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História Family Deadly Sins -Interativa- (REESCRITA) - Capítulo 10


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Notas do Autor


Olá, sim eu estava sumida, mas estou de volta com capitulo novo!
espero que gostem!
*P.S.: Caso queiram escutar com alguma música de fundo seria ótimo!

Capítulo 10 - Capítulo 7. Antes do baile.



 

 

Residência Deadly Sins;

6:13 P.M.

 

Era próximo às seis e vinte da tarde em Londres e a casa Sins estava cheia, com todos os membros da família ali, inclusive Wallace — Que parecia quieto demais. Todos reunidos na sala de estar, sentados ou de pé, conversando ou apenas lendo, estavam todos lá a espera de Carlos e Lúcifer, que chegaram de fininho assustando a todos pela aparição não esperada.

— Ei calma, até parece que viram um fantasma. — Carlos brincou aparecendo ao lado de Lúcifer, que era meros dois centímetros maior que o latino. 

— Carlos se você quer me matar, me atira uma pizza de abacaxi, homem! — Preguiça disse pondo a mão sobre o peito, alguns da sala riram de sua fala, outros ignoraram a piada mas não puderam deixar de soltar um pequeno sorriso pelo tom o qual as palavras da menina saíram, era cômico de se ver e de fato. Schiattarella sabia fazer seus familiares rirem. 

— Nem eu meus piores sonhos! Pizza de abacaxi é uma maravilha! — Carlos provocou a pequena italiana na sala que o olhou de cima a baixo, com os olhos cerrados e os lábios contraídos em uma falsa feição de desgosto ao amigo. — Mas não estamos aqui para falar de pizzas de abacaxi, certo Lúcifer? — Indagou o moreno que recebeu um pequeno “Hum-hum” como resposta, e deu-se por satisfeito. — Há um certo tempo, na realidade, três dias atrás, eu e Lúcifer recebemos cartões, ou melhor dizendo, convites. 

Carlos cessou sua fala e deu espaço Lúcifer para se pronunciar:

— Convites para um baile.

A simples explicação do jovem loiro fez sorrisos contentes nascerem no rosto de suas irmãs, ele sentiu uma ponta de dúvida nos olhos de Eric e de Kaname, Wallace também estava duvidosos sobre a notícia e deixava isso bem explícito sobre sua face. Ele soltou um risinho, fechou os olhos e se sentou sobre sua poltrona, Carlos se sentou no braço da poltrona, tirando do bolso os convites e lhe entregando. 

— Sendo mais específico, para o baile de Flávia Cappuana Gudkov, uma velha amiga. — Lúcifer disse mostrando os convites, ele abriu um deles e leu, primeiramente em silêncio, depois iniciou a leitura em voz alta: — Cada convite diz o seguinte;

“ Querido ou Querida, membro da família Deadly Sins. 

É por meio deste simples, porém afetuoso convite, que convido a ti e a teus familiares a comparecer em meu cassino, no dia seis deste mês que estamos para iniciarmos, para uma das maiores e mais belas comemorações que Londres poderá ter. Ainda pretendo manter o motivo da celebração em segredo, pelo menos até o dia o qual poderei finalmente vê-los, apenas posso explanar que está festa exige uma vestimenta adequada, — mas imagino que este detalhe não lhes venham a ser um problema. A roupa exigida são: Vestidos e ternos ao teu agrado, seja ele vintage, Eleganza extravaganza, gala, entre outros estilos de sua preferência, não se incomodem em adereços ou modelos extravagantes, estamos todos ansiosos para ver suas roupas. Ah, e outro detalhe: Sei que cada Sins é de uma nacionalidade diferente, por isso, sintam-se livres para exibir suas nacionalidades por meio de seus trajes, todos são aceitos no Cassino W&R.

 O endereço e horário está anexado aos convites de Lúcifer D. Sins e Hellen Burns S., por tal motivo não há com o que se preocupar sobre isso.       

