Sabe se ele não tinha rixa com alguém. Tenha tido alguma confusão na universidade, que o fizera decidir se mudar para tão longe? – Andersen pergunta, a mulher parecer confusa. – A sra. Então na realidade não conhecia muito bem o Sr. D’Larroça, com que frequência o via?

– U-uma vez ao mês no pagamento do aluguel.... – A Sra. Fala aflita.

– Isso é tudo. Obrigado. – Andersen se afasta. O promotor volta sua atenção para a senhora que sai da cadeira de volta a seu lugar.

– Quero chamar agora Richard Stewart. – Chama o promotor. O rapaz loiro de olhos claros sobe a cadeira. Ele era sério, apesar da aparência juvenil. – O Sr. Stewart era um amigo de Victor. – O promotor fala para o júri de comuns. – Sr. Stewart, o senhor estudava com Victor, e o conhecia o muito bem.

– Sim. – Ele diz firme.

– Você alguma vez notou algo estranho com Victor? Como o Sr. Andersen diz, você acha que o motivo de ele ter se mudado para longe da uni tinha algum motivo especifico? – O Promotor pergunta.

– Não. – o rapaz diz mais tranquilo. – Victor trabalhava e os alojamentos da universidade são caros, para ele era mais fácil ir morar longe onde pagaria mais barato, muitos colegas fazem isso. Victor não era diferente. – O promotor assente se afastando.

– Sr. Stewart. Você diz conhecer muito bem o senhor Victor, correto? – Andersen pergunta.

– Sim. – Ele fala engolindo em seco.

– Que tipo de relacionamento tinha com o senhor D’Larroça? – Andersen caminha em frente ao rapaz. – Quão intimo vocês eram? – O rapaz fica pálido e murmúrios começam. – Me arrisco a perguntar, se o senhor seria parceiro dele. É comum parceiros defenderem aos outros incondicionalmente.

– Não compreendo o que o Sr. Insinua. – O rapaz fala firme.

– O Senhor compreende sim. Senhor Stewart, você seria praticante do homossexualismo? – Andersen pergunta. Os murmúrios explodem. Vik ao fundo sente-se desconfortável com o modo que ela fala, Jade olha feio para Alejandro que está segurando um riso atrás dela.

– Objeção! – O promotor grita ao desespero. – Que tipo de pergunta é essa? O que isso tem a ver com o caso! – O tribunal está um caos com pessoas sussurrando e o Promotor exasperado.

– Ordem! Ordem! – O Juiz bateu o martelinho. – Objeção concedida. – Andersen suspira irritado.

– Muito obrigado sr. Stewart. – Andersen volta a se sentar. Richard volta ao seu lugar.

– Mais alguma testemunha? – O promotor respira aflito, Andersen era bom, ele olha para Iris entre os espectadores. Ela disse que não seria testemunha por causa que estaria indo contra a família. E não precisava dizer mais, o promotor sabia da fama dos San Martin. Iris balança a cabeça. – Sim, uma última. Por favor, Iris D’Larroça, Srta. San Martin. – Ele fala. Iris tira os óculos, os olhos voltam-se para ela. Jade ainda não sabia dela ali, Meri olha para a tia com medo.

Iris passa pelos San Martin entregando seus óculos para Meredith que está pálida feito papel. Iris caminha, ela olha de relance para Jade, que está com os punhos cerrados. Alejandro está furioso. Iris senta-se.

– Srta. San Martin.

– D’Larroça, por favor. – Iris fala seria convicta.

– Sim, Srta. D’Larroça, a vítima, Victor, era seu irmão. Você o conhecia muito bem. A srta. Acha que seu irmão tinha algo com a Srta. Ambrosia, para ele ser assassinado tão cruelmente?

– Sim. – Iris fala. Jade a fita de dentes cerrados. – Tinha.

– O que seria? – O promotor pergunta ainda tenso. Iris era sua única chance de conseguir virar o jogo, mas ainda assim, colocava Iris em questionamento, devido ao fato de ela ser da máfia também.

– Eu. – Ela fala – Jade e eu brigamos, tivemos algumas desavenças, e Jade sempre foi muito explosiva como, como meu pai. – Iris respira devagar. – Ela também é muito impulsiva as vezes. Como um modo de se vingar ela matou Victor. Por que é assim que ela resolve seus problemas. – O silencio era ensurdecedor.

– Que tipo de desavenças a srta. Teria com a srta. Ambrosia que levaria a ato tão brutal? – Andersen se levanta, o promotor gela.

– Fui deserdada da família, por problemas de minha mãe, Jade veio a se tornar a minha “substituta” por assim dizer, ela passou a ser considerada a filha de meu pai, ao invés de sobrinha, como de fato ela é. Jade jamais aceitaria ser estepe de alguém. Muito menos de meu pai. A verdade dói, e Jade não gosta da dor. – Iris fala, ela nem olha para Jade, ou para seu irmão e sobrinhos que a assistem. Ela apenas olha para Andersen sem medo, sem tristeza, sem emoção. Andersen está sem palavras.

