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História Family Business - Capítulo 2


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Notas do Autor


Já que o capítulo anterior foi curto, vou lançar mais dois capítulos hoje.
PS: O que vocês acham que é o segredo da Elisabeth?

Capítulo 2 - Invigorated


Fanfic / Fanfiction Family Business - Capítulo 2 - Invigorated

Sou despertada de minhas lembranças, com uma voz doce, aconchegante vinda de uma senhora grisalha

- Menina, você está bem? - Ela aparenta ter uns 70 anos.

- Estou sim - minto.

- Não é o que parece, está perdida?- E agora, como vou sair dessa, não posso contar o que está realmente acontecendo.

- Fui assaltada ontem, levaram meus documentos, dinheiro.... Eu estava de passagem pela cidade e agora não sei o que fazer - invento no improviso e rezo para que acredite.

- Filha, não seria bom irmos a delegacia?- A pronto, e agora?

- Nã_ão, quero dizer, eu já fui até lá, fiz a denuncia mas não puderam me ajudar infelizmente, não lembro as características do assaltante... - Ela me olha com um olhar de pena, ela.... Acreditou?

- Bom, sendo assim, vamos... Irei ajudar você, menina. - meu cérebro diz não, mas meu estômago diz sim, ela vai me arranjar algo para comer e isso parece ótimo.

- Tudo bem - concordo seguindo a senhora.

- Aliás, qual seu nome menina? - ela pergunta com um sorriso.

- Laila- minto, não posso arriscar, dizer meu nome verdadeiro para qualquer pessoa é arriscado demais.

- Prazer Laila, meu nome é Daisy. - sorrio para ela e seguimos caminhando.

Chegando na casa da senhora Daisy, vejo que é um chalé, rodeado de flores de todos os tipos. Entramos na casa, ela vai até o pé da escada e começa a gritar.

- Verônica! Venha aqui Verônica! Temos visita!- Ela olha para cima revirando os olhos e em seguida olha para mim.

- Verônica é minha neta, ela sempre está no mundo da lua e não ouve sua pobre avó chamar. - ela ri.

- O que foi vó? - Diz a menina descendo as escadas, ela deve ter minha idade, tem os cabelos cacheados e olhos verdes, usa um calção de pijama e uma regata, ela é muito bonita.

- Essa é Laila, minha convidada, vai jantar conosco. Poderia arrumar uma roupa sua para ela, Verônica? - A menina olha para mim, com um pouco de desconfiança.

- De onde conhece ela? - Diz a menina sem tirar o olhar de mim.

- Acabei de conhecer, ela precisa de ajuda, depois ela explica melhor, agora vá, vou regar minhas flores. - Daisy vai até uma regador, o pega e vai para fora da casa.

- Vamos lá - diz Verônica subindo as escadas. Subo logo atrás, e vejo várias fotos na parede da escada, a maioria são de Daisy e Verônica, algumas com Daisy e duas crianças com cabelos cacheados, deve ser Verônica.... E o menino, quem é? Vamos até o quarto, é simples, mas bem decorado. Há uma cama de casal, um guarda roupas lilás com flores e uma escrivaninha com um notebook em cima.

- Aqui, pega essas roupas, devem servir - diz Verônica e logo em seguida senta na cama.

- Obrigada, e_eu posso me troc....

- A porta do lado do guarda roupas, é o banheiro, pode usar - Diz me interrompendo. Entro no banheiro, tranco a porta, deixo as roupas em cima do armário da pía e me olho no espelho. Estou com um semblante deplorável, suja, magra, com olheiras... Faz mais de uma semana desde o que aconteceu, venho fugido desde então, preciso chegar a Boston. Tiro minhas roupas sujas, deixo elas em um canto, entro no box, ligo o chuveiro entro devagar. Ah como é bom a água quente escorrendo pelo corpo, solto um suspiro, talvez eu possa relaxar um pouco afinal. Termino o banho e me visto, é uma camisa preta desbotada de Star Wars, ela é bem grande, isso é da Verônica? Bem, ela deve usar como pijama. A calça é jeans, também desbotada, mas essa se encaixa no tamanho do meu corpo. Olho rapidamente no espelho e estou mais apresentável, com apenas um banho. Saio do quarto e Verônica tira a atenção do celular e olha para mim, ela sorri.

