História Family Issues - Capítulo 22


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook)
Tags Black Pink, Bts
Visualizações 767
Palavras 4.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁAAAAA MEU AMORESSSSSS EU TO FELIZ PRA CARAMBAAAAAAA SÃO 500 ANJOSSS ME DANDO AMORR AAAAAAA p a s m e m , eu não tenho palavras pra agradecer os 800 COMENTÁRIOS SOCORROOOOOOOOO, olha eu realmente me sinto tão realizada com todo o amor q vcs tem pela minha história, sei que vcs choram, ficam tristes, irritadas, as vezes querem me matar por causa das loucuras q acontecem com esses dois, mas cada letrinha q vcs digitam lá embaixo me inspiram, e me motivam a n desistir, muito OBRIGADAAAAAAAAAAAAA.

Então VIGÉSIMO PRIMEIRO CAPÍTULO DE FAMILY ISSUESSSSSSS AEEEEEEEEE.

Eu demorei, demorei, tive bastante problema pessoal, nada pra se preocupar não viu? Mas infelizmente me atrapalharam, além dos estudos, mas espero que valha a pena 😍💜 vou quebrar corações, como já quebrei antes, mas espero recuperar um por um ao longo desse neném 😭💜 me perdoem pelo transtorno kkkkkk mas nada que eu escrevo é sem fundamento, em algum momento vcs irão entender (eu espero kkkkk) 😂💜

Enfim, MUITO OBRIGADA ANJINHAS QUE ME RECOMENDARAM MÚSICAS, ESTÃO TODAS LÁ NA PLAYLIST E EU ESTOU APAIXONADA DEMAIS, me ajudaram muito, obrigada mais uma vez 💜💜💜

Perdoem os errinhos e boa leitura! 😘💜

Capítulo 22 - Pregnancy


Fanfic / Fanfiction Family Issues - Capítulo 22 - Pregnancy

Chapter 21 - Pregnancy


Nos episódios anteriores de Family Issues...

" - Jane, eu vou almoçar fora hoje, qualquer imprevisto me ligue! Estarei no restaurante do prédio à frente. - Jungkook deixou a secretária avisada quando saiu para encontrar a mulher que bagunçou sua vida nos últimos meses.

Chegou no restaurante primeiro, se acomodou, pediu uma água e ficou esperando.

- Olá... - So Yun disse ao se sentar e repousou um envelope na mesa, que prontamente capturou a atenção do mais velho.

- Oi... quer almoçar primeiro? - perguntou mesmo que não quisesse comer nada.

- Você está com fome?

- Não. - respondeu sincero.

- É melhor irmos direto pro assunto, não? - sugeriu séria e ele comprimiu os lábios.

- Por que me chamou aqui? Qual o problema? - franziu o cenho preocupado e a mulher tomou uma boa quantidade de ar antes de formular sua fala.

- Jungkook, eu estou grávida... e o filho é seu."


Flashback on.


3 anos antes...

- Jagi... aconteceu alguma coisa? - Jungkook perguntou ofegante deitado ao lado de sua esposa depois de terem transado pela terceira vez naquela noite.

- An? Que coisa? - ainda descompassada pelo orgasmo, não conseguiu processar o que o mais velho havia falado.

- Não sei... você está mais... gulosa. - virou seu rosto na direção do dela que estava corado e sorriu libidinoso.

Ela devolveu o sorriso e sentou na cama exibindo seus seios ainda sensitivos. O maior mordeu os lábios com a imagem, e a mulher engatinhou até ficar por cima do corpo forte e para atiçar sua loucura, nu.

- Como não ser gulosa tendo isso tudo para mim? - arranhou seu abdômen ao sentar-se sobre o membro adormecido.

Jungkook soltou o ar pesadamente quando ela rebolou em seu colo, e de forma rápida prendeu a cintura em suas mãos, incentivando os movimentos.

- Seu pau é tão gostoso, amor... - se deleitou com a fricção das peles e já escorregava com seu líquido pela dureza recém-formada do rapaz.