– Termino por aqui. – Andersen finalmente fala. – Obrigado Srta. D’Larroça. – O Júri faz bochicho, murmúrios.

– Por favor, a ré se apresente. – Jade se levanta, era como se saísse fumaças de seus ouvidos, Andersen sussurra algo no ouvido dela, suspirando e descontente, Jade baixa a cabeça e caminha para a cadeira.

– Srta. Ambrosia. – o promotor se aproxima, Jade ficar quieta, retorcendo os lábios, ela tem um papel a encenar aqui. Mas um papel que ela não quer. – É verdade que a Srta. Tinha desavenças com a Srta. D’Larroça?

– Sim. – Fala baixo. O promotor pede que ela repita. – Sim. – Fala, sua cabeça está baixa e ela está encolhida na cadeira.

– Que tipo de desavenças. – Pergunta.

– Tudo o que ela disse. Me sentia uma substituta, sou órfã, e Juan foi um pai para mim quando eu não tinha ninguém. – Ela fala de modo baixo e suave, iris quer revirar os olhos pela encenação barata. – Mas jamais faria algo do tipo! Victor era um homem, como haveria força vinda mim, para atacar um homem de modo que eles falaram! – Ela fala de modo esganiçado quase choroso.

– Você foi vista na propriedade de Victor, o que fazia lá? – O Promotor pergunta. Jade suspira, soluçando.

– Éramos amantes. – Outra onda de murmúrios escapa dos presentes espectadores. Iris a fita com fúria. Alejandro olha por cima do ombro para Iris, com um olhar de vitória. – Quando cheguei lá, Victor já estava morto! – Ela desaba em soluços, cobrindo os olhos com as mãos. O promotor estava suando, ele respira, conta até três, ele já perdia novamente, ele olha para Iris no fundo.

– Por que fugiu quando a polícia se aproximava? – o promotor pergunta, Jade enxuga as falsas lagrimas.

– Eu fiquei com medo. – Soluço. – O seu assassino podia estar ali perto, e se me visse com a-a-a – soluço. – E-ele podia vir atrás de mim! – Ela exclama novamente aos soluços. – Estava tão assustada.... – O promotor lambe os lábios, em seguida apoia as mãos sobre a mesa, cabeça baixa, ele não sabe mais o que fazer. 

– Isso é tudo, Srta. Ambrosia. – O promotor se senta, Andersen levanta vai até Jade.

– Pode se levantar por favor? – Ela assente cabisbaixa, levanta ficando em pé ao lado de Andersen. – Quero por favor, chamar um dos membros do Júri, aqui por favor. – Ele se aproxima de um homem corpulento. – Pode me acompanhar, e permitir minha cliente dar-lhe uma demonstração de força. – O homem dá de ombros. Se levanta e fica perto da cabisbaixa Jade. – Jade, use toda a sua força e de um soco nesse homem, por favor. Jade olha para Andersen incrédula, fingindo é claro. Por que ela desejava sim, socar alguém, e possivelmente seriam todos dentro daquele tribunal estupido.

– Objeção! – O promotor pede. O Juiz vocifera um não para o contentamento de Andersen.

– Eu não posso... – Ela fala num soluço sofrido, voltando a atenção para Andersen.

– Não tem problema. – O Homem fala quase rindo. – Não vai me machucar – fala com deboche. Jade fecha a mão em punho querendo quebrar-lhe o nariz, ou melhor a mandíbula e seu pescoço em seguida. Ela respira pelo nariz. Ela vai com tudo e dá um soco, consideravelmente forte. O homem olha para Jade com uma careta mal-humorada, passando a mão no ombro onde ela socara.

– Doeu? – Andersen perguntou, sabendo que o grandalhão jamais admitira que Jade – uma mulher - o machucara.

– Uma pontinha de nada, como uma injeção, sente, mas logo passa. – Ele fala com desdém.

– Isso é tudo, pode sentar, Jade. – Ele acompanha Jade a se sentar, ela está sendo encarada pelo homem com ódio. – Minhas testemunhas de defesa. Primeiro, por favor, Alejandro San Martin. – Ajay levanta e senta-se na cadeira para o interrogatório.

– Fale como foi crescer com sua prima. – Andersen pergunta. Alejandro sorri levemente, olhando para Iris.

– Sempre fomos muito próximos, vi Jade, e Iris, minha irmã crescerem, elas nunca foram capazes de matar uma mosca. Iris muitas vezes era a princesinha, e Jade também, elas sempre foram mimadas, e jamais machucariam alguém. – Iris revirou os olhos, Jade desde pequena era treinada, Iris que fora colocada num castelo de vidro.

– Entendo. Você sabia da relação com Victor? – Maxwell pergunta.

