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História Famílias são assim! - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo Único


Gina não podia acreditar na carta que tinha acabado de receber.

 

- Calma - começou a dizer Harry.

- Calma? Como “calma”? Eles brigaram! Tiago enfeitiçou quatro crianças e Alvo deu um soco em um! Como pode me dizer para ficar calma?

- Nós não sabemos o que aconteceu para chegar nisso, Gina.

- Mas nada justifica essa violência na escola!

- Eu me meti em muitas confusões, lembra? Eu e Malfoy brigávamos direto.

- Mas não assim!

- Não, agressão física era com a Hermione - falou ele rindo de leve lembrando do soco que a garota havia dado em Malfoy no terceiro ano - E você, no sexto ano…

- Não é a mesma coisa, e você sabe! Snape era diretor, havia comensais da morte e…

- Eu sei que não é a mesma coisa, só estou dizendo que os garotos merecem que escutemos o lado deles antes de brigarmos com ambos.

 

Gina parou no meio do berrado que estava aprontando para enviar a Tiago.

 

- Eles não podem sair impunes.

- Impunes? - Harry perguntou rindo - Gina, eles estão em Hogwarts. Tiago terá no mínimo duas semanas de detenção e Alvo uma por não ter usado magia. Acredite, eles estão encrencados.

 

A mulher acabou concordando e destruiu o berrador.

 

- Eles vão ter que explicar tudinho quando voltarem para casa na sexta - falou ela e Harry concordou.

- Só espero que Líli não tente seguir os passos dos irmãos - falou Harry.

- Nem brinca com isso.

 

Os dois estavam estressados só de pensar nas possibilidades que envolviam aquele acontecimento.

 

- Sabe - começou Gina - acho que precisamos de um banho.

- Tirou as palavras da minha boca - falou Harry sorrindo e indo com a esposa até o banheiro de sua suíte.

 

Enquanto isso, em Hogwarts, os três jovens Potter se encontravam às escondidas.

 

- Por que não podemos contar a verdade? - perguntou Lílian.

- Quer que eles saibam o que têm acontecido? - disse Tiago - Eles já têm muito na cabeça.

- Está decidido, Líli. Você finge não saber de nada. Eu e Tiago vamos resolver isso.

 

A garota parecia a beira do choro.

 

- Se eu… - começou ela.

- Não, você não têm culpa de nada - falou Alvo.

- Al está certo. Relaxa Líli! Não é a primeira e nem a última vez que vamos ficar em detenção.

 

A semana passou rápido e logo estavam todos passando as férias de natal em casa. Eles mal haviam chegado e o inquérito havia começado.

 

- Não podemos jantar primeiro? - perguntou Tiago.

- Vocês podem comer quando explicarem o que aconteceu - falou Harry.

- Foi uma confusão, só isso.

- Só isso? Tiago Sirius Potter, você pensa que pode usar Magia para qualquer coisa só porque está no sexto ano? E atacou crianças do primeiro ano!! Onde estava com a cabeça? - Gina parecia ficar mais enfurecida à cada palavra.

- Você fala como se eu tivesse torturado as crianças, mãe! Eu só usei o feitiço das pernas presas!

 

Alvo sabia que errou ao dar uma leve risada assim que viu a cara de seus pais.

 

- Acha isso engraçado? - perguntou Harry - Só porque não usou magia, acha que tudo bem? O garoto que você socou foi parar na ala hospitalar, Alvo!

- E a Madame Pomfrey curou o nariz dele em , literalmente, um segundo, pai!

- Não interessa! - falou Gina - Por que fizeram isso, afinal?

 

Tiago e Alvo se olharam mas não responderam.

 

- Não vão dizer?

- Eles começaram - falou Alvo.

- Começaram como? - perguntou Harry.

- Isso importa? Nós apenas revidamos. Você disse para nunca sermos saco de pancada, não foi, mãe?

- O que aqueles garotos do primeiro ano podem ter feito com vocês dois? - perguntou Gina que agora tentava não gritar e realmente entender a situação.

 

Lílian abriu a boca como se fosse falar, mas Tiago a olhou e arregalou os olhos como se a mandasse ficar quieta.

 

- O que foi isso? - perguntou Harry - O que houve, Líli?

- Nada - ela respondeu rápido.

 

Harry e Gina insistiram um pouco mais, mas quando viram que os filhos pareciam ter feito um complô para omitir a verdade, acabaram jantando em silêncio e indo para seus quartos sem trocar mais palavras.

 

- Tem algo errado, Harry.

- Eu sei, não estou gostando disso.

 

No dia seguinte, Hermione e Rony apareceram com Rose e Hugo para almoçar como sempre faziam.