- Não mais que sua bocetinha... - a pressionou com mais força para baixo, suplicando para que o acolhesse entre suas pernas. - Eu estou amando essa sua fome...

A mais nova nem o ouviu mais, estava absorta, imersa nas sensações prazerosas que se esfregar no pau de Jungkook lhe causavam.

Ele levou as mãos até os seios da menor e os apertou, fazendo ela arfar com os olhos espremidos. - Eles estão maiores... você está mais deliciosa que o normal, baby... - se encontrava ensandecido demais para perceber a leve endurecida que o corpo da mulher deu ao escutá-lo. - Hm... essas coxas também, porra...

- Você está dizendo que eu estou maior? - parou de repente cruzando os braços e o homem franziu o cenho sem entender.

- Eu falei que você está mais gostosa... - levantou o tronco ainda com ela por cima e entrelaçou os dedos no cabelo da mulher, enquanto com o braço livre a rodeou, trazendo-a para mais perto. - E é verdade... - sussurrou e mordeu seu lóbulo.

A garganta da mais nova se fechou e tentou se afastar, mas foi impedida por Jungkook que a segurou com força e a olhou, querendo identificar o que estava se passando na cabeça dela.

- Qual o problema, amor? Você só está mais avantajada.

Saiu do colo dele na velocidade da luz e exaltou alterada: - GORDA! Eu estou mais gorda!

Debulhou-se em lágrimas e correu para o closet, se cobrindo com o pijama mais largo que tinha.

- O quê? - ficou estático na cama pelo susto, completamente confuso e excitado.


Flashback off.


- O quê? - meus olhos se arregalaram e meu coração bateu tão forte a ponto de doer. Que merda eu acabei de ouvir? - Não é possível...

- Claro que é possível... tão possível que aconteceu. - disse tão simplista que me incomodou. Como ela podia estar tão calma? Ah, claro! Quem está fodido sou eu. - Eu não queria vir conversar com um teste de farmácia, então fiz um exame de sangue... aqui.

Me estendeu o envelope branco, e eu senti minhas mãos suarem. Tomei o papel e abri.


"Paciente: Choi So Yun.

Idade: 25 anos.

BHCG..................................... 128 mUI/ml

Referência:

Negativo - neg. ou menor que 5 mUI/ml.

Positivo - pos. ou maior que 25 mUI/ml.

Duvidoso - entre 5 e 25 mUI/ml."


De repente eu senti uma sede absurda, deixei o envelope na mesa e bebi o resto da água que havia pedido em um gole, estava nervoso pra caralho, mas não podia me desesperar. - Não dá para saber assim, So Yun...

- Eu conversei com o médico e ele disse que eu estou grávida de três semanas, consegue lembrar onde estava três semanas atrás? Ou melhor... onde estávamos?

Merda! Por que as possibilidades disso não ser verdade pareciam diminuir? Eu não podia ter um filho com ela, eu nem me lembro daquela noite! Esfreguei meu rosto tentando dispersar o estresse e a agonia que estavam me consumindo. - No Japão...

- Sim, Jungkook... nós estávamos no Japão. - suspirou e eu fiz o mesmo abaixando a cabeça enquanto apoiava meus cotovelos na mesa, puxei meus fios com raiva e forcei minha cabeça para pensar.

- E aquele cara? Seu ex? - perguntei sério, tentando de alguma forma manter meu raciocínio funcionando.

- Eu tinha terminado com o Yoongi bem antes da viagem, você foi a última pessoa com quem me relacionei. - idiota! Idiota! Idiota! Olha a merda que você fez. Burro! Eu estava transtornado mas não podia mais ser ingênuo, não ia tomar atitudes precipitadas, não mais.

- Não me entenda mal, mas eu não posso assumir essa responsabilidade sem ter certeza.