– Sim, sabia, minha irmã conta-me tudo, apesar de meu despontamento, mas sabe como são as mulheres, uma vez apaixonadas não há, mas ninguém que as controle apenas o homem que tem seu coração. – Os homens no júri concordam com assentir.

– Por que era descontente com a relação deles? – o Promotor questiona.

– Victor era meio irmão da minha irmã paterna. – Alejandro fala. – Apenas isso, nada além. – O promotor prensa os lábios juntos, coça a nuca.

– Pode dispensar. – Ele fala, Iris está irritada, ela não culpa o promotor, ele não pode fazer muito. Alejandro volta-se ao seu lugar.

– Testemunha dois, a Srta. Meredith San Martin. – Meredith levanta tremula e caminha até o interrogatório. – Srta. Conte sobre sua prima.

– J-jade é como a prima que todos querem ter. – Ela fala devagar a voz controlada. Ela olha de relance para Iris. Aflita. – Jade sempre me protegeu de tudo. Ela é uma mulher forte, m-mas incapaz de assassinato. – Meredith fala, baixando a cabeça. Meredith sabia que a pouco havia jurado não mentir e apenas dizer a verdade perante os olhos da lei, nesse momento ela queria gritar e dizer que Jade podia matar sim. Mas apenas pela situação machista que presenciava.

Andersen finaliza, o promotor está em pé novamente. – Srta. San Martin. Você sabia do relacionamento dela com o Victor? – Meredith diz não. O promotor está sem opções e desiste de mais perguntas. Todos voltam aos seus lugares, ficando em pé em seguida.

– Nós teremos um recesso de duas horas. – Dizem, o juiz se retira. O promotor se aproxima de Jade, o júri já está fora, Iris acompanha o Promotor para fora. Eles entram numa salinha vazia no final do corredor.

 – Estou ficando sem opções, Srta. D’Larroça, eu não sei mais o que fazer, não importa o que faça, Jade não será presa. – O promotor fala aflito.

– Tudo bem, você fez o que pode. – Iris fala. – Eu vou tomar um ar. Se acalme, homem. – Iris dá tapinhas em seu ombro saindo. Jade se aproxima de Alejandro o empurrando contra a parede do corredor.

– Eu juro para você que te quebrarei em dois! – Jade fala para ele.

– O que você queria? Ser presa? – Alejandro a empurra de volta, com Jade era de igual para igual. – Não podemos nós rebaixar assim, Jade!

– Claro! Mas eu aqui tenho que me rebaixar a vadia submissa! – Ela grita. – Sabe muito bem que posso fazer pior, Alejandro. – Jade suspira. Ela quer tirar esse vestido queima-lo e desfazer a trança ridícula em seus cabelos.

– Bem, nada disso teria acontecido se não tivesse ido buscar sua própria vingança com Iris por causa de uma cicatriz! – Galvez fala com raiva. Jade passa a mão pelo rosto lembrando que cobriu a cicatriz no rosto, para que não fizessem perguntas sobre.

– Você é outro que matarei! – Ela empurra Galvez para longe.

– Precisa agir mais como vadia submissa, evita problemas! – Galvez cuspe, Alejandro coloca a mão na testa indignado com o outro. Jade vira a mão no rosto dele, que segura o punho dela para impedi-la, Jade chuta-o com o joelho no estomago.

– Vá a merda! – Ela fala vendo Galvez se torcer. – Preciso de tequila. – Jade fala indo atrás de Vik e das outras garotas. Jade encontra as duas na cafeteria dentro do prédio jurídico. Elas estão sentadas a uma mesa, Madalena veste um vestido Chanel cinza, Vik e Hay estão suando terninhos, Vik usa um grafite e Hay um preto.

– Esse julgamento é patético. – Hay fala fumando. – Se eles soubessem da metade que mulheres fazem... estaríamos todas na prisão.

– Ou no mínimo estariam eles cabisbaixos perante nós. – Madalena fala pegando o cigarro dos dedos de Hay que lhe oferecia.

– O mundo seria melhor. Somos a maioria nessa merda. – Jade fala. – Vik, minha tequila. Viktoriya lança um olhar para Madalena, que devolve o cigarro para Haya, pegando em sua bolsa uma garrafa térmica, ela tira a tampa e coloca a bebida na mesma, entregando a Jade que toma tudo num gole. Elas passam a tampa para cada uma.

– De qualidade! – Hay olha para Vik sorrindo com a bebida.

– Estoque. – Vik fala. – Minha mãe trouxe as melhores que tem da Rússia.

– Imagino que tenha vodca das melhores, também? – Hay pergunta, Lena está desconfortável em sua cadeira, Jade sorri para ela de lado, Lena revira os olhos.

– Sim. – Vik responde respondendo o sorriso de Hay.

 

No banheiro, fumando, encostada na pia, Iris, Meredith saiu da portinha do vaso sanitário, lavando sua mão na pia ao lado de Jade.

