História Famílias do Crime - Capítulo 40


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Mansão Montgomery, Assassinos, Crime, Familias, Guerra, Interativa, Máfia, Mansão, Montgomery, Morte, Spin-off
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Palavras 7.114
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Slash, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem, ultimo capitulo, desculpe se ficar muito cheio de informação, é que realmente é uma grande trama, tanto que foi dividida em quatro partes (3 ano escrevendo), lembrando que tudo será corrigido após finalizado, e que todos os fatos aqui se interligam as outras fanfics.

Boa Leitura, apreciem. Nos encontramos nas notas finais.

Capítulo 40 - Anos 2000 - Nada há para se Arrepender


Fanfic / Fanfiction Famílias do Crime - Capítulo 40 - Anos 2000 - Nada há para se Arrepender

Capitulo 38 – Anos 2000 – Nada há para se Arrepender

 

O ano de 1997, que seguiu após a ida de Eva e Kath para o internato, a saída de Lena da máfia, foi logo abalado pela morte de Rogers Cooper, a família apenas fizera um funeral simples. Nada fora declarado, ninguém comentara sobre o ocorrido. Os boatos corriam, diziam-se que Éden Cooper pagará para matar o filho.

Em quanto pouco a pouco se recuperavam dos dramas, em 23 de outubro do mesmo ano, a bolsa de valores de Hong Kong, umas das maiores do mundo cai 10,4%, não demora para a crise se espalhar, as bolsas caem, e vira um novo caos, as máfias tinham muitas ações, compradas de empresários, para usurpar dinheiro e para pagamento de favores, o que foi péssimo. O ano termina em crise.

Em 1998, Evangeline volta para casa, mas tempo suficiente para logo ingressar na faculdade, Kath permanece, Harry, Isao, Henry e Joanne são oficializados como membros da máfia. Como um San Martin, Harry recebeu o touro, e ainda, junto com os outros três, recebeu o “P” dos Pourpouse, Isao ainda receberia tatuagens da Yakuza. Eles receberam suas acomodações na casa grande, no caso apenas Henry e Harry. Eram os ovos membros importantes. Já Rogers Jr, começava seu treinamento intenso para se tornar um membro da máfia.

Nada de muito importante aconteceu nesse ano, tirando a recuperação árdua da nova crise, algumas ações tiveram de ser vendidas, acordos desfeitos, muitas coisas apertaram, Spencer teve seus ataques de raiva, quase jogando suas riquezas ao fogo. As coisas melhoraram lá por setembro e permaneceram estáveis até então. O Ano também é marcado pela morte do Patriarca Éden Cooper, deixando Theo, o atual único filho para Patriarca.

1999 inicia com a transição eletrônica do Euro em vários países, que obrigou mudarem suas formas de pagamento aos Europeus. Além dos clamores do fim do mundo que apavorava os mais crentes, alguns desastres naturais desestabilizaram algumas máfias, que em prol do povo, e de se manterem, com a população sempre ao lado deles, garantiu que a cidades afetadas fossem restauradas sem ajuda do governo.

Kath com seus quinze anos decide voltar para casa, não querendo continuar no internato, ela deu um jeito de ser expulsa, Joanne e Isao ficam noivos, mas tudo ainda parece muito cedo. Louis com seus doze anos, começa a treinar, sendo discípulo de Samantha e Evie. Galvez se aposenta, A esposa do Patriarca Vincent Sant’Ana morre de infarto. No mesmo mês, Frank Capone adoece, decorrendo em dois meses, em uma morte, dando um fim a história dos Capone nos Estados Unidos.

Quando os computadores finalmente marcaram o ano de 2000, e o mundo não acabara, o melhor ano novo ocorrera. Dale e Meredith continuavam lado a lado, Joanne e Isao pareciam prósperos aos futuros casórios. Eles tinham novos membros na máfia, e novos prodígios a caminho. Evie e James estavam lado a lado, e logo o fato de Spencer ser pai de Harry fora deixado de lado, pelo próprio rapaz.

Meredith recebera uma carta que a irmã Talita, havia se casado em 1994, com um rapaz um Professor de uma universidade, Henrique Yunes, eles inclusive tinham já dois filhos, chamados Francisco, nascido em 1995, e Anahí em 1997, e que o ultimo estaria para nascer esse ano, Roberta. Estava assinado por Jade, na carta falava sobre Nancy ter adotado um rapazola chamado Felipe, e que o pai estava bem. Ela pediu desculpa pela demora, mas era melhor assim afastado de tudo.

Meri respondera contando sobre Luther, e as outras mortes, falou sobre as crianças e como as coisas iam bem, disse que estava tudo bem, e que desejava felicidade a todos, que os amava e sentia saudades.

Ela havia enviado a carta a duas semanas, o ano de 2000 prometia futuro, eles diziam, mas sabia muito bem que não haveria uma segunda carta. Provavelmente era a única. Estava sentada na sua sala exclusiva de Matriarca, Joanne estava ali lendo alguma coisa, um livro épico ou qualquer coisa, ela não tinha interesse em estudar. Nem mesmo Katherine queria ir para uma.

Ela seria péssima na máfia, a menina só piorava, sua caixola cheia de problemas, era claro que sua culpa, fora ela que jogara a criança de uma escada alta. As vezes saia com ambas as meninas fazer compras, mas era irritante, Katherine falava demais e queria experimentar e comprar tudo.

– Mãe! – Kath bate na porta. Meri suspira, era pensar nela que aparecia.

– Entre. – Diz, Joey retira os olhos do livro, a irmã entra, ela cada vez mais lembrava um pouco de Iris, mas muitas coisas começavam a divergir. Kath era mais pálida, ela ainda tinha muito de Luther.

– Está tendo um tiroteio do outro lado do quarteirão, a polícia, eles estão fazendo uma limpa! – Kath diz ofegante, suas bochechas vermelhas, Meri levanta assim Joanne faz. – Dale pediu para avisar, ele vai com o pessoal.

