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História Fanfic - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Nem sei


Eu ia tentar não escrever em primeira pessoa, já não deu certo… mas não importa. Bom, também já nem lembro o repertório de "não desista" que percorria em minha vontade de falar sobre alguma coisa qualquer, então meio que estou sem estrutura e conteúdo textual pré-definidos.

Como sempre.

O que vale é a intenção, pretendo ouvir soluços de choro enquanto explodo mentes (de forma conotativa, é claro). Só quis dizer que quero provocar, nem que seja uma vontade temporária de tentar escrever um texto capaz de mudar a forma como enxergamos a humanidade e sua relação com o universo além de sua própria existência.

Eu quero tanto escrever bem, a ponto de comover as pessoas… Por mais que sempre pareça que nada nunca muda, independente de qualquer coisa, que mesmo as palavras mais bem escolhidas não mudariam nada.

Deu vontade de pegar uma câmera e falar sozinha trancada no quarto. Se eles conseguem se expressar assim… talvez eu também consiga, certo? Errado, não consigo falar nem com outras pessoas, quem dirá falar sozinha. Me sinto tão tosca que a voz não sai.

Me deu vontade de comprar um patins e aprender a patinar pra fazer uns flip e os caralho a quatro, mas eu sei que não vai adiantar… Eu já tenho as palavras, já tenho os pincéis, já tenho o balé, o jazz, o violão, a flauta doce, o teclado… Não importa o quanto eu tente, nada funciona. Estou estagnada num looping de desapontamentos comigo e com o mundo e com esses termos de significados tão distorcidos que não parece o bastante, nem parece certo.

Deu vontade de ficar na cama o dia inteiro, não fazer porra nenhuma e mandar o mundo ir a merda. Gritar "desgrama" mentalmente para que ninguém me ache louca, mas que eu possa sentir e demonstrar nem que seja só pra mim mesma.

E aqui estou eu para tentar outra frase, outra expressão… outra parte minha (sem nem ter chegado a uma conclusão com a última). 

Bom, se eu não tenho com quem dizer, se não tenho onde dizer e se eu não tenho sequer voz para tentar... Escrevo aqui.

Uma fuga ao menos... Eu preciso disso.

De dizer que sou um Deus e apresentar um "novo personagem" que na verdade eu já havia criado antes. De falar asneiras sem nem a menor esperança de que alguém leia, muito menos que diga alguma coisa... Eu só preciso dizer.

Só preciso me garantir que não irei pesquisar formas mais fáceis de me matar... Não outra vez. Preciso, porque não vou contar essa última a ninguém, e se eu só enterrar isso em mim de novo, quando ressusgir a sensação de que não irei aguentar não sei se ficarei apenas pesquisas.

Então lá vamos nós de mais falatório e de nada. Nada significante ao menos.

Eu queria dizer, mas não sei como.

E vamos de escrever nada, por nada, pra nada… como sempre. Além de repetitiva, não seria eu se não fosse repetitiva…

Então vamos de falar dos personagens, de suas personalidades e marcas pessoais sentimentalistas! É o buraco negro na minha alma, é a ressaca dos seus olhos, o botão que mantém minha humanidade…

Sempre tão compreensível quanto meus próprios termos inventados e roubados a todo momento, uma retórica questionável e uma sonoridade que dança a cada final de frase. Hoje eu estou contente e triste, esperta, criativa, ingênua e completamente travada. Era pra fazer diferença? Não que eu me importe, divulgue sua apatia.. Falo com você, falo sozinha, formando outra frase, mas nunca falo nada.

Sou um livro aberto escrito em tinta invisível (não que essa metáfora já não tenha sido usada algumas vezes) sou apaixonada por cada crise e cada tragédia que me partem ao meio enquanto já não sei se me sobram pedaços, ou se sobrevivo. Não estou aqui pra convencer ninguém a nada… Não quero me frustrar com outra tentativa falha, só quero falar o que dá vontade, compartilhar comigo mesma e com o mundo o que tem se passado pela minha cabeça. Não que seja util, só é agradável (pra mim ao menos).

Hoje eu estou feliz e triste…

Já postei essa?


Não importa, é o que eu sinto agora. Costumo brincar de fazer testes na internet e um dia mais frequentes é o de depressão. O resultado normalmente é "intensa", mas dessa última vez oi "extrema" e ainda veio com um texto sobre como eu deveria procurar um profissional da área da psicologia.

Você pode não acreditar, mas não foi muito reconfortante.

Não que algum ser humano vivo esteja realmente preocupado com isso.

Há fios enrolados em meus punhos, em meus dedos, fios vermelhos, inexistentes, me puxando pra perto e pra longe; há certas coisas fora do meu alcance. Há fios difusos, confusos, cada vez mais embolados… me cercam e dilaceram, me encurralaram, agora estão me sufocando. Há algo em certas pessoas que me deixam a impressão estar com a outra ponta de um dos fios... Prestes a me marcar pra sempre.

Há algo no ambiente… não sei, deve ser brisa minha, só sinto uma certa energia...

Pura mentira.

Eu não acredito em nada...

Bem que eu queria, mas não é o tipo de coisa que temos alguma escolha.

 Estava aqui lendo sobre a lenda de akai ito, “nada é por um acaso”. Vim aqui digitar uns pensamentos soltos, contudo já me perdi de tudo que queria dizer, deveria ter um bom motivo?

Pras palavras que se repetem mil vezes, pelos motivos que morrem e renascem, para as significações inconsequentes e públicas, mesmo assim tão íntimas... Só estou solta pelo presídio vida, surtando e saltitando em meio a grandes sonhos e pensamentos suicidas.

Por que ainda escrevo?

Eu queria ser crente. 


Eu tô meio que só desabafando… não que eu já não faça isso toda vez que posto. Talvez de novo, porqje além de tudo eu não sou nada organizada.


Estou tão cansada de mim e da minha vida que, sei lá... Como sempre, é só uma tentativa de transfigurar esses meus surtos em alguma coisa.

E se ainda estiver lendo, me desculpa por te fazer perder tempo, repetidas vezes...

Me sinto um estorvo.

Eu estava com uma vontade imensa de pintar hoje, mas não pintei. Fiquei pensando "não posso, tenho que estudar", mas também não estudei. É tão chato quando ao final de cada dia o que me resta é ficar em tentativas falhas de me consolar, pensando "não, tudo bem eu não ter feito tudo… eu fiz um pouco" só que meio que eu não fiz nada. E eu sei que é um problema, sei exatamente como resolvê-lo mas quando chega na hora, parece até que eu não quero (talvez não queira).


E se por algum motivo qualquer parecer que estou usando essa fanfic pra conversar sozinha porque não quero mais ser um incômodo, talvez seja exatamente isso.




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