História Family Matters - Park Jimin - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Originais
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amizade, Amor, Bangtan Boys, Bts, J-hope, Jin, Jungkook, Park Jimin, Rap Monster, Sug
Visualizações 81
Palavras 1.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Sejam bem vindos a essa história... Essa é minha primeira vez escrevendo sobre os meninos do Bts, então peço que tenham paciência comigo, hahaha. Enfim , espero muito que gostem e tenham uma ótima leitura!

Capítulo 1 - Beginning.


POV Kim Jenn-Hee

                Minha tia, a mulher que me criou dês dos dez anos, sentiria um desgosto absurdo ao saber do que estou prestes a fazer. Olho para o céu e sussurro um “Eu não tenho escolha. Sinto muito mesmo”.  

                Em minha mente, eu imploro para que ninguém me julgue pelos meus próximos passos, imploro que ninguém descubra, imploro que eu não cause danos muito graves para ninguém e, acima de tudo, imploro para que Deus e meus pais entendam porque eu estou prestes a cometer um crime. Seja lá onde estiverem.

                Sorrateiramente, entro na loja, torcendo para que o capuz preto e os óculos escuros me façam passar despercebida, mas sei que nada disso vai adiantar de nada se minha respiração estiver ofegante ou minhas pernas bambas.

                Apesar do que estava fazendo, tinha que confessar que no fundo senti uma leve pontada de orgulho de mim mesma por estar usando meus traços asiáticos, presentes de meu pai, para algo pela primeira vez. Aquela loja no centro do Rio de Janeiro, a “JJ” era de um grande empresário coreano e todos os vendedores que lá trabalhavam possuíam os mesmos olhinhos puxados e sorrisos dóceis. Os mesmo que eu possuía, o que era apenas um ponta positivo a mais ao meu disfarce.

                Nervosa, mas com muita agilidade, me aproximo rapidamente do caixa, com um par de meias na mão, e sou obrigada a esperar intermináveis seis minutos e meios para a vendedora sair de seu local de trabalho.

                Eu sabia que a cada duas horas o funcionário que estava no caixa trocava com algum outro espalhado pela grande loja de departamentos, então assim que a moça de quase dois metros e piercing no septo saiu daquele local, eu sabia que tinha que fazer o que tinha vindo fazer.

                A senha daquele lugar era muito obvia e em poucos segundos, eu já estava com um grande bolo de dinheiro em mãos e bem longe do local do crime. Só parei de correr para comprar um cartãozinho para o orelhão e me joguei na calçada suja de frente para o primeiro que encontrei.

                No bolso traseiro dos meus jeans surrados, um papelzinho já amarelado e desgastado indicava um número extenso com DDD internacional.

                Aperto cada tecla com força, me certificando de ouvir o barulho, com preguiça só de pensar em repetir aquelas combinações complicadas. Depois do número estar completo, meu coração gela e sinto todo o meu corpo estremecer.

                Para mim, o som da voz grossa e parcialmente rouca que veio do outro lado da linha me fez suar frio. A pessoa, um homem, aparentemente, falava na mesma língua que meu pai havia me ensinado quando eu era menor.

                - Anyoung haseyo, Kim Taehyung falando.

                - Anyoung haseyo! – Exclamo de felicidade ao ver que funcionou e continuo a falar em coreano. – Por favor, é da residência de Kim Chung-hee?

                - Um instante. – Mais uma vez ouvi a voz grossa.

                Achei que ele perguntaria meu nome, de onde estou ligando, meu sobrenome, ou algo do tipo, mas o garoto do outro lado da linha passava uma inocência e parecia não me ter como uma ameaça. Pelo contrário, pareceu acolhedor dês do início.

                - Kim Chung-hee na linha. – Uma voz ainda mais grossa que a do garoto, mas sem nenhum pingo de inocência aparente ecoa pelos meus ouvidos.

                - Tio. É a Jenn. Talvez o senhor não lembre de mim, mais eu sou filha do seu irmão mais velho e o fato é que eu não sei aonde ele está, nem minha mãe, e eu fui criada por uma tia aqui no Brasil, mas ela morreu e...

                - Eu vou desligar esse telefone e não quero nem pensar em ouvir seu nomezinho sujo novamente. – O homem cospe as palavras do outro lado do globo, mas sinto como se ele estivesse na minha frente, apontando o dedo em meu rosto. – Espero que isso não tenha sido difícil para você entender com esse péssimo coreano.