- Essa camisa ficou grande mesmo, imaginei que fosse ficar, é do meu irmão mais velho, estava jogada por aí.

- Está ótimo, muito obrigada - Digo com um tom de felicidade por apenas poder trocar de roupa. - Então, onde está seu irmão? - Digo sem pensar e se o irmão dela morreu? Burra, burra...

- Ele não mora com a gente, mora com nosso pai, eles cuidam dos negócios e deixam eu aqui cuidando da vovó. - Ela diz com um tom triste - Sinto saudade deles, eles ficam muito tempo longe. - Que negócios eles tem afinal? Mas isso não importa...

- E sua mãe? - Pergunto.

- Ela... Ela faleceu em um acidente a alguns anos atrás - Burra, burra, bur.... Minha mãe também faleceu em um acidente, a tristeza me invade instantaneamente.

- Minha mãe também faleceu, ela faz muita falta - Digo baixo e uma lágrima escorre do meu olho. Verônica olha para mim surpresa, levanta da cama e vem perto.

- Bom, não fica assim, tá? Vamos ver se a Dona Daisy precisa de ajuda- ela pega em minha mão e vamos em direção ao corredor.

Descemos e vamos no jardim, Daisy está regando rosas brancas perto da cerca, mas há também rosas vermelhas, margaridas, petúnias e várias outras que não conheço. Daisy olha para nós com um sorriso.

- As mocinhas estão se dando bem pelo jeito.

- Quer ajuda senhora?- Pergunto imediatamente.

- Acabei por aqui, querida, mas irei precisar de ajuda no jantar. - Daisy entra e segue para seu quarto, diz que vai tomar banho. Eu e Verônica estamos conversando a uma meia hora, sobre várias coisas, ela é uma garota legal. Verônica e eu vamos até a cozinha dar início ao jantar, ela diz que irá fazer frango com pimentão, sua especialidade. Eu já sinto meu estômago roncar, a última refeição que eu tive foi quando pedi um X-burger em uma lanchonete e saí correndo sem pagar. Estou sem um centavo desde o dia que fugi. Afasto as lembranças, hoje quero esquecer um pouco disso. Começo a cortar pimentão enquanto Verônica tempera o frango.

- Harry adora esse frango - diz com um tom saudoso.

- Quem? - pergunto curiosa.

- Meu irmão, o nome dele é Harry - Parece que os dois são próximos, eu nunca tive um irmão, não sei como é.

- Não tenho irmãos, mas gostaria. - Digo a ela enquanto coloco o pimentão picado em uma vasilha.

- Bem... E seu pai? - Verônica pergunta e eu gelo, a tristeza me invade.

- El_e, ele adoeceu a um tempo e acabou falecendo - Não posso contar que ele foi assassinado.

- Sinto muito - Diz Verônica em tom melancólico.

- Mas vejam, pelo jeito hoje vamos comer o Frango divino que V faz - Diz Daisy adentrando a cozinha.

- Você vai amar, Laila - Diz Daisy com um sorriso.

Terminamos o jantar, arrumamos a mesa e jantamos, enquanto Daisy e Verônica contavam a história de quando Harry e ela eram crianças. Elas me mostraram uma foto dele, ele é muito bonito, e muito parecido com Verônica, os mesmos olhos.... Depois de jantar, lavo a louça e agradeço a comida, Verônica arruma um colchão no chão do seu quarto para eu dormir. Depois de dias sem tranquilidade, posso dizer que estou revigorada.... Apagamos a luz, adormeço.


Notas Finais


.....


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