História Fanfics de Steven universo. - Capítulo 7


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Categorias Steven Universe
Personagens Connie, Garnet, Lápis Lazuli, Peridot, Pérola, Steven Quartzo Universo
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Palavras 19.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


http://aminoapps.com/p/bti4v9

Créditos a essa pessoa! ^^
Essa história ficou boa demais! ^^

Capítulo 7 - "VII Fanfic".


A hora finalmente chegou, com sua mochila nas costas Ruby sai de sua pequena casa na colina refrescante, exalando sua determinação, ao olhar para seu lar uma ultima vez sente um aperto em seu coração e em seguida fecha os olhos com força virando o rosto e seguindo seu caminho.

–Espere! Por favor, não vá! – ela escuta uma voz doce e ao mesmo tempo cheia de preocupação.

Ruby permanece de olhos fechados, os apertando ainda mais.

–Você deveria estar na cama Sapphire... – Ruby responde tentando manter a calma.

–Não precisa ir, nem fazer isso por mim, por favor! Não quero que morr– Sapphire para de falar quando começa a tossir e segura seu peito como se estivesse doendo.

Ruby corre em direção a Sapphire abraçando a mesma e a carrega nos braços voltando para seu quarto, após cobri-la na cama, leves lagrimas escorrem pelo rosto de Sapphire.

–Isso é tudo culpa minha, se eu não ficasse doente não estaria indo se arriscar tanto, eu só sou problem– Sapphire diz chorando bastante, mas é interrompida por um leve e longo beijo de Ruby.

–Não esqueça de todo trabalho que eu tive, passei os últimos oito meses treinando arduamente e me preparando apenas para isso, eu estou fazendo isso por que é oque eu mais desejo, salvar você desse jogo cruel do destino, eu passei por todo esse sofrimento de te ver assim enquanto aprimorava minha lumia, sim eu quase destruí meu corpo fazendo isso, mas nenhuma dor seria maior do que perder você – Ruby termina de falar enquanto encosta seu rosto contra o de Sapphire.

– Agora descanse, prometo que estarei de volta quando menos esperar, logo Rose chegará e vai cuidar de você.

Após a conversa, Ruby sai de casa e entra em um navio que partira para a cidade onde seria realizada a provação. Neste mundo, existe a “Lumia”, uma técnica que consiste basicamente na manifestação da aura do individuo, conforme se treina e se aprimora, a lumia pode ser usada de diversas formas dependendo apenas do quão treinado for o individuo que a usar, a aura pode virar luz e pode se tornar uma técnica de combate muito flexível e poderosa, também tem as condições, onde basicamente o individuo cria condições especificas para deixar sua “lumia” ainda mais poderosa visto que se trata da aura essa que esta diretamente ligada as suas emoções.


POV – Ruby


Um frio sinistro tomava conta do navio que balançava bastante, no dormitório do navio eu tentava dormir, mas não conseguia de jeito nenhum, só pensava nela, na sua dor, e em quanto eu me odiaria se desistisse, a maioria ali estava apavorada, fiquei contente, se eles estão com medo apenas do navio balançando então não devem ser uma grande ameaça no evento.

–ei! Podemos sentar junto de você? É que o resto do navio esta bem cheio. – uma voz surge ao meu lado me fazendo despertar de vez.

Ao olhar para o lado me deparo com duas garotas, uma era mais alta que eu, de pele azulada com jaqueta e calças além do cabelo liso curto, a outra era bem baixa da minha altura, tinha a pele verde e cabelos curtos com calças e também de jaqueta, mas esta tinha oque se parecia com vários apetrechos distribuídos pela mesma.

–claro, não sou a dona do chão – respondo de maneira um pouco indiferente.

Alguns minutos se passam, cochilo um pouco, e o navio não para de tremer.

–aí, fica calma – a garota azul fala para a verde.

– acha que eu estou com medo de alguns tremores? – a garota verde diz de forma imponente.

–sabe que não estou falando disso! Escute, contanto que fiquemos juntas podemos conseguir, será um ultimo sacrifício, para termos uma vida perfeita – a garota azul diz tentando encorajar a verde que faz uma expressão de tensão. Elas notam que eu prestei atenção na conversa, e começam a falar comigo.

–então... qual o seu nome? – a garota verde pergunta.

–Ruby – respondo e logo me arrependo, não quero me aproximar demais delas.

Estudando eu soube que umas das provas de “chamado da deusa Diamante” anteriores foi “a caçada” onde os participantes caçam uns aos outros, e às vezes recebem até alvos específicos, não quero me apegar a elas nem a ninguém, se uma das duas for meu alvo eu não posso hesitar e arriscar a vida de Sapphire, mas a esta altura estava tão angustiada que sentia que precisava de uma conversa saudável.

–Prazer! Eu sou Peridot, esta é Lapis. –a garota verde apresenta ela e sua parceira.

–Sei que não pôde evitar de ouvir, também esta indo para o chamado? – Peridot pergunta abertamente.

–Sim... vocês são bem próximas não? se conhecem a muito tempo?
–Sim, fizemos faculdade juntas por um tempo e lá nos tornamos “amigas”. – Lapis diz séria mas logo fica corada –eu sei que pode ser falta de educação perguntar mas por que vai participar da provação? – Ela pergunta meio tensa.

–Acho que prefiro não dizer, mas, e vocês? –pegunto.

Elas se enchem de determinação. – Eu fazia engenharia e Lápis direito, mas as coisas se complicaram para nós duas, faltava dinheiro, não tínhamos aula devido aos atentados, o crime onde morávamos estava insuportável, basicamente vamos conseguir dinheiro o suficiente para morar juntas e ter uma vida perfeita.–Peridot diz deixando Lapis envergonhada

As duas ficam coradas e se desculpam por me “aborrecer com sua conversa” parecem ser boas pessoas, mas, ser bom demais pode te por em perigo, o navio para de tremer e digo que preciso tomar um ar e saio para o lado de fora na ponta do navio para admirar o céu noturno.

Do lado de fora observo as ondas, e ao parar para observar o céu estrelado vejo alguém em cima da torre que fica acima da cabine de comando, parecia ser uma nephrite* (nota:seria uma gem da mesma espécie da centipoda) de longos cabelos brancos, além de usar uma pequena capa com o símbolo da nação branca, a encaro por alguns instantes até que ela olha em minha direção e me viro fingindo não encarar, sinto algo estranho, como se o seu olhar me envolvesse, uma aura sinistra emanava, até que tomo um susto ao senti-la bem atrás de mim, me viro mas não tinha ninguém, olho para a torre mas não havia mais ninguém lá também, dou um suspiro e volto para dentro quando o tempo volta a esfriar.

Ao voltar para o dormitório à maioria já dormia, e Peridot encarava sua companheira já adormecida com um brilho nos olhos. –ei, guardamos seu lugar– ela cochicha para mim. Não é como se mais alguém fosse entrar no navio em pleno alto mar, mas agradeço do mesmo jeito.

De manhã acordo com um pé na minha cara. – Peri! Acorda! Sinto muito por isso Ruby!– Lapis exclama –ela não para de se mexer quando dorme fora, e o navio balançando não ajudou.

–Ta deixa pra lá, já chegamos? – pergunto.

–Ao que tudo indica sim, anda pega! –Lapis me responde enquanto me entrega uma barra energética. –Acorda! – Lapis diz enquanto começa a arrastar Peridot adormecida como se fosse uma boneca de pano, não consigo evitar de escapar uma risada.

Ao sair vemos varias outras pessoas procurando pelo local da provação, entramos em um ônibus, depois fizemos um caminho a pé, na metade do percurso a maioria já tinha se perdido, graças a Peridot que se mostrou incrivelmente inteligente finalmente chegamos ao local do evento, este que estava bem escondido, mesmo comigo tendo me preparado tanto, fiquei feliz por estar junto delas apesar de tudo, ficamos horas uma do lado da outra e a única malicia pareceu ter vindo apenas de mim.Ficamos uns vinte minutos em uma sala gigante com um portão de ferro maior ainda cheia de competidores, uma mais diferente da outra da até calafrios de pensar em quanta gente forte com motivações estavam lá, andamos um pouco até que Lapis e Peridot param de andar de repente.
–Jasper! – Peridot exclama. –Peridot, Lapis, sabia que conseguiriam –Uma garota de longos cabelos brancos alta, forte de pele alaranjada responde e vem até nós. Elas se encaram por uns segundos.

–Abraço em grupo!– a garota abraça as duas e as levanta.

–aproposito esta é Ruby! – Peridot diz estendendo os braços pra mim. A tal Jasper vem até mim e me cumprimenta com um aperto de mão.

–Prazer, sou Jasper–ela diz apertando, posso sentir sua lumia poderosa e aposto que ela me analisa ao mesmo tempo.

–Agora sim, escute Ruby, modéstia parte eu e peridot não somos de se jogar fora, mas com esta muralha aqui com certeza sobreviveremos à provação... Agora eu tenho que perguntar, se você deseja ficar conosco, ou tem outro grupo ou até mesmo pretende fazer tudo sozinha? Temos que ter certeza de quem vamos manter por perto aqui. –Lapis me pergunta séria, bom ela tem o direito de estar desconfiada, ainda mais pelo modo protetor como trata Peridot e o modo resevado que fiquei diante delas.

Foi tão de repente, nunca esperei que ela fosse tão direta, até Peridot ficou surpresa.

–Que isso Lapis, não seja rude ela nos acompanha se quis–

–Não! Eu tenho que ter certeza. – Lapis berra calando Peridot, me encarando aguardando a resposta.

Mesmo que fique com elas eu não sei se meu clima de desconfiança com Lapis seria uma boa, mas como Jasper já me analisou e Peridot se mostrou muito inteligente além do fato de estarem em três talvez não seja ruim vendo o nível das três que parece não ser longe do meu. Um turbilhão de sentimentos passa por mim, fico confusa, de qualquer modo nunca foi meu plano me unir a um grupo, eu vim só, mas, é como se eu quisesse estar com amigos aqui.

–Olha por onde anda idiota!

Meu raciocínio para quando uma pequena confusão começa do perto de nós, parece que uma cornalina do tamanho da Jasper esbarrou em alguém de quem agora ela estava tentando tirar satisfação, típicas brigonas.

–Não pode ser– não consigo segurar meu comentário ao ver que a cornalina estava puxando briga com a mesma nephrite da noite anterior.

–Minhas estrelas! É a Mistral – Jasper fala se contendo ao meu lado.

–Oque? Do que esta Falando? – começo a perguntar angustiada.

–Ela tocou o terror no evento do ano passado, matou muitas pessoas, ela foi desclassificada da provação quando um dos sentinelas* (Nota: pessoas treinadas
especialmente para monitorar as ações dos participantes) da Pink Diamond tentou dar uma advertência pra ela que havia quebrado as regras da ocasião, ela o provocou e lutou com ele até finalmente mata-lo, melhor ficar longe dela. – Peridot explica suando frio.
Comecei a duvidar da historia, nunca que poderia haver alguém assim naquele lugar.

–"Orras", pra que ser tão mal educada? Neste caso só precisamos pedir desculpas–Mistral diz encarando a cornalina com um leve sorriso e um olhar cínico.

Apesar de ela usar a pequena capa da nação branca, ela tem um sotaque francês, mas a França faz parte da nação azul, se ela viveu por conta em outro reino, posso dizer que ela é bem experiente, não são muitas nephrites que ficam trocando de reino, talvez, não, com certeza ela é perigosa a muito mais tempo do que apenas há dois anos. A cornalina tenta golpear Mistral com um soco, mas tem seu braço imobilizado em um instante, nem deu pra ver oque ela tinha feito,apesar de ser um pouco mais baixa que jasper e magra como a Lapis ela mostra ter uma força e velocidade incríveis, começamos a ouvir o braço da cornalina estalar quase quebrando.

–Olha, não é por que estamos em uma competição, que temos que ser mal educados com todo mundo –Mistral diz e ao puxar o braço de sua oponente para trás pudemos ouvir rasgos e ossos se partindo, o mais estranho é que não tinha sangue, o braço dela brilhava enquanto soltava oque parecia ser confetes de festa.

Todos ficam paralisados e horrorizados com a cena, o grito da cornalina agora sem o braço ecoava pelo lugar e Mistral desfila indo para longe dali, não consegui entender oque foi aquilo. Cinco minutos depois Lapis vem terminar o assunto comigo.

–Então? Já se decidiu?

–Esta bem, fico com vocês, desculpa se te provoquei de alguma maneira.

–Nada, como pôde ver, tem muita gente perigosa e maluca aqui, não posso expor Peri assim, mas acredito que seja uma boa pessoa, vi isso no seu olhar quando não quis responder o por que de estar aqui... Esta fazendo isso por alguém né? – Lapis me manda outra direta, ela deve me entender, já que parece proteger mais a Peridot do que si mesma.

Peridot fica corada, Jasper abre um sorriso de confiança e Lapis também da um leve sorriso expressando seu votos de confiança, Fico corada e abaixo a cabeça envergonhada.

–Obrigada, podem contar comigo, ajudarei no que puder.
Peridot põe sua mão em meu ombro e Jasper me abraça com seu braço envolvendo meu pescoço e bagunçando meu cabelo. O portão de ferro que encaramos por quase uma hora finalmente abre.

–Sejam bem vindos, sou a sentinela Zircon azul, parabéns por chegarem aqui, serei a sentinela da primeira provação, agora daremos inicio ao “Chamado da deusa Diamante”.

POV Lapis Lazuli

Finalmente o primeiro sentinela chegou, um cara de roupas elegantes com cabelos e pele azul, já estava cansada de esperar, queria apenas que toda aquela tensão acabasse.

–Seguinte, prestem atenção! – Zircon azul começa a falar. –Para a primeira provação teremos uma coisa bem simples, será mais como um aquecimento, teremos apenas que chegar ao local da segunda provação, para tal vamos atravessar a floresta do nevoeiro lilás. – ela explica, Peridot se impressiona e suspira ao meu lado.

–Oque foi Peri? – pergunto preocupada.

–É que essa floresta na verdade é um vale com pedaços de conjuntos de árvores se assemelhando a uma floresta, atravessando, entramos em um outro lugar chamado “Montanhas de Cristal” era um lugar que eu queria visitar um dia, o problema é que esse vale parece bem perigoso, e se esse portão estiver no inicio dele, significa que andaremos mais de 70 quilômetros. – Peri termina de falar e fico ainda mais angustiada, Ruby e Jasper parecem não terem ficado animadas com a explicação também.

–Espera um pouco eu conheço esse local! Se for assim, mesmo de carro levaremos mais de uma hora e meia para sair da floresta– alguém grita do meio da multidão.

