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História Family - Capítulo 6


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Notas do Autor


err.... oi rs

Para as pessoas que abriram a notificação desse capítulo, meu mais sincero muito obrigada, de verdade. Eu amo essa fanfic, e há mais de um ano atrás infelizmente eu travei nela e não consegui continuar. Existiam mais capítulos planejados para Family, mas como eles infelizmente não serão escritos, trago àqueles que ainda me dão essa última chance, um encerramento para pequena estória dos nossos Sugawara's.

Esse capítulo não existiria se não fosse pelas minhas soulmates maravilhosas, que me ajudaram e foram as co-autoras desse encerramento. Podem entrar amores da minha vida, @EliseKerry e @Suran-, eu amo muito vocês e muito obrigada por tudo.

Espero de verdade que você que chegou aqui, goste do que preparamos com todo o carinho para o último capítulo, boa leitura 💜

Capítulo 6 - Capítulo 6 - Família.


A medida em que os dias e semanas foram passando, a rotina de Daichi e dos Sugawara foi, naturalmente, se adaptando. Jantavam quase todas as noites juntos, fosse no apartamento dos Sugawara ou mesmo no apartamento de Daichi, que cozinhava bem o suficiente para que isso não fosse estranho.

Quase sem perceber, Shouyou foi se apegando a Daichi e o mesmo aconteceu com o mais velho, que já gostava do pequeno garotinho tanto quanto gostava de Ryuu, seu enérgico afilhado.

Quanto a Sugawara... bem, Daichi não era mais um adolescente. Sabia de seus sentimentos e gostava deles. Gostava de se sentir assim, apreciava o sorriso em seu rosto quando estava com o outro.

Era assim. Simples, sem drama. Gostava dele.

Tão distraído que estava que não percebeu quando Kuroo chegou na sala em que dividiam, percebendo-o apenas quando este lhe dirigiu a palavra:

- Olha só quem chegou mais cedo. Não me diga que brigou com seu namorado e não o levou para o trabalho hoje.

A palavra o pegou de surpresa. Namorado. Eles estavam namorando? Bem, tecnicamente ele sabia que não, mas havia um relacionamento ali. Ele claramente precisava pensar sobre isso.

- Ele precisou ir mais cedo por conta de uma reunião com pais. E nós não estamos namorando...?

Kuroo franziu o cenho.

- Por que você está me perguntando? Você é quem deveria saber.

- Não é tão simples.

O riso debochado do amigo o fez revirar os olhos.

- É claro que é simples. Basta um de vocês esclarecer tudo pra saber se estão na mesma página, se querem a mesma coisa. Eu, particularmente acho que estão. Vocês agem como um casal desde que se conheceram.

Daichi suspirou, mas não respondeu. Sabia que o amigo estava certo e ele estava apenas sendo um pouco covarde.

- Eu vou pensar sobre isso.

Kuroo lhe deu um sorriso compreensivo, apoiando a mão sobre o ombro do amigo.

- É, eu sei que vai. Mas não quebre a cabeça, às vezes pensar demais não é legal, cara. É só uma conversa simples. Kenma já estava praticamente morando no meu apartamento quando nos demos conta de que não tínhamos nada oficial ainda, e resolvemos isso entre uma partida e outra de videogame.

- Eu deveria estar surpreso? – Daichi riu, sentindo seus ombros relaxarem um pouco.

- Enfim, relaxa. Vai ser só uma conversa normal, vocês já agem como namorados. Não ficaria surpreso se o garotinho ruivo começasse a te chamar de papai.

- Vamos com calma. – O outro arregalou os olhos, fazendo Kuroo rir e dar um tapa em seu ombro antes de voltar ao seu lugar.

 

***

 

- E aí, eu juntei a pazinha ‘pro Aone-san.

- É mesmo? E o que ele fez depois? – Sugawara sorria surpreso com a história que o pequeno Asahi lhe contava, sobre o ato de superação que tivera naquela manhã, ao ajudar o então temido zelador quando seu material caiu no chão.

- Ele me deu uma flor! – O garotinho sorriu até que seus olhos fechassem, mostrando a pequena margarida que tinha em mãos, provavelmente tirada dos jardins da escolinha. O professor não pode deixar de notar o quanto aquilo era adorável. – Mas depois... Eu acho que ele tava tentando sorrir, mas fez uma cara assustadora de novo...