                Fim.  A ligação acabou logo depois.

                Senti lagrimas atingirem meu corpo e eu nem podia acreditar que tinha assaltado uma loja para conseguir dinheiro suficiente para ligar para o único parente que fui capaz de achar vasculhando a casa inteira de minha falecida tia.

                Sem aviso prévio lagrimas rolaram pelo meu rosto e senti uma grande nuvem preta me rondando. Que sorte a minha.

                Me encolhi na calçada e fechei os olhos, tentando fingir que aquilo não tinha realmente acontecido. Que eu não tinha cometido um crime, que minha tia não tinha morrido, que meus pais não tinham me abandonado. Fui emergida na realidade novamente ao ouvir o orelhão tocar.

                Corro para atender por alguma razão que nem sei direito, mas não é a voz do meu tio que me espera do outro lado da linha, e sim daquele garoto, Kim Taehyung.

                - Pelo o que eu entendi, você é a sobrinha do meu pai, o que te torna minha prima, então eu vou te ajudar. – Ele fala com a voz afobada e rapidamente. – Anote meu número, vamos nos comunicar.

                - Obrigada, Taehyung, muito obrigada mesmo! – Falo quase tão feliz quanto uma criancinha indo pela primeira vez a um parque de diversões.

                - Nós somos família, me chame de Tae. – Ele diz e sinto que ele estava sorrindo do outro lado. Outro lado da linha telefônica e do mundo. – Qual o seu nome mesmo?

                - Eu sou a Jenn.

.....

                Passei quase uma semana me comunicando com meu primo e contei absolutamente tudo sobre minha vida.

                Nasci na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil e vivi com meus pais, uma brasileira extremamente bonita, com pele bronzeada e que amava o carnaval e meu pai, um coreano extremamente carinhoso que amava música clássica, em uma casa pequena, mas cheia de amor.       Quando eu tinha dez anos, minha mãe morreu. Nunca soube do que, mas também nunca quis saber. Não sei bem porque nem como, mas algumas semanas depois, em uma noite, meu pai me abraçou forte, depositou um beijo em minha testa e sussurrou que me amava. Quando acordei no outro dia, meu pai tinha sumido e eu me vi sozinha no mundo pela primeira vez.               

                Me mudei para a casa da minha tia, uma senhora já na terceira idade que cuidou de mim durante muito tempo, mas ela acabou falecendo alguns dias atrás e eu me vi sozinha nas ruas, sem ter para onde ir.

                Tendo minha personalidade muito parecida com a de meu pai, nunca me senti realmente pertencente a nenhuma escola que frequentei, por isso sempre acabava tendo algum problema com alguém e era obrigada a mudar.

                Apesar dos problemas que passei, não exista um dia em minha vida que eu não sorria e não enxergue esperança e beleza nas pequenas coisas.

                Depois de tudo o que passei, descobri um primo que eu não sabia que existia foi fichinha, mas o que ele me contou de sua vida e seus amigos e inimigos me fez querer conhece-lo o mais rápido possível, mesmo sabendo que isso era impossível.

                Taehyung me contou que está no terceiro ano do ensino médio junto com os melhores amigos, Jung Hoseok e Kim Seokjin, que estão na classe D, o que me fez soltar um riso, já que os alunos da classe A são mais inteligentes e assim como as letras, as notas dos alunos descem também.

                Também me falou que gostaria de debutar como grupo ou banda junto aos dois garotos quando tivesse a chance, e que sempre treinavam, mas que existia um grupo de alunos também do terceiro ano que eram completos imbecis com eles.

                Achei a vida dele hilariante e digna de filme e estava pensando em falar exatamente isso para ele, mas sua voz parecia tão afobada, que me contive.

                - Noona, eu consegui dinheiro suficiente! – Ele fala quase gritando do outro lado da linha. – Me envie seus dados e eu vou comprar uma passagem para a Coreia imediatamente.

                Por um momento o ar escapou de meu estomago e eu me vi suando frio.

                Ele continuou falando coisas no meu ouvido, mas já não assimilava nada.

                Coreia, aqui vamos nós! 


Notas Finais


Esse foi o primeiro capitulo! Espero muito que tenham gostado! Não esqueçam de comentar me contando o que você achou e/ou algum comentario sobre as personagens ou até mesmo sobre os meninos, que ainda não apareceram tanto, mas aguardem.... Enfim, obrigada se você leu até aqui! Um beijo no coração!


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