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História Family Affair - Capítulo 20


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Notas do Autor


Oi tudo bem, peço desculpas pela demora…

Capítulo 20 - Inquebravel


Fanfic / Fanfiction Family Affair - Capítulo 20 - Inquebravel

Uma semana depois….

Sakura, tem visita pra você. – Shizune anunciou entrando no quarto dos gémeos, onde a rosada se encontrava.

- Uma visita? – a rosada deixou os bebés com a assistente antes de descer pra ver de quem se tratava.

Quando desceu ela viu a figura de uma mulher de costas, observando um dos quadros da sala, uma pintura dela, Sakura estranhou, mas arregalou os olhos quando viu de quem se tratava.

Quando a mulher notou a presença de alguém se virou para ver a rosada a encarando incrédula, como se estivesse olhando para um fantasma.

- Sakura… - a mulher colocou a mão na boca emocionada por ver a rosada em pessoa.

- Ma-Mamãe? – a rosada também ficou emocionada e com os olhos lacrimejando.

- Sim, Sakura… sou eu. – a mulher respondeu limpando as lagrimas.

Sakura se aproximou dela e a abraçou apertado, chorando, sentido as emoções tomarem conta dela.                                                                                                                                                                                               

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- Não posso acreditar que é você mesmo. – Sakura fungou, limpando as lagrimas que caiam insistentes, se afastou um pouco para olhar melhor a mulher diante de si.

- Eu também não posso acreditar que finalmente estou vendo você assim, em pessoa. As fotos e chamadas de vídeo não faziam verdadeiramente justiça a sua beleza. Você é tão bonita, cerejinha – a mulher de meia idade acariciou a face da rosada, emocionada.

- Você veio mesmo… como eu te pedi. – a rosada a abraçou mais uma vez. – Obrigada, significa muito mesmo.Não pensei que viesse mesmo…

Depois que Sakura decidiu que arranjaria uma forma de sair daquela situação com Madara, ela contactou a mãe, a única pessoa que ela tinha para recorrer.  Não sabia como faria, mas com ajuda e apoio de mais alguém nesse momento era indispensável. Mebuki era a única pessoa que lhe restava, então não pensou duas vezes quando a contactou e pediu que ela viesse ao Japão. E só ela estar ai naquele momento já servia de algum consolo para a jovem.

- Mas é claro cerejinha, é o mínimo que eu podia fazer depois de tudo A única coisa que quero é a sua felicidade, faria qualquer coisa por isso…     

Os lábios da rosada tremeram e formaram pequeno e genuíno sorriso.

- Oh mamãe. Me abraça só me abraça… - ela chorou e abraçou tanto a progenitora que chegou até a doer fisicamente, mas as emoções e necessidade daquele contacto eram mais fortes, então nenhuma das duas se importou com o resto.

Depois que deixaram toda a emoção e choro passar, Sakura quis mostrar os filhos a sua progenitora.

- Meus netos! – Mebuki exclamou e suspirou profundamente assim que viu os gémeos.

- Sim. Esse é Indra, ele esta sempre chorando, como pode ver…  – a rosada falou pegando o bebé no colo para consola-lo.   – … e Naori, que esta sempre dormindo, como também pode ver – falou olhando para a bebé no berço, dormindo tranquilamente apesar do barulho do choro do irmão.

- Eles são perfeitos – a mulher mais velha falou admirando as crianças. Se parecem muito com você quando era também um bebé, a diferença é a cor dos olhos e cabelos.  – observou.

- Também achei…  - Sakura concordou rindo.

Elas ficaram mais algum tempo no quarto até os bebés adormecerem novamente, depois as duas desceram e voltaram para a sala de visitas.

 Madara encontrava-se em casa e estava provavelmente no seu escritório, então a rosada resolveu apresentar a mãe ao Uchiha.

- Espere um pouco aqui mamãe – ela falou e Mebuki assentiu. A rosada se dirigiu ao escritório do Uchiha e como esperado ele se encontrava lá. Ela pediu permissão para entrar e o mesmo concedeu.