*P.S.:Não se preocupem com os horários, eles são apenas estimados, talvez o baile dure até depois da alvorada.

Desde já, agradeço a atenção e espero ansiosamente sua presença em meu baile.

Beijos e abraços, de Flávia Cappuana Gudkov; ”

 

Ao finalizar a carta, Lúcifer a fechou novamente e observou os demais naquela sala. Percebia a animação de Arisu juntamente com Mari e Esther, entre as almofadas do sofá estava Akira, parecendo um pouco distante, assim como a pequena Preguiça que estava perto dela, ambas estavam mastigando algumas das balas que escondiam pela casa, Wallace parecia confuso com a situação diferente de Kaname parecia um dos mais ansiosos e aquilo estava pintado em sua face, principalmente pelo amplo sorriso que abriu ao ouvir o nome do remetente e ao contrário do irmão Eric, que permaneceu com seu rosto neutro assim como Hellen — exceto por um leve sorriso que escapou de seus lábios —. Nífera, Boyan, Amber e Ryan não se mantinham em pé de tanto que pulavam, pareciam crianças, estavam saltitando juntos em um circulozinho, Carlos ria dos amigos, baixinho para não chamar atenção, tinha vontade de se juntar a eles mas permaneceria sentado. Lúcifer apreciou todos os detalhes a sua volta, rio e abriu a boca: — Parecem animados! Então imagino o que significa esse convite. — Comentou calmamente e já pode ouvir a voz de cada Sins falando algo diferente, e foi o que aconteceu, foi algo cômico. 

— Compras! — Arisu e Mari gritaram, Esther gritou também e um pouco mais alto.

— Passeio! — Kaname gritou e não se incomodava de ser o único a dizer isso.

— Algo importante. —Hellen e Eric disseram baixo, refinados e quase mudos pelos gritos alheios.

— Vamo’ finalmente sair poha! — O grupinho saltitante gritou, deram um salto que fez o chão dar um pequeno tremor. 

Ao pé da situação, Wallace e Preguiça deram de ombros, Akira sussurrou: “— Comida?”.  E Carlos caiu na risada junto ao loiro, se jogaram um nos ombros do outro, rindo pela cena, não parecia engraçada, mas era. Assim que todos se calaram e encararam suas faces confusas, aquela foi a melhor cena e foi o motivo pelos risos da dupla a qual ria sem parar, be, até que eles pararam, respiravam pesado e limpavam as lágrimas que brotavam nos cantos de seus olhos.

— Bem, eu imagino que seja tudo isso. — O latino disse se erguendo e limpando um dos olhos. — E talvez um pouco mais.

— Estamos falando de Flávia, sempre há um pouco mais, meu caro. — O loiro completou ao se levantar. — Então, aproveitaremos o dia de amanhã para comprar, ou visitar alguns ateliês, para que suas roupas estejam perfeitas para o dia. 

Lúcifer sorria levemente, o motivo era simples: Amava ver a felicidade ser expressada, por sorrisos, olhares e principalmente, por meio de atos. Ele se dirigiu, a passos lentos, a porta da sala e convidou a todos para um jantar especial, felizmente, seus irmãos aceitaram o convite a bom grado. Após se acomodarem a mesa, todos passaram a esperar até que suas refeições fossem postas à mesa e isso não foi um problema, estavam todos tão tagarelas que nem sequer perceberam quando Amber e Boyan entregavam cada prato e taça sobre a mesa, obviamente, não demorou muito para que começassem a comer e discutir sobre o que fariam no dia seguinte, como seriam seus trajes e como agiriam, fizeram teorias de como seria o lugar e as pessoas que estariam ali presentes, para todos aquilo era algo mágico só de se imaginar, eles estavam claramente iludidos por uma magia tão mínima que mal sabiam o que lhe esperavam.