–É por isso que vamos correndo, aproposito apesar do nome ela é um vale, e é habitada por lagartos de cristal, os filhotes medem uns dois metros e os adultos tem o dobro ou o triplo dessa altura, eles não atacam um grupo grande de pessoas, mas nunca se sabe, como são uns mil candidatos aconselho a não me perderem de vista–Zircon diz levantando o dedo indicador e dando uma leve piscada com um dos olhos.

Zircon encerra a explicação e nos da um tempo para quem quiser se aquecer, seguro Peri pelos ombros.

–Não esqueça que treinamos muito duro, isso vai ser fichinha não há com oque se preocupar.

– Mas não sou tão forte quanto você ou a Jasper, até Ruby parece esta melhor condicionada, não sei se aguento toda essa distância. –Peri diz sem nenhuma confiança. Dou um leve beijo na testa dela. –não esqueça, fique perto de mim, enquanto estivermos juntas vamos aguentar.

–Prontas?! Não esqueçam, temos que ficar juntas, mais de 4 metros longe da outra é  alerta amarelo, mais de 10 é alerta vermelho Jasper vem explicando com aquele jeito matemático dela.

–Sim entendemos Jasper... Ruby?
Ela me lança um olhar de confiança com um leve sorriso acenando com a cabeça confirmando. Zircon declara o inicio da provação e começa a correr sendo acompanhada por todos, ficamos no grupo dos últimos e Ruby chega do meu lado.
– Lapis, é melhor irmos mais para frente, não quero perder a sentinela de vista, melhor não confiar que esses na nossa frente vão conseguir acompanhar o ritmo– Ela fala sugerindo.

–Sem estresse Ruby, se por acaso nos perdemos dela, Peri acha a trilha dela de volta sem problemas.

–Mas não é só isso, é que tem... – Ruby fala com um tom de preocupação enquanto olha levemente para trás.

Ao olhar para trás também vejo Mistral vindo por ultima, ela parecia estar bem à
vontade, e aguardando algo, concordo com Ruby e decidimos ir para frente, desta forma evitamos ficar perto dela e ainda ficamos de olho na sentinela. Eu e Peri corremos em dupla e logo atrás vem Ruby e Jasper.


POV Jasper

Corremos por mais de uma hora, Ruby chega ao meu lado e começa a falar.

–Ei Jasper, não quero incomodar, mas ta ficando difícil para todos disfarçar o tédio. Ruby diz e eu concordo, uma corrida de alguns quilômetros não é uma provação muito impressionante, ainda mais para aqueles que treinaram tanto para obter uma Lumia minimamente boa.

–É que eu só estou um pouco curiosa, sobre a relação das duas, sei que não é uma boa hora, mas a verdade é que eu não acho nada de mais em sua relação, se não fosse a historia da faculdade e tudo poderia jurar que elas eram irmãs.

–Haha! Na verdade não é nenhuma surpresa que não entenda, eu conhecia Lapis bem antes da faculdade. – Jasper fica séria e continua a falar – conhecemos Peridot quando estávamos voltando de metrô para casa um dia, um cara nojento estava assediando ela, quando ela saiu o cara foi atrás, e Lapis ficou tão incomodada que no reflexo foi junto e eu me espantei indo com ela automaticamente, no fim encontramos ele tentando agarrar Peridot em um beco enquanto a ameaçava com uma faca, daí nós ficamos tão revoltadas que começamos a bater nele e gritar o fazendo fugir, quando me dei conta dias depois nós íamos sempre juntas para todo lugar, principalmente essas duas, aparentemente Peri quase não tinha amigos, na verdade creio que ela não tinha nenhum, e Lapis se mostrou uma boa companhia, nunca rolou nada entre elas até onde sei, mas isso não evitou que todos ficassem na torcida para que rolasse.

Ruby olha pra mim com um brilho nos olhos, parece que ela teve a resposta que queria e parece estar finalmente confiando em nós de verdade. Conforme o tempo passa arrastando os quilômetros vemos mais e mais corpos exaustos de gems despreparadas no chão. De repente três horas e meia depois nos damos conta, Peridot estava bem atrás de nós, a quase 7 metros, Lapis que estava tão focada se espanta e reduz a velocidade ficando ao lado de dela, eu e Ruby nos aproximamos em seguida.

–Peri! Oque foi? –Lapiz diz angustiada. –ai! Lapis eu disse, acho que estou no limite –Peridot diz ofegante.

–Peri... Você é forte sim! E você ainda tem muita energia– Lapis diz tentando encorajar Peridot.


POV Peridot

Estou puxando tanto ar, estou a cada segundo que passa mais cansada, começo a desacelerar um pouco mais e de repente Jasper me puxa e me carrega na costas.

–sem problemas descanse o quanto precisar eu aguento! – Jasper diz enquanto me carrega, começando a fazer mais esforço.

Me sinto tão mal, não quero ser um peso para elas, fiquei tão envergonhada quando Jasper disse que me carregaria sendo que nem estou ferida, como odeio ser fraca, Lapis, eu quero que ela goste de mim, que me admire tanto quanto a admiro mas desse jeito não dá, me sinto inútil, não posso atrapalha-la, fico tão desconfortável comigo mesma que começo a berrar.

–Jasper me solta! – falo e jasper toma um susto.

Saio de suas costas, e começo a correr feito louca, indo para frente das três.

–É isso aí Peri! – Jasper berra atrás de mim. Olho para trás e vejo Ruby com olhar forte me enchendo de energia, mais atrás vem Lapis, que manda um leve sorriso para mim com olhar confiante.

Não consigo disfarçar a felicidade do momento, sorrio e sigo na frente delas, Lapis me alcança e corre ao meu lado com um sorriso. Se passa mais um tempo, sigo determinada, pelo tempo devem restar uns dez quilômetros, provavelmente menos, mas tudo que é bom dura pouco, as pessoas de trás e da frente rapidamente se dispersam quando lagartos de cristal adultos nos atacam, estavam em vários talvez um bando inteiro por isso não hesitaram em atacar, ouço vários gritos de gente sendo pega, tento priorizar a saída daquela confusão. Chamo todas e corremos através das arvores que cercavam a trilha em que corríamos, ao tentar dar a volta pela colina em um espaço mais aberto somos surpreendidas por outro lagarto adulto de uns 5 metros, todas pulamos quando ele tenta acertar uma patada que destrói parte do chão, Lapis rapidamente abre os cilindros que ela mantem escondidos na sua mochila, usando sua bela aura azul ela começa a manipular agua de dentro deles, ela cria uma rede de

agua que envolve os pés da criatura e os congela, Jasper aproveita de disfere um

golpe no rosto do lagarto que fica ainda mais irritado.
–Não! Vocês tem que acertar o nariz! Só assim ele fica atordoado– berro tentando
explicar a situação.  

De repente Ruby vai pra cima dele com uma aura vermelha e calorosa, aquecendo confortavelmente aquela floresta fria, ela disfere um soco tão forte quanto o de Jasper no nariz da criatura que cai desmaiando na hora, todas ficamos impressionadas, a
criatura grunhi que começa a roncar, me acalmo e vou conferir o bicho.

–Ta me lembrando alguém isso aí– falo para Lapis observando o lagarto desmaiado.

–Para! Eu não ronco –Lapis diz indignada e todas suspiram aliviadas.

–Não, mas baba – digo brincando com Lapis que tenta me esganar enquanto Jasper da leves risadas.

Começo a checar o lugar e nossos rastros tentando achar a trilha e consequentemente o sentinela, meu raciocínio é cortado quando ouvimos vários gritos de gente se ferindo ou até mesmo morrendo, começamos então a sentir o frio aumentar, e uma atmosfera sinistra toma conta do lugar.

–“Interressante” –ouvimos uma voz vindo de um amontoado de arvores.

Olhamos na direção da voz e vemos uma aura rosa quase roxa vindo em nossa direção com um cheiro doce se assemelhando a chiclete, ela provoca calafrios em todas nós, a silhueta fica mais clara, e finalmente enxergamos a sua pele azul puxado para o verde, seu único olho verde-água, seus longos cabelos brancos e sua pequena capa da nação branca.

–Mi-Mistral – gaguejo bem baixo para todas. Todas ficam paralisadas, o medo é inegável, Lapis sutilmente começa a se por na minha frente e eu involuntariamente começo a mexer na minha jaqueta procurando meus apetrechos enquanto dou um leve passo involuntário pra trás.

–Por que dessas “carrinhas”? vocês me “chamarram” atenção, fiquei “interressada”, geralmente só pessoas fortes ou que se acham assim tentam participar das provações do evento, mas vocês não são apenas fortes, também parecem ter um bom domínio sobre a lumia, pelo menos foi oque vi quando derrotaram esse lagarto. –Mistral começa a falar com seu sotaque francês característico, olhando nosso estado.

–Me digam sem “mentirras”, há quanto tempo cada uma de vocês treinam a lumia?
– Alguns segundos se passam e Jasper resolve falar algo.

–Ouvimos gritos logo depois disso, teve algo com isso? – Jasper pergunta encarando Mistral, sei que Jasper é forte, mas isso foi imprudente, não sabemos a extensão da força da inimiga.

–“Oui”* (*sim), elas vieram me incomodar enquanto eu observava vocês, eram as amigas de uma cornalina mal educada, então eu dei um jeito nelas, agora respondam oque perguntei por favor.

Começo a suar frio, mal começou as provações e ela já matou, de todos os candidatos, ela foi a única que não pareceu exatamente interessada no desejo para a deusa, as coisas começam a ficar claras para mim, só podemos fazer um desejo para a deusa, depois que conseguimos não podemos mais participar do chamado é uma das regras principais, considerando que é a terceira tentativa dela e que ela parece muito mais forte do que eu imaginei sem falar de seu dialogo estranho... ela esta vindo procurar pessoas para lutar, ou esta caçando pessoas fortes já que ela pareceu esta interessada no tempo em que exercitamos nossas lumias, tomo uma decisão, engulo no seco e resolvo falar.

–Mais ou menos nove meses– Respondo antes que qualquer uma, e Lapis fica irritada por eu revelar que não somos veteranas.

–oh! é mesmo? Ultima chance, não minta – Mistral diz em um tom de ameaça.

–Estou dizendo a verdade!

–Peridot! – Lapis berra irritada comigo
Mistral fica pensativa, Jasper e Ruby mantem a guarda alta, fico triste por Lapis se irritar comigo, mas não posso explicar agora, Mistral estala os dedos e começa a falar.

–Parecem estar dizendo a verdade, vou ter que fazer o seguinte: vamos começar minha pequena provação exclusiva, se puderem passar por ela eu deixo vocês continuarem.

Todas ficam espantadas, Mistral nota nosso medo, ela caminha em nossa direção, começo a pensar em tudo quanto é estratégia para nós sairmos daquela situação, mas nada me vem à mente, até que a atmosfera de medo se intensifica, Jasper perde a cabeça e invoca sua aura, ela vai pra cima de Mistral, então usa sua habilidade que é de invocar uma parte de armadura para um lugar do corpo, no caso ela invocou a parte do braço direito tentando golpear Mistral, ela que consegue segurar seu braço de armadura.

–Que habilidade mais “curriosa”,mas ainda assim... –Mistral diz dando um soco do rosto de Jasper que desfalece um pouco com a força do golpe, ela pisa em seus
ombros e salta para trás de Jasper.

–Vamos ver do que é feita! – Mistral diz invocando abóbora sinistra.

Ela joga a abóbora que explode nas costas de Jasper, por sorte ela conseguiu trocar a armadura do braço para as costas no ultimo instante, caindo no chão em seguida, Mistral pula por cima de Jasper já caída, de ponta cabeça ela ainda no ar estende as mão e sentimos do cheiro de doce novamente.

–Cotton candy! – Mistral diz e vários fios semelhantes aos que são formados nas maquinas de algodão doce saem de suas mãos se espalhando pelo corpo de Jasper.

–Ai! To presa! Oque é isso?! – Jasper diz enquanto começa se debater.

–Não adianta “garrota” esses fios adocicados estão impregnados com minha lumia, nesse nível ela esta tão grudenta que a menos que eu queira você não vai sair daí tão rápido. – Mistral explica.

–“Agorra” faltam às outras– Mistral diz enquanto volta a caminhar em nossa direção.

–Sua... –Lapis diz formando dois tentáculos de água, e começa a tentar chicotear Mistral com eles.

A inimiga começa a se esquivar, com um olhar cínico fazendo parecer fácil, no meio da confusão Ruby aproveita indo para cima dela, ela tenta acerta um soco em seu rosto, mas Mistral se esquiva acertando um soco na sua barriga a jogando para longe, o golpe foi visivelmente poderoso fazendo Ruby gemer de dor no chão, Lapis tenta acertar mais umas chicotadas com agua nela que salta deixando para trás as pedras destruídas com o ataque de Lapis, Ruby que se levantava tem seu lado esquerdo do corpo atingido pelos mesmos fios adocicados de antes ficando presa.

–Mais duas– ela diz correndo em nossa direção.

Lapis se esforça ainda mais invocando outros tentáculos de água, ela volta a atacar, Mistral então invoca duas pequenas abóboras e ao ser atacada ela salta as jogando entre nós e ela desfazendo os tentáculos, ao chegar bem perto de nós Lapis tenta um ataque mas antes de fazer qualquer coisa Mistral a segura no rosto jogando ela um pouco longe, vindo finalmente para mim, fico paralisada com ela se aproximando acompanhada de sua aura sinistra, Lapis rapidamente se levanta indo para cima dela que estava de costas.

–Não! Deixa ela em pa– Lapis é interrompida por um chute certeiro em sua barriga, fazendo ela cair se contorcendo de dor, em seguida também fica presa com os fios.

–finalmente você “cher”* (*querida) – ela diz ficando de frente comigo.

Ela agarra meu pescoço me estrangulando com uma das mãos, começo a entrar em choque, tento me debater, mas ela não solta, sinto que vou desmaiar, lagrimejo um pouco pelos cantos dos olhos.

–Anda! Você ainda não mostrou nada, se não fizer algo logo vai acabar morrendo.–ela diz apertando mais.

–Parece que você só é bonitinha cher, mas não tem uma lumia tão forte, isso me deixa meio desapont– Ela para de falar e me solta quando algo semelhante a uma luva vem voando e acerta seu rosto.

Olhamos para a direção do qual ela veio e vimos Ruby ofegante com seu braço direito fumegando. – já disse pra deixar ela em paz! – Lapis fica furiosa, envolve seu corpo
com água e cria espinhos de gelo, se soltando parcialmente, ela cria uma grande bolha de água.

–Peri se afaste! – ela diz conduzindo a bolha para uma posição em cima de Mistral, esta que joga uma abóbora na bolha a explodindo.

–Agora Peri!– Lapis grita após ver Mistral encharcada.