- Eu estou ocupado aqui Sakura, então espero que seja algo muito importante para você ter me interrompido – ele falou sem retirar os olhos do notebook.

- É… eu quero que conheça alguém. – ela pediu, mas ele não esboçou qualquer reação, permanecendo na mesma posição e como os olhos ainda fixos na tela do computador portátil. – É muito importante…

Madara suspirou fechando o Notebook , e encarando a jovem rosada.

- Vamos … - ele se levantou e a seguiu.

Quando chegaram a sala onde Mebuki se encontrava esperando, o Uchiha arqueou uma sobrancelha encarando a mulher diante dele, sem perceber quem era e o porque de ter que conhece-la.

- Qual é o significado disso? – Madara questionou enquanto os seus ónixes analisavam a mulher estranha. Os olhos dele semicerraram quando ele a analisou mais minuciosamente. – Você é muito parecida com minha esposa. – ele falou e depois encarou a rosada procurando respostas.

- Isso é bom, eu acho… - Mebuki se pronunciou estudando também o Uchiha diante dela. -… já que ela é minha filha.

- Filha?! – Madara não pode esconder a surpresa diante daquelas palavras. – Impossível, você deveria estar…

- Morta? – Mebuki o interrompeu – Não, foi tudo um mau entendido.  

Mebuki pode perceber que o homem não a queria aí. E pela posição arrogante e imponente que ele ostentava, pode perceber também o caracter mesquinho e controlador. Certamente que a presença dela aí não estava nos planos dele e o incomodava.

 Ela não pensou duas vezes antes de embarcar no avião para o Japão quando Sakura pediu. Ela iria ajudar e apoiar a filha no que fosse preciso, mas claro que não poderia parecer suspeito então precisava agir como se tudo estivesse bem, tentar ficar nas melhores graças do Uchiha.

- Você fica aqui… se tentar alguma coisa os meus guardas não hesitarão em atentar contra você. – o Uchiha ameaçou rudemente, apontando o dedo para a mulher mais velha. – Sakura me acompanha… – mandou voltando-se para a esposa.

Sakura suspirou e fez um sinal com a cabeça para a mãe, assegurando que estava tudo bem, já que Mebuki esboçou uma reação negativa e preocupada diante das palavras e comportamento de Madara.  

A rosada seguiu o esposo até o seu escritório novamente, e assim que entraram, ele fechou e trancou as portas.

- Sei que deve estar confuso e surpreso… - ela começou, sentindo nervosismo.

- Você sabe quem aquela mulher realmente é? – ele a ignorou e perguntou num tom de desagrado.

- Minha mãe…

- Como pode afirmar com tanta certeza? Como sabe que ela não é uma impostora?! – ele exclamou.

- Primeiro ela se parece exatamente comigo… - a rosada começou calma. … - segundo, ela me contactou alguns meses atras dizendo ser minha mãe. Aparentemente encontrou uma matéria sobre mim na internet, algo sobre o nosso casamento, e lá ela me reconheceu, não só pelo meu nome, mas por nossas semelhanças físicas… ai fez mais pesquisas sobre mim e minha vida e confirmou que eu era realmente sua filha.

Depois ela me contactou por redes sociais, eu não liguei ou dei muita importância, mas ela insistiu e ganhou minha atenção, a princípio eu não acreditei muito, mas ela me mostrou fotos de quando eu era pequena, do meu pai, da nossa família quando estávamos juntos nos EUA, e não havia como duvidar diante de tantas provas. Eu não te falei até agora porque não queria te incomodar, caso nem fosse verdade, felizmente é a verdade então aqui estamos… – ela inventou uma historia, escondendo a real historia de como ela e Mebuki se reencontraram , com a ajuda de Sasuke na verdade.

- Então você não se questionou sobre o fato dela supostamente estar morta? – ele insistiu cético.

- Ela se justificou por isso, é uma longa historia, mas pra resumir; ela fugiu  deixando eu e meu pai sós, ai viemos para o Japão e meu pai inventou a morte dela pra me proteger da verdade… ela se arrependeu e quando voltou atras já era tarde…. eu acredito nela, ela me demostrou estar realmente arrependida.