 

- E eles não disseram nada? - perguntou Rony.

- Só que eles não começaram.

- Rose e Hugo comentaram alguma coisa?

- Nada… Estamos sabendo disso só agora.

 

Os mais velhos não gostaram de saber que todos os mais novos, aparentemente, sabiam o que estava acontecendo e não contavam.

 

- Eles não confiam em nós? Não faz sentido não falarem - falou Gina.

- Fred e Jorge não contavam nada pra mamãe e pro papai, a menos que fossem pegos.

- Exatamente, Rony! E eles foram pegos! Por que não explicam?

 

A campainha tocou e Harry abriu para receber o afilhado.

 

- Tudo bom, Teddy?

- Bem e vocês? - perguntou o garoto entrando na cozinha, mas já sabia a resposta pela expressão no rosto dos quatro - O que houve? Alguma coisa no Ministério?

- Não, em Hogwarts - falou Hermione.

- Hogwarts?

 

Eles contaram a Teddy a confusão e ele tentou interpelar pelos mais novos.

 

- Foi só uma confusão, gente.

- Dois garotos e duas garotas do primeiro ano com as pernas presas e um com o nariz quebrado não é algo simples. Tiago e Alvo são muito maiores que eles - explicou Harry.

- Por que não fala com eles, Teddy? - falou Hermione - É mais próximo deles, talvez se abram com você.

 

Teddy não estava à vontade com aquilo, mas a casa inteira parecia tensa e ele acabou concordando. Subiu e deu de cara com outra reunião.

 

- Oi Teddy! - falou Lílian correndo animada até ele.

- Oi Líli! Como você tá?

- Humm…

- Seus pais estão todos nervosos lá em baixo - falou o garoto - Então será que dá pra me explicarem que história é essa de vocês estarem intimidando os mais novos?

- Não é assim! - se defendeu Alvo.

- Eles começaram! - acrescentou Tiago.

- Eu ouvi essa parte, mas quero entender o que houve.

- Só se prometer não contar a eles - falou Tiago.

 

Os garotos contaram tudo.

 

- Por que simplesmente não dizem a verdade? Eles vão entender!

- Mas vão ficar preocupados. Você sabe o que está acontecendo, não queremos ser mais uma preocupação. Eu e Tiago podemos lidar com a situação.

- Não adianta lidarem com violência. Assim só os deixam com a cabeça ainda mais cheia - explicou Teddy - E vocês dois? - perguntou olhando para Rose e Hugo.

- Eu e Lílian estamos na mesma turma, então eu estava com ela quando aconteceu. Rose com Alvo e Escórpio pouco antes da briga.

- Eu disse que não era uma boa ideia, mas honestamente não posso culpá-los por fazer algo…

 

Teddy suspirou e levantou.

 

- Vocês são todos boas crianças, mas precisam melhorar suas habilidades em lidar com problemas. Vou descer.

- Não pode contar! - gritou Lílian nervosa e com lágrima nos olhos.

- Relaxa, não vou contar. E você, não fique assim, não é sua culpa - falou Teddy abraçando a mais nova.

- Dissemos isso, mas ela não entende… - Falou Tiago.

- Líli têm onze anos, Ti. Não cobre isso dela - falou Rose e Teddy concordou.

 

O garoto desceu e foi bombardeado com perguntas.

 

- Não posso dizer o que me contaram lá em cima - falou ele.

- Mas…

- O que eu posso dizer, é que eles não fizeram por mal. Agiram errado? Hm… Mais ou menos, podiam ter lidado melhor, mas eu entendo o lado deles.

- E entende o nosso? Queremos que eles confiem e dependam de nós - falou Gina.

- Eu sei, tia. E acho que se vocês disserem isso para eles, com calma e sem gritar - ele falou olhando especialmente para Gina - eles contarão o que houve. De preferência, falem com eles separadamente.

- Por quê? - perguntou Hermione.

- Porque estão na defensiva. Se sentarem para conversar com cada um e mostrarem que só querem entender, acho que vão conseguir. Sugiro que o Harry fale com o Tiago e você com o Al, tia.

 

Eles concordaram em não tocar no assunto até as visitas irem embora.

O assunto foi evitado e temas padrões como notas e os estudos, trabalhos e o dia-a-dia é que tomaram conta da discussão.

 

- Como estão as pesquisas, Teddy?

- Muito bem, é chato ficar longe de vocês…

- E da Victoire - interrompeu Tiago.

- É… dela também - confirmou Teddy corando - Mas ir para a Hungria fez toda diferença. Os animais de lá são totalmente diferentes dos daqui. Eu e Luna estamos quase terminando a pesquisa sobre os Sterlios.