Lembro-me de uma manobra que praticamos no treinamento, salto para trás rapidamente, saco dois mini bastões elétricos e as lanço no chão perto de Mistral, conduzida pela agua de Lapis, Mistral acaba sendo fortemente eletrocutada. A inimiga estremece e fica em silêncio.

–hehe! Parece que tirei a sorte grande– ela diz enquanto é envolvida pela própia aura, Mistral intensifica ainda mais a aura e começa a rir.

–“Parrabens” estão aprovadas na minha pequena provação, eu achei que não me dariam nenhum dano mesmo comigo facilitando, mas vocês são promissoras. – ela diz reduzindo a intensidade da aura caminhando para longe em direção as árvores.

–Vocês ainda serão bem fortes, com certeza sobreviverão, nos vemos por aí. – ela diz sumindo no meio das arvores.

Ficamos confusas, porém aliviadas, ajudamos Jasper e Ruby a se soltarem, Lapis corre em minha direção e me abraça apertando bastante.

–Ficou maluca? Por que disse pra ela que éramos novatas? – Lapis diz me segurando pelos ombros.

–Ela é uma lunática, só vem aqui para procurar uma boa briga, ela aparenta não ligar pra recompensa do desejo e para inimigos fracos, se eu dissesse que éramos veteranas ela não ia se assustar, pelo contrário, iria lutar a sério e provavelmente teria nos matado, como não somos rivais pra ela achei que nos deixaria em paz, só não esperava que ela nos testasse desse jeito.

Lapis me abraça novamente e seguimos nosso caminho, finalmente chegamos a um ginásio no fim da Floresta do nevoeiro lilás, pouco menos da metade estava lá, devem ter cansado, se perdido ou foram pegos pelos lagartos de cristal, ou quem sabe por outra pessoa, vemos varia pessoas dentro do ginásio e na entrada, seguimos e vemos Mistral perto da entrada sorrindo e nos aplaudindo, não da pra saber se foi porque passamos no teste do evento ou no dela, Jasper e Lapis encaram ela furiosas, seguro a mão de Lapis que olha pra mim e se acalma, conduzindo todo mundo para longe dali. Se passam alguns minutos e alguém diferente, uma garota bem baixa um pouco mais que eu de roupas sociais aparece em um palco no fundo do ginásio falando com Zircon, a pessoa começa a falar.

–Bom parece que não vem mais ninguém. Ola Parabéns por passarem na primeira provação, eu sou a sentinela Aquamarine, serei a sentinela da segunda provação, ainda temos umas quinhentas pessoas aqui, vale lembrar que nossa querida White Diamond só pode realizar um desejo por pessoa e cinco desejos por vez então não esperem moleza. 

POV Ruby

Aquamarine começa a falar sobre a segunda provação, ela diz que para isso teremos que ir até uma ilha vizinha um pouco mais isolada.

–Minhas estrelas! Depois dessa corrida, tudo oque não preciso é que eles nos mandem ir nadando até lá. – alguém fala do meio da multidão e Aquamarine acaba rindo.

–Haha! Não, desta vez iremos com mais estilo. – Ela diz lançando um olhar suave para trás.

Eis que um imenso zepelim surge e aterrissa atrás dela, é tão grande, só tinha visto algo assim na televisão e olhe lá, antes de embarcar, os sentinelas nos entregam chaves com uma placa indicando nosso quarto, Aquamarine diz que estamos livres para explorar a aero nave e descansar, comer ou fazer qualquer coisa até chegarmos.

–O meu é 301– Peridot diz em um tom triste.

–Droga, parece que estamos em quartos separados, será que consigo convencer meu parceiro a trocar? – Lapis diz apreensiva.

–Toma eu troco– digo a Lapis estendendo a mão.

Eu havia pego o 301 também, achei melhor deixar pra lá e fazer esse favor, visto que não fiz quase nada na floresta.

– Nossa! Obrigado Ruby – Lapis me agradece enquanto me entrega sua chave.
Digo que não tem problema, entramos, ele é bem bonito por dentro com salas variadas e corredores bonitos com longas janelas que os acompanham, antes de ir aos quartos vamos até uma cafeteria que tinha no centro do dirigível, sentamos e pedimos um lanche visto que passamos maior parte do dia correndo, já eram seis horas da tarde e começava a escurecer.

– Ilha da raposa, alguém sabe que lugar é esse? – Jasper pergunta.

–É uma ilha que fica a alguns quilômetros da cidade de onde começamos o chamado, tem esse nome por que vista de cima a ilha forma uma silhueta de uma cara de raposa, mas é estranho, essa ilha é pequena, e o nome é bem sugestivo, será que eles pretendem fazer “a caçada” nela? Ainda mais com esse tanto de gente? –Peridot explica e já sai analisando a situação.

–Não da pra saber agora... Essa menina é muito inteligente, “que isso”...? – Jasper diz sorrindo bagunçando os cabelos de Peridot.

Se passa um tempo, eram quase oito horas, então Jasper e eu decidimos ir para o quarto, queríamos logo conhecer nossos colegas de quarto e ter cuidado para não acorda-los. No caminho antes de nos separar Jasper me deseja uma boa noite.

–Ah! E obrigado... Sabe?... Por salvar Peri – Ela diz me deixando sem graça, agradeço também por sua ajuda.

– Eu não fiz nada... Na primeira brecha Mistral me pegou de jeito, ah cara como é uma droga... Ser fraca. – Ela diz aparentando estar chateada quase desabando.

– Tente não pensar nisso, ninguém poderia imaginar que ela era tão forte, enfim boa noite. – Nos despedimos e vamos aos nossos quartos.

No meu quarto me deparo com uma garota mais ou menos da minha idade, de pele meio roxa, cabelo roxo escuro curto meio raspado no lado, de jaqueta com mangas rasgadas, calças rasgadas, estilo meio punk mesmo, no primeiro momento resolvo ignorar, mas ela se mostra imponente, do nada ela se anima e vem falar comigo.

– Então você é minha colega, pensei que não iria aparecer nunca... HÁ! – ela diz e finge que vai me dar um soco. Armo minha guarda e um vento flui pelos meus cabelos, um calafrio sobe pela minha espinha.

– hehe, brincadeirinha, mas sua resposta foi boa, oque faz aqui? – ela me pergunta sentando na cama, respondo apenas que quero um desejo da deusa, e para não deixar ela no vácuo nem deixar a situação estranha faço a mesma pergunta a ela.

– Eu? Bom... Digamos que eu estava meio entediada, aproposito me chamo Sugilite.

Entediada? É sério isso? Será possível que além da Mistral tem mais malucos assim aqui, por falar nela, essa garota Sugilite, parece forte, no momento do golpe falso ela me lançou um olhar junto de sua aura, que me lembrou um pouco o da Mistral no navio e na floresta, apesar da idade, seu poder é claramente maior que o meu.

– Entediada? Como assim? – questiono.

– Bom er... não sei como explicar – ela diz e falo que ela apenas precisa ser sincera, ela suspira e volta a falar.

–Basicamente minha família é composta de mercenários, fazemos de tudo um pouco para quem pagar mais, eu vim aqui para me libertar deles... Sabe? Estou cheia de ficar matando as pessoas, roubando e batendo nos outros só pra um velho rico e barrigudo se sentir alguém de verdade, eu quero viver minha vida, do que adianta conseguir tanto dinheiro com serviços se não posso aproveitar? Quero ir em shows de rock, comer e me divertir, e também, seria legal ter um... Amigo, pelo menos um de verdade, já estou cheia de tanta falsidade.

Ela para de falar e acabo me comovendo, já que somos bem pacificas lá em casa, apesar de aparentar ter uma grande força ela parece não se orgulhar de seu poder e não estar confortável em falar de sua família, muito menos de seu trabalho.

– Ai! Que bobagem, pra que estou te dizendo tudo isso? É melhor irmos dormir, logo teremos a segunda provação. – ela diz meio desajeitada, com um tom melancólico e envergonhada, concordo e vamos dormir.


2:23 Da madrugada


POV Mistral

Ali estava, tinha perdido a noção do tempo e fiquei jogando meu querido Light Souls até de madrugada, como ainda não estava com sono resolvi tomar um banho, estendo minhas roupas e relaxo de baixo da água morna, ouço barulhos, aparentam ser gritos e brigas, mas ignoro, começo a me limpar, meu colega de quarto não apareceu, bom eu não esperava menos depois de pelo menos três pessoas terem entrado e saído do quarto apavoradas, ouço um barulho de dentro do quarto, desligo o chuveiro e pego a toalha, visto minhas roupas intimas e vou checar oque é. Ao sair me deparo com alguém sentada na minha cama balançando uma espécie de foice pequena , uma mulher, de pele esverdeada, cabelos verde escuro, roupas com semblantes militares e também tapa olho.

– Finalmente, já faz um tempo, você não tem ideia do quanto esperei pra te dar oque merece – A mulher fala, explico que não faço ideia de quem seja.

– t- tá de brincadeira? Não lembra mesmo?

–oui geralmente não lembro de coisas “desinterressantes”. – respondo

– Sua!... Sou Esmeralda, lutamos no evento do ano passado, você quase me matou e ainda arrancou meu olho – ela fala furiosa e acabo me lembrando.

–Isso explica por que não lembro, eu pensei que estivesse morta, não é comum eu cometer tal erro... Droga...

– Mas cometeu! E esta prestes a se arrepender por não ter acabado comigo de vez.

– Para de berrar, quer acordar todo mundo e zoar seu plano idiota? –reclamo

–Hmpf, tenho certeza que o que não tem é gente dormindo.

–Do que você esta falando agora? – pergunto de modo indiferente.

–Parece que alguns bandidos invadiram o dirigível e apagaram as luzes primárias, agora ta a maior confusão la fora, mas não importa, anda, vista suas roupas e vamos lá pra fora! –ela berra nervosa.

– Como você é irritante, vamos logo, já me aborreceu o suficiente! Não preciso de minhas roupas pra dar um jeito em alguém tão insignificante, além disso quero voltar pro meu banho. – falo indo para fora do quarto.

–É melhor me levar a sério sua...– ela reclama furiosa

Do lado de fora, ela me encara e invoca oque parecem ser duas pequenas foices, o corredor é largo, mas a iluminação é péssima, apenas poucas lâmpadas e a lua através da janela iluminam o lugar.

– Já tem uma hora desde que a invasão começou como não percebeu? Alguém que não se tocou nisso sequer é páreo pra mim.

– É que eu estava jogando vídeo game.

–Nem acredito que alguém tão estupida assim pôde me derrotar– ela diz enquanto começa a girar as foices uma em cada mão.

–Ops parece que tenho novos truques... morra! – ela lança uma das foices.

Dou uma esquivada pro lado evitando o golpe, ela vem correndo até mim e tenta me golpear mas me esquivo saltando pra trás, quando me preparo pra soca-la ela salta voltando para sua posição anterior, sinto algo vindo por trás de mim, rolo para a esquerda evitando a primeira foice que retornava.

–É isso aí, como deve ter notado elas são como bumerangues, com elas indo e voltando, mais comigo atacando, imagine as possibilidades! – ela explica mas não me importo, sendo como bumerangues elas só podem fazer dois movimentos sendo que o de retorno apenas espelha o primeiro movimento... Isso é fácil demais.

Ela continua jogando os dois, então me surpreende ao jogar uma terceira, fazendo uma que retornava cortar um pouco do meu ombro esquerdo, então eu me irrito de vez e seguro uma que voltava e outra que ela acabava de jogar. Com duas foices no meu poder ela se espanta deixando uma cair, começo a girar as armas tal com ela fazia.

–Não é possível! – ela diz.

Eu, já irritada com aquela perda de tempo vou pra cima dela com tudo.
–Mas que droga!!! – Ataco, seu grito ecoa pelos corredores vazios, não sobrando mais nada além de um corpo sem vida.

Se passam alguns segundos e sinto uma presença atrás de mim, olho e vejo apenas a garota de pele avermelhada da floresta, que emoção, estava louca para vê-la de novo, a única que realmente me impressionou no confronto da floresta, quase não escondo minha excitação, mas fico meio sem graça quando o vento percorre minha pele e percebo que ainda estou seminua, mas, não importa.


2 Minutos antes


POV Ruby

Continuo correndo tentando achar as outras, consegui derrotar três do que pareciam ser bandidos sozinha, não da pra entender oque tá acontecendo, parece uma invasão de bandidos, tenho que achar as outras o mais rápido que eu puder, outro bandido surge das sombras com uma faca, mas consigo vencer facilmente me esquivando e acertando um chute em seu rosto.

–Mas que droga! – ouço um grito, vou em sua direção na esperança de encontrar as outras.

Ao virar o corredor descubro que sou mais azarada do que pensava, me deparo com Mistral de costas com corpo na sua frente, com a luz não da pra saber se é um bandido, não tenho nem tempo de pensar em me esconder, ela vira pra mim com um olhar neutro e da um leve sorriso vindo em minha direção, sua aura começa a me perturbar e me encher de desespero, ainda mais naquele corredor escuro, fico paralisada de medo, ela se aproxima de mim enquanto eu dou leves passos involuntários pra trás, até que encosto em uma parede próxima a janela. Ela chega mais perto, estava apenas de roupas intimas por algum motivo, ela apoia seu braço na parede por cima de mim me encarando bem de perto chegando a ser desconfortável.

– Que surpresa *mon ami* (*minha amiga)... Gosta do que ver cher? – elas fala de um jeito malicioso, fico tão apavorada que nem cogito a ideia de atacar.

–Quer saber de uma coisa “garrota”? Na floresta eu fiquei bem impressionada com seu poder, aquele ataque doeu um pouquinho sabia? Se você não estivesse lá talvez suas amigas não estivessem aqui agora – ela diz acariciando meu cabelo.

–Bom, que tal entrarmos? Podemos comer alguma coisa ou jogar um pouco, você é forte e bonitinha, será uma lutadora incrível, uma adversária excelente, mas não “agorra”, que tal aliviar o tédio com sua nova colega de quarto até essa confusão acabar...? Afinal eu preciso me desculpar pelo golpe que te dei, e você pelo seu ataque.– ela diz sussurrando no meu ouvido, meu coração acelera, acabo ficando ofegante, aquela aura começa a me sufocar e começo a entrar em choque.

Ela segura meu rosto com o dedo indicador e polegar apertando um pouco minhas bochechas, bem lentamente ela aproxima seu rosto do meu.

–Calminha cher, estou apenas brincando – Mistral diz dando um sorriso.

–Ruby! – Ouço a voz de Peridot, ela junto de Lapis e Jasper vem em minha direção, todas param quando vêem Mistral, ela que as encara com um sorriso e desfila indo para seu quarto. Minhas companheiras vem correndo até mim, eu quase desmaio e Jasper junto de Lapis me seguram.