Koushi suspirou, sorrindo compreensivo. Sabia que por trás da cara assustadora, Aone era uma pessoa gentil e ficava feliz que Asahi finalmente estava perdendo seu medo do zelador, mas não poderia negar que as expressões dele nem sempre remetiam a algo muito simpático.

- Bom, mas ele foi tão legal em te dar a flor, não é? Ele deve ter ficado muito feliz por você ter ajudado ele com a pazinha!

- Acho que sim... A flor é tão bonita, eu gosto de dar flores ‘pra minha mamãe também.

- Acho que ela vai gostar de ouvir sua história sobre como ganhou essa flor, então cuide bem dela para que sua mamãe possa vê-la também.

- 'Ta bom!

Sugawara sorriu, vendo o garotinho correr até seus colegas e sentar nas almofadas, segurando o pequeno galho da flor com ambas as mãos e tremendo zelo. Sabia que Asahi teria todo cuidado em proteger a pequena margarida até o fim da manhã quando sua mãe lhe buscaria.

Seu celular vibrou em cima da mesa e ele deu uma última olhada na sala antes de alcançar o aparelho. Sorriu com o nome na tela.

 

» Sawamura [10:37]

Hey, está livre hoje a noite?

 

» Koushi [10:40]

Estou, algo em mente?

Sabe que sair a noite com Shou significa que não posso voltar tarde, meu bebê dorme cedo ^3^

 

» Sawamura [10:42]

Pensei em sairmos, só nós dois.

 

Sugawara xingou-se mentalmente pela forma ridícula em que seu coração acelerou.

 

» Koushi [10:44]

Está me convidando para um encontro, Sawamura?

 

» Sawamura [10:45]

Passo no seu apartamento às 19h.

 

Quando a hora de seu intervalo chegou, Sugawara aproveitou para ligar para Oikawa. Precisaria do amigo hoje e torcia para que ele pudesse lhe ajudar.

- Kou-chan!

- Oi Oikawa, como está?

- Curioso. Você nunca liga, principalmente em horário de trabalho. O que pode ser tão urgente que você não poderia esperar que eu te respondesse por mensagem?

Sugawara bufou e revirou os olhos.

- Eu mandaria mensagem se você costumasse responder, mas já aceitei o fato de que a única pessoa que você responde em menos de 72 horas é Iwaizumi.

- Calúnia!

- Enfim. Você vai estar ocupado hoje a noite?

Oikawa pensou por um segundo antes de responder.

- Hm, não. Nenhum compromisso na minha agenda – brincou. – Por quê?

No mesmo instante, Sugawara corou um pouco com a lembrança de Daichi e seu suposto encontro.

- Você se importa de ficar com Shouyou, então? Eu acho que tenho um encontro.

- Ora ora... Parece que nosso querido vizinho bonitão finalmente decidiu subir o nível das coisas...

- Hm... Então? Você fica com ele hoje?

- É claro que sim, não tem nenhum problema. Desde que depois você não me poupe dos detalhes, é claro.

Sugawara novamente revirou os olhos para a indiscrição do amigo, mesmo que não fosse uma novidade para si.

- Você é um fofoqueiro, meu Deus.

- Olha quem fala.

- Até depois, então. Eu levo ele até sua casa – desconversou. Até porque, seu intervalo estava acabando.

- Okaay... Não volte ‘pra casa sem um namorado e algumas marcas no pescoço, Kou-chan, eu te proíbo.

- Tchau Oikawa!

A ligação foi finalizada mesmo com os protestos do outro. Agora Koushi já poderia se remoer de curiosidade sobre os planos que Daichi não lhe contou. Tecnicamente, esse seria o primeiro encontro deles, sozinhos. Sugawara estava animado, ansioso de um jeito bom.

Ele não sabia o que esperar, mas tinha total certeza que, independente dos planos para esta noite, a companhia de Daichi faria tudo valer a pena.

 

***

 

Sugawara não sabia bem o motivo, mas desde que deixara Shouyou na casa de Oikawa e fora em direção ao seu apartamento para se arrumar e esperar Daichi, estava um pouco ansioso, se recriminava por parecer um adolescente, enquanto levava as mãos às bochechas, tentando acalmar a vermelhidão que aparecia. Mas era impossível parar de se sentir daquele jeito.

Ele não sabia que roupa vestir, porque não fazia ideia de que tipo de encontro teria. Bem, aquilo era um encontro não era? Agora Sugawara estava tendo algumas dúvidas do que realmente aquilo significava. E se Sawamura não estivesse o chamando para um encontro?