– Eles não podem fazer a rua um campo de batalha! – Meredith sai da sala seguida das duas meninas. Desceu as várias escadas e encontrou Galvez caminhando para lá e para cá falando com um dos vendedores ao telefone.

– Denunciaram-nos! Acham que foi uma gangue de rua! Tem civis na rua! – Ele xinga algo em espanhol. – Dale levou, James, Agnelli, Harry, Henry e Isao! Pelo amor! Só os aprendizes e esses maracujás de gaveta!

– Droga! Mas que merda Dale! – Meredith diz para si mesma, chamando um reforço. – Quero que retirem todos civis, e tirem a mercadoria que ainda estiver de lá, e evacuem, não quero ninguém sendo preso! – Ela ordena, a Matriarca desce do salto, Joanne está já armada. – Cuidado, Joey! – Ela diz, Joanne assente e vai com o reforço para os fundos, onde o tumulto ocorre, eles ouvem tiros, as sirenes da polícia e a gritaria. Katherine abraça-a por trás, apertando. Ela era sempre assustada.

 

Lá fora o tumulto era grande, a polícia chegou sem sirenes, ninguém notou, eles pararam no beco de venda e a troca de tiros começou, eles correram para a rua dos fundos do casarão, eles começaram a desmanchar o barracão e evitar que a polícia entrasse na casa.

Veronica era uma mulher trabalhadora, que quando a vida apertou, deixou a Ucrânia sua terra, e os dois filhos pequenos para tentar melhor vida nos Estados Unidos, isso fazia pouco mais de um ano, viver nessa área tinha seus riscos, ela sabia, mas era o que podia pagar.

Voltava do mercado com os meninos, seus dois filhos, para irem para casa quando tudo começou, tudo que ela poderia fazer era proteger seus filhos, o menor chorava alto, e o mais velho se agarrava a mãe.

James atirava contra os policias, eles não matavam oficiais, feriam apenas, evitava guerra da polícia com as máfias, James estava com Harry, o rapaz conseguiu livrar um dos vendedores da polícia. Isao não estava muito longe, com Henry defendendo a casa.

Dale e Agnelli avançavam nas pessoas, tinham que recuperar tudo, se livrar dos policias e não deixá-los levar nada, não era atoa que eles eram o “Fix Shit” e o “Mãos Limpas” eles limpariam essa bagunça já. O problema eram os civis. Os capangas logo chegaram com Joanne, eles afastaram as pessoas. Veronica viu isso como a oportunidade perfeita para correr para longe, pegou o mais novo de seus filhos no colo e segurou o outro pela mão e correu.

– Deixe os civis saírem! – Joanne grita, e Dale repete a sentença, eles falam com os policiais, mas os tiros prosseguem, eles sabem que se deixarem um segundo sequer, eles somem com tudo. Foi Verônica pôr o filho no chão que sentiu algo rasgar lhe por dentro. O pequeno gritou, e o mais velho tentou segura-la.

– Mamãe! – Ele grita, Veronica, cai, o sangue já manchando sua roupa, ela olha para os filhos que choram. Dale vê a cena se distraindo por um milésimo, mas logo percebe a aproximação de um policiar, ele atira no braço do mesmo, ele derruba a arma perto da criança que chora com a mãe nos braços, ele se aproxima da arma do policial, pegando-a rapidamente, e se encolhendo atrás de uns sacos de lixo com o irmão mais novo, que ele tenta silenciar.

Dale pode ver tudo de canto, ele ouviu Joanne gritar novamente para tirar os civis, os meninos estão encurralados, Richardison, ainda atirando contra policias, decide, por impulso, ir em direção aos meninos, afastando-se, ele se aproxima, a arma na mão a posto caso alguém venha por trás.

– Garoto! Solte esse amara, vou tirar você daí!

– Fique longe! – O menino empunha a arma. – Vocês são caras maus! Eu sei!

– Eu sei garoto, mas não vou machuca-lo! – Dale se aproxima. – Vamos saia do meio da troca de tiros! – O menino se encolhe pela aproximação, o mais novo dos irmãos solta um grito estrangulado junto a um soluço.

– Sai! – O menino fecha os olhos apertando o gatilho. Dale, cambaleia para trás, tocando a ferida no abdômen. Ele sente a dor consumir, ele já não tinha idade para isso mais. Agnelli se aproxima assustado, ele segura Dale, que fita a criança de olhos arregalados e de arma em punho. Agnelli deixou Dale mirando a criança.

– Gio! – Dale diz. – Ele estava se defendendo!

– Podia ter te matado! – Agnelli se aproxima do menino e tira das mãos dele a arma. – Pirralho! – Ele se encolhe correndo para o irmão, ele segura no pequeno, Gio se volta para ajudar Dale, a missão dele acabou aqui, olha por cima do ombro vendo que a criança sumira. – Vamos, Matriarca não gostara nada disso, Sr. Richardison. Eles voltam para casa, e ele é mandado direto para a ala medica dentro da casa, onde Sam e Amélia e alguns outros trabalhavam.

– Como isso aconteceu!? – Meredith pergunta para Giovanni.

– Um moleque! – Giovanni responde. Meri exige resposta melhor, mas claramente, Giovanni não as dará, ela logo trata de ir atrás do parceiro. Ela conseguiu o ver apenas pela noite, teve que resolver os pormenores, tardou para livrar-se dos policiais, haviam alguns feridos, felizmente nenhum morto. Dale estava em seu quarto privado, quando Meri entrou.

– Estou bem... a criança se defendia. – Dale logo vai falando. Meri senta-se ao lado dele na cama. – Ficarei bem.

– Eu sei que sim. – Ela diz, beijando suas mãos. – Ficara mesmo.

 

Amélia termina de limpar os cortes e pequenas feridas que seu marido de obrigação tinha. Agnelli parecia nem um pouco para papo, há pouco seu companheiro de luta quase morrera, por causa de uma criança. Joanne e Isao já estavam de volta a casa e a todos os membros também, eles conseguiram retirar quase toda a mercadoria, porém, tiveram que se livrar dos civis mortos, afinal, não precisavam de provas contra eles.