- Eu não quero nada de você, Jungkook. Só achei que tinha o direito de saber... - disse e eu pude sentir a decepção em sua voz, mas o que ela queria? Que eu pulasse de alegria por possivelmente ser pai de um bebê que eu nem me lembrava de ter feito? Mordeu os lábios e nós ficamos em silêncio por uns instantes.

- Eu quero fazer o teste de paternidade. Eu não vou simplesmente te dar as costas se esse filho for meu, mas eu tenho que ter uma prova concreta. - determinei a olhando e ela pensou.

- Ok, é um direito seu.

Silêncio de novo. Minha cabeça estava explodindo e a única pessoa que me vinha na mente era a minha Jagi. Que porra! Justo agora que estávamos tentando nos entender, quando a nossa relação finalmente estava tomando um rumo para melhorar, o destino resolve me foder. Antecipar o futuro estava me matando e o medo se transformou em um monstro prestes a me engolir.

- Eu quero resolver isso logo, quando a gente pode fazer o exame? - perguntei ansioso.

- Eu não sei, porém hoje mais tarde tenho uma consulta marcada, se quiser me acompanhar, nós podemos providenciar isso com o médico. - sugeriu e mesmo receoso sobre ir com ela, eu sabia que tinha que fazer isso o quanto antes, minha vida está dependendo desse exame.

- Tudo bem, a consulta está marcada para que horas?

- Quatro.

Eu teria que sair mais cedo da empresa, mas era necessário. - Certo, mande a localização para mim.

Ela assentiu. - Por favor, não pense que quero destruir sua família, mas eu não podia esconder isso de você...

Ri irritadiço e neguei com a cabeça desviando o olhar para um canto distante no restaurante. - Minha família já está destruída, So Yun. Mas como tudo que está ruim pode piorar...

- Me desculpe...

- Não se desculpe, você não fez nada sozinha, eu só te peço para não confundir as coisas, nós não vamos virar um casal ou coisa parecidade se esse bebê for meu. - avisei para evitar mal entendidos como os do passado. - E outra, deixe que eu mesmo avise a minha mulher sobre a nossa situação. - disse rude por lembrar das intrigas que ela criou por pensar que eu corresponderia aos seus sentimentos.

- Eu entendi, não precisa falar assim.

- Como você esperava que eu falasse depois de tudo que você fez? - arqueei a sobrancelha grosso e o restaurante se tornou pequeno para nós dois.

- Eu só...

- Você tem que se alimentar, não? - cortei para não dar continuidade ao assunto que me deixou irritado.


Flashback on.


- Você tem que se alimentar, filha. - a mãe da mais nova aconselhou tendo a cara enojada dela em resposta.

- Omma, eu não quero... - tapou o nariz sentindo o refluxo dar sinal de vida, e saiu correndo para o banheiro no corredor.

Colocou para fora todos os biscoitos recheados que havia comido mais cedo e sentiu a presença de sua mãe atrás de si. Levantou dando descarga e lavou a boca com uma boa quantidade de pasta.

- Eu vou te levar no médico, você está estranha... - a maior proferiu suspeita ao observar a menina encostada no batente da porta.

- Médico? Não, Omma. Eu só senti um enjoozinho, nada demais... - negou veemente querendo que a mãe acatasse.

- Não tem conversa, você vai comigo no médico! Anda, pega suas coisas. - mandou fazendo ela bufar.

Pegaram os documentos e seguiram até uma clínica pouco distante.

- Boa tarde! Eu gostaria de fazer uma consulta com o clínico geral. - pronunciou para a recepcionista à sua frente sob o olhar opressor de sua mãe.

- Boa tarde! Documentos, por favor! - entregou o que a mulher pediu e aguardou enquanto ela digitava seus dados no computador. - Bom, Sra. Jeon, o atendimento é por ordem de chegada, mas não se preocupe, poucas pessoas estão na sua frente. Eu vou te dar uma senha e você aguarda a chamada aqui na recepção, tudo bem? - explicou e retirou o papel de uma maquininha.