“Sugawara Koushi, o que significa isso? É claro que ele te convidou para um encontro, apenas escolha uma roupa e foque nas mensagens que você trocou com ele mais cedo”. Pensou consigo, para que pudesse se acalmar um pouco.

Se Oikawa o visse daquele jeito, certamente diria palavras adequadas para que toda a sua ansiedade fosse embora, mas daria um bom lugar para o sentimento de vergonha também. Foi pensando no amigo e em todas as possibilidades de comentário que ele falaria naquela situação, que Koushi conseguiu um pouco de calma para finalmente escolher algo para vestir.

Fazia um tempo que Sugawara não saia com outra pessoa como um par romântico, e isso estava o deixando louco. Mas ele sabia que não tinha necessidade de pensar muito sobre aquilo, ele e Daichi já haviam criado uma espécie de relação, e talvez, estivesse na hora de pensar sobre que tipo de relação eles tinham.

Talvez, aquele encontro a sós fosse o momento certo para isso, para conversar sobre isso. Ele não sabia os planos de Sawamura, mas sabia que esse assunto precisava de uma conversa. Oikawa estava certo em falar aquelas coisas pelo telefone, porque, sim, ele e Daichi precisavam estabelecer um ponto para àquela relação.

Sugawara estava tão disperso em seus pensamentos que por pouco, não percebeu o barulho da campainha de seu apartamento. Ele olhou para o relógio da sala e lá estava: 19 horas em ponto. Sawamura realmente fazia o tipo pontual. E agora ele não tinha mais tempo para perder pensando em um monte de coisas.

Quando ele abriu a porta, notou Sawamura parado do outro lado o olhando de cima a baixo com a boca um pouco aberta. Ele não queria levar aquilo como um ponto positivo para o que escolheu vestir, mas parece que, sim, havia sido um bom ponto positivo considerando a reação de Daichi.

- Hm, olá – Sugawara cumprimentou, um pouco constrangido pelo olhar que marcava a face de Daichi.

- Olá... Você está incrível – elogiou o outro, parando de encarar seu corpo e lhe enviando um sorriso bonito.

Não querendo prolongar muito o momento e acabar despertando sua timidez, Koushi agradeceu furtivamente e ambos se encaminharam para o carro de Daichi, que não quis revelar onde o levaria, aumentando ainda mais sua curiosidade sobre o encontro.

Após poucos minutos no carro, onde mantinham uma conversa casual sobre o dia de ambos, Koushi percebeu que Daichi estacionava em uma área aberta, próximo da orla da pequena praia que rodeava parte da cidade.

Sugawara sentia suas expectativas para aquela noite aumentando, enquanto admirava brevemente a paisagem litorânea banhada pelo céu azul cobalto.

- Eu estou com um bom pressentimento sobre esse encontro. – As palavras saíram de sua boca sem que pudesse controla-las, mas antes que o constrangimento perante a dita palavra que tanto lhe deixou incerto mais cedo pudesse lhe atingir, viu Daichi sorrir ansioso.

- É bom saber disso, estou pondo algum esforço nisso. – O moreno lhe deu um olhar galanteador, piscando um olho antes de descer do carro e Sugawara o seguir, parando ao seu lado.

Assim que a brisa marítima, agora em seu ápice pela queda da noite, tocou-lhe o rosto e encheu-lhe os pulmões, Koushi sentiu uma sensação boa de nostalgia o preencher. Sorriu terno para paisagem, voltando a órbita apenas quando sentiu o toque singelo dos nós dos dedos de Daichi, que roçavam em sua palma da maneira sutil. O toque trocado entre as mãos quentes entrava em choque com a brisa gélida, e ambos constataram que aquele contraste era perfeito de tal forma.

Começaram a caminhar lado a lado, as mãos quase que entrelaçadas, tocando-se vez ou outra no encontro de seus corpos.

- Então... Para onde exatamente estamos indo? – Koushi perguntou, avaliando o moreno que tinha um sorriso lateral dedicado a si.

- Bem aqui.

Subiram o olhar para uma pequena casa de madeira pintada de azul turquesa, os detalhes da madeira crua sobressaindo a cor alva da tinta. Do lado de fora, além de redes de pesca e figuras artesanais de animais marinhos e algumas conchas, uma placa amigável pintada a mão estava posta sobre a porta de entrada, indicando o nome do restaurante temático de frutos do mar.