– Você foi muito firme. – Iris fala. Meredith suspira. – Estou orgulhosa de você pela coragem, sei que é difícil, Victor era meu irmão, entendo que você e Jade estão bem.

– Jade é capaz de muito. Não só de coisas ruins. – Meredith fala. – Sinto muito pelo Victor. – Meri fala. Iris balança o cigarro dentro da pia.

– Eu sei, Meri. – Iris fala, tocando a face de Meredith com a mão livre, a última vez eu a viu na casa fora quando foi reencontrar Jade, haviam se passados dois anos, e sua sobrinha crescera. Era praticamente uma mulher agora, seus traços fortes, seu corpo curvilíneo, podia imaginar Jade defendendo-a e quebrando o nariz de qualquer babaca que fizesse um mal a Meredith. Iris imaginou que um dia ela faria isso por Meri. – Você cresceu.

– Pois é. – Meredith fala, roubando o cigarro de Jade, fumando-o, dando uma baforada e tossindo em seguida, Iris ri.

– Não grande o suficiente para isso, mocinha. – Iris fala sorrindo. Meredith ri os olhos lacrimejando.

– Oras... – Ela tossi. – Que pena. – O silêncio se faz novamente.

– Papa agora é Patriarca. – Iris assente. – Queria tentar entrar numa universidade. Mas acho que não conseguirei, papa muito menos vai querer me bancar. – Ela fala de modo vago. Iris encara Meredith, queria que ela tivesse um futuro diferente do seu, Meredith era outra que nunca se calaria ao seu pai. Porém, ela não seria como Jade que bateria de frente, ela seria a que daria um jeito de vê-lo rastejar no chão. Ela seria a que daria problemas assim como ela deu uma vez.

– Se você prometer, se aplicar para universidades, eu bancarei seus estudos. – Iris fala.

– Como fara isso? – Meredith perguntou.

– Darei meu jeito, mas você vai garantir um futuro, ouviu? – Iris puxa o queixo de Meri para encara-la. Meredith assente, abraçando Iris, Iris abraça a mesma, segurando-a firme. – Me conte como está Talita?

 

...

Jade levantou-se da mesa onde as outras riam, Alfonso se aproximou dela.

– Ah, minha princesa número dois, que jamais aceitara ser substituta. – Ele fala a puxando para perto.

– Não estou para brincadeira agora, Alfonso. – Jade fala seria. – Esse julgamento é ridículo, demoraram dois anos para conseguir uma audiência, Victor está enterrado a sete palmos a dois anos, porra, todos sabem que vão me absorver eu sendo culpada ou não. Meu sobrenome grita “Ré absolvida”

 – Eu sei, Jade, - Ele segura o rosto dela entre suas mãos. – Sei o quanto está odiando isso, tendo de bancar a inocente, a típica mulher submissa que nossa sociedade insiste que você seja. – Alfonso sabia o que falar para agradar a San Martin.

– Você não sabe, você está falando isso agora, por que espera que depois vamos para cama ter uma transa. – Ela fala se desvencilhando dele.

– Seu palavreado e muito inadequado para a personagem que finge ser. – Alfonso a segue.

– Oh, me desculpe, querido. – Jade fala em deboche. – Eu quis dizer, que você só falou isso por que deseja “fazer amor” comigo mais tarde. – Jade faz a maior cara de inocente que consegue.

– Isso soa ainda muito pervertido, Srta. Ambrosia. – Alfonso fala, puxando Jade pela cintura, deixando a bem próxima de si. – Consegui minha noite de amor?

– Não sei? Ainda tenho que pensar, será que ficarei chorando pelo meu amado Victor? Ou irei trai-lo? – Jade o empurra. Alfonso estava para segui-la, mas ela o para. – Vou ao banheiro. – Você não pode entrar.

– Uma pena... – Alfonso fala, tentando roubar um beijo, Jade vira o rosto rindo.

– Não, não. – Balança o dedo em frente ao rosto. – Vai atrás do seu patriarca, mascatinho. Alfonso sorri de lado, se afastando. Jade fica na porta do banheiro, quando houve vozes, Iris e Meredith, abre a porta para vê-las rindo lado a lado. Iris para e fica ereta encarando Jade. Meredith desvia o olhar. – Está tudo bem, Meredith, ela ainda é sua tia. – Jade fala ficando de frente a elas. Ela entra numa das cabines. Iris dá um beijo na testa de Meredith, e sussurra sem eu ouvido que saia.

Meredith sai, logo em seguida Jade sai da cabine. Iris acende outro cigarro, em quanto Jade lava suas mãos. Ele estende a mão, Jade pega o cigarro dando uma baforada longa, Iris recupera o cigarro, elas finalmente se encaram.

