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História Family (lgbtq) - Capítulo 30


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Capítulo 30 - 30


Fanfic / Fanfiction Family (lgbtq) - Capítulo 30 - 30


                              ° Emily °


Nervosa, é isso que eu estou. Muito, muito nervosa.


— É só um corte de cabelo, você sabe disso... Não é? — Alice pergunta segurando o riso.

— Não sei se estou pronta para te ver de franja, e se eu desmaiar com tanta beleza? — falo em um tom dramático e dessa vez não só ela rir, mas todos no salão também não se aguentam.

— Eu nunca achei que cortar o cabelo fosse ser tão divertido. — Mack comenta rindo.


McKenna, Mikaela, Alice, minha mãe e eu tínhamos vindo cortar o cabelo. Tudo isso porque no outro dia minha mãe estava falando sobre o processo de toda a perca de cabelo e tudo mais, então eu arrastei todas para vir também. Mikaela foi a primeira a aceitar, seguida por Mack que também ficou animada com a ideia e Alice apenas sorriu gentilmente para mim.


— Lembram quando a Mika cortou o cabelo no banheiro do próprio quarto? — Alice lembra e eu vejo a minha primogênita revirar os olhos.

— Foi um momento de loucura e estupidez... mas eu realmente fiquei linda. — se gaba e eu não consigo não ir até ela e apertar as suas bochechas, como se ela fosse um bebê — MÃE!  

— Eu também fiquei bem. — Mack comenta bagunçando os cabelos de um lado para o outro, sorrindo. 

— Você está linda, Speedy. — elogio e ela sorrir mais ainda.


Alice agora estava cortando o cabelo e minha mãe estava na cadeira ao lado dela, eu acabei ficando por último e Mikaela e McKenna tinham sido as primeiras, então só me restou esperar e fazer graça. Meredith não estava muito animada para isso, na verdade ela negou veemente várias vezes quando eu disse que todas nós viriamos com ela. 


— Eu posso ir tomar sorvete lá? — Mack pergunta apontando para a sorveteria do outro lado da rua e eu aceno concordando, logo ela e Mika saem do salão.


Minha atenção agora estava apenas na minha mãe, ela continuava de olhos fechados enquanto a mulher cortava o seu cabelo, mas dava para ver que ela estava se segurando ao máximo, Meredith mordia os lábios como se isso fosse o seu último resquício de força e agora eu começo a pensar se foi uma boa ideia vir com ela para um momento tão difícil.


— Mãe... — chamo sem saber exatamente o que dizer.


Ela não abre os olhos, mas arqueia uma das sobrancelhas e murmura um "hum?"


— Você está bem? — murmuro tentando não transparecer toda preocupação que eu estou sentindo.

— Estou... só, apenas é um pouco difícil. 


Depois disso o assunto se encerra e logo após Alice é liberada e depois de elogiar a minha mulher tantas vezes que ela me mandou calar a boca, falo sobre a preocupação que eu estava sentindo e ela apenas me abraça. Minha mãe acabou alguns minutos depois e sem se olhar muito no espelho, avisa que vai se juntar as meninas na sorveteria.


— Então, qual vai ser? — Glória pergunta e eu solto um enorme suspiro olhando para Alice antes de apontar para a minha resposta — Ok. 


Eu sou uma pessoa bastante desapegada quando o assunto são roupas e maquiagens e toda as outras coisas, mas o meu cabelo sempre ganhou uma atenção especial, então fiquei um pouco nervosa com qual resultado poderia ter, mas sem arrependimentos. Glória não tinha me deixado ver todo o processo, porém quando terminou a primeira coisa que eu vi foi o sorriso de Alice e isso de alguma forma me tranquilizou.


— Conheça a nova Emily. — minha esposa vira a minha cadeira, animada para ver a minha reação.


Meu cabelo estava curto, muito mais curto do que eu já usava, mas ainda assim estava bonito e eu me sentia tão leve, era um pouco estranho passar as mãos pelas madeixas e elas acabarem tão rápido.


— Alguém vai gastar menos em shampoo, cremes e condicionadores. — Alice brinca e eu não consigo evitar o riso — Meu bem, normalmente você já é linda, mas agora está de tirar o fôlego e eu estou louca para fazer amor com você. 

— Não parece que é isso que você quer. — digo ao sentir suas unhas pela minha nuca.

— Ok, alerta filhas adolescentes e mãe se aproximando! Se recomponham senhoritas que hoje a noite vai ser longa! — Glória grita animada e Alice solta uma gargalhada alta e gostosa.


Alice e Glória ficam a frente, impedindo que elas pudessem me ver logo da entrada. Mikaela é a primeira a entrar, depois Mack e então minha mãe.


— Alice, você está belíssima. — Meredith diz e a minha esposa agradece — Emily? 