–Tudo bem com você Ruby? – Peridot pergunta segurando em meu ombro e olhando em meus olhos.

–S- sim – respondo meio tonta.

–Nossa, que espelho você quebrou pra dar de cara logo com ela? – Jasper pergunta retoricamente.

Decidimos ficar no quarto de Jasper, visto que seu colega assim como a minha tinha sumido de lá durante a invasão. De manhã todos se  reúnem na cafeteria, e lá deu pra notar uma redução drástica no número de participantes, tomamos café e o dirigível enfim aterrissa, do lado de fora tivemos certeza, tinha bem menos gente do que antes.

A sentinela Aquamarine finalmente começa a falar.

–Bom chegamos a ilha da raposa, bom, em primeiro lugar gostaria de parabeniza-los por passarem na segunda provação.

–Oque? Ta maluca? Como assim? – varias pessoas começam a reclamar.

–É simples, a provação era basicamente sobreviver a noite no zepelim, como puderam ver não é tão fácil visto que não sobrou nem a metade dos que embarcaram, fizemos um acordo com criminosos perigosos, onde que para que participante neutralizado, seria dado uma recompensa como “redução de pena” “sair do corredor da morte” e por aí vai.

Isso fica cada vez mais inacreditável, só espero que Sapphire esteja bem e que não esteja assistindo, isso poderia piorar seu estado.

–Bom então é isso, explicações dadas, vamos a terceira provação, está na hora de caçar.

POV Ruby

Aquamarine fala qual será a próxima provação e todas engolem no seco, nossa maior preocupação era ter que caçar umas as outras, mesmo com esse tanto de gente o medo disto acontecer é real, a pequena sentinela começa a explicar.

– Seguinte, vai ser bem simples, todos entrarão em um avião de carga, e um por um serão lançados na ilha em uma coordenada específica, você carregará uma plaqueta

com seu nome e foto, daremos também um envelope com o nome e foto do seu alvo, o objetivo é pegar a plaqueta de identificação do seu alvo, não importa como, já que a ilha é grande decidimos que se não achar seu alvo basta apenas conseguir no mínimo duas plaquetas aleatórias, terão três dias.

Ela termina de falar, todos embarcam no avião, Lapis e Peridot não desgrudaram as mãos desde fora do avião, não é atoa, afinal todos começam separados, sei que Peridot é esperta o suficiente para achar todas nós rapidamente, mas, além do risco de termos de nos caçar, tem a chance de sermos o alvo da Mistral ou de alguém tão perigoso quanto, Jasper não deve ter tantos problemas, mas talvez ela tenha as mesmas preocupações que eu, sem falar que são três dias, ou seja, além de caçar temos que manter nossas plaquetas por um bom tempo.

–Ah! Já ia me esquecendo, se perder sua plaqueta terá que consegui-la de volta ou pegar mais duas para substitui-la! – Aquamarine explica e começam a lançar os competidores.

Era uma espécie de Bungee jump, botavam um elástico preso em nossa cintura e quando alcançamos o chão ele solta, sou a primeira de nosso grupo a saltar, olho para trás e vejo as três me desejando uma boa sorte, e as correspondo com um olhar positivo.

Ao chegar ao chão corro para me esconder em meio às árvores, escondida respiro fundo e abro meu envelope pra ver quem é meu alvo, uma mistura de sentimentos me atordoa quando vejo que meu alvo é a Sugilite, a garota com quem dividi o quarto, eu sei que não queria caçar minhas parceiras, mas isso também era inesperado, dou um leve suspiro e começo a me conformar que terei que caça-la, além de me defender do meu caçador.


1 dia e 12 horas depois.

Já vi um pouco de tudo nessa prova, corpos de participantes mortos, até presenciei brigas de entre algumas pessoas, mas não fui fria o suficiente para atacar alguém cansado, por outro lado é angustiante pensar nessas oportunidades levando em conta o sofrimento de Sapphire. Continuo a seguir incansavelmente rastro após rastro, até parar em um corredor de árvores, escondida em cima de um galho, finalmente acho Sugilite caminhando tranquilamente pela floresta de forma imponente, é quase como se ela quisesse ser atacada, a sigo por uma hora até que a mesma finalmente para, ela levanta levemente a cabeça e começa a falar.

–Ei você! Vai ficar me seguindo pra sempre ou vai vir até aqui!? – Ela berra e meu sangue congela, me pergunto quando ela percebeu?Mas não importa, agora parece que não tenho opções além de um confronto direto.

Antes que eu pudesse tomar qualquer atitude ela simplesmente some de vista com uma velocidade incrível.

–“Oras bolas!”, mas é você! Como vai colega?

– Ela aparece acocada atrás de mim no mesmo galho, dou um salto saindo de lá, ao chegar ao chão ela vem logo atrás, me encarando ela volta a falar.

– hehe! Não me diga que eu sou seu alvo? –Ela fala, mas não respondo e apenas continuo encarando.

–Opa! Parece que sim! –Ela diz me mostrando à foto que recebi designando meu alvo, percebo que ela simplesmente esta em outro nível quando noto que não tenho ideia de quando ela havia pegado a foto de minha mochila.

–Ah qual é!? Fala serio!? Não vai brigar comigo atoa né? – Ela fala e eu lembro que ela só estava aqui para matar o tempo ou algo do tipo então resolvo tentar algo diferente.

–Sim é você, eu queria te pergun– falo mas sou interrompida na hora –Quer se aliar comigo?Sabe? Tem ficado cada vez mais tedioso passar pelas provas sozinha e seria legal ter um parceiro, podemos conversar um pouco e juntas podemos fazer uns quatro ataques aleatórios, desta forma passamos sem problemas.

Concordo com ela, tenho certeza que não esta mentindo, ela deve ter percebido que é mais forte, e seria uma luta sem muito sentido, sem falar que ela poderia apenas me derrotar sem precisar mentir sobre uma aliança.

–Legal! Mas antes, tenho umas coisas pra ensinar parceira, esta na cara que você ainda não tem muita experiência e que não sabe o suficiente sobre a lumia ainda, me diga, há quanto tempo você conhece e treina a lumia?

–Mais ou menos nove meses, mas por que quer saber?– respondo

Ela não responde e me lança um olhar sinistro, fico aflita e me preparo para o combate.

–É por isso, sua lumia ainda esta mal desenvolvida, com isso que eu acabei de fazer você não devia sentir nada, mas como ainda esta começando a se desenvolver esta bem vulnerável.

A principio não entendo nada direito, mas com oque ela fez, tudo oque me veio a cabeça foi o olhar sinistro de Mistral e como ele provocou o mesmo terror em mim, resolvo então falar dela para Sugilite.

–Perfeito, então você tem experiência com isso apenas não conhece, a lumia pode ser usada tanto para defesa quanto para o ataque, oque Mistral fez foi uma projeção astral, é como se ela lançasse sentimentos para você, aquele olhar que eu te lancei eu estava pensando em te atacar, e você sentiu isso tanto que se preparou, o medo absurdo que sente de Mistral se deve justamente por você não ser capaz de escapar da projeção dela, mas isso pode ser resolvido quando se desenvolve o “escudo”, uma vertente da lumia onde você deixa uma camada de aura voltada para a proteção, praticando um pouco a aura dos outros não ira perturba-la tanto.

Ela encerra a explicação, e antes de irmos atrás de alvos ela insiste em praticarmos a proteção, assim eu não hesitaria tanto, além de me fortalecer.

–Com isso, mesmo que não seja a mais forte, esse pequeno treino fará com que Mistral e qualquer um precisem de muito mais do que uma projeção para te dominar.


POV Narrador

Jasper andava através da floresta, o silencio dominava, até mesmo os animais não emitiam um único som, preocupada com suas amigas ela tenta apertar o passo, procurando seu alvo, quando uma flecha corta seu caminho a fazendo parar, alguém encapuzado desce das árvores a surpreendendo, em um movimento de reflexo ela invoca sua armadura no braço, a pessoa então vai em sua direção.

–Droga! Mas quem é voc– ela para de falar ao sentir uma dor aguda nas suas costas.

Outras duas pessoas surgem.

–Então, é essa garota?

–Sim, segundo as instruções da líder esse é o alvo, obrigada pelos seus serviços.

–Não ha de que, além do mais por que não lucrar já que viria aqui de qualquer forma?Jasper ouve a conversa com muita raiva, até alguém finalmente chutar seu rosto a fazendo desmaiar de vez.

Horas se passam, em algum lugar próximo ao centro da ilha, Mistral estava sentada em uma pedra parecendo até uma cadeira, aparentando esta relaxada, sem se preocupar, ela é um tipo de pessoa que odeia ficar entediada, decidiu caçar seus alvos apenas no ultimo dia para tentar deixar tudo mais emocionante e evitar o indesejado tédio, ela enfim sente uma presença espreitando por trás dela, sem mudar sua expressão ou olhar para trás ela começa a falar.

–Ola, como vai... Opal?

Após isso, uma pessoa surge atrás de Mistral removendo um capuz que cobria seu rosto.

–Bem até... Você não tem aparecido nas reuniões e nem atendido aos chamados da líder, eles estão ficando irritados com você, estão pensando até em te castigar.

– hum? Você faz parte dos Spades “agorra”? – Mistral pergunta curiosa.

–Só enquanto me pagarem, sabe? O negocio da família – Opal responde

– Por falar nisso, oque fazes aqui cher? Tenho certeza que não veio aqui só pra falar comigo ou me encher com esses lances de reuniões – Mistral diz de um jeito indiferente, quase como se não ligasse para os motivos.

–Não, os trabalhos aqui foram apenas pela oportunidade, na verdade quero apenas cuidar da minha irmã que fugiu de casa, ela apenas esta em uma fase ruim e acabou se desentendendo com todos na família, como nossos pais pediram estou de olho nela. –Opal fala de um jeito preocupado mas tranquilo como se tudo estivesse sob controle.

–“Orras” então a pequena Sugilite esta aqui? Ela deve ser uma bela e forte adulta  “agorra”, quantos anos ela tem hoje? 19? 21?

–Tem 21 –Opal diz encarando Mistral de um jeito sério.

–Sabes, tem muita gente “interressante” este ano, mas, nenhuma com quem valha a pena gastar um combate pra valer... Pensando bem... Eu ainda preciso de duas plaquetas caso não ache meu alvo... Diga-me... “Ficarria” aborrecida se eu lutasse e acabasse matando Sugilite? –Mistral pergunta de um jeito meio cínico.

–Mistral, se você tocar na minha irmã, eu juro que te caço e te mato. –Opal responde quase imediatamente com um olhar sério.

–Calminha cher... só estou brincando, sei que no fundo você ama sua irmãzinha.

–Hmpf! De qualquer forma os recados foram dados, já encontrei meu alvo e tomei sua plaqueta... Toma! – Opal diz entregando uma plaqueta para Mistral.

–Essa era de uma garota que não era meu alvo, pode ficar, vou me esconder e dormir um pouco, depois voltar a vigiar Sugi, enfim, boa sorte – Opal diz indo embora meio irritada.

Mistral admira o plaqueta e diz desapontada.

–Você matou esta garota da plaqueta?

–Não, aparentemente ela tinha outro proposito, mas, sabe-se lá oque vão fazer com

ela.

–Hmpf...que pena. –Mistral diz frustrada


POV Ruby

Passamos horas meditando e treinado a lumia sem parar, parece que existe algo a mais entre mim e tudo que esta em volta, me sinto mais limpa, mais confiante, mais protegida, seguimos rastros, andamos por algumas horas até que os rastros esfriam e o silencio da floresta começa a nos perturbar, sentimos algo estranho no ar, somos surpreendidas por duas garotas bem maiores do que nós, gêmeas, com roupas leves, cada uma portando uma espécie de martelo nas costas.

–Olha May, parece que tivemos sorte afinal.

–Concordo mana, duas plaquetas, sendo que uma delas é do nosso alvo.

Fico incomodada com tamanha arrogância, já me preparo para a briga, e por falar em gente arrogante, ao olhar para minha parceira percebo que ela esta com um olhar animado.

–Ufa! Finalmente um pouco de ação, já estava ficando chato essa coisa toda, e tem uma pra cada, em Ruby?

Ela diz invocando uma espécie de mangual que aparentava ser bem pesado e com uma corrente maior do que o esperado. A luta entre ela e a tal de May começa, vejo pouco, mas o poder de Sugilite é incrível, ela conseguiu derrubar uma árvore com um golpe, tento focar na minha adversária, começo invocando minha luva de meteoro, acendendo ao máximo minha luz e calor tentando intimida-la, mas ela vem com tudo pra cima de mim me acertando com o martelo, o golpe me arrasta para alguns metros, reúno toda minha força para golpeá-la, finjo que vou dar um soco direto, como eu pensei ela desvia se afastando para trás então uso minha habilidade especial.

–Estrela cadente!

Minha luva brilha, e a pressão liberada pela minha lumia a lança contra o rosto da inimiga que desfalece um pouco e se enfurece, ela corre tão rápido que só consigo me proteger com as mãos, mesmo sendo atingida por uma martelo recheada de lumia, os golpes não estão doendo tanto quanto deveriam, deve ser por que agora estou com uma proteção de aura em volta e constante, tomo coragem e sem perder mais tempo dou vários socos no rosto da inimiga que me acerta outro soco no rosto nos separando, mesmo com a proteção os golpes ainda podem machucar então não posso abusar, ela se enfurece pra valer, sua lumia envolve todo seu corpo e se intensifica.

–Chega! Agora eu acabo co– antes que pudesse terminar de falar, várias explosões envolvem seu corpo, o vento é tão forte que me desequilibra, e o barulho é ensurdecedor.

–Hum... Topaz June, “parrece” que achei meu alvo afinal, ainda bem que a plaqueta não quebrou – Mistral surge do nada e coleta a plaqueta de Topaz me deixando sem ação.

–Oh! Ola cher, então, “parrece” que ela era meu alvo, mas você pode ficar com essa aqui, a propósito, sinto muito por sua amiga– Ela diz me dando uma plaqueta e indo embora em seguida.

Fico chocada quando vejo que a plaqueta é da Jasper, simplesmente não posso acreditar, oque vou dizer para as outras? Alguns segundos se passam e a outra garota volta junto de Sugilite, ela entra em desespero ao ver sua irmã e começa a chorar, ela enxerga Mistral indo embora e vai atrás dela sem se importar com nada morrendo de raiva, minha parceira chega perto de mim, quase sem nenhum arranhão.

–Você esta bem? Parece pálida.

–Sugilite... Aconteça oque acontecer, não vou me desfazer dessa plaqueta.