- Eu não confio nela. – Madara falou caminhado até a janela.

- Porque não a conhece, se tentar…. – o rosada tentou apelar.

- Ela abandonou você e seu pai… - o Uchiha a cortou.

- Mas ela ainda é minha mãe!

Ele permaneceu estático diante da janela.

- E você não esta amargurada pelo que ela fez?

- A vida é muito curta para guardar amargura. Você mais do que outra pessoa deveria saber. Principalmente depois que Sasuke…

- Não mencione meu sobrinho! – ele se virou para ela com um olhar mortal. – Ele e eu tínhamos sim nossas diferenças, mas eu nunca pensei em abandona-lo nem nos piores momentos. A sua “mãe” não esteve presente em nenhum momento da sua vida e agora você age como se ela estivesse!

- Isso não importa pra mim agora! – Sakura exclamou caminhando para ele e o encarando nos olhos. – Eu tenho um parente vivo, minha mãe ainda esta aqui nessa terra, eu não estou sozinha e nossos filhos tem uma avo…

- Aquela mulher não é nada para meus filhos ou para você! – ele falou severo.

- Fui eu que a convidei a nos visitar. - Sakura apenas pode abanar a cabeça diante das palavras dele.

  - Sem minha permissão?

- Eu achei que talvez você pudesse entender, lembro que você me disse que tinha uma relação muito chegada com sua mãe, achei que pudesse entender o quão importante isso significa também pra mim. – no mesmo instante Madara segurou bruscamente no braço dela.

- Não compare a minha mãe com a sua! – ele falou entre dentes apertando mais o braço dela – Aquela vadia te abandonou, nunca foi uma mãe pra você ou ninguém.

- Me solta! – a rosada falou também entre dentes, o encarando com a mesma intensidade com que ele a encarava.

Madara cerrou os olhos se acalmando antes de fazer o que ela disse.

- Você é jovem, eu entendo essa emoção, mas você não entende como as pessoas são…como elas podem te trair. Se essa mulher te abandonou um dia, como pode saber se as intenções dela agora são genuínas, ela provavelmente se aproximou por interesse.

- Pode até ser, mas eu acredito em arrependimento e perdão. E acredito que ela está a ser sincera. Só quero que entenda isso, só isso que te peço, nada mais… é muito importante para mim.

Madara viu o quão decidida e emotiva a jovem se encontrava diante da situação, suspirou e massageou a fronte.

- Tudo bem, eu vou dar permissão para essa mulher ficar, mas tem em mente que eu não vou me tornar amigo dela, e nem confiar nela, jamais. Vou estar de olhos bem atentos nela, qualquer coisa suspeita e eu acabo com essa palhaçada. – ele segurou a face da jovem com uma mão e a fez encara-lo. – Minha querida, olhe bem pra mim … isso é um voto de confiança, não só para aquela mulher mas para você também… - vez uma pausa antes de continuar- … espero que não me dececione.

Sakura pode perceber o tom de suspeita na voz dele, e cerrou os olhos assentindo. Claro que ele não havia engolido a história dela por completo, era um homem perspicaz, a chegada repentina da sua mãe e aquela explicação dela não o satisfariam tão facilmente. O plano dela começava agora a fazer cada vez menos sentido na sua própria cabeça, as chances eram quase nulas diante dos olhos atentos e poder do Uchiha.

- Pode ir agora… - ele falou depois de pressionar os lábios nos dela.

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 ­- Eu vou ficar hospeda num hotel aqui perto – Mebuki disse.

- Você pode ficar aqui, não haverá problemas – Sakura sugeriu.

- Obrigada pelo convite cerejinha, mas acho que o melhor é eu ficar afastada, vi como esse homem é… assim será melhor… - Mebuki iria tocar o braço da filha mas ela recuou, algo que a própria nem notou, o fizera inconscientemente.