– Então foram alvejados por uma criança. – Hay surge tirando sarro de Giovanni que apenas olha-a com feição irritada. – O que fez?

– Nada! Apenas retirei a arma dele, ele roubara de um policial, depois que a mãe caiu nos pés dele.

– Pobre criança! – Mel diz horrorizada. – Por que não o trouxeram para cá?! – Ela se afasta olhando para os dois.

– Devia ter trazido mesmo, se ele conseguiu atirar em Dale, o garoto tem potencial. – Hay fala, acendendo um cigarro. – Em breve você e Dale estarão se aposentando. Tão cedo quando imaginar Dale será vovô. – Hay diz com um sorriso divertido. – O Srs. Precisam de um discípulo.

– Digo o mesmo a você. – Ele responde, pegando o cigarro de Hay. – Estou indo para o clube, não pretendo voltar para o jantar. – Ele diz mais para Amélia que dá de ombros. Gio sai da salinha escura e parte, Mel olha para Hay.

– O garoto. – Mel diz.

– Como disse tem potencial, e é órfão agora. – Ela diz com um sorriso, a Capone fita-lhe com um olhar desaprovador. Mel sai dali, pensando na criança, que vira a própria mãe morrer em sua frente, e ainda conseguiu se defender. Se aproximou de Meredith que estava na sala de estar com Katherine que mexia em algo.

– Meri, ficou sabendo do garoto?

– Que atirou em Dale. – Ela diz sem fitar a velha amiga. – O que tem.

– Ele é órfão! – Mel fala exasperada pela falta de atenção. – Vai deixar uma criança órfã sozinha por causa de...

– Crianças ficam órfãos, e morrem todos os dias devido a drogas, não é algo novo. Por mais difícil que seja, é a nossa realidade, o que espera que faça, Mel?

– Ele conseguiu atirar em Dale! Pelo amor abrigue-o e faça dele um membro ao menos, imagina o que essa criança ta passando.

– Devia falar com Agnelli, se deseja um filho, Amélia. – Meredith fala de modo áspero, Kath fingi não prestar atenção.

– Não ouse falar sobre isso. – Amélia fala com amargor, seu casamento infeliz por obrigação, apenas para dar uma chance ao pai, mesmo que tenha sido ele o culpado da morte de seu amado Lorenzo. Ela queria quem sabe ter sua família, como planejara um dia com Enzo.

– Sinto muito, Mel, mas não vou abrigar uma criança, imagine se eu fizesse isso com todos os pobres coitados dessa periferia que ficam sem seus pais? Já tenho muitas bocas para alimentar aqui. – Meredith fala, já em pé.

– Desculpa me intrometer, mas o garoto parece ter potencial. – Era Hay. – Qual é, pega-lo assim cru como está e faze-lo dele o melhor. Sem contar que precisamos de novos membros, muitas das crianças estão indo para escola e universidade, poucos ficam para a máfia dos nossos.

Era verdade, muitas das crianças que nasciam ali, filhos de membros estavam indo para a escola, por próprio incentivo de Meredith, que não queria condenar aquelas crianças a essa vida, a não ser que elas quisessem. Ela queria que elas tivessem a oportunidade de Tati, sair dali, e ser feliz longe de tudo, lembrou da irmã agora, casada com alguém que ela gostasse, e com três filhos.

– Tudo bem. – Ela suspira, enchendo um copo com whisky, que tinha na mesinha logo ali. – Sinto que algo bom vira disso, apesar de não gostar. Ele pode muito bem um dia vir a se vingar de nós.... – Ela beberica a bebida, agora que era seu habito. – Encontrem a criança, mas eu quero falar com ele.

Foi o que fizeram, em quanto Dale se recuperava muito bem, apesar de ter ficado com possíveis sequelas, já que aparentemente havia acertado o rim, ele dizia estar tudo bem, Isao ficava a todo momento o questionando e pedindo sinceridade.

O shopping estava cheio como de costume, Kath olhava par as vitrines desejando tudo. Joanne parecia entretida com as joias, e Meredith apenas procurava uma loja especifica. 

– Anda, Katherine! Não viemos fazer compras! – Meri fala com Kath que a paços rápidos se aproxima da mãe de criação.

– Mas então por que estamos aqui? – Ela questiona de modo inocente, Joanne revira os olhos.

– Não me faça perder a paciência já cedo, Katherine.

– Ah! Mas o que, que eu fiz! – Ela bate o pé como uma criança impertinente. Meredith finalmente acha uma loja infantil, Hay disse que o garoto tinha um irmão mais novo, e o protegia, aparentemente o menino estava se virando sozinho em casa. Ela comprou um ursinho de pelúcia, que a dona da loja garantira que qualquer criança amara, bem, Kath havia amado.

 

Eles haviam passado por muito, dificuldades, lembrava muito bem quando o irmão nasceu e a mãe quase não tinha o que lhes dar para comer, ele ajudara como pode, era muito pequeno, mas não era obtuso, por mais que a mãe tentasse faze-lo pensar que tudo sempre era bom, vê-la morrer em sua frente fora horrível, mas ele tinha Dimka para cuidar, ele tinha que cuidar de seu irmão, como mamãe dizia.  Sempre tinham uma chave escondia, e foi assim que ele se abrigou de volta em casa, que tinha algumas comidas ainda.

Mas estava acabando, ele sabia, e isso seria difícil as vezes chorava escondido, quando Dimka dormia, ele era uma criança e precisava de sua mãe, constantemente sonhava que estava com a arma na mãe e ele mesmo matara a mãe. Seu pequenino irmão perguntava da mãe. Ele dizia que ela voltaria depois, mas nunca acontecia. Passara-se uma semana sem sua mãe. Eles não tinham ninguém nos EUA.

Ele queria chorar, muito, mantinha-se forte, firme, e fingia estar tudo bem na escola, não diria nada, ainda mais que o corpo de sua mãe sumira, ele passou na delegacia dizendo que estava com uma avó doente e que ela pedira a ele para saber. Se perguntava se o homem que atirara estava bem. Alguém bateu na porta e ele se assustou.