Lentamente, Glória e Alice saem da frente e então a minha esposa vira a cadeira, me deixando de frente para as outras três. 


— Uou! 


Mack e Mikaela sussurram ao mesmo tempo, já a minha mãe leva a mão até a boca, vindo até mim e parando a minha frente, eu mal tenho tempo de levantar da cadeira e ela já me puxa para os seus braços, em um abraço apertado.


— Você está tão linda. — murmura com a voz embargada — Eu sei que você fez isso por mim, obrigada. Eu amo você!


Quinze anos sem ouvir sequer a voz da minha mãe e agora ela está bem a minha frente, me abraçando e falando que me ama. Talvez todas as mágoas não tenham ido embora tão rápido quanto parece, mas o medo de perder ela outra vez é maior que qualquer coisa.


— Amo você, mãe. 

— Ok... agora vamos almoçar! — Alice bate palmas e eu me afasto, passando as mãos pelo rosto tentando afastar qualquer resquício de lágrimas.

— Vamos ao Peregrym's! — Mack fala animada e eu sorrio concordando.


Dirigimos até o restaurante onde Danielle e Carol já tinham reservado uma mesa para nós, o que com certeza se deve ao fato de que eu trabalho lá, então... prioridades. 


— Eu posso falar com você rapidinho? — Dani pergunta.


Nós tínhamos acabado de nos sentar a mesa quando a minha chefe barra amiga veio até mim. Alice olha confusa para a ação de Danielle, mas apenas dá de ombros enquanto eu levanto e sigo a minha amiga até o escritório dela. 


— Aconteceu alguma coisa? — pergunto preocupada ao ver as expressões no rosto dela e de Carol que nos esperava já na sala.

— Acho melhor você sentar. — Carol pede e eu faço, deixando apenas Danielle em pé.

— Carol e eu conversamos muito sobre isso e debatemos várias e várias vezes durante essa última semana e acho que chegamos a uma conclusão. — Danielle começa a falar.


Ela estava do outro lado da mesa, assim como Carol que estava sentada na cadeira de frente para mim. 


— Ok... — digo sem entender absolutamente nada.

— E você também se mostrou muito disposta a participar de todas as coisas do restaurante não só na cozinha, até ajudou na reforma. — Carol lembra e eu sorrio ao lembrar do dia que Mikaela tinha derrubado alguns armários velhos na cozinha do restaurante — Chegamos a conclusão de que queremos que você seja a nossa sócia.

— Uau. 


Acho que desde sempre eu vinha tentando juntar dinheiro para abrir o meu próprio restaurante enquanto trabalhava em vários outros pela cidade, mas com tudo acontecendo na minha família eu não sabia quando eu realmente poderia fazer isso e agora a oportunidade de poder ser sócia e não somente empregada era simplesmente maravilhosa.


— Eu sei que talvez você queira tempo para pensar e conversar com a Alice, mas eu quero que saiba que você tem todo tempo do mundo e que...

— Eu aceito. — não deixo Carol terminar a frase.

— Você tem certeza? — Danielle pergunta e eu aceno que sim.

— Vocês apareceram na minha vida de paraquedas trazendo o meu irmão bêbado em segurança para casa, foram para vocês que eu liguei quando Alice e eu perdemos o nosso filho, nós, nossa amizade começou quase que instantaneamente... é claro que eu aceito, até porque é parte do meu sonho também. — falo um pouco emocionada.

— Bom... espera um minuto. — Carol levanta da cadeira e corre para fora do escritório, voltando alguns minutos depois com uma garrafa de champanhe e três raças em mãos, Dani logo trata de pegar a garrafa e abrir, fazendo o típico barulho já mais que conhecido  — Ao Peregrym Pollastri! 


Ao ouvir o meu nome junto ao delas como futuro nome do restaurante eu não pude evitar não sorrir.


— Ao Peregrym Pollastri! — repito.


(...)


Depois que eu voltei para a mesa, eu não contei de imediato a novidade para as meninas, ainda tinha que conversar com Alice sobre o assunto, até porque mesmo que eu tenha aceitado a oferta de cara, ela tinha que saber sobre tudo primeiro, sem falar que a opinião dela é vital para a minha decisão final. Então quando deixamos a minha mãe em casa e voltamos para nossa e que McKenna foi para o treino de basquete e Mikaela para a aula de dança e Miguel estava focado em suas próprias coisas, eu finalmente pude chamar a minha esposa para uma conversa.


— O que houve? O que a Danielle queria falar com você? — pergunta assim que nos sentamos em frente a piscina. 

— Ela me ofereceu uma sociedade... — falo rapidamente e depois fico quieta, esperando a sua reação.

— No Peregrym's? — pergunta e eu apenas aceno que sim — O que você disse?

— Eu falei que sim, que aceito. — digo e dessa vez é ela quem fica quieta — Depois que ela me fez a oferta, ela me disse outra coisa.