Ela apenas concorda e o silencio volta a dominar a floresta

POV Ruby

–Já fazia horas que estava sentada na área segura esperando o fim da prova, fiquei repassando a cena de Mistral me dando a plaqueta de Jasper centenas de vezes na minha cabeça, não entendo, ela não ia nos matar, será que mudou de ideia? Será que Jasper foi morta mesmo? Ou alguém a derrotou e Mistral derrotou essa mesma pessoa conseguindo a placa?
Eram tantas perguntas em minha mente, achei que iria surtar de vez, será que deveria contar as outras? Pelo que Jasper me disse, ela conhece Lapis há muito tempo, e se ela surtar? E se ela atacar Mistral cega de raiva?

–Ruby! – finalmente uma voz conhecida corta meus pensamentos.

Peridot e Lapis vem em minha direção, Lapis se aproxima de mim e pergunta.

–Rubi, e a Jasper? Você a viu?

–Não... – Respondo angustiada, como se meu coração fosse sair pela boca.

Sugilite que permanecia ao meu lado me encara com um olhar sério que vai suavizando aos poucos como se ela entendesse que tenho motivos para não contar o que ocorria. Lapis suspirava preocupada.

–Tenho certeza que ela virá logo... –Lapis diz exalando esperanças.

Quando estou prestes a me render e simplesmente dizer a verdade, Peridot se aproxima de Lapis segurando sua mão a reconfortando.

– Então, não vai nos apresentar sua amiga? – Peridot pergunta enquanto observa Sugilite.

–Desculpe, esta é Sugilite, ela me ajudou bastante na prova, também foi minha

companheira de quarto no dirigível.

–Prazer! Então, como foi a caçada de vocês? – Sugilite pergunta com um ar de descontração.

–Bom, foi mais fácil do que pensei que seria – peridot diz entusiasmada.–Basicamente eu me escondi há poucos quilômetros da área segura, plantei inúmeras armadilhas que consistiam em grandes buracos no chão camuflados, quando alguém se aproximava era gerada uma pequena explosão que jogava quem estivesse perto no fundo do buraco, dai era fácil, bastava jogar um gás do sono em baixo e coletar as plaqueta, então tenho placas de sobra para passarmos na prova, se estiver faltando pra vocês eu tenho mais. – Peridot explica meio orgulhosa de seu desempenho.

Fico feliz por elas terem ido tão bem, mas, durante toda a explicação, Lapis parecia distante, ela devia estar muito angustiada. Mais horas se passavam e faltava apenas vinte minutos para o fim da prova, além de nós quatro, também haviam chegado uma garota de capuz, Mistral, umas ametistas, observando bem, era tão pouca gente que a tensão aumentava à medida que outros chegavam com intervalos cada vez maiores de tempo entre as chegadas.

Faltando cinco minutos para o fim da prova, a única coisa que não saía da minha cabeça era a ideia de perguntar a própria Mistral oque aconteceu, mas naquelas circunstancias era impossível, a imagem de Lapis parada de pé encarando a floresta fria e escura esperando por Jasper quebrava meu coração, fico imaginando o que Sapphire diria, afinal, ela sempre me manteve na linha, me sinto tão perdida sem ela.

Ouvimos um som vindo da floresta, plantas se espalham revelando uma silhueta de alguém grande como a Jasper, todas ficam animadas e Lapis lentamente começa a andar em sua direção. Então, a dona da silhueta é revelada, se tratava da Topaz que havia encontrado na floresta, ela entra na zona segura furiosa passando por Lapis que exalava tristeza, ela encara Mistral e salta deixando todos impressionados, pronta para golpear a gem sinistra que se preparava para se defender ela simplesmente para no ar com uma aura azul que envolvia seu corpo e a sentinela Aquamarine surge planando enquanto segura Topaz com sua lumia poderosa.

–É proibido brigar na zona segura! Oque acontece na “caçada” fica na “caçada”, espero que isso não se repita, qualquer problema que tiverem entre si podem resolver nas próximas provas, e por falar nisso, esta prova “a caçada” esta encerrada!

Aquamarine se dirige a uma espécie de palanque quebrado, olho para Lapis que esteve de costas para confusão o tempo todo, Peridot se aproxima dela.

–Lapis... eu– Peridot começa a falar e Lapis se vira pra ela a abraçando com força.
Peridot corresponde o abraço e Lapis a aperta com mais força ainda, leves lagrimas escorrem pelo seu rosto, imagino a dor, elas se conheciam desde a escola, uma amizade que dura tanto, terminar assim.

–Lapis eu sinto muito mesmo, nem imagino como esta se sentido. – tento consolar ela que ficou angustiada a tarde toda e que agora de uma hora pra outra perdia as esperanças.

–Sabe... –Lapis começa a falar meio rouca. – Não costumo contar isso pra ninguém, mas, uma vez... Nós duas “ficamos” por um breve período, isso foi bem diferente de tudo, éramos amigas há muito tempo e basicamente eram só nós, houveram mais amigos só que nenhum tão ligado assim com qualquer uma de nós, conheci um lado novo dela, um lado amável , mas também possessivo, ciumento e irritantemente protetor, um dia... Nós discutimos feio, e quando a coisa acalmou ela me disse “ei! desculpe, acho que eu estraguei tudo, por favor, nós podemos...” antes que ela pudesse terminar eu irritada disse “apenas...vamos esquecer que isso aconteceu e vamos continuar as mesmas de sempre”, sabe... Demorou um tempo, mas nós finalmente voltamos a ser boas amigas, sabe, eu não sei oque faria para ver seu lado sensível mais uma vez, o que não faria para ter calado a minha boca eu não ter sido tão dura com ela. – Lapis diz lacrimejando.

Ela para de chorar quando Peridot a abraça por trás pondo seu rosto contra suas costas.

–Eu sinto muito mesmo! Mas quero que saiba que sempre estarei aqui para apoia-la! –Peridot diz e eu confirmo.

–Se eu poder fazer algo, não precisa hesitar em pedir– Digo apoiando.

–Obrigada...Acho que só preciso de um tempo  –Lapis sussurra agradecida.

Quando decidimos dar um tempo a ela Aquamarine volta a falar, eu e Sugilite vamos na frente nos aproximando do palanque quebrado.

–Bom, parabéns por passarem nesta provação, para a próxima teremos que retornar a floresta do nevoeiro lilás, por favor, todos entrem naquele navio, e não, não contratamos bandidos pra esse, podem descansar sossegados, e sim, é proibido brigas no navio.

–Afinal, como vocês são apenas vinte competidores agora, é a oportunidade perfeita para uma prova diferenciada – Zircon azul surge falando atrás de Aquamarine.

Todas entramos, finalmente podemos descansar, damos um tempo a Lapis para que ela se recuperasse, Sugilite e eu vamos comer algo e Peridot e Lapis ficam observando o mar do lado de fora do navio.


FLASHBACK


POV Narrador.

La estava Lapis mais uma vez, sentada sozinha no refeitório, comendo um hambúrguer feito em casa com um pão praticamente vencido, uma garota toda arrumada de jeans e jaqueta rosa se aproxima e rapidamente toma o sanduiche de sua mão.

–Haha! Não sabia que na escola de freiras deixavam você comer carne. – uma das garotas diz.

–Freira? Olha pra ela, parece mais um morto vivo, um emo ou sei lá! – outra garota também começa a falar.

–Parem com isso! Eu não tenho nada com vocês! Por favor eu só tenho isso pra hoje!

– Lapis pede incansavelmente.

–Fala sério? Estou te fazendo um favor “ô do vestidinho”– a garota diz enquanto joga o lache de Lapis no chão.

–E essa mochila surrada? Com um monte de enfeites disfarçando os buracos? haha–a garota começa a mexer na mochila de Lapis.

Uma mão surge agarrando o braço da garota com força, outra garota de pele alaranjada e mais alta que as duas surge, em seguida as empurra para longe.

–Cretinas! Se tiver algum problema com ela podem falar comigo!

Após isso, as duas garotas que importunavam Lapis saem de lá furiosas.

–Você esta bem?

–Sim e... obrigada– Lapis diz com um brilho nos olhos.

–Que nada! Ta com fome? Pode comer uma parte do meu lanche! Por sorte trouxe porção extra hoje, a proposito meu nome é Jasper! E o seu?

–Lapis...


FIM DO FLASHBACK


POV Lapis Lazuli

O som do mar quase me faz esquecer as lagrimas que deslizavam pelo meu rosto, eu tentava conter a tristeza, mas não adiantava, elas simplesmente continuavam caindo, a lua reflete no mar e em um flash me dou conta de que Peri segurava minha mão e em momento algum ela tinha me deixado, quando ela surgiu, passei tanto tempo com ela que nem me preocupei se Jasper se sentiu abandonada, estou apavorada, parece que só vou ficando mais triste, mas eu gosto da Peri, embora minha amizade com Jasper fosse antiga, eu sempre gostei da Peri, é tão errado assim gostar de alguém?

–Peri... Ta tudo tão difícil, nunca me senti tão perdida, obrigado por estar comigo – dou um forte abraço em Peridot.

–Lapis, já disse que esta tudo bem, pode por tudo pra fora, eu estou aqui com voc–
calo Peri com um rápido beijo, ela se afasta e me encara estática.

–Eu sei que está triste, sei que esta confusa, eu não sabia que vocês duas tinham “ficado” um dia, sei que foi antes de mim e tudo mais... mas agora, não acho que seja certo, vamos superar tudo isso juntas e quando estiver pronta, eu também estarei, e não hesitarei em dizer aquelas três palavras – ela fala me mostrando três dedos e os abaixando um por um.

Não aguento, começo a chorar, dessa vez pra valer, deitada em seu peito abraçando com força, soluçando, drenando minha energia, enquanto Peri acariciava meus cabelos...


1:00 da madrugada

Em um dormitório, estava deitada no colo de Peri que já dormia, Sugilite dormia no canto em um tapete e na outra cama estava Ruby também acordada observando uma janela que tinha lá, mesmo com os olhos ardendo e muito cansada eu simplesmente não conseguia dormir.

–Ruby... – sussurro ainda rouca. – acho que faltam no máximo duas provas, sei que é muito chão ainda, só que... Você ainda não contou o porque de estar aqui.

Ela me olha meio surpresa com minha curiosidade.

– Só lembrando que não precisa dizer se não quiser. – digo sentindo a dor na garganta.

– Há mais ou menos nove meses, descobrir que minha esposa, Sapphire, esta com uma doença incurável e que não restava muito tempo pra ela, eu fiquei devastada, estávamos passando pelo melhor momento de nossas vidas, fazendo um monte de planos, eu simplesmente vi tudo isso desaparecer de uma hora pra outra, foi quando estava em outro dia difícil, e fizeram o anuncio da transmissão desse evento, e lembrei da lumia, do “Chamado da deusa diamante”, Sapphire é tudo pra mim, iriamos fazer tanto juntas, não conseguia me imaginar em uma vida sem ela, então não medir esforços para me preparar e dar tudo de mim agora, posso pedir qualquer coisa, mas, essa é a primeira vez que lutar por um desejo de White Diamond faz algum sentido pra mim, afinal eu nunca fui gananciosa, eu já tinha tudo o que queria, eu tinha ela, meu desejo, não é para minha vida, e sim para a dela, para a nossa vida, tirada de nós... – Ruby diz isso e toda minha tristeza se esvai e se transforma em determinação.

–Isso é tão bonito. – Peri diz isso, nem vi quando ela acordou.

–Sim, é... conte conosco, Ruby...

Ela agradece, após a conversa me sinto melhor, nos deitamos devidamente e temos nosso merecido descanso.

POV


Peridot


Acordo ao escutar o aviso dizendo que chegamos, todas já tinham acordado, menos Lapis, ela devia estar exausta, geralmente ela é quem me acordaria, toco nela suavemente.

–Lapis, nós chegamos, hora de ir. –Digo a acordando.

Saímos dos dormitórios indo para a entrada do navio, todos ficam confusos querendo saber o porquê de voltarmos para o lugar onde começamos, e aquele papo de “prova diferenciada”?

Observo o local, aparentemente voltamos para perto do ginásio do fim da primeira prova, seguimos os sentinelas que nos levam para dentro do mesmo, eles se despedem de nós e outras duas sentinelas chegam, uma delas parecia avoada como se nem soubesse em que planeta estava, já a outra era séria com um olhar mais firme, rubies como nossa Ruby.

–Eu sou Doc e esta é Leggy! Seremos as sentinelas da quarta provação. – a mais séria as apresenta e começa a explicar.

–Para esta prova temos uma coisa especial. –ela começa a explicar enquanto pega uma bola.

–Jogaremos Butball! É fácil, é como jogar basquete e futebol fundidos no mesmo jogo, vocês seguram a bola e as conduzem como no basquete e tentam fazer o gol como no futebol, de perto o gol vale um ponto e atrás da linha do meio vale três pontos, é simples!

–Sabemos oque é Butball! Oque não entendo é
o porquê vocês fazem questão de jogar isso! – Uma ametista grita do meio de todos.

–Sério que você vai reclamar? Antes isso do que ficar se matando com Lagartos de cristal ou vocês, ou bandidos! Bem mais “de boa”.

–Não necessariamente – a sentinela diz com um sorriso malicioso. –Neste jogo é permitido o uso da Lumia! Ou seja, as coisas serão um pouco mais perigosas e consequentemente mais interessantes, não parece tão “de boa” agora não é? Além do mais, o time perdedor terá todos os participantes desclassificados.

A ametista se cala preocupada e Mistral de
braços cruzados e olho fechado solta uma risada cínica.

–Agora se mecham! Formem dois times de 10 Aqueles que não entrarem em nenhum iremos balancear manualmente! Espalhem-se!

Me junto com as outras para decidir oque iriamos fazer, tínhamos que montar um time logo antes que os sentinelas resolvessem nos separar, mas eu já tinha uma ideia só não sei como as outras vão reagir, mas o fato é que precisamos de mais seis jogadores.

– Gente, eu tenho uma ideia de como preencher nosso time, mas já vou avisando, é bem louca... Pensei em chamar a Mistral para o nosso time.

– Tem razão è absurda, de jeito nenhum! E se ela teve algo a ver com o desaparecimento da Jasper? isso esta fora de cogitação! – Lapis exclama irritada.

– Eu so pensei que talve-- – Tento argumentar mas Lapis volta a negar me interrompendo.

– Ela tem razão – Sugilite começa a falar interrompendo Lapis.

– Como pode concordar com essa loucura? – Lapis volta a falar.

– Fala sério? Por que não concordaria? Melhor que ela fique no nosso time do que contra nós, a Peridot esta certa, obviamente vocês já tiveram problemas com ela, então deixa que eu chamo, e vocês tratem de procurar as cinco restantes. – Sugilite termina de falar se distanciando de nós.