- Sim, tudo bem. Obrigada. - a mais nova agradeceu pegando a pequena folha de suas mãos e depois se direcionou juntamente com sua mãe até as cadeiras.

Assim que sentou sentiu o enjoo voltar, estava incomodada com um perfume doce, provavelmente era a senhora ao seu lado. Prendeu a respiração e cutucou a mãe. - Omma, troque de lugar comigo... - ditou baixo e sem conseguir segurar, inspirou o ar do ambiente que de forma rápida provocou uma ânsia nela. - Rápido... por favor. - implorou e a mais velha sem entender fez o que pediu, mas a arrastou para as cadeiras do corredor ao invés de ceder o assento dela.

- O que você está sentindo?

- O cheiro da senhora me deixou enjoada, é um perfume doce demais. - reclamou e a mãe se recostou na cadeira com um sorriso bobo.

- Por que você está sorrindo desse jeito? - tinha a expressão confusa e ainda estava um pouco afetada pelo odor de minutos atrás, então respirou fundo tomando o ar mais fresco.

- Eu sei o que você tem... - sorriu ladina e a menina franziu o cenho olhando para a mãe.

- O quê?

- 0109! - a senha da mais nova foi entonada da sala do consultório e a mãe se levantou com ela.

- Deixe que o médico nos diga. - falou por fim, deixando a filha mais sem noção ainda e entraram na saleta.

Visaram a figura feminina trajada no típico jaleco branco, e logo a mesma abriu um sorriso simpático e as cumprimentou. - Boa tarde, Sra. Jeon? - perguntou com o olhar direcionado à mais nova entre as duas.

- Sim! Boa tarde, doutora Park. Essa é minha mãe. - apertaram as mãos, assim como a profissional fez com a mãe dela pouco depois.

- Sentem-se, por favor. - pediu educadamente e elas o fizeram. - Então mocinha, pode me dizer o que se passa com você? - interrogou apoiando as mãos na mesa enquanto olhava gentilmente para a mais nova.

- Eu venho sentindo muitos enjoos, e apesar de estar colocando quase tudo que como pra fora, estou muito inchada, dores de cabeça também. - falou o que lembrava enquanto a médica digitava no computador.

- Cansaço, sente? - indagou parecendo tirar conclusões. - Sim, ultimamente me sinto indisposta para o trabalho e se não sento por muito tempo, fico fatigada... - respondeu a mulher e a doutora sorriu minimamente.

- Seu período está em dia?

- Sim, está.

- Deve ter sido por isso... - a médica pensou alto.

- O que, doutora? - perguntou curiosa.

- Eu vou te passar alguns exames para ter certeza, mas aparentemente, você está grávida. - o espanto transformou seu rosto fazendo as orbes saltarem e a boca se abrir. Depois do parecer da doutora, tudo pareceu se conectar. Ela não sabia como se sentir, estava assustada e ainda paralisada com seu possível diagnóstico.

- Eu estou o quê? - engasgou.

- Grávida, Sra. Jeon. E talvez de mais semanas do que imagino, já que passou um bom tempo sem perceber seus sintomas. Bem, não vamos ficar aqui supondo, eu vou medir sua pressão e na sua receita solicitarei um exame de sangue. - completou escrevendo tudo no aparelho à sua frente.

Os olhos da mãe brilharam e sua boca se curvou em um enorme sorriso por realizar seu sonho de ser avó. - Eu sabia! - exclamou feliz.

A mais nova ainda se encontrava boquiaberta pela surpresa da notícia. - Não acredito...


Flashback off.


- Eu não acredito que vocês foderam no banheiro da balada! - meus olhos dispararam com a exaltação da minha amiga, vulgo Rosè, sobre o que acabei de falar para ela e Lisa.

Eu não tinha planos de contar sobre meu "caso" com o Jeon, pois sabia que isso iria acontecer e eu estava cansada de receber sermões, porém não pude mais esconder quando Lisa me perguntou sobre como ficou o clima entre a gente depois que saímos do clube quase uma semana atrás.