— O quê? — indaga.

— Ela quer que a gente abra um segundo restaurante do Peregrym's e quando ele abrir eu iria para ele, assumir a direção enquanto ela e Carol ficaria no primeiro. — explico, um pouco ansiosa com a sua falta de reação.

— Os dois restaurantes levaria o nome dela? — pergunta e eu passo a minha mão esquerda pelo pescoço, um pouco desconfortável e confusa com todas as perguntas, talvez com medo de que ela fosse contra a tudo.

— Na verdade ela estaria mudando o nome do Peregrym's para Peregrym Pollastri e o segundo também teria esse nome... É uma sociedade, amor. — falo calmamente, ou tentando.

— Eu não quero que você pense que eu estou tentando acabar com a sua animação ou seu sonho, eu apenas quero garantir que nessa parceira você vai ter tudo o que merece. — fala pra mim, segurando as minhas mãos gentilmente.

— Certo. — murmuro meio débil e ela sorrir.

— Você achou mesmo que eu seria contra? — pergunta rindo e eu dou de ombros, não respondendo — Você realmente achou... meu Deus! 

— Ah, cala a boca. — resmungo tentando me levantar, mas ela me agarra pela cintura, me abraçando.

— Eu te amo e tudo o que eu mais quero no mundo é que você seja feliz e que realize os seus sonhos... então sim, Emily, é claro que eu concordo com o nome Peregrym Pollastri virando uma franquia linda de bistrôs... Inclusive, eu mesma vou vou fazer todo o design para o seu restaurante, com tudo o que você desejar. — fala sorrindo, o seu rosto a pouco centímetros do meu e me rouba um beijo rápido.

— Obrigada por me apoiar. — agradeço e ela revira os olhos, me fazendo cócegas. 


(...)


— Emily... — sinto mãos balançando o meu corpo, mas tento voltar ao dormir — Emily, por favor. 


É isto, o tom urgente na voz da minha esposa é o suficiente para me fazer abrir os olhos, assustada. A voz tensa de Alice me chamando de madrugada nunca é coisa boa.


— Calma. — me segura pelos ombros — Joey ligou para avisar que a sua mãe passou mal e está no hospital, mas ela está bem.

— Eu vou ver ela. — digo tentando levantar, mas ela me segura.

— Então se acalme. — fala um pouco mais dura e eu paro — Vamos, eu dirijo. 

— As crianças... — eu lembro enquanto troco de roupa.

— Eu deixei uma mensagem para as meninas, elas vão ficar bem... vamos. — me estende a mão e eu entrelaço os nossos dedos.


Alice dirigiu um pouco mais rápido do que o normal para ela, mas sempre com cuidado, então alguns minutos depois chegamos ao hospital onde o meu pai já estava me esperando. 


— Ela está bem, só teve um mal estar... A quimeo não está sendo fácil de lidar, mas ela é forte. — ele fala enquanto me guia até o quarto dela, Alice se mantinha ao meu lado a todo momento, a sua mão segurando a minha firmemente.

— Afinal, por que você está aqui? — pergunto para ele.

— A amiga dela me ligou e pediu para avisar a você. — se defende. 


Enfim chegamos no quarto da minha mãe, a porta estava fechada e eu tomei um momento para respirar um pouco. Durante todo o caminho até aqui eu tinha sentido que o meu coração fosse sair pela minha boca.


— Tudo bem? — Alice pergunta ao meu lado, usando a mão livre para fazer carinho no meu rosto.

— Eu odeio hospitais. — reclamo e ela sorrir.

— Eu também. — diz.

— Eu vou deixar vocês sozinhas. — Joey avisa e caminha de volta para a área de espera.


Eu levo a minha mão livre até a maçaneta e a abro, dando de cara com um quarto quase que completamente escuro, a única coisa que iluminava era um pequeno abajur ao lado da cama onde a minha mãe estava deitada.


— Você pode se aproximar, sabia? Eu não vou te morder. — a voz da minha mãe não sai mais que um sussurro.

— Achei que estivesse dormindo, você precisa descansar. — digo chegando mais perto, ocupando a cadeira vazia ao lado da cama, deixando Alice um pouco atrás de mim.

— Eu vou... mas queria ver você antes. — solta um suspiro cansado.

— Você está mesmo bem, Meredith? — Alice pergunta.

— Estou querida, obrigada por vir. 

— Agora vamos deixar a senhorita dormir. — levanto e pego os lençóis, cobrindo ela — Vou estar aqui quando você acordar. 

— Eu sei que vai. — sorrir fechando os olhos e enfim descansando.