 

•| ⊱✿⊰ |•

 

Nicole Collins descia a Tollington Rood em sua moto, o capacete deixou boa parte de  seus cabelos para fora, os mesmos voavam ao vento. Parou na frente de casa, desceu para abrir a porta da garagem e depois de entrar com a sua moto, a loira subiu as escadas indo para a sala da lareira, vulgo a biblioteca da casa. Ao entrar se deparou com o ambiente mal iluminado e com uma pasta de arquivo jogada sobre a escrivaninha, olhou para o lado e viu as duas poltronas da casa a frente da lareira. 

 — Boa noite, Flavinha! — Nicole disse ao encontrar a irmã sentada na poltrona de couro preto da sala, as paredes carmesim pareciam mais claras por conta da luz, a lareira estava acesa e o fogo ainda estava baixo, sinal que havia sido acesa a pouco tempo. A loiro tirou o casaco azul marinho de seu corpo e deixou se jogar na poltrona ao lado da irmã. 

— Eu já enviei os convites para o baile, Nic. Preciso de um favor seu. — A menina comentou, os cabelos estavam amarrados em um coque preguiçoso sobre sua cabeça, estava exausta, era nítido. 

— Mas nem um "Boa noite, irmã." "Como foi seu dia? Aconteceu algo?" Mas nem isso Flávia, poxa eu me esforço para te tratar bem e tudo mais… — Nicole dramatizou.

— Nicole! É sério, preciso de um favor seu. Não é nada de mais, eu prometo, apenas cante no baile, vai ser simples. Sem armas, sem jogos, apenas a banda e você, prometo. — Flávia lhe disse de forma séria.

— Nunca é tão simples com você… — Nicole sussurrou, se jogou para frente e apoiou os braços em suas coxas deixando seus cabelos caírem e tamparem seu rosto. — Tem sempre as letrinhas minúsculas do contrato. — Completou.

— Essa é última vez. 

Flávia estava em modo de defesa, estava quieta e fria, não costumava ser assim a não ser que se trata-se de algo de real importância, por outro lado sua irmã estava insegura e tinha quase uma convicção que não iria fazer o que lhe foi pedido. Nicole era uma exímia cantora e aquilo era um fato, mas não gostava de cantar para a irmã, sempre fazia algo a mais e não eram coisas que agradavam-lhe a lembrança. A loira bufou fortemente: — Flávia, eu tento ser normal, viver de forma normal, mas sempre que eu te ajudo em algo, acontece alguma coisa que me ferra no meu único objetivo: Ser normal. — Nicole jogou sua cabeça para trás e pode sentir o olhar da irmã sobre si, respirou fundo e fechou os olhos. — Eu topo. — Concluiu. 

— Ótimo. — Flávia se assustou mas respondeu rapidamente a irmã. 

— Mas vai ter que me pagar antecipado. — A mais velha falou ao se levantar e sair do cômodo. — Dez mil. 

— Tá bom. — A menor riu sem jeito, se levantou e foi para o quarto, quando voltou a sala deixou um pequeno envelope na poltrona. 

 

•| ⊱✿⊰ |•

 

Já passava das oito e restavam apenas os mais velhos dos sins na sala de estar. Todos riam das piadas de Nifera e das pequenas mas engraçadas historietas de Amber, era estranho ver o quanto ambas eram parecidas, mesmo que vivessem a pé de  guerra, repercussões e provocamentos eram tarefas diárias de ambas uma com a outra. 

— Ei! Lúcifer posso conversar a sós com você? — Propôs o garoto, estava quieto depois do jantar, Lúcifer o olhou e assentiu silenciosamente. 

— Seria melhor no meu escritório. Me siga. — O loiro respondeu em quase um sussurro. Saíram da sala sem que ninguém percebesse e foram em direção ao escritório. 