- Fala mais alto! - briguei pela ruiva ter tornado aquilo tão público mesmo que de forma inocente.

- Você passou mal depois de transar? - Lisa perguntou com a sobrancelha erguida e eu me senti constrangida por lembrar do que realmente aconteceu no dia.

- Então... vamos pular essa parte? - desviei do assunto sentindo minhas bochechas queimarem pela vergonha.

- Só para saber se você fez a merda completa... vocês usaram camisinha? - Rosè questionou ao cruzar os braços.

- Não... mas eu tomei a pílula. - me expliquei rápido mas não consegui evitar o negar de cabeças das minhas amigas.

- Todos os dias? - suspirei me sentindo culpada e respondi. - Não...

- Você quer se separar mesmo? Porque desse jeito vai acabar engravidando de novo! - Lisa entonou reprovadora e endureceu seu rosto.

- Vira essa boca pra lá! Eu não vou engravidar, inclusive até tenho uma consulta marcada pra aplicar a injeção anticoncepcional... - argumentei em minha defesa, mas sabia onde elas queriam chegar e era no fato da minha insistência em me relacionar com meu "ex".

- Sinceramente, vocês são loucos. - Rosè concluiu e eu prendi o riso por elas estarem tão sérias. - Eu sei que vocês estão preocupadas comigo, mas fiquem tranquilas, eu não vou mais me machucar. - nem eu mesma acreditava em minhas palavras, contudo eu queria que elas não tomassem minhas dores e ficassem calmas.

- Pra quem você tá querendo contar essa mentira ridícula? - Lisa mais uma vez me perfurou com suas palavras duras.

Soltei o ar pesadamente e mordi o lábio antes de formular minha fala. - Eu só quero que vocês relaxem, caramba! É loucura sim, eu sei, mas eu não consigo lutar contra meus sentimentos, com certeza vou desistir totalmente em alguma hora, mas agora eu não consigo...

As duas se calaram, provavelmente cansadas dos meus contestamentos, e eu aproveitei do pequeno alívio da pressão que estava sofrendo.

- Eu não falo mais nada. - Lisa bufou negativa.

- Amiga, eu entendo que você ainda o ama, mas, por favor, fica esperta, ele já pisou na bola uma vez, pode pisar de novo... - Rosè me alertou mas eu já estava ciente daquilo, eu estava andando sobre ovos com ele, e talvez, se por acaso ele fizesse alguma merda eu nem me surpreendesse tanto, sendo que minhas expectativas sobre nossa relação se tornaram as piores.

- Agora que nosso casamento acabou as coisas são diferentes... eu estou calejada, não se preocupem.

- Você que sabe, só tenta se cuidar. - Lisa me aconselhou mais calma e eu sorri minimamente assentindo.


Flashback on.


- Agora você tem que se cuidar, nada de comer besteiras, nem trocar o dia pela noite... - a mãe estava enchendo a filha de recomendações depois que elas confirmaram, dias depois da consulta, ao sair do laboratório com o exame, que a mais nova estava esperando um bebê.

A mulher se tornou surda ao lado de sua mãe e seu coração transbordava, seu corpo virou uma fusão de sensações, e ela quis chorar, mas não de tristeza, e sim de emoção, um sentimento que nem ela saberia explicar.

Continuou estranhamente calada e a mulher ao seu lado não pode perceber as gotículas que rolaram pelo seu rosto, naturalmente impulsiva, cortou a fala quase infinita da mãe.

- Omma, eu tenho que ir! - disse e saiu em alta velocidade pelo portão principal do local.

A mais velha sobressaltou e correu atrás da filha descabida. - ONDE VOCÊ VAI? - gritou distante vendo a figura que gerou a um segundo de subir no ônibus que parou no ponto em frente ao laboratório.

- VOU CONTAR AO JUNGKOOK! - mesmo a uma distância considerável sua mãe visualizou o brilho do seu largo sorriso e do seu rosto, que foi iluminado pelas lágrimas.