– Ótima jogada, - Iris fala olhando Jade de cima abaixo. – A mulherzinha submissa. – Ele dá uma baforada no cigarro. – Combina com você, o cachorrinho de Juan. Jade está com a mão em punho. – Oh, oh, não vai querer outra acusação? – Iris fala apontando para os punhos cerrados de Jade.

– Não vou me rebaixar ao seu nível, Iris Valentina. Não vou. – Jade fala. Ela pega o cigarro de Iris. – Alias, ¡Hasta luego! (Até mais). – Jade sai do banheiro fumando, indo de encontro com Meredith que está sentada num dos bancos do corredor ao lado de Lorenzo.

– Jade eu não esperava...

– Shh.... – Jade interrompe ela. – Meri, está tudo bem. – Jade fala. Lorenzo olha para a irmã.

– Também costumo me encontrar com Iris. – Lorenzo aproveita e fala sem olhar para Jade.

– Ok. – Jade retorce o lábio se controlando. – Está tudo bem, ela é tia de vocês, não é? – Eles assentem. – Mas o que você tem com ela, Lorenzo?

– Lhe informo sobre as meninas. – Ele fala referindo-se as irmãs.

– Há-há-há! – Jade ri. – Você dando informações sobre suas irmãs para Jade? Sendo que nem cuidando delas você estava, ótimo informante você, parabéns Lorenzo. Ótimo trabalho. – Lorenzo revira os olhos levantando-se saindo de perto. – Estou te parabenizando, muito grosseiro de você sair assim!

– ¡Va para el enfierno! (Vá para o inferno) – Lorenzo fala sumindo ao virar o corredor, Iris finalmente sai do banheiro indo a cabine telefônica na parede virando a o corredor. Jade observa. Os telefones ficam em frente a cafeteria. Iris sente os olhares nela. Ela disca no telefone o número dos Pourpouse.

– Sayuri? Sou eu, Iris. – O telefone fica mudo. De repente a voz de Luther é escutada. Iris inconscientemente abre um sorriso nos lábios. – Oi, - ela fala com o sorriso. Sentindo-se estupida por atitudes banais como essa. – Sim, é o pai dele. – Ela fala sobre o Maxwell Andersen, seu pai de Christina Andersen. Novo membro da máfia. – Ele é muito bom, o promotor está desesperado, não há nada que façamos, é obvio que Jade será absolvida.

“– Sinto muito, meu bem. ” – Luther fala, Iris pode ouvir as risadinhas dos bebês, o irmão de Andersen, e o bebe de Sayuri e Dale.

– Posso ouvi-los. – Iris fala baixo. – Está brincando com eles?

“– Sim. ”– Luther fala rindo. “– Isao já tem um amiguinho! ” – Luther fala animado. Iris sorri imaginando-o com as crianças.

– Você é muito bobo. – Iris fala rindo, na mesa logo ali, Jade já está de volta, Meredith está junto.

– Como quem ela está falando? – Madalena olha para Meredith que dá de ombros sem saber. – Parece feliz....

– Para quem acha que ela ligou? – Hay pergunta para Jade.

 – Para um amante? – Jade franzi o cenho com dúvida.

– Não sou de fazer fofoca. – Vik fala. – Mas quando eu e Evie voltávamos da fronteira, vimos ela e Luther juntos.

– O que? – Jade olha para ela indignada. – E so me diz agora?

– Não sou de fazer fofoca! – Vik fala novamente.

– Não esperava nada melhor, alguém patético como ela merece alguém igualmente patético. – Jade fala.

– Isso é inveja. – Hay fala olhando para Jade que a fita com fúria. – Conheci Luther na universidade. Ele era elegante, charmoso, e o sorriso de fazer todas as garotas, e garotos caírem aos pés dele. Gentil até com a pior das pessoas. – Hay fala dando uma baforada em seu talvez quinto cigarro em uma hora?

– Hmm... – Lena tem um sorriso malicioso na face. – Vou teve uma noite com ele?

– Meu deus, Madalena, tenha descrição. – Vik fala incrédula. Hay ri, Jade está curiosa e Meredith quer enfiar a cara num buraco por constrangimento.

– Estamos constrangendo a menina. – Hay aponta para Meri que fica vermelha.

– Se acostume, meu amor. – Lena fala rindo, recebendo um olhar de reprovação de Jade. – Mas responda logo, Hay! – Lena volta-se para a pessoa ao lado.

– Maravilhoso. – Hay fala num suspiro soltando a fumaça ao falar. Lena solta uma exclamação excitada. Hay ri pela satisfação da mulher, Vik está balançando a cabeça em indignação, tentando não rir.

– ¡Santo Dios! – Jade fala olhando para a pobre e vermelha Meredith.

As duas horas finalmente passam, e são todos novamente mandados de volta para a sala do julgamento, Jade volta ao seu semblante de “vadia submissa” como ela chama. E senta ao lado de Maxwell que lhe olha de modo improprio para seu decote justo. Jade quer arrancar os olhos dele, ele a toca sem permissão, nas costas, próximo ao cóccix toda vez que a acompanha, a olha de modo indecente, e Jade se sente violada.