A sala era linda, um toque rústico a compunha junto aos tantos detalhes dourados, desde a cadeira de Lúcifer a as rodinhas da escada de sua imensa estante. Wallace já havia entrado no escritório, lembrasse de quando ajudou Carlos com uma grande papelada destinada ao loiro, viu os dois começarem o trabalho. O moreno ficava sempre de frente para Lúcifer, anotava tudo e ajudava-o na interpretação, vantagens e desvantagens de cada contrato. 

— Sente-se, Wal. — O loiro lhe disse ao passar pela mesa e se jogar em sua cadeira, Wallace se sentou e apoiou o braços sobre a escrivaninha. — Então o que quer me dizer? Huh?

— Agnes me disse tudo, agora… — O garoto bufou. — Que história é essa de adoção? Como assim um novo ponto comercial?! — Wallace disse a fala grossa e direta. 

— Ei, ei, calma, eu te explico. — Respondeu lhe com serenidade. — Você é um sins, Wal. Simples. E como um Sins, você faz parte da família, apenas preciso colocar isso em sua certidão e ID. — O loiro tirou uma folha de sua gaveta e entregou ao menor, o qual lia enquanto o outro continuava: — Agnes não é a sua responsável, ela apenas lhe criou, segundo o governo, eles ainda acham que você é um órfão. 

— Mas eu não sou mais. — Wallace falou seco. Estava irritando-se, minimamente, com aquela conversa. — Tenho dezoito anos, bato carteiras desde os dezesseis, ajudo Agnes desde que me salvou daquele lunático que se dizia pai. Eu sei me virar. — Explicou.

 — Eu sei, Wal. Mas tem alguém acima de mim, que não acha isso. A maior idade aqui é de vinte e um, eu consegui driblar essa regra, mas para você, isso seria bem mais difícil… — Comentou Lúcifer o olhando. 

— Então por que não faz isso para mim? — O de cabelos negros o questionou. O pegou no pulo. — Se você pretende me "adotar", pode me dar maior idade e estamos quites. 

— Quites? — O loiro o olhou confuso. — Como assim? 

— Eu me recuso a adoção, Sr. Sins. — Debochou, arrastando o papel para Lúcifer e cruzando os braços. — Eu não tenho nenhum pecado. 

— Então por que está aqui? — O loiro igualou o tom de voz. — Se você é mais um santo, estaria fora da casa de impuros, estaria na igreja ou em casa rezado, a uma hora dessas… — Comentou em tom de provocação. 

— Religião não me apetece, eu quero apenas fazer um certo alguém… descobrir como é perder tudo. — Wallace disse e Lúcifer riu. 

— E quem seria? Seu pai? 

— Ele mesmo. — Wallace, a esse ponto, já pretendia explodir de tanta raiva que tinha de Lúcifer e sua voz irritante. — Ele acabou com o que eu tinha, quero que ele saiba como é a sensação. 

E Lúcifer riu, e riu com força, gargalhou e limpou a lágrima que escorreu por seu rosto. 

— O que é tão engraçado? — Wallace perguntou com raiva.

— Vingança. Este é o teu confinamento, Wallace, a fúria. Este é o teu pecado. — O loiro respondeu. Levantou da cadeira e apoiou a cabeça sobre as mãos, sorriu ao ponto de mostrar os dentes, estava risonho e o garoto que lhe olhava assim, ah Wallace… este lhe queria arrebentar os dentes.

— De qualquer forma, ainda não me convenceu do meu pecado, senhor espertinho! — Lhe retrucou com deboche. 

— Veremos, apenas me responda. — Comentou. — O que faria comigo? Seja honesto, pelo menos. 

— Honestidade? Certo, com todo a "honestidade", Lúcifer, eu queria lhe dar um soco, isso só por zombar da minha causa, agora, por rir da minha cara e da minha desgraça, tentar afastar Agnes de mim e me estressar, ah meu amigo… eu adoraria lhe dar mais do que um simples soco. — O de cabelos negros disse, olhando fixamente para Lúcifer que parecia levar mais a sério o que acontecia.