- CUIDADO COM O BEBÊ! - ditou por fim e sua filha adentrou o transporte sumindo de sua visão em pouco tempo.

As mãos da mulher tremiam e toda vez que ela relia o "POSITIVO" correspondente ao número que foi descoberto pelo hormônio produzido por sua gestação, a água escorrendo dos seus olhos engrossava.

Chegou em Gangnam-gu e após mais alguns pontos, desceu não tão longe de onde se encontrava a empresa do seu marido.

Seu corpo estava quente pela agitação recente e ela entrou no lugar arfante. Passou como um furacão pela recepção e pegou o elevador mais nervosa que nunca.

- Sra. Jeon? - Jane estranhou a presença da mulher ali, ainda mais naquele estado esbaforido.

- O-olá, Jane... - ofegou cansada e respirou tentando regular o movimento dos seus pulmões para poder verbalizar. - E-eu preciso... falar com o Jungkook... - pediu e Jane, um tanto aturdida, correu até sua mesa para avisar ao chefe sobre a presença de sua mulher ali.

Sem esperar respostas, a mais nova rumou apressada até a sala da direção executiva e abriu a porta abruptamente.

Encontrou o esposo em pé no telefone, e mordeu os lábios tentando segurar o choro. Os olhos de Jungkook se alarmaram ao mirar a mulher desestabilizada. - Ela está aqui, obrigado Jane. - ditou rápido para sua secretária na linha e desligou, indo depressa até sua esposa.

A menor também foi ao seu encontro e eles se abraçaram com força, ela enterrou o rosto no peito dele e desaguou. Preocupado, levou as mãos até os fios da mais nova e os afagou. - O que aconteceu, meu amor? - perguntou aflito.

Afrouxou o aperto de seus braços envolta dele e levou as mãos até seu rosto curvado para tentar se recompor. - Jagi, pelo amor de Deus, fala alguma coisa! - limpou as lágrimas e sorriu mínimo ao vislumbrar o rosto desorientado do rapaz.

- Alguém morreu? Você brigou com as meninas? Se machuc...

- Eu estou grávida.

Jungkook sentiu as pernas fraquejarem como se o chão tivesse acabado de cair. Seus olhos grandes pareceram ainda maiores pelo impacto do que acabara de ouvir. - Você vai ser pai... - ciciou a mais nova fazendo com que a respiração do seu marido se tornasse cada vez mais densa.

- Eu vou ser pai? - repetiu desacreditado.

- Vai. - a mulher assentiu sorrindo e não conseguiu mais conter o riacho em seus olhos, assim que viu a imensidão escura que tanto amava se encher de água também.

- EU VOU SER PAI! - anunciou para quem quisesse ouvir, explodindo de alegria.

Surpreendentemente, pegou a mulher no colo, tendo sua cintura envolvida pelas pernas dela e a girou, arrancando uma gargalhada gostosa em meio as lágrimas insistentes.

- Você me fez o homem mais feliz do mundo agora... - murmurou pela falta de ar e sorriu com o rosto molhado.

A mais nova encostou a testa na dele e fechou os olhos tomando uma boa quantidade de ar. Ela estava sonhando e não queria acordar nunca mais.

- Eu te amo tanto... - Jungkook ditou baixo e capturou os lábios suaves da esposa. - Tanto... - repetiu o ato fazendo ela sorrir entre os pequenos selos.

- Eu também te amo... - abriu os olhos ao dizer e mirou os do marido que agora estavam iluminados. - Muito. - sussurrou rente a boca de Jungkook e eles findaram o pequeno espaço em um beijo apaixonado.


Flashback off.


- Eu também te amo muito, meu anjo! - falei com NaEunie pelo celular.

Ligaram da escola dizendo que ela estava sentindo minha falta e pediu para que me chamassem. Meu coração ficou apertado, ela se comportou de uma forma estranha por toda semana, estava mais dengosa e chorona, queria matar sua saudade e mimá-la por muito tempo, mas não podia deixar de trabalhar.