Aquele não era o restaurante que seus pais o levavam quando era menor, mas tinha o mesmo cheiro e uma sensação muito familiar, ele diria até que envolvente. Quando finalmente se locomoveram para entrar dentro do estabelecimento, Sugawara pode notar que sim, ele estava em um encontro, e não, não fazia o tipo de encontro casual. Ele já tinha certa experiencia, para entender quando alguns encontros se tratavam de algo mais sério. E aquele parecia definitivamente ser o tipo de encontro mais sério.

Ele esperava que em algum momento isso pudesse acontecer, apesar de ter um pressentimento bom sobre o encontro, não quer dizer que Sugawara não se sentia um pouco, nervoso até demais, porque toda a ansiedade que o consumiu na hora de se arrumar, havia voltado, e havia voltado com força.

O restaurante tinha mesas redondas por todos os lados, velas postas e acessas com arranjos de flores vermelhas no centro, uma luminosidade um pouco mais baixa que o normal e, para Sugawara, um ar romântico e sofisticado. Ele não poderia esperar menos de Daichi, apesar de saber, que qualquer lugar que o moreno o levasse, tinha certeza que seria perfeito.

Talvez Sawamura tivesse notado um pouco da tremedeira nos dedos de Sugawara, mas não comentou sobre isso quando pegou na mão pálida do outro discretamente, e o despertou de todos os seus devaneios.

- Está é nossa mesa, Suga. - Koushi apesar de nervoso, lançou um sorriso que fazia seus olhos fecharem por completo, assentindo e logo sentando em seu lugar.

Uma mesa de dois lugares, um de frente para o outro, tecidos leves sobre a mesa, que fizeram Sugawara querer deitar sobre as toalhas e dormir até o amanhecer, era um ambiente confortável.

- Quando você me convidou para sair, não imaginei que viríamos para um lugar tão…

- Tão… - Daichi disse para incentivar Koushi a terminar de falar.

- Refinado. - Ele tentou se esconder por trás de uma de suas mãos tentando disfarçar um leve rubor que crescia em seu rosto. - Você deveria ter me avisado que era um lugar chique.

- Por quê? - Daichi o encarou confuso. - Você está incrível, Suga. Não me importo em dizer quantas vezes for para te fazer entender.

 Sugawara não pôde evitar e nem esconder o rubor que cresceu ainda mais, era uma droga, porque agora ele estava definitivamente nervoso, e até a ponta de suas orelhas deviam estar o entregando.

Mas apesar da ansiedade inicial, o jantar ocorreu perfeitamente bem, ambos pediram coisas diferentes e aprenderam quais são os tipos de frutos do mar que cada um gostava mais. Daichi pode ouvir mais histórias sobre a infância e adolescência de Koushi, e também pode contar algumas das suas. Sugawara também contou um pouco mais sobre a adoção de Shouyou, e a vontade enorme que tinha em ter um filho, e Sawamura escutou tudo maravilhado.

Após duas taças de vinho, Daichi resolveu que aquele seria o momento apropriado para tocar no verdadeiro propósito daquele jantar. Bem, ele sabia que era uma pessoa um pouco brega ou careta, como Kuroo gostava de dizer, mas era daquele jeito que se sentia mais a vontade de fazer as coisas.

Então após colocar a taça de volta a mesa, Sawamura suspirou um pouco mais pesado e Sugawara pode notar um movimento mais tenso vindo de seu companheiro. Uma mão tocou a sua discretamente, fazendo um pequeno carinho com a ponta dos dedos, e assim, Kouchi estava com sua atenção totalmente voltada para Daichi.

- Eu não sei muito bem como chegar nesse assunto depois de tudo o que já conversamos hoje… - Ele fez uma pausa, tirou os olhos das mãos que se encontravam para olhar Sugawara nos olhos. - Kuroo me disse para pensar melhor sobre algumas coisas, e eu pensei, passei um bom tempo pensando, sabe Suga, eu gosto muito da sua companhia. E eu não sei como isso tem sido ‘pra você, mas da minha parte... Meus sentimentos têm crescido dia após dia e… Apesar de sermos dois homens adultos, às vezes eu me sinto como um adolescente quando estou com você e eu acho que isso é bom, porque você apareceu e trouxe muita... Cor para a minha vida monótona. Eu-

- Daichi – Koushi interrompeu a enxurrada de palavras, as bochechas um pouco coradas pelas palavras do outro, e o coração descompassado. – Você por acaso está tentando me pedir em namoro?

O tom era divertido, típico de Sugawara, mas não foi difícil para Daichi perceber o nervosismo que o outro tentava camuflar. De repente, o fato de ele conseguir lê-lo tão bem parecia mais uma confirmação de que aquilo era a coisa certa. Que estar com Sugawara era certo.