— Wow, o que seria mais que um soco, Wallace, hum? — Provocou o loiro, virando o rosto para sua estante e depois retornando o olhar sobre o rapaz.

— Mais que um soco, seria um chute, um pontapé, um tapa, ou mais que apenas um, vários. — E Wallace o respondeu simples assim, não mentiu a nenhum momento, apenas ocultou o que não precisava ser dito. Queria acreditar que Lúcifer não era alguém  ruim mas duvidou de suas intenções, ela pareciam mentiras, e isso era algo que odiava, mas ainda tentava não se irar por algo nem mesmo sabia. Estava irado com o rapaz a sua frente e sua expressão indiferente, um meio sorriso e olhos acirrados, aquelas duas bolas azuis cristalinas com fios dourados para lhe destacarem o aborreciam. 

— Hum, e onde acha que acabaria, Wallace? O que ia fazer se fosse para a cadeia? E Agnes? O que pensaria? Faria com que ela pegasse a fiança e sairia de lá imune? — O loiro o questionou de forma certeira, seu emocional. Infelizmente bem teve de lhe responder, optou pelo silêncio e apenas a voz do vento lhe respondiam a verdade, não faria nada. — Como imaginava. Wal, eu não estou aqui para ser contra você, estou para ajudar, não escolho alguém a toa, não, escolho os melhores, os sobreviventes e eu lhe escolhi, então  faça bom proveito disso. Em compensação, Agnes terá tudo que ela precisar, mas a única condição é a sua guarda. Você pode vagar pelo mundo se quiser, mas qualquer problema quem responde sou eu. 

Lúcifer explicava, Wallace permanecia quieto e compreendia a cada momento a real intenção de Lúcifer, não era nobre, não era chula, era uma mão amiga de um amigo desconhecido. Era isso. Apenas isso. 

— Não me interprete mal. Nunca quis lhe afastar de Agnes mas temo que manter ela por perto chame a atenção de… indivíduos indesejáveis. — Continuou. Estava agora vagando pelo escritório. Sua mão sobre a boca e os pensamentos a um turbilhão. 

— Como quem? — Wallace lhe questionou. 

— Como alguém que me afastei faz anos. — E o loiro encerrou sua fala, melancólico. O que foi substituído logo em seguida por um tom muito mais feliz. — Então acabamos nossa discussão aqui? 

— Imagino que sim. 

— Ótimo! Estava morrendo de sono! Vamos dormir agora, certo? 

Wallace riu: — Vamos. 

— Isso ae, hoje nós dois vamos dormir na sala por que eu esqueci minha chave do quarto de hóspedes. 

E dois riram pela situação, foram até o quarto de Lúcifer e começaram a preparar as cobertas e travesseiros. No final não foi nada mal.


 

•| ⊱✿⊰ |•

 

Ryan Arcaño

 

Estava no jardim, observando algumas flores e plantas que havia plantado a pouco tempo, estavam lindas, o brotinhos e os caules verdinhos me davam ansiedade para vê-las quando desabrochassem e exibissem sua beleza, talvez até conseguisse fazer um buquê com elas. 

Assim que me levantei e me virei, vi Esther parada ali, na frente da porta, com um sorriso ao me ver ela perguntou:

— Então, está feliz com suas flores não é? Comentou ao se aproximar e eu não fiz diferente. 

— E muito, você não sabe como. 

— Talvez possa imaginar, sempre cuidei de flores desde pequena ainda em Minas Gerais, no Brasil… — Ela deu um longo suspiro, me olhou e sorriu de novo. 

— Ah, você é brasileira, Carlos uma vez comentou isso comigo. 

— Vocês são bem próximos não é Ryan? — Ela questionou, sorria fraco e deixava as mãos na cintura.

— Somos falantes da língua espanhola, isso por si só já nos une, mas eu devo admitir que o acho um ótimo amigo e companheiro. — A respondi da forma mais sincera que podia, Esther me olhou nos olhos e se aproximou um pouco mais. 