  ° Alice °


Eu voltei para casa depois que Meredith pegou no sono. Emily ficou para trás, sozinha, já que Joey também voltou para casa. O sol já estava saindo quando eu enfim coloquei meus dois pés dentro de casa, era quase na hora das meninas acordarem para irem para a escola, então eu tomo um banho rápido e volto para preparar o café da manhã delas.


— Achei que vocês ainda estavam no hospital. — Mikaela pergunta assim que entra na cozinha e me ver.

— Emily ficou, eu vim para preparar o café e levar vocês para a escola. — explico e ela assente em entendimento.

— Como ela está? 

— Emily ou Meredith? — questiono e ela encolhe os ombros.

— Meredith está cansada, muito cansada... Emily está tentando bancar a forte, mas ela está com medo. — digo e ela fica calada.


O silêncio desconfortável é quebrado pelo som de alguém batendo na porta, deixo Mikaela cuidando de tudo na cozinha e vou atender. 


— Hey! — Andy cumprimenta passando por mim, indo para a cozinha — Sou eu quem vai deixar essas pestes na escola, você vai buscar a sua mulher no hospital.

— Meredith já teve alta? — pergunto confusa com toda a invasão.

— Não sei... mas Emily precisa ao menos trocar de roupa e tomar um banho. — minha irmã diz e segue para a cozinha.


Eu deixo elas cuidarem das coisas e vou para o meu quarto e de Emily, pego uma bolsa e coloco uma troca de roupa, a escova de dente e mais alguns itens de higiene. Vou para o seu lado da cama e abro a última gaveta da mesinha ao lado, encontrando o pacote de biscoitos mais do que conhecido, ela amava comer quando assistia TV, mesmo que eu ficasse louca por ela comer em cima da cama. Guardo tudo na bolsa e sigo para a cozinha.


— Estou indo. — aviso para as meninas.


No meio tempo em que eu tinha ido até o quarto pegar as coisas, McKenna já tinha acordado, Mikaela terminado o café e Andy arrumado Miguel, então todos já estavam prontos quando eu me despedi e saí. Assim que eu cheguei no hospital de novo, encontro Emily encolhida no sofá, dormindo pelo o que parecia ser a primeira vez desde que tinha vindo para cá. Já Meredith lia um livro, o semblante em seu rosto um pouco melhor e eu agradeço internamente por isso.


— Ela está dormindo à muito tempo? — pergunto enquanto ajeito o cobertor em cima da minha esposa.

— Na verdade, só pegou no sono à alguns minutos. — Meredith responde com um suspiro cansado — Por que eu sinto que a minha volta está acabando com ela? 

— Não é isso... ou só por isso. — ocupo a cadeira ao lado da cama — Nós já estávamos lidando com algumas coisas muito antes da sua chegada. 

— Eu queria ter estado para ela, por vocês quando eu soube do bebê... mas eu me acorvadei. — pelo tom de voz dava para saber que ela se frustrava por isso, Mas o que nós poderíamos fazer? Voltar no tempo ainda é algo que só se vê nas séries.

— Você está aqui agora, é o que importa. — tranquilizo e olho para Emily, ela ainda não estava realmente relaxada em seu sono, mas ao menos estava dormindo — O que o médico disse sobre os seus exames? 

— Ele vai fazer hoje de manhã, na verdade daqui a pouco ele deve aparecer para me levar. — diz como se tivesse informando que horas são.

— Emily tem mais de você do que eu lembrava. — deixo escapar e ela me olha confusa, esperando que eu continue a falar — Ela tenta ao máximo não mostrar o que está sentindo, porque nunca quer preocupar a gente... Ou a mim. — reviro os olhos e ela rir.

— Ela faz isso desde que era pequena. Eu me arrependo tanto por não ter seguido o meu coração e tomado coragem para me aproximar muito antes.

— Você realmente viu tudo de longe? — pergunto e ela assente.

— Sim e quando eu fui embora, voltei um dia depois para ver como ela estava... Então a vi andando para casa com você, sorrindo e achei que estivesse melhor sem mim. 

— Você não imagina o quão difícil foi fazê-la sorrir aquele dia... ela estava em pedaços quando você se foi. Demorou muito tempo pra que ela voltasse ao normal. — falo um pouco irritada ao lembrar tudo o que tinha acontecido — E como se não fosse o suficiente, Joey ainda começou a beber e ela teve que bancar a mãe.

— Isso é passado. — a voz baixa e sonolenta de Emily soa pelo quarto — Meu pai mudou, eu mudei, ela também... não dá pra remoer isso para sempre.

— Você é tão melhor que eu. — digo e ela sorrir enquanto nega lentamente com a cabeça.

— Só sou assim por sua causa, você é a melhor coisa que poderia me acontecer. — diz e eu sorrio — Você me torna melhor, me faz querer ser melhor. 

— Eu digo o mesmo. 


Notas Finais


O próximo é o fim, vai ser cheio de passagens de tempo...

Fiquem bem e seguros.


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