- Depende... Você aceitaria? – Perguntou, buscando quebrar o momento de quase tensão, usando o mesmo tom divertido do outro, enquanto tomava a mão de Koushi na sua, sobre a mesa, iniciando um leve carinho.

Sugawara riu levemente, gostando do clima entre eles.

- Eu não sei... Você pode tentar me convencer. – Ditou, fingindo-se de difícil.

- Que bom que eu vim preparado então. – Respondeu, levando a mão livre ao bolso da calça, de onde tirou uma pequena caixa de veludo azul escuro, elegante. Sugawara prendeu a respiração, verdadeiramente surpreso pelo romantismo singelo de Daichi. – Se você aceitar namorar comigo, nós podemos usar esses anéis de compromisso, que são bregas, mas que eu adoraria exibir sabendo que é você quem usa o par correspondente. – Começou, abrindo a caixinha, revelando duas alianças de prata. Os acessórios eram simples, elegantes, e pareciam se encaixar totalmente nas características dos dois. – Se você aceitar, eu também prometo deixar você roubar o cobertor a noite. Prometo fazer seu café da manhã às vezes e até levar na cama. Ah, claro. Prometo arrumar seus problemas com o encanamento, sem cobrar nada além de um beijo.

Sugawara riu, lembrando-se com nostalgia da noite em que se conheceram.

- Tentador, senhor Sawamura... Mas eu acho que falta só uma coisinha... Uma coisinha pequena e barulhenta.

Daichi sorriu com carinho evidente nas suas feições, o que aqueceu ainda mais o coração descompassado de Sugawara.

- É claro. – Pigarreou, teatralmente. – Eu também prometo que vou cuidar e dar carinho ao Shouyou e a você, até que eu conquiste os corações dos Sugawara, assim como vocês conquistaram o meu.

Sugawara riu fraco, sabendo que a relação entre Daichi e Shouyou já era uma boa relação, claro que, com um namoro seria um pouco diferente agora, mas tinha certeza que o filho não seria algo para se preocupar tanto.

Por isso, sem pensar muito, pegou a caixinha das mãos de Sawamura para pegar o anel correspondente a seu agora: namorado. Ele pôs no dedo da mão direita de Sawamura, e analisou como se encaixava tão bem, observando Daichi fazer o mesmo com sua mão.

Agora eles tinham concretizado o que há meses estavam tendo, eles poderiam pensar melhor no futuro, e poderiam aproveitar melhor a relação não tendo que ser discretos para que Shouyou não soubesse disso.

E foi pensando no pequeno Sugawara, que ambos decidiram que era hora de buscá-lo na casa de Oikawa e Iwaizumi. Também decidiram que conversariam com ele no dia seguinte, porque afinal, não existia um jeito certo de contar aquilo.

Ambos desceram do carro e foram até a porta do apartamento de Oikawa. Sugawara insistiu que não era necessário, mas Daichi queria acompanhá-lo, então o platinado rezou aos céus em silêncio, para que o melhor amigo não fizesse nenhum comentário constrangedor quando os vissem juntos, porque ele sabia que sozinho já seria um inferno.

A campainha foi tocada e depois de alguns segundos a porta foi aberta, por um homem com um olhar muito acusatório e um sorriso malicioso até demais, Sugawara já podia sentir as bochechas esquentarem.

- Olá Kou-chan. - Oikawa disse, olhando os de cima abaixo. - Namorado do Kou-chan.

Sawamura riu um pouco envergonhado, mas estendeu a mão para cumprimentar Tooru cordialmente.

- Nós viemos buscar Shouyou, Oikawa. - Koushi disse, tendo a passagem liberada pelo amigo logo em seguida.

- Entrem, porque Iwa-chan está com o Chibi-chan terminando de fazer um bolo. - Sugawara estava prestes a falar alguma coisa, mas viu Oikawa entrar pelo apartamento e ir direto para a cozinha.

O platinado que percebeu só agora estar de mãos dadas com Sawamura, apertou a mão do moreno, e o puxou levemente para sentarem no sofá.

Depois de alguns minutos, observaram Shouyou correr um pouco desajeitado, porque segurava um pote com alguns pedaços de bolo e tentava não derrubar. Logo atrás do pequeno, Iwaizumi e Oikawa riam divertidos ao ver a cena.