- Quem diria que você e Luna se tornariam autoridades em criaturas mágicas - falou Rony.

- Bom, ela casou com a família Scamander - falou Hermione.

- Devia pedir ajuda, Tiago, suas notas em Trato de Criaturas Mágicas não está das melhores - comentou Harry.

- Como você… Ah… Hagrid… Não preciso de ajuda. Só não me interesso pelos bichos - falou o garoto - De qualquer forma, já estou tendo aulas extras - ele falou baixinho.

- Não precisa ter vergonha - falou Hermione - Seu pai teve aulas extras de oclumência. Você só precisa ter resultados melhores.

- Obrigado, Hermione - falou Harry - sou muito capaz de fechar minha mente agora.

 

Quando todos foram embora, eles decidiram colocar o plano de Teddy em ação.

 

Lílian estava brincando na sala, então Harry e Gina se separaram e foram ao quarto de cada filho.

 

- Podemos conversar? - perguntou Harry.

- Se for sobre aquilo…

- Não vou brigar com você, Tiago.

- Então?

- Eu só quero saber uma coisa. Você não quer contar para sua mãe e eu porque não confia em nós?

- O quê? Lógico que não é isso, pai. Eu só… 

 

- … Prometi não falar.

- Prometeu para quem, Alvo?

- Ti e Líli. Fizemos um acordo. Nenhum de nós pode contar.

 

- E por que isso, Tiago?

- Para nos protegermos - e naquele momento o garoto sabia que tinha falado demais.

- Se protegerem? De quem?

 

- Não é isso, mãe. Eu quis dizer para protegermos uns aos outros.

- Você me perdeu nessa confusão, Al - falou Gina com um leve sorriso de confusão.

- Eu não posso falar mais nada. Não seria certo com eles.

 

Gina e Harry se encontraram no corredor.

 

- Eu estou mais confusa agora.

- Acho que devíamos conversar com os três juntos.

- Mas o Teddy…

- O plano do Teddy já nos deu informação suficiente.

- Deu? - perguntou ela confusa e então entendeu o sorriso do marido - Não acredito que usou legilimência com ele.

- Só um pouco, e fico feliz que fiz isso. Vamos.

 

A família se reuniu e Harry começou.

 

- Crianças, sabemos que vocês concordaram em não falar nada, e entendo que tenham feito isso para protegerem seus irmãos, mas não podemos ficar assim.

- Precisamos saber que vocês confiam em nós e que nós podemos confiar em vocês - continuou Gina.

 

Tiago e Alvo iam começar a contestar novamente, mas Lílian, que sentava entre os dois no sofá colocou a mão sobre o braço de cada um deles.

 

- Tudo bem - falou ela.

- Mas…

- Líli…

- Foi culpa minha, mamãe - falou a garota.

 

Os pais pareciam mais perdidos agora do que antes.

 

- Não, não foi - falou Tiago - eu que…

- Olhem - interrompeu Gina - nós prometemos que nenhum de vocês será castigado, mas será que poderiam contar a história completa dessa vez?

 

E então os filhos começaram a alternar e narrar o ocorrido.

 

- Eu estava na aula de feitiços e estávamos treinando Wingardium Leviosa - os pais sorriram ao ver a pequena, involuntariamente, fazer o movimento da varinha - e ninguém tinha conseguido, até que eu me distraí quando fui olhar uma coruja pela janela e mirei errado… Acabei fazendo o Professor Flitwick levitar.

 

Gina e Harry arregalaram os olhos mas riram ao imaginarem a cena.

 

- Não riam! - protestou Lílian ficando envergonhada.

- Para uma primeiranista, é incrível que tenha conseguido fazer uma pessoa levitar, querida - falou Gina.

- O Professor Flitwick não têm a altura de uma pessoa - comentou Alvo fazendo todos rirem e então Lílian continuou.

- Quando eu saí da aula, algumas pessoas começaram a me chamar de avoada e disseram que eu era uma vergonha para o nome da minha família.

 

Harry e Gina ficaram instantaneamente bravos.

 

- Que besteira! - gritou Gina - eles devem ter ficado com inveja da sua habilidade, isso sim!

- Seja como for - continuou Alvo - Isso continuou por algumas semanas antes que eu ficasse sabendo. Aparentemente eram dois alunos da Grifinória, uma menina da Corvinal e outra da Sonserina que pegavam no pé dela diariamente. Eu só fiquei sabendo porque ouvi essa garota comentando na minha sala comunal - explicou Alvo que era da Sonserina.

- Ele veio falar comigo, mas eu não queria causar mais problemas - falou Líli.