– Se me olhar, ou me tocar novamente. – Jade o fita. – Eu serei presa. – Ela fala se sentando. Maxwell ri, debochando, ele pouco se importa. Jade está desconfortável em seu lugar, o olhar dele parecia mais predatório. E ela novamente imaginou uma mulher inocente comum, aos cuidados desse homem. O que elas provavelmente submeteriam, ou ao que simplesmente seriam forçadas a fazer fora dali. – Estou avisando.

– O que? – Ele sussurra o ouvido dela, quase mordendo sua orelha, Jade se esquiva. – Não vai fazer nada, boneca. – Ele toca seus cabelos, descendo a mão pelo pescoço dela, dando um aperto, e por um momento Jade sentiu-se impotente. Ela fechou os olhos.

– Você ouviu ela. – Alfonso fala atrás da divisória. Maxwell sorri, tirando as mãos de Jade. É claro que precisava de um homem para salva-la, só assim para ser respeitada, tinha que haver um homem para ela. Uma mulher de quase trinta anos, sem marido, mais indecente que isso?

O juiz chegou, todos ficaram em pé, em seguida sentaram, o promotor já estava em pé a frente. O juiz fez um sinal para o promotor começar sua última defesa, antes do Júri comum decidir o veredito.

– Victor D’Larroça, era um rapaz comum, estudioso, trabalhava duro para poder estudar, fazias bicos ali e aqui, apenas para um dia se tornar um advogado, ele tinha futuro, era ótimo alunos, ótimas notas, estava no último ano. Para se formar. Esse direito, de homem civil, cidadão de bem, membro da nossa sociedade, ele perdeu, Victor hoje, está morto, não irá julgar ninguém, não poderá proteger um inocente da verdade.

Ele foi brutalmente assassinado. Por uma rivalidade banal, boba, que nem mesmo tinha a ver com ele, da qual ele nem mesmo sabia que existia, fúria da histeria de uma mulher vingativa. – Jade lança um olhar mais indignado ainda para o homem que aprece suar frio. – Deixando para trás, irmã e amigos desolados. Talvez ele tinha alguém, uma pessoa que amava, que pretendia casar, ter uma família.

No canto o rapaz Richard parece abalado. – Mas todos esses direitos lhe foram tirados, Victor jamais construirá uma família, Victor nunca mais será visto pela sua irmã, sua única família, nunca mais será visto por amigos e conhecidos. Esse rapaz não merecia morrer. Ele não tinha nada com ninguém, tudo que fazia era lutar pelo seu futuro. O futuro que lhe foi tirado.

Seu tempo se acaba, o promotor senta-se o júri comenta entre si. Maxwell se levanta.

– Como há de saber se Victor era realmente inocente. Não há nada que tire sua inocência, mas até quando nossa sociedade irá defender homens, e culpar as mulheres por tudo, a base da nossa sociedade, as trabalhadoras, que cuidam de nossas crianças, nossos cidadãos, culpar uma mulher pela histeria? Histeria? – Ele olha ao júri. – Mulheres tem histeria aqui e ali. Mas nunca uma matou um homem!

Jade, essa moça, amante a mulher com quem Victor formaria uma família! Jamais teria capacidade de matar alguém, de forma tão brutal. Aquilo foi trabalho de um homem! Um homem que ainda não conhecemos, alguém que pode ter sido inclusive mandado pela irmã da vítima. Para a culpa cair sobre srta. Ambrosia, e essa rivalidade pode ter sido ciúme da prima com o meio irmão?

Senhoras e senhores, vocês viram uma demonstração, essa mulher não tem força para matar um homem, apesar da idade tarde, e de quanto jovem ainda era o sr. D’Larroça, não podemos por idade nesse amor. Ele amava, ela amava-o, uma mulher que ama não mata.

Vamos parar de culpas nossas mulheres! – Maxwell fala de modo firme. Iris quer revirar os olhos. – Vamos para de culpar nossas mulheres, e abrir os olhos para o verdadeiro criminoso aqui. Jade Ambrosia é inocente, repito, é inocente! – O tempo acaba, o juiz dá um tempo ao júri discutir.

As mulheres do júri sentem empatia pela ré, incapaz de matar quem ama. Os homens, em seu modo mais incrível de defensor do bem, jamais admitiriam que uma mulher poderia ser tão cruel e brutal para matar um homem. O júri finalmente decidiu-se. O júri número um, se levanta.

– De 6 a 1, o júri declara a ré, Jade Ambrosia, inocente. – Ele fala. O promotor apenas baixa a cabeça, Iris se levanta e sai do recinto. Jade não reage. Ela já esperava o resultado, ainda se sentia humilhada nessa situação.