– Mamãe?! – Dimka correu para porta. O garoto correu e pegou seu irmão tapando sua boca. 

– Não é mamãe, Dimka, corre para o quarto, e fique em baixo da cama.... – Ele disse, o menino relutante o fez.

– Garoto? – Sabemos que está ai! – Era aquele homem que tirou a arma dele. – Abra a porta!

– Estamos aqui para ajudar. – Era uma voz suave, uma moça. – Sou medica, pode abrir a porta, querido? – O menino estava relutante.

– O que querem! – Ele disse com sua voz infantil e tremula.

– Assustou-o. – Meredith olha para Giovanni – Parabéns – Ela deu um passo à frente e foi direto a porta no lugar de Mel. – Escute, sabe, eu perdi minha mãe quando era criança, minha irmã tinha sua idade na espoca, foi muito difícil, pois ela era tudo para mim.... Sinto muito pelo que aconteceu com ela, vi minha mãe morrer na minha frente também.... Estamos aqui apenas para ajudar-lhe. – Meri sabia como usar sua própria dor para atingir os outros.

Quando a porta finalmente se abriu, um garoto magrinho e miúdo com grandes olhos vermelhos de lagrimas. Ele tinha uma feição derrotada e triste. Amélia o abraçou assim que o viu, e ele apenas deixou as lágrimas caírem, dos fundos do apartamento, veio correndo um outro pequenino.

– Ei. – Meri mostra o ursinho para o pequeno que abre um grande sorriso e se agarra ao bicho. Mel colocou o menino no sofá, Meri olhava o pequeno apartamento, era um conjunto habitacional bem de periferia, estreito, com um olhar descaído, um prédio verde musgo desbotado e janelas sujas. O apartamento tinha o jeito fúnebre igual, moveis velhos, e de cores depressivas e opacas, as janelas com cortinas pesadas. Ela viu um retrato no canto de uma estante, era uma mulher sorrindo, com duas pequenas crianças, os dois meninos.

– Pode nos falar sobre você? Seu nome, nome do seu irmão e da sua mãe? – Meredith pergunta.

– Lev. – Ele tinha um sotaque no fundo. – Dimitri. – Ele aponta para irmão. Mas não diz o da mãe. Amélia pergunta de onde eles são. – Ucrânia. – Ele diz com um sotaque mais forte.

– Idade? – Mel pergunta.

– Nove, ele quatro. – Lev diz encolhido no sofá.

– Bem, podemos cuidar de você e de seu irmão, se assim desejar, uma casa, escola, comida, abrigo, tudo que precisarem e quiserem, até brinquedos que quiserem. – Meredith tentou parecer convincente.

– Vocês são criminosos! – Ele diz encolhido, olhando de moo acusador.

– Somos. – Agnelli não hesita em dizer. – Fazer oque.

– Estamos aqui para ajudar. Você é um garoto esperto, e por sua casa, meu parceiro está de cama ainda. Podia tê-lo matado. – Meredith encara a criança de modo intenso. Ela pode ver a dor em seus olhos. – Você é um garoto muito esperto. E vejo que está tentando cuidar de seu irmão a todo custo. Diga-me, sua mãe disse para cuidar dele?

– Sim....

– Eu também cuidei de minha irmã, hoje, ela está bem longe disso tudo, do crime, ela não é criminosa como eu, ela tem uma família e filhos. – Meredith diz tentando manter-se firme. – Você entende o que quero dizer? – Ele apenas a fita. – Se aceitar vir conosco, darei tudo que disse antes, mas tem condições, mas.... Seu irmão ficara protegido. – Ele olha para o irmão, um garoto que passou por muito e amadureceu cedo, era visível, ele não era ingênuo nem nada.

– Nós vamos. Mas como você disse. – Ele fala.

– Você é um bom garoto, Lev. – Meri disse, Mel sorri. – Vou dar uma casa só para vocês, tia Amélia, vai ajuda-los com tudo. – Ela lança um olhar severo a Amélia, era para apenas ajudar, não adotar as crianças. – Pegue tudo que quer levar, vamos agora.

Lev se levanta do sofá, e sai dali para o quarto, voltando algum tempo depois com malas, ele pega Dimka e o leva ao banheiro, onde o troca e volta para a sala, antes de ir, ele pega a foto dentro do porta-retratos e guarda com suas coisas.

– Ele pegou coisas da mãe. – Mel fala. Ela vira ele abrindo o guarda roupa da mãe.

O pequeno Lev Lakedon Belikov logo veio se tornar um bom discípulo, sendo ensinado por Hay, James, Agnelli, Vik, e até mesmo Dale quando se recuperava, para o mesmo as coisas não iam muito bem, mas ele se manteve forte. Dimitri Lakedon Belikov fora colocado na creche, e teria tudo que precisasse, mas longe da máfia.

Hay, James e Agnelli ensinavam pouco a pouco como se defender, agir, e ser, ele era pequeno e útil para ajudar em pequenas invasões, e ele estava saindo-se muito bem, sem nenhuma abjeção, silencioso e atencioso, não discutia, falava quando era lhe inquirido. O ano logo passara. Para infelicidade de Meredith Dale piorou, ele vinha definhando na sua frente, ele não culpava a criança e acompanhava o progresso do mesmo.

As coisas para o casamento de Isao e Joanne estavam quase prontas, e tão breve eles se casariam, pois temiam Dale passar dessa para melhor antes do casório. Os dias ficaram sombrios, quando Dale teve que ser levado ao hospital, já que os cuidados dos médicos da máfia já não eram suficientes, lá ele acabou pegando uma bactéria e morreu em alguns dias. O primeiro ano do século XXI para Meredith fora o pior de todos, não eram novos tempos que vinham.

Ele ordenou incêndio da casa do médico que deveria ter evitado a morte de Richardison, o fúnebre funeral fora intenso, Meredith não soltara uma lagrima, pois ela não choraria mais, nunca mais, apenas sofreria em silencio. Ele estava enterrado ao lado filho. Não bastava sofrer tendo o filho logo ali? Agora o seu amado?