– Sugilite espera! – Lapis chama por Sugilite mas é ignorada.

Alguns minutos se passam e conseguimos montar um time, além de nós quatro, Mistral concordou em entrar pra equipe e ajudar na prova, além dela uma garota encapuzada, uma perola azul e outra amarela, uma cornalina grande meio desbotada de cabelos chanel e uma ametista grande de cabelos cumpridos e enrolados.

– Bom, já temos um time formado, então presumo que o outro também esteja, se organizem para começar o jogo! Nos espalhamos pelo campo cada time do seu lado, Ruby e Mistral ficam na frente pela ofensiva, e Lapis e eu logo atrás para reforçar, Sugilite e o resto ficam bem mais atrás pra defender.


POV


Narrador

Leggy Segura a bola pronta para dar inicio a partida, na linha de frente encarando Mistral e Ruby estavam Topaz encarando Mistral com uma intenção destrutiva, junto a ela uma esmeralda com sua pedra no ombro e cabelos lisos e bagunçados, que observa levemente Topaz, ninguém consegue entender se ela esta com receio que Topaz faça alguma besteira ou se esta com medo da própria Mistral, mas ninguém se importa muito, afinal, todos tem motivos para estarem nervosos.

Leggy Lança a bola com força para o alto, saltando para trás enquanto Doc apita iniciando o jogo, com a bola ainda no ar Mistral salta para trás e lança seu cotton candy, os fios grudam na bola e são puxados por ela.

– “Agorra” vamos nos divertir "companheirras" – Diz Mistral empolgada.

Com a bola em mãos Mistral recebe uma pesada investida de esmeralda e Topaz, Lapis usa uma onda feita da água dos seus cilindros para atrapalhar as adversarias, mas a esmeralda salta girando seu corpo e reunindo uma massa de ar que se expande e desfaz a onda de Lapis, nisso Perola Azul e Sugilite avançam até Ruby que ainda se encontrava na posição a frente, no meio do campo onde tinham começado, isso da a Mistral a oportunidade que ela esperava, e lança a bola com força para Sugilite, esta que segura a bola, se impressionando com a força do impacto, as três que estavam na frente avançam no campo.

Vendo que iria se complicar com duas Ametistas Sugilite Lança a Bola para Perola
Azul que ao ver que vai ser atacada por uma spinel azul, a lança para Ruby logo na frente, Ruby não perde tempo e invoca suas manoplas de meteoro e lança a bola com muita foça em direção ao gol, entretanto é interceptada Topaz que estava de volta e troca de Lugar com sua goleira, mas não antes de fazer uma dura investida derrubando Ruby e Perola Azul no processo, e quando se aproxima do gol pouco após a linha do meio, ela invoca seu martelo e com um poderoso golpe ela acerta a bola como se fosse de baseball, ela atravessa o pequeno espaço machucando muito a ametista que estava na defesa, e antes de alcançar a cornalina que estava de goleira, vendo a força incrível do golpe, Mistral se atira no trajeto da bola e tenta para-la com as mãos sendo arrastada por vários metros, ela consegue parar o ataque, após isso é visível a expressão de desprezo no rosto de Topaz, e todas suspiram aliviadas.

Depois de tanta tensão, todos percebem que o tempo praticamente se esgotou, Peridot faz um sinal pedindo tempo, mas Doc diz que não é necessário e que esta na hora de um breve intervalo para discutir estratégias e que elas têm cinco minutos pra isso.

Após isso, elas se reúnem prontas pre decidir um jeito de marcar pelo menos um ponto antes do fim da partida.

– Podemos continuar com as investidas e tentar criar uma brecha, contanto que Mistral fique de goleira podemos investir até marcar. – a ametista comenta brevemente.

– Foi mal “garrotas” mas isso não vai acontecer, por dois motivos, primeiro, não podemos apostar em um plano muito longo, deve direto e eficiente, até por que não temos tempo pra isso, e segundo... – Mistral para de falar mostrando a sua mão esquerda que tinha acabado de ser quebrada, deixando todas apavoradas.

– Além disso meu ombro direito também esta deslocado e os dedos mindinho, anelar e médio da minha mão direita também quebraram, subestimei o ataque dela por isso nem usei Lumia pra tentar para-lo, agora não conseguirei defender outra jogada dessas. – Mistral termina de falar concertando seu ombro deslocado.

Todas ficam tensas, pensativas, então Mistral, após envolver sua mão e dedos quebrados com seu cotton candy diz ter uma ideia.

Após uma breve conversa, Doc chama todos para começar a ultima parte do jogo, ela deixa claro que agora é tudo ou nada e que a ultima equipe que estava com a bola vai começar com a mesma.

Sendo assim o time de Ruby começa com a bola, os times voltam a se encarar, Ruby encara Mistral com um olhar preocupado, temendo
não ser capaz de concluir todas as fases do plano de Mistral.

O jogo começa, Mistral Corre em direção ao campo adversário, enquanto Ruby recua para a metade do Campo aliado concentrando sua energia na luva de meteoro, mais a frente Mistral gira seu corpo e joga a bola em direção a Ruby, de modo que ela fique leve e rápida, ao chegar em sua posição Ruby disfere um golpe na bola com toda a sua força, mandando ela direta ao gol, ao mesmo tempo Mistral corre para o meio de do terreno aliado ficando paralela a Ruby, a força é tão grande que faz as jogadoras do outro time desviarem temendo por suas vidas. Todas saem, exceto Topaz que estava de goleira, ela se mantem firme e com seu martelo usando uma quantidade gigante de Lumia da um golpe incrivelmente poderoso na bola que chega a girar por milésimos de segundo na ponta do martelo, assim devolvendo a bola para o time de Ruby com o dobro de força. Vendo isso Mistral então gruda seu cotton candy nas mão de Ruby, e as duas esticam a rede de fios de uma ponta a outra, a bola se choca contra a rede,
Mistral consegue segurar sua ponta sozinha grudando seus pés no chão com cotton candy e usando sua própria força, Ruby recebe apoio de Sugilite que a ajuda a segurar e de Lapis que congela seus pés no chão formando uma base para que ela não seja arrastada com a força da bola, A rede de cotton candy estica por vários metros, todas manifestam suas auras, devolvendo a bola de volta com o mesmo poder dobrado que Topaz tinha enviado, Todas entram em pânico e fogem do trajeto, Topaz tentar realizar a mesma manobra de antes, mas, desta vez ela é arrastada com tudo e é arremessada junto da bola para dentro do gol.

Ainda há tempo, mas todos do time adversário não conseguem mais reagir, o tempo finalmente se esgota e o time de Ruby vence de três a zero. Mistral se aproxima de Ruby com um sorriso no rosto.

–Você tinha razão, não importa o quão forte alguém seja, ninguém resiste a própria
força. – Ruby diz a Mistral, mesmo que de modo indireto, tentando agradecer pela ajuda.

– Deixe disso cher* (querida*) foi um trabalho de equipe, mas, quem sabe depois eu te deixe me agradecer... – Mistral fala de um jeito malicioso enquanto se afasta e manda um beijo para Ruby.

Se passam algumas horas, Doc e Leggy se despedem e outras sentinelas aparecem, sendo elas Aquamarine que esta de volta e Spinel vermelha.


POV


Ruby

A nova sentinela, Spinel, começa a explicar que White Diamond só realiza 5 desejos por evento um para cada 5 pessoas diferentes, e mais um ontem de coisa que estávamos
cansadas de saber, mas veio o problema.

–Primeiramente, parabéns pelo desempenho na ultima prova, por se tratar de um time de dez pessoas obviamente metade de vocês devem ser eliminados, então sejam bem vindos a ultima provação do “Chamado da deusa diamante”, funcionará de um modo simples, com os nomes dos integrantes de cada time, fizemos uma chaves com lutas de um contra um, como o outro time perdeu não precisamos mais dessa – Spinel diz jogando o papel com as lutas do outro time fora.

Todas ficam apreensivas mais uma vez, naquele ponto estava difícil digerir a ideia de nos enfrentarmos novamente.

– As regras são simples, o uso de Lumia é permitido, mas é proibido matar o adversário, a luta só acaba quanto um dos dois adversários desistir, intervenções externas são proibidas, a violação dessas regras resultará em eliminação automática dos participantes que as violarem, agora vamos a primeira luta... – Spinel termina de falar revelando os primeiros nomes das chaves.

.

.

.

– Prova final! Primeira Luta! : Peridot vs Mistral.

FLASHBACK


POV Narrador

Largadas no sofá Lapis e Peridot assistiam sua série favorita “Acampamento dos corações amorosos” de modo que já estava virando rotina das duas irem para casa uma da outra.

– Fala sério Percy, vocês são tão perfeitos um para o outro! – Peridot diz indignada.

– Desse jeito vai acordar os vizinhos. – Lapis responde massageando os pés de Peridot.

– Fala sério Lapis, por que as pessoas desperdiçam as oportunidades assim? Fácil?  Será o orgulho? Vergonha? Tudo isso pode ser superado por uma simples “eu-amo-você!”, poxa é triste por isso fico inconformada. – Peridot diz bocejando.

– Às vezes pode não ser tão simples, tipo tem todo aquele lance da aceitação pela outra pessoa e por si mesma.

– Hehe... acho que alguém tá entendendo demais da coisa toda... ta “xonadinha” é? – Peridot fala enquanto faz uma voz sínica provocando Lapis que estava com o rosto corado.

– C-Cala a boca idiota!

– Oh coraçãozinho! Por que você não tenta vir me calar!? – Peridot provoca Lapis outra vez segurando uma almofada perto de si.

As duas começam a bater uma na outra até que almofada de Peridot rasga e algodão voa se espalhando pela sala.

– Droga! Foi mal, deixa que eu arrumo e costuro pra você¬ – Peridot diz cansada enquanto levanta.

– Sem problema, mas se você quer mesmo arrumar isso, essa eu pago pra ver! – Lapis diz provocando Peridot.

– Idiota eu não devia era fazer nada! – Peridot responde Juntando o algodão.

– Vocês ai calem a boca, mas que droga!

As duas ouvem o vizinho berrar, e sorriem uma pra outra envergonhadas.


FIM DO FLASHBACK


POV Peridot

Os nomes ecoaram pelo grande ginásio, Spinel diz para o resto se dirigir ate uma sala com uma grande janela de vidro para assistir e aguardar sua vez enquanto Aquamarine os supervisiona, eu não podia acreditar, logo a Mistral, era muito azar, engulo no seco e começo a caminhar em direção ao centro do ginásio.

– Espere! Por favor, não vá! Por favor, não quero que— Lapis começa a falar agarrando meu braço e eu rapidamente a interrompo.

–Vai ficar tudo bem, sério! – digo acalmando Lapis – Eu já vi duas de suas habilidades, sem falar que ela deslocou o ombro e esta com praticamente duas mãos quebradas.

–Mesmo assim não vale a pena! Não precisa provar nada! Só quero sair daqui com você, enquanto ao desejo, haverá outras oportunid—

– Não é nada disso! Quem é você pra dizer o que devo fazer!? Não é sua decisão! Eu posso decidir por mim mesma! Além de tudo ela já viu as habilidades de todas vocês! Menos a minha, sim é difícil de usar! Mas, eu sei que ela se orgulha da própria força, ela subestima todo mundo, foi assim que acabou machucada, e não tem ninguém que ela subestime mais do que eu, e disso ela vai se arrepender! Então se tem alguma chance de eu vencer, por menor que seja eu tenho o dever de bater de frente e fazer com que nosso esforço não tenha sido em vão.

Lapis me encarou calada, nunca tinha falado daquele jeito com ela antes, parecia chocada com minha atitude, ela abaixou a cabeça, podia vê-la mordendo os lábios, tensa demais para dizer algo, ela me abraçou com muita força e disse baixo no meu ouvido.

– Por favor, ela é louca, se tem alguém aqui que mataria mesmo com regras é ela, apenas me prometa... Que não vai se arriscar, e vai voltar.

– Eu juro – digo desfazendo o abraço, solto Lapis indo em direção ao centro.

Encaro Mistral que já me esperava, olho mais uma vez em direção a sala de espera, vejo Lapis, Ruby e Sugilite tensas, torcendo por mim, Spinel pergunta se entendemos as regras, confirmamos, então ela se afasta, fico de frente com Mistral, apenas a alguns poucos metros, Spinel finalmente solta um grito dizendo para começarmos.

Reúno o máximo de lumia que consigo, e avanço nela assim que a sentinela libera a luta, e acerto um soco no rosto de Mistral, ela nem tentou se esquivar ou se proteger, usou apenas lumia para cobrir seu corpo, como eu pensei, esta me testando, me subestimando, acerto mais dois socos no rosto dela e me afasto, minhas mãos latejaram, bater nela é como socar uma parece de concreto com as mão nuas, mesmo com ela machucada, se a luta se estender demais vou ficar em apuros.

– Hmpf! “Garrota!” – meu pensamentos são cortados quando Mistral começa a falar. –Eu sei que estou ferrada e tal, mas isso não importa, sejamos realistas, não tem qualquer chance de você me vencer, e não adianta me chamar de desumilde ou arrogante, se esse fosse o caso eu teria partido pra cima como você fez, por que não desiste logo? – ela diz de forma calma, quase como se estivesse entediada.

Tenho que admitir, nem consigo sentir mais medo, só raiva, a pior coisa é alguém arrogante achar que não é, mas, por mais frustrante que seja, eu não tenho chance de vencê-la, não em um embate direto com corpo-a-corpo, só nessa primeira investida, mesmo com só eu batendo e ela não fazendo nada, eu acabei mais machucada do que ela, minhas mãos já estavam com marcações roxas naquele ponto.

Bom não há oque fazer, hora de revelar minha técnica.

–Você não sabe de nada! – digo puxando um pequeno bloco de notas do bolso, Mistral me olhava confusa, começo a escrever o mais rápido possível nele.

– este é o “rascunho de projeto”, minha técnica lumia, escrevendo formulas matemáticas, químicas e físicas além de desenhos quando necessário posso materializar coisas de que preciso desde que eu saiba como fazer, é bem pratico na verdade, por exemplo... – Escrevo uma formula energética fazendo o papel pegar fogo.

–Entendi, quer dizer que se você souber como fazer, e projetar um revolver e as balas por exemplo, eles se materializam e você terá uma arma novinha em folha pronta pra atirar na minha cara? – Mistral pergunta como se pedisse confirmação pra ver se realmente tinha entendido.

–você simplificou bastante, mas é por aí mesmo– digo pra ela, esta que não perde tempo e faz outra observação mantendo sua postura relaxada de braços cruzados.