– Ré absolvida! – O juiz bate descontente o martelo na mesa. Ele conhece os San Martin, juiz da cidade, ele trabalhava a anos, e vira várias vezes um San Martin ser julgado. Ele não acreditava na história de Jade, ele sabia que aquela mulher poderia matar sim. Assim que deu a sentença, ele se retirou, repensando sua carreira, que ele lutara com afinco para julgar e salvar os bons e condenar os ruins, mas o que ele fazia não se parecia com isso.

Jade se levantou, irritada, Alejandro tentou se aproximar, mas ela o empurrou.

– Está nervosa por que, Jade? Nós ganhamos! – Alejandro fala irritado.

– Você ganhou! – Ela grita. – Eu fui humilhada! Humilhada!

– Típico, histeria feminina. – Maxwell Andersen, o advogado fala. Jade se enfurece, não havia mais ninguém ali, ela pouco se importava, voou para cima do homem, dando um coco em sua face que o fez tropeçar e cair em ciam dos bancos.

– Você sabe como eu matei Victor? – Jade grita para ele. – Posso fazer pior! – Ela ainda está para atacar o seu advogado, ele ri sarcasticamente.

– Já chega, Jade vamos embora! – Lorenzo já havia saído com Meredith, Alfonso não queria interferir e piorar. Vik, Hay se aproximam.

– Vou ainda te matar, Alejandro. – Jade fala eufórica, bufando, suas amigas a puxam para longe, Jade desfaz a trança de seus cabelos com raiva. Quando a fez, lembrou de quando Ajay trançava seus cabelos quando ainda era pequena como Iris no México.

– Respire. – Madalena fala, abraçando Jade, que por fim aceita o conforto caindo em lagrimas de desgosto, ela sentia-se casada, humilhada, estressante, seu emocional e psicológico em colapso. – Respire. – Lena passava a mão pelos seus cabelos. – Ignore isso, ok, você é a mulher mais durona que conheço. Jade sorri para Lena, que beija sua testa.

– Vou ligando o carro.  – Vik fala sendo acompanhada por Hay, Lorenzo se aproxima com Meredith, seu pai passa com o advogado e Galvez.

– Veja agora chora. – Maxwell fala rindo. Alejandro balança a cabeça irritado ignorando o advogado repugnante. Galvez vem logo atrás. Do lado de fora, estava escuro, Vik, Hay, esperavam no Mustang de Lena iriam no outro carro, Meredith entrou no carro com Jade e Lena logo atrás. Advogado olhava para as mulheres rindo.

– Alias, sua filha é uma graça. – Maxwell comenta. Alejandro vira-se para ele, dando-lhe um soco no queixo, de baixo para cima. Maxwell não se sente abalado, apenas cospe o sangue encarando Ajay. Alejandro saca a arma e aponta para ele.

– Fique longe da minha filha, ou vou espalhar seu cérebro pelo asfalto. – Ajay está bufando, todo o julgamento fora estressante.

– Papa, as pessoas estão olhando. – Alejandro guarda a arma. – Suma da minha frente, falamos com você amanhã. – Maxwell entra em seu carro. Lorenzo senta no banco ao lado do motorista, seu pai, Galvez está sem seu próprio carro. Alfonso já havia partido em seu próprio carro atrás do Mustang branco.

...

Iris entra na casa sendo recebida por Luther que carrega os dois bebes nos braços, se exibindo com eles, logo atrás, está Chyio olhando com cara feia, preocupada e nenhum pouco contente com o exibicionismo de Luther.

– Me devolva, Isao! – Ordenou a gueixa, Luther lamentou entregando a criança para mãe, segurando apenas Henry Andersen o pequenino de um ano.

– Seu pai é o maior mala. – Ela aperta a ponta do nariz do bebe que ri feliz.

– Como foi? – Luther pergunta.

– Humilhante, aquele homem é repugnante. – Christian se aproxima. – Desculpe-me.

– Não tem problema, só tenho a concordar com você. – Christian fala.

– Ele falou de Jade como se ela fosse uma .... Uma mulher que... – Iris senta-se na escada. – Foi ridículo, ele foi completamente inapropriado com Jade, deu para ver o desconforto dela. As coisas que ele falou....

– Achei que era rival da Jade. – Dale fala se aproximando, pegando Isao nos braços, o menino ri se remexe feliz reconhecendo seu pai.

– Ainda sou uma mulher nessa sociedade lixo. – Ela fala com desdém.

– Já devia ter se acostumado. – Dale fala balançando o bebe nos braços.

– Fala isso, por que tem um pe...

– Não fale essa palavra! – Chyio repreende tapando os ouvidos de Isao ainda no colo do pai.

– Me poupe, ele tem um também! – Iris se irrita. – Eu vou dormir. Me acordem quando o jantar estiver pronto.

– Sinto muito pelo meu pai, Iris. – Christian fala.

– Não sinta, seu pai ainda é um babaca, e você não tem que se sentir culpado por ele. – Iris some ao terminar de subir as escadas.