Jade viera, e lhe provocara, com duras palavras sobre o assassino de sua mãe, que também fora seu amante. Terminou em tapas, e uma Meredith derrotada, Jade sabia como usar as palavras, sabia magoar.

– Ao menos não chorastes pelo assassino de sua mãe. – Ela cospe, aquilo dói, tanto, ela pega uma arma e mira em Jade. – Vamos, tem coragem? – Meredith não atira, ela nunca faria, isso ela solta a arma ofegante e some dali. – Você nunca foi boa com armas. – Jade recebe olhares de fúria de todos os Pourpouse, inclusive de Evie, menos é claro, Vik, Hay e Galvez contiveram os sorrisos, afinal sentiam falta da afiada Jade. Eles saíram para beber depois disso.

No dia do casamento, em maio de 2001, fora um fiasco, Joanne fora deixada no altar por Isao que partira de volta ao Japão para ir ficar com a mãe, ela queimou as roupas dele, que ele buscaria mais tarde, quebrou o carro dele, rasgou fotografias que ele tinha, quebrou tudo que podia, destruiria tudo que era dele como ele fizera com ela. Ele não gritou, não falou nada, entrou no quarto, pegou o que ainda era possível resgatar e partiu.

Kath ficou ao lado da irmã, contra a vontade dela, ainda nesse ano, os Sant’Ana anunciaram que Hank Sant’Ana substituiria seu pai no Patriarcado e posteriormente seu filho Victor que ainda tinha 11 anos.

Montgomery novamente dava as caras, ele coordenava tudo de Sidney, ou de Nova York, vivendo em constante viagens sabe-se la para que, Meri sabia que aquele lunático tramava algo, Louis crescia e ainda permanecia no internato que fora posto, recentemente ele adotara o nome de Louis Carter, já que Spencer não queria que ele fosse associado ao seu nome, já que cada vez mais Audrey o expunha de modo horrendo na mídia, em quanto sua ex-mulher crescia na indústria de cosmética, sua reputação ia para o brejo.

– Só li verdades. – Meredith disse jogando a revista na frente dele.

– Ela me proibiu de ver minha Meg! – Ele diz exasperado e exageradamente como sempre.

– Eu faria o mesmo. – Meredith sempre o provocava. Ele saiu de lá marchando, mas antes se virando para Meri. – Eu vou recuperar minha filha.... – Meri apenas deu ombros.

Eles tiveram alguns problemas com comercio com países da américa latina como brasil devido a doença da vaca louca, além dos combates em Israel e Afeganistão que bloquearam todos o tipo de exportação, com o exército americano e do reino unido entrando no pais não era seguro nem mesmo enviar armas ilegais para lá.

O caos se instala quando as torres gêmeas são atacadas em 11 de setembro, o medo de um conflito mundial, como uma nova guerra, causou grande desiquilíbrio nas economias do mundo, ainda em Nova York houve a queda do voo 587, que matara muitos, inclusive alguns membros mais baixos da máfia.

Os anos passam voando, Eva se forma na faculdade, e vai morar em Manhattam, com uma colega chamada Gwen, deixando a casa do Bronx, 2002, o euro entra em vigor em toda união europeia, novamente causando alguns problemas de conversão na hora de vendas de mercadorias nos países europeus, nova guerra no Afeganistão ainda deixa o trafico de armas parado, na américa latina, uma crise econômica os atinge, novamente fazendo as máfias americanas não se envolverem com esses países, deixando a transação de mercadorias muito pequena. E para a tristeza e alegria de outros, Galvez veio a falecer.

Já 2003¹ inicia-se com o fim da operação de invasão ao Iraque por parte do EUA, as coisas voltaram se ajustar novamente, a máfia corria bem e tudo ia muito bem novamente, recuperados como nunca.

– O que? – Meredith pergunta boquiaberta. – Odeio aquela menina, mas o que me pede....

– Vamos, você não gosta dela, tenho alguns projetos, preciso de alguém como ela, e provável que ela nem se lembre de nada depois. – Spencer insiste.

– O que você está planejando? – Meredith questiona.

– Um ótimo jeito de trazer minha filha para mim, e provar um ponto. – Ele diz com aquele sorriso quase insano. – Você é a minha musa Meredith, investi em você muito, e agora era de provar que estou certo, você é perfeita para isso, depois de tudo que passou, vou dar a chance para outros.

– Não entendi. – Ela de ombros, ela nunca entendia o que ele falava mesmo. – Quer aquela irritante garota? Fique.

– Terei que devolve-la? – Ele sorri novamente perguntando, cinquenta e poucos anos e ainda um louco.

– Quero que ela suma. – Ela diz, Kath não iria para faculdade, pois não queria, não servia para máfia, as vezes tinhas crises de amnesia, Meri quase tinha certeza que só piorou depois de uma briga das irmãs Pourpouse, ela temia que Joanne tenha feito algo contra Kath para piorar a doença dela. Ultimamente ela ficara insuportável para Meredith. – Mais alguma coisa?

– Lembre-se que Carter será meu substituto.

– Não vou esquecer. Para onde vai?

– Voltar para minha ilha. – Ele sorri partindo. Em duas semanas, Kath foi com Spencer para sua ilha próxima a Austrália, a ilha pequena e cheia de mata, e uma bela chapada, onde uma bela mansão ficava. – Bonita? – Kath estava fascinada.

– O que faremos aqui? – Ela pergunta, Spencer olha para ela, ela te aquele olhar Iris, lembrou da mesma quando ainda era jovem.

– Vamos subir lá, fiz algumas reformas, quero a opinião, aliás, você se parece muito com sua mãe, sabia? – Kath esboça um sorriso. Quando lá no topo, na mansão, ela começa a olhar tudo a sua volta.

– É tão lindo, Tio Spence! – Ela diz sorrindo.

– É mesmo. – Ele diz, então dois homens surgem. Katherine olha curiosa. – Você vai me ajudar num projetinho. – Ele diz segurando nos ombros dela. – Seja uma boa garota, sim? – Ele diz ao ouvido dela, Kath treme.