–ainda sim, como acha que vai me vencer com isso? Admito que foi uma escolha de habilidade bem engenhosa e criativa, mas ainda sim, como espera fazer tudo isso enquanto me evita e luta? Além do mais, uma coisa tão poderosa assim deve ter condições extremas, presumo que qualquer erro misero de calculo e tudo que você fez vai por agua abaixo. – ela deduziu bem, parecendo realmente impressionada, mas o “Rascunho” esta longe de ser minha maior arma.

Estendo minha mão direita, concentro toda minha lumia nela, a forma quadrada e pesada enfim surge brilhante em minha mão, um livro muito especial um guia para minha vitória contra Mistral, naquele momento não só estaria revelando meu maior trunfo como também sentia um alivio imenso, afinal eu percebera que Mistral sabia menos sobre mim do que até eu podia imaginar.

– Este é o “livro de projetos”, como você disse não importa o quão inteligente e rápida eu fosse é impossível fazer tudo isso e vencer uma luta, então fiz um complemento, algo pra garantir, neste livro eu posso armazenar projetos já prontos para uso, sem eu precisar ficar projetando.

Mistral sai de sua posição relaxada, parecendo esta me levando mais a sério agora, ela estava sorrindo que nem uma maníaca, parece que ficou afim de lutar.

–oui oui, cher “parrece” que não é tão indefesa assim, “agorra” vou me divertir.

Ela arregala o olho quando materializo meu primeiro projeto, claro que omiti algumas coisas como o tempo de uma materialização para outra entre outras fraquezas, bom, acho que ela não precisa saber disso, minha criação, um robô de mármore recheado de lumia, se projeta do livro.

–Este é um robonoid cinzento, ou robonoid de ataque, parece inofensivo, mas esta pequena esfera de quatro patas consegue levantar um tanque de guerra de uma tonelada.

Comando para que ele ataque Mistral, ele salta em sua direção, e acerta ela com uma pata, o impacto solta um som auto e estrondoso, fazendo Mistral ser arrastada quando a mesma se protege do golpe, o robonoid ataca de novo, mas é chutado para longe e se quebra com a força dela.

–Brinquedo “interressante” cher mas ainda sim—
Mistral para de falar quando começo a materializar mais robonoids um a um.


POV Mistral

Apesar de não contar com uma proteção muito significante de lumia, o tal robonoid era mais pesado e poderoso do que aparentava, o estranho é que as coisas não pareciam ser feitas de aço nem nada do tipo, e sim de mármore, acho que a subestimei, não esperava que ela materializasse tantos, vinte robonoids rapidamente viraram cinquenta, embora possa destruí-los facilmente, se eles conseguirem se juntar em cima de mim posso ficar em apuros, não posso permitir que isso aconteça.

Ela da uma ordem, e uma massa dessas coisas vem pra cima de mim, ela não vai me matar por causa das regras, na verdade duvido que ela fizesse isso mesmo sem regras, mas isso não significa que ela não pretenda me machucar bastante, ainda mais depois de Opal e os Spades levarem a amiga dela, com certeza elas não só devem estar abaladas como devem estar com sangue nos olhos pra arrancar minha pele.

Salto pra trás tentando ao máximo evitar ser envolvida pela quantidade maçante de robonoids, conforme se aproximam, consigo nocauteá-los um por vez, era simples, se conseguisse manter o ritmo eles nunca iriam me alcançar, muito menos me cercar assim, era questão de tempo até que eu acabasse com todos. Dou um grande salto e os bichos pulam junto me seguindo, começo a chuta-los de volta pra baixo fazendo um bater no outro, desta forma consigo atordoar alguns e eliminar outros, com louvor consigo eliminar todos assim que chego ao chão, sobra apenas mais um, este em que piso o esmagando de vez, dele sai algo gosmento, fico surpresa, mas nem me importo olho pra frente para encarar a garota Peridot.

–Mas que merda é essa? – não consigo segurar o comentário, ao olhar para ela de novo vejo que ela já tinha materializado pelo menos 400 Robonoids.

Como de não bastasse ela agora estava trajando uma roupa diferente, nem percebi quando ela tinha mudado, parecia ser feita de uma camada de mármore assim como os robonoids, devia esta cheia de lumia também, agora a chance de eu acabar cercada aumentaram drasticamente.

– Parabéns cher você é um problema maior do que imaginei.

Ela me encara com um olhar sério, eu a encaro de volta e noto mais um novo problema para a minha coleção, dois grupos de robonoids diferentes dos outros, agora além dos cinzentos tinham uns um pouco menores de cor amarelo esverdeado, e uns pretos com fortes detalhes em vermelho.

Meu coração começou a bater forte, não podia acreditar, que de todas as quatro, ela foi a que mais me deixou excitada até agora, fala sério, nem com a pequena de pele avermelhada tinha me deixado tão animada.

Ela da uma ordem, e a onda gigante de robôs vem pra cima de mim, começo a desferir golpes freneticamente, quebrando vários deles, estava tão animada com o embate que quando me dei por conta já estava batendo neles por vários segundos e o numero não diminuía, não só por que eram muitos, mas tinha alguma coisa errada, não posso mata-la, mas se eu puder tirar o livro da mão dela, destruí-lo talvez faça eles pararem, o problema é chegar nela desse jeito, sem falar que invocar e jogar uma das minhas jack jack bombs  com as mãos ferradas tá uma droga, e pra completar eu não sei quantos mais ela pode materializar.

Continuo correndo e evitando os robôs, tinha algo que não me saia da cabeça, os dois grupos diferentes não estavam atacando, olho de canto por cima de meus ombros, e descubro qual era o problema, os robôs esverdeados soltavam um liquido gosmento parecido com oque eu tinha pisoteado antes, e ao fazer isso o robô caído se reerguia e voltava pra luta, eu estive enxugando gelo o tempo todo, eu tinha que destruir os esverdeados antes dos outros ou era inútil, o problema é que naquela altura, estava impossível alcança-los sem passar pelos cinzentos, e pra piorar ainda tinham aqueles pretos que estavam espalhados, porém nem se mexiam, realmente, ela deve ser bem frágil, simplesmente ela pensou em tudo, construiu um cenário onde pode atacar e se defender sem fraquejar, bom, vou aceitar o desafio.

Começo a me preparar para uma investida brutal, mas todos os meus pensamentos são interrompidos quando sinto algo atingir minhas costas, era um robonoid, olho pra trás e vejo que vários deles conseguiram dar a volta em mim, "droga!" Pensei, fiquei tão concentrada em correr e mantê-los longe e em meu campo de visão que nem considerei que ela estava movendo outro “esquadrão” por trás, e de fato, vários deles estavam dando a volta em mim, eles começam a me cercar a avançar loucamente em mim, decido então jogar o cotton candy no teto, mas antes de fazer isso acabo sendo alcançada por um robonoid preto, este que explode bem perto, coisa de 4 metros, e me arremessa contra a parede, foi tão potente que eu podia comparar com dois ou três explosivos TNT amarrados juntos.

Ao tentar me recompor vários cinzentos pulam em mim, a essa altura eles já estavam muito espalhados pelo ginásio de um jeito que eu não poderia evitar ficar cercada em solo, reparo que vários cinzentos acabaram muito danificados pela explosão, "bom na verdade eu também acabei" pensei, e como esperado os pretos não podem ser concertados,  considerando que tem ao menos uns 80 desses, isso equivale a umas 240 TNTs, definitivamente eu vou estar muito ferrada se for cercada por eles, eu decido então que definitivamente preciso ir pro teto e tentar usar as minhas bombas nos pretos, sou atacada por todas as direções mas consigo saltar entre eles, e apesar de tudo consigo jogar meu cotton candy  no teto, me puxo com tudo e subo, mas sou surpreendida por vários robonoids que caiam do teto, “claro” pensei, era obvio que ela colocara essas pragas em lugares onde os outros seriam despistados, subestimei demais ela e sua inteligência.

Sou recebida pelos robonoids do teto com uma chuva de golpes, era como receber uma “metralhadora de porrada” começo a entrar em queda livre enquanto os robôs me batiam, eu queria evitar o solo a todo custo, “to ferrada”  era a única coisa na minha cabeça, ao olhar pra baixo vi centenas de robôs correndo em direção a minha queda, a maior parte de cinzentos abria espaços para os pretos, dessa vez vieram praticamente todos pra cima  de mim, “deve ser seu golpe final” pensei, comecei então a jorrar fios do cotton candy e me enrolar como uma borboleta.


POV Peridot

Estava eufórica, vendo Mistral despencar, não queria cometer nenhum vacilo, já tinha usado 500 paginas do livro, simplesmente tinha praticamente esgotado meus recursos, decido mandar todos os robonoids explosivos para sua posição com a ordem de detonação, e antes mesmo de Mistral sequer chegar ao chão, os robôs pulam e detonam em cima da mesma.

A explosão abre um buraco no chão, era meu ataque mais poderoso, destruio cerca de 97% dos robonoids, me preocupo, por mais improvável que fosse, mas me preocupo se aquilo pudesse tê-la matado, não sou assassina, mas sabia que não seria qualquer coisa que nocautearia.

O ensurdecimento por causa do barulho começa a passar, os estilhaços de robôs param de cair e a fumaça aos poucos vai se dissipando, caio de joelhos, não sabia ainda o resultado, mas ao menos sabia que tinha acabado.

A fumaceira se desfaz revelando Mistral engatinhando se recompondo, quase não acredito no que vejo, aquele cheiro adocicado de sua lumia impregnava o lugar, e em alguns instantes lá estava ela de pé mais uma vez, de cabeça baixa, me levanto rapidamente para encara-la, mesmo que ela se cobrisse com lumia ou até mesmo com seus fios doces era impossível ela não ter sido nocauteada, a menos que eu tivesse perdido algo.

Ela levanta o rosto e posso ouvir daqui que todos ficam em choque e muito surpresos, simplesmente seu rosto e algumas partes dos braços e pernas, estavam rachados como se ela fosse feita de porcelana.

– Parabéns cher a partir de agora tens meu respeito, apesar de não ser tão forte é esperta o bastante para me dar uma surra, esta habilidade é o "Quebra-queixo", uma dura camada doce que me protege caso eu não consiga com o cotton candy, eu realmente te parabenizo por ter me forçado a usa-la – ela diz em um tom medonho enquanto se aproxima de mim desfilando.

Rapidamente ordeno que os robonoids de ataque restantes voltem e que os de cura concertem quantos puderem. Mas... Mistral rapidamente gruda seus fios doces nos de cura e os usa como bolas de demolição para destruir o resto, me deixando sem nenhum, rapidamente invoco duas luvas elétricas do livro e invisto contra Mistral.


POV Ruby

Depois do choque que foi ver Mistral pronta pra briga novamente, Peridot tira de seu livro oque pareciam ser duas luvas, e com elas em mão ela investe com tudo em Mistral, mas, ao tentar golpeá-la Mistral segura sua mão, é possível ver faíscas saindo da luva, Peridot cai no chão ao ser atingida por uma cotovelada no rosto, já no chão ela leva um chute na barriga, dava pra ouvir os gritos dela de dor, Lapis bate no vidro com uma expressão tensa, quase lacrimejando.

Peridot se levanta com dificuldade, sua roupa especial já se quebrara em varias partes, ela tenta golpear Mistral novamente, mas em vão, Ela se defende e torce o braço de Peridot possivelmente o quebrando junto da luva, outro grito ecoa pelo ginásio, além disso, ela ainda leva um golpe no rosto com as costas da mão de Mistral, e uma joelhada na barriga a fazendo cuspir muito sangue, a cena é tão violenta que até as sentinelas fazem careta e viram os rostos para não intervir, Peridot tenta inutilmente se manter de pé, mas cai ajoelhada de frente pra Mistral, esta que chuta o rosto dela espalhando o resto de sangue no chão, Lapis a essa altura tentara sair da sala para intervir, mas é impedida por Aquamarine, enquanto eu e Sugilite tentamos acalma-la a expressão de raiva em seu rosto era clara, ela mordia profundamente os lábios até que gotas de sangue surgissem, agoniada por ver Peridot daquele jeito.

No chão Peridot se rastejava enquanto era encarada por Mistral, ela conseguiu se virar em nossa direção,


POV Lapis Lazuli

Não estava aguentando mais, ela se virou para nós, levantou levemente à cabeça, seus olhos ficaram visíveis e se encontravam com os meus, ela os fechou devagar e levantou três dedos já ensanguentados pra mim e os abaixou bem devagar, naquele momento eu lembrara do que ela me disse a muito tempo atrás, das três palavras.


“EU-AMO-VOCÊ”


Minha garganta dói muito, e as lagrimas voltam a escorrer pelo meu rosto.

.
.

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De repente uma frase ecoa no lugar

–EU...DESISTO!     

POV Lapis Lazuli

“Eu desisto”, todos ficam surpresos, esperávamos qualquer coisa, menos ouvir Mistral falando aquilo, é um monstro sem coração, ela nunca se importou em lutar com Peridot ou com o desejo, só estava brincando conosco o tempo todo, eu a odeio tanto, ela vai sofrer por isso.

– Você esta certa disso? – a sentinela Spinel pergunta querendo uma confirmação.

– oui* (*sim) essa luta já se estendeu demais, e sabe-se lá quando ela vai acordar ou desistir, eu desisto sim – Mistral diz, e a sentinela a manda ir para a sala de espera onde estávamos.

–Mistral desistiu, sendo assim a vitória é de Peridot! – Spinel diz e imediatamente chama os paramédicos.

Saio correndo da sala para ver Peri, chego até onde ela esta caída, mas uma paramédica, uma perola verde diz que é melhor eu não ficar perto, ela estava tão machucada, a perola explica que ela esta muito ferida, mas que vai sobreviver, porém vai passar um longo tempo no hospital, ela pode fazer seu desejo assim que se recuperar.

Meu coração estava completamente quebrado, ela parecia tão frágil e delicada, o seu nariz, braço, costela estavam quebrados, as ouvi dizerem que teriam que remove-la logo dali pra tratar as hemorragias internas causadas provavelmente pelas costelas quebradas, lembrei das joelhadas e chutes que ela tinha levado ali, comecei a me enfurecer, oque eu mais queria era ver Mistral em um estado muito pior.

As sentinelas mandam todas prestarem atenção para a próxima chamada, olho por cima dos ombros e as vejo levando Peri para a ala de tratamento que a equipe do evento mantinha, elas removem a fita que escondia os nomes da próxima luta.

–Sugilite vs Opal! – a Spinel chama, e eu volto para a sala de espera.


POV Ruby

Quando volta pra sala tento confortar Lapis, mas ela parecia inconsolável, ela encara Mistral que estava completamente recuperada, as rachaduras tinham sumido provavelmente ela concertou o tal quebra queixo, ela estava tranquila, como se nada tivesse acontecido, apenas esperando pra ver a luta. Digo a Lapis para não dar atenção a ela, pois esta estava só provocando.