- Me parte o coração ver você desse jeito… - a voz de Mebuki falhou e as lagrimas vieram. - … isso é tudo culpa minha, se eu nunca tivesse feito o que fiz, você não estaria aqui. Me perdoe minha filha … - ela acariciou os braços de rosada.

- Esta tudo bem, sério… - Sakura respondeu com o melhor sorriso que conseguiu - … vamos parar de falar disso, tudo bem? É passado, já não importa…

- Mas você não é feliz… - Sakura não respondeu e Mebuki continuou. – Daria qualquer coisa pra ter de volta aquela garota com o sorriso alegre e os olhos brilhantes e sonhadores… vamos achar alguma forma cerejinha.

- Não é tão simples assim… eu estou casada com ele e temos dois filhos agora, as coisas ficaram mais serias. Não sei no que pensava quando pedi que você viesse…

- Ele sempre foi assim?  

- Nem eu sei mais, não da pra saber, é sempre muito imprevisível, nunca se pode saber como vai reagir. Houve até uma época que pensei que poderia se tornar algo bom, que eu poderia sim me apaixonar e ser feliz nesse casamento, mas foi só questão de tempo até ver que era só uma ilusão.

- Ele me disse que nunca houve amor nesse casamento. -Mebuki falou.

- Quem? – Sakura olhou para a mãe confusa.

- Sasuke…quando o conheci, ele me falou muito de você e da vida dele aqui no Japão, foi assim que descobri sobre você, cerejinha.

Sakura fechou os olhos e engoliu o bolo na garganta, se esforçando ao máximo para conter o choro.

- Ele morreu a cerca de um ano atras, num acidente terrível…como já te falei mamãe. – a voz dela falhou.

- Sinto muito cerejinha, posso ver o quanto ele significava para você… eu também sofri quando soube disso, ele era um bom rapaz apesar de tudo… - Mebuki abraçou a filha.

Sakura limpou rapidamente as lagrimas assim que o abraço terminou.

- Papai, também me chamava assim…cerejinha - a jovem falou rapidamente tentado mudar o rumo daquela conversa pesada. Mebuki entendeu e assentiu.

- É, na verdade foi ele mesmo que te deu esse apelido, cerejas era o que você mais gostava de comer e também pelo seu nome, Sakura, flor de cerejeira…  esse nome foi homenagem a sua avo, mãe do seu pai, era uma emigrante japonesa nos EUA… - Sakura sorriu com a pequena historia.

- E até hoje cerejas são meu aperitivo favorito.

- Que bom, pelo menos algumas coisas nunca mudaram… - Mebuki falou.

- Você alguma vez voltou a se casar? - A rosada quis saber.

- Não.

- Teve outros filhos?

- Não – Mebuki sorriu. – Você foi a minha única.

- Então o que esteve a fazer durante todos esses anos?

- Só trabalhando mesmo, houve uma época que consegui em emprego num cruzeiro e viajei por muito tempo por várias partes do mundo, mas sempre muito solitária. Nunca consegui me perdoar pelo passado então achei que seria melhor ficar daquela forma, solitária…sempre tive a esperança que um dia poderia me reencontrar com você e seu pai.

- Bem agora já não tem que ser assim. – Sakura  falou. – Agora temos uma a outra e também os bebés. Esta tudo bem, eu te perdoei.

- E eu agradeço tanto por isso, você não tem ideia… definitivamente você herdou o grande coração do seu pai.

Sakura se sentia orgulhosa por ter essa característica, e ouvir da sua mãe o tornava ainda melhor.

Uma forte batida na porta as interrompeu, mas antes que Sakura pudesse responder a porta se abriu, e um dos homens de Madara entrou apressado.

Sakura o olhou ofendida.

- Como se atreve a entrar assim no meu quarto? – ela perguntou furiosa.

O homem estava sem folego, e abanou a cabeça e depois fez uma rápida reverencia, Se desculpando.

- Me desculpe senhora, mas é muito importante! Vim para informar que Madara-sama foi encontrado inconsciente na sua sala!                                                         


Notas Finais


Até a próxima...


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