– Tio Spence.... – Ela chama com a voz falha, as lagrimas embaçando sua visão.

– Não se preocupe, Kath, querida, você vai me ajudar, a ter minha filha de volta.

 

“Megan Victoria Montgomery, filha da empresaria Audrey Montgomery está desaparecida”

 – Era assim que ele pretendia ter a filha de volta? – Evie diz mostrando o jornal.

– Não acredito que ele vai usar o nosso dinheiro com isso. – Harry fala com raiva. Ele sabe que aquele canalha é seu pai.

– Alguma noticia de Katherine? – Evie pergunta. Meri dá de ombros. – Pelo amor, você deu a menina para ele literalmente!

– Ele não fara nada inadequado com ela. Se é isso que pensa. – Ele está se aposentando da máfia, e deixando tudo para Louis, Spencer está aproveitando suas ideias ao máximo que ele pode, explorando sua capacidade. – Meredith diz, mostrando uma carta. – Ele enviou essa carta dizendo isso. Que ele não bate bem da cabeça sabemos.

– Tenho quase certeza que daqui para frente ouviremos muito dele. – Evie fala com rancor. – Valha-me!

Os meses passam e nada parece bom, as notícias sobre o desaparecimento de Audrey são carregadas de desesperança, até mesmo apelos absurdos. Quando Audrey Montgomery – que manteve nome do ex-marido – Anuncia que seja lá quem sequestrara sua filha, dará toda sua fortuna para tê-la novamente. Logo entrara no jogo o detetive Hugh Hope, que pouco a pouco desvendava tudo e divulgava aos poucos ao jornal. Ele fizera uma lista de cerca de 18 jovens do mundo todo que sumiram no mesmo período, entre eles estava Katherine, mas na sessão sobre ela, não havia nada sobre a família.

– Não me lembro de dar por falta. – Meredith diz. Era obvio que Spencer havia feito ele mesmo a ocorrência de desaparecimento dela. – O que ele está tramando. Quando cada vez mais as notícias sobre isso ficavam com mais informações e causavam muito alvoroço.

– O que seu pai está fazendo, Louis? – A matriarca perguntava, mas ele nunca sabia dizer. Quando o fim do ano chegava e nada acontecia, nenhuma notícia foi divulgada, parecia que eles haviam resolvido a situação, há algumas semanas as teorias do Detetive Hope foram confirmadas quando alguns dos sequestrados foram libertados. E Katherine estava entre eles.

– Pelo amor, mãe! Você viu isso! – Joanne chamou por Meredith, estavam todos no café da tarde comendo. – Ela está grávida!

– Quem está grávida? – Amélia pergunta.

– Katherine. – Joanne joga o jornal no centro da mesa, todos se inclinam para ver, uma sessão falando sobre os sequestrados da “Mansão” como chamaram após relatos das vítimas.

– Dylan Noah.... – Meredith leu o nome do rapaz que era dito como parceiro de Katherine. – Mas que graça. – Diz enojada, Katherine sempre desapontá-la-ia.

– Aqui diz: “Katherine, é a única dentre eles que nãos e tem informações sobre a família.” – Evie lê. – Você vai busca-la?

– Não. Veja o que ela fez. – Meredith diz.

– Você fez isso a ela! – Evie diz exaltada.

– Mãe... – Harry acalma a mesma. No início do ano, foi anunciado o caso todo finalizado pelo FBI, Spencer Montgomery era o autor de tudo, acusado de sequestro, de incitar assassinato, tortura física e psicológica. Deixando vários mortos na casa que ele tinha em sua ilha particular. Com dez jovens mortos, e outros 14 vivos, porem mentalmente e fisicamente debilitados. Sendo duas delas gravidas, e uma criança.

Entre eles, estava York Nast, que cometera suicídio segundo as outras vítimas, filho de um empresário, que por sinal tinha altas dividas na máfia, Megan Montgomery a própria filha, Baekhyun Byun filho morto de atores asiáticos, dois marginais com passagem na polícia, igualmente mortos, Luna Scott filha também de empresários, associados a Audrey Montgomery.

Não passara nem dois meses quando foi descoberto que Spencer havia fugido com dois cumplices, Lúcifer Dante, delegado, e sua amante.

– O que você quer? – Meredith diz ao telefone.

– Preciso de uma ajuda financeira, prometo que irei devolver tudo. – Spencer diz. – Vamos lá, diga que não achou fascinante o que fiz?

– Você é louco! Não vou dar lhe mais dinheiro, o acordo acabou, Louis será seu substituto e não quero mais saber, Spencer, você está fora. Passou dos limites! – Ela desliga, quebrando o chip do celular logo em seguida, ela não quer mais contato com ele, sente um arrependimento, cuja devia ir atrás de Katherine, que nem mesmo lembra de nada.

2004 passa voando cheia de caos, e conflito, já que Louis ainda não tinha idade para assumir posto do pai. Ele permanecia no internato estudando. Meri ficara sabendo que Kath se casara com aquele tal de Dylan Noah, e tivera gêmeos, 2005 chega com a morte repentina de seu pai.

Talita apenas manda-lhe cartas, dizendo que pai amava-a, e que partira em paz. Apenas isso, nenhum, sentimos saudades, ou venha nos ver. Nada. Doeu, mas ela fizer ao que pode para dar essa chance a irmã, o importante é que ela estava bem e feliz longe da máfia. Quando 2006² chegou, com a esperança de um tempo em toda a bagunça, paz e tranquilidade.

Dois anos após o fim da temível Mansão de Montgomery, ocorre um tiroteio, após o reencontro das vítimas, e quase todos morrem, incluindo Katherine, seu marido, e um de seus filhos, apenas outros 5 sobrevieram e mais a filha de Montgomery recém-casada com o Detetive Hope que prendera Spencer.

No fundo aquilo doeu, e Meredith sabia que ainda se arrependeria, tentou não pensar na criança que Katherine deixara, ela sabia que chamava-se James Noah, e a outra que morrera, Scarlet Noah. Ela chorou em silencio, todo mal que infringira a criança.