 

...

 

As garotas entram na casa, Evie surge com seu filho nos braços, Talita corre para Jade que a puxa em seu colo beijando seu rosto.

– Como foi? – Evie pergunta, elas sobem a escada indo para o quarto de Jade. Jade tira o vestido que usava, cobrindo-se com um roupão, ela nãos ente vergonha de sua semi nudez entre suas amigas.

– Humilhante! – Jade fala. Ela termina de amarrar seu roupão estendendo o braço para Evie, Evie sorri entregando Harry para Jade, que senta com as pernas cruzadas em volta da cama. Jade não podia ter filhos, e ela amava Harry como se fosse seu. Ela o balançou nos braços sob o olhar atento de sua mãe coruja.

– Jade foi absolvida, é claro. – Lena fala. – Iris estava lá, não foi muito bom. E não acredito que não nos disse sobre ela e Luther.

– Lena, isso não é relevante agora. – Vik fala. Hay está em frente à janela olhando, ainda não muito enturmada com as garotas amigas, Meredith foi para o quarto com Talita.

– Eu falei com Iris, está tudo bem até agora, ela estava falando com Meri. – Jade fala.

 – Mas é o advogado? Sei que há rumores que ele matou a esposa e a amante. – Evie fala. Hay se aproxima interessada.

– Matou esposa e amante? – Hay pergunta.

– Que história é essa, Evie? – Jade pergunta.

– Ouvi dizer que ele matou a esposa, ele tem um filho, Christian Andersen, parece que ele “sumiu”, parece que o pai dele, seu advogado tinha uma amante, que recentemente deu à luz a um bebe. Que ele descobriu ser homem, dizem que ele matou a mulher segurando o bebê. E ficou com a criança, depois disso Christian fugiu com o bebê. Faz quase um ano.

– E onde está esses filhos? – Lena pergunta curiosa.

– Não sei. – Evie dá de ombros, o bebê reclama faminto, gritando a todos pulmões, Evie a pega de volta dos braços de Jade, descobrindo o busto para amamentar seu filho. Hay observa com cuidado.

– Desculpa a mudança de assunto. Mas quem é o pai. – Haya aponta para o bebe.

– Um babaca eu vou estrangular até a morte. – Jade fala.

– Spencer Montgomery. – Evie responde.

– Hm.... não é o doido que havia sido internado? – Hay pergunta, Vik desvia o olhar.

– Como assim? – Jade pergunta, Evie também está curiosa.

– Ele estava por aí, em 70? – Hay fala pensativa.

– Você estava na universidade, Evie não trabalhava ainda. – Vik fala. – Ele deu trabalho, arrumou confusão com os Pourpouse, endividou a família até o talo. A gueixa dos Yakuza o jogou na frente de um carro numa noite, a irmã dele o levou para um hospital depois. Longa história.

– Ok... – Jade fala incrédula. – Como eu ia falando do julgamento. Foi estressante. Quebrei o nariz do desgraçado, Alfonso teve que me salvar para aquele nojento tirasse as mãos de mim.

– Argh! – Evie exclama com ódio do homem que ela nem viu ainda.

– Ele estava olhando para a menina mais nova. – Hay fala.

– Meredith? – Lena pergunta a outra assente.

– Agora que vou mata-lo, se tentar encostar nela! – Jade vocifera.

– Aproveite e mate todos os outros homens dessa máfia. – Hay fala. – Fara um grande favor a todos. As mulheres e Hay riem.

– Estou com você. – Vik fala sorrindo. Evie volta ao seu quarto no fim do corredor – ela fora relocada para não “atrapalhar” com o bebe. Lena arrasta Vik para fora do quarto. Hay sai logo em seguida. Jade volta a ficar sozinha. Mas não por muito tempo. Após jantar com suas sobrinhas/primas, as três voltam para o quarto de Jade. Se ajeitam na cama espaçosa da mesma, Talita dorme entre Meredith e Jade, Jade está segurando a mão de Meri por ciam de Tati.

Ela jurou ao silencio da noite, para a mãe delas, Maria Helena, que as protegeria como suas próprias filhas. Que jamais deixaria ninguém tocar ou machuca-las, eram suas meninas, e não deixaria nenhum homem como Maxwell se aproximar delas, ela mataria, seria presa, o que fosse, mas protegeria elas.


Notas Finais


Julgamento atrasado, mas aconteceu, Jade sentiu se humilhada e violado, o mundo em que elas vivem é injusto. Maxwell é um homem terrível, que ainda dará problemas, ainda mais que seu filho está com os Pourpouse, mais um problema aos Pourpouse além de James Greenheart.

Fico por aqui, por que se abrir discussão sobre toda a questão das mulheres, ficaremos o resto do ano falando, rs, espero que tenham gostado, deixem-me saber o que acham, suas opiniões são sempre bem-vindas!


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