— Sabe, Ryan… já faz um tempo que eu venho gostando de… alguém, da universidade… você não teria algumas dicas para me ajudar? 

— Esther, he he, apenas seja você mesma! Você é maravilhosa, inteligente, independente, não há quem não se apaixone por você! — Eu a incentivei, não menti quando lhe elogiei, realmente, Esther é uma das mulheres mais lindas que já vi. 

— V-Você acha? 

Eu ri com sua reação, estava um pouco vermelha e desviava o olhar. 

— Eu tenho certeza! 

 

A respondi, ela me deu um abraço, eu pude ver seus olhos brilharem, sabe… Eu imagino que aquele que Esther ama deve ter muita sorte!
 

•| ⊱✿⊰ |•

 

 "Mesmo após um mês de buscas, ainda não se sabe o paradeiro do assassino de Phil Rubens, ex-candidato a presidência da França. Uma testemunha afirma que o possível assassino fosse a procurada criminosa, White Owl, porém não há provas que a criminosa esteja de fato envolvida no caso, há maior probabilidade de ser um imitador, talvez um admirador ou um rival, o fato é que ninguém foi indiciado até agora.[...]" 

 

— Desligue essa merda de tevê, Renan! 

Alguém na sala gritou, estava ao fundo, enquanto havia um montinho na frente da tevê do cômodo. Ao alto, pregada na parede ao lado dos quadros da família Cappuana e da Gudkov, Renan era o "Tenente" do batalhão de Owl, cabelos platinados e pele escura eram suas características além das tatuagens em tinta branca, era uma figura estranha aos olhos comuns mas ao olhos daquela coruja, oh, ele era o melhor amigo que alguém poderia ter. 

— Cê' tá me ouvindo?! Desliga logo isso! — Continuou o indivíduo.

— Estou, estou, apenas espere um pouco. — Ele disse vendo ao noticiário francês que o canal britânico repassava, lembrando do ocorrido no mês passado, logo após a imagens o rapaz soltou um pequeno suspiro ao ver os vídeos do incêndio que fizera ao lado de sua chefe. — Que noite magnificamente bela. — Ele pensou ao fechar os olhos e levantando o controle para finalmente desligar a televisão. 

Foi quando Owl o interrompeu abrindo passagem entre os capangas enquanto dizia: — Espere! Escutem! — A mulher disse ao finalmente parar em frente ao aparelho, o olhando como se olhasse algo de valor, encantada como um criança. 

A jornalista comentava:

"O FBI e a Interpol, designaram uma equipe especial para desvendar esse caso, composto por seis de seus melhores agentes de campo: [...], cinco dos mais astutos detetives que possuem, entre eles Jackson Nickford, David Spellman e Katherine Oliver M.[...] conhecida pela resolução do primeiro caso de White Owl, ela foi a responsável pela resolução e primeira apreensão da criminosa, além de estar envolvida na resolução de outros casos como o assassinato de Christopher Lee e a "Noite em Ipanema". [...] Gavin Gordon, um dos supervisores da equipe, divulgou recentemente que a investigadora Katherine será responsável pelas pesquisas de campo e terá total liberdade para prender qualquer um que possa se um suspeito para o caso." 

 

— Ouviram isso? — A mulher disse, com os cabelos sobre os olhos, estava sorrindo e isso era nítido, ria baixinho, ela não podia acreditar no que ouvia. 

— Sim! — Todos responderam, ao mesmo tempo, conheciam o que aquele sorriso significava, e apenas esperariam para agir. Mas Owl, ah, ela planejava algo grande, e todos sabiam isso, seu sorriso o denunciava, após levantar a franja, era possível ver, os olhos marrons, pequenos e agitados, era a adrenalina de sua imaginação. 

 

Quem aí tá afim de um aumento, hein?!

 

 

 

 

•| ⊱✿⊰ |•



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