– É tudo minha culpa! – Ela chora com raiva, ela olha o retrato de Dale no seu escritório. – Por que você não está aqui! Para dizer que nada disso é minha culpa! – Ela grita quebrando retrato contra o chão naquele dia. – Ah! – Ela grita com fúria.

Ainda nesse ano, Louis Wonsp Montgomery, assumindo o nome de Louis Carter, toma o lugar de seu pai no topo da Aliança das famílias de Nova York, em quanto estuda medicina, e é excepcional aluno de Samantha.

Em 2007³, Megan está entre as pessoas mais aclamada pela mídia, filha de um criminoso caçado, filha de uma empresaria, casada com um detetive do alto escalão, e ainda uma ótima detetive, eles abriram e fundaram juntos a Agencia de investigação Hope, (AIH), ela tinha tudo, tudo... depois da dor que passara, depois da mansão ela dera a volta por cima, não só ela! Steffany Okumurra, outra sobrevivente ganhava fama como comentarista e entrevistadora para grandes revistas.

Esse era o ponto, era disso que ele falava, a dor fortalece, nos faz viver de verdade, nos faz crescer, era assim que Meredith vivera, sofrera horrores a vida toda, e hoje era a maior matriarca dos EUA, quem diria. Harry entra para esse fórum, eles cultuam Spencer, mostrando como ele mudou a vida de Megan, que é graças a ele, que ela tem tudo hoje. Pela dor, uma vitória. Harry sente inveja, aquele olhar, que ele sabe que sua mãe odeia, o olhar que seu pai faz quando trama algo. Algo passa em sua cabeça.

Harry sabe que o maior medo de sua mãe, é que um deles, ele ou Evangeline acabe como Spencer...

“Vocês tem razão” – Ele diz, no fórum. – “É graças a ele, que ela tem tudo sim... o conheci pessoalmente, inclusive.”

Já 2008⁴ iniciou-se mais tranquilo, quando tudo aprecia perfeito, a notícia de uma nova Familia fazendo fortuna chamou a atenção de todos, fundando uma companhia de cruzeiros de luxo a Wonship, por Talones Wonsp. O nome muito famílias, Meredith sabia das artimanhas que Spencer fez para a família não falir, junto a seu tio haviam criado um falso membro da família que recebia todas as finanças para que nada ficasse para os Harris que aguardavam ansiosamente para não haver mais nenhum Wonsp para ficar com o dinheiro.

Agora, era obvio, que depois que ambição subira a cabeça de Spencer, e ele dera um jeito de se livrar do tio, que ele assumirá a imagem de Talones, com seu parceiro Juan Wonsp, e dois filhos adotivos que ele não dizia da onde vieram, era obvio que ele aprontava mais uma.

Quando 2009(5) chega, com a infeliz morte da viúva esposa do Patriarca Sant’Ana, a jovem Matriarca Evelyn Evenence, de 22 anos, traz para a máfia uma jovem prodígio no ramo da química das drogas, a mesma vendia dentro da própria escola, Mel Lima Blosfield, era o nome, que veio a ser a paixão à primeira vista de Louis.

– Quem é aquela, Matriarca? –Ele questiona durante uma reunião.

– A nova garota, trabalhara em parceria com Vik. – Meredith diz, brindando a nova membra. As coisas voltaram a ser como antes, prosperas, fortunadas, bem resolvidas, Louis trabalhava bem, era ótimo aluno, e coordenava a máfia muito bem.... Somente em 2014(6) as coisas voltaram a ficar feias, quando Montgomery fora descoberto aprontando outra de suas, dessa vez foi preso pela própria filha, após forjar o naufrágio de um dos navios da companhia, que fora utilizado por viajantes que ganharam num sorteio da Wonship.

E para piorar, em seis meses tudo decaiu, e como um golpe interno, Meredith fora derrubada, junto com ela Theo Cooper, e Louis Carter, eles subjugaram-na, e ela a destruirá.

 

– Em baixo do meu nariz, o tempo inteiro! – Meredith fala. Jamais esqueceria esse dia, quando Katherin Oswald entrou e a prendeu, ela não correu, deixou que eles prendessem a todos eles. – Minha filha se chamava Katherine. – E se ela tivesse sido boa com Kath? Aquela pequena demoniozinha que Kath chamara de filha teria apunhalando-a pelas costas?

Ser levada para a prisão fora um horror, mas ver que seu império destruiria a economia de uma nação, fora prazeroso, era graças a ela, que seu país era o que era, e ela viu tudo cair, tudo. Tudo por causa dela.

Mel Lima Blosfield, o nome que ficaria em sua memória para sempre, uma sobrevivente da Mansão, que fora adotada por Katherine, e que viera ser o amor de Louis, e que ao final lhe destruiu... A vida era cruel, ela ria, como o mundo é? Engraçado, uma sombra de Katherine que voltara para lhe assombrar, ela viu cada um ser preso, inclusive Joanne, James, Agnelli, Amélia.... Todos, ela conseguiu livrar Evie e seus filhos, como um dia prometera que a protegeria sempre. Lev, aquele outro trairazinha, que fugira com a detetive e o filho bastardo do Theo Cooper.

O mundo dava voltas e todos se encontravam, quem diria? Que Madalena cuidaria do filho bastardo de Theo? Que Tadeu, ao fim, ficaria com Lev? Seu refugiado e quem matara seu amante em autodefesa, quem diria, que Hannah, aquela criminosa de meia boca que ela contratara também com Megan Montgomery? Para longe da crise que eles causaram. Montgomery estava morto, junto a Mel Lima, ele ao final tirara a própria vida pela filha.

– Aceito. – Ela disse, quando o juiz disse que ela não poderia dizer nada sobre tudo que sabia, isso era já 2018(7), Operação Alzheimer, ela não tinha com quem falar mesmo. Meredith, aceitaria morrer com todos os segredos que sabia, mas a vida jamais permitiria tal riqueza morrer assim. Ela viveu, por mais que não quisesse, sua vida infeliz naquela prisão.