- Então ele veio falar comigo - disse Tiago - e eu disse que deveríamos pregar apenas uma peça nos mais novos. Pegamos algumas bombas de bosta e íamos jogar neles quando estivessem no jardim.

- Mas quando a turma estava indo para a aula de Herbologia os vimos empurrar Líli dentro do lago - falou Alvo.

- Descemos correndo, eu a tirei da água e quando vi, Alvo tinha dado um soco no garoto da Grifinória que a tinha empurrado

 

Os pais olharam para Alvo com certa reprovação a ação do filho.

 

- Enquanto eu separava os dois garotos do Alvo, as duas garotas começaram a puxar o cabelo da Líli e chamá-la de mestiça sem talento, então eu usei o feitiço das pernas presas nos quatro para que parassem quietos. Mas fui muito lento e não consegui impedir a confusão, quando lancei o feitiço, já tinham vários alunos e a Professora Sprout ao nosso redor.

 

Harry e Gina não sabiam como começar a explicar o que sentiam, mas sabiam que tinham que deixar algumas coisas bem claras.

 

- Vamos por partes - falou a mãe - primeiro, estou orgulhosa por terem defendido uns aos outros. Segundo, vocês não podem levar pessoas assim a sério.

- Mas nós sabemos que nem sempre é fácil fazer isso - falou Harry colocando a mão sobre a de Gina - Nós também sabemos que quando alguém mexe com um de nós, mexe com todos. Mas isso não quer dizer que podem ser violentos, e principalmente não devem usar magia contra quem não consegue se defender.

 

Os filhos concordaram.

 

- Mas o mais importante - começou Harry - por que não nos contaram a verdade logo de cara?

- Não queríamos preocupar vocês - falou Lílian.

- Você vai narrar o final da temporada de quadribol na semana que vêm, mãe…

- E o papai está com vários casos abertos na sessão de aurores…

- Como sabem disso? - perguntou Harry.

- Você e a mamãe falam bem alto quando pensam que não estamos por perto - falou Tiago - sem contar que eu recebo o Profeta Diário, eu vi que aumentaram os números de bruxos das trevas que seguem a ideologia dos sangues-puros.

- Dizer que crianças idiotas estavam chamando a Líli de mestiça iria apenas deixar você mais estressado - explicou Alvo.

- Eu entendo, e agradeço suas preocupações, mas vocês nunca podem esconder algo assim de nós - falou Harry - vocês são a minha prioridade. Todo o mundo da magia vem depois.

- E se não quiserem estressar o pai de vocês, contem para mim - falou Gina com um sorriso no rosto - eu narro ainda melhor os jogos quando estou brava.

 

O comentário da mãe fez os filho rirem.

 

- Sem mais segredos sobre esse tipo de coisa - falou Gina - entenderam?

 

Os três concordaram e foram dormir.

 

- “Sobre esse tipo de coisas”? Não deveria dizer sem mais segredo e ponto? - perguntou Harry enquanto ele e Gina se preparavam para dormir.

- Eu não sou idiota, sei que eles ainda vão ter segredos de nós. Só quero que entendam que esse tipo de segredo só piora tudo - o marido concordou.

- Seria muita ingenuidade nossa pensar que eles vão ficar fora de confusão mesmo - falou Harry.

- Tiago se mete em confusão todo ano desde que roubou o mapa do maroto do seu escritório. Quando vai dizer que percebeu o sumiço?

- Se ele aprendeu a usá-lo sem que eu contasse, acho que ele merece tê-lo. Assim como os tios - disse ele sorrindo.

- Sabe, estou orgulhosa dos nossos filhos. Protegeram Lílian como nós faríamos.

- Você teria dado o soco, certeza.

- Queria ver alguém empurrar algum filho meu em um lago na minha frente.

- Não existe ninguém corajoso e louco o suficiente para fazer isso - falou Harry agora deitado ao lado da esposa - Amanhã enviarei uma carta para McGonagall explicando tudo. Quero saber quem são as famílias daquelas crianças.

- Não foi você que disse que não se deve misturar vida pessoal e profissional? - perguntou Gina achando graças da determinação na voz de Harry.

- Isso foi até saber que crianças estão sendo ensinadas que puros-sangue são melhores que mestiços ou nascidos-trouxas.

- Só por isso?

- Claro. Terem jogado minha filhinha no lago dos sereianos não têm nada a ver - falou Harry sorrindo.

 

Naquela noite os Potter foram dormir com a certeza de que sua família sempre cuidaria dos seus.


Notas Finais


Espero que tenha gostado!!

OBS: Eu já tinha postado essa história antes em um compilado de One Shots de Harry Potter, mas decidi excluir aquela história e postar cada One Shot separadamente.


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