"Você já está vindo, Omma?"


Proferiu com a vozinha carente, e meu coração que estava apertado se partiu em mil pedacinhos. - Ainda não, amor... mas já já sua Omma está indo, juro que vai passar rapidinho! - tentei tranquilizá-la e pude ouvir quando soltou o ar triste.

Me despedi da pequena e tratei de adiantar o que tinha pra fazer, não queria demorar, afinal nem eu aguentaria mais tanto tempo longe sabendo como minha filha está.

Disse as meninas que sairia um pouco mais cedo para ir até clínica, as coisas iam ser rápidas por lá, eu só iria me prevenir de vez e tirar essa preocupação da cabeça. Estacionei o carro na frente do local, por sorte, já que um veículo saiu na hora em que eu cheguei.

Peguei minha bolsa e entrei, fui até a recepção para confirmar a aplicação e eles me redirecionaram para a ala B no segundo andar.

Segui até o elevador que não demorou para chegar no térreo, onde eu me encontrava. Me pus dentro do cubículo e apertei o número dois dentre os diversos botões no painel.

Uma música agradável soava ambiente dentro do elevador e eu sorri involuntariamente. A porta se abriu e assim que eu saí, dei de cara com a última cena que eu queria ver.

Meu sorriso escorregou no mesmo instante e eu senti minha pulsação aumentar, fazendo meu sangue correr quente nas minhas veias.

- Então nos vemos em um mês. - o médico, que por coincidência ou não, era o doutor Kang, meu antigo obstetra. Eu odiava como minha mente trabalhava rápida e precisamente para algumas coisas, e nesse momento foi mais desconfortável que nunca. - Não esqueça dos suplementos So Yun-ssi, e passe a se alimentar direito, tem que ficar saudável. - eu senti um arrepio passar por meu corpo e foi inevitável não tirar conclusões. Eu senti minha garganta se fechar. Queria gritar e quebrar a clínica em cima deles dois, mas não podia, então tratei de me controlar, ao menos tentei.

Ele paralisou quando me viu, e isso chamou a atenção da criatura ao seu lado. Umideci os lábios e ri irritada. Era incrível como eu gostava de ser trouxa.

- Boa tarde. - o ser que eu desprezava se pronunciou e eu simplesmente ignorei, não era a voz dela que eu queria ouvir.

- Jagi, o que faz aqui? - pronunciou claramente atordoado. Sério isso? Vai se foder, Jungkook!

- Eu ia perguntar o mesmo. - ergui a sobrancelha e com muito pouco mantinha minha sanidade.

- Acho que precisam conversar, com licença... até mais, Jungkook. - passou por nós e o silêncio voltou a reinar, quanto mais eu olhava em seus olhos, mais a vontade de chorar subia por meu corpo.

- Eu acho que te subestimei... - pronunciei falha e me preparei para sair de sua frente antes que desabasse ali.

Puxou meu braço, me levando para perto dele e eu não pude mais esconder meus olhos marejados. - Jagi, vamos conversar... por favor. - implorou baixo por conta da nossa proximidade.

- Ela está grávida?

Juntei todas as minha forças para formular a pergunta, que só seria a confirmação do que eu já havia premeditado.

- Está... - baixou o olhar e eu tirei meu braço do seu aperto sem força.

Eu me destruí por dentro, e minha voz embargou ao findar aquele contato.

- A gente não tem mais o que conversar.




Continua...


Notas Finais


Podem me matar, eu mereço, af. To destruída mas foi isso. Não tenho muito o que falar só, me desculpem 😶


Playlist Family Issues (Atualizada):

https://open.spotify.com/user/brusant_/playlist/1OpzAOeKkesNem8ECGT65w?si=NfodCEEzQ32o-hFB4Oz2EA

Mais uma vez, muito obrigada anjos, continuem me contando o que acharam, suas teorias e desejos pro futuro, vai q se realiza 👀

Amo vcs e até logo!😘💜


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