Constantemente relembrava da sua vida passada, agora aprecia outra vida, parecia que havia armado o próprio destino onde acabaria com o próprio destino. Nem mesmo Talita viera visitar lhe, e até mesmo morrera antes de o faze-lo, ingrata. Quando finalmente fora solta, quase quinze anos presa, ela sente se lívida, não há pesos sem suas costas, e talvez ela esteja em paz novamente.

Passar os últimos dias de uma eterna vida, admirando a paisagem desse lugar que agora se encontra é reconfortante, ao menos Talita contara aos filhos sobre ela, as vezes ela pensa que poderia ir atrás de James Noah, seu neto. Até onde sabia era um irritadinho com Iris, temperamento impossível.

– Foi bom em quanto durou. – Ela diz, olhando agora para Roberta, a filha mais nova de sua irmã amada.

– Algumas curiosidades....? – Roberta questiona, ela tem quase o livro inteiro já em seu computador.

– Disse a todos que Luther morrera de overdose, era um vexame ele ter se suicidado, Spencer sempre fora louco, mas no fundo tinha amor no coração e fizera suas loucuras pelo mesmo, matara pela prima que amara a vida toda, fizera um massacre em nome da filha amada, e no fundo ele sempre soube que Harry e Eva eram seus filhos, ele respeitou Evie acima de tudo ao final.

Meu pai era um homossexual no armário a vida toda, infeliz, que descontou suas frustrações na minha mãe, Evie sempre teve ódio de Spencer, e sentiu inveja e rancor a maior parte do tempo em relação aos filhos que Spencer amava, Louis e Megan. Meu irmão fora egoísta, e causara a própria desgraça, Iris sempre sentiu a raiva por ser substituída, Jade de ser a substituta, e eu.... Sempre fui amargurada pela vida, achei que precisava provar a mim mesma a maior parte do tempo e afastei a todos.... Talvez nunca tenha amado Dale, e sim tenha tido necessidade de seu afeto e paixão.

Luther sempre fora o que fora, só deixou que um momento ruim mostrasse sua verdadeira face, no final ele só queria ter sua mãe, e morrera ao lado dela, ele foi egoísta, sufocando Iris no amor dele, e no final pela própria dor, não pensou nas filhas que deixou para trás. Sua mãe, foi uma ingrata ao final de tudo. – Roberta olha com cara feia, mas nada diz. – Ela não hesitou em partir, e nem pensou em voltar. Ela falou de mim por pena.

– As coisas sempre são complicadas, Tia, não posso defender minha mãe, por que não sei o que ela pensava sobre isso. Mas ela amava você, ela queria que fossemos como vocês três foram um dia, um cuidasse do outro. – Roberta diz com cuidado. – Algum arrependimento?

– Nenhum. – Ela diz com um sorriso. – No final não me arrependo de minhas escolhas. Que adianta arrepender-se, se nada poderá mudar. Viva e deixe viver, encare os erros, não os repita, não tema os medos, e haja sempre de modo racional.

– Fim? – Roberta pergunta após breves minutos de silencio.

– Fim... – Meredith San Martin Pourpouse diz, era o fim, daquela história, ela sabia que ainda havia pessoas cheias de segredos, e coisa que possivelmente ela não sabia. – Vou querer a primeira cópia autografada e com dedicatória. – Meri esboça um sorriso.

– Com certeza, Tia, você será a primeira a ver assim que o editor me devolver. – Ela sorri, beijando a testa da tia, foram quase cinco meses desde que sairá da prisão. – O que acha de ir visitarmos algumas pessoas depois, Matriarca? – Meri faz uma careta rindo em seguida. – Podemos visitar, a prima Joanne, quem sabe seu neto James, Evie? Eva?

– Adoraria. Tenho certeza que eles têm muito a acrescentar ao seu livro. – No horizonte, o sol se punho, fazendo o céu laranja ficar escuro pouco a pouco, quando as primeiras estrelas começavam a brilhar. A vida fora boa. E nada havia para se arrepender.  


Notas Finais


1 - 2003 - refere-se aos acontecimentos da primeira parte de 'A Mansão Montogmery' (AM)
2 - 2006 - Refere-se tbm AM, ao sue final.
3 - 2007 - Refere-se a aconteciemntos antes da segunda parte de a 'Mansão Montgomery': 'O Navio Wonsp' (TSW) e ainda dá introdução (com Harry no Forum) a ultima parte de 'A Manão M.': 'Mansões, Seita M' (MSM)
4 - 2008 - Tbm se refere a TSW, um prefacio ao mesmo.
5 - 2009 - refere-se a terceira parte de 'A Mansão Montgomery': 'Mansão 2, Grande fã' (AM2).
6 - 2014 - refere-se a TSW tbm.
7- 2018 - Refere se ao final de MSM

Finalmente chegamos ao fim, foi uma delicia escrever, me emocionei e amei todos os personagens, sei que alguns tiveram pouco tempo para ser desenvolvidos e pouco surgimentos, mas eram muitos personagens, esse ano passou voando! E estou atolada de coisas para fazer e por muito atrasei a fic, o que pode ter pecado nos últimos caps corridos para finalização. Peço milhões de perdoes por isso, espero que tenham gostado, curtido e amado como eu, agradeço a cada um que escreveu os trechos, leu, fez personagens, e comigo compartilhou sua opinião, todos foram de grande importância para que eu conseguisse escrever a fic! Muito obg, tenho pequenos projetinhos em mente, sigam-me – quem quiser- e fique atento.
Quem tiver interesse, as 4 partes da serie/saga: A Mansão Montgomery:
[1] https://socialspir.it/5786518
-
[2] https://socialspir.it/5860435
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[3] https://socialspir.it/9452594
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[4] https://socialspir.it/11012273
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[spin-off 1] https://socialpir.it/6288814
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[resumo] https://socialspir.it/10194109
-
[agradecimento e curiosidades da saga] https://socialspir.it/12275548
(caso n consiga acessar os links, basta entrar em meu perfil ir em jornais e minhas historias) bye


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