Fiquei tão concentrada em Lapis que nem prestei atenção, Sugilite era a próxima, ela parecia preocupada.

–Não pode ser– ela comenta baixo, mas pude ouvir.

Ela vai pro ginásio que já estava bem quebrado, fica de frente com a tal Opal, este era o nome da garota que estava sempre encapuzada, a sentinela libera a luta.

Elas não fazem nada, até que Opal começa a falar.

– Ola Sugi, aproveitando a viajem? – Opal diz com uma voz calma e serena, tirando o capuz.

–Irmã!? – Sugilite exclama e lembro que ela tinha problemas com a família, aquele cenário não estava bom.

–Oque faz aqui!? –Sugilite pergunta nervosa

–Não é obvio? Estou cuidando de você maninha, nossa família sempre apoia uns aos outros.

–Bom, não era esse tipo de apoio que eu precisava, eu sei me virar sozinha!

–Não! Você não de sabe droga alguma! Oque espera conseguir disso aqui? Fama? Fortuna? Isso tudo nossa família já tem!

–Eu não sou uma mercenária! – Sugilite diz invocando seu mangual destruindo mais um pedaço do piso.

–Você não vai conseguir nada! Agora deixa de teimosia, vamos voltar, uma boa conversa com nossa mãe vai clarear sua cabeça imatura, ande logo ou eu vou leva-la a força – Opal diz invocando um arco, ela o abaixa e ao puxar a linha uma flecha se forma.

–Não seja tola, você não pode me derrotar Sugi!

A tensão aumenta, Sugilite abaixa a cabeça e rapidamente a levanta pronta pra atacar, Opal puxa mais um pouco a linha e a flecha se enche de energia... Sugilite olha pra ela desfaz o mangual.

–Sim, eu vou com você... – Sugilite fala triste, parecia aterrorizada, mesmo com tudo que ela me ensinou, nem ela pode resistir a Opal, seria ela tão terrível assim?

Não conseguia acreditar, Sugilite, derrotada, sem qualquer reação, Opal sorri levemente e desfaz o arco.

–Viu? Não é tão ruim, você não precisa de amigos, nem de namoricos, você sempre vai ter a mim, nossa irmã e a mamãe – Opal diz sorrindo acariciando o rosto triste de Sugilite.

Opal diz que é hora de ir, a sentinela não entende nada, Sugilite me encara por cima dos ombros, pude ver seu olhar triste e impotente. Spinel declara a luta como anulada parecendo esta mais decepcionada do que confusa.

–Sugi... – deixo escapar.

–Oque houve? – Lapis pergunta.

–Não sei ao certo, algo com a família dela.

Spinel, rapidamente puxa os nome da próxima luta, aparentemente eles estão buscando agradar os investidores, por isso a decepção, temos que lembrar que além de fazer por merecer o desejo, isso tudo se trata de um grande evento que alguns sádicos estúpidos gostam de assistir.

–Ruby vs Lapis Lazuli!! – ela fala, e um frio sobe pela minha espinha.

Olho para o lado e encaro Lapis, ela me encara e da um leve sorriso. Nós saímos da sala, ando em direção a sentinela, não quero lutar com Lapis, mas já havia considerado a possibilidade de lutar contra uma companheira, nesse caso, devo pensar somente em Sapphire e em mais nada, pararamos de frente uma pra outra, em frente a sentinela.

–Prontas? Comessem! – Spinel berra entusiasmada, talvez ela quisesse inspirar nós a avançar uma na outra na hora.

– Eu desisto! – Lapis diz quebrando qualquer clima.

–OQUE???! – Spinel nem consegue disfarçar a frustração.

–Lapiz... você... – Digo atordoada.

–Isso mesmo, eu desisto, Ruby, não se culpe, se lembra? Deixamos claro no começo, Pelo menos uma de nós três tinha que conseguir, e Peridot conseguiu, além do mais, depois de ouvir sua historia, eu e Peri concordamos que se chegássemos em um ponto como esse nós daríamos a vitória pra você, nenhuma casa ou quantia em dinheiro que poderíamos pedir seria grandiosa o bastante para se comparar ao seu desejo. –Lapis termina de falar, Spinel e Aquamarine pareciam nervosas, em seguida ela volta a falar complementando.

–Provavelmente Peridot insistiu em enfrentar Mistral pois achou que possivelmente eu enfrentaria você, então ela resistiu a dor para conquistar nosso desejo e o seu também, no fim ela estava certa o tempo todo – Lapis para de falar, imediatamente caio de joelhos.

–Bom então a vencedora é Ruby!! – Spinel enfim anuncia minha vitória.

Meu coração batia forte demais. O nó na garganta era insuportável, começo a chorar ali mesmo, eu consegui, me arrisquei e agora podia salvar Sapphire, algo que pra qualquer medico seria impossível, nunca serei grata o suficiente a Peridot, Lapis e Jasper.

Lapis me ajuda a levantar e me abraça, dizendo que esta tudo bem, pois nós conseguimos. As lutas continuaram, com a Cornalina sendo derrotada por Perola amarela, não assisti, fiquei o resto do tempo esperando as lutas acabarem junto de Lapis, ouvi dizer que essa foi bem brigada, e a ametista grandona do nosso time derrotou Perola azul. Sendo assim, tinham 4 vencedores para fazer os pedidos, eu, Peridot, a ametista e a Perola amarela, por causa da luta de Sugilite que foi anulada faltava um desejo, então as sentinelas decidiram sortear dois nomes entre os desistentes para uma luta extra, assim tendo mais um vencedor.

Spinel volta com os nomes, a tensão voltava a tomar conta do ginásio, já era final de tarde, todas estavam apreensivas, sedentas por uma nova chance apesar do cansaço.

–Ultima luta! (bônus): Mistral vs Lapis Lazuli.

Ao ouvir isso, Lapis volta a se enfurecer, parecia ser tudo oque ela queria ouvir, claramente eles não sortearam droga nenhuma, afinal eram os dois nomes mais interessante dentre todos os restantes. Não perco tempo e agarro o pulso de Lapis que já estava se dirigindo pro centro do ginásio.

–Por favor Lapis, eu sei que esta com raiva mas não tem por que se arriscar, desista e vamos embora, assim Mistral ganha seu desejo e ninguém mais tem de passar por isso! – tento argumentar mas ela ignora.

–Ela não merece nenhum desejo, não merece nada, merece apenas sofrer pelo que fez, por ser quem é, se ficar muito arriscado eu juro que desisto, mas não posso simplesmente dar as costas agora, vou dar uma surra nela! – após dizer isso Lapis vai confrontar Mistral.

Spinel da inicio a luta, Lapis libera seus cilindros cheios de água, faz cerca de 6 chicotes d’água e ataca freneticamente Mistral em uma velocidade incrível, mas esta desvia em uma velocidade igualmente impressionante, Lapis faz uma onda tentando envolver e congelar Mistral mas a onda se desfaz quando uma Bomba de Mistral explode. Lapis tenta juntar a água novamente, mas Mistral rapidamente segura suas mãos, e as gruda uma na outra com o cotton candy e envolve todo seu torço a imobilizando, pela feição de Lapis ela viu que estava em apuros e quando ela tentou dizer algo, provavelmente que ia desistir a rival tampou sua boca com a mão e falou algo em seu ouvido que não pude escutar ou ler labialmente.

Mistral solta Lapis, a mesma a encara, parecendo confusa e emocionada ao mesmo tempo, não dava pra entender.

–Eu desisto! – Mistral desiste uma vez mais, e Spinel volta a ficar frustrada e confusa.

–A vencedora é Lapis Lazuli! – Spinel anuncia a vitória de Lapis e todos ficam confusos.

Todos os vencedores são convocados para o centro, nem tenho tempo de perguntar a Lapis oque houvera ocorrido, somos parabenizadas, Aquamarine explica que cada uma de nós ali tem direito a um desejo de White Diamond, e que para receber o desejo seriamos encaminhadas para outra cidade onde ficava o palácio de White, entramos em um navio, onde recebemos um monte de mimos, banhos quentes, até spa, roupas de marca, muito luxuoso, fizemos algumas entrevistas também, mas nada lá muito interessante, não parava de pensar em Sapphire, em deitar novamente em seu colo, eu mal me lembrava oque era uma cama, mas me lembrava de seu colo e do carinho na cabeça, quando não estava pensando nela, eu pensava em Lapis, que desde que embarcamos só a vi uma vez, ela disse que ficaria na ala medica do luxuoso navio acompanhando Peridot... Eu queria saber como Sapphire estava depois de tudo isso.


POV Lapis Lazuli.

–Hey Lazuli – acordo com uma voz rouca e baixa falando perto de mim.

Era Peridot, muito fraca, mas finalmente acordada, ela estava cheia de curativos e gesso no braço, levanto da cabeceira da cama onde peguei no sono.

–como se sente?

– Como se tivesse sido atropelada por um caminhão de doces... Cedo demais pra piadas?
– ela diz com a voz muito rouca.

– eu sinto tanto, não queria que isso tivesse acontecido. – digo lamentando.

–Como é que eu fui? – ela pergunta quase desmaiando de cansaço.

–Você foi incrível, a melhor de nós, eu... Estava errada quanto a você, desculpe.

–hey... Não precisa se desculpar, eu também gosto de você, eu também me preocupo. – ela diz pegando minha mão.

– Ruby conseguiu seu desejo?

–Sim, depois que você foi declarada vencedora, Ruby e eu iriamos lutar e eu segui nosso combinado.

–Isso é bom... Sim é, Lazuli eu preciso descansar um pouco... Obrigado, por estar aqui comigo. – ela fala de um jeito muito cansado, segurando minha mão e adormecendo rapidamente.

Encosto minha cabeça nela segurando sua mão, adormecendo junto dela.


6 horas depois


POV Ruby

Finalmente chegamos a cidade de Cristal Colony, Lar de White Diamond, um carro branco, grande e luxuoso nos busca. Chegando no palácio somos deixadas em um grande salão branco, nele estavam eu, Lapis, Perola amarela e a ametista, todas vestidas de forma elegante, eu estava com um longo e lindo vestido preto, e Lapis com um lilás bem escuro que parecia da mesma marca mudando poucos detalhes. Na sala havia uma grande cortina branca cobrindo uma porta gigante, provavelmente os aposentos de White, a porta se abre, e um a um somos chamadas, a primeira é a perola, em seguida Lapis e logo depois a ametista. Só entrava uma por vez, então tínhamos de esperar, durante a espera abraço Lapis mais uma vez agradecendo pela ajuda, nisso sou finalmente chamada.

Entro através da gigantesca porta, e me deparo com uma figura gigante, ela era linda, e passava uma forte sensação de poder, não era atoa que tinha um status de deusa.

“Por que fez tudo isso? Oque deseja tão profundamente para ir tão longe?” essas palavras ecoaram na minha cabeça, com uma voz que eu nunca ouvira antes, não tenho duvidas, era ela, acho no fim não desejamos com palavras e sim com o coração.

Lagrimas escorriam pelo meu rosto lembrando de Sapphire, “por favor cure-a” pensei desejando, a deusa então me levou em um tipo de projeção astral para dentro de minha casa na colina, eram 6:00 da manhã, havia uma paz muito reconfortante, ela me mostrava Rose dormindo no sofá exausta, e finalmente Sapphire, parecia que eu não a via já faziam séculos, o lindo azul de sua pele estava desbotado, ela sempre se mexia muito durante o sono por causa das dores, White tocou sua testa, senti uma paz profunda como se todas as manhãs mais lindas e tranquilas de minha vida estivessem no mesmo lugar, Sapphire parou de se mexer e se contorcer e deu um suspiro profundo enquanto sua pele recuperava as cores, seu rosto ficou corado com um rosado revigorante para quem visse e ela continuou dormindo profundamente, tranquila como não fazia a anos, White então me encara estendendo sua mão mostrando uma borboleta preta e roxa, como se mal que estava assolando a vida de Sapphire tivesse tomado forma, então o bicho se dissolveu em estrelas.

–Obrigado – Digo me sentindo mais leve e em paz do que nunca.

Ao regressar da projeção, White já não estava mais lá, saio dos aposentos e vejo Lapis abraçada com Peridot que estava totalmente recuperada, “o desejo de Lapis” pensei, uma recuperação tão perfeita em tão pouco tempo.

Elas me vêem, corro na direção delas dando um forte abraço nas duas ao mesmo tempo.


11 Horas depois



volto ao luxuoso navio no porto onde tínhamos chegado, era a tarde mais bonita em muito tempo, não fazia calor e o céu esta bem alaranjado com muitas nuvens.

–Não pode mesmo ficar? Poderíamos ir juntas – Peridot questiona.

Peridot e Lapis teriam que ficar pelo menos mais dois dias por causa do desejo de Peridot.

–Não, foi mal, quanto antes eu for melhor, preciso mesmo voltar pra casa e esse navio vai parar muito perto, não posso perder, mas vocês já sabem onde me encontrar, sem falar que tenho seus números pra qualquer caso.

–Entendo, mas sem drama, logo alcançamos você –  Peridot diz sorrindo levemente.

–Obrigado por tudo Ruby – Lapis diz com um leve sorriso, e eu correspondo.

O navio soa uma buzina, avisando a partida, me despeço das duas, dou tchau e as observo correspondendo a despedida conforme o Navio se afasta.


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Suvival instinct PROLOGO.


RECOMEÇO


POV Ruby

Finalmente o ultimo navio atraca, desço e começo a caminhar, ando por uma hora, o tempo simplesmente não passava e cada metro parecia um quilometro subo a escadaria de madeira que da pro inicio da colina que já cheirava como lar, o vento fresco contra meu rosto me acalmava aos poucos, subo a trilha que leva até a porta de minha casa, quando olho pra cima vejo ela, parada me encarando, seu rosto fica corado e cheio de vida como nunca antes ficara.

–Ruby!! – ela exclama me arrepiando fazendo meu coração bater forte.

Sapphire Corre em minha direção, estava tão linda, tão cheia de vida, segurando seu vestido para não tropeçar, ela salta e a recebo com um forte abraço, caímos juntas no gramado macio saindo da trilha. Abraço ela com toda a minha paixão, nada mais importava, o cansaço da viagem, ou os machucados das provas, nada.

Eramos só eu e ela.

Deitadas na grama ela afasta seu rosto para me encarar, seu olho brilhava tão linda quanto no dia em que a conheci, não dizemos nada, apenas ficamos lá. Ela se aproxima do meu rosto me lembrando que tudo aquilo valeu a pena, me beijando com os únicos lábios que eu quero beijar pro resto da minha vida.          



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