- Papai! Papai! Tio Oikawa disse que você ia passar a noite toda ocupado namorando, então Tio Iwaizumi disse ‘pra gente fazer um bolo, olha só, parece muito gostoso.

Sugawara lançou um olhar ríspido a Oikawa, que riu dando de ombros e erguendo as mãos. Antes que pudesse falar alguma coisa, Shouyou remexeu-se animado, por pouco não derrubando o pote em suas mãos.

- Tio Daichi! Ah, então o papai ‘tava namorando com você!

Sawamura corou até as orelhas e riu nervoso, dando um olhar de desespero ao agora namorado, que mostrava-se tão surpreso quanto.

- E-ei, Shou, vem cá. – Koushi chamou o filho calmamente, segurando-o por baixo dos braços para colocá-lo sentado em seu colo, de forma que pudesse olha-lo nos olhos. – O papai e o tio Daichi, se gostam muito, muito mesmo.

- Um tantão assim? – O pequeno abriu ambos os braços esticados ao lado do corpo, e o casal não pôde evitar de rir com a fofura daquele ato.

- Isso, um tantão assim. – Koushi disse sentindo o peito um pouco mais quente, vendo os olhos do filho brilhando com aquela informação, sentindo qualquer nervosismo indo embora e a mão de Daichi repousar sobre seu ombro. – E nós-

- Eu também gosto muito do tio Daichi e do papai, por isso fiz bolo! Papai, você tem que comer! Tio Daichi também!

E em segundos Shouyou desceu do colo do pai e alcançou o pote com os pedaços de bolo, sorrindo radiante quando os dois adultos pegaram seus pedaços, olhando-os com expectativa.

- Shouyou, que delícia! – Sawamura elogiou o pequeno, que deu pulinhos animado.

- Gostou mesmo tio Daichi?

- Eu adorei!

- Que bom! Tio Oikawa, eu posso pegar mais ‘pra gente levar? – O pequeno pediu ao Tooru, olhando-o com olhos brilhantes.

- Claro, Chibi-chan. Vamos, eu te ajudo a pegar.

Shouyou saiu correndo e saltitando de volta a cozinha sendo acompanhado por Oikawa. Koushi sorria terno, encarando o pedaço de bolo pela metade ainda em suas mãos, e em seguida fitando o homem ao seu lado.

Seu filho gostava de seu namorado e ele não podia estar mais feliz com a relação existente entre os três. Shouyou era uma criança de ouro, e ele sabia que contanto que ele e Daichi se dessem bem, não haveria grandes necessidades para uma conversa mais séria, por hora.

Saíram do apartamento de Oikawa e Sugawara assistiu com o coração aquecido a cena de Daichi pondo seu filho no banco de trás com todo o cuidado do mundo, sentindo o peito inflar ao vê-lo depositar um beijo casto nos fios alaranjados. Sawamura fechou a porta e fez a volta no carro, parando em frente a si.

Se a situação fosse outra, a expressão de Koushi poderia ser julgada como triste, tendo em vista as sobrancelhas franzidas e os olhos levemente úmidos. Mas ali, ao ter em sua frente o homem que amava e o filho que significava tudo para si, Sugawara só conseguia reconhecer o quanto estava feliz. Sentia-se grato ao universo por tê-lo dado a chance de ter em sua vida aquelas duas pessoas tão especiais.

Daichi entendia o sentimento puro por trás da expressão comovida do namorado, e sorriu terno pondo uma das mãos sobre sua bochecha macia, vendo-o fechar os olhos e se inclinar ao toque.

Quando abriu os olhos novamente, permitiu que todo o sentimento em seu peito se juntasse a visão a sua frente, onde Sawamura olhava em seus olhos e refletia o céu noturno em seus próprios, guardando aquele momento na parte mais segura de sua mente. Se dependesse de si, jamais esqueceria daquela noite.

A noite em que tudo ficou claro para si. A noite em que teve um vislumbre de um novo caminho ao lado de Daichi. A noite em que um novo sentimento de família, se apossou do seu peito como nunca antes.

Aquilo estaria para sempre em sua memória, assim como em seu coração.


Notas Finais


E depois de tanto tempo, chegamos ao fim de Family.

A todos que acompanharam até aqui, ou mesmo aos que ficaram no capítulo anterior, obrigada. Obrigada por ler e dar uma chance a essa fanfic, obrigada por cada favorito e comentário, eu guardo cada um com muito carinho 💜

Espero que não tenha os decepcionado em algum momento, e que fiquem com uma boa recordação dessa fanfic.

Beijos 💜💜💜💜


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